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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

18
Set21

O Barroso aqui tão perto - Telhado

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TELHADO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TELHADO, concelho de Montalegre.

 

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Como habitualmente aproveitamos esta ocasião para deixar aqui mais algumas imagens sobre a aldeia, imagens que escaparam à anterior seleção aquando do post completo que dedicámos a Telhado.

 

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E também como tem acontecido com os outros posts/vídeos acrescentamos mais algumas curiosidades ou coisas de interesse sobre a aldeia.

 

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O mais comum no Barroso é as aldeias localizarem-se na montanha, não estivesse o Barroso implantado em Trás-os-Montes (exceção para o Barroso de Vieira do Minho), quando muito podem estar num planalto, só falta saber é em que montanha ou serra estão.

 

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Esta aldeia do Telhado está lá bem está lá bem no alto da Serra do Barroso, a mais de 1000 metros de altitude, bem perto dos afamados cornos do Barroso.

 

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Localizada na Serra do Barroso e no limite Sul do concelho de Montalegre, confrontante com o concelho de Boticas. Aliás as duas aldeias mais próximas do Telhado são as aldeias de Coimbró e Alturas do Barroso, ambas do concelho de Boticas. Quase a mesma distância tem a Lama da Missa, os Pisões e a respetiva barragem.

 

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Mas hoje estamos aqui pelo seu vídeo, pois quando ao que havia a dizer sobre a aldeia, já o dissemos no seu post completo, para o qual fica link a seguir ao vídeo, para o qual passamos de seguida. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TELHADO:

 https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TORGUEDA.

 

 

12
Set21

O Barroso aqui tão perto - Casal

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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CASAL - BOTICAS

 

20 de janeiro de 2018, a promessa que temos com o S. Sebastião,  leva-nos até às Vila Grade, logo pela manhã, bem cedo, na hora de a(s) rua(s) da aldeia receber(em) os primeiros visitantes, peregrinos, forasteiros, fotógrafos, televisões, curiosos e acompanhantes. Nós gostamos de ir sempre pela manhazinha para fazer algumas fotos da mesinha do S. Sebastião ainda vazia, mas também para chegarmos a tempo do caldo do pote. A partir de aí, quando rondam as 8H30 a 9H00, começa aos poucos a encher-se a aldeia de gente, principalmente junto à mesinha disposta ao longo da rua que nos leva à igreja, para marcar lugar,  numa extensão de 500m, que até ao meio dia ficará repleta de gente, com uns milhares de pessoas.

 

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No entretanto que vai das 9H00 até por volta do meio-dia, hora em que termina a missa, há uma espécie de vazio no que toca às celebrações do São Sebastião, apenas a cozinha mantém a sua azáfama (que já vem do dia anterior), nos cozinhados das carnes e do arroz que nos 25 grandes potes à volta de um grande braseiro se confeciona para alimentar todos os forasteiros. Neste entretanto, no 20 de janeiro de 2018, aproveitámos e fomos até duas aldeias da freguesia que já tínhamos debaixo de olho para a recolha fotográfica, a fim de a podermos trazer aqui o seu post, em mais uma aldeia do Barroso. Eram elas as aldeias de Casal e Lousas.

 

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Lá rumámos então até a aldeia de Casal, a que deixamos aqui hoje e que foi a primeira a ser visitada nesse dia. Mal saímos da Vila Grande, entrámos num caminho municipal pavimentado (CM1045), com a largura para pouco mais de um popó e com vistas para um mar de montanhas, com grandes ondas, num degradê cromático que vai de um verde forte das montanhas mais próximas até um azul ténue, que se confunde com o azul do céu nas montanhas mais distantes que se perdem no horizonte.

 

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A paisagem começa a mudar quando entrámos por um longo corredor entre duas montanhas a descair para uma linha de água. São cerca de 5km que seriam selvagens se não fosse existir a estrada por onde rolávamos e os postes de madeira com o cabo de energia elétrica, que são sempre um sinal, e também um guia, até um lugar com vida humana, que no caso era a aldeia de Casal.

 

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E já quando se avistam terras que não descem mais, num pequeno vale onde se juntam duas linhas de água, num pequeno anfiteatro bem inclinado, está implantada a aldeia de Casal. Mas antes de lá chegar, tem de se atravessar uma linha de água após a qual nos espera uma íngreme subida de cerca de 200m, mas mesmo íngreme, que com o piso húmido, quiçá gelado, chegámos a ter dúvidas se o nosso popó conseguiria subir, mas bem a custo, subiu.

 

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Lá na croa da íngreme subida, um pequeno largo onde, quase, apenas dava para fazer a manobra para o nosso popó virar, e a partir de aí, uma, igualmente íngreme descida até ao pequeno vale, onde, de uma lado e outro da rua se iam implantado as casas da aldeia, de entre as quais, de uma delas, saia fumo da sua chaminé, e já sabemos que não há fumo sem fogo, nem fogo sem gente que o acenda e mantenha, mas logo chegaram até à nossa proximidade 5 testemunhas, cães que nos iam ladrando num misto de dar as boas-vindas, de dizerem que aquilo era terra de alguém e de aviso a quem os cuida e sustenta, e avisaram, pois logo de seguida, no fundo da rua começa a desenhar-se uma figura humana, que numa subida lenta que a própria subida recomendava, se ia aproximando de nós.

 

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Os habituais cumprimentos de quem chega e quem recebe, o porquê da nossa visita, que nesse dia além dos habituais descobridores do Barroso que habitualmente me vão acompanhando nesta descoberta, juntaram-se a nós mais dois fotógrafos amigos, do Porto. Pois perante nós apresentava-se o Sr. Manuel Fortuna com o qual fomos conversando enquanto íamos fazendo uns registos e descendo a rua da aldeia, com os cuidados que a descida exigia.

 

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Perguntámos-lhe pelo resto do pessoal da aldeia e o Sr. Manuel foi-nos dizendo que era só ele, a sua senhora e os cães, que não havia mais ninguém. Que a sua senhora estava em casa, pois já tinha alguma dificuldade em andar, tudo após um avc que a sua senhora teve enquanto esperava pelo padeiro. E teve sorte, pois o padeiro só vai a Casal de 15 em 15 dias… perguntei-lhe como foi socorrida e respondeu-me que foi lá o 112 buscá-la, mas que foram muito rápidos, não chegou a 1 hora e eles (112) já lá estavam… E sim, pode parecer muito para um pronto socorro que este tipo de acidente exige, mas conhecendo a realidade que temos à disposição, o socorro até nem foi tardio, mas o problema agrava-se porque o hospital mais próximo, o de Chaves, fica a 50 km, por estradas que podem até ser interessantes para passeios ou ralis, mas pouco próprias para socorros rápidos, e o problema agrava-se ainda mais, porque o hospital de Chaves não está preparado para socorros a AVC’s, estes têm de ir para o hospital de Vila Real, que fica a 94 km da aldeia de Casal. É por estas e por outras idênticas que estas aldeias caminham para o despovoamento total e a aldeia de Casal só tem um casal, já idosos, mas só até um dia…

 

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Apenas um casal vive em Casal, (esperamos que assim ainda seja, pois nós hoje, aqui, estamos a tornar presente e a relatar uma visita que aconteceu há três anos) e já lá vão 18 anos em que é apenas este casal que lá vive. Padeiro e Carteiro, vão lá de 15 em 15 dias e o casal desloca-se “às Boticas” uma vez por mês para comprar o que é necessário, alimentação, medicamentos, etc., mas de vez em quando recebe um ou outro amigo da freguesia, “conversamos um bocado, bebemos um copito e depois eles lá vão e eu cá fico” e a sua maneira, são felizes neste isolamento, mais o Sr. Manuel que a esposa, pois por ela talvez já estivesse a viver com uma das filhas, que estão ainda por cá, em Portugal, pois dos 6 filhos, 4 são emigrantes.

 

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O curioso nesta estória é que este amor que o Sr. Manuel tem a Casal, não é de amor ao berço que o viu nascer e crescer, pois tanto ele como a mulher nasceram em Cabeceiras de Basto e só depois de casados é que vieram para a aldeia de Casal, que na altura tinha à volta de 70 habitantes, mas não deixa de ser uma estória de amor à terra e de amor do casal que os mantém juntos há mais de 60 anos, depois de se terem conhecido numa festa do Santo Aleixo, em Ribeira de Pena, namorarem e terem casado, e o Sr. Manuel gosta de viver em casal e segundo o mesmo,  a sua esposa Rosalina Ramos – “ela também gosta de aqui estar, pois nem ela nem eu éramos daqui e já aqui está há tantos anos como eu” já a Dona Rosalina dizia que “ goste que não goste, tem de ser”

 

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Em Casal, tal como ia dizendo o Sr. Manuel – “ os velhos morreram, foram indo embora e o resto passou-se para a França”. Restam o Sr. Manuel Fortuna e a Dona Rosalina Ramos, um casal em Casal, com toda uma aldeia por sua conta, isto até ao dia em que, tal como os outros velhos, também vão ter que ir embora…e Casal será mais uma aldeia do Barroso completamente despovoada.

 

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Ainda antes de finalizarmos e passarmos ao vídeo resumo, fica aqui o nosso mapa com a a localização da aldeia e com o melhor itinerário para lá chegar. Entretanto fica também uma recomendação nossa, não deixe de ver uma pequena reportagem sobre a aldeia de Casal, realizada pela Sinal TV, que foi também transmitida no Porto Canal, em que conversam também um pouco com o Sr. Manuel e a Dona Rosalina. Fica link no final para essa reportagem. Para já, ficam os mapas com a localização e o itinerário até Casal, como sempre a partir da cidade de Chaves:

 

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Para finalizar fica o nosso habitual vídeo com o resumo de todas as fotografias de Casal publicadas neste post. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Reportagem da Sinal TV sobre Casal:

 

 

 

E quanto a aldeias da freguesia de Dornelas, Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de ESPERTINA .

 

 

10
Set21

O Barroso aqui tão perto - Tabuadela C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TABUADELA - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TABUADELA, concelho de Montalegre.

 

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Como vem acontecendo nestes posts extra, aproveitamos também para deixar aqui mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção, aquando do seu post completo.

 

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O curioso é que nestes posts extra, em geral, deixamos mais imagens do que as que deixámos no seu post completo. Isto acontece porque no post inicial estávamos mais preocupados em dar a conhecer a aldeia, não só em imagem mas também quanto à sua história, estórias da aldeia, curiosidades e um bocadinho de tudo que havia sobre a aldeia. Nestes posts extras estamos mais focados no vídeo e no seu conteúdo, pois é mesmo para mostrar o todo da aldeia, sem muitas palavras, apenas estas de circunstância que vão servindo se separador ente as fotos.

 

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Assim, este posts (vídeo) é também uma adenda ao post inicial, daí, deixarmos sempre, também, um link para o post completo publicado em tempo, no caso de Tabuadela, publicado já em 14-agosto-2016.

 

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Também demos conta agora, que o post completo não tinha os nossos mapas a indicar a localização da aldeia e o itinerário por nós recomendado. Assim, também aproveitamos esta ocasião para os deixar aqui, com um itinerário que nos serviu muitas vezes de alternativa para irmos até terras de Montalegre atravessando todo o concelho de Boticas, principalmente para as da freguesia de Salto.

 

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E vai sendo tudo por hoje, mas não será a última vez que Tabuadela virá por aqui, pelo blog e pela internet, pois nesta descoberta do Barroso nunca fui sozinho, acompanharam-me sempre um, dois ou três amigos, também fotógrafos e também todos eles com blogs que, em tempo decidimos criar um grupo no Facebook, onde diariamente deixamos imagens do Barroso, onde Tabuadela e as restantes aldeias barrosãs, de todo o Barroso (Montalegre, Boticas e as aldeias barrosãs de Ribeira de Pena e Vieira do Minho) vão passando diariamente. Aproveite e dê também uma vista de olhos nesse grupo que se intitula “Simplesmente Barroso”

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Mas hoje estamos aqui, principalmente, pelo vídeo que Tabuadela não teve aquando do seu post completo, vídeo ao qual passar de imediato, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TABUADELA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TELHADO.

03
Set21

O Barroso aqui tão perto - Solveira

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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SOLVEIRA - MONTALEGRE

 

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SOLVEIRA, concelho de Montalegre.

 

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Hoje podemos dizer que vamos para o Barroso aqui tão perto, mesmo bem perto, a apenas meia hora de viagem que, mais ou menos devemos demorar para percorrer os 28 km que nos separam desta aldeia do Alto-Barroso. Para lá chegarmos, basta tomar a estrada do São Caetano, passar por Soutelinho da Raia (a última aldeia do concelho de Chaves), entrar no concelho de Montalegre, passar por Meixide, depois ao lado de Vilar de Perdizes e finalmente Solveira. Atenção que é preciso sair da estrada principal, pois já foi tempo que esta passava por Solveira, foi assim até a construção de uma variante à aldeia, mas basta ir com atenção à placa (um desvio para a direita), que fica logo a seguir ao Santuário da Nossa senhora da Saúde de Vilar de Perdizes.

 

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Solveira é uma das grandes aldeias do concelho de Montalegre, hoje mais em casario que em população, que esta, tal como na grande maioria das aldeias do interior, principalmente os mais jovens, procuraram outros destinos para fazer as suas vidas, mas mesmo assim, há que nunca abandone o berço, e a terra que o viu nascer, é ou foi a terra que o viu viver e que lhe há de dar sepultura quando morrer. Gente interessante, por sinal, como o Sr. Jaime um artista de trabalhar o ferro e com o ferro, com amor à profissão de ferreiro quando necessário, como de serralheiro quando era preciso ou de arranjador de coisas em ferro, fechaduras, máquinas, geringonças, e outros mecanismos de ferro que avariavam. Hoje (passámos por Solveira em março de 2016 pelo que espero que o Sr. Jaime esteja ainda com vida e de boa saúde) continua a trabalhar, embora reformado, agora trabalha por prazer, repara máquinas e outras que vai juntando e colecionando, até malhadeiras, disse-nos ter 7, todas a funcionar, mas maioritariamente é o seu próprio cliente, sem prazos de entrega, pois o que arranja é para ficar numa espécie de museu de antiguidades onde passa e dedica os seus dias. Um armazém que foi oficina, está repleto de tudo, algumas peças subiram à sua habitação e hoje servem de decoração, mas funcionam, outras hão de subir, ou não. Pois foi um prazer termos conversado com este Senhor, o Sr. Jaime que nos recebeu na sua oficina e na sua casa, com muitas estórias para contar para todo o dia de muitos dias, assim houvesse oportunidade para as contar. Ouvimos algumas, mas tínhamos de partir à descoberta da restante aldeia e das outras aldeias do Barroso.

 

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Em geral, no levantamento fotográfico das aldeias, costumamos estar à volta de 45 minutos a 1 hora, ou menos, mas em Solveira foi diferente, não só pela aldeia ser grande, mas também pela conversa com o Sr. Jaime pelo qual soubemos que haveria nessa tarde um ato religioso na aldeia, o percurso do calvário. Acontece que era 25 de março de 2016, nesse ano, sexta-feira santa onde os atos religiosos deste dia se repetem um pouco por algumas aldeias. Ficámos por lá à espera, e fomos mantando o tempo com cliques, a tudo, até a absurdos e alguns disparates e contrates, um deles a forma como a EDP fere as paisagens rurais e estes núcleos populacionais rurais, implantando postes, fios, armários, PT’s, etc., onde lhes dá a gana ou mais jeito, sem qualquer respeito pela aldeia e pelos seus monumentos com as aberrações que praticam.

 

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Solveira implantada em terras alta do Alto-Barroso, com o Larouco mesmo ao lado, vai recebendo com frequência os nevões de inverno, coisa bonita de ver para quem não tem de viver dias a fio debaixo de um nevão em que imobiliza as aldeia e as suas vidas, mas há sempre afazeres que os obriga a andar ao frio e na neve, principalmente os criadores de gado que ficam sem pastagens e têm de alimentar o gado, nas cortes, quando o frio chega a doer e têm de aquecer as casas para poder sobreviver, não com a eletricidade da EDP cujo custo é um luxo, mas com lenha nas lareiras e salamandras. Talvez dias felizes para as poucas crianças que a aldeia ainda tem, mas nem tanto para que a neve lhes tolhe os dias. Mas que é bonito ver estas aldeias debaixo de um manto de neve, lá isso é.

 

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E está na hora de fecharmos as portas a este post, o qual aproveitámos para deixar mais imagens de Solveira que escaparam à seleção anterior, aquando deixámos aqui o post completo dedicado à aldeia. Post esse para o qual fica link no final, após o vídeo.

 

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E agora sim, vamos ao vídeo que afinal é a principal razão deste post, Vídeo onde reunimos todas as imagens até hoje publicadas aqui no blog e estratos de um vídeo (mesmo vídeo) que fizemos numa passagem pela aldeia, a caminho de Montalegre. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607, já está online.

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SOLVEIRA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TABUADELA.

 

 

 

29
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Antigo de Dornelas

Aldeias do Concelho de Boticas - Freguesia de Dornelas

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ANTIGO DE DORNELAS - BOTICAS

 

Iniciamos hoje a abordagem de mais uma freguesia do concelho de Boticas, a freguesia de Dornelas. Seguindo a metodologia que temos seguido para o concelho de Boticas, vamos abordar as aldeias da freguesia por ordem alfabética, calhando assim a abertura da freguesia à aldeia de Antigo, que, por existirem mais aldeias com este topónimo no concelho de Boticas e no restante Barroso, para a diferenciar, vamos acrescentar-lhe Dornelas, ou seja ANTIGO DE DORNELAS.

 

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Dornelas é um topónimo sonante, principalmente o Couto de Dornelas. Desde já, e para esclarecer, comummente, pelo menos aqui por Chaves, quando vamos às festas do São Sebastião, costuma-se dizer que vamos ao Couto de Dornelas, quando na realidade o Couto de Dornelas já não existe, coisas antigas que no post que vamos dedicar à freguesia de Dornelas explicaremos. Na realidade, quando vamos ao São Sebastião vamos até a aldeia da Vila Grande, da freguesia de Dornelas.

 

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Para concluir o esclarecimento, talvez seja bom, desde já, deixar aqui a listagem das aldeias que compõem a freguesia de Dornelas e também a ordem pela qual irão aparecer aqui no blog. Assim, fazem parte da freguesia de Dornelas as aldeias de:

 

- Antigo

- Casal

- Espertina

- Gestosa

- Lousas

- Vila Grande

- Vila Pequena

 

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Estas aldeias da freguesia de Dornelas, pela sua identidade e partilha do mesmo chão,  quase que apetecia tratá-las aqui em conjunto. À primeira vista, que depois se confirma, faz lembrar a vizinha freguesia de Covas do Barroso, onde um pequeno vale dá abrigo a todas as aldeias da freguesia. Não fossem as aldeias de Gestosa, Casal e Lousas, também aqui estariam todas junta no mesmo pequeno vale, todas (Antigo, Vila Grande, Vila Pequena e Espertina) dentro de um círculo com menos de 500m de raio, num baixio onde o verde impera como cor principal.

 

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Pequenos vales e baixios que aqui no Barroso, principalmente neste Barroso que gravita à volta das suas grandes serras (Gerês, Barroso, Larouco, Leiranco, etc.) funcionam como pequenos oásis verdes que deram lugar à ocupação humana. Rara é, ou são as aldeias, que se implantam em plena serra, em geral agreste, rude e áspero, onde viver dói, quer pelo frio das neves, quer pelo cortar dos ventos frios, onde nada se dá, a não ser, agora nesta era, as eólicas, onde vão prosperando parques delas, que a ninguém passam despercebidas, talvez sejam um bem necessário, o que até duvido, mas que a paisagem nada ganha com elas.

 

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A imagem de fotografia aérea, por exemplo do Google Earth, é bem elucidativa daquilo que atrás fica escrito. Um grande amontoado de pequenas rochas ( Pontos mais altos da Serra do Barroso) em forma arredondada, e à sua volta, uma espécie de anel verde salpicado de grupos de pontos laranja esbranquiçados, cada grupo uma aldeia. Ao todo, 4 freguesias e respetivas aldeias (freguesia de Alturas e Cerdedo, Vilar e Viveiro, Covas de Barroso e Dornelas), formam este anel verde na base de um monte de pedras e pedregulhos.

 

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Mas entremos na aldeia de Antigo de Dornelas, uma nossa velha conhecida, cuja descoberta já se deve ao amor pela fotografia, pois num périplo de uma vintena de fotógrafos em torno das aldeias de mais interessantes de Boticas, há uns 10 anos atrás, a freguesia de Dornelas foi uma à qual dedicámos uns cliques, aliás grande parte das fotografias que hoje aqui ficam, são desse mesmo dia, mais precisamente de 28 de maio de 2011. Mas há a acrescentar que, no Antigo de Dornelas, fomos particularmente bem recebidos. Ficámos fãs do Antigo.

 

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Antigo que, em alguns anos, também nos calha no atalho para as celebrações do São Sebastião na Vila Grande, mas aqui só de passagem, sem tomarmos imagens, pois nesse dia os cliques estão quase todos reservados para a festa da Vila Grande.

 

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No entretanto, já a pensar no post de hoje, voltámos a terras de Dornelas à recolha de imagens no dia 18 de maio de 2018, dia que recordo particularmente quente, ainda por cima já bem perto do meio dia. Toma imagem aqui, agora ali e os nossos passos foram sendo como que atraídos para a croa da aldeia, onde a capela fica no encontro de três ruas, mas não era a capela quem nos chamava, era-mos atraídos pelos aromas que saiam de uma casa antiga, remodelada e mais senhorial, e porque a grande porta carral estava aberta e era de lá que imanavam os aromas de igualarias barrosãs, aproximámo-nos, espreitámos e confirmava-se, eram coisas boas que estavam a aloirar na brasa.

 

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Já com água na boca, fomos apanhados em flagrante delito de cobiçar tais iguarias quando o proprietário se aproximou de nós e nos disse: “Boa dia, estávamos à vossa espera para começar… mas será melhor esperar pelos outros”, ao que nós rematámos, — “ somos só nós os 4, não há mais”. Fez-se um breve silêncio, e o proprietário diz-nos: “Mas a reserva era para vinte e tal pessoas!”, Pois! — “Mas nós não fizemos nenhuma reserva”. — “Ah!, pensei que eram os do rali…”, respondeu, ao que nós retorquimos — “não, nós somos os da fotografia”. Pena não sermos os do rali, mesmo assim…

 

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… ficámos por ali a tirar nabos da púcara. E a simpatia do proprietário, filhos e demais familiares que estavam na azafama do prepara do manjar lá nos foi dizendo que recuperaram a casa para servir almoços à barrosã, só por reservas e sem dormidas, apenas comer, e pelos potes e panelas ao lume, e grelhador, diríamos que comer à barrosã e bem. Apresentou-nos outras credenciais, como ser irmão do Pedro de Vilarinho Seco, cuja casa é bem conhecida pelos cozidos à barrosã e casa de paragem nos dias de São Sebastião.

 

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Mesmo na hora de começar a receber, ainda tiveram tempo para nos mostrar a casa, a mesa que já estava posta, e contar-nos um pouco da história daquela casa, por sinal muito bem reconstruída e com pormenores curiosos como o da laje natural em granito que serve de chão ao pátio de entrada, entre outros pormenores. Pediu-nos desculpa por não nos poder servir, mas deu-nos a provar daquelas coisas deliciosas que estavam no grelhador e cujo aroma nos tinha atraído lá, acompanhados de um excelente vinho, e pão ainda melhor. Como não estávamos lá para incomodar, despedimo-nos, agradecemos a simpatia e saímos, sem mais imagens, o aperitivo fez-nos lembrar que do outro lado dos Cornos do Barroso havia um cozido à barrosã à nossa espera. Mas ficámos com vontade de lá voltar, não para visitar, mas para sentar à mesa.

 

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E foram assim as nossas passagens pelo Antigo de Dornelas e se da primeira vez tínhamos fica fãs da aldeia, desta vez reforçamos esse ser fã.

 

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Só nos falta mesmo deixar os mapas para lá chegar, que por problemas técnicos/informáticos, não tivemos acesso aos nossos mapas, pelo que recorremos ao Google Maps e Google Earth para vos localizar e traçar o itinerário recomendado para chegar até Antigo de Dornelas.

 

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E é tudo por hoje, no próximo domingo cá estaremos outra vez com mais uma aldeia da freguesia de Dornelas. Quanto ao Antigo de Dornelas, continuará a calhar nos nossos atalhos para a Vila Grande e o São Sebastião, isto enquanto não arranjarmos um grupo suficientemente grande para nos podermos deliciar com uma refeição à barrosã na tal casa que nos ficou debaixo de olho...

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de ANTIGO DE DORNELAS que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de ESPERTINA.

 

 

27
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Sirvozelo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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SIRVOZELO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SIRVOZELO, concelho de Montalegre.

 

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É mais uma aldeia do Gerês, localizada na margem direita do Rio Cávado logo a seguir ao paredão da barragem de Paradela, e por muitos, considerada uma das aldeias mais interessantes do concelho de Montalegre.

 

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Mas como hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve aquando do seu post completo, para o qual finca link no final deste, vamos passar de imediato ao seu vídeo, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SIRVOZELO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sirvozelo-1697281

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Solveira.

 

 

 

15
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Freguesia de Covas do Barroso

Aldeias e Freguesias do Barroso - Concelho de Boticas

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Covas do Barroso

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FREGUESIA DE COVAS DO BARROSO

Covas do Barroso - Muro - Romaínho

 

Depois de termos abordado individualmente cada uma das aldeias da freguesia de Covas do Barroso, fazemos hoje aqui o resumo da freguesia, com a sua caracterização e mais alguns dados sobre a freguesia.

 

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Muro

 

Localização geográfica

A freguesia de Covas do Barroso situa-se na parte Sul do concelho de Boticas. Confronta com várias freguesias: a Norte S. Salvador de Viveiro, a Este Canedo do concelho de Ribeira de Pena, a Sul Gondiães do concelho de Cabeceiras de Basto e a Oeste Dornelas. A freguesia localiza-se num vale, protegido a Norte pela Serra da Sombra e a Sul pela Serra do Pinheiro. É devido à sua situação geográfica, rodeada por serras, que advém o seu topónimo de Covas, pois quando avistada do Alto do Castro parece uma cova. Dista da sede do concelho aproximadamente 20 km. O acesso viário faz-se seguindo pela ER 311, virando na indicação Campos / Covas do Barroso, percorre-se a EM 519-C até à aldeia de Covas do Barroso, ou, em alternativa, percorre-se a ER 311 e virando na indicação Covas do Barroso segue-se pela EM 519-1C.

 

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Romaínho

Área total da freguesia: 29,6 km2

 

Localidades da freguesia:

 

- Covas do Barroso, sede de freguesia

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Muro

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Romaínho

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População Residente

262 habitantes (CENSOS de 2011)

 

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Gráfico da população residente. Até 1967 a freguesia de Covas, além das atuais aldeias que a compõem, pertenciam ainda à freguesia as aldeias de Viveiro, Agrelos, Bostofrio e Campos que deram origem à freguesia de São Salvador de Viveiro.

 

Orago

Santa Maria

 

Festas e Romarias

- S. José,* 19 de Março, Romaínho,

- Nossa Senhora da Saúde, 1º domingo de Junho, Covas do Barroso

- Santo António,* 13 de Junho, Covas do Barroso

- Carolo de Santo António, 14 de Junho, Covas do Barroso

 

(*) – Só celebração religiosa

 

Património Arqueológico

- Alto do Castro

- Castro do Poio

- Povoado de S. Martinho

- Povoado do Cemitério de Covas do Barroso

 

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Covas do Barroso

Património Edificado

- Capela de Nossa Sra da Saúde (Covas do Barroso)

- Cruzeiro de Covas do Barroso – Património Classificado (IIP)

- Fontanário (Covas do Barroso)

- Forno Comunitário de Covas do Barroso

- Igreja Paroquial de Covas do Barroso – Património Classificado (IIP)

- Tribunal (Covas do Barroso)

- Capela de S. José (Romaínho)

 

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Covas do Barroso

Outros locais de interesse turístico.

- Forno do Povo de Romaínho (construção recente)

- Dois Moinhos de Rodízio (Covas do Barroso)

- Casa Museu Quinta do Cruzeiro (Ecomuseo de Barroso)

 

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Covas do Barroso

 

A FREGUESIA DE COVAS DO BARROSO: GEOGRAFIA E PERSPECTIVA HISTÓRICA[i]

 

A freguesia de Covas do Barroso situa-se na parte Sul do concelho de Boticas. Confronta com várias freguesias: a Norte S. Salvador de Viveiro, a Este Canedo, do concelho de Ribeira de Pena, a Sul Gondiães, do concelho de Cabeceiras de Basto, e a Oeste Dornelas. Dista da sede do concelho aproximadamente 20 km. O acesso viário faz-se seguindo pela ER 311, virando na indicação Campos/Covas do Barroso, percorre-se a EM 519-C até à aldeia de Covas do Barroso, ou, em alternativa, percorre-se a ER 311 e virando na indicação Covas do Barroso segue-se pela EM 519-1C.

 

É constituída por três aldeias: Covas do Barroso, sede de freguesia, Romaínho e Muro, localizadas num vale, protegidas a Norte pela Serra da Sombra e a Sul pela Serra do Pinheiro. É devido à sua situação geográfica, rodeada por serras, que advém o seu topónimo, pois quando avistada do Alto do Castro parece uma cova. Em termos territoriais é a quarta maior freguesia do concelho, ocupando uma área total de 29,6 km².

 

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Muro

População, economia e sociedade

O desenvolvimento da população desta freguesia de Covas do Barroso tem acompanhado o movimento demográfico que caracteriza toda a região de montanha no Norte de Portugal tipificada por uma diminuição progressiva da população, com uma pirâmide etária invertida, onde os grupos etários mais baixos são diminutos e a população envelhecida aumenta.

 

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Romaínho

 

Actualmente, esta freguesia conta com aproximadamente 348 residentes. Ao longo dos últimos 40 anos, e à semelhança do que se verifica na generalidade das freguesias do concelho, perdeu muita da sua população residente, cerca de 79,2%. Este fenómeno explica-se em parte pela intensificação dos fluxos migratórios que se registaram a partir da década de 60, nomeadamente para França, Brasil, Estados Unidos da América, Canadá, Suíça, Alemanha. No entanto há que levar em consideração que os valores observados em 1960 (1672 residentes) integram as localidades de Agrelos, Bostofrio, Campos e Viveiro que à altura faziam parte da freguesia e que a partir de 1967 passaram a constituir uma freguesia independente (S. Salvador de Viveiro). Tendo em conta que na década de 60, nas aldeias que actualmente compõem freguesia de S. Salvador de Viveiro residiam 830 pessoas, retirando este valor ao da freguesia de Covas do Barroso, que ficaria então com 842 residentes, verifica-se que a percentagem de diminuição da população é semelhante à da média, 58,7%.

 

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Covas do Barroso

 

A este fenómeno alia-se o gradual envelhecimento da população, sendo que 81% dos 348 residentes têm idade superior a 25 anos, e destes, 40% têm 65 anos ou mais.

 

Os níveis de alfabetização da população residente são baixos, acompanhando o seu nível de envelhecimento, destacando-se o número elevado de pessoas sem nenhuma qualificação académica. Esta situação excepcional é suportada pelo grande número de idosos, alguns deles regressados da emigração, em situação de aposentados.

 

Relativamente à área de actividade económica dominante, a maior parte da população local dedica-se à agricultura e à pecuária, seguindo os caminhos ancestrais da freguesia, visando principalmente a subsistência.

 

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Muro

 

Algumas famílias continuam a actividade tradicional de criação de gado. Dedicam-se também à produção de batata, milho e algum centeio, os produtos que melhor se desenvolvem e produzem nesta região de Barroso, com elevados níveis de qualidade e sabor. Também a produção artesanal de mel e fumeiro está hoje em vias de desenvolvimento, funcionando como complementaridade no rendimento das famílias. Dadas as médias altitudes a que a freguesia se encontra, tem o clima mais quente pois encontra-se mais próximo da Ribeira, que dos rigores extremos de Barroso, aqui também se produz vinho de bordadura/morangueiro. Parte da população trabalha na construção civil local ou em freguesias vizinhas.

 

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Covas do Barroso

 

No que se refere à sociedade, esta comunidade é uma sociedade homogénea, caracterizada pela existência de famílias de lavradores e pequenos proprietários de terras onde se desenvolve a actividade agrícola e pecuária.

 

Na freguesia existem dois cafés e uma mercearia. Em termos associativos existe a Associação Cultural e Recreativa de Covas do Barroso.

 

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Covas do Barroso

 

Marcas do seu passado

Não é fácil conhecer a data da origem da maioria das paróquias e freguesias, sendo a sua origem desconhecida no tempo, por não haver provas documentais. Umas mais antigas, outras de origem mais recente, sabe-se que a maioria destas aldeias são formadas a partir do agrupamento de famílias unidas por laços de parentesco ou afinidades económicas e profissionais, que se organizaram em comunidade. Muitas das aldeias de Barroso têm a sua origem histórica no movimento de reconquista e povoamento do território iniciado com a formação do Reino de Portugal em 1143 e posterior fixação de uma ou mais famílias de povoadores. Teve particular desenvolvimento a partir dos finais do século XIII. Estes povoadores eram atraídos por contratos de aforamento, cujos termos do contrato eram favoráveis à sua fixação, traduzidos em pagamentos de foros de valor acessível. Estes contratos são conhecidos como o processo de enfiteuse que era promovido indistintamente pela Coroa e/ou pelas Casas Nobres e Senhorios Eclesiásticos.

 

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Romaínho

 

São conhecidos alguns contratos de aforamento para as terras de Barroso, o que nos permite pensar que a grande maioria das suas aldeias e povoados tiveram origem neste modo de povoamento[ii].

 

Alguns contratos de aforamento são disso testemunho, como é o caso do aforamento da “Póvoa” de Lavradas, feito nos finais do século XIII (1288 da era Cristã), no tempo do Rei D. Dinis e que, tudo o indica, está na origem da actual aldeia de Lavradas.

 

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Covas do Barroso

 

De facto, por este documento fundador de Lavradas, verifica-se que foi terra ocupada, a partir de uma carta de aforamento passada pelo Rei de Portugal, a um conjunto de povoadores que, com suas mulheres, receberam autorização de Sua Majestade para formarem 11 casais (propriedades agrícolas), que deveriam povoar, lavrar e frutificar, a troco de um foro (renda), traduzido em dois maravedis e dois alqueires de pão (um de milho outro de centeio) por casal, que deveriam pagar pelo S. Martinho. Covas de Barroso tem, porém, vestígios que informam a presença de habitantes de época pré-romana. Situada na bacia do rio Beça, integra um conjunto de povoados que revelam vestígios da presença dos povos antigos, designadamente dos romanos e dos suevos. Pensa-se que os habitats resultavam da presença de minérios e da consequente exploração.

 

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Muro

 

Existem vestígios de dois povoados medievais. Segundo a tradição oral, o povoado de S. Martinho ficou deserto pelo abandono resultante da peste epidémica. É possível encontrar vestígios de estruturas habitacionais e até trilhos de rodados de carros de animais. O povoado de Stª Bárbara, também deserto, ficaria junto da capela de Santa Bárbara, onde os vestígios de ocupação humana são menos visíveis. No “Numeramento” mandado fazer por D. João III, Covas aparece referenciada como tendo 34 moradores, não referindo porém Romainho que, por estar perto de Covas teria sido integrado na própria sede de paróquia. Como se pode ver no documento de 1758, que vem no ponto seguinte, Covas era no século XVIII uma paróquia com mais quatro aldeias e com um termo mais alargado, fazendo parte dela Campos, Viveiro, Bostofrio e Agrelos que, por actualmente pertencerem a uma nova freguesia (S. Salvador de Viveiro), serão tratadas em lugar próprio.

 

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Romaínho

 

O Castro do Poio e outros vestígios arqueológicos em Covas do Barroso

O povoamento do território que corresponde à actual freguesia remonta a épocas muito distantes, como o comprovam os diversos vestígios arqueológicos encontrados nesta zona.

 

O Castro do Poio é um outeiro que apresenta 3 linhas de muralhas e marca a ancestralidade desta freguesia. Nesta freguesia encontram-se também vestígios de povoados medievais, no lugar de S. Martinho, que terá sido, diz o povo, uma aldeia medieval que ficou deserta pela acção da peste. Também junto da capela de Stª Bárbara se encontram vestígios que parecem ser de antigas construções, que fariam parte de uma povoação. Outro testemunho da riqueza cultural de Covas do Barroso é a sua imponente Igreja Paroquial, com cachorrada exterior, duas capelas e dois altares laterais, onde podemos observar frescos e a estátua jazente de D. Afonso Anes Barroso, escudeiro de D. Afonso, 1º Duque de Bragança. Esta igreja, cujo orago é Santa Maria, é imóvel de interesse público, conforme o Decreto Nº 47508 de 06/10/1967.

 

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Covas do Barroso

 

Um documento de 1758

No ano de 1758 o Rei D. José através do seu ministro Marquês de Pombal desenvolveu um inquérito a todas as paróquias do Reino de Portugal continental que hoje se encontram no IAN/TT[iii]

 

Este inquérito, que foi respondido pelos párocos das freguesias, era composto de três partes, a primeira respeitante à paróquia onde se tratava de saber da sua história, produções agrícolas, população, instituições locais, igreja e capelas com suas devoções e romagens, a segunda tratava da serra e das suas características, se tinha lagoas e nascentes, monumentos, capelas, caça e árvores e a terceira perguntava sobre os rios e ribeiros que nela existissem, assim como das levadas, represas, moinhos, pisões e culturas nas suas margens.

 

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Covas do Barroso

 

É a resposta dada pelo pároco da freguesia de Covas nesse ano, o Abade Bento de Moura que adiante apresentamos. Note-se que esta descrição engloba as aldeias que hoje já não constam da freguesia.

 

Para melhor leitura foi actualizado o Português naquelas palavras que consideramos necessário, introduzindo-se-lhe pontuação e parágrafos.

 

Descrição da terra, serras e rios deste lugar e freguesia de Santa Maria de Covas de Barroso.

 

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Muro

 

Bento de Moura, Comissário do Santo Ofício, abade da igreja paroquial de Santa Maria de Covas de Barroso, comarca de Chaves, Arcebispado de Braga Primaz das Hespanhas. Certifico e digo em resposta aos interrogatórios que recebi por ordem do Ilustríssimo Abade Senhor Doutor Vigário Geral da dita comarca.

 

Ao primeiro, este lugar de Covas é termo do concelho da vila de Montalegre, da comarca e ouvidoria de Bragança pólo secular e província de Trás-os-Montes. Pelo eclesiástico é da comarca de Chaves, Arcebispado de Braga Primaz e cabeça da freguesia de Santa Maria de Covas de Barroso.

 

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Covas do Barroso

 

Ao segundo, é este lugar e freguesia [assim] como todo o termo e concelho da jurisdição da Sereníssima Casa de Bragança, que nele põe todas as justiças e tem nesta freguesia muitos foros e casas.

 

Ao , tem este lugar de Covas noventa e seis vizinhos com o arrabalde de Romaínho, que fica afastado meio quarto de légua pouco mais ou menos, e tem quatrocentas e trinta pessoas com mais de sete anos.

 

Ao , está este lugar situado num vale pequeno, cercado de montes ásperos com muitas pedras e dentro dele não se avista povoação alguma.

 

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Muro

 

Ao , não tem este lugar termo seu, pertence ao da vila de Montalegre.

 

Ao , igreja paroquial está fora do lugar mas não muito longe dos vizinhos. Tem a freguesia, além do dito lugar de Covas os seguintes: o lugar de Campos que dista da paróquia meia légua, tem vinte e oito casas e cento e trinta pessoas; o lugar de Viveiro que tem cinquenta fogos com duzentas e trinta e seis pessoas e dista da paróquia três quartos de légua; o lugar de Bustofrio que dista da paróquia meia légua, tem vinte e cinco fogos e cento e dezoito pessoas; O lugar de Agrelos com catorze fogos e setenta e sete pessoas. Toda a freguesia tem no total duzentos e treze fogos e novecentas e noventa e uma pessoa, todas com mais de sete anos.

 

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Romaínho

 

Ao , o orago é Santa Maria de Covas de Barroso, [a igreja] tem cinco altares: o altar maior onde está colocado o sacrário do Santíssimo Sacramento, a Senhora padroeira, São Luís, São Caetano, Santo Antão, São João Evangelista, Santa Ana e Santa Maria Madalena. No corpo da igreja, está da parte do evangelho o altar da Arcossólio de D. Afonso Anes Barroso Senhora do Rosário e o altar do Menino Deus e da outra parte o altar de S. Sebastião e o altar das Almas. A igreja não tem naves, a capela maior é de abóbada de pedra que representa ser muito antiga; no corpo da igreja está uma sepultura levantada e metida com um arco na parede de costan da parte do sul que é um caixão de pedra posto em cima de dois leões de pedra. E por cima está tapado com uma pedra que tem em relevo a figura do homem que nela se sepultou. Defronte tem um epitáfio gravado numa pedra, com letras góticas em relevo e levantados que dizem: Aqui jaz Afonso Anes Barroso o qual foi muito honrado escudeiro do Duque de Bragança, filho do rei D. João, morreu no ano do Senhor de IMCCCC : IX], ano que segundo o que me parece são mil L : IX e quatrocentos e nove anos; presume-se que este homem viera para esta terra com muito dinheiro a fazer prazos que hoje são da Sereníssima Casa de Bragança e fizera [esta] capela para sua sepultura e depois a dera para a paróquia. Sabe Deus se assim foi!

 

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Covas do Barroso

 

Ao , o título do pároco desta freguesia é abade da apresentação da Sereníssima Casa. E como dos frutos desta abadia se tirou a terça parte para a capela dos Reais Passos de Vila Viçosa, as quartas nonas para a Santa Basílica Patriarcal e segundo as partilhas que lhe fazem, ficaram para o Abade cento e oitenta a duzentos mil reis em frutos, pouco mais ou menos.

 

Ao nono, não tem beneficiados, somente o Abade apresenta o vigário da freguesia de Santa Maria Madalena das Alturas, sua anexa, que dista daqui uma légua grande.

 

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Covas do Barroso

 

Ao décimo, não tem esta freguesia convento algum.

 

Ao 11, não tem hospital nem casa de misericórdia.

 

(?)[iv]

 

Ao 13º, tem esta freguesia as seguintes ermidas ou capelas: neste lugar de Covas, a de Santo António, que está dentro do lugar onde está situada a irmandade das Almas, por cuja despesa corre a fábrica dela; no arrabalde de Romaínho está a ermida de Nossa Senhora do Desterro, pouco afastada das casas do lugar e as mais das vezes dela se administra o sagrado viático; no lugar de Campos há a emida de Santo Amaro, um tiro de bala fora do lugar, pertence aos moradores que a fabricam; no lugar de Agrelos a ermida de São Mamede, que fica quase no meio das casas e também pertence aos vizinhos; no de Bustofrio, a de São Marçal, junto às casas dos moradores a quem pertence por a fabricarem; no de Viveiro a de Santa Bárbara, fora das casas mas junto a elas, que também pertence aos moradores pela mesma razão. Há mais outra ermida dentro do limite do lugar de Viveiro apartada dela meio quarto de légua grande, num monte no meio de um casal da Sereníssima Casa da invocação do Senhor Salvador do Mundo. Parece ter sido algum tempo freguesia porque na parede dela, no adro e à volta há, ainda hoje, algumas sepulturas feitas em pedra lajes à medida e com o feitio de corpos. Esteve durante algum tempo quase arruinada mas foi reconstruída com as esmolas dos fiéis.  

 

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Muro

 

Ao 14, a nenhuma das referidas ermidas acorrem romagens de fora da freguesia excepto algumas pessoas que vêm às festas que nelas se fazem no dia da invocação dos seus santos padroeiros, em cada ano. Somente à do Senhor Salvador do Mundo vem muita gente de várias partes, com porcos, bois e vacas quando lhe adoecem com algum contágio ou são mordidos por alguns cães danados. Nela fazem em cada ano duas festas que constam de missa cantada, sermão e às vezes gaita de foles: uma a 6 de Agosto por conta dos moradores de Viveiro, é a principal; e outra na primeira terça feira depois do domingo da Ressurreição de Cristo. A ambas acorre muita gente em romaria e trazem as suas esmolas de centeio, linho e orelhas de porco de cujo produto se faz esta festa e se fabrica a capela. Alguns mandam cantar as suas missas e nestes dias vêm bastantes tendeiros com as suas tendas, paneleiros de Chaves com loiça, outros com cebolas e outros com pão, vinho e frutos. Também no dia da Ascensão se junta bastante gente com clamores, que em alguns anos também vêm nos outros dois dias acima ditos.

 

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Romaínho

 

Ao 15, os frutos que se colhem neste lugar de Covas são: milho grosso, algum centeio, algum milho pequeno e vinho verde de umas árvores a que chamam de enforcado. Em Agrelos e Bustofrio centeio, algum milho grosso e miúdo e já colhem também algum vinho verde de enforcado. Em Campos e Viveiro centeio e pouco milho.

 

Ao 16, nos lugares desta freguesia somente há juízes pedaneos e quadrilheiros, no restante estão sujeitos às justiças da vila de Montalegre que [tem] juiz de fora posto pela junta da Serenissima Casa e camara feita pela mesma.

 

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Covas do Barroso

 

Ao 17º, não é couto, nem cabeça de conselho, nem honra. Não consta que destes lugares saíssem homens notáveis em Virtudes, Letras ou Armas.

 

(?)[v]

 

Ao 19º, não tem feira franca nem cativa. Não tem correio, servem-se do de Chaves, Braga e alguns do de Basto.

 

(?)[vi]

 

Ao 21, dista esta freguesia da cidade de Braga, capital do Arcebispado, dez léguas e da cidade de Lisboa, da capital do Reino, setenta e uma pouco mais ou menos.

 

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Covas do Barroso

 

Ao 22º, esta freguesia, assim como toda a comarca da Ouvidoria de Bragança, tem os privilégios de vassalos da Sereníssima Casa e não podem ser demandados fora do seu juízo sem provisão concedida por Sua Majestade como administrador do Ducado. Tem mais alguns moradores que possuem casais, os privilégios de reguengueiros e além destes, tem outros moradores os privilégios de Tabaco, Bulas, Cativos e Santo António. Para além destes, há os que possuem casais fechados da mesma Sereníssima Casa têm tais privilégios que dentro deles não se podem prender criminosos, segundo o que tenho ouvido dizer. Não há outro privilégio nem antiguidade digna de memória.

 

Ao 23º, não há nesta terra, nem perto dela, nenhuma fonte ou alguma lagoa célebre. Não há porto marítimo, nem terra murada, nem há perto dela castelo ou torre alguma antiga. Não sofreu ruína alguma no terramoto de 1755, bendito seja Deus, nem me consta de outra coisa alguma digna de memória.

 

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Romaínho

 

A respeito das serras

Há uma pequena serra, entre este lugar de Covas e a freguesia de Salvador de Canedo, chamada Pinheiro, pouco conhecida ao longe. O termo destas duas freguesias divide-se pelo cimo dela. Principia no sítio de Mestras e vai continuando por entre o lugar de Covas, o seu limite e a freguesia de Canedo e vai findar entre o lugar de Carvalho, freguesia de Nossa Senhora de Vilar de Porro, e o lugar de Viveiro desta freguesia.

 

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Covas do Barroso

 

Terá de comprido légua e meia pouco mais ou menos e de largura onde é mais alta que chamam o Coto da [Gallas] do rio Beça até ao rio de Covas três quartos de légua. Daí vai baixando até ao marco da Lijó donde torna a subir para outro alto a que chamam Lesenhos que fica entre o lugar de Campos, desta freguesia, e o lugar de Penalonga, da freguesia de Canedo. E o dito Lesenho foi castelo dos mouros tinha duas ordens de muros.

 

Não nasce na dita serra rio algum. Não há nela vila ou lugar algum da parte desta freguesia. Não tem fontes de raras propriedades. Não há nela minas de metais que se saiba, nem canteiras de pedras finas, nem de outras matérias, somente pedras duras e grosseiras de gran que só servem para alvenarias. Produz matos a que chamam urzes e alguns arbustos são pastados pelos gados deste lugar de Covas e pelos da freguesia de Canedo. E uma parte dela se cultiva para centeio e algum milho. Tem alguns soutos de castanheiros e é muito abundante de colmeias.

 

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Muro

 

Não tem igrejas nem mosteiros. Somente por baixo do sítio de Lesenhos está uma ermida de Santa Ana milagrosa onde vão pedir chuva ou sol. Pertence ao lugar de Pena Longa da freguesia de Canedo.

 

Tem um clima bastante frio em todo o tempo excepto no Estio. Aparecem nela bastantes lobos, algumas vezes fazem-lhe montarias ainda que não tenha fojo; alguns porcos-bravos, poucos gamos, algumas perdizes e coelhos. Não tem mais coisa alguma digna de memória.

 

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Romaínho

 

Enquanto aos rios

Da freguesia do Couto, corre para o limite deste lugar um rio chamado do Couto por passar pela freguesia de São Pedro, couto da Mitra de Braga. Por baixo de Romião desagua nele o regato de Infestas que tem o seu princípio no lugar de Vilarinho Seco, freguesia de Santa Madalena das Alturas, e daí vai correndo algum tanto arrebatado, por montes e campos do dito lugar e do de Agrelos pela parte do poente. E por ele abaixo há algumas árvores silvestres e alguns castanheiros. No Verão vai quase seco e assim se junta ao do Couto e quase no mesmo sítio se junta outro que tem o seu princípio entre o lugar das Alturas e Atilhó da mesma freguesia. Vem-se juntando por campos e montes dos ditos lugares, entre Vilarinho Seco e Viveiro, por seus campos e montes até ao sítio de Mena, onde tem uma ponte de pau com dois olhais; até aqui tem árvores silvestres, moinhos, um pisão de burel e daí para baixo corre arrebatado por entre montes e campos dos lugares de Agrelos e Bustofrio, desta freguesia, onde tem uma ponte de pau estreita e daí corre da mesma forma até desaguar do dito rio do Couto por baixo do sítio de Romião. Em todo o seu curso tem árvores silvestres, bastantes castanheiros e moinhos dos dois lugares.

 

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Covas do Barroso

Cria alguns peixes como trutas e algumas bogas que pescam livremente todo o ano, excepto nos meses de criação os que têm redes e habilidades. E assim juntos com a do Couto vem correndo arrebatadamente até ao sítio das misturas, que dista deste lugar de Covas meio quarto de légua, onde se lhe junta o rio de Covas que tem a sua origem no lugar de Lamachã, freguesia de Santa Maria Madalena de Negrões. Vem correndo brandamente por montes e campos do lugar de Lavradas e Atilhó até ao moinho do Picanço e daí vem correndo por entre os campos de Viveiro até chegar à estrada que passa para Vilar de Porro onde tem uma ponte de pau. E daí, por entre campos do dito lugar de Viveiro e Campos, corre ligeiramente até ao sítio de Codessais, entre Bustofrio e Campos, onde tem outra ponte de pau. Até aqui tem árvores silvestres e moinhos dos ditos lugares e ara baixo corre arrebatado por entre os campos dos ditos lugares e dista de Covas até ao sítio da ponte, que é de pedra lavrada de um arco que estes moradores mandaram fazer, distante do lugar um tiro de mosquete, para sua serventia, e por ele abaixo há árvores silvestres, castanheiros, outras árvores de fruto e moinhos e dele se tira uma levada muito boa de água para regar as terras de milho, hortas e linhos e mais necessário no lugar. E daí corre muito arrebatado até ao dito sítio das misturas donde correm todos juntos, em parte brando e em parte arrebatadamente, por entre montes e a serra do Pinheiro no espaço de uma légua até desaguar no Beça no sítio do Mestras. E assim, o rio de Covas, antes de se juntar com o que vem do Couto e depois, cria bastantes trutas, bogas, barbos, enguias, escalos e muitas lontras. [entrelinhado: a pescaria é livre como encima].

 

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Muro

Correm todos de Norte para Sul. O chamado [rio] de Covas terá de comprimento, desde o seu nascente até às misturas, cinco quartos de légua; o [rio] de Mena terá uma légua até abaixo de Romião; e até este mesmo sítio terá o de Infestas três quartos de légua e deste sítio às misturas meia légua. Todos levam pouca água, mas não secam de todo no Verão e por esta razão nenhum deles é navegável. Há mais alguns regatos, da parte do Nascente deste lugar de Covas, de pouca importância como é o regato da Costela que principia em Campos e vai desaguar no rio juntamente com os demais no sítio das Lombelas e cria os seus escalos.

 

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Covas do Barroso

Não há mais coisa alguma memorável que se possa dizer. E todo o referido vai pouco mais ou menos conforme a verdade e por assim ser, e me ser mandado, o afirmo com juramento, vai assinada por mim, pelo reverendo reitor de Canedo e pelo Reverendo Vigário das Alturas. Santa Maria de Covas, 8 de Março de 1758.

O Abade Bento de Moura

O Pároco do Salvador de Canedo, Bento Pereira

O Vigário de Santa Maria Madalena das Alturas, João Dias de Moura.

 

Referências documentais: IAN/TT, Memórias Paroquiais, vol. 12, memória 438, fl. 3001. ADB/UM. Igrejário: Tombo desta igreja, 1548, liv. 4, fl. 18v; cx. 279, n.º 11; Obrigação à fábrica do Santíssimo Sacramento, a favor dos fregueses desta igreja que querem colocar sacrário com Santíssimo Sacramento na mesma e a ele se obrigam com bens para que esteja sempre decente, 1740, liv. 101, fl. 15v. ADVR, Registo de Baptismos: 1784- 1871; Registo de Casamentos: 1771-1866; Registo de Óbitos: 1816- 1879. Total de Livros: 8.

 

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Muro

Fica assim concluída a abordagem a freguesia de Covas de Barroso e respetivas aldeias (Covas do Barroso, Muro e Romaínho). Digamos que foi a abordagem “oficial”, pois não “oficialmente” de certeza que Covas do Barroso vai vir por aqui outra vez, ou vezes, pois já demos conta que nas nossas visitas passámos ao lado de alguns pormenores de interesse, que na altura desconhecíamos e que nas respetivas aldeias ninguém nos alertou para eles, e por um lado, ainda bem, pois assim já temos um pretexto para voltar a Covas do Barroso, e aí, já levaremos o apontamento daquilo que queremos ver e descobrir.

 

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Romaínho

Para saber mais sobre a freguesia de Covas de Barroso, ficam alguns links de interesse. Recomendamos em particular a página da Junta de Freguesia e da Wikipédia, pois ambas estão bastante completas para se ficar a saber quase tudo da freguesia.

 

links de interesse:

Freguesia de Covas do Barroso: https://cbarroso.jfreguesia.com/

Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Covas_do_Barroso

Casa Museu Quinta do Cruzeiro: https://visitboticas.pt/2017/02/quinta-do-cruzeiro/

 

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Romaínho

 

Link para os nossos post dedicados às aldeias da freguesia:

 

Covas do Barroso

Muro

 Romaínho

 

 

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Romaínho

Para a semana iniciamos a abordagem de outra freguesia do concelho de Boticas, que, seguindo a ordem alfabética, a seguir a Covas do Barroso segue-se a freguesia de Dornelas, iniciando pela aldeia de Antigo.

 

WEBGRAFIA

(consultas em 13 e 14 de agosto de 2021)

http://www.cm-boticas.pt/

https://visitboticas.pt/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Covas_do_Barroso#Turismo

https://cbarroso.jfreguesia.com/

 

 

 

 

 

[i] Nota do Blog Chaves: O texto que se segue foi retirado do caderno da Monografia de Boticas dedicado à freguesia de Covas do Barroso. Trata-se de uma publicação de maio de 2006, pelo que, algum do conteúdo poderá estar desatualizado, nomeadamente quando refere “a população atual” e no que se refere à existência de equipamentos de apoio ou sociais (cafés, mercearias, associações, etc.)

[ii] BORRALHEIRO, Rogério, 2005, Montalegre, Memórias e História. Ed. Câmara Municipal de Montalegre, pp 80-87

[iii] Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo

[iv] - Nota do Blog Chaves – Nos cadernos de onde se retirou este texto, falta o ponto 12º.

[v]  - Nota do Blog Chaves - Nos cadernos de onde se retirou este texto, também falta o ponto 18º.

[vi] - Nota do Blog Chaves - Nos cadernos de onde se retirou este texto, também falta o ponto 20º.

 

 

14
Ago21

Alminhas, nichos, cruzeiros e afins...

4- Alminhas de Agrela, Aveleda e Roriz

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Agrela, 2008

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ALMINHAS

 

Hoje trazemos três alminhas que encontrámos em três das nossas aldeias, Agrela, Aveleda e Roriz. Em geral as alminhas eram construídas nas bermas de caminhos e estradas, em pontos de passagem mais concorridos, no entanto, menos vulgares, também eram incrustadas em muros e em paredes de construções de habitações, albergues e outras. As três alminhas de hoje são precisamente três exemplares incrustados em construções, parecendo-me, pelo menos uma delas, a de Roriz, que as alminhas foram construídas conjuntamente com a construção. As outras, poderiam existir no local ou na proximidade e terem posteriormente sido incrustadas na construção. Mas isto são suposições, pois não tenho qualquer documentação em que me possa apoiar.

 

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Aveleda, 2013

As alminhas da Agrela, são as que se apresentam mais simples e detém ainda uma pintura de Cristo crucificado. Não sei se é ainda a pintura original ou restaurada a partir da original. Por sua vez as alminhas de Roriz, hoje sem qualquer pintura ou imagem, para além de alminhas a pedra foi cortada para fazer parte da própria parede/estrutura da construção, daí eu ter afirmado atrás terem sido construídas aquando da construção. Esta, no seu arco tem esculpida uma concha de Santiago, pelo que esta construção poderia ter sido um albergue dos caminhos de Santiago, mas mais uma vez sou eu a supor, pois não tenho qualquer documento ou informação de que tal se tratasse. Existe um inscrição na sua base que talvez possa fazer alguma luz sobre o assunto, mas parte dela está enterrada. Já a inscrição na padieira da porta nos remete para o ano de 1782, supomos que seja o ano de construção.

 

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Aveleda, 2013

 

As mais curiosas e para mim mais interessantes, são as alminhas de Aveleda, incrustadas numa construção da rua principal. Fotografei-as em dois momentos distintos, em 2008 e 2013 e são um misto de construção em pedra e madeira, com peto e cristo crucificado esculpido em madeira. Como pode verificar numa das imagens não têm a figura de madeira de Cristo, Pensei inicialmente que com o tempo a figura teria desaparecido, mas o facto é que ela consta na fotografia que tirei em 2013, ou seja, a fotografia de 2008 é a que não tem o cristo, pelo que, supomos, pois não temos fotografias recentes nem temos ido por lá ultimamente, que as alminhas ainda tenham a figura de Cristo esculpidas.

 

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Aveleda, 2008

As alminhas da Aveleda são as mais naif das três, quer pela irregularidade da construção, quer pelas cores e pinturas e pelo próprio cristo em madeira e ainda pelos vestígios de uma imagem pintada no nicho (parece-me de Nossa Senhora) , bem como pelo adorno do coroamento em madeira e cores utilizadas, o que faz desta alminhas, para mim, as mais interessantes.

 

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Roriz, 2008

Pena mesmo é o estado de degradação em que se encontram a maioria das alminhas que chegaram até aos nossos dias, sem qualquer tipo de proteção que vá para além da boa vontade dos cuidados dos vizinhos ou proprietários das construções onde estas estão incrustadas, mas só com boa vontade elas não se conservam ou são protegidas e muitas vezes, com a própria boa vontade de as restaurar com curiosos jeitosos, principalmente as pinturas.

 

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13
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Sezelhe

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Sezelhe - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SEZELHE, concelho de Montalegre.

 

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Sezelhe é uma das aldeias localizada na margem direita do Rio Cávado, precisamente onde o rio sofre o seu primeiro aprisionamento para formar uma pequena albufeira para alimentar a barragem dos Pisões.

 

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Sendo aldeia com albufeira próxima, vai sendo procurada durante os períodos de pesca que por pescadores barrosões, quer por forasteiros, ou até por pescadores amadores ou acompanhantes dos “profissionais”, tal como eu, que ia lá pela noitada e pelo convívio, mas que de manhã lá empunhava a minha cana (emprestada) com isco oferecido pelo pescador do lado, para no final do dia pescar tanto como os outros (os profissionais com quem eu ia), ou seja, nada…

 

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Sezelhe é uma das aldeias de passagem para o Barroso do Gerês, mas também calha na passagem para atalho em direção à barragem do Pisões ou para a E103 ou até para almoçar, se a escolha for um dos restaurantes que circundam a Barragem dos Pisões, embora estando em Sezelhe, o restaurante de Covelães fica mais próximo. Daí, e por estas razões ser uma das aldeias por onde passamos com alguma frequência.

 

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Embora hoje vá servindo de aldeia de passagem, foi também é também uma das aldeias que conheço há mais tempo, ou melhor, que há muito já tinha descoberto, antes das pescarias e desta empreitada de descobrir todo o Barroso. Aconteceu a minha primeira ida por lá em meados dos anos 70 (Séc.passado) à procura de uma nascente milagrosa que diziam tirar os “cravos” dos dedos das mãos. A nascente, recordo, localizava depois do paredão da albufeira. Fui lá com as minhas primas de Montalegre porque uma delas tinha uns poucos de cravos nos dedos das mãos. Lavou-as com água milagrosa e regressámos a casa. Se resultou ou não, já não me lembro, mas sei que os “cravos” desapareceram, pois naturalmente acabam sempre por desaparecer.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de SEZELHE ou contar estórias, isso, já o fomos fazendo no post que lhe dedicamos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo que não teve nesse post, mas também, aproveitando esta ocasião, para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções. Vamos então ao vídeo que espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SEZELHE:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de São Bento de Sexta Freita.

 

 

 

 

08
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Romaínho

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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ROMAÍNHO - COVAS DO BARROSO - BOTICAS

 

Neste trazer aqui as aldeias do Barroso do Concelho de Boticas, temos andado pela freguesia de Covas do Barroso. Já passou por aqui a sede de freguesia (Covas) e a aldeia do Muro, resta-nos a aldeia de Romaínho, que é a nossa convidada de hoje.

 

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Nestas visitas as aldeias do Barroso, tentamos deixar em imagem aquilo que na aldeia desperta o nosso olhar. Não dá para deixar todas as fotos que tomámos na aldeia, mas fazemos sempre uma pequena seleção, o mais variado possível, para se ficar com uma noção do todo da aldeia. Coisa que nem sempre é possível, mas que não é o caso de Romaínho.

 

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Iniciemos já pela sua localização. Sendo uma aldeia da freguesia de Covas do Barroso, fica nas proximidades desta. Nem sempre a proximidade das aldeias da freguesia é assim tão próxima, mas no caso de Romaínho, é mesmo próxima de Covas, pois desde a última construção de Covas até a primeira de Romaínho, são cerca de 500m.

 

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Romaínho que fica próxima de Cova do Barroso, mas ainda mais próxima fica a outra aldeia da freguesia, pois praticamente a aldeia do Muro está junta com a aldeia de Romaínho. Aliás, se o crescimento natural das aldeias não tivesse parado com o despovoamento rural que se tem sentido nas últimas décadas, hoje em dia, as três aldeias da freguesia estaria unidas fisicamente, pois as três aldeias concentram-se todas dentro de um círculo com cerca de 800m de diâmetro, embora o território da freguesia atinja os 2967ha.

 

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Mas continuemos com a localização de Romaínho e como ir até lá a partir da cidade de Chaves, que como sabem, é sempre o nosso ponto de partida, e para nós, também de regresso. Então, tal como acontece para a grande maioria das aldeias do Concelho de Boticas, a primeira estrada que tomamos é a N103 (estrada Chaves-Braga), mas só até Sapiãos. Aí saímos da E103 em direção a Boticas, onde quer se tome a variante das rotundas quer se passe pelo centro de Boticas, devemos atravessar toda a vila e no final tomar a R311, na rotunda que fica junto ao Centro de Artes Nadir Afonso, em direção a Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto.

 

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Já na R311, devemos seguir até a Carreira da Lebre, passar a povoação e na rotunda seguir em frente durante mais cerca de 5Km, ou seja, logo a seguir a aldeia de Vilar,à esquerda da R311 e a cerca de 4,5km da rotunda da Carreira da Lebre, fica, também à esquerda, a saída para a aldeia de Campos. É por aí que deveremos ir, a partir de aqui, não há mais desvios, é sempre pela estrada principal que liga e passa por Campos, e mais uns km à frente, fica Covas de Barroso. Em Covas terá de atravessar a aldeia toda, mas aqui, como a aldeia de Covas é um bocadinho dispersa, convém procurar a alguém da aldeia onde fica a saída para Romaínho. Mas para uma ajuda, ficam como habitualmente os nossos mapas.

 

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E quer dizer sobre Romaínho. Desde logo pelo topónimo terminar em “inho” leva-nos logo a olhar para a aldeia com um certo olhar romântico. Quanto à origem deste topónimo, não fazemos a mínima ideia de onde virá. Dos Roma, romani,  que é o mesmo que dizer ciganos, não me parece, mesmo porque a grande concentração cigana mais próxima que eu conheço, fica no distrito de Bragança, embora se tenha vindo a expandir e em Chaves, por exemplo, já existam algumas aldeias com bairros ciganos, mas esta expansão é recente e tem-se dado para próximo de localidades maiores que as aldeias. A única coisa que ainda se poderia levar até aos ciganos, é a forma agrafa como os topónimos chegaram até aos nossos dias, na grande maioria sem documentos escritos, tal como acontece com a cultura cigana. Mas isto são contas de outro rosário.

 

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 Venha de onde vier o topónimo, o que interessa é o Romaínho de hoje. Aldeia peque, com a pequena capela, bem interessante por sinal, a ocupar um largo junto à estrada que atravessa a aldeia, passando esta mesmo junto a capela, o que lhe dá ainda mais visibilidade, embora para se apreciar como deve de ser, se tenha de parar.

 

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A aldeia, embora pequena e a ligar-se fisicamente com a aldeia do Muro, é um pouco maior que esta. Hoje em dia, desenvolve-se ao longo da estrada que liga ao Muro, mas parece-me que nem sempre foi assim, pois as construções ao longo da estrada são relativamente recentes, se comparadas com um pequeno núcleo desviado da estrada, cujo acesso se faz precisamente a partir do largo da capela.

 

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Quanto a documentação sobre a aldeia, tal como acontece com a maioria, é escassa. Na monografia de Boticas, apenas vem a referência de Romaínho pertencer à freguesia de de Covas do Barroso, uma referência à festa de S. José a 19 de março, apenas com celebração religiosa, outra referência à Capela de S. José como estando classificada pelo IIP e por última uma ao forno do povo com a anotação de construção recente.

 

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Resumindo, claro que Romaínho é uma aldeia que merece uma visita, muito verde com alguma bastante vegetação, com algumas manchas de arvoredo (carvalhos), pastagens e terras de cultivo, tudo isto num pequeno vale que abrange das três aldeias da freguesia, só depois as montanhas que rodeiam as três aldeias, na sua base com alguma floresta mas nos ponto mais altos, um pouco mais agreste, com vegetação rasteira, não sei se por sempre ter sido assim ou porque algum incêndio dizimou a floresta que tivesse existido, pois embora estejamos em terras altas, no vale numa cota entre os 550 e 650m, as montanhas ao lado, a mais alta, pouco mais ultrapassa que os 900m de altitude, ainda são cotas onde a floresta autóctone se dá bem. Concluindo, Romaínho merece uma visita, aliás, poderá,  e dada a proximidade entre as três aldeias da freguesia,  deverá incluir as três numa única visita, pois parece-me que entre as três há muita vida conjunto.

 

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E estamos a finalizar este post, apenas no falta o vídeo com todas as imagens da aldeia de ROMAÍNHO que foram publicadas hoje, neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui o resumo da freguesia de Covas do Barroso.

 

 

 

 

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