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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

17
Mai21

O Barroso aqui tão perto - Veral

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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VERAL - BOTICAS

 

Nestas andanças pelo concelho de Boticas, hoje vamos até Veral, a última aldeia que trazemos aqui da União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega.

 

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Iniciemos já pela localização e itinerário para chegar até Veral. O ponto de partida é a partida da cidade de Chaves com partida e para o Concelho de Boticas, para a maioria das freguesias, e esta não é exceção, a melhor estrada é a de Braga (N103), até Sapiãos, aí deixamos a N103 e rumamos até Boticas, aí tomamos a direção de Ribeira de Pena apanhando a R311 até a Carreira da Lebre, onde, na rotunda devemos saír em direção a Ribeira de Pena, pela N312, onde passados cerca de 14Km encontraremos, à esquerda, a saída para Veral, ao todo, entre Chaves e Veral, são 41,1Km. Mas fica o itinerário em mapa, para melhor localização.

 

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Veral fica no limite do concelho de Boticas, a confrontar com o concelho de Ribeira de Pena, a Sul e com o concelho de Vila Pouca, a nascente, neste a linha divisória dos dois concelhos é o Rio Tâmega, que fica a cerca de 500 de Veral.

 

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Embora cada aldeia tenha as suas singularidades, também as há que partilham algumas identidades, no caso Mosteirão e Fiães do Rio partilham a sua condição em relação à proximidade do Rio Tâmega e as mesmas vistas, e até a forma como povoaram a encosta, dispondo as suas construções em anfiteatro.

 

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Quanto à aldeia, tem um capela, de vocação a S.Martinho, o orago da aldeia, localizada sensivelmente a meio do anfiteatro composto pelas construção da aldeia, com a particularidade de ter a torre sineira separada da capela, o que torna a capela muito mais interessante.

 

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Como pontos de interesse, tem ainda a ponte de arame sobre o rio Tâmega que liga a aldeia de Veral a aldeia de Monteiros, esta de Vila Pouca de Aguiar. Ponte de arame que infelizmente, este ponto de interesse turístico, irá ficar submersa com a barragem em construção no rio Tâmega. Infelizmente, também,  não temos imagens desta ponte.

 

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 A respeito da água que serve estas povoações, vamos transcrever alguns parágrafos do que se diz na monografia de Boticas “PRESERVAÇÃO DOS HÁBITOS COMUNITÁRIOS NAS ALDEIAS DO CONCELHO DE BOTICAS”

 

As aldeias de Bobadela e Fiães do Tâmega, que partilhavam água com as aldeias vizinhas (Nogueira e Veral), recorrendo a determinadas estratégias, conseguiram ficar na posse dela. Na freguesia de Bobadela, ficou na memória dos aldeãos a história do “Santo Ladrão”.

 

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Conta a história que, há muitos anos atrás, no tempo dos antigos, Bobadela e Nogueira dividiam entre si uma água que vinha da Serra do Leiranco. Os de Bobadela achavam que aquela água lhes pertencia por direito e que não tinham que partilhá-la com os de Nogueira, pois estes já tinham muita água, doutras nascentes dessa Serra.

 

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Assim, arranjaram um estratagema para ficarem com a água toda, sem que os de Nogueira pudessem contestar tal apropriação. Um dia, juntaram-se as pessoas de ambas as aldeias, dirigiram-se à Serra, ao tornadouro de divisão das águas e combinaram deitar metade da água para Bobadela e a outra metade para Nogueira. A aldeia onde a água chegasse primeiro, ficava com ela. O sinal da chegada da água era o toque do sino da capela, em Nogueira, ou da capela de S. Lourenço, em Bobadela. Ora, os moradores de Bobadela, já com ela fisgada, ainda a água vinha longe, já eles estavam a tocar o sino. Os de Nogueira aceitaram a sentença, mas, convencidos que tinha havido batota, passaram a chamar-lhe o Santo Ladrão.

 

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Em Fiães do Tâmega, a água da Poças das Breiras era pertença comum dos habitantes de Fiães do Tâmega e Veral. Reza a história que, estes tentaram apropriar-se da água, mas os de Fiães do Tâmega foram mais rápidos. Numa noite, juntaram-se todos e fizeram um rego pela serra abaixo. Botaram a água para Fiães e fizeram um rol da água para que os moradores de Veral não a pudessem reclamar

 

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E com esta nos vamos até ao vídeo, com todas as imagens hoje aqui publicadas. Espero que gostem. Mas antes, avisar que o próximo post de “O Barroso aqui tão perto”, será os post resumo da União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, onde termos oportunidade de mais uma vez abordarmos esta aldeia de Veral.

 

Aqui fica o vídeo:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Boa semana!

 

 

09
Mai21

O Barroso aqui tão perto - Secerigo

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Secerigo - Boticas

 

Nesta descoberta do Barroso do concelho de Boticas, temos andado pela União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, hoje continuamos na mesma freguesia, para irmos até à sua penúltima aldeia, isto porque temos seguido a ordem alfabética, tocando hoje a vez a Secerigo.

 

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Apenas para fazer o ponto da situação e saberem por onde temos andado, esta freguesia é composta por 7 aldeias, a saber, Antigo de Curros, Codessoso, Curros, Fiães do Tâmega, Mosteirão, Secerigo e Veral.

 

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Esta freguesia fica “entalada” entre os Tâmega e o Beça, e se nas últimas semanas andávamos próximos do rio Tâmega, hoje vamos para as proximidades do rio Beça, pois Secerigo fica na sua margem esquerda, a apenas 400m.

 

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Quando começámos a abordar o Barroso neste blog, partimos do princípio pré-definido da existência do Alto e Baixo Barroso. Tivemos oportunidade de dizer aqui, que quando iniciámos esta rúbrica, o nosso Barroso conhecido era,  na prática, apenas entre Chaves e Montalegre e Boticas, a partir de aí, apenas tínhamos feito umas visitas a Torém, Pitões das Júnias (no concelho de Montalegre) e as voltas do S. Sebastão, no concelho de Boticas, ou sejam as aldeias de Vila Grande (Dornelas) Vilarinho Seco e Alturas do Barroso, ou seja, segundo as definições, apenas conhecíamos o Alto-Barroso, de terras altas, frias e agrestes. O Baixo-Barroso, era assim, também para nós desconhecido.

 

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Com a descoberta desse Baixo-Barroso, começámos a notar que, se a definição do Alto-Barroso se identificava com o Barroso que até aí tínhamos conhecido, a do Baixo-Barroso nem por isso, ou então, poderíamos dizer que enquanto o Alto-Barroso é uniforme nas suas principais características, o Baixo-Barroso não o é. Mas quem sou eu para por em causa aquilo que oficiosamente é aceite? No entanto tenho direito à minha opinião, e o meu Barroso é feito por outras divisões, que tem tudo a ver com aquilo que lhes dá as singularidades de o tornar diferente, ou seja, aquelas que a natureza define, limita, condiciona, etc. ou seja, as montanhas, os rios, os planaltos e os vales.

 

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Assim, poder-vos-ia falar por um lado, no que toca a montanhas, no Barroso do Larouco, do Gerês, da Cabreira, do Leiranco e do Barroso da Serra do Barroso, em que esta última, ocupa o centro do Barroso. Quanto aos rios, ficaria apenas pelo rio Cávado e Tâmega, quando muito, talvez também o Rabagão, em que este último, serve também como um dos limites do Barroso, sendo os outros, as serras do Larouco, do Gerês e a Serra da Cabreira. Tudo isto para vos dizer, que toda esta freguesia da União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, para mim, fica no Barroso do Tâmega, com um clima mais moderado e que abrange além desta freguesia, todas as outras freguesias que ficam na margem esquerda do Rio Beça, as da margem direita do rio Tâmega e a nascente da serra do Leiranco, incluindo, claro, a Vila de Boticas. Mas repito, este é o meu Barroso, ou a forma como eu o vejo. Daí, Secerigo estar também neste barroso.

 

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E como vamos até Secerigo? Ora, pelas estradas do costume, e por onde é mais habitual ir até ao Barroso do Concelho de Boticas, ou seja, pela N103 até Sapiãos, e depois passagem por Boticas, subida pela R311 até a Carreira da Lebre onde se abandona a R311 em direção a Ribeira de Pena, depois passagem pela aldeia de Codessoso e logo a seguir é Secerigo. Ao todo, desde o nosso ponto de partida, como sempre a cidade de Chaves, até Secerigo, são 30,8Km. Mas fica o mapa de apoio com o itinerário, que ainda não é o nosso porque ainda não resolvemos os nossos problemas para ter acesso a ele.

 

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Mas atenção, se por algum acaso, para este passeio, tem de utilizar a autoestrada (A24), não precisa de ir até à cidade de Chaves, pois pode sair no nó de Vidago e logo a seguir apanhar a N311 ou sair no nó de Curalha e logo a seguir apanhar a E103 em direção a Braga, ou seja, fazer apenas parte do percurso que deixámos no mapa.

 

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Quanto a Secerigo, foi uma aldeia agradável de descobrir, com um tipo de povoamento não muito concentrado, mais a definir-se junto a um arruamento principal, quer no seu povoamento mais antigo, quer no mais recente, localizada 760m de altitude, num pequeno planalto que tem início na Carreira da Lebre, que aqui em Secerigo, por se encontrar entre montanhas, ganha característica de vale, mas superior em relação à vizinhança do Rio Beça, visto que este passa ao lado de Secerigo a uma cota de 690m.

 

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Por outro lado, embora ainda dentro daquele Barroso do Tâmega e suas influências, já está na zona de transição para o Barroso da Serra do Barroso, naturalmente mais frio que as anteriores populações que abordámos, mas em tudo o restante, idêntico à restante freguesia.

 

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Resumindo, Secerigo é também uma aldeia de visita obrigatória, gostámos em particular da sua capela, de S.Frutuoso, com celebração/festa em 16 de abril, das suas construções tipicamente transmontanas/barrosãs, construídas com pedra solta à vista, da vida que ainda há nas ruas, e embora seja de estranhar, não estranhe se em algumas fotos vê algumas alusões ao dia das bruxas “Alloween” com cabaças iluminadas, pois andámos por lá em recolha de imagens num dia 1 de novembro, modernices que até são engraçadas, mas que não têm tradição na região nem abalam o dia de Todos os Santos, nem o do Fiéis Defuntos, que embora celebrado no dia 2 de novembro, muitos por antecipação o celebram também no dia 1. Quanto às cabaças, tinha melhor fim se tivessem feito compotas com elas, essas sim, são bem tradicionais e para mim, das melhores compotas que há, as caseiras, claro.

 

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E agora sim só nos resta o vídeo com todas as imagens da aldeia de SECERIGO que foram publicadas hoje neste post. Espero que gostem,

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de BOTICAS, despedimo-nos até ào próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Veral.

 

 

07
Mai21

O Barroso aqui tão perto - Sabuzedo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Sabuzedo - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SABUZEDO, concelho de Montalegre.

 

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Sabuzedo é uma das aldeias mais próximas de Montalegre (a cerca de 5Km), e aparentemente, parece ficar em direção a Poente, mas é pura ilusão, pois fica mais a Norte. Se medirmos num mapa, em linha reta, está a apenas 2,5km da fronteira com a Galiza e a cerca de 8Km das antigas aldeias do Couto Misto, quase à mesma distância (8Km) de Tourém e Pitões das Júnias, mas na realidade, entre Sabuzedo e todas estas aldeias, existe uma barreira chamada montanhas, que é preciso contornar com estradas para se chegar até elas, e aí, os 8Km passam a 30Km ou mais. Ou seja, os seus vizinhos mais próximos, acabam por ser relativamente distantes, exceção para aqueles que estão para cá das montanhas, na mesma condição geográfica, como Montalegre, Donões e Mourilhe. Fica apenas esta coisa curiosa de proximidades distantes, pois o resto, sobre a aldeia, já o fomos dizendo no post que em tempo lhe dedicámos, com link no final deste post.

 

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Hoje estamos pelo vídeo que não teve no seu post completo, com todas as imagens desse post e mais algumas que agora aqui deixamos, imagens que escaparam à anterior seleção. Vamos então ao vídeo, que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SABUZEDO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sabuzedo-1652236

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Sacoselo.

 

 

30
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Reigoso C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Reigoso - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de REIGOSO, concelho de Montalegre.

 

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Como o que tínhamos a dizer sobre a aldeia já o dissemos em tempo no post que lhe dedicámos (com link no final), hoje apenas deixamos mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção, e igualmente dignas de ficarem aqui

 

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Vamos então ao vídeo, com as imagens de hoje e do post completo que lhe dedicámos. Relembramos que também pode ver este e outros vídeos de aldeias do Barroso no nosso canal do YouTube   no  MEO KANAL Nº 895 607. Espero que gostem do vídeo.

Aqui fica:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de REIGOSO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reigoso-1633272

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Sabuzedo.

 

 

11
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Fiães do Tâmega

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Fiães do Tâmega - Boticas

 

Continuamos na união de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, precisamente nesta última aldeia, Fiães do Tâmega  que, como se poderá deduzir pelo seu topónimo, é uma aldeia das proximidades do Rio Tâmega e daí, no limite do concelho de Boticas.

 

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Vamos então até Fiães do Tâmega, como sempre a partida da cidade de Chaves e quase pelo caminho do costume, à exceção da Carreira da Lebre, que desta vez não temos necessidade de passar por lá, pois a partir de Boticas temos uma estrada municipal que nos leva até Fiães se necessidade de utilizar a R311.

 

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Estrada municipal que deveremos apanhar na segunda rotunda da vila de Boticas, na mesma rotunda que recebe a R311 vinda de Vidago, ou seja, apena atravessamos aR314 para apanhar a municipal que serve também as aldeias de Mosteirão e Veral, depois com saída para a R312 que liga a Ribeira de Pena.

 

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Mais uma aldeia que nos surpreendeu pela positiva, com muita vida nas ruas e a paisagem um pouco diferente daquilo que é habitual no Barroso, e assim tem de ser, pois Fiães não só está no limite do concelho mas também no limite do Barroso, sendo o Rio Tâmega o limite natural das terras barrosãs.

 

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E como no caderno da “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas” está quase tudo que queríamos dizer sobre Fiães, passemos já à transcrição de algumas partes desse caderno. Desde já se avisa que a realidade atual pode não coincidir com aquela que é descrita no caderno, pois o mesmo foi publicado em maio de 2006, e desde aí, algumas coisas se alteraram.

 

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Vamos então ao que consta no caderno da  “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”

 

A freguesia de Fiães do Tâmega situa-se na extremidade mais a sul do concelho de Boticas, zona mais quente com temperaturas amenas, mais parecidas com as de Ribeira de Pena do que com as de Barroso. Confronta a Norte com a freguesia de Curros, a Este com Bragado, do concelho de Vila Pouca de Aguiar, a Sul com Parada de Monteiros, do concelho de Vila Pouca de Aguiar, e a Oeste com Canedo, do concelho de Ribeira de Pena.

 

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Distando da sede do concelho aproximadamente 13 km, o acesso viário faz-se seguindo pelo CM 1050 ate Fiães do Tâmega, ou, em alternativa, segue­ se pela ER 311, apanha-se a EM 312, vira-se na indicação Veral e segue-se pelo CM 1050.

 

Esta freguesia e constituída par duas aldeias: Fiães do Tâmega, sede de freguesia, e Veral, localizadas na encosta da Serra de Santa Comba. Ocupa, em termos territoriais, 14,5 km2.

O desenvolvimento da população desta freguesia de Fiães do Tâmega acompanha o movimento demográfico que caracteriza toda a região de montanha no Norte de Portugal, tipificada por uma diminuição progressiva da população, com uma pirâmide etária invertida, onde os grupos etários mais baixos são diminutos e a população envelhecida aumenta.

 

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E, desde sempre, uma das menos povoadas freguesias do concelho, sendo que actualmente tem aproximadamente 167 residentes. Se até aos anos 70 a sua população registou um pequeno crescimento, a partir dessa década a tendência passou a ser inversa e a semelhança do que se verifica na generalidade das freguesias do concelho, perdeu muita da sua população residente nos ultimas 30 anos, mais de 47%. Este fenómeno e em parte explicado pela intensificação dos fluxos migratórios que se registaram a partir da década de 70, nomeadamente para Franca e Estados Unidos da América.

 

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A este fenómeno alia-se o gradual envelhecimento da  população, apresentando uma grande tendência para o envelhecimento, sendo que 67% dos 167 residentes têm idade superior a 25 anos. Os níveis de alfabetização desta população residente são baixos, acompanhando o seu nível de envelhecimento, destacando-se o numero elevado de pessoas sem nenhuma qualificação académica. Esta situação excepcional e suportada pelo elevado numero de idosos, alguns deles regressados da emigração em situação de aposentados.

 

Relativamente à àrea de actividade económica, a maior parte da população dedica-se à agricultura e à pecuária, seguindo as caminhos ancestrais da freguesia, visando apenas a subsistência.

 

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Assim, algumas famílias continuam a actividade tradicional de criação de gado e produção de batata e milho. São os produtos que melhor se desenvolvem e produzem nesta região de Barroso, com elevados níveis de qualidade e sabor. Por se encontrar numa zona localizada a médias altitudes, mais quente e com menores amplitudes térmicas do que as que se registram nas zonas mais altas do concelho, nas aldeias desta freguesia também se colhe vinho. Também a produção artesanal de mel esta hoje em vias de desenvolvimento, funcionando como complementaridade no rendimento das famílias. Parte da população trabalha na construção civil e na área da industria e em empresas do concelho (Aguas de Carvalhelhos, Euronete, etc).

 

No que se refere a sociedade esta comunidade caracteriza-se pela existência de famílias de lavradores e pequenos proprietários de terras onde se desenvolve a actividade agrícola e pecuária. É uma sociedade homogénea com alguns quadros médios que se dedicam a actividade comercial e desenvolvem actividade no ensino e na vida administrativa nas terras vizinhas designadamente na sede do concelho.

 

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Em Fiães do Tâmega existe um café, com mercearia, e em Veral uma taberna, também com uma pequena mercearia. Nas horas de ócio e sempre que o tempo o permite, as pessoas ainda têm a hábito de se reunirem a conversar nas principais ruas das aldeias ou sentadas nas escadarias das casas dos vizinhos.

 

MARCAS DO SEU PASSADO

Embora o desejo de todos os habitantes de uma terra seja saber como e quando ela nasceu, a resposta não é fácil de esclarecer. Excluindo uma ou outra que vem identificada nos documentos antigos, a maioria das aldeias têm origem desconhecida no tempo e por razões variadas. Umas com história mais antiga, outras de origem mais re­cente, sabe-se que a maioria destas aldeias foram formadas a partir do agrupamento de famílias unidas par laços de parentesco ou afinidades económicas e profissionais que se organizaram em comunidade.

 

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Os inúmeros vestígios histórico-arqueológicos informam-nos da passagem e até actividade e fixação de povos antigos designadamente os povos árabes, visigodos, suévicos e romanos.

 

Muitas das aldeias de Barroso têm a sua origem histórica no movimento de reconquista e povoamento do território iniciado com a formação do Reino de Portugal, em 1143, e posterior fixarão de uma ou mais famílias de povoadores Teve particular desenvolvimento a partir dos finais do seculo XIII. Estes povoadores eram atraídos por contratos de aforamento cujos termos eram favoráveis a sua fixação, traduzidos em pagamentos de foros de valor acessível. Estes contratos são conhecidos como o processo de enfiteuse ou aforamento e eram promovidos indistintamente pela Coroa e/ou pelas Casas Nobres e Senhorios Eclesiásticos.

 

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São conhecidos alguns contratos de aforamento para as terras de Barroso, o que nos permite pensar que a grande maioria das suas aldeias e povoados tiveram origem neste modo de povoamento.

 

Os casais eram bens aforados, com maior au menor dimensão, a uma ou várias famílias dando lugar a formação de aldeias. Os foreiros tinham como obrigação trabalhar a terra e pô-la a produzir, ficando senhores dela e pagando um foro que estava consignado no contrato, mui­ tas vezes traduzido em bens de consumo produzidos no próprio casal, como centeio e/ou partes de criação.

 

Fiães do Tâmega e certamente uma das aldeias que se integra neste movimento povoador.

Desde sempre fez parte do território da paróquia de Curros. Em 1527, no Numeramento de D. João III, aparece identificada e povoada já com 11 moradores e Veral apenas com seis. Por morador entende-se fogo, correspondendo assim a uma população calculada de 70 a 80 in­ divíduos.

 

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Em 1758 vem referida num documento produzido pelo pároco da paróquia de Curros como sendo uma aldeia dessa freguesia juntamente, com Curros, Antigo e Mosteirão.

 

Em 1834 foi autonomizada juntamente com Veral, formando uma paróquia sobre si e uma freguesia, vindo a fazer parte desde 1836 do território do concelho de Boticas, entretanto criado. Em 1895, consequência de um nova desenho administrativo, Fiães do Tâmega passou para o concelho de Ribeira de Pena onde se manteve apenas ate Janeiro de 1898. A partir dessa data passou definitivamente para o concelho de Boticas até aos dias de hoje.”

 

Só um aparte para esclarecer que, tal como se disse no início desta transcrição, este documento é de maio de 2006, entretanto também a freguesia de Fiães do Tâmega deixou de existir, pois com a reorganização administrativa do território das freguesias (Lei n.11-Al2013) passou a fazer parte da união de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega.

 

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Para finalizar a transcrição da “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas” que consta no caderno da antiga freguesia de Fiães do Tâmega.

 

TRADIÇÕES E FESTIVIDADES

Ao longo dos tempos algumas das festividades que outrora animavam estas comunidades foram-se perdendo. Todavia, durante o ano outras ainda se realizam, embora não com o fulgor dos velhos tempos.

 

Ainda cantam os Reis e o que recolhem reverte para a igreja. As pessoas costumam dar dinheiro e outras coisas, como fumeiro, que depois são colocadas a leilão à saída da missa, revertendo o dinheiro para a igreja. Costumam cantar:

 

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I

Abram-me lá essas portas

Que ainda não estão bem abertas

Aí vem as do presépio

P'ra lhe dar as Boas Festas.

 

II

Boas Festas, Boas Festas

Trazemos nós p'ra lhe dar

Que nasceu o Deus Menino

Numa noite de Natal.

 

III

Numa noite de Natal

Noite de tanta alegria

Que nasceu o Deus Menino

Filho da Virgem Maria.

 

IV

Vamos todos, vamos todos

Bamos todos a Belém

Visitar o Deus Menino

Que Nossa Senhora tem.

 

V

Aqui vimos, aqui vimos

Aqui vimos bem sabeis

Vimos dar as Boas Festas

E também cantar as Reis.

 

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Em Veral acendem o canhoto que vem do Natal e Ano Novo ate ao dia 6, a que nesta altura chamam de Canhoto do Entrudo.

 

O Entrudo trazia muita alegria e folia. Hoje ainda se mascaram, especialmente as crianças, andam pelas casas da aldeia e atiram farinha uns aos outros.

 

Na Páscoa faz-se a visita pascal.

 

São Bernardino, 20 de Maio, padroeiro de Fiães do Tâmega e da freguesia. Celebram este dia com missa, sermão e uma procissão com a imagem do Santo a volta da igreja.

 

No S. João (24 de Junho) e no S. Pedro (29 de Junho) outrora faziam as tranquilhas das ruas com carros de bois e paus. Todavia, esta tradição quase caiu em desuso.

 

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Santa Susana, 11 de Agosto, em Fiães do Tâmega. Neste dia fazem uma festa com missa e procissão com andores, acompanhada com uma banda musical, pelas principais ruas da al­ deia.  A noite realiza-se um  animado arraial popular com um conjunto musical e um espectáculo de fogo de artífico.

 

  1. Martinho, 11 de Novembro, padroeiro de Veral. Fazem uma festa com missa e procissão com andores pelas principais ruas da aldeia. A noite a festa prossegue com um animado arraial popular.

 

Em cada uma das  aldeias  por  ocasião do Natal e Ano Novo fazem aquilo a que chamam o "Canhoto de Natal" e "Canhoto de Ano Novo", ou seja, uma grande fogueira com cepos e trances de arvores. Em Fiães, no largo da igreja, e em Veral, num largo a que chamam Portela da Fecha. As pessoas têm por hábito juntarem-se  a volta destas fogueiras  e num espirito de partilha e comunidade despedem-se do ano que termina, enquanto celebram e dão as boas vindas ao novo ano que começa.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de FIÃES DO TÂMEGA que foram publicadas neste post. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Mosteirão.

 

 

09
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Póvoa

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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PÓVOA

Salto - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PÓVOA, freguesia de Salto, concelho de Montalegre.

 

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Vamos mais uma vez até o Barroso verde já com um cheirinho ao Alto Minho, até à freguesia de Salto e a sua Póvoa.

 

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Terras verdes também onde D. Nuno Alvarez Pereira cavalgou e diz-se que treinou as suas tropas e onde casou numa aldeia próxima (Reboreda)  com a barrosã Leonor de Alvim,

 

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Mas hoje estamos aqui pela Póvoa e pelo seu vídeo que não teve aquando do seu post (link no final), aproveitando a ocasião para deixar mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção.

 

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Vamos então ao vídeo com todas as imagens da aldeia de PÓVOA que foram publicadas até hoje neste blog. Vídeo que poderão ver aqui no blog, mas também no You Tube e MeoKanal. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

E também  MEO KANAL  Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PÓVOA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-povoa-1680003

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Rebordelo.

 

 

05
Mar21

O Barroso aqui tão perto - Pincães C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PINCÃES, concelho de Montalegre.

 

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Uma aldeias de visita obrigatória, não só por pertencer ao Barroso, mas também por fazer parte das aldeias do Parque Nacional da Peneda-Gerês, e principalmente porque é uma das aldeias que também faz parte do roteiro das cascatas do Barroso e do Gerês. Cascatas que só têm acesso pedonal, dai, há que contar com mais tempo do que o tempo habitual para visitar uma aldeia, embora o acesso pedonal até nem seja complicado.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falar de Pincães, pois isso já o fizemos no post que em tempo lhe dedicámos (com link no final), hoje estamos aqui pelo vídeo que faltou nesse post, com todas as fotografias de Pincães publicadas até à presente data. Vamos então ao vídeo, que espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PINCÃES:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pincaes-1694637

 

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Pitões das Júnias.

 

 

 

 

05
Fev21

O Barroso aqui tão perto - Pedrário

Aldeias do Barroso - Com Vídeo

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Pedrário - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PEDRÁRIO, concelho de Montalegre.

 

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Intitulámos esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto” por ser um tesouro do Reino Maravilhoso aqui ao lado de Chaves que muitos desconhecem, mas o aqui tão perto, às vezes é mesmo perto e a nossa aldeia de hoje é a segunda aldeia do Barroso de Montalegre que mais perto fica da cidade de Chaves, logo a seguir à aldeia de Meixide, a pouco mais de 20Km, mais ou menos a meio do caminho que nos leva até Montalegre, no entanto, não se espante se alguma vez foi a Montalegre (via estrada do São Caetano) e não passou por esta aldeia.

 

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Pois é, para se ir a Pedrário temos de tomar a estrada alternativa à que habitualmente a grande maioria toma para ir a Montalegre, e isso, temos de o fazer logo na primeira aldeia do concelho de Montalegre, Meixide, mesmo no final da aldeia há lá um desvio à esquerda com placas a indicarem São Mateus, Cepeda, Serraquinhos e Pedrário, é por essa estrada que deve ir, e pode crer que não se vai arrepender, pois embora esta estrada se vá desenvolvendo em paralelo à outra que nos leva até Montalegre e entre elas a distância não seja muito grande (no máximo 4km) a verdade é que há uma montanha entre elas que em termos de paisagem faz toda a diferença, deixa-se para trás o grande planalto da Serra do Larouco para se começar a entrar em terras da Chã.

 

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Quanto a Pedrário, o topónimo até pode nem ter nada a ver com as pedras e pedregulhos, mas que os há por lá, há, quer em tamanho, quer em abundância e até alguns curiosos mesmo à beirinha da estrada, como o da foto que a seguir fica em que nele se pode ver a cabeça de um grande gorila, tipo King Kong. Claro que esta “visão” só ocorre quando há sol e a determinada hora do dia em que as formas e sombras do penedo podem aparentar a tal cabeça de gorila. Nós tivemos a sorte de passar por lá na hora certa.

 

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Mas Pedrário tem muito mais, para mim é uma das aldeias mais interessantes do Alto Barroso, por um lado com o verde das pastagens e arvoredo, pelo outro a montanha, onde no cimo tem um monumento em pedra que é digno de ser apreciado, não cá de baixo desde onde apenas parece um marco geodésico, mas mesmo ao pé dele os se vê toda a sua grandeza, numa das fotos que aparece no vídeo e no post que em tempos dedicámos à aldeia, pode-se notar essa grandeza.

 

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Entre o verde dos pastos e a montanha, temos então Pedrário, com o seu forno típico do Alto Barroso, cuja arquitetura se repete um bocadinho pelos fornos da maioria das aldeias do Alto Barroso, uma igreja muito interessante e o conjunto do casario a manter toda a integridade da antiga aldeia e as cruzes do calvário ao longo da aldeia. Tudo isto, pormenores e conjunto, fazem dela uma das aldeias mais interessantes do Alto Barroso e de todo o Barroso, aliás para poder dizer que se conhece o Barroso, tem de obrigatoriamente conhecer e visitar Pedrário, mas mais, as restantes aldeias que vai encontrar nesta estrada alternativa para Montalegre, também se recomendam (com Serraquinhos e Cepeda, mesmo à beira da estrada).

 

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Mas hoje não estamos aqui para falar de Pedrário, isso já o fomos fazendo no post que lhe dedicámos, para o qual fica link no final, hoje estamos aqui pelo seu vídeo, com todas as imagens de Pedrário publicadas até hoje neste blog, mas ainda temos muitas mais em arquivo, pelo que, Pedrário pela certa passará por aqui outra vez. Vamos então ao vídeo. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PEDRÁRIO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que termos aqui as três Penedas.

 

 

24
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Vilarinho da Mó

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VILARINHO DA MÓ - BOTICAS

 

O nosso destino de hoje no Barroso aqui tão perto, é mais uma aldeia da freguesia de Beça, do concelho de Boticas, a última aldeia da freguesia a abordar, isto se não consideramos a Carreira da Lebre como uma aldeia, caso contrário é a penúltima aldeia cujo topónimo é Vilarinho da Mó.

 

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Vamos já ao itinerário para lá chegar, que como é habitual saímos da cidade de Chaves pela EN103 (estrada de Braga), mas só até Sapiãos, onde devemos tomar o caminho de Boticas, logo à entrada, na primeira rotunda, seguimos as placas que indicam Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena, na segunda e terceira rotundas, idem, nesta última teremos pela frente o Centro de Artes Nadir Afonso, que deveremos contornar e já estamos na R311, que atravessa todo o concelho de Boticas, seguimos por ela até à Carreira da Lebre que também tem uma rotunda quase no final desta localidade, onde devemos seguir em frente, mas apenas por mais 1 Km, depois de atravessarmos a ponte sobre o Rio Beça e logo a seguir viramos à direita em direção a Carvalhelhos onde, na rotunda com a santa das águas no meio, seguimos em frente sempre por essa estrada até vermos em frente a empresa das águas de Carvalhelhos, aí tomamos um desvio à direita deixarmos Carvalhelhos para trás, seguimos sempre por essa estrada que a menos de 2K estamos no nosso destino. Ficam os nossos mapas para melhor localização.

 

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Chegados lá, desfrute da aldeia, do seu casario, visite a capela de São Mamede e o Forno do Povo, esteja por lá o tempo que tiver de estar, a paisagem envolvente também se recomenda, os tanque e fontes, a vida da aldeia que ainda tem. É uma aldeia com o seu núcleo mais antigo bem conservado, sem grandes atentados pelo meio, com o casario novo ao longo das entradas da aldeia, como deve de ser, se for por lá no dia 17 de agosto, vai no dia da festa de S.Mamede.

 

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Depois de visitar a aldeia, não volte para trás, saia da aldeia em direção a Beça e aí, depois de atravessar a aldeia, na estrada, vire à esquerda que uns quilómetros mais à frente terá a EN103, no Alto Fontão, ai vire à direita em direção a Chaves, mas se quiser e ainda tiver tempo disponível, no mesmo Alto Fontão tem o acesso à serra do Leiranco, com vistas para a cidade de Chaves.

 

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Agora passamos à parte em que abordamos aquilo que se diz de Vilarinho da Mó nos documentos que temos e nas pesquisas que fizemos sobre a aldeia, pouca coisa mas foi o que encontrámos, com uma referência ao “altura” do São João e do São Pedro, isto na monografia  “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”:

 

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Por altura do S. João (24 de Junho) e do S. Pedro (29 de Junho), em algumas aldeias do concelho ainda fazem as tranquilhas das ruas com paus e cancelas. Particularmente na freguesia de Beça, onde lhe chamam as trancheiras, para além de trancarem as ruas, também é costume colocarem os arados de pau e as grades, que apanham, na torre da Igreja. Por altura do S. Pedro roubam os vasos das flores às mulheres e colocam-nos nos largos junto aos poços, na igreja, capelas ou cruzeiros como nos disse um informante de Torneiros “no S. Pedro, que é o santo mais maroto, às vezes quando as raparigas se esquecem dos vasos, daquelas flores e assim, os rapazes apanham-nas e levam-nas lá p’ra capela e depois elas tem que as ir lá buscar”, de tal forma que algumas mulheres nesses dias escondem os seus vasos.

 

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Noutras aldeias, tinham por hábito colocar os carros dos bois nos tanques das aldeias, em especial quando os donos, tentando impedir que lhos roubassem nesse dia, dormiam em cima deles. Cansados de mais um dia de labutas, adormeciam profundamente. Juntava-se, então, um grupo de rapazes, pegavam no carro e colocavam-no dentro do poço, com o dono a dormir, em cima.

 

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Outros iam buscar os rebanhos das ovelhas às cortes, roubavam as cancelas das cortinhas e faziam uma cancelada no largo das aldeias; também os burros não estavam a salvo, por vezes iam buscar um à corte e prendiam-no à gramalheira do sino da igreja ou das capelas e punham-lhe um molho de erva para ele se baixar a comer e assim tocar o sino.

Em Beça e Vilarinho da Mó, por altura do S. Pedro também era hábito fazer um S. Pedro em palha, vestiam-no e colocavam-no junto ao principal tanque da aldeia com uma cana (por vezes com uma sardinha na ponta) a pescar.

 

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E agora, porque é (ou era) uma das atividades da época, um pouco comum a todas as aldeias do Barroso e de Trás-os-Montes, vamos abordar um dos seus temas. Assim, e com vossa licença, vamos à matança do porco.

 

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Mas antes exige-se uma pequena explicação para o “com vossa licença” que deixei no último parágrafo. O respeitinho sempre foi muito lindo, ensinavam-nos os mais velhos, e esta do “com vossa licença” também era uma forma de respeito, pelo ambiente em que se estava e por trazer o porco à conversa. Hoje em dia a tradição da matança do porco está cada vez mais em desuso, mas há poucas dezenas de anos rara era a família das aldeias que não tinham um ou mais porcos para matar. Era então comum as pessoas, sobretudo entre os mais idosos,  quando se referiam ao porco, pedirem sempre licença. Embora nunca tivesse perguntado o porquê desse pedir licença, penso que tinha a ver com a associação que se fazia do porco ao ele ser mesmo porco, viver num ambiente quase sempre sujo e cheio de porcaria. Porco que por muitas pessoas também era denominado por reco ou ceva (por cá – ceba), no caso deste último termo, vinha do cevar (cebar) o porco, ou seja, alimentar o porco para engordar e ter mais uns quilos na matança, mas também para as carnes ganharem camadas de gordura, que faziam toda a diferença para ser ter bom fumeiro e bons presuntos.

 

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Feita esta ressalva que serve também de introdução à “Matança do Porco” que vamos transcrever da  “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”

 

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A Matança do Porco

 

A matança do porco assume uma grande importância no ciclo anual das tarefas agrícolas e festivas, pois é simultaneamente uma tarefa produtiva e uma festa lúdica. A carne de porco é um dos alimentos base da gastronomia local, pelo que a matança do porco é vital para a economia familiar, assegurando grande parte das provisões de carne, além de constituir uma festa familiar e vicinal por excelência. A época da matança do porco decorre de Novembro a Janeiro, uma vez que o frio é um factor essencial para a conservação da carne.

 

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Dada a importância que o porco assume na dieta alimentar dos agregados familiares exige especiais cuidados na sua criação e ceva, nomeadamente nos meses que antecedem a matança. Assim, as mulheres desvelam-se em mil cuidados no que se refere à sua alimentação que consiste fundamentalmente em alimentos produzidos localmente como centeio, batatas, couves e nabos. Tal é a preocupação constante que rodeia o trato deste animal que muitas vezes se prometem oferendas ao Santo António (Santo protector dos animais) para que o proteja das doenças e males ruins.

 

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O dia da matança combina-se com antecedência. Convidam-se os familiares mais próximos, vizinhos e amigos que mais tarde retribuirão o convite por altura da matança dos seus porcos. Este aspecto insere a matança do porco no contexto da entreajuda tão característica desta região. No dia que antecede a matança se aos homens compete o arranjo do espaço onde vai decorrer a matança do porco e a loja onde serão dependurados depois de mortos, às mulheres compete toda a azáfama dos restantes preparativos: preparar os alguidares e restantes utensílios utilizados no decorrer da matança do porco. No final desse dia não se deita comida aos porcos para as tripas estarem limpas.

 

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Todas as matanças são tristes, mas o dia da matança do porco é uma festa de comida, alegria e convívio. Como que um funeral invertido onde se celebra a morte, que garante o armazenamento de um alimento essencial para a subsistência.

Esse dia é especialmente trabalhoso para as mulheres da casa, vale nesses apertos a ajuda de familiares e vizinhas que dão uma mãozinha. Mais tarde essa ajuda será retribuída quando fizerem a matança dos seus porcos. Numa azáfama constante as mulheres preparam a parva ou mata-bicho para forrar o estômago aos convivas. Dispõem na mesa da cozinha um repasto variado (pão, queijo, carne, pataniscas de bacalhau, sopa, etc.) onde não falta o vinho e a aguardente para empurrar a comida e aquecer o corpo.

 

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Terminada esta refeição matinal, os convivas dirigem-se para junto da corte onde se encontram os porcos, ajeitam-se as ferramentas (o banco de madeira, as facas), arregaçam as mangas e dão inicio à festa. Enquanto um homem guarda a porta para não deixar fugir os animais, os restantes entram na corte agarram um porco e levam-no até ao altar do sacrifício, o banco onde será morto. Quando junto às cortes existem pátios fechados, soltam os animais para fora da corte e é ver os homens a correr atrás deles tentando apanhá-los, um agarra uma perna, outro o rabo, outro as orelhas e o focinho até que finalmente capturam o animal e o matam. Entre estes convivas é ao sangrador que cabe o papel de mestre de cerimónias e imolar o animal, uma mulher acompanha o desenrolar da matança e apara o sangue para um alguidar.

 

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Enquanto isso, em casa, as restantes mulheres preparam o almoço da festa, dividindo as tarefas “uma tira o testo, outra mete a colher e outra deita o sal”. A mulher que recolheu o sangue regressa a casa com o alguidar, mexendo-o para evitar que coagule e prepara o sarrabulho. Este petisco muito apreciado nas terras do concelho, consiste no sangue cozido temperado com sal e que depois é servido partido aos pedaços com cebola cortada às rodelas ou alho cortado aos bocadinhos e temperado com azeite.

 

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Depois de mortos, os porcos são chamuscados (queimam-lhe o pelo), outrora com palha, carquejas ou giestas, agora utilizam um maçarico a gás e raspam a pele com uma faca ou lâmina. Em seguida lavam-nos com água, sabão, esfregam muito bem a pele e deitam água para limpar todas as impurezas que possa ter. Depois abrem os porcos e retiram-lhes as entranhas. Mais tarde as mulheres estremam as tripas (retiram a gordura que as envolve, utilizando-a posteriormente para fazer rojões).

 

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Todo este processo decorre em alegre cavaqueira entre os convivas, mas foi grande o esforço exigido e é altura de recuperar energias. Uma mulher leva o sarrabulho, pão, vinho e coloca um pano sobre o porco, que se encontra em cima do banco, servindo de mesa onde é colocada a travessa com o sarrabulho para os convivas comerem.

 

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Recuperadas as forças e com o estômago mais aconchegado, pegam nos porcos, levam-nos para os baixos da casa onde os penduram e deixando-os assim um ou dois dias. Mesa de festa, mesa farta. O almoço é um autêntico banquete onde a tradição manda que se coma essencialmente carne do porco que se matou. Além do sarrabulho comem fígado frito, coração frito e rojões da costela. A esta junta-se um pouco da carne do porco que se matou no ano anterior, é sinal de bom governo da casa. Há ainda quem faça também um cozido com vitela, chouriça e frango. Como acompanhamento costuma fazer-se arroz e batatas. A este repasto não faltam muitas e variadas sobremesas: aletria, pão-de-ló, rabanadas, etc. Todavia, na freguesia de Fiães do Tâmega a refeição mais importante, de comemoração, é a refeição da noite, a ceia da matança, onde além dos manjares mencionados se come também o peito do porco que se matou, cozido.

 

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Após o almoço, os homens entretêm-se a jogar às cartas e depois vão tratar do gado. Por seu lado as mulheres dividem as tarefas entre si, enquanto umas ficam a lavar a louça e arrumar a cozinha, as outras vão lavar as tripas, consoante as aldeias lavam-nas nos rios, corgos ou lavadouros, construídos para o efeito. Depois de lavadas, as tripas são envoltas em sal e conservam-se assim até ao dia em que se fizer o fumeiro.

 

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Uma excelente descrição, apenas faltam as brincadeiras e partidas desta festa que envolviam também as crianças, pelo menos aqui ao lado, no concelho de Chaves, uma delas era quando o “matador” dizia ter-se esquecido de afiar a faca e pedia a um dos putos para ir a casa de “fulano tal” pedir a pedra de afiar. Os putos que assistiam à matança pela primeira vez caiam sempre nesta, e lá iam a casa de “fulano tal” para daí a pouco chegarem ao lugar da matança com um pedregulho às costas, mas as brincadeiras mais comuns, era a dos putos esperarem que arrancassem as unhas aos porcos para depois as “vestirem ou calçarem” nos seus dedos, a outra, era esperarem pela bexiga do porco para a encherem de ar e depois de darem um nó na ponta da tripa se regalarem com uma futebolada com a bexiga cheia até que esta furava, o que não era fácil. Entre as tarefas da matança, a única em que deixavam as crianças participar, era na lavagem do porco, com uma pequena pedra de granito… e, claro, também participavam no comer dos petiscos e do sarrubulho. Isto é o que guardo na memória do meu tempo de puto nas matanças a que assisti.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Eiras que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre as Eiras ao longo do tempo de existência deste blog, a seguir ao vídeo, ficam links para esses posts.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a localidades do Barroso de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a Carreira da Lebre.

 

BIBLIOGRAFIA

CÂMARA MUNICIPAL DE BOTICAS, Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas - Câmara Municipal de Boticas, Boticas, 2006

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-boticas.pt/

 

 

 

11
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Torneiros

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Vamos lá até mais uma aldeia do Barroso de Boticas, ainda na freguesia de Beça, mas muito próximos da sede de concelho, Boticas, a apenas 3,5km, embora no itinerário que nós vamos recomendar sejam mais umas centenas de metros.

 

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Iniciemos já pelo itinerário, como sempre com partida da cidade de Chaves. Tal como apelidamos esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto”, andamos mesmo por terras do Barroso bem próximas, ficando a nossa aldeia de hoje, Torneiros, a apenas 29,8Km.

 

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Mais uma vez, é a EN103 (estrada de Braga) que deveremos tomar para irmos até Torneiros, mas apenas até Sapiãos, aí deveremos abandonar a EN103 e virar para Boticas onde, logo na rotunda de entrada, deveremos saír na segunda saída, seguindo as placas que indicam Cabeceiras, Ribeira de Pena, é esta a direção que deveremos tomar até sair de Boticas, aí já estaremos na R311, a subir em direção a Quintas que fica a 3.2Km de Boticas. Nesta aldeia deveremos abandonar a R311 e virar à esquerda, isto quando nso aparecer o desvio (à esquerda) em direção a Seirrãos, Torneiros e Miradouro.

 

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Depois é só seguir por essa estrada, atravessar Seirrãos e continuar em direção ao Miradouro, onde, imediatamente antes deste último, tem a saída para Torneiros. Chegados à nossa aldeia de hoje, desfrute dela sem menosprezar as vistas que desde a aldeia se lançam, foi isso o que eu fiz nas duas visitas que fiz à aldeia, na primeira e segunda descobertas, nomeadamente em 2011 e 2018, visitas das quais resultaram as imagens que hoje vos deixo e que traduzem um pouco daquilo que é Torneiros .

 

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A titulo de curiosidade, as tais vistas sobre o mar de montanhas que se avistam desde Torneiros, segundo o sítio na net valentim.org, avistam-se serras e localidades dos concelhos mais próximos, como o de Chaves, Vila Pouca de Aguiar, Montalegre e Ribeira de Pena, mas a nível do avistamento de serras, chega até serras de Bragança, Vila Real, Marco de Canavezes, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Alfandega da Fé, Amarante, Celorico de Basto e Mondim de Basto.

 

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Uma aldeia arrumadinha na encosta da montanha, em patamares, que faz com que a aldeia seja um autêntico miradouro com olhares lançados para o mar de montanhas que se perdem no horizonte, mas também um miradouro sobre si mesma, permitido pelos arruamentos que se desenvolvem em paralelo em diferentes cotas, todos com ligação a um pequeno largo centrar onde se encontra a capela e o núcleo mais antigo da aldeia.

 

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A aldeia é rodeada por pequena elevações no fundo das quais se forma um pequeno vale com cerca de 200m de largura por 900 metros de comprimento, um autêntico tapete verde de pastagens e terras de cultivo bordejado nos seus limites com pequenos conjuntos de arvoredo a contrastar com os cumes das pequenas elevações onde apenas existe uma vegetação rasteira, mais descolorida a contrastar por sua vez com manchas de esqueletos escuros que restam de pé,  de uma antiga floresta dizimada pelos incêndios.

 

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O casario, mais antigo, à volta do núcleo da capela,  é composto por construções de granito à vista com junta seca, hoje todos com telhados de telha cerâmica, maioritariamente em telha marselha vida das cerâmicas de Chaves, mas com alguns telhados a manterem as guias de granito que antigamente acomodavam o colmo das coberturas. O casario vai sendo interrompido por pátios e pequenas eiras com canastros, alguns totalmente em madeira e os restantes com estrutura em granito, com uma duas ou três secções. A quantidade de espigueiros traduzem bem a riqueza do pequeno vale que serve a aldeia.

 

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Torneiros é uma aldeia ainda com vida nas ruas, com o habitual transito do gado a ir ou vir das pastagens e crianças, que cada vez são menos nas nossas aldeias, algumas que captamos em imagem na primeira vez que fomos à aldeia, crianças que hoje com mais 10 anos em cima já são jovens a entrar na fase adulta, gente simpática sempre com um sorriso nos rostos.

 

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Ora para concluir, Torneiros é uma das aldeias do Barroso de visita obrigatória, fique por lá o tempo que a aldeia lhe pedir para ficar, embriague-se com as vistas, descanse o olhar deixando-o navegar no degradê do mar de montanhas e quando sair da aldeia, não dê a visita por terminada, pois ainda tem mais uma paragem obrigatória, o miradouro de Seirrãos/Torneiros ou de Boticas, desde onde se pode ver toda a vila.

 

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Quanto ao que nos diz a documentação sobre a aldeia, encontrámos na monografia de Boticas – Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas, que em Torneiros, no que toca a festas e romarias, é a Nossa Senhora de Fátima que é celebrada nos dias 13 de maio e no primeiro domingo de agosto.

 

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No mesmo documento, ficámos também a conhecer uma das tradições da aldeia:

“Por altura do S. João (24 de Junho) e do S. Pedro (29 de Junho), em algumas aldeias do concelho ainda fazem as tranquilhas das ruas com paus e cancelas.

Particularmente na freguesia de Beça, onde lhe chamam as trancheiras, para além de trancarem as ruas, também é costume colocarem os arados de pau e as grades, que apanham, na torre da Igreja. Por altura do S. Pedro roubam os vasos das flores às mulheres e colocam-nos nos largos junto aos poços, na igreja, capelas ou cruzeiros como nos disse um informante de Torneiros “no S. Pedro, que é o santo mais maroto, às vezes quando as raparigas se esquecem dos vasos, daquelas flores e assim, os rapazes apanham-nas e levam-nas lá p’ra capela e depois elas tem que as ir lá buscar”, de tal forma que algumas mulheres nesses dias escondem os seus vasos."

 

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E na ausência de mais informação disponível, vamos dando por terminado este post, apenas nos falta o habitual vídeo com todas as imagens publicadas até à presente data neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Eiras:

 

 

E quanto a aldeias de Barroso, do concelho de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a última aldeia da freguesia de Beça, a aldeia de Vilarinho da Mó.

 

BIBLIOGRAFIA

CÂMARA MUNICIPAL DE BOTICAS, Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas - Câmara Municipal de Boticas, Boticas, 2006

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-boticas.pt/

http://valentim.org/cume/1014

 

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