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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Fugas - Por terras do Alto Minho

18.05.17 | Fer.Ribeiro

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Por terras do Alto Minho

 

 2011. O calendário avança e o período de férias aproxima-se. Em família começamos a pensar no destino: Sul ou Norte? O azul do mar ou o verde da montanha? O marulhar das ondas ou o canto dos pássaros? Venceram o Norte, o verde e o canto dos pássaros. Preparam-se as malas, a máquina fotográfica, os óculos de sol… e um mapa, pois o GPS ainda não faz parte das nossas aquisições. Mais importante que tudo isto, e com a vantagem de não ocupar espaço na bagageira do carro, levamos também boa disposição e vontade de descobrir novos e agradáveis recantos deste país.

 

Partimos, então, para Valença, no Alto Minho. De paragem em paragem, pois não temos pressa, vamos subindo pelo mapa, sempre junto ao litoral, até que em Caminha o mar fica para trás e passa a ser o Rio Minho a acompanhar-nos no resto da viagem, indicando-nos que Espanha é já ali, na outra margem.

 

Em Valença descobrimos uma cidade fortificada, memória de um passado longínquo de disputas territoriais entre os reinos ibéricos. Passeamo-nos descontraidamente no interior das suas muralhas, visitamos algumas lojas de artesanato e, por fim, passamos pelo posto de turismo para obter mais algumas informações sobre a região.

 

Palácio da Brejoeira.jpg

 Fotografia de Luís dos Anjos

Nos dias seguintes, subimos um pouco mais e vamos até à vila de Monção, também nas margens do Rio Minho e com Espanha à vista. E como estamos na região do vinho Alvarinho, não podemos deixar de visitar o Palácio da Brejoeira, seguramente um dos mais belos de todo o Norte de Portugal, mandado construir no início do século XIX e classificado como monumento nacional desde 1910. Aqui, nos 18 hectares de vinha que se estendem ao redor do palácio, é produzido um dos mais afamados vinhos da casta Alvarinho.

 

Ainda mais a Norte fica Melgaço, mas a visita terá de ficar para uma próxima oportunidade, pois ainda queremos conhecer Vila Nova de Cerveira, onde uns dias antes, de passagem, pudemos observar a estátua de um cervo no alto da montanha, e saber da lenda que terá estado na origem do nome desta localidade.

 

Na hora do regresso a casa sentimos já uma vontade de voltar em breve para novas descobertas.

 

Luís dos Anjos