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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

06
Nov14

O Barroso aqui tão perto... Histórias da Vermelhinha

montalegre (549)

 

AI, MINHA FALECIDA!

QUE MO TRAZIA QUENTINHO À CAMA…

 

Um viúvo de Paspalhó mandou falar em casamento a uma rapariga de Parvalheira da Serra. A mãe da cachopa ainda lhe disse:

 

«Rapariga não cases,/Com homem que enviuvou./Pois sempre está dizendo:/ — Mulher que Deus me levou…»

 

Mas como o pretendente era rico, a moça mandou a mãe à fava e casou-se.

 

Ao princípio, tudo foram tagatés e falinhas doces. Mas acabada a lua-de-mel, aliás curta, o velho ia para a cama e suspirava:

 

— Ai, minha falecida! Que mo trazia quentinho à cama…

 

A rapariga tantas vezes ouviu aquilo que um dia fez uma grande fogueira, levantou as saias e escachapernou-se sobre o lume até sentir a peida em brasa. Depois correu para a cama do velho.

 

— Ó homem? Prepare-se lá, que hoje trago-lho quentinho…

 

O velho, que o que suspirava era pela chícara de café que a falecida todas as noites lhe trazia à cama, deitou a mão de fora das mantas.

 

— Está bem. Obrigado. Vira-me para cá a asa.

 

— Oh, rais o partiram! Então a crica tem asas?

 

Bento da Cruz, in Histórias da Vermelhinha

 

 

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