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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Fernandinho!

06.08.16 | Fer.Ribeiro

1600-fernandinho (173)

 

Hoje em jeito de provocação começo com esta, com a grafia da oralidade passada a escrita. “Fernandinho vai ó binho, parte o copo p’lo caminho, ai do copo ai do binho, ai do cu do Fernandinho”. É a minha “vingança” para todos os que aquando puto me cantavam isto à minha passagem. Mas como sempre, de bom encaixe, eu até gostava desta lengalenga, até a achava simpática. Claro que isto nada tem a ver com a nossa aldeia de hoje – Fernandinho – a não ser a coincidência que o topónimo da aldeia tem com a personagem da lengalenga. Contudo, graças ao topónimo, sempre senti um certo carinho e curiosidade por esta aldeia.

 

1600-fernandinho (177)

 

Confesso que das primeiras vezes que lá fui saí de lá com impressões confusas. Aldeia pequena, com uma rua de risca ao meio a passar por meia dúzia de casas, uma fonte interessante e a terminar lá no alto da Capela, de onde as vistas eram interessantes. Lembro-me ter brincado com imagem do burro que tinha ficado esquecido no recreio da escola e pouco mais. Fui por lá três a quatro vezes e saí de lá sempre com as mesmas sensações, mas a insistência vale a pena, pois uma das sensações era a de que a aldeia tinha de ser mais do que aquilo que aparentava, é de facto é verdade, na nossa última visita, em maio passado, tivemos a sorte de encontrar a aldeia com gente dentro, coisa que nas últimas visitas não tinha acontecido, e fez toda a diferença.

 

1600-fernandinho (182)

 

Penso que ainda devia este post à gente que nos recebeu. Este e outros que pela certa ainda acabarão por acontecer num futuro próximo destes sábados dedicados às nossas aldeias flavienses e à sua gente. Gente que até nos levou ao “binho”,  que entornei com toda a satisfação do mundo para poder ser apreciado na frescura da adega.