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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

25
Abr14

Discursos Sobre a Cidade

 

Abril.

 

É ainda abril!

 

Tempo de mudança, tempo de reflexão, tempo de avaliar as conquistas possibilitadas pela liberdade oferecida à minha geração pela coragem dos “Capitães de Abril”.

 

Nunca é demais agradecer a liberdade, nunca é demais protegê-la dos seus inimigos. A herança de abril não deve ser descurada ou desvalorizada, foi ela que nos permitiu crescer na esperança de conquistar a felicidade. Por isso, só em liberdade é possível a justiça, só em liberdade o homem pode ter paz. A segurança, a ordem, a autoridade valem zero se não vivermos em liberdade. Pensem como seria triste se nos retirassem a liberdade, ou se já nascêssemos sem ela. Que comunidade se poderia criar com essa injustiça? Na inexistência de liberdade, nem que seja para uma só pessoa, a igualdade já não existe. É claro que raramente cuidamos que seremos nós os destinatários da desigualdade. Nunca pensamos que poderemos ser nós a sofrer com a desigualdade. Desigualdade nos ordenados, no acesso aos hospitais e aos bons médicos. Desigualdade na habitação, no acesso às universidades ou mesmo aos divertimentos.

 

E se a desigualdade vier da diferença?

 

Diferença por termos uma limitação física ou intelectual, diferença por termos uma orientação religiosa que a maioria não partilha, diferença por termos preferências sexuais fora do tradicional ou tão só por termos conceções políticas diferentes. Não é tudo isto injusto? Poderá haver ordem com a injustiça a medrar todos os dias?

 

Dizia no início que é tempo de avaliar as conquistas possibilitadas pela liberdade oferecida à minha geração. A avaliação que faço é muito, mas mesmo muito positiva. Afirmo-o em relação ao nosso concelho, à nossa cidade. Terra onde nasci seis anos antes do 25 de Abril de 1974.

Nestes 40 anos assisti, por isso, ao crescimento da cidade, vi como se tornou mais urbana, como se obtiveram infraestruturas, como se realizou o abastecimento de água e o saneamento. Vi como se desenvolveu a rede elétrica, como melhoraram as instalações escolares e como todos passaram a frequentar a escola. Vi como o hospital surgiu e a saúde melhorou. Vi como se melhoraram as estradas no concelho, desaparecendo o isolamento. Assisti à inauguração da auto-estrada. Tive sempre esperança no futuro o tempo todo.

 

Continuo a ter essa esperança, ela não desaparecerá desde que tenha liberdade. Desde que todos tenhamos liberdade. Não vai ser o desgoverno que já tem os dias contados que me fará perder a esperança. Acredito que, tal como os “Capitães de Abril” nos libertaram do Estado Novo, também agora, o povo unido se libertará do Estado de Austeridade desigual, que isenta os ricos de sacrifícios e nos sobrecarrega a todos com impostos e cortes injustos, ao mesmo tempo que serve de pretexto para os ataques mais vis ao bem-estar coletivo e para o encapotado desmantelamento do estado social.

 

Abril sempre!

 

Francisco Chaves de Melo

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