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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

O Barroso aqui tão perto - Cervos

19.12.16 | Fer.Ribeiro

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Muito antes de utilizarmos a estrada de Soutelinho (Chaves), via Vilar de Perdizes, para irmos até os de Montalegre, utilizávamos a Nacional 103 e as carreira de Braga para irmos até lá. Durantes muitos anos assim foi, das primeiras vezes, ainda bebé, ao colo da minha mãe, suponho que assim fosse pois já não me lembro, mas desde que tenho memória e como a andar da carreira de Braga se fazia na lentidão daquilo que a estrada permitia, ia reparando em todos os pormenores da viagem, com alguns pontos de referência.

 

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Pois o primeiro ponto de referência e geralmente a primeira paragem fora da cidade de Chaves era Curalha com a prévia passagem pela linha e estação do comboio. Depois Casas Novas com o palacete, hoje Hotel Rural, do lado esquerdo e uma grande casa também com a sua nobreza, onde se fazia a paragem. Embora a carreira fosse parando em todas as aldeias, o meu ponto de referência seguinte era Sapiãos, pois aí, dependia da carreira, ou ela ia a Botica e voltava a Sapiãos para retomar a 103 ou continuava a sua marcha deixando Boticas para trás. Confesso que as minhas preferidas eram as que não iam a Boticas, pois assim mais depressa chegava a Montalegre.

 

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A seguir a Sapiãos as três pontes eram a meta seguinte. Atraia-me nelas a semelhança, parecia ser cópia uma das outras, igualmente estreitas, igualmente em pedra e igualmente a servirem de curva. A partir de aí o Barracão, o nosso primeiro destino onde a carreira de Montalegre nos esperava ou devia estar a chegar para ir finalmente até Montalegre.

 

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Toda esta introdução para voz dizer que entre Sapiãos e o Barracão, então para mim, apenas existiam as três pontes e ouvia falar do Alto Fontão sem nunca perceber onde ele era. Fora isso, uma paragem a seguir a uma das tais pontes onde nunca vi entrar nem sair ninguém, apenas a entrega de um saco que o cobrador entregava a alguém que por lá estava à espera. Hoje suponho que fosse o correio. Para mim, então, entre Chaves e o Barracão e a Norte da Nacional 103, não existia nada, mesmo as aldeias que depois vim a redescobrir via Vilar de Perdizes, que as conhecia, mas a partir Montalegre.

 

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Tudo isto para dizer que hoje vamos até uma dessas aldeias que ficam em terras onde eu, em criança, pensava nada existir, uma dessas que fica a Norte da Nacional 103 entre Chaves e o Barracão, uma aldeia que é sede de freguesia e que dá pelo topónimo de Cervos, logo a seguir ao Alto Fontão e antes do Barracão, a cerca de 4 quilómetros deste, e diga-se, fiquei surpreendido com a aldeia e a freguesia, pela positiva, onde tudo seria perfeito se não fosse o mal geral que afeta todas as nossas aldeias – despovoamento e o inevitável envelhecimento da população ou os tais resistentes que nunca deixaram de lutar pela terra em que depositaram o seu futuro.

 

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Claro que há aldeias e aldeias. Sei que todas elas tocam de maneira especial aos que tiveram lá o berço, mesmo que hoje já não vivam lá e, pela certa, que de todas as aldeias, a sua/deles, é a mais bonita de todas. No entanto para nós alheios a esses berços, entramos por estas aldeias pela vez primeira e sempre com o espírito da descoberta e umas, surpreendem-nos mais que outras, quer pelo seu interesse, quer por alguns elementos que s destacam de outras quer pelas próprias pessoas, muito iguais no seu ser barrosão, mas sempre diferentes nos pormenores de receber.

 

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Pois continuando, Cervos surpreendeu-nos no conjunto como aldeia, mas também nos pormenores, com alguns destaques, como a Igreja (exterior e interior), o tanque com fonte de mergulho, no bom gosto do casario recuperado e no receber dos seus habitantes, mesmo logo pela manhã de manhazinha, oito e tal, já mais para as nove, com pouca gente, é certo, mas já todos eles nos seus labores, quer a desgrenhar o milho, quer na lide das crias, quer a caminho do trabalhar a terra, quer na limpeza e arranjo da igreja que a Dona Cristina simpaticamente nos mostrou para apreciação, e apreciámos, tal como apreciámos saber que o seu nome Cristina, foi sugerido pelo padre no momento do batisto, baseado no nome da madrinha Cristina e do orago da igreja, também Stª Cristina.      

 

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Noia nossa a de gostarmos de saber qual a origem do topónimo. Pois quanto ao topónimo Cervos, a jugar pelo brasão da freguesia, terá origem no quadrúpede ruminante cervídeo de pontas ósseas ramosas, ou seja o cervo ou veado, mas poderá ser ou não, pois recordo que, por exemplo, o Brasão da cidade de Chaves também tem duas chaves quando a origem do topónimo nada tem a ver com chaves ou fechaduras.

 

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Hoje no Barroso aqui tão perto vamos até a aldeia de Cervos que é também sede de freguesia, localizada no Alto Barroso, aldeia localizada na cota 850 de altitude, encostadinha à da Serra do Leiranco (1134m) na sua vertente poente, é mais uma das aldeias do Alto Barroso, sendo-lhe próximas também as Serras do Barroso e a do Larouco, ambas a menos de 15 km de distância.

 

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Nas nossas pesquisas  topamos o blog da Junta de Freguesia de onde retirámos algumas informações que passamos a trancrever:

“Cervos é uma freguesia portuguesa do concelho de Montalegre, com 33,07 km² de área e 271 habitantes (2011). Densidade: 8,2 hab/km². Aldeia típica transmontana localizada a 18 km da Vila de Montalegre, distrito de Vila Real.

 

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É considerada por muitos "das mais belas aldeias de Portugal", com uma paisagem plena de natureza, no seu estado selvagem.

 

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Cervos oferece uma arquitectura muito característica das aldeias transmontanas, casas em pedra antiga onde podemos apreciar as sacadas trabalhadas, solares de família, podemos ainda ver os antigos espigueiros tão característicos da zona, tanto como o forno comum da aldeia utilizado ainda pelas poucas famílias da localidade.

 

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Igreja matriz de Cervos com um alpendre abobadado, uma entrada com portão em ferro e, no cimo, dois sinos. No exterior, tem um grande largo com um fontanário, uma capela do Sr. dos Passos e ao fundo do largo a antiga residência paroquial.

Cervos foi abadia da apresentação da Casa de Bragança, sua donatária.

 
Em 1839 surge na comarca de Chaves passando, em 1852, para a de Montalegre.

 

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Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Arcos, Barracão, Cervos, Cortiço, Fontão, Vidoeiro e Vilarinho dos Arcos. 


A paróquia de Cervos pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu Orago é Santa Cristina.

 

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Acredita-se que se localiza neste local um povoado anterior à aldeia de Cervos, onde se observam restos de construções em derrube total. Estas grandes concentrações de pedra, resultante de várias construções, localizam-se na vertente este da Serra do Leiranco, numa chã voltada a Este. Os vestígios distribuem-se por vários hectares de terreno e deixam transparecer que se tratava de um possível povoado de grandes dimensões.

 

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Por sua vez na sítio que o Ecomuseu de Montalegre tem na WEB recolhemos os seguintes elementos:

 

Cervos é a freguesia mais oriental do concelho foi atravessada de lés-a-lés pela via imperial romana, a primeira ou Prima. No seu aro apareceram já três marcos miliários, o primeiro dos quais em 1813, na rua principal de Arcos, perto da Senhora do Campo, e que muito contribuiu para localizar, in situ, o verdadeiro e único trajecto da citada via.

 

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Pelos marcos viários e Moimentos ficámos também a conhecer a verdadeira localização da antiquíssima cidade pré-romana de CALADUNUM que deverá situar-se no termo desta paróquia. Antigo (de Arcos), Vilarinho de Arcos e Arcos – sem necessidade de arcos em rio que não possuem – trazem no próprio nome a indicação de que seria por aí o antigo opidum. A Senhora de Galegos com sua lenda mais o castro e a passagem da via romana, no Cortiço, sobre o Beça, merecem visita atenta. É também digna de referência a lenda.

 

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Às restantes localidades da freguesia lá iremos um dia destes, ou aliás já lá fomos, queríamos antes dizer que um dia destes cá estarão no blog. Para já ficamos com Cervos e também com as habituais referências à nossas consultas na WEB e aos links para as abordagens anteriores a localidades e temas barrosões.

 

Na WEB:

http://juntafreguesiadecervos.blogspot.pt/ 

http://www.ecomuseu.org/index/pt-pt/visite/freguesias/cervos

 

Referências do blog a localidades e temas do Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784