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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

25
Mai18

Ocasionais - Cachopas de Chaves

ocasionais

 

                     

CACHOPAS de CHAVES

 

 

“Foi-se o tempo das baladas,

E os Romeus dos nossos dias,

Não sabem das alvoradas,

Nem da voz das cotovias”.

*João Penha*

 

 

Que contente fico quando vejo e leio reportagens, crónicas, versos, contos e cantigas acerca das NOSSAS RAPARIGAS   -   das CACHOPAS de CHAVES!

 

As violetas do Jardim do Bacalhau, as rosas do Jardim das Freiras, as glicínias do caramanchão das Caldas, as hidrângias do Jardim Público ganhavam sempre mais cor quando junto delas passavam e passeavam as « CACHOPAS de CHAVES », muito especialmente quando estas iam «bem acompanhadas»!

 

E as muralhas do Castelo ou dos “Fortes” abalavam enternecidas sempre que, junto delas, CACHOPAS de CHAVES deixavam apaixonados “Alas de Namorados”!

 

O Tabulado, feito Jardim, multiplicava sombras que disfarçavam as tentações do andar e do olhar das NOSSAS CACHOPAS.

 

O Tâmega era mais limpo! E, do brilho das suas águas, podia recolher-se o reflexo dos beijos desejados e o das promessas juradas pelo olhar.

 

“Raios de luz celeste”, até mesmo sem querer, prenderam de amores e de saudade tantos dos “Caçadores” que, em lacrimosas despedidas na “Estação”, deixando para trás a sua Beatriz, seguiam a Linha do Corgo, a Linha do Douro, a Linha do Norte até à Rocha do Conde de Óbidos, para embarcar numa viagem (no Vera Cruz, o Niassa, o Lima, o  Império e o Uíje), sem garantia de regresso, ao Cruzeiro do Sul.

 

Na “Fonte Nova”, numa semínima paragem do comboio para um último adeus, um coro militar fez ecoar na Muralha e na Torre de Menagem:

 

“...

A ti! Ai, a ti só os meus sentidos,

Todos num confundidos,

Sentem, ouvem, respiram; Em ti, por ti deliram,

Em ti a minha sorte,

        A minha vida em ti;

        E quando venha a morte,

        Será morrer por ti!”[i]

 

CACHOPAS de CHAVES: ramo florido de doces Castelãs para “toda a espécie de índoles, de espíritos e de gostos»;  um milagre para cada incredulidade; para cada infortúnio, um bálsamo; para cada idade, seu ramalhete”; e em quem “a fraqueza é graça, e a graça, omnipotência”.

 

E aqueles a  quem coube o dom de as tomar, novos “Galahad” se sentiram, e do céu se tronaram senhores!

 

Minhas lindas CACHOPAS de CHAVES!

 

M., vinte e quatro de Maio de 2018

Luís da Granginha

 

[i]  Para os menos lembrados: da composição “Cinco Sentidos”, in “Folhas Caídas” – A. Garrett.

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