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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Out19

Águas Frias - Chaves - Portugal (Vídeo)

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Águas Frias

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Águas Frias.

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/1OKNmnUphOg

 

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Águas Frias:

https://chaves.blogs.sapo.pt/aguas-frias-chaves-portugal-1504930

https://chaves.blogs.sapo.pt/aguas-frias-1289777

https://chaves.blogs.sapo.pt/755971.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/525215.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/502175.html

 

 

 

05
Out19

Agrela de Ervededo - Chaves - Portugal

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Agrela de Ervededo.

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/iD3l1WiiIeU

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Agrela:

https://chaves.blogs.sapo.pt/agrela-chaves-portugal-1498628

https://chaves.blogs.sapo.pt/agrela-chaves-portugal-1270626

https://chaves.blogs.sapo.pt/agrela-chaves-portugal-1203784

https://chaves.blogs.sapo.pt/agrela-chaves-portugal-1025892

https://chaves.blogs.sapo.pt/779823.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/258220.html

 

 

 

28
Set19

Agrações - Chaves - Portugal (com vídeo)

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Hoje vamos até Agrações, com um vídeo com todas as fotografias publicadas até hoje no blog Chaves, complementando assim as anteriores publicações sobre esta aldeia. Curiosamente é uma das aldeias mais pequenas de Chaves, altamente despovoada, mas que nos chama lá com alguma regularidade. Existe uma certa magia nesta aldeia que nos atrai, daí ser uma das que mais vezes visitámos e mais vezes passou aqui no blog.

 

 

Para partilhar ou ver o vídeo diretamente no youtube, utilize este link:

 

https://youtu.be/InBcnRDxufA

 

Aguns posts dedicados a Agrações:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/agracoes-chaves-portugal-1501786

https://chaves.blogs.sapo.pt/uma-aldeia-uma-imagem-agracoes-1390258

https://chaves.blogs.sapo.pt/agracoes-chaves-portugal-1164772

https://chaves.blogs.sapo.pt/886066.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/428339.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/251127.html

 

 

21
Set19

Agostém - Chaves - Portugal

CAPA-agostem (15).jpg

 

 

Hoje vamos até Agostém, com um vídeo com todas as fotografias publicadas até hoje no blog Chaves, complementando assim as anteriores publicações sobre esta aldeia.



 

Para vêr o vídeo diretamente no youtube ou partilhar:

 

https://youtu.be/Rny3CwDw-VE

 

Link para os posts dedicados à aldeia de Agrações:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/agostem-chaves-portugal-1495705

https://chaves.blogs.sapo.pt/399891.html

 

Para vêr mais vídeos sobre as nossas aldeias, cidade de Chaves e região, basta clicar no menú "Videos Chaves e Região" localizado no topo deste blog sobre o cabeçalho. Se a sua aldeia ainda não está lá, um dia destes estará.

 

07
Set19

Abobeleira - Chaves - Portugal

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Abobeleira

 

Nesta nova ronda que temos vindo a fazer pelas nossas aldeias do concelho de Chaves, temos seguido como metodologia para as trazer aqui, a ordem alfabética. A última aldeia que por aqui passou foi Travancas, daí, hoje deveria ser Tresmundes. Acontece que em todas as abordagens que temos feito às nossas aldeias temos por princípio utilizar os mesmos critérios, ou seja, o que fizermos com uma, fazemos com todas. Como nas últimas aldeias introduzimos o vídeo com todas as fotografias de cada aldeia publicadas nos diversos posts que lhes foram dedicados, coisa que não aconteceu nas primeiras aldeias, vamos agora e ainda dentro desta ronda, colmatar a ausência desse vídeo, apresentando-o a alternar com as aldeias ainda em falta. Assim regressamos de novo à letra A, com a aldeia da Abobeleira a perfilar-se como a primeira.

 

Estas publicações serão um complemento ao post anterior da aldeia e terá apenas uma fotografia de abertura com o topónimo da aldeia, seguida do respetivo vídeo.

   

Para o ver diretamente no youtube ou para partilhar, pode utilizar este link:

 

https://youtu.be/pW2IWyeHdQM

 

 

 

 

Fica também o link de alguns posts publicados neste blog dedicados à Abobeleira:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/278053.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/911074.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/abobeleira-e-a-matanca-do-porco-1312644

https://chaves.blogs.sapo.pt/339613.html

 

 

31
Ago19

Travancas - Chaves - Portugal

1600-travancas (11-13)

 

Seguindo a metodologia desta nova abordagem pelas aldeias de Chaves, a ordem alfabética, a seguir à Torre de Moreiras segue-se Travancas, é para lá que vamos hoje.

 

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Mais uma vez para terras altas de montanha, mas sem grandes vertentes inclinadas, pois na realidade estamos num planalto, o mais alto do concelho de Chaves, sendo Travancas e Fornelos as duas aldeias mais altas do concelho, acompanhadas de perto pela aldeia do Carregal e da Dorna, todas localizadas acima dos 900m de altitude.

 

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São apenas pormenores que têm a devida importância, pois são terras de invernos rigorosos onde o gelo e a neve são visitas habituais, mas também são terras de sol, principalmente quando ao nevoeiro lhe dá para recolher todo, apertadinho, ao vale de Chaves.

 

1600-travancas (233)

 

Mas o orgulho de Travancas é mesmo ser terra da batata, aliás dizem e anunciam-no a entrada da aldeia ser a Capital da Batata, e verdade se diga, é batata de qualidade que não me importava de ter à mesa em todas as refeições.

 

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Batata que vai alternado com o centeio,as duas principais culturas do planalto, mas também havendo lugar a outras culturas, principalmente hortícolas, estas mais juntas à aldeia e habitações, como convém, sem esquecer que também é terra de castanha, embora em menor escala que a sul do concelho. Por aqui, tal como já dissemos, é mais a batata que lhe dá fama.

 

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Travancas que foi sede de freguesia à qual pertenciam as aldeias de Argemil e São Cornélio e que com a reorganização administrativa do território das freguesias de 2013,  anexou também a freguesia de Roriz, sendo hoje União das Freguesias de Travancas e Roriz.  

 

1600-Travancas (200)

 

Travancas é também aldeia da raia, com a galiza ali ao lado, a apenas 1,5km de distância, sendo a aldeia galega mais próxima, a aldeia de Arzádegos, a 3,5 km.

 

1600-Travancas (128)

 

Ser aldeia da raia significa também que até à abolição das fronteiras foi também terra de guarda-fiscal e contrabandistas mas também de passagem de peles(1). Contrabandistas que embora não fizessem do contrabando a sua principal profissão, acabava por ser um complemento económico para as famílias que a ele se dedicavam, que tinham como único rendimento aquilo que a terra dava, sendo também uma forma de escoar aquilo que produziam nas próprias terras.

 

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Esta das peles é mencionada  por Miguel Torga no seu Diário:



Chaves, 18 de Setembro de 1964

 

Onde pode chegar o aviltamento humano!

— Entregas-me as peles em Mairos.

— A que horas?

— Às onze.

As peles eram emigrantes clandestinos.

 

Miguel Torga, in Diário X



1600-Travancas (107)

 

Digamos que a abolição das fronteiras foi uma má notícia para as aldeias da raia, pois ficaram sem mais uma fonte de rendimento sem em troca a abertura das fronteiras lhes trazer qualquer benesse, nem a de atravessar a fronteira livremente, pois era coisa que já o faziam antes da fronteira ser abolida, pois este circular da população entre aldeias vizinhas,  de um e outro lado da raia, no caso entre Travancas e Arzádegos, era conhecido e consentido pelas autoridades, mesmo algum contrabando menor para uso próprio da habitação ou agricultura, isto desde que fosse entre a população local, aliás os de fora, duvido que se atrevessem a tanto.

 

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Já com grandes quantidades de contrabando, aí a estória já era diferente, contrabando que em geral se fazia nos dois sentidos, levando fardos de material conforme as necessidades e os preços de ambos os lados da fronteira, que podiam ir desde os produtos agrícolas, a gado, ao café, bacalhau,azeite,  bananas, tabaco, tecidos, etc,  

 

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Estórias de andar na vida do trelo(2) para contar nestas terras da raia, também não faltam, começa a faltar é quem as conte, de ambos os lados, quer da fronteira quer dos intervenientes /Guarda-fiscal/contrabandistas), pois por parte da guarda-fiscal os postos de fronteira fecharam, rumando os guardas para outras paragens, acabando mesmo por esta força militarizada ser extinta, mas também, porque com a passagem do tempo e o abandono e o despovoamento das aldeias, só os mais idosos as poderão contar, até um dia…

 

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 E o que dizer sobre Travancas. Ora para nós, quando vamos para aquelas bandas, é quase ponto obrigatório de paragem no café do Sr. Gustavo, talvez o travanquense que, para além de alguns colegas de Liceu,  conheço há mais tempo naquela aldeia, tudo porque o Sr. Gustavo além do café, era taxista e Presidente da Junta e, em finais dos anos setenta, inícios de oitenta, aquando eu era monitor de futebol infantil da DGD(3) e organizava torneios de futebol de 7 para o concelho, o Sr. Gustavo nunca faltava com o sua equipa de Futebol de Travancas. Bons tempos do fomento do desporto infantil em que o Estado apostava na prática do desporto em todo o país e em todas as modalidades, financiando estes torneios e deslocações dos equipas participantes, saindo deles alguns atletas para a alta competição, tal como aconteceu em Chaves, pelo menos no atletismo.

 

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Pois parar no café do Sr. Gustavo, nos últimos anos já com o filho à frente do negócio, tornou-se um hábito sempre que vou para aquelas bandas e além delas, como é o caso de terras de S.Vicente da Raia.

 

1600-Travancas (47)

 

Também a viagem até Travancas é diferente, principalmente na primavera e verão, ali quando se entra no planalto, logo a seguir à Pedra da Bolideira, é um regalo olhar para os campos cultivados, cujo cultivo só termina (quase) onde os asfalto da estrada começa e sempre com a particularidade de haver por ali uma águia pousada nos fios elétricos junto à estrada. Pena que não se deixem fotografar.

 

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Mas também de inverno quando a neve ou as geadas cobrem de branco todo todo o horizonte,  o planalto ganha outro encanto, bem mais bonito de ser visto que vivido, a não ser desde dentro do calor das casas.

 

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Embora já fosse deixando ficar umas dicas quanto à localização de Travancas, para quem não conhecer e quiser visitar a aldeia, não há nada que enganar. Para lá é só tomar a  EN103 em direção a Vinhais/Bragança, passa-se Faiões, as 3 Assureiras, passa-se ao lado de Águas Frias e quando chegar ao alto da Bolideira deixa a EN103 e vira à esquerda. Logo a seguir pode fazer uma paragem e ir abanar a Pedra da Bolideira. Uma só pessoa chega para por umas toneladas valentes de rocha a abanar.

 

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Depois é retomar a estrada municipal, sempre em frente e logo a seguir entra no grande planalto para pouco depois a estrada bifurcar, onde estão duas placas com indicação de 15 aldeias, 8 seguindo a estrada da esquerda e 7 seguindo a da direita. Deve tomar a estrada do lado esquerdo conforme indicação da placa. Mais à frente, cerca de 2km, aparece-lhe um desvio para Roriz, ignore o desvio e siga em frente. Desde esse ponto já deve começar a avistar Travancas, pois fica apenas a 1,5 km deste desvio para Roriz.

 

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Quem me acompanha nestas andanças do blog ou mesmo no terreno, sabe que não gosto de regressar pelo mesmo caminho. Assim, no regresso a Chaves, devemos sair da aldeia por onde entramos, mas logo a seguir encontramos à direita um desvio para S.Cornélio. Nesta aldeia, há lá um local de onde se avista todo o vale de Chaves (ou quase), vale a pena parar, então se for por altura do pôr-so-sol, o espetáculo é garantido. Depois desce até Mairos, passando antes pela pequena albufeira. Após Mairos entra num outro planalto, intermédio entre o Vale de Chaves e o de Travancas. Depois de atravessar todo o planalto entra em Curral de Vacas, desce a Vila Verde da Raia e já toda a gente sabe onde está, mas no cruzamento, tome a estrada que tomar, vão todas dar a Chaves, uma via Stº Estêvão (a da esquerda), outra via Outeiro Seco (em frente) e outra pela auto estrada (à direita). 

 

1600-Travancas (7)

 

E para finalizar, tal como vem sendo hábito, fica um vídeo com todas as imagens publicadas aqui no blog até à presente data. Nele está também incluído um pequeno vídeo de uma procissão realizada em Travancas aí pelos finais dos anos 60 ou inícios dos anos 70, Uma relíquia que chegou até nós há uns anos por mãos de um travanquense. Vale a pena ver e recordar.     

 

1600-Travancas (6)

 

Para quem quiser partilhar ou ver o vídeo diretamente no youtube, basta seguir este link, caso contrário, para ver aqui no blog, o vídeo fica logo a seguir ao link:

 

https://youtu.be/gEX-jEAgkzQ

 

 

(1) - Espécie de nome de código dado nos anos 60/70 do século passado,  à passagem clandestina da fronteira por emigrantes com destino a países da Europa, principalmente França.

(2) - Andar no trelo,  o mesmo que andar no contrabando.

(3) - DGD - Direção Geral de Desportos

 

24
Ago19

Torre de Moreiras - Chaves - Portugal

1600-torre-moreiras (79)

 

Depois da Torre de Ervededo, vamos até à segunda Torre do concelho de Chaves, vamos até Torre de Moreiras, pertencente à freguesia de Moreiras, conjuntamente com a própria aldeia de Moreiras, France e Almorfe.

 

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É uma das aldeias de montanha cujo acesso se faz pela estrada municipal 314. Aldeia de montanha, aparentemente lá para os confins da serra e embora a freguesia até faça fronteira com o concelho de Valpaços (apenas num niquinho) está também, apenas, a 16 km da cidade de Chaves.

 

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Aldeia de montanha que para se visitar temos forçosamente que ir propositadamente até ela, quero com isto dizer que é uma aldeia de fim de estrada, pela qual não se passa para ir até outras aldeias. Aliás, à exceção de  France, por onde todos têm de passar para ir para vários destinos, pois é atravessada pela M 314, as restantes aldeias da freguesia são de fim de estrada.

 

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O mesmo se passando com a sede de freguesia, Moreiras, que embora dê passagem para a Torre de Moreiras, apenas distam 200m uma da outra. Contudo estamos a falar de distâncias muito pequenas, pois de Almorfe à M314 são cerca de 600m e de Moreiras à mesma M314 são cerca de 1,1km. Seja como for, temos de sair da estrada principal para as conhecermos, e vale a pena sair da estrada, principalmente por este conjunto de Moreiras e Torre de Moreiras.

 

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Torre de Moreiras e restante freguesia toda ela localizada nas terras altas da Serra do Brunheiro, entre os 800 e 900 metros de altitude, com invernos rigorosos e sempre num completo contraste climatérico com a veiga de Chaves, principalmente em termos de nevoeiros, ou seja, quando a veiga está mergulhada em nevoeiro, estas terras altas gozam de um sol de fazer inveja, já o contrário também é verdade, pois quando o nevoeiro deixa o vale e sobe as encostas da Serra do Brunheiro, estaciona no seu planalto e fica por lá até que desce novamente ao vale. Um fenómeno engraçado de observar, mas que tem menos graça quando estamos mergulhados nesse nevoeiro, principalmente pelo frio húmido que se entranha nos corpos até aos ossos, daquele frio mesmo frio que se sente mais frio do que aquilo que na realidade é. Quem costuma andar mergulhado neste nevoeiro, sabe do que estou a falar.

 

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Nevoeiro frio que chega a doer, mas que tem tanto de rigor como de mistério e encanto, aliás, eu costumo dizer que parte do sangue que corre nas veias dos flavienses é feito de nevoeiro.   

 

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Quanto à Torre de Moreiras, embora tenha todas as características de uma aldeia, por tão próxima que está de Moreiras, mais parece um bairro da sede de freguesia, e afinal de contas é a Torre de Moreiras. Mas o contrário também poderia ser verdade, pois as dimensões da aldeia da Torre de Moreiras é idêntica ou até maior que Moreiras, embora historicamente falando, principalmente em termos de Igreja (instituição) e época medieval, Moreiras marque mais pontos.

 

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De facto, e segundo reza a história e Arquivo Distrital de Vila Real:

 

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A freguesia de Moreiras foi reitoria da apresentação da Casa de Bragança, e comenda da Ordem de Cristo, da Casa de Cadaval, no termo de Chaves. 

Pertenceu à arquidiocese de Braga até à criação da diocese de Vila Real. 

Encontra-se eclesiasticamente anexa à freguesia de Santa Leocádia. A paróquia de Anelhe foi anexa à de Moreiras. 

 

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E continua:


Vilarinho das Paranheiras surge como paróquia independente a partir da desagregação da vasta paróquia medieval de Santa Maria de Moreiras. 

Freguesia do concelho de Chaves composta pelos lugares de Almorfe, France, Moreiras e Torre. 

A paróquia de Moreiras pertence ao arciprestado de Chaves e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santa Maria 

 

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Quanto às imagens que hoje vos deixo são as resultantes das 3 visitas que fiz à aldeia, a primeira em 2006, a segunda em 2007  e a última vez em 2013, sendo 2006 a primeira vez que fui à aldeia, embora já a conhecesse as suas vistas desde Moreiras, pois a esta última a primeira vez que lá fui já foi há mais de trinta anos, mas só mesmo em 2006 é que fiquei a saber que a Torre de Moreiras era uma aldeia à parte de Moreiras.

 

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Assim, é natural que as fotografias já não estejam muito atualizadas, pois a maioria já têm pelo menos 12 ou 13 anos, já pode haver algumas diferenças, é que o tempo não é igual em todas as épocas, principalmente o desta nova época que atravessamos em que o despovoamento rural foi acelerado tragicamente. Daqui a 20 ou menos anos, veremos como estará a nosso mundo rural.

 

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E vai sendo tudo. Ficam algumas imagens que escaparam às anteriores seleções de publicações neste blog e aquele que já vai sendo habitual nos posts das aldeias, um pequeno vídeo com todas as imagens que até hoje foram publicadas sobre a aldeia.

 

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Para a próxima semana, se tudo correr bem, cá estarei de novo com mais uma adeia do concelho de Chaves, que pela ordem alfabética que temos seguido nesta ronda, será a aldeia de  Travancas, ou seja, continuaremos a andar por terras altas da montanha, terras da melhor batata que acompanha sempre as melhores iguarias que chegam às nossas mesas.

 

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Fica então o vídeo e o link direto para o youtube ou partilhas

 

https://youtu.be/SPe8tQrfs-I

 

 

 

Consultas:

https://digitarq.advrl.arquivos.pt/details?id=1043896 em 24-08-2019

 

11
Ago19

Torre de Ervededo - Chaves - Portugal

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Depois de terem passado por aqui todas as aldeias de Chaves com início na letra S, passamos à letra T, sendo a primeira com esta inicial a Torre de Ervededo, e aqui o apelido, que é da freguesia, faz todo sentido, pois existe uma outra aldeia no concelho de Chaves com o mesmo topónimo, a Torre de Moreiras. Mas hoje vamos ficar apenas pela Torre de Ervededo, a de Moreiras fica para a próxima semana.

 

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Torre de Ervededo em que Ervededo é o nome da freguesia sem, contudo, ser uma aldeia, ou seja, à freguesia de Ervededo, pertencem as aldeias do Couto, da Agrela e da Torre.

 

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Torre de Ervededo que às vezes também é grafada com o topónimo de Torre do Couto, porque de facto Ervededo também foi um Couto, Vila e Sede de Concelho, reivindicando a aldeia da Torre essa mesma sede de Concelho, apontando mesmo como sede um edifício existente, com torre sineira, no largo da fonte, belíssima por sinal.

 

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No Aquivo Distrital de Vila Real tivemos acesso à seguinte informação:

HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR

Ervededo foi reitoria da apresentação da mitra de Braga, a cuja arquidiocese pertenceu até à criação da diocese de Vila Real. 

Ervededo foi vila e couto, recebendo foral do arcebispo de Braga, D. Silvestre Godinho, a 11 de Janeiro 1233. 

Foi sede de concelho próprio até 31 de Dezembro de 1853, data em que passou a pertencer ao concelho de Chaves. 

A freguesia é composta pelos lugares de Agrela, Couto de Ervededo e Torre do Couto. 

A paróquia de Ervededo pertence ao arciprestado de Chaves e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é São Martinho.

 

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Sabemos que alguns historiadores e autores locais se têm debruçado sobre este tema do Concelho de Ervededo, mas sinceramente, da nossa parte, ainda não arranjamos tempo para estudar este tema..

 

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No entanto, a respeito de uma obra recente sobre o tema, intitulada “A Vila da Torre e o Concelho de Ervededo, de autoria de Alípio Martins Afonso, o Diário Atual, na notícia de lançamento desta obra referia:

 

“Lembra-se que o Concelho de Ervededo de 1836 a 1854 englobou as freguesias de Ervededo, Bustelo, Calvão, Seara Velha, Vilarelho da Raia, Vilela Seca e Soutelinho da Raia."

 

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Talvez um dia voltemos a este assunto da “Vila da Torre” do “Concelho de Ervededo” que da minha parte incluo também em território do Barroso, isto a acreditar em ditos populares dos da margem esquerda do Rio Tâmega. Mas isso é também outro assunto e hoje o que interessa é a atual aldeia da Torre de Ervededo ou Torre do Couto.

 

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Pois quanto a aldeia, é uma aldeia de dimensões considerável, desenvolvendo-se ao longo de uma rua principal com cerca de 1,2 km, mas onde se distinguem notoriamente dois núcleos principais aos quais está associado também um largo.

 

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Referia-me atrás aos largos da Igreja e Cruzeiro e um segundo largo onde está o tal edifício com torre sineira, apontado como desse do antigo concelho, que tem também a já mencionada fonte. No largo da igreja, também existe uma fonte de mergulho, com data inscrita de 1838, seguindo as características que lhes são habituais na região, de construção totalmente em pedra, uma espécie de cubo de granito tendo numa das faces uma abertura que remata num arco perfeito, e a fonte (água) propriamente dita abaixo do nível do pavimento.

 

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É uma aldeia com um misto de casario, algum mais nobre, outro nem tanto, mas sem nenhum atingir o casario senhorial ou solarengo. Contudo é interessante, ,mantendo a sua integridade inicial de aldeia tipicamente transmontana, onde a pedra (granito de pedra solta, com junta seca e algum perpianho), o ferro e a madeira dominam.

 

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Curiosamente em algumas construções,  ainda se mantêm as cores que fizeram tradição durante muitos anos do século passado, em caixilharias e gradeamentos de ferro ou madeira, refiro-me ao verde garrafa e vermelho sangue de boi da tinta de esmalte.

 

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Há no entanto uma característica nesta aldeia que não costuma ser habitual nas aldeias transmontanas, a de serem implantadas em terras inclinadas das faldas da montanha para deixarem os terrenos planos livres para cultivo. Aqui, a aldeia está implantada numa espécie de vale, rodeada de montanhas. Uma pequena exceção, entre os tais dois núcleos já mencionados, onde aí sim, o terreno é levemente inclinado com pendentes para uma linha de água que separa os dois núcleos.

 

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De resto, sem dúvidas algumas que a Torre é uma aldeia de visita obrigatória, ainda com muita gente na rua e espirito associativo que deu origem a uma banda de música, que é hábito vê-la a atuar quer na cidade de Chaves quer a abrilhantar arraiais em aldeias da região.

 

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De visita obrigatória onde para além de se poder apreciar todo o conjunto e pormenores de casario, se podem destacar os dois largos principais, o da Igreja e Cruzeiro, mais amplo, logo à entrada da aldeia, e o outro largo, mais intimista por ser mais pequeno onde se destacam a casa com torre sineira (apontada como sede do antigo concelho) e a fonte/tanque.

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Que mais há a dizer sobre aldeia!? Pois haveria muito mais a dizer, mas algumas coisas já as fomos dizendo em posts anteriores e outras ficaram para uma próxima oportunidade. Para hoje ficam algumas imagens que não couberam nas anteriores seleções.

 

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E para finalizar fica também um vídeo com todas as imagens, ou quase todas, que foram publicadas no blog até à presente data. E digo quase todas, porque sendo todas elas já da era digital, algumas dou-as como perdidas por terem sido vítimas de acidentes informáticos, que embora já tivesse o cuidado de ter uma cópia, foram vítimas de quase em simultâneo um disco ter avariado e outro perdido. Dentro do azar do acontecimento, alguma sorte por ter conseguido recuperar grande parte das fotos do disco avariado, mas não todas.

 

1600-torre (141)

 

Mas como se costuma dizer, há males que vêm por bem, e a partir desse acidente/incidente, passei a ter mais uma cópia, para além de dar graças aio Flickr por nele ter armazenadas a maioria das fotos publicadas. Já agora, se quiser ver outras fotos do concelho de Chaves entre outras, passe pelo flickr onde já estão, neste momento,  14.013 fotos alojadas. Basta seguir este link: https://www.flickr.com/photos/fer-ribeiro/ ou na barra superior do blog carregar no menu “Fotografias”.

 

1600-torre (145)-1

 

E agora é mesmo tudo, só resta mesmo deixar o vídeo com todas as fotos e o link direto para o youTube que serve também para link de partilha, caso as queram partilhar.

 

https://youtu.be/FdzFlM6Vz_I

 

 

Webgrafia consultada:

 

https://digitarq.advrl.arquivos.pt/details?id=1043199 - em 10/08/19

https://diarioatual.com/apresentacao-do-livro-a-vila-da-torre-e-o-concelho-de-ervededo-na-biblioteca-de-chaves/ - em 10/08/19

 

04
Ago19

Souto Velho - Chaves - Portugal

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Hoje chegou a vez de termos por aqui Souto Velho, uma das aldeias da margem direita do Rio Tâmega que lhe está bem próximo.

 

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Trata-se de uma pequena aldeia localizada junto à “Praia de Vidago”, mas também no limite do Concelho de Chaves, com o Concelho de Boticas a penas 700 m e a aldeia botiquense de Valdegas a cerca de 2 km, no entanto a suas vizinha mais próximas são as aldeias de Anelhe e Vilarinho das Paranheiras, esta última na outra margem do rio, mas com um pontão de lajes de granito que as liga.

 

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Conta a lenda e a tradição que o grande senhor destas terras, de uma e outra margem do rio, foi D. Fernão Gralho, o mítico marido da não menos lendária Maria Mantela. A casa que a lenda lhes atribui é um belo casarão em granito situado na entrada do núcleo antigo da aldeia, de uma arquitetura bem interessante que se destaca ao longe, na sua altaneira posição, adornada com um elegante e também altaneiro canastro (ou espigueiro se preferirem).

 

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Como, pelo menos, já deixei aqui a Lenda de Maria Mantela ou Lenda dos Gralhos, desta vez deixo apenas aqui o link para ela:  https://chaves.blogs.sapo.pt/159092.html

 

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Desta vez, mais que a lenda que é mais ou menos conhecida por todos os flavienses, interessei-me mais por saber quem era Fernão Gralho e meti-me na grande confusão da família Gralho.

 

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Ora segundo a genealogia a família Gralho, ela será originária do Alentejo, no entanto os estudiosos desta família,  encontram-na um pouco espalhada aqui pela região mais próxima, principalmente em Valpaços (Alhariz, Stª Maria de Émeres, Rendufe, Água Revés, Possacos, Serapicos), mas também aos do concelho de Chaves, um pouco ligados à lenda, como por exemplo no Carregal, Stª Leocádia e Souto Velho.

 

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Nestas estórias dos Gralhos, há casamentos com muitos filhos, daí ser natural que eles (Gralhos) se fossem espalhando um pouco pela região, falta saber, pois não é muito conclusivo,  qual a origem e a partir de onde é que os gralhos se começam a dispersar.

 

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Para além destes Gralhos aqui das redondezas, há relatos de outros Gralhos ou talvez dos mesmos, terem existido na zona de Aveiro e Alentejo, no entanto estes Gralhos do Sul, parecem ser posteriores aos nossos Gralhos do Norte, pois os relatos que vi dos Gralhos do Sul, são de mil oitocentos e tal, a os do Norte, já eram relatos em lenda (dos Gralhos ou Maria Mantela) no ano de 1634 por D. Rodrigo da Cunha, Arcebispo de Braga e primaz das Espanhas que depois foi nomeado Arcebispo de Lisboa.

 

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Ainda a respeito desta lenda da Maria Mantela, como há dias aqui relatei a respeito da aldeia de Santa Marinha,   há muito semelhança com a estória da Santa Marinha, virgem e mártir. Diz a tradição que tinha oito irmãs gémeas: Basília; Eufémia; Genebra; Liberata (também conhecida como Vilgeforte); Marciana; Quitéria e Vitória. A lenda atribui-lhes a naturalidade na cidade de Braga, no ano 120. Seriam filhas de um casal de pagãos, Calcia e de um oficial romano, Lúcio Caio Atílio Severo, régulo de Braga, o qual, quando elas nasceram, estaria ausente da cidade. Entretanto, na cidade, não se acreditava que as gémeas pudessem ser filhas do mesmo pai. O acontecimento causou enorme embaraço à mãe que, teria encarregado a parteira Cita, de as afogar. Em vez disso a mulher, que era cristã, levou-as ao Arcebispo Santo Ovídio, para que as batizasse e lhes desse destino. Foram então entregues a amas cristãs, crescendo e vivendo perto umas das outras, até aos 10 anos de idade.  Sobre o assunto, ver mais aqui: https://chaves.blogs.sapo.pt/santa-marinha-chaves-portugal-1846275

 

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Entre estas duas estórias, dos Gralhos e de Santa Marinha, há pelo menos 1400 anos de distância, pois a de Santa Marinha conta-se no ano 200 DC e a dos Gralhos é dos anos 1600. Apenas uma curiosidade dadas as semelhanças das estórias de ambos.

 

Para terminar, tal como já é habitual, ficamos com um vídeo com todas as fotos publicadas neste blog sobre a aldeia de Souto Velho.

 

Link direto para ver  you tube: https://youtu.be/LKRMboLEba4

 

 

 

 

 

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