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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

05
Out19

Agrela de Ervededo - Chaves - Portugal

1600-video-agrela (30).jpg

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Agrela de Ervededo.

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/iD3l1WiiIeU

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Agrela:

https://chaves.blogs.sapo.pt/agrela-chaves-portugal-1498628

https://chaves.blogs.sapo.pt/agrela-chaves-portugal-1270626

https://chaves.blogs.sapo.pt/agrela-chaves-portugal-1203784

https://chaves.blogs.sapo.pt/agrela-chaves-portugal-1025892

https://chaves.blogs.sapo.pt/779823.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/258220.html

 

 

 

18
Fev17

Agrela - Chaves - Portugal

1600-agrela (164)

 

Nesta nova ronda pelas aldeias vamos seguindo a regra de seguir a ordem alfabética pelo que, a seguir a Agostém que esteve aqui no último fim de semana, vem a Agrela, aldeia da raia seca, com a Galiza ali ao lado.

 

1600-agrela (31)

 

Nesta imagem da vista geral da aldeia, à esquerda e a cerca de 2 quilómetros, fica a raia seca com a Galiza e logo a seguir, mais 1,5 quilómetros, temos a sua congénere  galega, Bousés. Suponho que era com esta aldeia que no tempo das fronteiras e da Guarda-Fiscal, se faziam os negócios de contrabando. Ainda nesta imagem, a primeira montanha a seguir à aldeia ainda é portuguesa e logo a seguir temos a antiga aldeia promíscua do Cambedo que até 1864 era dividida a meio pela fronteira, mas hoje administrativamente portuguesa na sua totalidade. As serras cobertas de neve, que servem de fundo à imagem, essas sim já são bem galegas e entre a primeira montanha nossa e essas serras nevadas existem muitas localidades galegas, entre as quais Verin e Monterrei, duas das mais importantes da proximidade, a primeira pela sua dimensão e a segunda pelo Castelo.

 

1600-art-65 (11)

 

Raia seca e aldeias de ambos os lados  que sempre tiveram uma relação muito próxima, com muitas estórias e história para contar e por contar. Um projeto adiando deste blog que esperamos um dia retomar para contar algumas dessas estórias e também fazer alguma história. Para já e durante cento e tal semanas, tantas quantas as nossas aldeias, continuaremos a trazer aqui todos os sábados pelo menos três imagens (uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital).

 

 

29
Ago15

Agrela - Chaves - Portugal

1600-agrela (171)

Hoje vamos fazer uma breve passagem pela Agrela, uma daquelas aldeias que para se conhecer temos que entrar dentro dela.

1600-agrela (116)

Depois de entrarmos, primeiro invadem-nos os sentimentos de agrado por entramos numa das nossas aldeias que vai mantendo as suas características de aldeia tradicional transmontana de ruas estreitas, casario maioritariamente em pedra e poucos atentados que firam a sua integridade e, é aí que outros sentimentos nos começam a invadir.

1600-agrela (200)

Sentimentos controversos. Por um lado apreciamos coisas de que gostamos, por outro, o ver casas abandonadas, algumas em ruinas, a ausência de crianças e gente jovem nas ruas, faz com que a revolta e os porquês nos invadam. Porquê estamos a perder as nossas aldeias e ninguém faz nada para travar o seu despovoamento? — E não preciso de respostas, pois infelizmente sei quais são. E isso é o que revolta!

 

 

29
Mar15

Agrela - Chaves - Portugal

1600-agrela (211)

Hoje fazemos uma breve passagem pela Agrela da freguesia de Ervededo e uma das nossas aldeias da raia, embora não tão próxima desta, tal como acontece com a maioria das restantes aldeias da raia do concelho, isto se considerarmos que dois quilómetros é longe.

1600-agrela (127)

Uma aldeia que também sofre do mal que é comum as aldeias mais distantes da cidade – o despovoamento e envelhecimento da população residente, mas neste caso parece-me que o envelhecimento da população é mais marcante.

1600-agrela (166)

Há quase trinta anos que passo pela Agrela regularmente, no entanto só há meia dúzia de anos a descobri, tudo porque engana para que a vê da estrada que lhe passa ao lado. Assim, para se conhecer, temos mesmo de deixar a estrada principal que liga o Couto à Torre, um ligeiro desvio que vale a pena fazer, isto se quisermos sentir a aldeia.

 

 

19
Jan14

Agrela - Chaves - Portugal

 

Diz o povo que onde há galo não canta galinha e no largo da Agrela, embora haja muitas galinhas, apenas cacarejam, o galo da imagem é o cantor lá do sítio. Canta e é um regalo de exemplar – alto, forte, vistoso, com andar de gentleman  - mostra-se indiferente aos intrusos mas não tira o olho deles. Também para mim foi um regalo ver um exemplar destes à solta, com as suas galinhas, num dos largos da Agrela, pois uma cena destas que era tão vulgar nas nossas aldeias começa a rarear.

 

Tinha de começar pelo galo, mas a Agrela não é só galos, aliás só vi um, mas vi ou revi, e registei mais uma vez o que resta do casario tradicional rural, daquele que tanto gosto e que ainda se vai mantendo, ou melhor – sobrevivendo.

 


 

Construções que eram construídas com a prata da casa, conforme as necessidades da cada um, aproveitando cantos, recantos e cantinhos, sempre com a pedra e a madeira a fazer preciosidades únicas, sempre únicas.

 

 

Assim, também é sempre com gosto que vou passando pela Agrela, mas atenção que para a conhecer é preciso sair da estrada, pois a velocidade do asfalto distorce ou deixa escondida a verdadeira Agrela.

 

 

08
Set12

Agrela, o coelho de ontem à noite e os Burros de Miranda

 

 

 

Ontem a imprensa durante a tarde fartou-se de anunciar coelho para o jantar de todos os portugueses. Era o aperitivo antes da previsível vitória de  Portugal sobre o Luxemburgo. Impávidos e serenos fomos aguardando pelo momento televisivo do dia. Ligámos televisão mais cedo e fomos assistindo a uma peça na TV Regiões sobre a feira dos burros em Miranda do Douro. Como o coelho só era servido por volta das 19H15, deu ainda tempo para na net ir também à feira dos burros de Miranda, onde encontrei por lá palavras sábias de um agricultor local, o Sr. Artur Gomes. Diz ele a respeito dos burros:

 

“Todos sabemos que os combustíveis estão cada vez mais caros. Os burros, depois de ensinados, são um bom auxiliar para os trabalhos no campo, o que ajuda a poupar nos gastos com o gasóleo”

 

E acrescenta:

 

Animais como os burros desempenham várias tarefas (…) , como  puxar a carroça, transportar pessoas e ferramentas (…), entre outras utilidades, o que leva os seus proprietários a afirmarem que “cada vez mais compensa trabalhar com eles”, já que são “dóceis e de fácil maneio”.

 



Entretanto chegou a hora do coelho, e embora até seja um prato de que goste, nos últimos anos anda-me a provocar uma certa azia e tem-se tornado difícil de digerir, mas mesmo assim sentei-me à mesa até que o coelho saiu… Quando passados uns minutos me levantei da mesa, lá veio a azia do costume, aliás sem surpresa, mas dos momentos televisivos a que assisti, o que me ficou em mente foi mesma a feira dos burros em Miranda do Douro, mas sobre tudo as palavras do sábio agricultor a respeito dos mesmos : “Cada vez mais compensa trabalhar com eles, já que são dóceis e de fácil maneio” . E foi assim toda a noite, cada vez que me lembrava do coelho, eram as palavras do agricultor as que me vinham à cabeça.

 

Claro que houve o futebol e embora Portugal até tivesse vencido, a tristeza do Cristiano Ronaldo contagiou-me e quando assim fico, refugio-me na leitura. Os diários de Torga, pela brevidade dos textos, são um bom remédio para estes meus estares. Abri ao calhas o Diário XI,  por acaso uma passagem escrita em Chaves:

 

Chaves, 11 de Abril de 1968

 

Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.

 

Miguel Torga, In Diário XI



E de novo o coelho e os burros de Miranda.

 


 

Desculpas para Agrela cujas imagens ilustram o post de hoje mas que nada têm a ver com as palavras. Está cá porque é uma das aldeias da raia que eu prometi trazer por aqui aos sábados.

 

Ainda hoje, ao meio-dia, os Pecados e Picardias, de Isabel Seixas.



21
Abr12

Agrela - Chaves Portugal

 

Vamos, como é costume aos fins-de-semana, até mais uma aldeia. Embora todas as aldeias do concelho já tivessem passado por este blog e já estejamos na fase da repetição em imagem, tem havido aldeias que tem passado por aqui com mais frequência. Não é por  preferir umas em detrimento de outras, nada disso, é antes uma questão de no meu arquivo fotográfico ter mais registos de determinadas aldeias e também uma questão de seleção de imagens, pois se na primeira passagens das aldeias por aqui eu queria dar uma imagem geral daquilo que é cada aldeia no seu todo, nesta segunda fase tenho sido mais seletivo e vou publicando aquilo que mais gosto.

 


 

Há contudo aldeias que estão mais à mão, outras às quais por vários motivos vou mais vezes, outras que calham na passagem para outros locais e acabam por ficar mais a jeito para os registos fotográficos. Há outras aldeias onde para serem registadas em imagem, temos que obrigatoriamente ir lá, pois nem estão à mão, nem nelas tenho afazeres nem calham na passagem para qualquer outro lado.

 

 

Agrela, a aldeia que hoje temos em imagem, até fica na passagem para outros locais e muitas das vezes tem calhado nos meus trajetos, no entanto uma coisa é passar pela Agrela, pela estrada que liga o Couto à Torre, e outra coisa é entrar em Agrela, pois esta aldeia só se desvenda entrando nela e podem crer que surpreende, pois vista da estrada, para além do conjunto que até é interessante, não se veem os pormenores e o casario mais antigo, o colorido empregue em alguma soluções.

 

 

Não é rica em casas senhoriais mas é rica em casas de arquitetura tradicional transmontana onde o granito mas também a madeira ainda mostram o ar da sua graça e onde também as novas construções não fizeram ainda muitos estragos, pois estas têm escolhido preferencialmente a periferia do antigo núcleo habitacional principalmente junto à estrada. Embora com muito abandono no seu núcleo o que tem levado à degradação do casario, ainda mantém a alma da antiga aldeia típica transmontana.

 

Hoje deixo-vos alguns pormenores desse núcleo, de uma passagem mais demorada que deu para passear algumas ruas, mas mesmo assim foi breve e sei que tenho de lá voltar, com tempo, para fazer os registos que escapam sempre na brevidade das visitas. Um destes dias volto lá com tempo e depois ficará aqui de novo.

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