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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Preciosismos ou areia para os olhos?

23.08.17 | Fer.Ribeiro

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Cai a noite e as ruas ficam desertas… poeticamente falando, tem mais graça dizer que as ruas ficam desertas do que ficam sem gente, ou sem vida humana e seus respetivos animais de estimação. Aliás, por falar em desertas ou desertificações,  é comum dizer-se por aí, incluindo em peças noticiosas da TV ou artigos de jornais,  que o interior de Portugal está a ficar desertificado. Ora aprendi na Geografia que desertificação é o processo de degradação do solo que transforma áreas de terreno fértil em zonas áridas ou semiáridas, com perda total ou parcial da fauna e da flora, resultante de intervenção humana ou de fatores naturais como a seca, a desflorestação, a agricultura intensiva, etc. que não me parece ser o caso do interior de Portugal, pelo menos no centro e norte do país, antes pelo contrário, está a ficar cheio de mato. Claro que o termo mais correto é mesmo despovoamento e não desertificação. Enfim, preciosismos da mesma coisa que não é bem igual, mas entende-se.

 

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Passemos a outra tendo como base a imagem. Suponhamos que eu queria fazer a notícia do acontecimento, do tipo: “Hoje as poldras passam-se por diversão, mas no passado eram mais um meio de transpor o afluente do rio… E aqui surge a dúvida. Será afluente ou efluente? Ora bem, tudo indica que seja afluente (que aflui; que corre para; rio que vai desaguar a outro). Mas será mesmo? Pois vejamos o que significa efluente: Que irradia ou emana de um ponto; fluido residual lançado para o ambiente e que constitui um agente poluidor; curso de água que deriva de outro de maiores dimensões. Pois, conhecendo o Tâmega como conheço, em que na origem os seus afluentes têm mais caudal que o Tâmega, penso que o correto será dizer-se “o efluente do Tâmega” pois os restantes significados de efluente também se aplicam. Enfim, mais um preciosismo e claro que haveria outras formas de dizer isto, mas fico-me por esta.

 

 

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