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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

18
Mai14

Mais uma aldeia (Izei) e umas palavras

 

Hoje em dia quando se apresenta um projeto para licenciamento de uma obra simples, como a construção de uma moradia, por exemplo, é necessário pelo menos um arquiteto, um engenheiro civil, um engenheiro eletrotécnico, um engenheiro especialista em ligações de gás, outro especialista em acústica, outro em segurança de incêndios, um topógrafo, um desenhador, um coordenador do projeto e um engenheiro diretor técnico da obra, pelo menos na teoria e a burocracia assim o exigem, pois na realidade as coisas não são bem assim, principalmente na realidade das construções, quer seja clandestina ou não, onde às vezes as soluções construtivas surpreendem o mais consagrado arquiteto ou engenheiro. Qual projeto, qual certificação, qual que… constrói-se com a melhor arte de bem construir por sugestão, intuição, com a solução mais fácil e barata, mesmo que vá contra todas as regras, técnicas e soluções academicamente aprovadas, o facto é que as soluções populares não andam com merdas e aplicam a solução mais prática e até eficaz. Da minha parte, que não sou leigo de todo nesta matéria, confesso que muitas vezes as soluções encontradas nestas coisas das obras me surpreendem, principalmente nas mais antigas das nossas aldeias em que engenheiros eram luxos dos quais às vezes se ouvia falar e arquitetos, nem isso…

 

 

Pois a primeira imagem que vos deixo tenta justificar todo o primeiro parágrafo e não sei porque, mas esta segunda imagem, no meu ver, está intimamente ligada  à primeira imagem, mas aqui em vez de ser a mão do homem a encontrar a solução, é a própria natureza que se encarrega de desorganizadamente se organizar

 

 

E como não há duas sem três, fica uma preciosidade das que já não existem, ou melhor, das que já não se constroem, falo-vos das casas solarengas de há cem ou mais anos atrás, com construção mais cuidada, é certo, mas construídas com a mesma sabedoria popular, sem arquitetos, engenheiros disto e daquilo, certificações e outras complicações, em suma, sem burocracias e sem uma maneira de sacar dinheiro aos mesmos de sempre, Ai Portugal, Portugal.

 

E o seu a seu dono, as fotos são de Izei, aqui ao lado, ali conforme se sobe o Brunheiro pela 314, em direção ao Peto de Lagarelhos, por onde todo o mundo passa.    

 

 

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