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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

23
Mai14

Discursos Sobre a Cidade - Por Gil Santos

 

 

 

CHAVES NA GRANDE GUERRA

O Batalhão de Infantaria nº 19

 

De Chaves A Copenhaga, a saga de um combatente, é uma obra publicada em 2008 pela editora Prefácio, patrocinada pela Câmara Municipal de Chaves e que se encontra há muito tempo esgotada. O título até pode parecer estranho, sobretudo aos mais familiarizados com a temática da Grande Guerra. Trata-se, porém, de uma publicação inédita de valor histórico elevado (a crer na avaliação dos especialistas sobre o diário publicado em fac-simile) de um combatente flaviense, que interessou à Fundação Vox Populi para se associar às comemorações do centenário. Por isso, esta Fundação vai patrocinar, integralmente, a sua republicação, oferecendo um exemplar a cada uma das mais de mil escolas do país, o que acontecerá em Agosto e promovendo igualmente um concurso de trabalhos académicos a realizar pelos seus alunos no próximo ano letivo. A segunda edição da Saga será publicada pela editora Âncora (a mesma que publica Bento da Cruz) sob o título: A saga de um combatente da Grande Guerra - De Chaves a Copenhaga. A Vox Populi vai patrocinar ainda um estudo de opinião, inédito, a realizar a nível nacional pela Marktest, sobre os conhecimentos que os portugueses têm sobre a Grande Guerra.

 

Não é fácil, à primeira vista, perceber o que é que Chaves e Copenhaga possam ter em comum no que se refere à Grande Guerra. Chaves situa-se no coração de uma província ostracizada de um país minúsculo e periférico do sudoeste europeu que participou diretamente na guerra; Copenhaga é a capital de um Estado da Europa do norte, outrora Reino da Dinamarca. Pois foi exatamente a Grande Guerra que uniu estas cidades! Pese embora a Dinamarca ter sido neutra naquele conflito mundial, Copenhaga recebeu e acarinhou alguns prisioneiros portugueses que em trânsito desde a longínqua Prússia Oriental se dirigiam para Cherburgo em França, onde o Corpo Expedicionário, ou melhor o que restava dele, regressou ao solo pátrio.

 

Veja-se uma pequena parte do que a esse respeito escreveu António no seu diário de guerra publicado em fac-simile naquele livro:

 

 

 

 

 

 

 

Algumas centenas destes militares portugueses, prisioneiros dos alemães, mortos, feridos, gaseados ou apenas combatentes sem novidade, foram mobilizados pelo Batalhão de Infantaria 19, sito em Chaves.

 

Das peripécias da Grande Guerra conta-vos o livro, o seu diário e a sua contextualização, aqui queremos, apenas, dar nota, ainda que sumária, da mobilização das forças do 19, bem como de alguns excertos, curiosos, de missivas escritas (e apreendidas) por combatentes transmontanos na Flandres francesa. Antes, porém, queremos dar-vos conta de que das visitas a todos os lugares onde esteve o nosso avô António e que se estendem da Vestefália à Prússia Oriental, faltava-nos apenas a Flandres, o sítio onde lutou integrado no Batalhão nº 3 de Viana do Castelo. Pois tivemos oportunidade, nesta Páscoa, de a visitar: Estivemos em Lille, Armantières, Saint Venant, Richebourg, Lacouture, Fauquissat, Neuve Chapelle, Merville, Paradis, Laventie. Nesta última vila sentimos forte emoção, porque tivemos oportunidade de pisar o exato lugar de Red House, onde o nosso avô foi feito prisioneiro dos boches nessa malvada manhã de 9 de Abril de 1918 na célebre Batalha de La Lys.

Mas vejamos como chegaram à Flandres e a África os combatentes da nossa cidade/região:

 

A participação do BI19 de Chaves não se encontra autonomizada uma vez que não foi unidade mobilizadora enquanto tal. Os seus efetivos militares foram constituir depósito de reserva para colmatar de baixas noutras unidades, como refere Júlio Machado:

 

“Nenhum dos Regimentos de Chaves [cavalaria e infantaria] tomou parte directamente em qualquer das campanhas da primeira Grande Guerra Europeia. Porém os seus soldados e oficiais nela intervieram largamente integrando outros batalhões de outros regimentos, e sempre de forma a deixar memorável a sua presença nas diversas frentes da batalha”[1]

 

No entanto e apesar disso, a mobilização das forças desta unidade deu-se em quatro momentos:

 

O primeiro constou da mobilização para Moçâmedes, no sul de Angola, em começos de janeiro de 1915. A 17 de janeiro as praças foram sorteadas, a 24 regressaram do período de gozo de licença, a 28 seguiram para Lisboa, a 31 embarcaram para África e a 31 de março de 1916 regressaram a Chaves nesse mesmo ano com apenas três baixas.

 

O segundo momento resultou da mobilização de um primeiro Batalhão para a Flandres. Largou de Chaves às 24 horas do dia 21 de maio de 1917, integrando alguns oficiais e praças regressados da campanha de África no ano anterior. Constituiu o segundo Depósito de Infantaria do Corpo Expedicionário Português (CEP).

 

Vejamos a Ordem de Serviço nº 139 que no dia anterior mandou publicar o comandante desta unidade, o devoto republicano coronel Augusto César Ribeiro de Carvalho:

 

regimento de infantaria nº 19

chaves 20-maio-1917

ordem de Serviço nº 130

 

“Devendo marchar para Vidago amanhã àmeia noite o 1º Batalhão dêste regimento, afim de seguir ao seu destino, constituindo o 2º Depósito de Infantaria do cep determino que se observe o seguinte:

 

a) Amanhã ao toque do recolher as praças comparecerão com o uniforme de campanha (dolman e calção de lã, grevas e 1º barrête) e a essa hora terão já o capote colocado na mochila e dentro desta e no saco, todos os artigos de fardamento que lhes estão distribuídos.

 

b) Em seguida à chamada, as praças receberão a ração fria, a raçãode reserva e o vinho, devendo a distribuição ser feita por secções, afim de se efectuar com a maior rapidês, procedendo-se em seguida á distribuição do café.

 

c) Às 22h 3om as praças estarão em forma completamente equipadas e conduzindo cada qual o seu saco para fardamento e em seguida conduzidas á parada do quartel, onde o Batalhão se achará formado ás 23 horas.

 

d) É absolutamente proibida a entrada no quartel, desde o toque do recolher, a indivíduos da classe civil.

 

e) Comparecerão no quartel ás 23 horas todos os oficiais e sargentos do regimento que não mobilizaram. Comparecerá também a Banda de Música com o uniforme nº 5, afim de acompanhar o Batalhão até fora da vila.

 

f) Amanha à hora da parada da guarda serão rendidos todos os cabos e soldados mobilizados que estiverem de serviço nas companhias, por praças não mobilizadas, os quais tomarão conta dos artigos em carga nos diferentes alojamentos e pela sua existência ficarão responsáveis.

 

Os senhores comandantes das companhias mobilizadas mandarão hoje para a secretaria nota do número de praças não mobilizadas de que necessitam para os diferentes serviços.

 

g) Antes da marcha os senhores comandantes das companhias entregarão relações das praças que faltarem à chamada”[2]

 

Este Batalhão, tal como estava determinado, seguiu de comboio até Lisboa onde embarcou para Brest. O comando desta força estava entregue a um major que era acompanhado por quatro capitães, entre eles o médico flaviense Adelino Augusto Fernandes, sete tenentes, trinta e um alferes, um sargento-ajudante, quatro primeiros-sargentos e quarenta e sete segundos-sargentos. Desconhecemos o número de cabos e praças. De Brest seguiram para Etaples de comboio, onde receberam a instrução em falta para a entrada no front. Quase todo o efetivo foi distribuído por outros batalhões na hora do combate. O Batalhão nº 15 de Tomar teve, no entanto, o bom senso de reunir os adidos do 19 num único pelotão. Aí se destacou o célebre soldado Milhões[3].

 

O terceiro momento prende-se com a segunda mobilização para a Flandres. Esta incorporou o nosso combatente António e era constituída, provavelmente, por apenas dois pelotões[4]. A 29 de agosto de 1917, os militares foram sorteados e avisados da partida. No dia seguinte, a pé, seguiram para Mirandela onde apanharam o comboio para Bragança a fim de mobilizarem com o Batalhão de Infantaria nº 30 daquela cidade. Aí chegaram a 1 de setembro pela uma hora da madrugada. De acordo com os dados constantes da Folha de Matrícula de António, gentilmente cedida pelos serviços do Arquivo Geral do Exército, no dia 1 de setembro de 1917 “passou ao Regimento de Infantaria nº 30 - Bragança - por ordem do Comando da 6ª Divisão do Exército - Vila Real - fazendo parte do grupo de companhias deste Regimento destinadas a reforçar o CEP.” Foi integrado na Primeira Companhia do 1º Batalhão com o nº 814.

 

No dia 7, vestiram roupa de mobilizados e no dia seguinte seguiram para Lisboa. No dia 10, pelas 11 horas, chegaram à capital. No dia 12, partiram num vapor inglês para Brest na Bretanha francesa, onde chegaram a 15. Daí até Ambleteuse, já na Flandres, demoraram três dias de comboio. Permaneceram aí até 20 de novembro em instrução. Nessa data, seguiram para o front e foram adidos a outros batalhões na zona de Neuve-Chapelle.

 

De acordo com os dados da Folha do CEP e do Boletim de Alterações nº 54, que a seguir se exibem, no dia 23 de novembro, António foi transferido para a 4ª Brigada – Brigada do Minho – onde foi incorporado na 4ª Companhia do 1º Batalhão do Regimento de Infantaria nº 3 de Viana do Castelo, com o nº 584. A sua Placa de identificação tinha o nº 62413.

 

 

folha do cep de antónio pereira dos santos

 

 

 

boletim de alterações de antónio pereira dos santos

 

 

O nosso combatente, com muita mágoa, foi parar, sozinho, a essa célebre Brigada do Minho. A que mais sofreu na Batalha de La Lys. Da solidão e do desenraizamento destes infelizes soldados nos fala Carlos Palmeira desta forma:

 

Quantas vezes êsses malfadados combatentes se lamentavam por não verem a seu lado um único graduado ou simples soldado da sua unidade, e, para não lhes faltar a coragem devida naquelas horas nostálgicas, ou talvez para recordar a bravura do seu regimento nas campanhas anteriores, os intrépidos militares do 19,cantavam por vezes, mesmo em plena 1ª linha, este hino que Gastão Souza Dias escreveu com purêza de mestre e êles aprenderam na parada do quartel logo nos primeiros dias de instrução e depois entoavam com veemência nas marchas dos exercícios finais:

 

Regimento de tanta firmêza,

De tão nobre e leal patriotismo,

Onde é culto esta doce nobrêza

De morrer numa acção de heroismo,

 

Não existe, não há certamente!

Que seus feitos e altas façanhas

Só são próprias da raça valente

Que nasceu para cá das montanhas.

 

CORO

Dezenove é o seu nome de glórias,

O mais belo da nobre infantaria!

Aumentemos com brava galhardia

Seu legado de tão grandes vitórias!

 

Nós fizemos o Oito de Julho

E mostramos o nosso valôr

Esmagando a traição e orgulho

Dos que á Pátria votavam rancor!

 

E se alguem preguntar a maneira

Como foi nossa fé triunfante,

Apontemos da nossa bandeira

Suas letras em ouro brilhante![5]

 

 

 

 

O quarto e último momento, refere-se ao facto de terem embarcado em Lisboa, em princípios de 1918, com destino ao norte de Moçambique, 1 tenente, 7 alferes, 4 segundos sargentos e 7 cabos. Desconhece-se o número de praças e a data do respetivo regresso.

 

Não conseguimos afirmar que a unidade se tivesse notabilizado enquanto tal. Porém, reconhecemos razão a Carlos Palmeira quando afirma a este propósito que:

 

“Pondo de parte o incomensurável e duplo sacrifício destes modestos defensores do Direito e da Justiça, dignos da mais sincera admiração, alguns bibliógrafos da guerra, ousam afirmar que as glórias praticadas por oficiais e praças dos Depósitos de Infantaria pertencem às unidades onde os mesmos as praticaram. Será assim? A minha opinião é absolutamente contrária, e, sem receio de errar, direi que essas glórias pertencem individualmente aos militares que as praticam, e no seu conjunto, são exclusivas das unidades a cujos quadros pertenciam os mesmos militares, não sendo lógico cercear esse direito aos Depósitos de Infantaria, visto que todos os seus oficiais e praças eram apenas considerados em deligência nas unidades em que se iam encorporar na frente”.[6]

 

Em termos globais, as baixas do 19 cifraram-se em 33 mortos na campanha de Angola e 48 na da Flandres. À sua memória encontramos testemunho nas paredes da Torre de Menagem, precisamente na muralha fronteira à antiga parada do 19, onde juraram fidelidade à pátria estes heróis esquecidos!

 

homenagem aos mortos da grande guerra

 

 

E pouco mais se sabe sobre a participação do Batalhão. No entanto, parece-nos o bastante para percebermos que também os flavienses souberam honrar a pátria como testemunha e reconhece o monumento da nossa cidade dedicado a esta saga bélica.

 

Muitos destes heróis passaram a guerra sem enviarem uma única notícia para os seus entes queridos. Mais de três quartos dos soldados eram analfabetos e para o conseguirem tinham de pagar a quem o fizesse. Porém, ainda assim, algumas cartas chegaram ao nosso conhecimento, por terem sido retidas pela censura militar. Pela curiosidade que representam, selecionamos alguns excertos que aqui reproduzimos. Missivas escritas por/para gente da nossa terra:

 

Minha querida mãe Muito estimo que ao receber esta minha carta que esteja gosando uma perfeita I felis saúde em companhia das minhas queridas manas pois eu ao fazer desta fico bom graças A Deus.

António da Purificação, soldado do C.E.P., França, 28 Julho 1918, p. 1 [para Margarida dos Santos, Carreira de Vinhais, Trás-os-Montes, Portugal – mãe].

 

“O Pai mandou-me dizêr que este ano houve pouco azeite, só sete cântaros; mas ainda assim com o porquinho remedeiam; o antónio adiaram-no para Junho estou a ver que espetam com êle em infantª; o abílio foi prezo em Vila Pouca d’aguiar e não tornei a saber mais nada”

 

1º Cabo João d’Azevedo, França, 22 Março 918, Vila Pouca de Aguiar [para o irmão Manuel d’Azevedo]

 

Sobre as licenças (não) concedidas aos militares, incluímos, a seguir, uma curiosa carta do soldado José Martins, natural de Casas Novas no concelho de Chaves, para a sua mãe Baltazara Correia:

 

“frança, 11 do 8 de 1918

 

Minha Crida e Saudosa mãe Comuito gosto e prazer lancei mão ha pena Somente para Saver da sua emportente Saude e Juntamente atoda a nossa familia pois que eu fico bem Graças A Deus minha minha mãe tenho [ilegivel] que [ilegivel] de licença peço-lhe que me mande 30 milrreis que com algum que eu tenho para ver se lá vou que este dinheiro não se gasta todo mas é preciso mostralo para-se [ilegivel] Alguma demora / Pellos Cumboios tellos para gostar não esteja arreperare para a diracão mande-mo o mais breve que possa que tem de vir num chéque mande-mo numa carta rezistada que elle não-se perde que os meus colegas tambem o teem recevido aver-se vou a essas terras que estes lêdroes não nos deixão lá ir que as tropas já-se revoltarão que até os entregarão as englezes que eu [riscado] ahi não gostava de ver os defuntos mas agor já não me custa nada que se vêêm morrer todos os dias. / Minha mãe tenho para lhe dizer que no dia nove de abril que tevemos um combate que tivemos de Cavar todos que todo o C.E.P. cavou e se os Alemães dão outro avanço o C.E.P. acavou que atté tive de [ilegivel] a minha roupa toda que ande-mos 5 dias que não comemos nada e a nossa roupa da cama era o chão andemos 22 dias com mantas e a nave e o gelo a cair que o encoento nos escapemos muitas graças que muitos meus camaradas lá ficarão como foi o Antonio Pialho que ficou com a cabeça cortada. E o Albaro da tia Izabêl tambem morreu ó está prezioneiro e o Elias e outro cabo de Rebordondo estes morrerão da nossa terra hôra o José Chiscaro ficou bôm e o Antonio Jorge ficou sem novidade que eu estive depoes do combate com elles agora já há muito tempo que não estive com elles e não esteja com quidado em mim que eu estou muito longe das trinxeiras que estou ao pé de Paris num depozito de bagagens não me falta couza alguma muitos abraços deste Seu filho José Martins. A Deus A Deus.

 

Paz às suas almas e glória aos seus feitos.



[1]Cf. Júlio M., Machado, Crónica da Vila Velha de Chaves, Chaves, Câmara Municipal de Chaves, 1994, p. 325.

[2]Cf. Carlos Palmeira, A Acção de Infantaria 19 na Grande Guerra, Chaves, Tipografia Mesquita, 1935, pp. 49-50.

[3]Soldado Aníbal Augusto Milhais, nascido em Valongo, Murça, em 9 de junho de 1895. Em 9 de abril em Huit Maisons, protegeu heroicamente com a sua metralhadora a retirada de inúmeros patrícios. Foi condecorado com a Ordem Militar da Torre Espada, a Cruz de Guerra de 1ª Classe e a Cruz do Rei Leopoldo da Bélgica, Faleceu em 4 de junho de 1970.

[4]Dizemos isto com a convicção de que se esta força era comandada por dois aspirantes (Antero Alves e Augusto Dias) tratar-se-ia provavelmente de apenas 2 pelotões cada um comandado por um desses oficiais. Cf. Carlos Palmeira, Ob. Cit., p. 79.

[5]Cf. Palmeira Carlos, Ob. Cit. pp. 57-58.

[6]Cf. Carlos Palmeira, Ob. Cit., p. 58.

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