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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

28
Jul18

Pereira de Veiga - Chaves - Portugal

1600-pereira-veiga (21)

 

Seguindo a metodologia da ordem alfabética, a seguir a Pereira de Selão (a  nossa aldeia do último sábado) segue-se a aldeia de Pereira de Veiga. É por lá que hoje vamos passar.

 

1600-pereira-veiga (20)

 

Uma passagem breve, pois todas as aldeias do nosso concelho já tiveram aqui o seu post completo. Nesta nova abordagem ficam apenas algumas imagens que nos posts anterior não foram selecionadas e mais alguns apontamentos sobre a aldeia.

 

1600-pereira-veiga (17)

 

A titulo de curiosidade gosto sempre de abordar a origem dos topónimos que cada local tem, não propriamente o seu significado, mas mais o porquê do topónimo. No entanto na grande maioria dos casos não é fácil chegar a uma conclusão, pois com topónimos tão antigos como o são os nossos, chegar à sua origem e porquê, é complicado e há ainda a acrescentar uma série de informação, que em vez de esclarecer, apenas complica mais a coisa.

 

1600-pereira-veiga (47)

 

Neste topónimo de Pereira de Veiga, quanto ao apelido Veiga, não há qualquer dúvida, visto que esta aldeia se localiza em plena veiga de Chaves. Curiosamente é a única aldeia da veiga que utiliza este apelido, embora no concelho este apelido se repita em Vila Nova de Veiga e Paredela de Veiga, aldeias vizinhas de Pereira de Veiga, mas já fora da Veiga. O problema surge com Pereira, pois a informação existente, além de confusa, até é contraditória.

 

1600-pereira-veiga (73)

 

Todos estão de acordo que pereira é a árvore que dá peras. Quanto à origem como nome/apelido de pessoas, dizem que teve origem no topónimo de um local, ou seja, o lugar/localidade Pereira é que deu origem aos senhores Pereiras e não o contrário. Diz-se ser de origem portuguesa (o apelido de pessoa) mas os judeus defendem o apelido como seu e até contestam que o Pereira tivesse origem numa localidade portuguesa com esse topónimo, pois defendem que os Pereiras tiveram origem numa localidade, sim, mas espanhola e muito antiga, antes de aparecerem em Portugal. Por sua vez num sítio da net de referência nesta coisa dos topónimos “Toponímia galego-portuguesa” a respeito do topónimo Pereira diz ser um dos de pseudo-Fitotoponímia, sendo a fitotoponímia a associação de um topónimo ao nome de uma árvore ou flora local. Pois Pereira, tal como outros topónimos com nomes de árvores ( Amoreira, Carvalho, Castanheira, figueira, oliveira, sobreira, entre outros) têm nome de árvore mas não é na árvore que têm a sua origem.  Pois para o autor da “Toponíma galego-portuguesa o topónimo Pereira  está associado à existência de pedras ou pedreiras no local. Como em Montalegre também há uma aldeia com este topónimo, fui espreitar à Toponímia de Barroso, mas por azar é um dos poucos que não tem referências à origem e se tivesse, levar-nos-ia à origem da palavra que nos remeteria para a pereira que dá peras. Assim sendo fico-me por aqui sem esclarecer nada, apenas ciente de que deitei algumas achas para a confusão/discussão.

 

1600-pereira-veiga (66)

1600-pereira-veiga (56)

1600-pereira-veiga (55)

 

E ficaram propositadamente, de rajada, três imagens desta aldeia. Se apenas tivesse estas imagens o que poderia dizer sobre ela? – Pois saltaria logo à vista o abandono que é também sinónimo de despovoamento, à qual esta aldeia também não foge, mesmo sendo uma aldeia da veiga e a pouco mais de 3km da cidade, mas é uma aldeia agrícola, e agricultura, hoje, também é sinónimo de abandono > despovoamento. Uma outra imagem, tem com ela dois pedaços de história, um, o das construções de perpianho à vista com junta pintada, utilizado em casas mais ricas que as da pedra solta, mas não o suficientemente para terem a nobreza do solar ou casa solarenga, mas o que atraiu a objetiva foi a placa colocada na parede, onde está inscrito EQUIDADE – PORTO 1853. Os mais novos pela certa que não saberão do que se trata, mas eu ainda sou do tempo de as ver colocadas, novinhas em folha, nas paredes das casas. Pois para quem não sabe, trata-se ou tratava-se de uma casa que estava assegurada pela companhia de seguros Equidade, isto ainda no tempo em que as companhias de seguros eram portuguesas e muitas, hoje quase todas absorvidas por grandes seguradoras estrangeiras. Curiosamente esta companhia EQUIDADE não a conhecia, mas vim a saber que foi fundada em 1853, era do Porto e foi constituída com elementos dissidentes da Companhia de Seguros Garantia, esta sim, bem conhecida. A EQUIDADE existiu até 1975, altura em que foi nacionalizada e conjuntamente com outras deu origem à Portugal RE, companhia de seguros. E.P.

 

1600-pereira-veiga (25)

 

E por último uma foto com uma preciosidade, a cama que virou banco de jardim ou de rua, que demonstra bem como o nosso povo é(ra) criativo, engenhoso e preocupado com o ambiente, que praticamente não produzia lixo e tudo era aproveitado e reutilizado. A do “preocupado com o ambiente” não é bem verdade, pois essa preocupação nem sequer existia, ainda, mesmo porque o plástico/lixo, por exemplo, era raro, os popós também e tudo que era embalagem ou recipiente não ia para o lixo, pois tinha uma utilidade destinada. Hoje tudo é diferente e tudo poderia ser diferente. Ainda ontem recebi, pelo correio, um livro que tinha encomendado na NET, tamanho normal (15x22x2cm) que me foi entregue dentro de uma embalagem que tinha as dimensões de 40x30x12cm. Como para o livro a caixa era enorme e para o mesmo não vir dentro dela aos trambolhões, encheram o espaço sobrante com plástico de bolinhas. Não seria mais fácil  fazer um embrulho à medida!? Não sabem!? Que aprendam com os chineses… poupadinhos!

 

E com esta me bou!

 

 

 

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