Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Ocasionais - O Visível e o Invisível!

15.06.18 | Fer.Ribeiro

ocasionais

 

“O Visível e o Invisível!”

 

 

*O sol põe-se para dar lugar à noite,

e para que os homens possam regozijar-se

 com uma nova aurora*. – P. Gardiner

 

 

Numa franja de Veiga e de Montanha, ali, no ReinoTrasmontano, O Maravilhoso, a fazer raia com a Galiza,  minga de História e de horizontes uma CIDADE com (quase) dois mil anos de prestígio. E com testemunhos a dizer dela uma importância Pré-Histórica.

 

Ocupada e governada, na Idade Moderna, por imbecis e ignorantes, muito do que hoje poderia exibir com legítima vaidade e supremo orgulho está soterrado ou destruído: atente-se nos arcos da Ponte Romana, nas Muralhas escondidas por casario e nos vestígios pré-históricos e históricos a desaparecerem por desleixo e malvadez de quem tem administrado e administra a CIDADE e o País!

 

No entanto.....

 

CHAVES é uma CIDADE que acumula sucessos em catadupa  — isto na boca dos marmanjos que a conduzem para misérias e vergonhas cada vez em maior número, pois a sua verdadeira vocação e preocupação consiste em resolver os seus problemas pessoais, saciar as suas ganâncias, regalar as suas ambições e renegar desavergonhadamente, e com risinho amarelo-torrado, os compromissos assumidos para o exercício de funções, passeando-se por toda a rua, canto e esquina como «drs. Mundinho»!

 

 E nem admirado ficaria se os visse, a esses almas de cântaro,  chegar aqui, ao Blogue “CHAVES”, gritar “aqui d’el-rei”, que a arte de engrampar «o pagode» também é cultura, tal qual as concertinas e a pimbalhada; ou contar que nas suas «reuniões» oficiais e oficiosas, nas «conversas de chacha» (a que, pomposamente, chamam «acções de proximidade», eh!, eh!,eh!) rasgam as vestes, arrepelam os cabelos, jurando «por San Junco» que não comem nem dormem descansados, por tão preocupados e preocupadíssimos andarem com «as pessoas»!...

 

E eles, cultos, sinceros, proficientes politico(neiro)s e «flavitarras» até dar c’um pau, claro que têm o direito de fazer toda e qualquer jogada que lhes agrade e convenha aos seus desígnios íntimos!

 

Mas não aparecem por aqui (pelo Blogue “CHAVES”) nem «Lalõezinhos», nem «boys cor-de-rosa», nem esquerdalhos, nem direitalhos, isto é, os que em tempo de campanha eleitoral afivelam estúpidos sorrisos e se passeiam pelas ruas com ares de semi-deuses; os que transbordam genica a erguer painéis com a fronha dos seus caciques; os que atoardam o sossego das ruas com ridículos vozeirões «altifalantados», com um ar de campeonato a ver qual o que mais besuntada lambidela dá aos botins do nabiço do seu «querido líder»; os que nem sequer sabem porque são do «seu» Partido, mas o defendem com mais cega ciumeira só para aproveitar o pretexto de se afirmarem.

 

Apesar da valentia das suas convicções políticas (sem, até, saberem o que isto é!), lêem os Post(ai)s do Blogue “CHAVES”, ficam cheios de comichão, juntam-se, e , em rebanho, cada qual se mostra aos outros o mais indignado e o mais corajoso a combater o descaramento das  verdades espelhadas neste Blogue, e correm, rafeiramente curvadinhos, a alcovitar ao chefezinho do «seu  Partido» (laranja, cor-de-rosa, cor-de-burro-a-fugir, ou cor-de-zebra-parada)  a «cabala» deste (ou de qualquer outro) Blogue!

 

Porém, encarar as realidades da CIDADE, meter na linha os enviesados estrategas do seu Partido sempre que dão primazia às golpadas em detrimento do benefício da Comunidade …”Qu’éto!” —  que no aproveitar é que está o ganho!

 

Nos Anos Sessenta atiraram que a geração de então era uma «geração perdida».

 

Triste sina!

 

Grande parte dessa geração, particularmente aqueles que resmungaram contra a situação das coisas, aproveitou a «abrilada», mas foi, para se transformar naquilo que denegava     —     e,  agôra, são os seus rebentos, fecundados e paridos nos ventres imaculados dos «jotinhas» que, gloriosamente, lhes garante a dinastia!....

 

Na nossa História, nunca a Política se confundiu tanto com a Hipocrisia como nos últimos decénios!

 

A NOSSA CIDADE  —   “A NOSSA TERRA”, A Nossa REGIÃO  —  nem com a esperança de um Abril de sonho conseguiu recuperar o lugar que na HISTÓRIA sempre lhe pertenceu!

 

Os Povos de outras Idades foram veneradores e respeitadores deste rincão.

 

Tratantes do Povo da Nossa Idade têm-se comprazido em “esconder”, em desleixar, em desfigurar os traços marcantes, excelsos, superiores e encantadores que as Épocas lhe vincaram.

 

O “Visível” da iniquidade, da pantomina, do laxismo intelectual, dos arroubos das «espertezas» convenientes, e da mestiçagem moral da incompetência com a ruindade, constrói um manto de vitupério que tenta tornar “Invisível” a Nobreza de uma “Civitas Municipalis” com altar consagrado na História!

        

À NOSSA CIDADE, à NORMANDIA – TAMEGANA, a dúvida angustiante que hoje se lhe coloca não é quais os caracteres que irão sucumbir às continuamente alienadas administrações municipais, mas como arranjar engenho para escapar a essa tragédia!

 

A cambada de edis que administrou CHAVES sofria de «complexo erostrático»: tão ansiosos, quão gananciosos, por fama, deixaram monumentos ao abandono, destruíram estátuas, e ... até o “Jardim das Freiras”!

 

Aqueles que Ontem administraram o Município de CHAVES revelaram-se flavienses de nome, não de natureza!

 

Os que Hoje administram o Município de CHAVES mostram sintomas de quererem honrar os seus antecessores!

 

CHAVES está cansada de flavienses de opereta!

 

M.,cinco de Junho de 2018

Luís Henrique Fernandes