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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

05
Mar16

Ribeira das Avelãs - Chaves - Portugal

1600-ribeira-avelas (185)

 

Em miúdo, por altura do Natal, pegava na bicicleta e dirigia-me até ao Brunheiro. O objetivo era um pinheirinho para enfeitar. Chegado à Quinta da Condeixa, o resto do caminho era para fazer a pé, já pela serra adentro. Nesta caminhada nunca ia só, poi mais um ou dois putos da minha idade acompanhavam-me com igual objetivo. Pelo caminho, já na serra, havia uma casa abandonada, sem móveis, nem gente por perto. Todos os anos não resistíamos fazer uma incursão pela casa adentro. Lembro-me estar cheia de morcegos. Era assim como uma casa fantasma. Com o tempo, mudei de casa, abandonei a margem esquerda do rio Tâmega e deixei de ir por aqueles lados. Mas fiquei durante muito tempo com a imagem da casa fantasma e desde que ando na recolha de fotografias por este concelho fora, sempre que ia para aqueles lados tentava localizar a tal casa, em vão. Tentei localizá-la pela fotografia aérea e mesma coisa. Nada de casa fantasma. Desisti de a procurar e comecei a convencer-me que já não sabia identifica-la ou então que tudo era fruto da minha imaginação.

 

1600-ribeira-avelas (204)

 

Há dias fui de novo à caça de imagens, desta vez até à Ribeira das Avelãs. Lembrei-me de seguir o caminho de terra batida e depois descer ao riacho , a ribeira. Espanto meu quando esbarro com a casa fantasma, agora já se portas e janelas e sem telhado. Apenas ruínas e as heras que as invadiram. Afinal sempre existia tal como existiu um momento de regresso aos meus tempos de puto, como quase sempre acontece quando entro nos meus domínios de infância e do berço. Um daqueles momentos que são difíceis de traduzir em palavras porque vão muito além de um momento feliz. É por estas e por outras que gosto de andar por aí.

 

1600-ribeira-avelas (154)

 

Também tudo isto serve para termos consciência do quão diferentes são da realidade os nossos pequenos reinos da infância, agora, a maior parte das vezes, atraiçoados pelo crescimento a que a modernidade não resistiu, com muitas construções onde antes só havia serra e novos caminhos que antes não existiam, sobretudo nas proximidades da cidade.

 

1600-ribeira-avelas (137)

 

E é tudo por agora com estas quatro imagens da Ribeira das Avelãs que curiosamente era um dos limites do meu reino de infância ou até onde me era permitido ir. Outros tempos que para estas pequenas aventuras eram bem mais consentidos.

 

 

 

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