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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Abr18

Ocasionais

ocasionais

 

“Jardim das Berlengas!”

 

As datas (políticas) memoráveis estão, hoje, vazias de significado, no coração e na acção dos «berlenguíndios»!

 

No “Jardim das Berlengas”, os «berlenguíndios» já nem se lembram, e quase todos não sabem, por que são «berlenguíndios».

 

Mas, os proeminentes da sociedade, astutos, sabidolas, doutorados em gosmice, em engrampanço, em imposturice, em aldrabice e em trampolinice sabem bem como aproveitar a laparotice, a ingenuidade e a boa-fé dos «berlenguíndios» para lhes impingir falsas crenças, engrampá-los com lindas promessas.

 

E eles, os «berlenguíndios», o «Zé pagode», continuam a «cair como patos-bravos».

 

Gostam dos ajuntamentos, das romarias políticas e das procissões partidárias!

 

Vivem a democracia na medida em que aproveitam as oportunidades para falar ao microfone, sacudir a melena diante de câmara «tv», fazer coro com quem empunha cartazes e fazer peito quando se sente em rebanho.

 

Os «berlenguíndios» fazem pouco uso da Razão.

 

Ou antes, aproveitam-na mais para defender e justificar os seus actos e as suas crenças e menos para procurar a verdade.

 

Politicamente, os «berlenguíndios» desleixam o conhecimento e a informação políticas: perdem-se a tomar banho nos charcos  de opiniões de Café; nas poças das tretas de cabeleireiro; e nos açudes dos programas televisivos, «de maior audiência»!

 

Os «berlenguíndios»  não estão interessados na defesa do seu País!

 

Treta! Na forma como se comportam durante o intervalo entre Eleições, no exercício dos mandatos, na avaliação dos programas eleitorais e na hora de votar, demonstram viverem (politicamente) apenas interesados na sua tribo política. E, assim, o seu voto maioritário continua a dar maus resultados: repetem o erro!

 

O homem não é menos escravo por ser autorizado a escolher um novo dono ao fim de alguns anos” – escreve H. Spencer.

 

Pelas salas e gabinetes da política dessa terra, têm andado e andam demasiados imbecis a governar-se e a desgovernar a «cidade», com a esperança de conseguirem uma abundância de bens e de dinheiro muito maior do que a sua capacidade merece.

 

E todos os benefícios que consigam não os sentirão como um triunfo, mas, sim, como uma vergonhosa lembrança.

 

Por cá, pelo “Jardim das Berlengas”, o dinheiro corre mais fluentemente para quem trafica favores do que para quem produz bens; tantos que  se fazem, e fazem vida de, ricos pelo suborno e pelas influências!

 

Pois cá, pelo «Jardim das Berlengas», pelo que se está a ver e a ouvir, a corrupção é recompensada e a seriedade e a honradez convertidas em auto-sacrifício!

 

Por este andar, a maldade será convertida num meio de sobrevivência!

 

Medíocre, a cambada de incompetentes que administra, seja em que nível for, o País, constitui realmente uma «aristocracia da burocracia».

 

Viver não custa.

 

O que custa é saber viver.

 

E viver nos “bairros de lata”  -  e que “lata”!   -   dos Partidos Políticos é que é «viver à grande e à francesa».

 

Entrar para a «famiglia» é garantia de se estar sempre com um pezinho em chinela durada, garantia de meter a mão nas tetas do saco azul, de encher a pança … e os cofres.

 

E, depois de bem instalados, promover uma «Grande Reportagem» nos mé®dia, em que todo o discurso entre vis (t)ado se resume no supremo e extasiado consolo do «subiu a pulso».

 

O palco e o palanque são  o amor de perdição dos «berlenguíndios»   -   mesmo no centro e em cima deles ainda se «esgadunham» para se porem em bicos de pés!

 

Mozelos, dezassete de Abril de 2018

Luís Henrique Fernandes

 

 

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