Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

27
Jan19

O Barroso aqui tão perto - Montalegre e a Feira do Fumeiro

1600-barroso XXI (58)

montalegre (549)

 

Vamos lá até ao Barroso aqui tão perto, num dos dias em que todos os caminhos vão dar a Montalegre, desta vez para a Feira do Fumeiro, a 27ª edição. Assim sendo, hoje não há aldeias, pois também elas estão em Montalegre, e também não há itinerários recomendados, pois qualquer um serve desde que se chegue até à Vila de Montalegre e à feira do fumeiro.

 

1600-barroso XXI (9)

 

Embora o nosso destino seja a feira, há tempo ainda para umas recomendações, pois a feira hoje no seu 4º dia, abrirá as portas pelas 10h da manhã e só encerrará às 20h. Há, portanto, muito tempo para feirar e para muito mais. Assim não vale a pena irmos cegos pela feira e até à feira, quero eu dizer, que pelo caminho também podemos ir em maré de apreciação, se lhes apetecer, têm tempo para passar e até parar algumas aldeias que nos vão ficar pelo caminho. Digo passar pelas aldeias, pois se formos simplesmente pela estrada que dá acesso a Montalegre, e suponho que desta vez todos irão via São Caetano, a estrada passa ao lado das aldeias. Se as quiser visitar, terá mesmo de sair da estrada principal, depois é só passar e parar se assim o entenderem, sem ser necessário voltar para trás, pois todas elas têm entrada e saída para a estrada principal.

 

1600-barroso XXI (85)

 

Chegados a Montalegre há também algumas visitas obrigatórias, que tanto poderão ser feitas de manhã como de tarde. Claro que o castelo é uma dessas visitas obrigatórias e a caminho dele o Espaço Padre Fontes do Eco-Museu do Barroso. Castelo que na sua intimidade tem uma leitura, mas à distância tem outro encanto, nem melhor nem pior, simplesmente diferente. Um dos pontos de apreciação obrigatória é logo imediatamente antes de entrarmos em Montalegre, após passarmos Meixedo. Vale a pena parar para uma foto, que esteja sol ou chuva, com neve ou sem ela, pois, a não ser que esteja nevoeiro cerrado, dá sempre uma boa foto. Tal como desde o miradouro da Corujeira, se não souber onde é, pergunte, pois também é um dos locais de visita obrigatória e desde onde se podem lançar olhares para muito mais além de Montalegre.

 

142-barroso XXI (142)

 

Com isto tudo já devemos estar na hora do almoço, onde neste dia é obrigatório comer o cozido à barrosã, que até poderá ser parecido ao cozido à portuguesa, mas que fica a léguas de distância. E perguntarão em que é o cozido à barrosã é diferente do cozido à portuguesa? - Pois em nada, mas em tudo. Começando pela qualidade do fumeiro, das batatas e das couves, e porque não, da água que vai cozer tudo. É que há fumeiro e fumeiro, batatas e batatas, e couve e couves. E no Barroso não se brinca com os sabores, têm de ser genuínos, com batata barrosã, couve barrosã e fumeiro barrosão. E nisto do fumeiro, quem é apreciador, sabe que de terra para terra (local para local ou região para região) o fumeiro é diferente, é assim um bocado como o vinho, é todo bom, mas diferente. Por falar em vinho, o Barroso não produz vinho, mas nos restaurantes e nas casas dos barrosões, em geral, bebe-se do melhor vinho que vai à mesa. Eles sabem sempre onde há para se abastecerem.

 

1600-lm (285)

 

Mas mesmo sendo parecido, o fumeiro é sempre diferente e de terra para terra os gostos também diferem. Claro que os produtos alimentares de cada região vão fazendo parte da nossa dieta alimentar desde que nascemos, pois começámo-los logo a comer, ou melhor, a mamá-los da teta das nossas mães. Eles irão ser responsáveis pelos nossos sabores e gostos.

 

1600-barroso XXI (145)

 

Pessoalmente, na minha dieta, sempre esteve o fumeiro de Chaves e o do Barroso, ambos de excelência, mas com pormenores que faziam toda a diferença e que só mais tarde comecei a entender. Um deles, são por exemplo as filhoses de sangue, que no Barroso fazem a delícia dos pequenos almoços e vão enganando o estomago durante todo o dia, e que em Chaves não se fazem e, a grande maioria do pessoal, nem sequer sabem que existem ou como são. Sorte a minha, que com mãe de Montalegre, pai de Vila Pouca e descobertos os sabores de Chaves, lá em casa fazia-se uma mistura de fumeiro com os sabores que mais gostávamos, onde as filhoses de sangue nunca faltavam. Quanto à batata e a couve, nestas três regiões aqui faladas (Barroso, Chaves e Vila Pouca) são de qualidade, e são estes produtos, em geral, que também fazem a diferença à mesa.

 

cartas da feira 19.jpg

 

Há ainda outras iguarias que fazem a diferença nestas coisas do fumeiro da região, algumas delas ligadas e nascidas nas necessidades das barriguinhas de tempos felizmente passados, em que era preciso inventar um pouco para levar comida com sabor à mesa, com o pouco que havia para comer. Hoje, algumas delas,  são consideradas iguarias, como por exemplo os milhos, mas outros há, que ainda hoje fazem parte da dieta, sabores e gostos de alguns, que ainda não chegaram às mesas dos restaurantes…  

 

programa-19.jpg

 

E ficamos por aqui, já com água na boca. Fica também o destaque do programa da feira para hoje, pois a qualquer hora, estando cá na terrinha ou na proximidade do Barroso, ainda lá podem dar um pulo.

 

 

 

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

Olhares de sempre

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes