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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Flavienses por outras terras

25.01.18 | Fer.Ribeiro

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Paulo Azevedo

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” voltamos a Lisboa e desta vez vamos encontrar o Paulo Azevedo, um amante da fotografia e de viagens, mas que não esquece a nossa cidade.

 

Cabeçalho Paulo Azevedo (1).png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci no hospital de Mirandela, mas cresci em Soutelo.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1994 para estudar em Lisboa, no Instituto Superior Técnico.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Lisboa.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Recordação má: o frio do inverno e o nevoeiro que se entranha nos ossos.

Recordação boa: o frio do inverno que nos aproxima do calor de uma lareira e a beleza mística do nevoeiro, principalmente visto dos cumes das serranias ou no meio dos bosques despidos.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

A zona nobre é, sem dúvida, toda a envolvente do rio, próxima da Ponte Romana. Porém, são os caos graníticos e as serranias que a mim mais me cativam. Sempre que levo alguém de "fora" a ver os jardins silvestres das giestas, carquejas e urzes no início da primavera, a região ganha mais um fã. Nem é preciso suborná-lo com os pastéis, os enchidos ou o presunto!

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Como passei a primeira metade da minha vida em Chaves, confunde-se a felicidade da juventude com o local. Dito isto, do que sinto mais falta são das pessoas e do silêncio restaurador das serranias.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Depende, talvez 4 ou 5 vezes por ano. Gostaria de ir mais.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Não tenho vivido na cidade o tempo suficiente para poder fazer sugestões de melhorias. Tenho pena que alguns serviços estejam a desaparecer e que com isso piore as condições de vida dos meus amigos e familiares que lá vivem.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Não sei responder a essa pergunta porque nunca pensei seriamente nela. Sou uma pessoa que viaja bastante, sinto-me em casa em praticamente qualquer parte do mundo. Gosto de ir a Chaves de vez em quando e isso nunca vai mudar. Foi lá que cresci e é lá que me sinto realmente em casa.

 

Lisboa.jpg

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Paulo Azevedo (3).png