Ocasionais - Condenados

“Condenados!”
“Há inclinações que sobrevivem
a todas as leis igualitárias e
fazem amar o jugo e o látego”.J.I
Ao ler isto, saltou-me a imagem, a figura que os Portugueses fazem ao elegerem os cretinos, impostores e corruptos que têm elegido, andarem quatro anos a choramingar (são piegas, são pegas, senhor!) e a «rogar pragas» por causa do aumento do custo de vida e do aumento de impostos; contra o enriquecimento multimilionário de pobretanas ascendidos a «políticos»; contra o roubo no vale mensal da Reforma ou da Pensão; e a lamberem o ranho pela humilhação, as ofensas e os insultos, descarados ou disfarçados, que os seus eleitos os fazem suportar e engolir.
Como diz o autor, «a mansidão silenciosa» os Portugueses preferem-na à dignidade altiva»!
Na verdade, para este Povo domesticado, servil e a daqui a nada escravizado, a virtude está a ser e a parecer «um ultraje aos costumes».
Os Portugueses, têm estado, estão, a negar a si próprios a responsabilidade de ser conscientes: caminham para o abismo, para a perda da independência nacional, para a degradação da sua vida ao seguirem pregadores de falsas promessas, falsários, corruptos e hipócritas que se lhes apresentam com o propósito de assumirem as responsabilidades que eles, Portugueses e Flavienses, evadem.
O Povo português tem sido castigado pelas suas virtudes, enquanto os cretinos e traidores, os incompetentes e corruptos, os falsos e impostores que, distraidamente colocou no Poder Local, Regional, Nacional e Europeu são gratificados, recompensados, louvados pelos seus crimes e pelas suas faltas!
Os Portugueses continuam a ser punidos - com a incompetência, a mediocridade e a maldade dos seus administradores ditos políticos - em vez de serem recompensados pelo seu trabalho, sacrifício e mérito consagrados numa História de séculos e testemunhado nos dias que correm!
Esses neo-estafadores dos desígnios dos Flavienses, de mente pequena e de integridade moral mais pequenina ainda, estão a condenar CHAVES ao desaparecimento do Mapa de Portugal.
Em Portugal aparecem todos os dias novos-ricos, não pelo resultado do seu trabalho, mas pelo do suborno e do tráfico de influências!
A corrupção é compensada; a honradez é auto-sacrifício!
A Sociedade está condenada!
Está visto, ao fim de tantas décadas, que o voto nos dois principais partidos do costume são inúteis - o País, a Sociedade, as condições de vida: Justiça, Segurança, Educação, Ensino, Saúde e Trabalho, nadinha melhoraram.
País essencialmente agrícola, vão para Ministros da Agricultura contrincantes e insultadores dos Agricultores.
Sem matérias – primas em quantidade, criam-se actividades industriais para encapotar golpadas financeiras.
O Património Histórico, Natural, Cultural é vilipendiado, deixado ao abandono.
Aos Jovens deixam-se naufragar na droga e na lassidão.
Aos idosos deixam-se morrer na miséria e na tristeza.
Aos de meia-idade, na chamada força da vida, atiram-nos para o Desemprego, ou empurram-nos para a Emigração
E a todos os Cidadãos, em geral, perseguem-nos com leis e mais leis; carregam-nos com impostos e mais impostos.
Consomem-nos com mentiras, vigarices, pressões, medos e escravidão.
Ao fim e ao cabo, colocam os Cidadãos, a uns, em cadeias ou prisões, a outros em cárceres sem muros.
O Povo Português continua a pagar caro a leviandade com que interpreta as eleições e o poder do voto.
Condicionado, viciado pelas receitas diárias da publicidade dos produtos comerciais e da publicidade encapotada a interesses políticos, intimado por complexos ancestrais, superstições e medos hereditários, nem antes nem durante as campanhas eleitorais consegue fugir ao encanto com que lhe pintam os candidatos, e não dando um intervalo à ilusão em que se deleitam para reflectir - ou até mesmo perguntar-lhes, aos candidatos, pelos temas dos seus discursos.
Preocupa-o, absorve-o a personagem e a imagem do candidato.
Durante o mandato deste Governo, PPD-CDS-Cavaco Silva, os Portugueses têm sido insultados e ofendidos como nunca visto!
Pouco falta para que a maldade - atente-se nos exemplos, sonegados e escondidos, de quem nos governa e tem governado - se converta em meio de sobrevivência.
Têm sido tantas as «bacoradas» dos «DOIS» Primeiro-Ministro, Passo e Portas, dos Ministros da Justiça, da Saúde, da Economia e das Finanças, bem como de outros «bimbos», como Marco António ou Montenegro, que nem me ralo a transcrevê-las!
Este Governo cismou, teimou e elegeu por missão condenar a maioria dos Portugueses à Miséria - condição para lhes entorpecer a língua e calar o coração.
Os Portugueses têm a governá-los aristocratas da mentira e da usurpação.
O que me custa, custa mais do que as ofensas que estes trastes nos fazem, é a mansidão da maioria dos meus compatriotas, particularmente os que têm força e poder para «partir os dentes» a esses «mabecos»: os Portugueses, na sua maioria, comportam-se como se fossem culpados, e recebem esses insultos e ofensas, e outros maus tratos, como prémio para o seu martírio!
M., 17 de Julho de 2015
Luís Henrique Fernandes


