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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Jul18

Pastoria, Chaves, Portugal

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Então vamos lá retomar o regresso às nossas aldeias de Chaves que, segundo a metodologia da ordem alfabética, hoje toca a vez à aldeia da Pastoria.

 

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Uma aldeia que nos fica aqui ao lado da cidade e à qual gostamos de ir de vez em quando, mas pelos vistos nem tanto quanto pensamos que vamos, pois olhando ao registo das imagens, as últimas já têm data de 2009, ou seja, há 9 anos que não vamos por lá, mas vamos passando ao lado, é esta a desvantagem e vantagem de não ser uma aldeia de passagem, à beira de uma estrada com muitos destinos, embora apenas esteja a 3km de duas das principais vias do concelho de Chaves — a A24 (nó de Curalha) e EN103.

 

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Mas fica lá na sua pacatez de um pequeno vale, entalado entre estas duas vias e a montanha que resguarda a aldeia dos ares frios do Barroso, montanha em cuja croa se faz a divisão administrativa entre o concelho de Chaves e o de Boticas, a apenas 700m. Parece perto, mas a inclinação da montanha não permite qualquer ligação à outra vertente da montanha, e é pena, pois mesmo do outro lado está um interessante santuário, o da Nª Senhora das Neves, de Ardãos.

 

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Uma aldeia que vive na sua pacatez, mas ainda com vida dentro dela. Claro que não é uma aldeia exceção às questões do despovoamento, mas mesmo assim, pelo menos há 9 anos ainda assim era, é uma aldeia que tem sempre gente nas ruas e nos campos que ainda vão cultivando.

 

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Nestas nossas abordagens às aldeias flavienses, mas também do Barroso, geralmente não referimos quais são as suas principais atividades. Talvez uma falta nossa que cometemos porque o modo de vida nas nossas aldeias é transversal a todas elas, ou pelo menos à grande maioria. Mas estamos sempre a tempo de fazer uma espécie de diagnóstico social.

 

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Então podemos dizer de todas as nossas aldeias, com algumas poucas exceções, que entre os seus naturais, há os que partiram, abalaram, emigraram  e os que ficaram. Os que emigraram são a maioria, geralmente jovens. Os que ficaram, a minoria, são constituídos por idosos/reformados/pensionistas e alguns, poucos, mais jovens, ainda em vida ativa que se dedicam à agricultura e/ou pecuária, esta em menor escala. Ainda são menos os que trabalham fora e fazem da aldeia o seu dormitório, estes principalmente concentrados nas aldeias mais próximos da cidade ou de um ponto onde haja trabalho.

 

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Artistas e outros profissionais já não existem atualmente nas nossas aldeias e se por acaso ainda existir alguma, será para extinguir quando vagar. Artes e profissões como a do pedreiro, canteiro, carpinteiro, marceneiro, ferreiro, barbeiro, almocreve, ferrador, capador, enxertador, parteiro/parteira, costureira, tecedeira, carvoeiro, sucateiro, professor/a, padre, recadeiro, soqueiro, correeiro, albardeiro, curandeiro/a, cesteiro, e mais outras tantas ou mais que agora não se me ocorrem. Será mais fácil dizer as que ainda vão existindo: Reformados/pensionistas, desempregados, agricultores e pastores, estes últimos, em todo o concelho de Chaves, devem-se contar pelos dedos das mãos.

 

E com esta me bou. Estou de partida para o “Barroso aqui tão perto” para trazer cá, amanhã domingo, mais uma das suas aldeias.

 

 

 

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