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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

16
Nov18

Momentos de luz (ou sem ela) na cidade de Chaves

1600-(41837))

 

Para não ser todos os dias do mesmo ou do que está a dar (na moda), agora o outono, resolvi dar uma voltinha por coisas diferentes. Encontrei esta primeira imagem, de um momento no mínimo esquisito, mas com um rosado interessante, e registei-o com o que tinha à mão, o telemóvel que, penso eu, ainda lhe acrescentou mais esquisitice ao momento, que apresento sem filtros, tal-qual o telemóvel ma deu. Hoje já não somos nós quem mandamos nas nossas vontades, os eletrodomésticos de casa e que transportamos connosco parece terem também vontade própria e às vezes controlam(-nos) até os nossos olhares e gostos. Mas escolhi a imagem também para dizer uma coisinha que, em especial, me irrita. Admito que haja praí pessoal que não goste de História, eu também não morro de amores por ela, mas vou ao que me interessa, principalmente àquela (História) que nos toca de perto e é também a nossa História. O que me irrita é que passem por esse Senhor da estátua que está no meio da rotunda e muitos flavienses não saibam quem o Homem é, ou foi. E tenho a triste prova disso mesmo, aquando em tempo uma senhora, que por acaso até nem era uma senhora qualquer, pois tratava-se de uma pintora portuguesa mais que consagrada de passagem por Chaves, perguntou à volta da rotunda quem era o Senhor da estátua. Perguntou no quiosque que então existia e onde se sabe sempre de tudo, aos taxistas que igualmente conhecem a vida de toda a gente, aos entrantes e saintes do supermercado lá do sítio, aos passantes etc.  Ninguém lhe soube dizer quem era o Homem da estátua. Isto confessou-mo a própria depois de ter abordado o último passante (que por acaso era eu). Primeiro esbocei um sorriso, relembrando aqui que há sorrisos amargos, não para a senhora, mas para a ignorância, não da senhora que não era de cá, mas para os de cá que não conhecem os seus, e este Homem, nem que fosse pelo seu fim trágico de uma noite sangrenta ao serviço de todos, merecia ter a sua História conhecida por todos os flavienses, que a maioria até lhe conhece o nome, mas não faz a mínima ideia de quem o Homem é. E fico-me por aqui, e de castigo para quem não sabem quem Ele é, também não o vou dizer – informai-vos!

 

1600-(41855)

 

E já que atrás abordei a ignorância, o segundo momento de hoje vai para o seu contrário, a inteligência e a sabedoria, neste caso da natureza, principalmente quando nos brinda com momentos como os da imagem em que ilumina o nosso olhar para aquilo que verdadeiramente interessa, realçando-a e deixando na penumbra aquilo que na imagem se chama ruído, que só incomoda e distrai. Inteligência, sabedoria mas também amiga e condescendente, dando um pouco de luz a quem dela precisa…

 

1600-Vidago Palace 18 (373)

 

Já sei que prometi que o Outono aqui do blog só vai aparecer no próximo sábado (amanhã),  mas fica um brinde, também ele da natureza do Outono, digamos que é um aperitivo para o que aí vai vir e um pouco da magia da luz e da cor. E com esta me bou!

 

Então, até amanhã!

 

 

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