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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Ocasionais

30.08.17 | Fer.Ribeiro

ocasionais

 

“DO BARROSO, da VEIGA ou da MONTANHA”

 

É muito interessante e mais meritório escrever sobre a melhor vitela, o melhor fumeiro, o melhor folar e a melhor batata do mundo.

 

 Bem, os escritores empertigados esquecem as melhores trutas do Bessa e do Covas, por exemplo, ou os melhor grelos e os melhores agriões «do mundo».

 

Fazem há-de conta que a castanha da Montanha ou os merogos do Brunheiro, os melhores «do mundo», são «papos-de-anjo» que só fazem engordar, e, por isso, nem falar deles convém …à saúde!

 

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Atrevem-se até a esquecer o cabaçote mais saboroso «do mundo»!

 

Os pimentos do Cambedo (que, emparelhados com os de Lebução, são os melhores «do mundo», porque têm um sabor único e uns efeitos «psico-técnicos» tabu(ados),  têm de ser falados em segredo.

 

A «Sêmea de Lebução», casadinha com salpicão da língua, tem de conservar o mistério do fermento que lhe dá o gosto, e eles, os senhores escritores empertigados com o mel, o presunto e a vitela melhores «do mundo», ficam de bico calado, não vá o diabo escutá-los e vir por ai acima «surripar-lhes» um dos melhores petiscos «do mundo»!

 

As “filhozes” (filhós, de acordo) de gerimum, preparadinhas com aquele carinho tão especial, tão «estremôso», das nossas Avós, Mães,Tias, Primas  e Comadres, com um “minhã-minhã” mais divinal «do mundo», estão impedidas de ser reveladas na sua escrita.

 

Das “pavias” melhores «do mundo», uma vez que são mais raras que o «diamante vermelho», nem sombra de palavra, quanto mais de frase  -  os escritores empertigados, a caminho do “Bom Jesus (Senhor) do Monte” ou do “Bom Jesus de Braga” (que raio, e onde é o Mau Jesus?!) fazem «schiu!», para que, ao passarem na Fonte Nova, só eles possam deitar a mão e o dente às melhores “pavias” «do mundo»!

 

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Oh! E daquelas melancias e daqueles melões «de casca de carvalho», da Veiga (do Cando ou da Ribeira da Granginha!), os melhores «do mundo», já ninguém se quer lembrar e orgulhar! Pudera! Deram-lhes a sorte do DODO!

 

É muito interessante e mais meritório escrever sobre a melhor vitela, o melhor fumeiro, o melhor folar e a melhor batata do mundo.

 

Mas, que diabo, então o melhor “VINHO dos MORTOS” «do mundo» não merece que se entorne uma pichorra, de canada ou quartilho e meio, por cima dessas coisas boas melhores «do mundo» e a molhar a palaβra dita e escrita   -   a «βossa», a do Nando e a minha?!

 

Cá por mim, até já estávamos, eu, o Pluto, os escritores empertigados e o “Salβador de Beja”, no K 10, no Jardelino ou no Justino (bem, na Carreira da Lebre, no Campo da Roda, ou na Floresta, das preferências de V. ExªS)!

 

É que, mais pra cá ou mais pr’acolá, há sempre (até um doce de abóbora com nozes, carago!) melhor «do mundo»!

 

“Fartende-βos, fartende-βos”!

 

E, “ós-despois, levaide a mal” que outros se roam de saudades das melhores coUsas «do mundo» e βos inβejem, como o grande amigo Salβador de Beja!!!

 

 

Saudações desde o Alto da Ribeira, o Alto do Fundão, a Mijareta, o Alto do Campo, de S. Cornélio e desde o miradouro de Carvela!

 

M., 12 de Junho de 2014

Luís Henrique Fernandes