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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Discursos Sobre a Cidade - Por Francisco Chaves de Melo

29.08.14 | Fer.Ribeiro

 

Ai, ai, ai …….

 

As obras nas termas iniciaram-se a 2 de Novembro de 2013. Nessa altura prometeu-se que abririam ao público nos inícios de Julho de 2014. Hoje não sabemos em que data abrirá o balneário termal!

 

Os planos de atividade apresentados pela empresa gestora, são agora tão incertos que os próprios revisores de contas não são peremptórios sobre os resultados a esperar no curto prazo.

 

Os primeiros a sofrerem com estes calvários foram os trabalhadores sazonais das termas. Os que ficaram sem o seu trabalho, em remunerações, que não se afastam por ai além do ordenado mínimo, perderam meio ano de salários. No total perderam em salários mais de 250 mil euros.

 

Sofrem também os muitos aquistas, flavienses ou não, já que vão ficar sem tratamentos termais dois anos consecutivos. Só quem sofre no corpo e na alma as muitas dores, que uma vida inteira de canseiras e trabalhos pesados originam, é que dá valor ao alívio que os tratamentos termais proporcionam. As nossas termas ajudam muitos flavienses, novos e idosos, a suportar o inverno com alívio. O que será depois de dois anos sem poderem beneficiarem destes tratamentos? Quem vão maldizer pelos padecimentos?

 

Este programa de obras, mal orientado e pior executado, também prejudica o comércio, a restauração e a hotelaria da cidade. Contudo, o problema já vem de trás, desde o início da gestão PPD/PSD.

 

É fácil ver o porquê, pois, se em 2014 o número de utentes das termas de Chaves será “0” (imagine-se – ZERO!!!), em 2004, ou seja, há uma década atrás era 6.264 (valor que pouco flutuava). Desde essa altura o número de utentes veio sempre a diminuir de ano para ano, alcançando em 2013 o irrisório valor de 3.433 utentes.

 

Esta perda de 55% de utentes numa década espelha bem a deficiente orientação imprimida às termas de Chaves pela gestão do PPD/PSD.

 

De resultados equilibrados durante a gestão PS, as termas passam a gerar uma perda financeira para o município a rondar, este ano, os 500.000€00.

 

Esta é a dimensão da hecatombe: de mais de 6.000 aquistas para ZERO em 2014!

 

Interrogo-me sobre quem pagará este erro!

 

Não me moam mais com a conversa de que nas termas se praticam preços sociais, pois nunca vi qualquer cálculo do custo real a que “sai” cada tratamento para a câmara. Se nunca vi o custo para a Câmara de cada consulta médica, como podem então dizer que praticam um custo social. Enquanto não disserem em quanto “fica” cada tratamento termal, individualmente para a Câmara, como falar em preços sociais?

 

Resumindo e concluindo: O TURISMO DE SAÚDE E DO LAZER TERMAL, desiderato do PPD/PSD no plano estratégico Chaves 2015, foi um grande “flop”, talvez até o maior de todos.

 

É triste, eu pelo menos estou muito triste!

 

As TERMAS DE CHAVES, marca turística incontornável do concelho, já tiveram melhores dias. Esta gestão PPD/PSD já provou que não a sabe aproveitar.

 

Francisco Melo