Pecados e picardias
A Taverna
Tarde(3)
Banir seguidores sequiosos…
Entraram os merendeiros
Gulosos olhares matreiros
Inalando a gastronomia
Da taverna com alegria
Sentaram-se nos bancos
Pediram os petiscos
Os vinhos tintos e brancos
Pão moelas polvo…os iscos
Encetaram a conversa
Sobre o amigo ausente
Saboreando sem pressa
A boa/má-língua aliciante
Pediram mais uma remessa
Do vinho numa caneca
Aumentaram o tom de voz
Animados por diferentes sons
Comentavam o infortúnio
Do amigo que no prelúdio
Dos quarenta é abandonado
Pela mulher ficando arrasado
Rindo com prazer da piada
Da rebeldia do sentido de humor
Da desgraça do amigo encontrada
Na discussão da merenda com calor
E fizeram conjecturas
Das razões desconhecidas
Apimentaram com juras
As verdades desabridas
Homenagearam o amigo ausente
Com o escárnio surpreendente
Da coscuvilhice inócua à míngua
Sequela do ócio e da boa pinga…
E falaram de mulheres
E lembraram o javardo
Ciciaram os saberes
Dessa noite …daqui a bocado
Todos a transbordar
De baba lá no pensar
A antever o grande serão
Todos o sentiam …ai não…
Isabel Seixas



