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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Mai16

O Barroso aqui tão perto... Sendim

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Ao fundo, Coto de Sendim e aldeia vistos desde Montalegre

 

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Todas as cidades, vilas, aldeias, sítios e lugares têm uma imagem de marca e a nossa aldeia de hoje, Sendim, Montalegre, ainda no Alto Barroso e nas proximidades do Larouco, também não há exceção, por sinal, esta sua imagem de marca, é bem visível ao longe e servindo mesmo de orientação para quem ande desnorteado. Pois a imagem de marca é o Coto de Sendim, uma pequena e curiosa elevação que termina em bico, um pouco a fazer lembrar a imagem de marca da serra mais alta de Portugal, a Ilha do Pico.

 

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E já que que se fala em alturas, com a Ilha do Pico com a serra mais alta de Portugal com 2 351 metros de altura, seguida da Serra da Estrela, a segunda mais alta de Portugal e a primeira mais alta de Portugal continental, com 1993 metros de altura, seguida da Serra do Larouco, o nosso Larouco, com 1525 metros.

 

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Falando da(o)s mais alta(o)s, Sendim também sobe ao pódio, ao primeiro lugar, como a aldeia mais alta de Portugal, com a sua localização a 1150 metros de altura. Mas no concelho de Montalegre ainda bate outros recordes, pois é a aldeia mais próxima da Galiza  e a segunda localizada mais a Norte do Concelho (a primeira é Tourém).

 

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E nestas coisas do mais, ser mais isto e aquilo, Sendim também é uma das aldeias mais pequenas do concelho de Montalegre e a par de muitas mais, também uma das mais despovoadas, envelhecida e até esquecida.

 

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Como de costume, para além das nossas impressões pessoais daquilo que vimos e sentimos nos lugares e aldeias que visitamos, lançamo-nos em pesquisa para descobrir o que há sobre estas aldeias, mas em Sendim a tarefa tornou-se-nos difícil, pois na página oficial do município, para além de assinalar a sua existência, a freguesia a que pertence e outras coisas tais, mais nada há sobre a aldeia, pelo menos que nós tivéssemos descoberto, com uma pequena exceção em duas referências apenas ao nome da aldeia, escondido no meio da Monografia de Montalegre de autoria de José Dias Batista.

 

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Mas como não desistimos facilmente e como sabemos que todas as aldeias, por mais escondida, disfarçada ou esquecida que esteja, têm sempre qualquer coisa de importante a revelar, nem que seja uma estória ou uma anedota,  na nossa insistência, descobrimos na net um sítio (fortalezas.org) a tal coisa importante de Sendim. Coisas da História, das fortalezas que existiram, algumas ainda existem e de outras apenas há vestígios, isto no local. Pois em Sendim também existiu uma fortaleza, no tal Coto já referido, que embora hoje apenas pareça existirem alguns vestígios, foi importante quando existiu, senão, não teria sido documentada como o foi por Duarte D’Armas, a par de tantas outras fortalezas portuguesas que então existiam.

 

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Às vezes os municípios não dão importância a estas coisas que, podem não ser interessantes para a maioria das pessoas, mas que têm fiéis adeptos, geralmente entendidos, mas também muitos curiosos.  Se aos fiéis adeptos não é necessário alertá-los para a existência destas coisas porque têm conhecimento delas, já os curiosos que gostam destas coisas e de as visitar e cinhecer, é necessário alertá-los para a sua existência. Quando comecei este post, para além daquilo que vi e dos registos fotográficos que fiz, pouco mais sabia e pouca mais documentação tinha, no entanto e durante a feitura deste post descobri duas coisas que são importantes para a aldeia e que podem levar lá muitos curiosos, a primeira foi a de ser a aldeia mais alta de Portugal, que bem poderia estar, até, assinalada na placa de entrada “ SENDIM – A aldeia mais alta de Portugal”, a segunda, esta de valor histórico, é o Castelo do Portelo, no Coto de Sendim. Mas passemos a este, com o texto e imagens que, com a devida vénia e agradecimento, “roubei” a “Fortalezas.org”, a bem da sua divulgação.

 

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 Coto de Sendim e aldeia vistos desde a Serra do Larouco

 

“O “Castelo de Portelo”, também grafado como “Castelo do Portelo”, localizava-se no lugar de Coto de Sendim, na freguesia de União das Freguesias de Meixedo e Padornelos, concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, em Portugal.



Em posição dominante sobre uma penedia rochosa na base da vertente oeste da serra do Larouco, na fronteira com a Galiza, juntamente com os castelos da Piconha, Montalegre, Monforte de Rio Livre e Chaves, assegurava a defesa dos acessos aos vales do rio Cávado e rio Tâmega, na Idade Média. Complementarmente, defendia as terras do Couto Misto, atualmente em território da Galiza.

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Iconografias > Castelo de Portelo - 005348

Vista de Portelo da parte do norte, Portugal. Desenho a bico-de-pena, Duarte de Armas, Livro das Fortalezas, c. 1509, prancha n.º 99, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, in: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=3909707 Note-se a ruína na Torre de Menagem.
Licença: Domínio Público (Autor falecido há mais de 70 anos). - Data: 1509


História

Antecedentes

Acredita-se que a primitiva ocupação humana de seu sítio remonte a um castro pré-histórico romanizado, dominando a via natural de trânsito entre os vales dos rios Cávado e Salas, sobre os quais se desfruta de uma ampla panorâmica.

O castelo medieval

Desconhecem-se quaisquer documentos ou testemunhos que permitam traçar uma história do castelo medieval, que se acredita remonte à época da Reconquista cristã da península Ibérica, em algum momento entre o século XI e o século XII.

Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211) Padornelos recebeu carta de foral, posteriormente confirmado por Afonso III de Portugal (1248-1279) a 5 de outubro de 1266. A vila constituiu então ‘’conselho sobre si’’, isto é, passou a gozar dos privilégios que aos grémios municipais se concediam: “Os homens de Padornelos devem meter juiz e serviçal e mordomo e clérigo” E assim, por este documento que substituiu o de D. Sancho I, conferia-se existência jurídica ao rudimentar concelho, com magistraturas próprias. Posteriormente, a vila constituiu-se em uma das honras fronteiriças das Terras de Barroso, e teve direito a capitão residente para poder arregimentar homens, dos 18 aos 60, para a defesa nacional, sempre que Portugal fosse ameaçado.

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Iconografias > Castelo de Portelo - 005349
Vista de Portelo da parte do sul, Portugal. Desenho a bico-de-pena, Duarte de Armas, Livro das Fortalezas, c. 1509, prancha n.º 100, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, in: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=3909707
Licença: Domínio Público (Autor falrcido há mais de 70 anos). - Data: 1509

 

À época de Manuel I de Portugal (1495-1521) o castelo encontra-se figurado por Duarte de Armas no seu “Livro das Fortalezas” (c. 1509) em duas vistas (fls. 99 e 100, ANTT) e uma planta (fl. 132). Por esta última se depreende que a torre de menagem já se encontrava em ruínas ("As ruínas da fortaleza do Portelo"), exibindo rachaduras pelo alçado norte. A aldeia de Sendim é representada a sudoeste, afastada do castelo.

Da Guerra de Restauração aos nossos dias

Destruído à época da Guerra da Restauração (1640-1668), em nossos dias encontra-se em ruínas abandonadas, processo agravado designadamente por tentativas modernas de florestação na área.

Apesar do expressivo significado histórico do monumento, regional e nacional, as suas ruínas não se encontram classificadas e nem sinalizadas. Embora pouco reste de suas antigas muralhas, de seu sítio desfruta-se de um excelente enquadramento paisagístico. O seu acesso é pedonal, por caminho carreteiro, a partir do lugar de Coto de Sendim.

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Iconografias > Castelo de Portelo - 005350
Plantas dos castelos de Portelo e da Piconha, Portugal. Desenho a bico-de-pena, Duarte de Armas, Livro das Fortalezas, c. 1509, prancha n.º 132, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, in: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=3909707
Licença: Domínio Público (Autor falecido há mais de 70 anos). - Data: 1509

 


Características

Exemplar de arquitetura militar, em estilo românico, de enquadramento rural, isolado, na cota de 1259 metros acima do nível do mar.

De pequenas dimensões, apresenta planta retangular, ao centro do qual se erguia, isolada, a torre de menagem. Pelo lado oeste são visíveis os restos de muralhas, com cerca de 1 metro de altura por 0,70 metros de largura média. Pelo lado sudeste a defesa era natural.”

 

E assim terminamos mais uma incursão por terras do Barroso. No próximo domingo voltamos por lá, mas ainda não sabemos qual a aldeia que será contemplada.

 

 

Como  de costume ficam os sítios da net consultados para recolha de informação:  

http://www.cm-montalegre.pt/

http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=1565&muda_idioma=PT

 

Anteriores abordagens deste blog a aldeias ou temas do Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

 

 

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