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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

28
Ago19

Ocasionais

ocasionais

 

“HOMENAGEM aos COMBATENTES”

(CHAVES, 8 de Julho, 2019)

 

 

Os que passámos por esta guerra, ao lembrá-la e celebrá-la, não o fazemos animados por nostalgias imperiais e muito menos imperialistas. Respeitamos os que nos combateram de armas na mão em nome dos seus Estados nascentes; e, sabendo que os que então nos combateram nos respeitam, queremos ser também ser aqui respeitados e não tratados como marionetas de regimes ou serventuários de causas suspeitas.

-Jaime N.Pinto-

 

No Programa das Comemorações (2019) do DIA do MUNICÍPIO, de CHAVES, constava….  “SEGUNDA 08 JUL | DIA DA CIDADE E DO MUNICÍPIO   -    … 11h30 ROMAGEM AO CEMITÉRIO – “Homenagem aos Combatentes”.

 

Tenho de me penitenciar por há já muito tempo não visitar o Cemitério (velho) da Cidade, e de não saber se as Campas de flavienses «Mortos no Ultramar» ou falecidos ex-combatentes no Ultramar estão identificadas como tal.

 

Este item do Programa deixou-me um tanto intrigado: dizer “Homenagem aos Combatentes” até me leva a acreditar que flavienses vivos e ex-combatentes (ou poderei acrescentar os que andam por aqui, por ali, por além a combater seja lá o que e por que for, nem que seja só pela sobrevivência) iam ser «homenageados, esperando eu que com meia dúzia de discursos e alguns ramitos de flores!

 

Esta minha incerteza ou dúvida resulta de um comportamento diferenciado que «as forças vivas da nação» manifestam, com tanta pompa, por um lado e para um lado, e tamanha indiferença (até desdém) por outro e para outro lado [puxem pela memória, consultem registos e vejam a tal pompa na (sempre justa) homenagem aos “MORTOS na GRANDE GUERRA” (embora nunca digam se da I ou da II), e na tamanha indiferença (até desdém) pelos “MORTOS na GUERRA do ULTRAMAR”!].

 

Até parece que para «suas excrescências, porra, eiscelênsias», depois de 1945, só houve «COMBATENTES» Portugueses após 1990, e estes, sabe-se lá bem, em nome de que tão claros, confusos, escuros ou obscuros ideais ou interesses, alianças ou acôrdos!

 

Pois é! Os portugueses que, desde 1961 andaram de Mauser, Vigneron, FN, G3 (não sou do tempo da HK-21), Dreyse, Breda, bazuca; morteiros; a conduzir Unimogs, GMC’s e Berliet’s; a patrulhar as «picadas» e a fazer tiro ao alvo sobre mosquitos e a tsé-tsé; ou saltavam de pára-quedas, ou «passeavam de barco», ou …  etc., etc,, e por lá «deixaram o coiro» (dizer «a vida» será menos comovente para «suas excrescências, porra, eiscelênsias») não merecem ser lembrados pelas eminências deste Regime: vale-lhes, ao menos, uns monumentozecos (fora o da foz do Tejo) que umas «almas penadas» vão pondo, aqui e além, mais modestos, mas mais sentidos, que «alminhas»!

 

Não estou de luto por familiares «MORTOS na GUERRA do ULTRAMAR»: estou de luto pelos COMBATENTESMORTOS na GUERRA do ULTRAMAR”.

 

M., sete de Julho de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

 

 

 

 

09
Jul19

De regresso à cidade...

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Como ontem foi feriado municipal, só fazemos o regresso à cidade hoje, terça-feira, mas com imagens de ontem, da Praça do Duque, já depois da cerimónia do içar da bandeira e da cerimónia das condecorações municipais.

 

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O tempo, nosso, e outras contrariedades, não nos deu para estar em todas as cerimónias, mas às que fomos fizemos o nosso registo, tal como aconteceu na inauguração da exposição de artes plásticas “Uma geração, dois Momentos” enquanto a chuva caía a bom cair lá fora, tal como "previa" um dos artistas falecidos numa das suas obras em exposição – “Nem que chova pá!” - A inauguração aconteceu.

 

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E é tudo por hoje, amanhã há mais!

 

 

 

08
Jul16

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva

SOUZA

 

O FERIADO MUNICIPAL DE CHAVES E OS 40 ANOS DO PODER LOCAL

 

I

 

Hoje é o Dia do Município de Chaves.

 

Muitos municípios escolheram o seu feriado municipal comemorando um santo; outros, por ocasião da criação do seu município ou eleição ou indigitação da sua sede a cidade; outros ainda, em razão de um acontecimento local relevante.

 

Chaves escolheu este dia pela sua relevância no contexto nacional da altura.

 

Com efeito, a partir de 8 de junho de 1912, definitivamente, os monárquicos ou legitimistas deixaram de ter qualquer apoio ou veleidade quanto ao regime que em Portugal iria vigorar – a República, saída de 5 de outubro de 1910.

 

É certo que se viveram na altura tempos excessivamente complicados, difíceis e perturbantes nos poucos anos em que a I República vingou, fruto não só de um complicado e dramático contexto internacional, mas também das excessivas dificuldades que Portugal, a sua economia e sua sociedade, tinham para se adaptarem ao ritmo da modernidade.

 

Mas o que está em causa não é o que veio a seguir à implantação da I República. Do que se deve falar é do ideário que a I República trazia para o Portugal daqueles tempos.

 

Não estamos de acordo com aqueles que contestam esta data como feriado municipal, dizendo que ela não é significativa, chegando ao ponto de afirmarem que este dia é «vergonhoso», porquanto, nas escaramuças entre republicanos e monárquicos, até havia flavienses nas duas frentes.

 

Salvo o devido respeito, estamos em total e completo desacordo com este entendimento. Nada de relevante na história se faz sem luta, sacrifício e até com o custo da própria vida. E não é por isso que não se devem comemorar certos acontecimentos, incorporando-os na nossa vida coletiva como elementos identitários da mesma.

 

Os Defensores de Chaves, em 8 de julho de 1912, ao darem uma machadada definitiva na «ressurreição» legitimista ou monárquica, mostraram a todo o país que tinham um ideário e por ele, afincadamente, lutavam – a República.

 

Por isso, o 8 de julho é para os flavienses uma data na qual eles mostram ao país inteiro, na senda daquilo que foi sempre a sua história, vivendo em terras de fronteira, lutando pela independência do nosso rincão, de que lado da história eles estiveram e estão – na assunção dos seus ideais progressistas, democráticos, de justiça social e de desenvolvimento da sua pátria e do seu município.

 

O 8 de julho, ao contrário do que alguns afirmam, não ofende ninguém, muito pelo contrário, enobrece a causa pela qual um punhado de valentes homens flavienses lutaram, numa lógica republicana e progressista.

 

O 8 de julho não se trata de um acontecimento de qualquer “politiquice caseira de castas flavienses”, outrossim, repete-se, da defesa de um ideário que, após 50 anos da noite salazarenta, nós todos, portuguesas e portugueses, prosseguimos com o 25 de Abril de 1974. Nem sempre com sucesso e no melhor dos caminhos, mas sempre persistindo no encontrar o melhor dos mundos para todos nós.

 

O 8 de julho, sendo historicamente um acontecimento travado em solo flaviense, evoca um ideário pelo qual muitas portuguesas e portugueses se bateram. Razão suficiente para continuar a ser o nosso Dia do Município. E a orgulharmo-nos pelo nosso contributo à causa das ideias de Progresso, de Desenvolvimento, de Igualdade e de Justiça Social.

 

 

II

 

 

Comemora-se este ano 40 anos do Poder Local.

 

A restituição das Liberdades e o Poder Local foram duas conquistas plenamente conseguidas pelo 25 de Abril de 1974.

 

Mas é bem verdade que falta ainda cumprir Abril e Portugal quanto a Desenvolvimento, Igualdade e Justiça Social.

 

Durante 40 anos, o Poder Local foi um elemento fundamental no dar voz às populações locais e ao desenvolvimento das nossas terras, particularmente as do interior.

 

Passados 40 anos, há que refletir sobre o Poder Local que hoje temos e, eventualmente, encontrar novas formas organizativas e outras legitimidades mais consentâneas e adaptadas à realidade de um mundo cada vez mais complexo e totalmente globalizado. Se esta reflexão não for feita, e não encontrarmos outras fórmulas e legitimidades de governação, o atual Poder Local em vez de ser uma fonte de desenvolvimento para as nossas terras e populações locais, transformar-se-á numa das forças de bloqueio da sociedade portuguesa.

 

 

III

 

 

Para comemorar os 40 anos do Poder Local, a autarquia flaviense achou por bem agraciar os autarcas que desempenharam funções de vereador na Câmara Municipal de Chaves durante este período.

 

Consultando as atas da Câmara Municipal não se percebe muito bem da fundamentação da proposta, se de verdadeira proposta se trata a intervenção do Presidente de Câmara na reunião ordinária de 29 de abril de 2016. Apenas damos conta do estabelecimento de um critério para a atribuição das diferentes medalhas municipais, por ocasião do Dia do Município, e tendo em conta a comemoração dos 40 anos do Poder Local: de ouro, se foi vereador a tempo inteiro, com pelouro(s); de prata, se foi vereador a meio tempo, com pelouro(s) e de bronze, se foi simplesmente vereador, quer tenha ou não assumido qualquer pelouro.

 

Fomos vereador a tempo inteiro na autarquia flaviense durante dois mandatos. Por tal facto, somos, pois, um dos comtemplados.

 

Aceitando, democraticamente, as legítimas deliberações do atual executivo municipal, não podemos, todavia, estar de acordo com semelhante «proposta» ou critério de atribuição. Não é o estatuto de vereador a tempo inteiro, meio tempo, com ou sem pelouro(s), e o ser simplesmente vereador, com ou sem pelouro(s), que lhe dá legitimidade para ser agraciado. Trata-se aqui de um critério fácil de atribuição que não releva do real valor do trabalho que o ex-autarca, independentemente do seu estatuto, desempenhou em prol do desenvolvimento do seu concelho. Nem tão pouco tem em conta o real sacrifício pessoal, profissional e familiar que o mesmo teve no desempenho das suas funções, quando muito bem sabemos que um vereador a tempo inteiro, ou mesmo a meio tempo, tem a vida muito mais facilitada para o desempenho de funções autárquicas do que um simples vereador que, para além da sua atividade profissional, participa e desenvolve trabalho (voluntariamente) nos órgãos da autarquia.

 

Por estas razões a nossa consciência apontava-nos que não deveríamos receber tal agraciamento, porquanto, como cidadão e flaviense de coração – há mais de cinquenta anos vivendo nesta terra – outra coisa não fizemos, quando integrámos os elencos camarários, em dois mandatos, em função de um imperativo ético, que cumprir um dever de cidadão. E, olhando para a lista de agraciados, tendo em conta o critério adotado, damo-nos conta que a lista está incompleta...

Sabemos que a memória humana é curta, passível de falhas. Mas a história, com as suas fontes, aí está para nos relembrar. Temos pena que uns tenham sido lembrados e outros esquecidos!

 

Melhor ponderando sobre este assunto, tomámos a decisão de comparecer à cerimónia de hoje e receber a aludida medalha.

 

Houve dois argumentos que barraram as objeções da nossa consciência. O primeiro assenta no pressuposto de que quem vai receber a medalha não é simplesmente o cidadão e flaviense, António de Souza e Silva, mas o ex-autarca, militante socialista, que integrou as listas do Partido Socialista nas duas eleições em que o PS de Chaves saiu vencedor. Quem vai ser agraciado é o ex-autarca socialista que integrou uma equipa e lutou por um projeto de progresso para Chaves, tendo tudo feito, com o seu melhor saber e competência, pese embora as suas enormes falhas, para que aquele projeto em que acreditava fosse em frente.

 

Neste entendimento, é uma enorme honra ir receber a medalha de ouro do Município de Chaves. Não para a levarmos para casa – que tal não merecemos – mas para a entregarmos nas mãos do atual Presidente da Comissão Política do PS de Chaves para ficar no domicílio a que, por direito, pertence – a sede da Secção do PS de Chaves. Porque foi de lá, como militante socialista, que saímos para a autarquia flaviense e nos fizemos autarca. Os méritos que se pretendem agraciar não são nossos, são do coletivo do qual saímos. Sozinhos não seríamos ninguém!

 

A argumentação supra seria só por si necessária para apaziguar a nossa consciência e justificar a nossa presença hoje, às 12 horas, no Auditório Municipal de Chaves.

 

Contudo, outra razão mais funda ditou e justificou este nosso gesto: aquilo que como autarca fomos bebemo-lo no exemplo, no sacrifício, abnegação, persistência e solidariedade de dois grandes amigos, saudosos camaradas e ex-autarcas que, em momentos bem difíceis da consolidação do Poder Local em Chaves, tão bem nos demonstraram o que seja um verdadeiro camarada, um bom socialista – José Augusto Fillol Guimarães e Domingos Benjamim Carneiro Ferreira. Não foram ou vão ser agraciados. Nem mesmo a título póstumo. Pois a medalha que hoje vamos receber, que, como acima dissemos, ficará como espólio na sede do Partido Socialista de Chaves, é a eles inteiramente dedicada para que os novos militantes e próximos autarcas socialistas se lembrem destes dois ilustres e abnegados socialistas flavienses que tanto deram das suas vidas pela a causa do socialismo democrático e do Poder Local em Chaves.

 

António de Souza e Silva

 

 

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08
Jul16

Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso - Abre hoje ao público

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Depois da inauguração no passado dia 4, abre hoje ao público, com entrada gratuita, o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso.  O Museu abre as suas portas às 10 horas e hoje, excecionalmente, manter-se-á de portas abertas durante a noite, para além daquele que irá ser o horário normal de abertura ao público. Nos jardins do Museu, a partir das 23H30, terá lugar um concerto com Tiago Bettencourt,  seguido de um espetáculo pirotécnico.  

 

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08
Jul15

Chaves, em dia de feriado municipal

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Hoje, dia 8 de julho, feriado municipal, um dia em que a festa poderia acontecer em Chaves, mas não acontece. Opções de quem manda, conformismo de quem se deixa mandar. Assim, aproveita-se o dia para conferenciar em casa um pouco com o sofá, ou, se ainda há dinheiro, para ir de compras até às capitais mais próximas, é para isso que as autoestradas vão servindo.

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Mas nem tudo está perdido. Para quem gosta de fotografia é uma boa oportunidade para apanhar a cidade despovoada de popós que tanto incomodam quem fotografa. Pena não haver pessoas nas ruas, pois o ambiente ficaria mais composto, mas mesmo assim temos oportunidade de ver a cidade por inteiro, sem qualquer ruído. Viva o 8 de julho!

 

 

08
Jul14

Chaves, 8 de julho, dia do Município

 

Hoje cá na terrinha é feriado, municipal, 8 de julho, que pretende ser o dia da cidade ou do município, que começa já a ser a mesma coisa, no entanto há muita gente que contesta esta data dizendo que há outras que são muito mais significativas para a cidade de Chaves. Eu também penso que os acontecimentos que nos levam a esta data, os que ocorreram no 8 de julho de 1912, historicamente falando, não têm qualquer relevância para que este dia se celebre com feriado municipal. Os mais críticos dizem mesmo que esse 8 de julho de 1912 foi um dia negro para a cidade, vergonhoso até (dizem), pelo simples facto de,  nas escaramuças entre monárquicos e republicanos ocorridos nesse dia, haver flavienses nas duas frentes, ou seja, onde houve flavienses monárquicos a lutar contra flavienses republicanos. Os mais republicanos, os militantes, dizem por sua vez que foi nesse dia que se deu a cacetada final nos monárquicos que desde 1910 tentava recuperar a monarquia. Politiquices caseiras das castas flavienses…, mas enfim, para já é o dia que temos, mas temo que também não haja consenso para qualquer outro dia, a não ser um dia neutro, como o dia em que a Vila de Chaves foi elevada a cidade, para mim esse dia teria muita mais lógica e não ofenderia ninguém.

 

Mas para quem estiver interessado em conhecer melhor os acontecimentos do 8 de julho de 1912, nem há como passar pelo blog Chaves antiga, aqui: http://chavesantiga.blogs.sapo.pt/287483.html pois está lá tudo explicadinho, com imagens, documentos e até filmes. Passe por lá.

 

Mas já que é o dia do município e na ausência de mais argumentos históricos, fiquemos com aquilo que é nosso, que, fosse Chaves de quem fosse, foi sempre de Chaves. Refiro-me ao nosso património milenar, a nossa Top Model Ponte Romana com aquele conjuntinho do casario da Madalena que tanto a embeleza, uma nesga apenas, pois o que é bom nunca se deve dar por inteiro e se possível acompanhe-se a apreciação da imagem com um bom pastel de Chaves, quentinho e estaladiço (já que presunto não há) e de preferência acompanhe-o com um branquinho fresquinho ali dos lados de Anelhe ou Arcossó, pois é dos melhores que conheço aqui por perto. E viva Chaves, e goze bem o feriado (pena não termos praia), pois festa, daquela que possa ter nome de festa, não há, mas se quiser sempre pode ir ao hastear da bandeira e à romagem do cemitério…

 

Pois fica a minha homenagem a este dia com a imagem que hoje vos deixo.

 

 

22
Set10

As nossas desgraças e a Nossa Senhora das Graças

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Ainda antes de irmos à Nossa Senhora das Graças, queria deixar aqui um apontamento, se me é permitido, sobre o nosso Portugal real, que quase não o parece (real).

 

Claro que os temas e discussões do nosso dia-a-dia vão sendo feitos com aquilo que os media nos vendem ou impingem. Todos sabemos que nem tudo que dizem e mostram, é como é, ou seja, os media têm a força de iluminar os caminhos que eles querem que o pessoal (o povo) caminhe, deixando os outros às escuras. Em vez da informação isenta, eles (os media) formulam opiniões e têm toda uma série de artimanhas de fazer a cabecinha do povo, e, se necessário for, até inventam.

 

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Por muito conhecedores ou informados que se possa estar de como as coisas (o sistema) funciona, a verdade é que as notícias e informações que os media nos passam, fazem mossa e sem querermos, somos obrigados a participar na discussão, a entrar no sistema, senão, podemos correr o risco de ficar isolados e a falar sozinhos.

 

Mas o sistema é muito mais complexo e vai muito para além dos media. Estes apenas são um pequeno tentáculo do tão falado polvo…mas adiante, somos constantemente levados mas ao que parece, até gostamos.

 

Há no entanto coisas que revoltam, e se umas até dão para rir por tão anedóticas que são, outras revoltam a sério.

 

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Por anedótico podemos tomar tudo aquilo que se tem passado com a Federação Portuguesa de Futebol e com a selecção nacional. É oficial que Paulo Bento é o novo seleccionador Nacional. Quase dá para dizer que a “tranquilidade” chegou à selecção. Embora me esteja a marimbar para a bola e os seus problemas, a Selecção Nacional é de todos nós, é a nossa equipa e que até tem a força de fazer parar Portugal para a vermos jogar e torcer por ela, onde, honra lhe seja feita, tem o dom de unir todos os portugueses num mesmo sentimento. E, se é nossa, de todos, também todos devemos ter opinião. Não tenho uma ideia formada sobre o homem Carlos Queirós, não o conheço, mas por aquilo que conheço da sua carreira, é um bom profissional, e como tal, respeito o seu trabalho. Nesta história dos acontecimentos da selecção, acredito seriamente que foi uma vítima do sistema e de outros interesses… o tempo deixará ver algumas dessas tramóias. A anedota chegou agora, pois quer se goste ou não de Carlos Queirós, ninguém pode por em dúvida o seu passado, o seu trabalho, competência e experiência. Será que podemos dizer o mesmo de Paulo Bento? – Faço a pergunta porque não sei a resposta, pois aquilo que é conhecido de Paulo Bento, são um somar de pontos negativos para o alto cargo que ocupa, mas ocupa, por muito boa pessoa que possa ser, e parece ser, deixa algumas dúvidas quanto ao que possa fazer pela selecção de todos nós. Do Mourinho nem quero falar, e embora todos digam que ficou bem no retrato desta crise que envolve a selecção, eu gostava de conhecer toda e a verdadeira história dos acontecimentos.

 

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Este tipo de pensamento e sentimento leva-me a uma notícia de ontem, que já é de há anos. Portugal atravessa uma crise sem precedentes, em que está teso e sem soluções para sair dela. A temida notícia de ontem era a hipótese do FMI entrar por Portugal adentro para por ordem na casa, em simultâneo, vão saindo a lume os astronómicos custos da construção do TGV, bem como os custos e prejuízos a que Portugal vai ficar sujeito após a sua construção, e qual é a solução – Construir o TGV!. Tesos como carapaus, mas não se abdica de um luxo que em nada vai contribuir para a nossa felicidade. É assim como uma família que passa necessidades ou sérias dificuldades, que o dinheiro quase nem chega para comer e, como solução, resolve comprar um Ferrari topo de gama… e creiam que a comparação fica muito aquém da realidade do TGV. É este o Portugal que temos! Não admira que tenhamos o Fado como “choro nacional”  e a saudade para sermos eternos saudosistas do pouco que tivemos de melhor.

 

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E pego no saudosismo para entrar finalmente no tema de hoje – A Nossa Senhora das Graças e afinal, para voltar à terrinha, que é a quem este blog se dedica. O que ficou escrito para trás, são puros devaneios, sentidos, mas devaneios de um flaviense, que afinal, também é português.

 

Pois fui ao arquivo do blog ver as minhas referências a esta festa da Nossa Senhora das Graças.  Como em 2008 e 2009 não estive por Chaves no dia dos festejos, os únicos registos que tenho são de 2007 e a título de curiosidade, deixo aqui o que então escrevi sobre o assunto.

 

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

 

Ainda há dias dizia aqui no blog que não valia a pena inventarem festas quando elas não têm tradição. Ontem mesmo dizia também aqui que as festas se mediam pela música e neste caso de procissões, pelo número de bandas a acompanhar.

 

Pois vamos lá à festa da Nossa Senhora das Graças, que a julgar pelas bandas de música (quatro) e gente,  é uma boa festa. O mesmo não acontece com a tradição, pois esta nova versão apenas tem 3 ou 4 anos (se não me engano). Parece contradição, mas no caso, não o é, mas há truque.

 

Claro que uma festa com apenas 3 ou 4 anos, não seria de ter tanta gente como tem e, o truque, está em chamar a participar na festa, com os seus padroeiros, todas as freguesias do concelho de Chaves.

 

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O que o nosso povo quer é procissão na rua (fé), foguete no ar e arraial abrilhantado por umas boas bandas de música e, se é isso que o nosso povo quer, porque não dar-lho. A festa tem que ser popular e é com o povo que a festa se faz e que se cala qualquer crítica dos intelectuais de cidade (da esquerda ou direita, tanto faz).

A par da Feira dos Santos (festa de Inverno), bem se poderia verdadeiramente pensar e fazer desta festa, as verdadeiras festas (de verão) da cidade e das freguesias que a cidade não tem e, abandonar de vez o 8 de Julho, que lá terá o seu valor histórico, mas não tem qualquer valor festivo.

 

Em tudo posso estar enganado, mas é a minha opinião e, até prova em contrário, continuarei a defende-la.

 

Entretanto vamos ficando com as imagens que faz descer o povo flaviense das montanhas até à cidade e, sempre bem acompanhados pelos seus padroeiros.

 

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Se quiser ver o texto acompanhado das fotos, nem há como seguir o link até ao post publicado:

http://chaves.blogs.sapo.pt/208959.html

 

Nisto da escrita e da opinião que deixamos vertida nela, corremos o risco de com o tempo, a escrita e até opinião ficar desactualizada. Mas lendo e relendo aquilo que escrevi em 2007, não lhe altero uma virgula que seja, excepção óbvia apenas para o número de anos que a festa foi realizada. Pois além de nada alterar, vou reforçar aquilo que disse então.

 

Aldeia, vila ou cidade que se preze tem as suas festas de verão, religiosas, com o seu santo ou santa  lá da terra, com procissões, arraial até às tantas da manhã, foguetes no ar, desfiles, tascas e tasquinhas, diversões para os putos, barracas, provas desportivas, enfeites, eu sei lá… e não digam que é parolice ter uma festa religiosa, pois Lisboa e Porto, as nossas grandes cidades também têm as suas festas populares em honra de dois santos – Stº António e S.João.

 

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Pois Chaves não tem essa festa e que me lembre, à excepção das grandes verbenas que se faziam nos anos 60 e 70 (já lá vão 40 anos) que davam algum ar festivo aos sábados à noite dos verões da cidade, não me lembro de haver festa com ar de festa, nem a Srª das Brotas (quando era grande) tinha essa pretensão.

 

Houve pela nossa Câmara, há coisa de mais ou menos 20 anos atrás, o tempo até nem interessa, que se tivesse apercebido que em Chaves não havia essa tal festa de verão e logo um iluminado se lembro do 8 de Julho que, como já era feriado municipal, poderia passar a ser também o dia das festas da cidade. Ora, quanto a mim, foi uma má decisão e por muitas e variadas razões, começando logo pelo facto de não ser uma festa religiosa, sem santo ou santa, sem procissão, anjinhos e bandas de música pelo meio, aquilo que o povo gosta e que os da cidade dizem que é parolo, mas até apreciam e fazem tudo para “por acaso” estarem, sem o querer é claro, na rua em que passa a procissão. Pois a mim, que me juntem aos parolos e quando me virem na rua a ver passar a procissão e a ouvir as bandas de música, fiquem a saber que estou lá porque quero e gosto, e quanto ao ser(-se) parolo é um assunto que merece reflexão, mas isto até são contas de outro rosário….pois ia eu dizendo que o 8 de Julho foi uma má escolha para festa da cidade, precisamente pela falta do espírito religioso, dos santos e andores e, mesmo que vestissem meia dúzia de republicanos e outros tantos monárquicos de anjinhos, ninguém ia acreditar neles e muito menos ajoelhariam à sua passagem. Uma segunda razão para um não ao 8 de Julho é a sua falta de tradição e, não se tome ao de leve esta palavra, pois TRADIÇÃO é tradição e é por ela, que todos os anos na mesma data, as festas se realizam e é por se realizarem na mesma data e todos os anos haver festa, que os filhos da terra marcam as suas férias para esse dia e os filhos ausentes, chegam a percorrer milhares de quilómetros para não faltarem à festa, para se divertirem, mas também para reverem velhos amigos, amores e familiares, porque no dia da festa, estão lá todos os da terra. É essa festa que falta a Chaves, ou melhor, essa festa de Verão, pois de inverno, temos nós uma boa, que poderia ser muito melhor, é certo, mas é boa.

 

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Voltemos então à Nossa Senhora das Graças que tem o espírito religioso que falta ao 8 de Julho e que até, consegue trazer a Chaves todas as freguesias e os seus padroeiros e as suas gentes que não deixam que a santa(o) desça sozinho à cidade. Também tem as bandas de música, sem as quais não há festa e, até o clero, faz o esforço de se juntar e desfilar em procissão. Em suma, os ingredientes para uma grande festa estão lançados, mas falta tudo o resto – os foguetes, os arraial até às tantas da madrugada, as barracas, os divertimentos para os putos, as tascas e tasquinhas… mas sobretudo, falta-lhe a tradição e trazer a Chaves os flavienses. Em suma, para ser festa, falta-lhe o lado pagão e profano, o do divertimento. Assim, tal como é, é apenas uma cerimónia religiosa, de sofrimento até, daquele com o qual temos que sofrer para atingir o céu, e para sofrimento, nos tempos que correm, penso que já nos basta aturar a crise e os senhores de Lisboa que tudo nos roubam e nos desprezam constantemente.

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Conclusão das conclusões: A Nossa Senhora das Graças poderia muito bem ser a festa de Verão que Chaves não tem. Tem os ingredientes, agora falta fazer a festa.

 

07
Jul10

Hoje há feijoada sem feijões

 

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“Festa sem foguetes é como a feijoada sem feijões”

Pensador do Séc,. XXI

 

 

 

Festa que não tem procissão para o povo ajoelhar, banda no coreto e foguete no ar, não é festa…

 

Claro que o nosso 8 de Julho, estando como está ligado à República, não poderia ter procissão, nem que fosse e só porque os nossos republicanos (de gema) geralmente são laicos ou dizem-se.  Procissão de parte, sempre se poderia substituir por um desfile com gente armada de paus, fisgas, pedras, canhões e espadas, com uns cavalos pelo meio (ficam sempre bem) com Paivas e Couceirinhos a um lado e os outros do outro, onde a determinado ponto se pegassem todos à lambada, pedrada e paulada para por fim, lá do alto de um alto qualquer com os monárquicos ensanguentados e prostrados aos seus pés, alguém gritasse “VIVA A REPÚBLICA”. O povo ia gostar, como geralmente gosta de tudo que é teatro e fantochada de rua.

 

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Procissão e desfile de parte, restam as bandas no coreto que vão entretendo o povo fazendo arraial até que o momento alto do foguete a subir aparece. Mas também aqui a tradição (que nunca houve) já não é o que era. Onde estão os “Pardais”!?  Supõe-se que a banda anfitriã deveria ter um lugar de destaque na festa. E a banda de Vila Verde da Raia?, que é feito da Banda de Rebordondo? Exceptuando a Banda de Loivos, as bandas mais antigas do concelho foram esquecidas ou postas de lado no arraial!? – Não sei e até nem me interessa, mas estranha-se não se verem todas as bandas do concelho nos seus respectivos coretos.

 

Resta o foguetório, o ponto alto de qualquer festa e à custa do qual esta, do 8 de Julho, sem qualquer tradição, foi fazendo alguma. Retirado o fogo à festa, estão é que não há mesmo festa. É assim como uma feijoada sem feijões… por mim, até está bem. Acabe-se com esta festa, a fazer de conta, de uma vez por todas, pois nunca teve tradição nem chama a Chaves nenhum flaviense  ausente e, muito menos, chama gente de fora. É assim como o Festimage, só serve para gastar dinheiro e nada promover... os tempos actuais não são ou estão para brincadeiras. Fiquem-se pelo hastear da bandeira para os pavões mostrarem os seus fatos e gravatas (convém não esqueçer os da confraria), faça-se a romagem ao cemitério e depois, até podem ir todos almoçar juntos e brindar à casta republicana flaviense, mas deixem à população o gozo de um feriado municipal descansado,  sem a ilusão e o engano de que há festa, pois, sem a procissão, banda no coreto e foguete no ar, não há festa possível, e depois nem sequer mordomos tem… bahhh!

 

De tantas datas possíveis para o dia da cidade, tinha que ser o 8 de Julho, uma data que nunca reunirá consensos, mesmo porque está associada a uma luta entre gente da mesma raça onde até havia flavienses contra flavienses, mas do mal o menos, pois ainda bem que ninguém se lembrou das invasões francesas com as homenagens às estratégias cobardes dos de Vila Real e o esquecimento dos heróis flavienses como data a comemorar em festas da cidade.

 

Digam o que disserem, e ninguém me convence do contrário, as verdadeiras festas da cidade são a “Feira dos Santos”.  Enriqueça-se essa, canalize-se para ela todos os esforços e promoção do concelho e faça-se dela uma festa grande, muito maior do que aquilo que já é, porque essa sim, chama a Chaves todos os flavienses e milhares de forasteiros. Não deixem que a sua fama a deixe deitar na cama (tal como aconteceu com o presunto de Chaves e que tem sido tema de conversa e debate nestas últimas semanas aqui no blog por mãos do António Chaves). A feira dos Santos, essa sim, tem desde sempre todos os ingredientes necessários para a grande festa da cidade de Chaves e para a promoção do concelho e da região, mas nunca ninguém olhou para ela com olhos de ver a sua potencialidade para além das barracas, dos ciganos, da feira do gado e do pulpo à galega, uma feira que deveria ser uma das principais preocupações do município em vez de estar entregue aos comerciantes locais, que nem sequer pelos seus interesses sabem zelar.

 

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Em jeito de conclusão e uma vez que o 8 de Julho já nem sequer fogo de artificio tem (que embora haja quem o considere parolo, era o ponto alto da festa), acabe-se de vez com a pseudo festa popular e fique-se só pelo oficial hastear da bandeira e a romagem ao cemitério, pois quanto ao resto do programa das festas (Bienal, Festimage e um ou dois concertos musicais), não passam de mera e pobre animação cultural de verão que deverão acontecer com ou sem festas...

 

Mas pelo sim, pelo não, Viva o 8 de Julho, como quem diz - VIVA A REPÚBLICA (flaviense)!

 

P.S. Não deixa de ser curioso o “cartaz” das “festas da cidade” que se poderá considerar como publicidade enganosa, pois o criador(a) do cartaz não resiste a fazer alusão ao fogo de artificio sobre a ponte romana, como quem diz: festa que é festa, tem de ter foguete no ar!

 

 


08
Jul09

Hoje é dia de Pum!Pum! em Chaves, Portugal

 

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Embora nos “relatórios oficiais” das festas da cidade seja escrito que elas são um sucesso, que este ano até nas caixas multibanco aparecem, a verdade é que nunca passaram (como festa) de um fracasso. A razão ou razões são simples, e o pecado começa logo na sua origem.

 

De facto os feriados municipais são uma invenção da República, que por decreto e logo em 1910 deram aos municípios a possibilidade de escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais do município. Se a ideia era boa, a sua aplicação já não o foi tanto, pois o espírito laico da república que se tentava impor, deixava de certa maneira à margem as festas religiosas e tentava impor datas republicanas, como aconteceu com o 31 de Janeiro ou em Lisboa, quando se tentou impor o 10 de Junho como feriado municipal, contrariando a tradição dos festejos do Santo António, mas não vingou, pois Lisboa continua a ter o seu feriado municipal em 13 de Junho associado ao Stº António. Tal como no Porto e na maioria das cidades e vilas de Portugal, a tradição da festa religiosa é que acabou por se impor, deixando de parte o espírito laico da república. Em quase todo o nosso Portugal foi assim, mas em Chaves, não.

 

Em Chaves a família republicana, pelos vistos também laica, impôs uma data republicana para o feriado municipal e desprezou a festa religiosa que o povo tinha como tradição, pois de tantas datas possíveis, escolheu a data de 8 de Julho, em comemoração do 8 de Julho de 1912, em que o realista Paiva Couceiro, tentou entrar em Portugal por Chaves, do qual resultaram confrontos entre a população e os (meia dúzia) Couceiros realistas.


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Sem querer tirar a importância ao 8 de Julho de 1912, temos que a reduzir à importância devida e esta é sempre relativa, mas não o foi para a família republicana flaviense, que enfatizou e empolou os acontecimentos, de tal forma, que muitas das vezes se faz quase acreditar que a república só foi verdadeiramente implantada em Portugal em 1912 e não em 1910, ou pelo menos reafirmada, pois acredito que as famílias republicanas flavienses de tanto empolar o acontecimento, passaram a acreditar que se não tivesse sido Chaves, Portugal tinha caído de novo nas mãos dos monárquicos, o que historicamente falando, é uma anedota. Mas está bem. A história é mesmo feita de muitas anedotas,  mentiras, empolamentos e até de meras hipóteses que numa noite de sonhos conturbados se sonharam, e se o sonho foi sonhado por um fazedor de história, logo passa a facto consumado que dita a lei. Vem-me à ideia, claro, a história do Camões e da sua família ser de Vilar de Nantes, que tal como as famílias Ribeiro, também são todos meus primos. Já agora, eu há dias sonhei que o D. Afonso Henriques nasceu em Chaves, mais precisamente no Bairro da Moca…talvez isto seja o recalcamento de uma visão de uma encarnação anterior à nacionalidade. Não sei não, mas pelo sim pelo não em candidatava o D. Afonso Henriques a ter como berço de nascimento também Chaves, porque afinal de contas Portugal nasce ali em Vila Verde da Raia, e não em Guimarães, além do mais, Viseu já tem um Viriato… desculpem lá este aparte, mas são são dos excessos da festa.

 

Retomemos.

 

A páginas tantas, já se comemora o 8 de Julho sem saber muito bem aquilo que se comemora, e até nem interessa, porque o que vale, é mesmo o feriado. Quanto a festa, verdadeira festa, essa vai ficando adiada ano após ano, porque além de lhe faltar a procissão para o povo ajoelhar, o foguete no ar às 7 da matina, e o cabrito a assar no forno,  ou seja, a tradição (que se faz com muitos anos), também sempre faltou vontade de fazer do feriado municipal as verdadeiras festas da cidade, onde o programa de festas de qualquer aldeia que se preze, ultrapassa de longe o programa das festas da cidade de Chaves, e isto não é má língua, é uma realidade.

 

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Resumindo, as festas da cidade de Chaves, são uma mentira, que nem sequer conseguem trazer a Chaves um único flaviense ausente à festa da terrinha. Chamem-lhe comemorações do feriado municipal, mas por favor, não chamem festa a meia dúzia de pobres acontecimentos onde a festa não acontece, pois não passam de banais entretenimentos próprios de uma normal e até pobre, animação de verão, exceptuando o Festimage, claro.

 

Mas ó quei (já aderi ao novo acordo ortográfico que desconheço) esta festa está a ser um sucesso.

 

Para rematar

 

Chaves sempre teve as suas verdadeiras festas na Feira dos Santos. Cuidem dela, tratem-na com carinho, associem-lhe eventos, festejos e animação paralela, engrandeçam-na, que essa sim, traz a Chaves os seus filhos e milhares de visitantes.

 

Quanto ao 8 de Julho, e já que escolheram essa data, perguntem à casta da família republicana flaviense (que resta)  como fazer deste feriado municipal uma grande festa, talvez inventando-lhe um Santo, com um nome pomposo desde que não seja um S.João, que esse já está muito batido, mas, também não sejam modestos, pois todos queremos uma coisa em grande, tipo D.Nuno, D. Silveira e desde que seja São qualquer coisa…. Claro que podem manter a cena dos desfiles na praça do Duque e até fila “BIP”, que o povo aguenta bem de pé,  mas sem anoréxicas, pois por cá ainda gostamos delas assim pró bem feitinho. A cena das crianças também está fixe, é mesmo deste tipo de valores que elas precisam de aprender logo em tenra idade e, quem sabe, se de um desfile destes não sai uma criança para os “Morangos com Açucar”. E por falar em morangos… até amanhã!

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