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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

25
Nov18

Roriz - Chaves - Portugal

1600-Roriz (51)

 

Hoje vamos até Roriz e começo com um pedido de desculpas, com as devidas explicações na esperança de ser perdoado. Poderia evitá-las se… mas também para isso há explicações.

 

1600-Roriz (132)

 

Ora então vamos lá, é quase uma estória. A minha vida laboral levou-me ao longo destes últimos trinta anos algumas vezes até Roriz. Desde a primeira vez fiquei de olho na aldeia, primeiro porque ainda antes de entrarmos nela se deixava ver no seu todo, onde se podia apreciar o seu conjunto mais ou menos bem concentrado, depois porque logo na entrada se avistava um edifício mais senhorial que nos chamava a atenção, logo a seguir um largo que dava a entender ser o seu largo principal, e depois todo o casario tipicamente rural e transmontano, para além de ser uma aldeia sempre com vida nas ruas, o que fazia sempre agradável uma visita. Acontece que nessas visitas de trabalho, ia em trabalho, e embora até já me dedicasse à fotografia, ainda estávamos no tempo da analógica, ou seja, no tempo em que, por exemplo, arrancávamos por aí fora numas férias de 15 dias com um rolo de 36 fotografias e regressávamos a casa ainda com 4 ou 5 fotografias por tirar, pois a revelação e ampliação das fotos tinha que ser paga e digamos que os custos não eram muito convidativos para quem não lhe abundava o dinheiro. Ou seja, não acontecia como hoje em que se tomam fotografias de tudo e alguma coisa, a torto e a direito. Concluindo, nessas minhas visitas de trabalho, nem sequer levava a máquina fotográfica comigo, e hoje, diga-se a verdade, arrependo-me bem, pois sem prejudicar o trabalho, poderia ter registado alguns momentos que hoje são impossíveis de registar.

 

1600-Roriz (151)

 

Mas avancemos. Quando iniciei este blog, nunca imaginei que ele se viria a transformar naquilo que é hoje. Primeiro era para ser dedicado só a coisas mais pessoais e à cidade de Chaves, mas logo me dei conta que as coisas pessoais são, como o próprio nome indica, pessoais, e a cidade de Chaves, embora para mim seja uma grande cidade, é coisa pouca para mostrar o ser flaviense, pois o nosso ser ficaria manco sem a componente rural das nossas aldeias do concelho, e assim, cedo me dei conta que o Blog seria de Chaves, sim senhor, mas não da cidade de Chaves, antes do município de Chaves, ou seja, da cidade de Chaves, da vila de Vidago e das aldeias do concelho. Iniciava então a minha primeira ronda por todas as aldeias do concelho, uma a uma, nuns fascinantes dias de descobertas. A primeira ronda demorou seis anos a ficar completa e a Roriz tocou-lhe a sorte no mês de outubro do ano de 2008.

 

1600-Roriz (311)

 

Acontece que nessa primeira abordagem a objetiva da minha máquina já apresentava algum cansaço, não pela idade, mais pelo uso, e começou a focar as imagens só quando lhe apetecia, ou seja, 2/3 das imagens saíram-me desfocadas. Sei isto porque mesmo desfocadas ainda guardo essas imagens, isto só para me lembrar que tinha de ir por Roriz novamente para repetir essas fotografias e aproveitar para tirar mais algumas, e fui, passados 4 anos (outubro de 2012). Nessa altura já com duas lentes, uma para todo o serviço e outra, uma teleobjetiva, só para grandes distâncias, daquelas que vê coisinhas mais pequenas a grande distância.

 

1600-Roriz (155)

 

Ora acontece que eu até sou organizadinho, mas também um pouco despistado. Coisas que não combinam muito bem. Antes de sair para o terreno tenho sempre o cuidado de carregar pilhas suplentes, limpar o cartão de memória, etc, mas, às vezes, chegado ao terreno, falha-me a pilha da máquina e só então me lembro que a suplente ficou em casa no carregador, ou o cartão de memória no computador. Para a minha segunda abordagem a Roriz levei pilha e cartão de memória, mas quando cheguei lá, ao retirar a máquina do saco é que me dei conta que levava a lente errada, a tal objetiva para grandes distâncias o que, convenhamos, não dá mesmo jeito nenhum para tirar fotografias no interior de uma aldeia,  onde tudo fica perto. Mas não dei parte de fraco, tirei algumas fotos, as possíveis de maior distância dentro da pouca distância e regressei a casa com espírito de missão NÃO cumprida, ou seja, com a necessidade de ter de lá voltar para finalmente poder fazer como deve de ser, com todo o equipamento que necessito e adequado,  para fazer o devido levantamento da aldeia, mas, infelizmente, cheguei ao dia de hoje sem lá ter voltado, ou seja, todas as imagens que hoje vos deixo são desses dois idos anos de 2008 e 2012, e, ainda por cima, não tenho a certeza se estou a repetir imagens.

 

1600-Roriz (164)

 

Claro que o palavreado que atrás fica, embora sincero, mais que desculpas são justificações para as imagens que hoje vos deixo, mas também para vos poder dizer que em nenhuma das abordagens que fiz aqui no blog ficou completa, pois há imagens que deveriam aqui estar e que nunca aqui apareceram, mas tudo isto serve também de pretexto para mais uma visita a Roriz, e desta vez vou certificar-me mesmo que levo tudo que necessito e se não levar, volto atrás, recolho o que falta, e volto pra lá no mesmo dia. Fica prometido e aqui quando se promete é para cumprir.

 

1600-Roriz (212)

 

Mesmo assim, deixo por aqui algumas imagens de alguns pormenores, da vista quase geral de Roriz, das vistas que desde Roriz se alcançam e que entram pela Galiza adentro (recorde-se que em linha reta a raia da Galiza fica a apenas 3.5km de Roriz) e a imagem possível da sua igreja.

 

1600-Roriz (221)

 

Mas há duas imagens que me merecem um destaque, a primeira, a daquela data do ano de 1960 que me chama sempre a atenção (por ter sido ano de boa colheita) e a segunda a da galinha em liberdade na rua. Suponho que seja galinha, parece-me, mas também como já não conheço muito bem o engaço, aquela crista deixa-me na dúvida se será realmente uma daquelas galinhas poedeiras que mais tarde dão uma bela canja ou carne para alheiras, ou um galo. Mas mesmo com a crista grande eu aposto na galinha, pois o galo tem sempre aquele ar de importante de pescoço bem levantado.

 

E com esta me bou e prometo que não me esquecer do que prometi. E cumprir!

 

 

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