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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Abr20

O Barroso aqui tão perto - As Aldeias dos Colonos

JCI - As aldeias de salazar - aldeias jardim

 

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Barroso 1950-53 - Fotografia de Artur Pastor

montalegre (549)

 

 

Colónia do Barroso da Junta de Colonização Interna

As aldeias de Salazar – Aldeias Jardim

(3ª Parte )

1ª Parte -

2ª Parte -

 

III – Os Casais de Barroso

 

E agora sim, uma breve abordagem e viagem pelos Casais, Casas de Salazar, Aldeias Jardim do Barroso.

 

1 - Casais da Veiga

Esta aldeia dos antigos colonos era a mais próxima de Montalegre, sendo hoje, na prática, um bairro da vila, graças ao seu crescimento natural, não havendo já separação física. Iniciei por dizer aldeia dos antigos colonos, porque atualmente poucos são os que lá residem, pois tal como aconteceu um bocadinho em todas estas aldeias de colonos, com a nova Lei de 1983, que acabou com a obrigação de o casal agrícola apenas poder ser transmitido, por herança, ao herdeiro mais velho da família. Com a nova lei passou a poder ser vendido a terceiros, pelo que alguns colonos abandonaram os casais agrícolas, vendendo as habitações dos mesmos.

 

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Foto 35 – Casais da Veiga

 

As moradias e respetivos lotes ocupam uma área de cerca 9,4 hectares, já no que respeitava à área agrícola, esta era de 237 hectares, absorvendo baldios das freguesias de Montalegre, Padornelos e Meixedo.

 

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Fig.22 – Fotografia aérea dos Casais da Veiga

 

Para esta colónia foram projetados 22 casais, e foram todos construídos, doas quais, atualmente 2 estão totalmente em ruínas (apenas com paredes resistentes de perpianho), um deles foi totalmente demolindo e o lote limpo de escombros e os restantes mantêm-se, alguns deles reconstruídos por novos proprietários.

 

Ao nível de infraestruturas nesta aldeia apenas foi construído um chafariz-bebedouro.

 

Não sei qual foi o critério que a Junta de Colonização Interna seguiu para atribuir o nome a estas aldeias. No caso desta, notoriamente tem a ver com o local onde foi implantada, numa veiga, daí, talvez, o ter ficado com o topónimo de Casais da Veiga.

 

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Fig. 23 – Planta de implantação dos Casais da Veiga

 

Veiga que pela sua altitude eu entendo como planalto, já nas faldas da Serra do Larouco. Note-se que esta aldeia é implantada a 980m de altitude onde a neve marca presença todos os invernos. Estamos em terras de terra fria que até já inspirou títulos de romances dos melhores escritores portugueses, como o “Terra Fria” de Ferreira de Castro, cujo enredo se desenvolve todo nestas terras, um bocadinho mais acima, em Padornelos.

 

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Fig. 24 – Projeto Tipo dos Casais de Barroso

 

2 - São Mateus

Comecemos já pelo topónimo. Ora a “Toponímia de Barroso” diz o seguinte acerca de São Mateus: “ Por acaso é uma aldeia recente fundada pelos arquitectos da Junta de Colonização Interna. O nome de S.Mateus não sei a que se deva…”. Por acaso esta consulta até nem ajudou nada, no entanto, deitando um olho à tese de mestrado de arquitetura da UP, de Ana das Mercês Oliveira, sobre as “Colónias Agrícolas da Junta de Colonização Interna no concelho de Montalegre”, diz-nos que a aldeia de São Mateus “Recebeu este nome, uma vez que nas suas imediações existe uma pequena capela denominada de S. Mateus.” Ficamos então com esta, que é perfeitamente aceitável, além de seguir o critério que muitas aldeias seguiram para terem o seu topónimo, o nome de um santo ou santa.

 

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Fig. 25 – Planta de implantação da aldeia de Mateus

 

São Mateus Tem como aldeias mais próximas, Cepeda a Nascente, Codeçoso a Poente e Fírvidas a Sul, pertence à freguesia de Chã e fica a cerca de 11,5Km de Montalegre e a 8Km do antigo Centro Social que lhe dava apoio.

 

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Foto 36 – São Mateus - Chafariz e bebedouro

 

As habitações/lotes da aldeia de São Mateus ocupam uma área de 3,9 hectares aproximadamente, e tinham de área agrícola cerca de 55 hectares. No projeto estava previsto a construção de 10 casais, com as casas dispostas a formar uma espécie de ferradura, onde na abertura desta haveria uma escadaria e miradouro e no interior dessa ferradura, separado pelo arruamento que servia as moradias, uma zona verde com chafariz e bebedouro, no entanto, embora não prevista inicialmente, nesse espaço verde acabou por ser construída uma escola, com residência para o professor.

 

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Fig. 26 – Fotografia aérea da aldeia de Mateus

 

Hoje, aparentemente, apenas três moradias estão habitadas, duas estão em ruínas e as restantes abandonadas, incluindo a escola.

 

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Foto 37 – São Mateus, um casal em ruinas

 

Quanto à sua implantação em altitude, São Mateus está lá no alto, nos seus 1050m de altitude, no entanto a proximidade da serra do Larouco e outras montanhas e a sua condição de estar em planalto, dá-lhe ares de ser terra mais baixa.

 

3 - Aldeia Nova do Barroso

 

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Fig. 27 – Capela da Aldeia Nova de Barroso

 

Iniciemos pelo topónimo. Na aldeia que abordámos atrás, São Mateus, às vezes também é grafada como Aldeia Nova de São Mateus. De facto, comparando com as aldeias centenárias do Barroso, todas estas aldeias dos colonos são aldeias novas, que hoje rodam os 70 anos de existência, no entanto, nesta colónia do Barroso, a única que ficou com o topónimo principal de Aldeia Nova, é esta que agora estamos a abordar, a Aldeia Nova do Barroso, a maior de todas elas, que fica na freguesia da Chã, a confrontar com a Estrada Nacional 103, a cerca de 1000 metros da barragem do Alto Rabagão e mais ou menos equidistante de três aldeias, a pouco mais de 2000m de cada: São Vicente da Chã, Gralhós e Criande/Morgade. Fica a 9Km da Vila de Montalegre, e a 1,5 do Centro Social que inicialmente lhes dava apoio.

 

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Fig. 28 – Planta de Implantação da Aldeia Nova de Barroso

 

Este conjunto habitacional ocupa uma área de aproximadamente 14 hectares, com 600m de comprimento por 230m de largura e foi inicialmente projetada para receber 45 famílias de colonos, tantas quantas as habitações que construíram e casais agrícolas que lhes eram destinados, com 586 hectares. Isto no projeto, que contava ainda com a construção de uma capela, um miradouro e um chafariz-bebedouro, que também foram construídos. Mas como já atrás abordámos, a construção da barragem do Alto Rabagão veio alterar os planos, quer de Criande, quer desta aldeia, e em vez de receber 45 famílias, acabou por receber apenas 18, ficando cada uma com duas casas de habitação e dois casais agrícolas, ou seja, ao todo, os colonos ficaram com 36 habitações. As restantes, 3 foram cedidas para o posto da GNR e habitações dos agentes, 1 foi convertida em escola e as restantes 5 ficaram para funcionários do estado. Extra projetado foi ainda construído um armazém.

 

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Foto 38 – Aldeia Nova do Barroso

 

Presentemente a escola fechou, tal como o posto da GNR e suponho que as 5 moradias do estado também estarão devolutas. Entretanto surgiram novas construções dentro dos lotes individuais, com o algumas moradias e armazéns, ao todo, hoje existem 71 construções dentro do terreno inicialmente destinado à aldeia. Existem pelo menos 10 moradias de colonos abandonadas e 6 em ruinas.

 

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Fig. 29 – Fotografia aérea da Aldeia Nova de Barroso

 

Conforme se pode observar na planta da aldeia, a mesma era constituída por 8 quarteirões de vivendas, variando entre as 3 e as 8 moradias em cada quarteirão, servido por três arruamento longitudinais, um ao centro e dois laterais, ligados por outros 3 arruamento transversais. Ao fundo da aldeia, e, plano mais elevado, umas escadarias levam-nos até ao miradouro e atravessando o último arruamento transversal, outras escadarias levam-nos até à capela.

 

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Foto 39 – Aldeia Nova do Barroso

 

A altitude desta aldeia varia entre os 896 e os 938 metros de altitude, a primeira ao nível da EN103 e a segunda à cota da capela.

 

4 - Vidoeiro

Quanto ao topónimo de Vidoeiro, não encontrei qualquer informação, mas suponho que fosse inspirado pela existência de vidoeiros no local, que ainda hoje abundam por lá, dentro da própria aldeia. Aceito esta origem sem, no entanto, ter qualquer documento em que me basear para tal.

 

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Fig. 30 – Fotografia aérea de Vidoeiro

 

É uma das aldeias mais pequenas da colónia do Barroso, com o conjunto habitacional a ocupar apenas uma área de 3,4 hectares, com 9 moradias dispostas à volta de um arruamento interior em forma de lágrima, no meio da qual existe um espaço verde, onde construíram um chafariz-bebedouro. No que respeita à área para os casais agrícolas, esta era de 75 hectares.

 

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Foto 40 – Aldeia de Vidoeiro

 

Vidoeiro tem como aldeias mais próximas o Cortiço, a apenas 1km de distância e o Barracão, Vilarinho de Arcos e Zebral, as duas primeiras a cerca de 1,5km e Zebral a pouco mais de 2Km. Montalegre a 14 Km e o Centro Social que lhe dava apoio a cerca de 7,5km.

 

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Fig. 31 – Planta de implantação da aldeia de Vidoeiro

 

Vidoeiro é também terra alta do planalto a 881m de altitude.

 

5 - Criande

 

Esta aldeia de colonos foi o que mais sofreu com a construção da Barragem do Alto Rabagão. Dos 301 hectares previstos. 291 foram submersos pela barragem, restando cerca de 10 hectares, que na prática é a área que ocupam as construções levadas a efeito e respetivos lotes, das 31 habitações inicialmente projetados, apenas 26 foram construídas, e uma escola

 

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Fig. 32 – Planta de implantação inicialmente prevista

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Fig.33 – Planta de implantação final (a vermelho lotes eliminados, a verde escola não prevista)

 

Conjuntamente com a Aldeia Nova, era a que ficava mais próxima do Centro Social, implantado mais ou menos a meio destas duas aldeias de colonos.

 

Quanto ao equipamento de apoio, foi construído um chafariz-bebedouro.

 

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Foto 41 – Aldeia de Criande

 

Segundo informações colhidas na aldeia nova, os colonos desta aldeia, acabaram por ficar sem terrenos, sem casal agrícola, pelo que alguns deles abandonaram a aldeia, e outros acabaram por ficar, mas apenas com as moradias.

 

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Fig. 34 – Fotografia aérea de Criande

 

Hoje em dia, com a construção de novas moradias ao longo da estrada e na periferia de Criande, esta, acabou por ligar-se fisicamente à aldeia vizinha de Morgade.

 

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Fig. 35 – Projeto tipo adotado para a aldeia de Fontão

 

 

6 - Fontão

Quanto ao topónimo de Fontão, vem do nome do lugar onde a aldeia foi implantada. Recordo que em miúdo, aquando das minhas deslocações na carreira de Braga, fazia ali próximo uma paragem, a cerca de 500 metros da aldeia, num lugar a que chamavam, e penso ainda chamar-se, o Alto Fontão.

 

Esta aldeia, conjuntamente com a de Criande, Vidoeiro e Pinhal Novo, fazem parte de uma segunda fase de aldeias de colonos, decidida pela LCI em 1945.

 

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Fig. 36 – Fotografia aérea da aldeia de Fontão

 

Segundo apurei em informações colhidas na aldeia, junto a uma colona ainda viva, disse-me que os casais agrícolas são todos constituídos por monte e floresta, sem terras de cultivo. Pelo que percebi, devido a esse facto as áreas de cada casal agrícola será maior que as das outras aldeias, mas não consegui apurar os números.

 

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Foto 42 – Aldeia de Fontão

 

Fontão, é a aldeia de colonos mais pequena da colónia do Barroso, construída mesmo junto à Estrada Nacional 103, no limite do concelho de Montalegre com Boticas. Inicialmente estavam previstas a construção de 7 moradias com projeto idêntico ao das outras aldeias de colonos, no entanto, a JCI acabou por decidir a construção de apenas 6 moradias e um chafariz-bebedouro de apoio, e alterar o projeto tipo inicial construído nas restantes aldeias..

 

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Fig. 37 – Planta de implantação do Fontão

 

O «Projecto do Casal Agricola para o Barroso», de 1943, foi aplicado a todos os casais agrícolas do Núcleo do Barroso, sem exceção. No entanto, em Janeiro de 1951, Maurício Trindade Chagas desenhou o «Projecto de Sete Casais Agrícolas a construir no Lugar do Fontão», que constituía um novo casal tipo para a região. A memória descritiva e justificativa descreve uma habitação e suas respetivas dependências agrícolas que se desenvolvem no piso térreo: «O casal compreende, a habitação e os anexos de lavoura. A habitação compõe-se de cozinha, retrete, três quartos de cama e despensa. Os anexos de lavoura constam, de alpendre, pocilgas, dois silos, estábulos e nitreira. Sobre o estábulo e acesso à nitreira, far-se-á o aproveitamento de vão de telhado que se destina a palheiro. O acesso ao palheiro será feito por uma escada móvel. A construção do casal será em perpianho de granito rijo da região, com as secções indicadas do Projecto, (…)

COSTA (2017)

 

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Fig. 38 – Projeto do Chafariz do Fontão (que acabou por ser ampliado para dois e tanques)

 

O Edifício Social, tal como o projeto anterior, também ficou subordinado ao edifício de assistência, técnica, médica e social da Aldeia de Criande. A Capela e Escola: «O lugar do Fontão fica a cerca de 2km. da Aldeia de Cervos, com 56 fogos, e a esta ficará subordinado quanto à capela e escola.» (J.C.I., 1945: 98).

COSTA (2017)

 

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Foto 43 – Chafariz e tanque da aldeia de Fontão

 

Quanto à implantação desta aldeia, ao contrário das outras todas construídas próximas ou em terras planas de planalto, esta é construída em plena montanha, de terrenos inclinados, a uma altitude de 850 metros.

 

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Fig. 39 – Projeto Tipo da moradia para a aldeia de Fontão e Pinhal Novo

 

7 - Pinhal Novo

Esta aldeia foi implantada a apenas 1,5km da aldeia do Fontão, foi-lhe atribuído o topónimo de Pinhal Novo, talvez pela mesma razão das anteriores adotarem o nome do lugar. É a única aldeia da colónia de Barroso que foi construída no concelho de Boticas.

 

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Foto 44 – Escola da aldeia de Pinhal Novo

 

O Lugar de Pinhal Novo: «[…] com 10 casais, ficará situado já na freguesia de Beça, limite da aldeia do mesmo nome, na encosta Oeste do Alto das Pias. Para lhe dar acesso projectou-se a construção duma estrada principiando na E.N. - 4 - 1ª. no local denominado Alto do Fontão e terminando na povoação de Beça, do concelho de Boticas; prevê-se a continuação desta estrada para as termas de Carvalhelhos e para Boticas, sede do concelho do mesmo nome.» (J.C.I., 1945: 98). (…) A Escola e Capela: «Pinhal Novo, com 10 casais, ficará situado a cerca de 1.500m. de Beça, sede de freguesia, de que dependerá quanto à capela e escola.»

(J.C.I., 1945: 99) mencionado por COSTA (2017)

 

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Fig. 40 – Fotografia aérea

 

O terreno para implantação das moradias é retangular, com um arruamento de entrada, ao centro, que depois bifurca para dois arruamentos que acabam por se unir em curva no lado oposto à entrada. As moradias foram implantadas 5 de cada lado ao longo dos lados mais compridos do retângulo a confrontar com os arruamentos, entre os quais ficou uma zona verde, onde mais tarde se decidiu construir a escola, mesmo ao centro desta zona verde.

 

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Fig. 41 – Planta de implantação da aldeia de Pinhal Novo

 

Nos documentos acedidos, não se encontrou qualquer referência à área agrícola e florestal pertencente a cada casal nestas duas colónias. Supõe-se que no caso do Lugar do Pinhal Novo dado o número de casais ter permanecido inalterável, a área agrícola e florestal também terá permanecido. Já no caso do Lugar do Fontão, a redução do número de casais pode estar na origem da divisão da área agrícola estando, contudo, a área atribuída inicialmente a esta colónia dentro da média (14,5 a 25 ha) da área agrícola da colonização do Barroso.

COSTA (2017)

 

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Foto 45 – Entrada da aldeia de Pinhal Novo

 

Quantos aos projetos tipo adotados para a colónia de Barroso, a autoria é atribuída a mais que um arquiteto. Nalguns documentos que consultei, o arquiteto autor do projeto tipo das aldeias de colonos de Montalegre, à exceção da do Fontão é atribuída ao arquiteto Eugénio Corrêa (?), mas sempre com o ponto de interrogação à frente. Já quanto aos autores dos projetos da aldeia de Fontão e Pinhal Novos, temos o seguinte (no final também fica uma interrogação, mas por outros motivos:

 

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Foto 46 – Uma casa da aldeia de Pinhal Novo

 

Fevereiro 1961: Projecto de Adaptação das Instalações Agrícolas do Casal a Posto Escolar. O projeto foi desenhado, pelo arquiteto António Trigo, para o Lugar do Pinhal Novo. O plano desta colónia também foi alterado, e a escola acabou por integrar a nova disposição no assentamento. O casal agrícola adotado, para o Lugar do Pinhal Novo, foi o mesmo desenhado pelo arquiteto Maurício Trindade Chagas para o Lugar do Fontão em Janeiro de 1951, e não o casal inicialmente pensado para esta colónia, o casal tipo desenhado para o Barroso, de 1943. Neste projeto, também se faz a adaptação do casal agrícola a posto escolar mas o edifício ao contrário do esperado foi construído de raiz no centro do largo que organiza os restantes casais agrícolas. Ainda mais intrigante é que o mesmo projeto foi replicado com a mesma disposição dentro da colónia de Lugar de S.Mateus — Seriam estes projetos destinados a casais desocupados e por não existir nenhum nessa condição tenham optado por construir uma cópia do projeto de adaptação?.

COSTA (2017)

 

(Continua)

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