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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Mai21

O Barroso aqui tão perto - Sabuzedo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Sabuzedo - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SABUZEDO, concelho de Montalegre.

 

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Sabuzedo é uma das aldeias mais próximas de Montalegre (a cerca de 5Km), e aparentemente, parece ficar em direção a Poente, mas é pura ilusão, pois fica mais a Norte. Se medirmos num mapa, em linha reta, está a apenas 2,5km da fronteira com a Galiza e a cerca de 8Km das antigas aldeias do Couto Misto, quase à mesma distância (8Km) de Tourém e Pitões das Júnias, mas na realidade, entre Sabuzedo e todas estas aldeias, existe uma barreira chamada montanhas, que é preciso contornar com estradas para se chegar até elas, e aí, os 8Km passam a 30Km ou mais. Ou seja, os seus vizinhos mais próximos, acabam por ser relativamente distantes, exceção para aqueles que estão para cá das montanhas, na mesma condição geográfica, como Montalegre, Donões e Mourilhe. Fica apenas esta coisa curiosa de proximidades distantes, pois o resto, sobre a aldeia, já o fomos dizendo no post que em tempo lhe dedicámos, com link no final deste post.

 

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Hoje estamos pelo vídeo que não teve no seu post completo, com todas as imagens desse post e mais algumas que agora aqui deixamos, imagens que escaparam à anterior seleção. Vamos então ao vídeo, que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SABUZEDO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sabuzedo-1652236

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Sacoselo.

 

 

30
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Reigoso C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Reigoso - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de REIGOSO, concelho de Montalegre.

 

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Como o que tínhamos a dizer sobre a aldeia já o dissemos em tempo no post que lhe dedicámos (com link no final), hoje apenas deixamos mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção, e igualmente dignas de ficarem aqui

 

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Vamos então ao vídeo, com as imagens de hoje e do post completo que lhe dedicámos. Relembramos que também pode ver este e outros vídeos de aldeias do Barroso no nosso canal do YouTube   no  MEO KANAL Nº 895 607. Espero que gostem do vídeo.

Aqui fica:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de REIGOSO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reigoso-1633272

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Sabuzedo.

 

 

23
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Reboreda C/ Vídeo

Aldeia do Barroso - Concelho de Montalegre

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REBOREDA

Salto - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de REBOREDA, freguesia de Salto, concelho de Montalegre.

 

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Reboreda foi uma das aldeias que mais nos agradou descobrir, não só pela sua beleza como aldeia, implantada em pleno Barroso verde, como também pelo conjunto da aldeia e ainda pela receção que tivemos, com a sorte de termos tido o privilégio de conhecer uma das habitações mais interessantes da aldeia e do Barroso, visitando o seu interior e apreciando os pormenores de um autêntico museu, ou documento vivo. Foi como um regresso ao passado, de há um século ou mais, uma visita a uma habitação nobre, com todo o seu mobiliário, decoração e espaços de então. Sem dúvida uma agradável descoberta para quem ia a contar, apenas, com mais uma aldeia do Barroso.

 

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Também uma agradável descoberta da sua história com a ligação que D. Nuno Alvares Pereira teve com a aldeia. Sobre este assunto e para ficarmos a saber mais sobre esta ligação de D.Nuno a Reboreda, deixamos aqui na integra um texto de Tânia Eiriz de Sousa – Ecomuseu Casa do Capitão:

 

D. Nuno Álvares Pereira, senhor de Montalegre Dom Nuno Álvares Pereira ficou ilustre pelas muitas e importantes vitórias, nomeadamente na Batalha de Aljubarrota, em 14 de Agosto de 1385. Nesse mesmo ano, e pelos seus feitos, D. João firmava-lhe carta de doação do castelo de Montalegre, de Barroso e de outras terras. D. Nuno manteve-se, assim, donatário de Montalegre até ao ano de 1402. Mas os barrosões, em geral, têm um motivo peculiar para evocar o Condestável. É que, em 1376, casou com a barrosã Leonor de Alvim, natural de Reboreda, freguesia de Salto, concelho de Montalegre. Na época, as Terras de Barroso estendiam-se às Terras de Basto, daí, o jovem casal ir viver para Pedraça, no actual concelho de Cabeceiras. Portanto, além de Nuno Álvares Pereira ter sido, por via do casamento, o “senhor das terras de Barroso” foi, por esse mesmo motivo, um barrosão adoptivo que fez, muitas vezes, o percurso entre a Reboreda e Pedraça, sendo, desde há muito, referida a Torre que teriam na Reboreda.

 

De acordo com a lenda, guardada na memória das populações locais, Nuno Álvares Pereira levou da Reboreda e da Póvoa homens de confiança para combaterem ao seu lado na Batalha Real (Aljubarrota), integrando a Ala dos Namorados. Estes guerreiros eram treinados sob o comando do Condestável nos extensos terrenos de Brangadouro. Nas Corredouras treinou os seus cavalos para as longas jornadas e no Monte da Corneta terá sido tocado o corno para convocar as tropas a reunir para a simulação estratégica das decisivas e árduas batalhas que se avizinhavam.

 

Será de acrescentar que Dom Nuno, considerado santo pelo povo logo após a sua morte, tem culto bem patente, e de longa data, nas pessoas, sendo a sua imagem levada em várias procissões de Barroso, em particular na vila de Salto e nas aldeias de Carvalho, de Viveiro de Boticas, de Vila da Ponte, de Reboreda e, claro, em Pedraça, nas Terras de Basto. Em Salto, em 1943, foi erguida no adro da Igreja velha a primeira estátua em homenagem ao Santo Condestável. Próximo da estátua, situam-se cinco sarcófagos medievais em pedra, tidos como túmulos dos guerreiros que acompanharam o Condestável.

 

Como nos lembramos, vão fazer dois anos que SAR Dom Duarte esteve em Salto, a convite da Câmara Municipal de Montalegre, celebrando a canonização de São Nuno, visitando a terra que, desde há séculos, enaltece o seu ilustre antepassado. Os saltenses, em particular, podem orgulhar-se de pisar as terras percorridas por São Nuno de Santa Maria e que lhe foram dadas pelos seus feitos.

 

O Pe. Manuel Alves, ilustre barrosão actualmente arcipreste de Valpaços, pároco da Freguesia de Salto entre 1958 e 1963, ofereceu à Casa do Capitão um álbum de fotografias que se referem ao «programa da festa da visita das relíquias do então Beato Nuno à Freguesia de Salto, em 9 de Abril de 1961». No sentido de evocar a passagem das relíquias de Nuno Álvares por Salto, em 1961, o Ecomuseu Casa do Capitão irá inaugurar, no próximo dia 9 de Abril, com base nesse acervo, uma exposição fotográfica dedicada ao Monge Guerreiro.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falar sobre a Reboreda e a sua história, pois isso já o fomos fazendo no post que em tempo lhe dedicámos, com link no final, estamos aqui apenas pelo vídeo, aproveitando para deixar mais algumas imagens que escaparam à seleção anterior e apenas mais uns apontamentos em complemento ao tal post que lhe dedicámos. Vamos então ao vídeo onde estão todas as imagens deste e do post completo que lhe dedicámos. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de REBOREDA:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de REIGOSO.

 

 

16
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Rebordelo

Aldeias do Barroso - Montalegre .- C/Vídeo

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REBORDELO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de REBORDELO, concelho de Montalegre.

 

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Rebordelo localiza-se no limite do concelho de Montalegre confrontante com o concelho de Boticas, mais ou menos entre a Barragem dos Pisões e o concelho de Boticas (3 km para cada lado) fazendo-se o acesso principal a esta aldeia por Morgade.

 

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Bem próxima também das antigas minas de Beça que se distribuíam ou pouco por ambos os concelhos (Montalegre e Boticas), o onde restam algumas construções (habitações e armazéns) também um pouco espalhadas pelos dois concelhos, enquanto que a zona de exploração das minas ficava mais próxima de Rebordelo.

 

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Curiosamente hoje na zona das minas apenas existem duas construções habitadas, ambas no concelho de Montalegre, a menos de 3Km de Rebordelo, no entanto, segundo o casal que então conhecemos na visita que fizemos às Minas de Beça, tanto se servem de Montalegre (registo oficial dos terrenos) como de Boticas, oficiosamente, por estar mais à mão… No post que dedicámos às minas de Beça já referimos esta promiscuidade de território, poderão ver aqui

   

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Mas sobre as Minas de Beça e sobre Rebordelo já dissemos o que tínhamos a dizer nos posts que lhes dedicámos, hoje estamos aqui pelo vídeo de Rebordelo que não teve no seu post e também para deixar mais algumas imagens da aldeia que escaparam à seleção anterior. Vamos então ao vídeo que, esperamos que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de REBORDELO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-rebordelo-1683653

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Reboreda.

 

 

11
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Fiães do Tâmega

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Fiães do Tâmega - Boticas

 

Continuamos na união de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, precisamente nesta última aldeia, Fiães do Tâmega  que, como se poderá deduzir pelo seu topónimo, é uma aldeia das proximidades do Rio Tâmega e daí, no limite do concelho de Boticas.

 

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Vamos então até Fiães do Tâmega, como sempre a partida da cidade de Chaves e quase pelo caminho do costume, à exceção da Carreira da Lebre, que desta vez não temos necessidade de passar por lá, pois a partir de Boticas temos uma estrada municipal que nos leva até Fiães se necessidade de utilizar a R311.

 

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Estrada municipal que deveremos apanhar na segunda rotunda da vila de Boticas, na mesma rotunda que recebe a R311 vinda de Vidago, ou seja, apena atravessamos aR314 para apanhar a municipal que serve também as aldeias de Mosteirão e Veral, depois com saída para a R312 que liga a Ribeira de Pena.

 

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Mais uma aldeia que nos surpreendeu pela positiva, com muita vida nas ruas e a paisagem um pouco diferente daquilo que é habitual no Barroso, e assim tem de ser, pois Fiães não só está no limite do concelho mas também no limite do Barroso, sendo o Rio Tâmega o limite natural das terras barrosãs.

 

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E como no caderno da “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas” está quase tudo que queríamos dizer sobre Fiães, passemos já à transcrição de algumas partes desse caderno. Desde já se avisa que a realidade atual pode não coincidir com aquela que é descrita no caderno, pois o mesmo foi publicado em maio de 2006, e desde aí, algumas coisas se alteraram.

 

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Vamos então ao que consta no caderno da  “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”

 

A freguesia de Fiães do Tâmega situa-se na extremidade mais a sul do concelho de Boticas, zona mais quente com temperaturas amenas, mais parecidas com as de Ribeira de Pena do que com as de Barroso. Confronta a Norte com a freguesia de Curros, a Este com Bragado, do concelho de Vila Pouca de Aguiar, a Sul com Parada de Monteiros, do concelho de Vila Pouca de Aguiar, e a Oeste com Canedo, do concelho de Ribeira de Pena.

 

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Distando da sede do concelho aproximadamente 13 km, o acesso viário faz-se seguindo pelo CM 1050 ate Fiães do Tâmega, ou, em alternativa, segue­ se pela ER 311, apanha-se a EM 312, vira-se na indicação Veral e segue-se pelo CM 1050.

 

Esta freguesia e constituída par duas aldeias: Fiães do Tâmega, sede de freguesia, e Veral, localizadas na encosta da Serra de Santa Comba. Ocupa, em termos territoriais, 14,5 km2.

O desenvolvimento da população desta freguesia de Fiães do Tâmega acompanha o movimento demográfico que caracteriza toda a região de montanha no Norte de Portugal, tipificada por uma diminuição progressiva da população, com uma pirâmide etária invertida, onde os grupos etários mais baixos são diminutos e a população envelhecida aumenta.

 

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E, desde sempre, uma das menos povoadas freguesias do concelho, sendo que actualmente tem aproximadamente 167 residentes. Se até aos anos 70 a sua população registou um pequeno crescimento, a partir dessa década a tendência passou a ser inversa e a semelhança do que se verifica na generalidade das freguesias do concelho, perdeu muita da sua população residente nos ultimas 30 anos, mais de 47%. Este fenómeno e em parte explicado pela intensificação dos fluxos migratórios que se registaram a partir da década de 70, nomeadamente para Franca e Estados Unidos da América.

 

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A este fenómeno alia-se o gradual envelhecimento da  população, apresentando uma grande tendência para o envelhecimento, sendo que 67% dos 167 residentes têm idade superior a 25 anos. Os níveis de alfabetização desta população residente são baixos, acompanhando o seu nível de envelhecimento, destacando-se o numero elevado de pessoas sem nenhuma qualificação académica. Esta situação excepcional e suportada pelo elevado numero de idosos, alguns deles regressados da emigração em situação de aposentados.

 

Relativamente à àrea de actividade económica, a maior parte da população dedica-se à agricultura e à pecuária, seguindo as caminhos ancestrais da freguesia, visando apenas a subsistência.

 

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Assim, algumas famílias continuam a actividade tradicional de criação de gado e produção de batata e milho. São os produtos que melhor se desenvolvem e produzem nesta região de Barroso, com elevados níveis de qualidade e sabor. Por se encontrar numa zona localizada a médias altitudes, mais quente e com menores amplitudes térmicas do que as que se registram nas zonas mais altas do concelho, nas aldeias desta freguesia também se colhe vinho. Também a produção artesanal de mel esta hoje em vias de desenvolvimento, funcionando como complementaridade no rendimento das famílias. Parte da população trabalha na construção civil e na área da industria e em empresas do concelho (Aguas de Carvalhelhos, Euronete, etc).

 

No que se refere a sociedade esta comunidade caracteriza-se pela existência de famílias de lavradores e pequenos proprietários de terras onde se desenvolve a actividade agrícola e pecuária. É uma sociedade homogénea com alguns quadros médios que se dedicam a actividade comercial e desenvolvem actividade no ensino e na vida administrativa nas terras vizinhas designadamente na sede do concelho.

 

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Em Fiães do Tâmega existe um café, com mercearia, e em Veral uma taberna, também com uma pequena mercearia. Nas horas de ócio e sempre que o tempo o permite, as pessoas ainda têm a hábito de se reunirem a conversar nas principais ruas das aldeias ou sentadas nas escadarias das casas dos vizinhos.

 

MARCAS DO SEU PASSADO

Embora o desejo de todos os habitantes de uma terra seja saber como e quando ela nasceu, a resposta não é fácil de esclarecer. Excluindo uma ou outra que vem identificada nos documentos antigos, a maioria das aldeias têm origem desconhecida no tempo e por razões variadas. Umas com história mais antiga, outras de origem mais re­cente, sabe-se que a maioria destas aldeias foram formadas a partir do agrupamento de famílias unidas par laços de parentesco ou afinidades económicas e profissionais que se organizaram em comunidade.

 

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Os inúmeros vestígios histórico-arqueológicos informam-nos da passagem e até actividade e fixação de povos antigos designadamente os povos árabes, visigodos, suévicos e romanos.

 

Muitas das aldeias de Barroso têm a sua origem histórica no movimento de reconquista e povoamento do território iniciado com a formação do Reino de Portugal, em 1143, e posterior fixarão de uma ou mais famílias de povoadores Teve particular desenvolvimento a partir dos finais do seculo XIII. Estes povoadores eram atraídos por contratos de aforamento cujos termos eram favoráveis a sua fixação, traduzidos em pagamentos de foros de valor acessível. Estes contratos são conhecidos como o processo de enfiteuse ou aforamento e eram promovidos indistintamente pela Coroa e/ou pelas Casas Nobres e Senhorios Eclesiásticos.

 

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São conhecidos alguns contratos de aforamento para as terras de Barroso, o que nos permite pensar que a grande maioria das suas aldeias e povoados tiveram origem neste modo de povoamento.

 

Os casais eram bens aforados, com maior au menor dimensão, a uma ou várias famílias dando lugar a formação de aldeias. Os foreiros tinham como obrigação trabalhar a terra e pô-la a produzir, ficando senhores dela e pagando um foro que estava consignado no contrato, mui­ tas vezes traduzido em bens de consumo produzidos no próprio casal, como centeio e/ou partes de criação.

 

Fiães do Tâmega e certamente uma das aldeias que se integra neste movimento povoador.

Desde sempre fez parte do território da paróquia de Curros. Em 1527, no Numeramento de D. João III, aparece identificada e povoada já com 11 moradores e Veral apenas com seis. Por morador entende-se fogo, correspondendo assim a uma população calculada de 70 a 80 in­ divíduos.

 

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Em 1758 vem referida num documento produzido pelo pároco da paróquia de Curros como sendo uma aldeia dessa freguesia juntamente, com Curros, Antigo e Mosteirão.

 

Em 1834 foi autonomizada juntamente com Veral, formando uma paróquia sobre si e uma freguesia, vindo a fazer parte desde 1836 do território do concelho de Boticas, entretanto criado. Em 1895, consequência de um nova desenho administrativo, Fiães do Tâmega passou para o concelho de Ribeira de Pena onde se manteve apenas ate Janeiro de 1898. A partir dessa data passou definitivamente para o concelho de Boticas até aos dias de hoje.”

 

Só um aparte para esclarecer que, tal como se disse no início desta transcrição, este documento é de maio de 2006, entretanto também a freguesia de Fiães do Tâmega deixou de existir, pois com a reorganização administrativa do território das freguesias (Lei n.11-Al2013) passou a fazer parte da união de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega.

 

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Para finalizar a transcrição da “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas” que consta no caderno da antiga freguesia de Fiães do Tâmega.

 

TRADIÇÕES E FESTIVIDADES

Ao longo dos tempos algumas das festividades que outrora animavam estas comunidades foram-se perdendo. Todavia, durante o ano outras ainda se realizam, embora não com o fulgor dos velhos tempos.

 

Ainda cantam os Reis e o que recolhem reverte para a igreja. As pessoas costumam dar dinheiro e outras coisas, como fumeiro, que depois são colocadas a leilão à saída da missa, revertendo o dinheiro para a igreja. Costumam cantar:

 

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I

Abram-me lá essas portas

Que ainda não estão bem abertas

Aí vem as do presépio

P'ra lhe dar as Boas Festas.

 

II

Boas Festas, Boas Festas

Trazemos nós p'ra lhe dar

Que nasceu o Deus Menino

Numa noite de Natal.

 

III

Numa noite de Natal

Noite de tanta alegria

Que nasceu o Deus Menino

Filho da Virgem Maria.

 

IV

Vamos todos, vamos todos

Bamos todos a Belém

Visitar o Deus Menino

Que Nossa Senhora tem.

 

V

Aqui vimos, aqui vimos

Aqui vimos bem sabeis

Vimos dar as Boas Festas

E também cantar as Reis.

 

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Em Veral acendem o canhoto que vem do Natal e Ano Novo ate ao dia 6, a que nesta altura chamam de Canhoto do Entrudo.

 

O Entrudo trazia muita alegria e folia. Hoje ainda se mascaram, especialmente as crianças, andam pelas casas da aldeia e atiram farinha uns aos outros.

 

Na Páscoa faz-se a visita pascal.

 

São Bernardino, 20 de Maio, padroeiro de Fiães do Tâmega e da freguesia. Celebram este dia com missa, sermão e uma procissão com a imagem do Santo a volta da igreja.

 

No S. João (24 de Junho) e no S. Pedro (29 de Junho) outrora faziam as tranquilhas das ruas com carros de bois e paus. Todavia, esta tradição quase caiu em desuso.

 

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Santa Susana, 11 de Agosto, em Fiães do Tâmega. Neste dia fazem uma festa com missa e procissão com andores, acompanhada com uma banda musical, pelas principais ruas da al­ deia.  A noite realiza-se um  animado arraial popular com um conjunto musical e um espectáculo de fogo de artífico.

 

  1. Martinho, 11 de Novembro, padroeiro de Veral. Fazem uma festa com missa e procissão com andores pelas principais ruas da aldeia. A noite a festa prossegue com um animado arraial popular.

 

Em cada uma das  aldeias  por  ocasião do Natal e Ano Novo fazem aquilo a que chamam o "Canhoto de Natal" e "Canhoto de Ano Novo", ou seja, uma grande fogueira com cepos e trances de arvores. Em Fiães, no largo da igreja, e em Veral, num largo a que chamam Portela da Fecha. As pessoas têm por hábito juntarem-se  a volta destas fogueiras  e num espirito de partilha e comunidade despedem-se do ano que termina, enquanto celebram e dão as boas vindas ao novo ano que começa.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de FIÃES DO TÂMEGA que foram publicadas neste post. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Mosteirão.

 

 

09
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Póvoa

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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PÓVOA

Salto - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PÓVOA, freguesia de Salto, concelho de Montalegre.

 

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Vamos mais uma vez até o Barroso verde já com um cheirinho ao Alto Minho, até à freguesia de Salto e a sua Póvoa.

 

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Terras verdes também onde D. Nuno Alvarez Pereira cavalgou e diz-se que treinou as suas tropas e onde casou numa aldeia próxima (Reboreda)  com a barrosã Leonor de Alvim,

 

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Mas hoje estamos aqui pela Póvoa e pelo seu vídeo que não teve aquando do seu post (link no final), aproveitando a ocasião para deixar mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção.

 

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Vamos então ao vídeo com todas as imagens da aldeia de PÓVOA que foram publicadas até hoje neste blog. Vídeo que poderão ver aqui no blog, mas também no You Tube e MeoKanal. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

E também  MEO KANAL  Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PÓVOA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-povoa-1680003

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Rebordelo.

 

 

02
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Ponteira

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PONTEIRA, concelho de Montalegre.

 

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Ponteira é uma aldeia sui generis que bem poderia ser considerada a capital do pedregulho, quer pela quantidade, quer pelas dimensões mas também pela promiscuidade entre construções e penedos. Desde logo e mesmo que fosse só por isto, é de visita obrigatória no que toca a aldeias do Barroso, ou seja, a sua descoberta do Barroso não ficará completa se não conhecer Ponteira.

 

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Claro que sendo a “capital do pedregulho” tinha de ter como ex-libris um pedregulho, a “pedra Bolideira”. Mas esta é só uma delas, que por acaso até tem outros atributos, pois a mim faz-me também lembrar o chapéu de Fernando Pessoa, mas há mais, e mais uma vez aparecem entre todo aquele pedregulho outras figuras, como cabeças de animais, etc. Mas o que a mim mais me fascina, são as dimensões, o conjunto e a promiscuidade do convício entre os grandes rochedos e as construções, mas também a colocação e disposição de alguns conjuntos destes rochedos, parecendo, às vezes, que aquilo não foi só resultado da natureza, mas sim o resultado de uma colocação rigorosa de um artista escultor depois de as trabalhar e esculpir, no entanto, não tenho qualquer dúvida de que é apenas trabalho da natureza.

 

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Mas se o conjunto dos pedregulhos e das construções encanta, se subirmos mais até ao alto da aldeia, onde reinam mais os pedregulhos, temos um autêntico miradouro sobre quase toda a totalidade do grande rochedo da  serra do Gerês, ou melhor das suas grandes encostas que descaem para os rios Cávado e Cabril, com vistas que podem ir desde Pitões das Júnias até Cabril e mais além.

 

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Mas tudo que possa aqui dizer, nem as fotografias e vídeo que deixamos têm o sabor da realidade, mas é um cheirinho para abrir o apetite a uma visita. Fica então o vídeo que esta aldeia não teve no seu post, que poderão rever no link que deixamos no final. Agora o vídeo, que espero que gostem.  

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PONTEIRA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Póvoa, da freguesia de Salto.

 

 

28
Mar21

O Barroso aqui tão perto - Curros

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CURROS - BOTICAS

 

Seguindo a metodologia que adotámos para o concelho de Boticas de abordar as aldeias do concelho por ordem alfabética das freguesias e dentro destas a ordem alfabética das aldeias, hoje vamos até a aldeia de Curros, que até 2013 era sede de freguesia, mas com a reorganização administrativa do território das freguesias (Lei n.11-Al2013) passou a fazer parte da união de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega.

 

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Iniciemos já pela localização e como ir até Curros, com partida como sempre desde a cidade de Chaves e pelo caminho do costume, ou seja pela EN103 (estrada de Braga) até Sapiãos, aí saímos para Boticas onde, na rotunda da entrara devemos seguir a indicação de Ribeira de Pena, o mesmo na segunda rotunda e terceira, quando sairmos desta última (em direção a Ribeira de Pena)  já estamos R311, seguimos por ela, passa-se por Quintas e logo a seguir temos a Carreira da Lebre.

 

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No final da Carreira da Lebre, na rotunda, devemos sair da N311 e tomar a N312 em direção de Ribeira de Pena (à esquerda), mas apenas durante 4km, onde devemos tomar o desvio à esquerda em direção a Antigo de Curros, esta a 1km de distância, mas só vamos passar ao lado de Antigo, pois o nosso destino fica 800m mais à frente.

 

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Recordo que uma vez, um amigo, me dizia que reconhecia e guardava com ele os cheiros dos locais e cidades por onde tinha passado e vivido. Outros falam-me que recordam a luz ou luzes dos sítios, curiosamente eu costumo recordar o tempo (meteorológico) dos sítios onde vou pela primeira vez, o frio ou calor, chuva, nevoeiro, vento… são esses os registos que naturalmente guardo na memória. Tudo isto para voz dizer que quando abordámos Curros, estava um frio de rachar. Fui rever o exif das fotos, e é natural que estivesse, pois foi em 1 de novembro de 2017 que passámos por lá, por sinal no dia em que Chaves vive a sua grande festa da Feira dos Santos, o dia mais concorrido da feira em que, da minha parte, já é habitual ficar em casa ou sair da cidade, pois a minha feira termina quase sempre no dia 31 de outubro.

 

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Claro que em dias de inverno nunca dá para sair para longe de casa, isto por causa da luz, que por natureza já é pouca e dura pouco tempo, pois estamos a caminhar para os dias mais pequenos do ano, daí termos andado pelo concelho de Boticas. O engraçado é que saímos de Chaves e logo na primeira fotografia que captámos em Curros, lá estava a cidade de Chaves ao longe, vista desde a capela do cemitério e também ainda mais perto, a vila de Vidago.

 

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Ao fundo parte da cidade de Chaves e aldeias de StºEstêvão e Faiões

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Ribeira de Oura, Viaduto de Arcossó e Vila de Vidago

 

Já no post que dedicámos ao Antigo de Curros referíamos que estes pontos altos eram verdadeiros miradouros, este de Curros, é mais um miradouro sobre Chaves e Vidago. Aliás penso que Curros é a única aldeia desde onde se avista a cidade de Chaves, ou parte dela, pois apenas se vê a Madalena e bem mais visíveis as aldeias de Faiões e Stº Estevão e parte da veiga de Chaves. Em suma, e mesmo o Barroso aqui tão perto que até a cidade se avista desde Curros e o contrário também é verdade, embora mais complicado de identificar.

 

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Quanto a Curros, é uma aldeia pequena, mas muito interessante, com o seu povoamento muito concentrado e já na encosta da montanha, esta sim a descer já para o rio Tâmega que fica a cerca de 2,5 km (em linha reta) de Curros, havendo no entanto ainda mais uma aldeia pelo meio – Mosteirão que em breve abordaremos aqui no blog.

 

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Segundo a monografia de Boticas ficámos a saber:

 

Que era nesta freguesia, conjuntamente com as freguesias de Dornelas e Fiães do Tâmega onde se concentra a maior parte da florestas do concelho de Boticas . Por sua vez  “a quebra de natalidade registada não permitiu uma renovação geracional capaz de inverter a tendência de diminuição da população residente, existindo freguesias no concelho que registam valores populacionais mínimos, como é o caso da freguesia de Curros com apenas 87 residentes repartidos por três aldeias: Antigo de Curros, Curros e Mosteirão.

 

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Ainda na monografia, mas dados referente à antiga freguesia de Curros, que era constituída por Antigo de Curros, Curros e Mosteirão. Atenção que os referem-se à data de publicação da monografia, e, maio de 2006:

 

“Dois Abrigos de Montanha

Localização geográfica: A freguesia de Curros situa[1]se na parte Sul do concelho de Boticas.

Distância relativamente à sede do concelho: aproximadamente 10,5 km.

Acesso viário: pela ER 311. Apanhando a EM312 no  lugar da Carreira da Lebre, em direcção a Ribeira de Pena, vira-se depois na indicação Antigo de Curros e  percorre-se o CM 1048; em alternativa pode seguir-se  pelo CM 1050 e depois pelo CM 1048.

Área total da freguesia: 12 km2

Localidades: Antigo de Curros, Curros, sede de freguesia, e Mosteirão.

População: 87 habitantes

Orago: Nossa Senhora das Neves

 

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Festas e Romarias:

- S. Brás, 03 de Fevereiro, Antigo de Curros

- Santo António,* 13 de Junho, Curros

- Nossa Senhora das Neves,* 05 de Agosto, Curros

- Nossa Senhora de Fátima e Santa Bárbara, em Agosto, Mosteirão

- Santa Bárbara,* 04 de Dezembro, Mosteirão

(*) Apenas celebração religiosa.

 

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Património Cultural e Edificado

- Capela de Mosteirão

- Capela de S. Brás (Antigo de Curros)

- Cruzeiro

- Forno do Povo de Antigo de Curros

- Forno do Povo de Curros

- Igreja de Nossa Senhora das Neves

Outros locais de interesse turístico

Forno do Povo de Mosteirão (construção recente)

 

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Ainda nos cadernos da monografia de Boticas temos:

 

UM DOCUMENTO DE 1758

No ano de 1758 o Rei D. José através do seu ministro Marquês de Pombal, desenvolveu um inquérito a todas as paróquias do Reino de Portugal continental que hoje se encontram no IANlTT.

Este inquérito, que foi respondido pelos párocos das freguesias, era composto de três partes:  a primeira respeitante  a paróquia, onde se tratava de saber da sua história, produções agrícolas, população. instituições locais, igreja e  capelas com suas devoções e romagens; a segunda tratava da serra e das suas caracteristicas, se tinha lagoas e nascentes, monumentos, capelas, caca e arvores; a terceira perguntava sobre os rios e ribeiros que nela existissem, assim como das levadas, represas,. moinhos, pisoes e culturas nas suas margens.

É graças a este inquérito que se pode obter uma visão mais ou menos completa sabre as freguesias portuguesas e entre etas a freguesia de Curros[i] . Antes porém, no ano de 1747 foi publicada a resposta a um inquérito mais simples, com o seguinte texto: Freguesia na província de Trás-os-Montes, Arcebispado de Braga, Comarca de Chaves, termo da vila de Montalegre : tem setenta moradores. A igreja paroquial dedicada a N. S. das Neves tem três altares: o maior, o de Cristo crucificado e o de N. S. do Rosário com a sua irmandade.

O Pároco e cura , da apresentação do D. Abade de S. Bento de Refojos de Basto, que dá ao pároco oito mil reis e por tudo rendera vinte e quatro mil reis. Colhem os moradores centeio e milho, de tudo em muito pequena quantidade por causa de ser uma terra demasiadamente fria [ii].

Relativamente a memória paroquial de 1758, apresentamos as respostas dadas pelo pároco da freguesia de Curros. Para melhor leitura foi actualizado o Português naquelas palavras que consideramos necessário, introduzindo-se-lhe pontuarão e parágrafos.

 

Em resposta a uma ordem do Muito Reverendo Senhor Doutor Vigário Geral da comarca de Chaves, Arcebispado de Braga Primaz.

Aos sete dias do mes de Margo de 1758 Esta igreja de Nossa Senhora  das Neves de Curros, desta comarca de Chaves, pertence a Provedoria de Trás-os-Montes, Arcebispado de  Braga Primaz, da dita comarca, termo da vila de Montalegre e é matriz.

Esta igreja é da visita do Reverendo Padre Dom Abade do Mosteiro de São Miguel de Refojos de Basto e e da vila do dito senhor.

Tem esta freguesia quatro lugares: Curros, onde esta situada a igreja, Antigo, Fiães e Mosteirão. Estes lugares todos tem sessenta e nove fogos ou vizinhos, tem esta dita freguesia duzentas e cinquenta e cinca pessoas.

Esta igreja esta situada num monte, entre montes. Do dito monte, avista-se a vila e Campo de Chaves até junta a Monte Rei, terra de Galiza; também se avista a Ribeira doura e terra de Vila Pouca.

Deste não há coisa que se possa dizer.. Esta igreja esta fora do lugar de Curros e não tem [arrabalde] algum. Tem esta freguesia quatro lugares, a saber: Curros, Antigo, Mosteirão e Fiães. O orago desta freguesia e Nossa Senhora das Neves deste lugar de Curros.

0 orago desta freguesia e Nossa Senhora das Neves de Curros. Tem três alta­ res, a saber: o altar - mor que tern a Senhora das Neves, um dos colaterais e do Sagrado Nome de Jesus, não tem mais imagem nenhuma e o outro colateral e da Senhora do Rosário, este altar tem as imagens da Senhora do Rosário, Santa Barbara, S. Sebastião e Santo António.

O pároco desta freguesia e cura anual e é apresentado  pelo padre  Dom Abade do mosteiro de Refojos de Basto, termo de Cabeceiras de Basto, comarca de Braga. Tem de renda [oitenta] mil reis, seis libras de cera, um almude de vinho, um alqueire de trigo e uma canada de azeite.

(…)

 

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Os frutos que da esta freguesia são: o centeio, milho, trigo, vinho e pouco azei­ te. E todos estes frutos não chegam para o sustento dos ditos lavradores.

Esta freguesia esta sujeita ao juiz de fora da vila de Montalegre, nomeado por Sua Majestade.

Esta freguesia não tem correio, só se serve do correio da vila e praça de Chaves e desta freguesia ao correio de Chaves são quatro léguas.

Dista esta freguesia da cidade de Braga Primaz doze léguas, e desta freguesia à cidade de Lisboa, capital do Reino, setenta e duas léguas e meia.

Alguns dos moradores desta freguesia são feudatários do convento de Refojos de Basto.

 

A segunda materia que toca a serras

 

Tem esta freguesia de fronte, ao nascente, a serra da Seixa.

 

Que tem de comprido uma grande légua e de largo outra pouco mais ou menos. Começa nos confins do Lugar de Mosteirão e acaba no lugar de Valdegas, freguesia de Santa Marta de Pinho, tudo da Comarca de Chaves.

 

A dita serra tem um clima muito frio e demasiado áspero.

0 que se cria na dita serra: cabras e crestois. E o que nela há são: lobos, javalis, coelhos, perdizes,Corças bravas e nada mais.

Deste nada.

Deste nada.

 

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Matéria terceira, dos rios há o seguinte Nesta freguesia há um rio chamado Tâmega. Corre pelos subúrbios desta freguesia, começa no reino da Galiza e juntam-se-lhe vários regatos que não têm nome.

Dizem que nasce brandamente e [atura] com boa torrente e em partes caudaloso, em todo o tempo.

Junta-se a ele outro rio nos limites desta freguesia junta ao lugar de Mosteirão.

Deste não há o que possa dizer.

Não há duvida de que desde que entra nesta freguesia tem um curso impetuoso.

E despinhadissimo e corre de nascente para poente.

Cria muitos peixes, a saber: poucas trutas, barbos, bogas, bordalos, leirogas, enguias, mexilhões e lontras comedoiros do dito peixe.

Sempre conservou e conserva este nome.

Não sei onde termina. Apenas me informaram que se junta ao Douro, juntamente com o rio Beça e outros que se lhe juntam até ao Douro.

Tem este rio uma grande ponte de cantaria na vila de Chaves chamada a ponte da Madalena, tem outra chamada ponte de Cabez, concelho de Cabeceiras de Basta e tem outra ponte na vila de Amarante.

 

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Tem muitos moinhos, azenhas de maquia e de lavradores. Deste rio, em nenhuma parte deste distrito me consta que os lavradores utilizem a agua dele para regadio por correr muito fundo, em demasia.

informaram-me que tem este rio, desde a sua nascente ate ao Douro, pouco mais ou menos, com suas retroceduras, mais de quarenta léguas. lsto e o que me dizem, não sei ao certo.

Deste não há que dizer.

E o que se me oferece dizer, o que conheço e não há outras coisas mais dignas de memória nesta freguesia de Nossa Senhora das Neves de Curros, desta comarca de Chaves, Arcebispado de Braga Primaz. 0 pároco Domingos Afonso Pereira.

E o que se oferece e posso dizer conforme os interrogatórios, ao que assistimos o Reverendo Reitor do Salvador de Canedo, Bento Pereira; o Reverendo Vigário de S. Lourenço de Codessoso, Pedro Pires e eu que preenchi esta e do que vai escrito afirmo in verbo sacerdotis, hoje doze de Março do ano de mil setecentos e cinquenta e oito.

0 padre Domingos Afonso Pereira

O pároco Bento Pereira

0 padre de Codessoso Pedro Pires

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de CURROS que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem .

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

E quanto a aldeias do Barroso de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Fiães do Tâmega.

 

 

 

[i] 0 documento integral vem publicado em Boticas nas Memórias Paroquiais de 1758, Ed. C. M. de Boticas, 2001.

 

[ii] CARDOSO, P. Luís, 1747-1751, Dicionário Geográfico, 2 tomos, Lisboa.

 

 

26
Mar21

O Barroso aqui tão perto - Pondras

Aldeias do Barroso - C/ Vídeo

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PONDRAS - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PONDRAS.

 

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Pondras vista de Currais

Pondras que foi sede de freguesia até à última reorganização administrativa das freguesias, quando ficou unida à freguesia de Venda Nova, pertencendo hoje à União de freguesias de Venda Nova e Pondras, composta pelas povoações de Codeçoso, Padrões, Venda Nova, Sangunhedo, Ormeche, Paio Afonso, Pondras e São Fins.

 

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Pondras vista desde a EN103

São todas aldeias próximas ou mesmo atravessadas pela EN103 (estrada Chaves-Braga que atravessa o Barroso de Nascente para Poente)) e também todas na margem direita do Rio Rabagão que, coitado, goza pouco da liberdade de correr livremente, pois quase logo à nascença é aprisionado pela barragem dos Pisões que por sua vez, descarrega para a barragem da Venda Nova, e esta, descarrega para a barragem de Salamonde, onde aliás este rio terminava quando desaguava livremente no rio Cávado. Resumindo, o rio Rabagão só é rio à nascença, enquanto é um riacho, a partir de aí é como um pisca-pisca de um automóvel, ou um tracejado, ora tem traço de rio, mas sem água, ora não tem traço nem é rio, mas sim barragem.

 

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Mas hoje não estamos aqui para lamentos de rios nem mesmo para falar de Pondrass, pois isso já o fizemos no post que em tempo lhe dedicámos (com link no final). Hoje estamos aqui para o vídeo que não teve nesse post e ao qual passamos de imediato. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de PONDRAS:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pondras-1750639

 

A próxima aldeia do Barroso de Montalegre a ter aqui o seu vídeo será a aldeia de Ponteira.

 

 

15
Mar21

O Barroso aqui tão perto - Codessoso - Boticas

Aldeias do Barroso C/ Vídeo

Aldeias do Barroso

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CODESSOSO - BOTICAS

 

Nesta ronda pelas aldeias do Barroso, iniciámos na última semana as visitas às aldeias da união de freguesias de Codessoso, Curros e Fiães do Tâmega, com a aldeia de Antigo de Curros. Como esta abordagem é feita por ordem alfabética, hoje é a vez da aldeia de Codessoso.

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

Convém desde já dizer que é Codessoso de Boticas, isto porque no Barroso existem ao todo três aldeias com este topónimo, esta e mais duas no concelho de Montalegre, que pela mesma razão, além do Codessoso (às vezes também grafado como Codeçoso) acrescentam-lhes um apelido, Codeçoso da Venda Nova e Codeçoso da Chã para as aldeias do Barroso de Montalegre.

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

Então já que sabemos em que Codessoso estamos, vamos saber como chegar até lá. Já sabem que as nossas partidas são sempre a partida da cidade de Chaves e para o concelho de Boticas temos sempre três caminhos, é só seguir pelo que mais nos convém e em geral, esse caminho, é o da EN103 ou estrada de Braga, mas só até Sapiãos. Aliás Sapiãos, Boticas e a Carreira da Lebre são as três localidades onde temos de tomar as grandes opções ou opções certas para tomarmos o nosso bom caminho até ao nosso destino, onde Sapiãos nos aprece (quase) sempre como o local onde temos de abandonar a EN103 para tomar o caminho de Boticas.

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

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Em Boticas, na prática, só há uma opção, é a de apanhar a estrada 311 mas qui sim, como ela tem duas direções opostas, temos de tomar o sentido que nos leva até ao Rio Tâmega (Vidago), onde só há três aldeias,  ou o outro sentido que nos leva até ao grosso das aldeias de Boticas e restante Barroso. É por este último que vamos até a Carreira da Lebre, onde podemos tomar todas as direções do Barroso, a Carreira da Lebre é aquilo a que se pode chamar um verdadeiro entroncamento, ou seja para se ir à sede do concelho, Boticas, das suas 53 localidades, 37 têm de obrigatoriamente passar pela Carreira da Lebre, só as restantes 16 não passam por lá, mas ainda há mais, pois para irmos até o Barroso de Ribeira de Pena, de Montalegre e de Vieira do Minho, também temos de passar pela Carreira da Lebre. Mas tudo isto para chegarmos a Codessoso, mas estando na Carreira da Lebre, também está em Codessoso, pois entre ambas as localidades há apenas 2Km de distância, basta seguir em direção a Ribeira de Pena que logo a seguir tem Codessoso.

 

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Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

Embora só agora estas aldeia do Barroso estejam a chegar aqui ao blog, na realidade já fizemos o seu levantamento fotográfico há uns anos, não muitos, mas alguns, estas fotos que hoje trazemos aqui já foram tomadas no ano de 2017, já lá vão 4 anos. Ora acontece que nestas nossas andanças pelo Barroso há aldeias que já conhecemos muito bem por tantas vezes passarmos por elas ou por nelas acontecerem ou existirem coisas que nos levam até lá regularmente. Outras há em que só lá fomos uma vez, precisamente para fazer o levantamento fotográfico, e destas, no meio de centenas ou milhares de imagens que vamos fazendo durante o ano, com o tempo, começamos a ficar com uma ideia deturpada daquilo que vimos e registámos, e às vezes até, sem ideia nenhuma.

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

Nestas aldeias como a de Codessoso em que não nos calha na passagem para outras aldeias, ou seja, que temos mesmo de ir lá propositadamente para a conhecermos, mesmo que se possa avistar o seu conjunto desde certa distância, por exemplo desde uma estrada que lhe passe a poucos km ou centenas de metros de distância, tende-se a ficar com essa imagem do conjunto retido na nossa memória, perdendo-se os pormenores da aldeia, e tal como à noite todos os gatos são pardos, também as aldeias ao longe, são todas mais ou menos iguais, a não ser que sejam favorecidas pelo terreno e possam adotar uma posição de anfiteatro, ou se, se localizem numa depressão de terreno e possam ser vistas desde um miradouro natural, aí distinguem-se das restantes aldeias, e ao longe ganham uma certa beleza.

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

Mas tal como diz a voz do povo, as aparência iludem, e é mesmo preciso entrar na intimidade destas aldeias para verdadeiramente as ficarmos a conhecer, e às vezes aquilo que ao longe está cheio de beleza, a sua intimidade contraria-a, e o contrário também é verdade. Pois Codessoso vista ao longe, é mais uma aldeia igual a tantas outras na sua situação, uma pequena mancha alaranjada que os telhados das casas lhe dão, com os respetivos salpicos brancos das paredes que se deixam ver, tudo isto, em geral no meio do verde da floresta ou do verde azulado das montanhas.

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

Confesso que desta aldeia, depois dos 4 anos de distância e de mais uns milhares de cliques, a minha memória já estava um bocado confusa em relação àquilo que nela encontrei, apenas quando comecei as ver as imagens de arquivo se começou a fazer luz sobre a realidade de Codessoso, onde fiz cerca de 200 registos, e nesta segunda visita à aldeia, foi possível voltar atrás e retomar alguns momentos de descoberta da aldeia, mas sobretudo reparar em pormenores que ficaram congelados na fotografia que me tinham escapado aquando da visita, pois quando estamos nas aldeias, preocupam-nos mais com a composição em detrimento dos pormenores, pois esses sabemos que estarão lá sempre, mas a verdade é que na maior parte das vezes só os descobrimos na fotografia.

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

Recordo agora já então fiquei surpreendido com aquilo que a aldeia nos oferecia, mas agora ao rever todas as imagens e os seus pormenores, fiquei muito mais surpreendido, tanto, que não duvido em nada considerar esta aldeia de Codessoso uma das mais interessantes de todo o Barroso. Espero que a seleção de imagens o demonstrem, pois não foi tarefa fácil fazer esta seleção de imagens, não por falta de motivos de interesse, mas pela decisão de quais delas deixaria de fora.

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

Passemos agora àquilo que os documentos disponíveis nos oferecem sobre Codessoso, no caso o que se diz na monografia “Preservação dos Hábitos comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”.  Uma das referências não é propriamente sobre a aldeia mas à sua história mais antiga que nos leva até ao Castro do Alto da Coroa:

 

Castro do Alto da Coroa

Designação: Castro do Alto da Coroa / Castro da Naia / Rio Mau

Localização: Codessoso

Descrição: O monte donde se localiza o Castro Alto da Coroa, ou simplesmente a “Coroa”, fica a cerca de 1km a N/W da aldeia de Codessoso.

Este castro possui dois fossos separados por um combro relativamente estreito. Uns 20 m acima do segundo fosso, há uns restos de parede que parecem vestígios de muralheta. Acima uns 12 m, há restos de outra parede que pode ser parte da segunda muralheta que corre paralela à primeira. Foi encontrada cerâmica, tégula, escórias e vestígios da fundição de ferro. Pensa-se que este castro terá sido romanizado.

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

E a monografia continua com algumas descrições da antiga freguesia:

 (…)

Distância relativa à sede do concelho: aproximadamente 6,5 km.

Acesso viário: Pela ER 311 virando na indicação Codessoso segue-se pelo CM 1039-A, ou, em alternativa, segue-se pela ER 311, apanha-se a EM 312 e vira-se na indicação Codessoso.

Área total da freguesia: 8,7 km2 (é a mais pequena freguesia do concelho)

Localidades: Codessoso, sede de freguesia, e Secerigo.

População: 168 habitantes

Orago: S. Lourenço

Festas e Romarias

  1. Frutuoso, 16 de Abril, Secerigo
  2. Lourenço,* 10 de Agosto, Codessoso

Nossa Senhora de Guadalupe,* 08 de Setembro, Codessoso

Património Arqueológico

Castro do Alto da Coroa / Castro da Naia / Rio Mau

Povoado de Santa Bárbara

Património Cultural e Edificado

Calvário (Codessoso)

Capela de Nossa Senhora de Guadalupe

Capela de S. Frutuoso (Secerigo)

Casario tradicional (Codessoso)

Forno do Povo de Codessoso

Igreja Paroquial de S. Lourenço (Codessoso)

 

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

E chegamos ao fim deste post, só falta mesmo o vídeo com todas as imagens de Codessoso publicadas neste blog, vídeo que poderá ver aqui no blog, mas também no nosso canal do You Tube  e no MEO KANAL  Nº 895 607. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

E quanto a aldeias do Barroso de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Curros.

 

 

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