Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Pecados e Picardias

19.02.17 | Fer.Ribeiro

pecados e picardias copy

 

Contas de Merceeiro

 

Entristece-me sobremaneira o recrutamento de profissionais para a função pública quando trazem previamente a seriação feita por habilitação filho de, boa pessoa, filiação político-religiosa e de doutrinas, dos mais fortes de momento, ou seja dos que estão nos cargos: de governo, de instituições, municípios ou afins, exercendo funções em instituições públicas e ou, com estatuto de interesse público.

 

As leis de bases de forma singela mas não menos incongruente, vertem intenções de exercício da transparência e de facto há uma transparência tacitamente aceite, com uniformidade de critérios de seguidismo comum aos partidos que estão, ou vão assumir o poder, aliás a incursão da família partidária é um excelente preditor do exercício profissional assente em carneirismo e subjugação aos lideres que se candidatam.

 

Perfilam-se estratégias de cada vez mais cada vez, jogos de batalha naval, onde se trocam torpedos, galhardetes do passado, para augurar futuros, sem discussão de metodologias alternativas e inovadoras de resolução de problemas ancestrais, mas cada vez mais reais da população.

 

Comecemos pela tão discutida sensibilidade estética que invade os discursos dos membros das quintas colunas e esplanadas e que sem dúvida conferem identidades  à cidade, e são mote elegível de programas eleitorais dada a sua importância cromática  e de visibilidade de feitos bem feitos,  endeusados, ou feitos malfeitos diabolizados, é um facto incontornável o glamour das cidades através da modernidade da sua aparência, do uso de maquilhagem de qualidade e de cirurgias estéticas de rejuvenescimento ou tentativa de embelezamento.

 

O protagonista estatisticamente vencedor por dar nas vistas,  é sem margem de dúvida estatística, o jardim das freiras onde desaguam todos os saudosismos, eu incluída, por uma configuração promotora dos passeios em círculo num retângulo ajardinado à mercê de um tempo volta pra trás, que mais não quer dizer que passamos à história, frustrados e sem deixar vagas no país para todos os nossos filhos a não ser os pródigos em ficar em casa por… serem capazes ou incapazes, porque sim, ou porque não conseguiram emigrar, ou não puderam…

 

Vêm por acréscimo as grandes obras, a catedral das emoções  de primeira união  o campo de futebol do desportivo de chaves, o museu de arte contemporânea , os balneários romanos ,grandes obras de catarse, de lazer e de alimento sensorial,SIMMMMMMMMMMMM, mas…

 

E o pão?

 

Exportamos  os jovens, o sangue novo, a força anímica que vai e nesse ir cava o vazio da nossa sepultura com epitáfios de constante adeus e até ,aos poucos momentos, que são agora os grandes momentos e A  Gostos  atuais da família e amigos, exportamos daqui da terra trabalhadores jovens e licenciados, agora mais licenciados em Enfermagem cuja indústria de grandes feitos, feitos em  fábricas e oficinas escola e instituições de saúde de grande qualidade, são, grandes cabeças em corpos ainda jovens para a europa, que lhes permite a liberdade da autodeterminação e do preço do trabalho que lhes permite comprar a paz , o pão, a saúde, a habitação e a cultura das viagens e do conhecer ao vivo e a cores, mas que lhes penhora a juventude e a vida em família e não vai sair barato .

 

Pelas minhas contas,

Os meus pais deram-nos à terra

Já nós…

Contas de merceeiro…

 

Isabel seixas