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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

24
Out21

O Barroso aqui tão perto - Espertina

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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ESPERTINA - DORNELAS - BOTICAS

 

Nestas voltas pelo Barroso, ultimamente, temos andado pelo Concelho de Boticas, freguesia de Dornelas. Desta freguesia já passaram por aqui a aldeia de Antigo e Casal. Seguindo a ordem alfabética, segue-se a aldeia de Espertina. É para lá que vamos hoje.

 

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Iniciemos pela sua localização e itinerário para ir até lá, que, tal como para a grande maioria das aldeias do concelho de Boticas, sempre com partida desde a cidade de Chaves, devemos tomar a Estrada Nacional 103, estrada Chaves-Braga, mas só até Sapiãos. Aí, saímos da E103 e rumamos em direção a Boticas, que quer se passe pelo centro da vila ou pela variante, iremos acabar por ir ter ao Centro de Artes Nadir Afonso, onde, na rotunda, devermos tomar a saída em direção a Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto, ou seja a ER311 a “grande via” que atravessa quase pelo meio todo o concelho de Boticas.

 

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Ao todo, até chegar a Espertina, deveremos percorrer 42,6 km, e embora próxima da estrada ER311, temos de sair dela. Para sair, podemos tomar como referência a aldeia de Agrelos, a partir da qual devemos ir com atenção, pois a saída para Espertina, fica a 2,5km desta aldeia e após uma curva onde a meio, do lado esquerdo, está uma pequena capela e na estrada deverá existir uma placa a indicar Antigo para o lado esquerdo e Alturas para o lado direito. É aí, em direção a Antigo, que devemos sair da R311, e logo a seguir, ainda antes de Antigo é Espertina. Vejam a imagem seguinte, pois é a seguir a esta capela que devemos sair, mas antes de sair, faça aqui a sua primeira paragem, considere este o primeiro motivo de interesse da aldeia de Espertina, pois é bem interessante, simples mas interessante. Atenção que desde a estrada apenas se vê a fachada posterior da capela.

 

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Então, depois de visitada a capela e o seu cruzeiro, podemos descer até Espertina, localizada na descida para uma pequena depressão de terreno entre montanhas, de terrenos férteis e água abundante, à volta do qual se localizam a maioria das aldeias da freguesia de Dornelas, incluindo a sede de freguesia, a Vila Grande. Pois à volta, para além de Espertina e a Vila Grande, temos ainda a Vila Pequena, o Antigo de Dornelas e ainda poderemos considerar a Gestosa, embora esta se localize do outro lado da ER311.

 

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Entremos então na intimidade de Espertina, uma pequena aldeia com vistas para as aldeias vizinhas, exceção para a Giestosa. Sem um núcleo verdadeiramente constituído, pois na realidade são dois ou três pequenos núcleos, um mais elevado e mais recente, um pouco mais abaixo, a cerca de 200m outro núcleo, este mais antigo, e ainda poderemos considerar um terceiro que serve de entroncamento, com saída para a Vila Pequena, por um lado e para a Vila Grande, por outro. Por sua vez a saída para o Antigo, faz-se a partir do núcleo central.

 

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Ao todo a aldeia tem cerca de 60 construções das quais só cerca de metade, ou menos,  são habitações, habitadas ou não, isto hoje em dia, pois num passado não muito distante, penso que Espertina se resumia apenas ao núcleo central, que em tempos mais distantes talvez fosse ainda menos, talvez apenas pequenas casas de abrigo a agricultores que cultivavam os campos mais próximos. Recordemos que Dornelas foi um Couto, mas sobre esse tema, tentaremos aprofundar mais no post final dedicado à freguesia de Dornelas.

 

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Espertina vista desde a Vila Grande em dia de S.Sebastião

 

Assim, pequena e dispersa, não há muito a dizer sobre a aldeia, tal com os motivos a fotografar. Referimo-nos a pormenores e construções antigas, pois no seu todo, a aldeia tem o seu interesse paisagístico, sobretudo quando se vê à distância, a partir de qualquer uma das outras três aldeias, e o contrário também ser verdade, ou seja, as vistas que desde a Espertina se podem lançar sobre as restantes aldeias e montanhas mais distantes, que conforme a época do ano adquirem interesses diferentes, sem esquecer o da neve de inverno que por estas terras é frequente.

 

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Quanto àquilo que se escreve e diz em documentos, na Monografia de Boticas apenas encontrámos 5 referências, uma a dizer que pertence à freguesia de Dornelas, outra que calha no acesso à sede de freguesia e outra dentro do capítulo das festas e romarias que nos diz que ser a festa de S. Brás, a 3 de Fevereiro, mas apenas celebração religiosa e outra no capítulo do património edificado onde se refere a Capela de Santo Antão, que não pudemos confirmar, mas pensamos que seja a que está junto à estrada e separada da aldeia, pois por perto outra não vimos. Mas há uma última referência e esta bem interessante.

 

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Pois a outra referência diz o seguinte (o sublinhado e bold é nosso):

Em algumas aldeias, como Granja, Vilar e Espertina, ainda é costume juntarem-se as raparigas solteiras no dia do casamento bem cedo, fazem um arco para acompanhar a noiva à igreja e uma passadeira de flores desde a sua casa até à igreja.

Adoptaram-se também novos hábitos, como por exemplo atirar arroz e flores aos noivos à saída da igreja, como votos de felicidades e abundância na nova vida que iniciam. Em algumas aldeias enquanto atiram arroz aos noivos, costumam dizer “Eu deito arroz para vos abençoar, deito e torno a deitar e que seja a mulher em casa sempre a governar”.

 

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Espertina vista desde a Vila Grande em dia de S.Sebastião

 

E sem mais literatura que nos fale de Espertina, estamos a chegar ao fim do nosso post. Falta apenas deixar aqui o vídeo com todas as imagens aqui publicadas, ao qual vamos passar de imediato. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos dedicados a aldeias do Barroso, entre outros, no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Gestosa .

 

 

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