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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Jul17

Ocasionais

ocasionais

 

“Travessuras y pirraças”

*ou isabelina inspiração*

 

“Políticos e fraldas

devem ser trocados

 de tempos em tempos,

pelo mesmo motivo”.-

 frase atribuída a Eça de Queirós

 

 

Num blogue, um texto maior que uma folha A4  é, nos tempos que correm (na Idade do Efémero; na Idade do Cansaço; na era do consumo, do consumismo e dos consumidos, da era da robótica e da cibernética.... na era de vendedores e perdedores!......), um incómodo, «uma chatice», para a maioria, se não para (quase) todos os visitantes.

 

No texto, “O quark e o pavão”-*Com “charm” de M.Gell-Man*,  estão implícitas algumas sugestões, que, a tal efemeridade, o tal cansaço, a tal «chatice»  não permitem ser apreendidas.

 

Explicito duas ou três sugestões:

  • No “Sport”, no “Geraldes”, no ARRABALDE; no Café da Aldeia; no Barbeiro; na Adega, na hora de regar a amizade; à entrada e à saída da missa; os homens que não se deixem arrastar pelas alcovitices do futebol e concedam , mesmo só de vez em quando, umas «apreciações» acerca do rumo que querem para a vida de cada um e para a vida da sua comunidade.                                                                                                                                                                                   
  • No “Sport”, no “Geraldes”; na Loja, perdão, no “Mini-Mercado” e no “Mercado” da Aldeia, e nos “Super” da cidade (ou até na vista d’olhos à Loja dos chineses!); nas «caminhadas» pela saúde; nas salas de espera para «Consulta» (seja lá do que for e onde for!); nas idas e vindas da missa; na Cabeleireira, perdão, Esteticista; as mulheres não se deixem arrastar pelas alcovitices das Revistas, pelas fofoquices das Telenovelas, e concedam , mesmo só de vez em quando, umas «apreciações» acerca do rumo que querem para a vida de cada um e para a vida da sua comunidade.

Estes dois pontos cumpridos levarão a um já interessante grau de «consciência cívica»., a uma maior «espírito de responsabilidade».

 

O que proponho aos Flavienses (aos meus leitores,  e aos portugueses, afinal) é que se vinculem menos apressadamente à «opção» e estejam mais atentos à «visão».

 

Ataque-se a intencionalidade egoísta de candidatos a cargos político-partidários; critique-se-lhes a sua falta de conhecimento em Ciências Sociais e em outras disciplinas subsidiárias da Ciência Política; exija-se-lhes um mais elevado nível ético e intelectual.

 

Esqueçam a honestidade que eles alardeiam: exijam-lhes INTEGRIDADE!

 

O fanatismo partidário impede que, mesmo até, cidadãos inteligentes e cultos saibam analisar objectivamente os problemas político-sociais.

 

A crença e a opinião   -   levianas, superficiais, comodistas e, em certa medida, aceito, ingénuas   -   facilitam a «tomada de posse» de gente reles, oportunista, incompetente, medíocre.

 

As acções dos Governos Democráticos (Central, Regional ou Autárquico) devem  -   devem, repita-se, para ser bem entendido   -  devem corresponder às promessas (compromissos) eleitorais dos “figurantes” que com estas conseguiram o voto popular!

 

Que sabedoria transporta o eleitor para a decisão, o voto, que deposita na urna?!

 

O voto não tem preço, tem consequências.

 

Olhando para a nossa História recente (a tal da sempre joven democracia portuguesa), quer para a Presidência da República, quer para a Assembleia da República (donde sai uma estranha autorização para ministros de gentinha que não foi eleita, ou sequer a votos!), quer para os Órgãos Autárquicos (muito especialmente para o Executivo Camarário, já que as Assembleias Municipais e de Freguesia, e as Juntas de Freguesia não passam de parentes pobretas da Política portuguesa),  o «Povo» tem escolhido realmente «os melhores»?!

 

Os vencedores terão ganho mais pela ignorância e fraqueza dos eleitores ou mais pelo esclarecimento, fundamentado e sólido, destes?!

 

“É suficiente que o Povo saiba que houve uma eleição. As pessoas que votam não decidem nada. As pessoas que contam os votos é que decidem tudo”  -  sabem de quem são estas palavras?

 

Imitando o Führer de Lá, os «Führerzitos de cá» (daí, de CHAVES, e não só, evidentemente!), sem «ideias-força», sem «imagens-força» resta-lhes agarrarem-se, e a usar, «palavras-força», também elas mágicas como sólido sustento e coesão de, embora medíocres, classe dominante: enchem a boca ... e as instalações sonoras com «liberdade», «justiça», «bem-estar», «progresso» e outras que tais.

 

Ainda mancebo, e já lá vai mais de meio século passado, ensinaram-me, numa Escola, com uma célebre Tapada  -   que tanto a Política como  a Guerra podem ter a mesma finalidade; a Paz.

 

Em ambas se luta também pela Vida.

 

Em ambas, a História tem um papel altamente importante.

 

Em ambas, se impõe uma organização metódica, efectiva, competente, vitoriosa.

 

Apesar dessas afinidades, não tenho para mim que a Política seja «filha da justiça de Deus e da injustiça dos homens».

 

Às Instituições e Serviços Públicos, de uma Nação politicamente organizada, compete satisfazer as necessidades colectivas fundamentais  de Justiça,  de Bem-Estar e de Segurança e de Progresso.

 

E, para essas Instituições e Serviços Públicos, a Comunidade deverá ter o cuidado e a sabedoria de escolher os melhores.

 

É pelas virtudes (valores) que nos tornamos verdadeiramente humanos.

 

Nesta folclórica democracia «à portuguesa», os vendedores de pseudo-ideologias insistem em fazer do País um antigo “Campo da Fonte” e, ou, um “Largo do Tabulado”, onde fazem a feira das suas vaidades, o reclame da sua cultura narcisista e engrampam o «zé pagode» com as artimanhas da sedução e a desavergonhada falta de convicção.

 

Nos seus discursos de campanha eleitoral, os pretensiosos candidatos a lugares e lugarzinhos na Administração Pública, aos quais, pomposa e delambidamente, circunscrevem ao restrito significado de «cargo po-lí-ti-co», os demagogos, com curso de oratória tirado por correspondência com vendedores-de-banha-da-cobra, usam o gesto e o vozeirão teatrais para conferir uma científica ou filosófica autoridade à meia-dúzia, dúzia ou dúzia e meia das larachas e vulgaridades que proferem.

 

Para um Povo habituado a sermões, a ladainhas e ao medo de duvidar, ouvir os que lhe confirmam, com tal pompa, o seu conhecimento vulgar, e o põe a salivar perante um banquete de saborosas promessas, o agrado do momento deixa-o derretido de encanto, não se dando conta da demagogia que o conduz à catástrofe e à ingratidão, como paga do aplauso e do voto que ofereceu.

 

Com uma classe política medíocre, e cada vez mais numerosa, o Povo mais tempo permanecerá no purgatório dos arrependimentos, com férias grandes no inferno das desigualdades injustas; das iniquidades da Justiça; das violências das incertezas do pão para a boca e do tecto para abrigo; dos medos das inseguranças para as crianças e jovens, e da falta de respeito para com os idosos e doentes.

 

Na alma da maioria dos portugueses ainda se conserva a vaidade da armadura e a indiferença pela biblioteca.

 

O Visconde de Correia Botelho  reconheceu-o, no seu tempo, como que adivinhando que continuaria a ser esse o sentimento e o comportamento atávico da grande maioria dos seus patrícios: - “Quatro cutiladas bem assentes no crânio de um mouro davam, noutro tempo, mais glória ao que as dava do que o sr. Alexandre Herculano há-de ter com a publicação dos seus quatro volumes da História Portuguesa”.

 

CHAVES é um quadro negro cheio de equações às quais, «lalões», «lalõezinhos» e o seu títere «pavão» não arranjam soluções ... nem deixam arranjar!

 

Por este andar, não é o Mal que é banal (Arendt); é a vida que passa a ser um calendário de banalidades!

 

 

M., nove de Julho de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

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