Sábado, 7 de Abril de 2018

Moure - Chaves - Portugal

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Então cá estamos de novo com as nossas aldeias de Chaves, hoje com a aldeia de Moure, uma velha conhecida, pois desde puto que me fui habituando a ver a sua placa na EN2, mas inteiramente desconhecida até ser já bem adulto, pois embora a placa da estrada a anuncie, é preciso descer até ela para conhecer a sua intimidade.

 

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Moure que se implanta em plena encosta da montanha e “entalada” entre a EN2 e o Rio Tâmega, mas mais próxima do rio, existindo entre este e a aldeia uma pequena e fértil veiga.

 

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Era uma das aldeias que assistia diariamente à passagem e paragem de vários comboios, enquanto existiu, tendo uma belíssima estação, como quase todas, que hoje se encontra abandonada e vandalizada.

 

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Curiosamente na sua estação, nas paredes dos alçados laterais está inscrito “Vilela do Tâmega”. É, o comboio ou quem decidia, tinha as suas noias. Em Chaves ia-se acontecendo uma “guerra civil” entre os defensores da estação na margem esquerda do Tâmega e os defensores da margem direita. Claro que ganharam os da margem direita, não fosse lá que estava a então Vila de Chaves, um pouco como ainda hoje acontece.

 

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Pois em Moure, a estação do comboio ficou com nome do topónimo da aldeia vizinha, que embora próxima, sempre ficava, e fica, a mais de 3km. Mas de maior noia era a estação de Loivos, que ficava no meio do monte, a 5 km de Loivos, onde durante os quase 20 anos que eu utilizei o comboio, ele parava sempre na estação onde nunca vi entrar ou sair um único passageiro que fosse.

 

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Quanto à aldeia de Moure, é uma pequena aldeia, como quase todas também a sofrer da maleita do despovoamento.

 

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Uma aldeia onde já fomos algumas vezes mas que sei hoje termos deixado alguns registos fotográficos para trás, aparentemente algumas preciosidades, pelo menos a crer pelo que as fotografias aéreas deixam ver. Razão suficiente para uma futura visita mais atenta e demorada, sem esquecer uma descida até ao Rio Tâmega. Fica prometido para a próxima ronda pelas aldeias de Chaves aqui no blog, pois se pensavam que depois da atual ronda nós deixávamos as aldeias esquecidas, enganaram-se.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:49
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Limãos - Chaves - Portugal

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Seguindo a ordem alfabética que estabelecemos para esta nova ronda pelas nossa aldeia, a seguir a Lamadarcos, a aldeia da última semana, vem Limãos. É para lá que vamos hoje.

 

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Tal como já deixei por aqui nas anteriores publicações que este blog dedicou a Limãos, esta aldeia tem as suas particularidades, e bem curiosas. Uma delas tem a ver com a sua localização, cuja particularidade lhe é conferida pelo acesso à aldeia através da EN213, ou seja, Limãos pertence ao concelho de Chaves sendo estrada nacional o único acesso que temos para chegar a Limãos, no entanto antes de lá chegarmos temos que entrar no concelho de Valpaços, passar por uma das suas aldeias (Barracão) para de novo entrarmos no concelho de Chaves e aí sim, temos Limãos, para logo a seguir termos o concelho de Valpaços outra vez.

 

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Outra particularidade tem a ver com a curiosiosa arquitetura da capela. Original e singular, parecendo uma construção cortada longitudinalmente a meio. Pessoalmente gosto da diferença. Outra curiosidade tem a ver com o  topónimo Limãos, que por sinal não é caso único, pois no concelho de Vinhais também existe uma localidade com este topónimo. Pois de cada vez que em conversa calha mencionar a aldeia de Limãos, há logo uma voz próxima que tenta corrigir para “Limões”.  Limãos, dizemos nós, é mesmo assim. E é. Não conheço a origem do topónimo, mas no Blog Limãos  a Wilma (autora do blog) avança com duas hipóteses para a sua origem.

 

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Diz assim o blog Limãos:

“O nome poderá provir de limais, que significava terra pantanosa e coberta de limos. No entanto há outra opinião, que diz que esta povoação teve a sua origem numa colónia constituída por indivíduos provenientes da Galiza, da região de Límia.”

 

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Pena que o Blog Limãos não seja atualizado desde março de 2013, pois ia sendo mais uma das nossas aldeias que estava no mapa da blogosfera flaviense, mas mesmo assim, para quem quiser aprofundar mais um pouco sobre esta aldeia, o blog tem algumas informações. Nem há como passar por lá, fica o link: http://limaos.blogs.sapo.pt

E por falar em atualizações, também nós temos de atualizar as nossas idas a Limãos, pois as imagens que hoje aqui ficam já têm mais de 10 anos.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:10
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Sábado, 27 de Janeiro de 2018

Lagarelhos - Chaves - Portugal

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Hoje vamos passar mais uma vez por Lagarelhos, com uma breve paragem para ver um pouco da sua vida diária, do seu casario e das vistas que desde lá se alcançam.

 

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Lagarelhos é uma das aldeias da EN314 ou da estrada que liga a Carrazedo de Montenegro mas também a umas dezenas de aldeias do nosso concelho. Em plena  Serra do Brunheiro mas a espreitar para os dois principais vales do concelho de Chaves, o vale da Ribeira de Oura e o próprio vale de Chaves, mas para vermos este em pleno, teremos de subir um pouco até à estrada que segue para Santiago do Monte.

 

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Como aldeia implantada à beira da estrada, vai vendo quem passa, mas já os que passam, se não pararem, pouco ou quase nada verão da aldeia, tanto mais que a longa curva que abraça quase toda a aldeia, exige a atenção de quem conduz. Já para conhecer a capela, pequena e simples, mas cumprindo as linhas das capelas tradicionais transmontanas, construídas em granito à vista.

 

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Trata-se de uma pequena aldeia, mas o suficiente grande para ter a capela e em tempos ter tido uma escola, da qual hoje só já resta o edifício e a memória de alguns lá terem aprendido as primeiras letras, a ler e contar, e se isto chegava para os mais antigos, para os mais novos, foi o passaporte para descerem à cidade e continuar os estudos que lhes abriu outros horizontes fora da escravidão à terra e à serra.

 

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Por nós continuaremos a passar por lá quando tiver de ser, mas também a parar sempre que um motivo nos desperte o olhar da objetiva ou então para apanhar mais um pouco de sol antes de mergulhar no nevoeiro dos vales.

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:49
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Sábado, 6 de Janeiro de 2018

Gondar - Chaves - Portugal

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Como ainda há dias tive oportunidade de deixar por aqui, este blog tem 13 anos. Aquilo que inicialmente não tinha nenhuma pretensão, bem cedo se tornou um espaço para divulgar, principalmente em imagem, a cidade de Chaves. Com o tempo e a pedido de várias famílias, começaram a surgir as aldeias, ocasionalmente uma aqui, outra ali, também sem intenção de as percorrer todas, no entanto, e para ser justo, todas acabariam por passar por aqui logo após 1 ou 2 anos de existência do blog.

 

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Penso que a primeira ronda que fiz por quase todas as aldeias, foi há coisa de 25 anos, ainda sem blog e sem andar à caça de fotografias. E tenho pena de então não levar a máquina comigo, mas também nunca imaginei e muito menos esperei que as aldeias chegassem ao estado em que hoje se encontram. Então, há 25 anos, nas aldeias ainda se construíam escolas onde não as havia, construíam-se salas de ordenha, centros sociais, saneamentos, abastecimentos de água, pavimentavam-se ruas, eletricidade e telefones chegavam até aos locais onde não havia e, principalmente os nossos emigrantes, botaram-se a construir a casa com que sempre sonharam para poderem gozar uma reforma digna. Nas ruas então, havia gente, crianças, animais… havia vida.

 

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Uma casa em Gondar - 2008

 

Há coisa de 10 anos, quando por obrigação voluntária do blog me botei eu à estrada para registar todas as aldeias, comecei a notar que já poucas pessoas havia nas ruas, alguns idosos, outros de meia idade, crianças poucas, as casas mais velhas sofriam com o abandono, as novas ansiavam por gente dentro, as escolas iam fechado, o mesmo com as salas de ordenha. Também era assim Gondar quando lá entrei em 2008 para fazer o post da aldeia. Crianças não as vi, idosos vi dois, um pelo caminho com o seu cão e uma senhora no centro da aldeia, fora isso, um casal de meia idade com quem tive a oportunidade de falar e registar em fotografia a degranhar o milho, que por ausência de viaturas e circulação na rua, se aproveitava a mesma para por o milho a secar.

 

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Gondar - 2008

 

Em algumas casas mais antigas mas ainda em estado razoável de conservação para a idade, ia aparecendo a placa “Vende-se”. Já então por aí se ia falando em desertificação do mundo rural. Lembro que em tom de brincadeira irónica eu dizer por aqui que isso não correspondia à realidade, que era mentira, pois os campos cada vez tinham mais mato e bem espesso, daqueles que os incêndios gostam, campos despidos de vegetação não havia, daí a terra estava bem longe de ser um deserto.  Quando muito, e isso sim eu era testemunha, o mundo rural estava a ficar despovoado, sem gente, onde apenas resistiam os resistentes.  Também dizia eu então que as aldeias, a sua gente, as tradições com os seus sabores e saberes estavam a entrar num período de ponto de não retorno.

 

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Uma casa em Gondar - 2008

 

Para o blog acabei por passar por todas as aldeias pelo menos duas ou três vezes. Gondar também não foi exceção e em 2015 regressei lá. Vi duas pessoas, curiosamente as mesmas com quem falei aquando da minha passagem em 2008, mantendo ainda a simpatia de então. Dos poucos resistentes da aldeia, no mesmo trabalho do dia a dia. Penso que perguntei quantas pessoas ainda havia na aldeia, mas já não recordo quantas eram, sei que falou numa irmã já reformada e pouco mais, recordo, isso sim, que me disseram que na aldeia vizinha de Nogueira da Montanha, sede de freguesia que em tempos tinha umas centenas de pessoas, apenas lá vivia um casal de idosos e um viúvo. 3 pessoas. Isto foi há quase três anos, hoje não sei quantas resistiram.

 

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A mesma casa em Gondar - 2015

 

Quanto ao casario, algum ainda se vai mantendo, principalmente aquele que têm menos anos em cima. Recordo de em 2008 ter fotografado uma das casas antigas que me chamou a atenção pela sua traça de casa tipicamente transmontana com meia dúzia de escaleiras em pedra e um patamar a terminar em varanda de madeira, coberta, onde, quando habitadas, os donos nas noites quente de verão tomavam a sua dose de um arzinho da noite, e onde também o milho e outras coisas da terra como o feijão, o grão, etc, se punham a secar, ficando protegidas de um possível orvalho das noites mais frescas. Encantei-me com essa casa. Tinha uma placa de “Vemde-se” e sinceramente, só não a comprei porque já na altura era um teso…. Para trás ficam 6 imagens dessa casa, 3 do anos de 2008 e outras 3 do ano de 2015. Descubra as diferenças. A placa de “vemde-se” ainda lá estava.       

 

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Em bom estado de conservação ou pelo menos de trato, felizmente, vão-se mantendo as igrejas e capelas das aldeias. Perde-se a gente, as tradições, os sabores e saberes das aldeias, mas enquanto houver resistentes há fé, e o povo sempre disse que a fé é a última a morrer. Pois a muitas destas aldeias já quase e só lhes restam a fé, em Deus, pois a fé no regresso dos que partiram, essa abalou, foi-se… que povo este! Fica a deixa para o parágrafo seguinte, onde mais uma vez não resisto recorrer outra vez a Miguel Torga.

 

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Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.

Miguel Torga, In Diário X

 

E imitando Bento de Cruz... Com esta me vou!…

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:28
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Sábado, 23 de Dezembro de 2017

France - Chaves - Portugal

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Há uns bons anos atrás, passar por France era passar pela sua intimidade, por uma rua/estrada cheia de vida, de gente, começava por se apreciar as alminhas e o cruzeiro, depois entrava-se na rua/estrada por entre o casario, deitava-se um olho à igreja, passava-se pelo fontanário, um dos maiores que conhecia, e logo de seguida a rua do casario terminava e continuava a estrada depois de uma fechada e perigosa curva, pelo menos para os desprevenidos.

 

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Tudo isto terminou com a construção da variante à “rua da aldeia”. Suponho que a rua ficou bem mais calma e nós livrámo-nos de uma curva complicada, mas também deixámos de lado a intimidade da aldeia e a sua vida. É, as variantes são sempre assim, servem para passar ao lado… claro que temos sempre a opção de continuar a passar pela intimidade da aldeia, mas quando temos o objetivo de um destino, esse, está sempre primeiro.

 

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Mas também há vezes em que o nosso destino é mesmo France. O primeiro é quase de paragem obrigatória, na estação de serviço das bombas de combustível, nem que seja e só para um café,  mas esta não fica bem na aldeia, mas um pouco antes. Quanto à aldeia já calhou no nosso destino duas vezes, pouca coisa, é verdade, mas deu para recolher as fotos de que precisávamos para dedicar o devido post(s) à aldeia. Mas isso já foi há um tempito, ou melhor, há uns anos. A primeira vez foi em outubro de 2007 e a segunda em janeiro de 2012.  Passaram uns anos, é certo, noutros tempos significaria que a aldeia se teria modificado um bocado, hoje, penso que não, mas um dia destes passo por lá para verificar.

 

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Sim, pode ser que a aldeia se mantenha mais ou menos igual, mas uma coisa é certa, os putos das bicicletas que aparecem nesta última foto ficaram congelados numa imagem de há 10 anos, mas hoje já devem ser homens nos seus vinte e poucos anos. Pois é, a fotografia tem esta magia de congelar momentos, que parecem de hoje, de agora, mas o tempo é implacável e nunca para. Daí, também já entenderam que o presépio que fico atrás em imagem também não é de agora, aquele é o de 2012.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:48
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Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Fornos - Chaves - Portugal

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Ao nível de imagens, o post de hoje sobre a aldeia convidada, Fornos,  talvez resuma aquilo que se aprecia (ou eu aprecio/observo/me leva ao clique), ou seja, na abordagem de uma aldeia desconhecida ou quando pela primeira vez a abordamos, as primeiras impressões são da sua envolvência do meio onde ela está implantada e integrada, o que dela se vê e o que se vê dela, à distância.

 

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Depois vem o conjunto da aldeia, do casario, de como ela se adapta ao terreno, se integra nele, como o usa e o que usa dele para erguer as suas construções.

 

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Já dentro dela, vai-se apreciando aquilo que mais se destaca, que mais chama a atenção, o que mais e melhor a caracteriza.

 

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Por fim os pormenores, o fator humano, o imaterial, as estórias, a História, os sabores e saberes, a vida da aldeia.

Simples, não é!? – Assim aqui resumido na brevidade de meia dúzia de palavras e quatro imagens, até parece que sim, e embora tudo que atrás disse não deixe de ser verdade, para se conhecer verdadeiramente uma aldeia, para ela nos surpreender e dela tirar o seu encanto,  é preciso muito mais…

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:15
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Sábado, 9 de Dezembro de 2017

Fornelos - Chaves - Portugal

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Nesta nova ronda pelas aldeias do concelho de Chaves, hoje toca a vez a Fornelos, uma das nossas aldeias atravessadas pela Nacional 314, que liga Chaves a Murça com passagem por Carrazedo de Montenegro. Embora desclassificada como Estrada Nacional e sendo uma estrada secundária é uma das vias mais importantes do concelho de Chaves, a par das outras Estradas Nacionais, não fosse por ela que se faz a ligação a quase 1/3 das aldeias de Chaves, para além de ser uma das estradas da nossa rede viária do concelho mais interessantes de percorrer, embora com o devido cuidado, pois a sinuosidade e largura da estrada a isso recomenda.

 

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É também por esta estrada que se faz o principal acesso à Serra do Brunheiro e seu planalto e um dos dois acessos principais ao concelho de Valpaços, aliás a aldeia está no limite do concelho de Chaves, num dos pontos mais altos do concelho (920m),  localizada no alto do planalto onde a montanha de começa a desdobras paras as duas vertente, a do concelho de Chaves e a do concelho de Valpaços.

 

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Embora em fotografia a aldeia de Fornelos não passe por aqui muitas vezes, mesmo porque é uma aldeia pequena e maioritariamente com construções mais recentes, o que não vai muito de encontro às preferências deste blog, mais dedicado à antiga arquitetura rural transmontana. Ia dizendo que tem tido muitas imagens mas tem passado por aqui muitas vezes nas palavras de Gil Santo, s com as estórias e contos  que já há uma década vai deixando neste blog e nos seus livro, com mais um acabadinho de sair e que num dos próximos dias traremos aqui.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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Sábado, 18 de Novembro de 2017

Faiões - Chaves - Portugal

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E porque é sábado, vamos até Faiões e embora o momento aqui no blog seja dedicado à aldeia, hoje quero fazer uma dedicatória especial aos rapazes e meninas de Faiões num regresso às minhas memórias do bairro onde nasci – a Casa Azul.

 

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Uma dedicatória em palavras, pois as imagens são para todo o pessoal de Faiões e também para quem gosta de apreciar as nossas aldeias, esta, a funcionar quase como mais um bairro da cidade. Mas as palavras vão mesmo para aquela rapaziada que aos bandos, descia de bicicleta a reta de Faiões e passava na curva da Casa Azul todas as manhãs na hora de ir para as aulas, sempre barulhentos, resultado das conversas entre eles e da troca dos tocares de campainhas entre elas, as bicicletas. Para mim, ainda puto, era um encanto vê-los passar, mas também um aviso de que estava atrasado para o meu percurso a pé, primeiro até à escola Primária do Caneiro, depois para o ciclo da Escola Industrial e Comercial e finalmente para o Liceu, já quando as bicicletas aguardavam pelo regresso dos donos, quer encostadas ao lado do Antunes ou do Rui, ambos das bicicletas.

 

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Rapaziada, alguma,  com a qual momentos mais tarde e durante alguns anos fui tendo como colegas na sala de aulas ou na nossa escola, principalmente mais tarde no Liceu, ou mais tarde ainda como colegas de trabalho. Boa rapaziada, por sinal, com os quais ainda partilho, às vezes, momentos e estórias passadas naquelas bandas com gente que conhecemos daquele tempo, embora Faiões já ficasse fora do meu território que tinha limites no Lameirão, mas com passagem dos de Faiões  pela Casa Azul, o que fazia deles também pessoal da nossa rapaziada, com um obrigado especial por me permitirem, assim, regressar também às minhas origens.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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Sábado, 28 de Outubro de 2017

Dorna - Chaves - Portugal

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Dita a ordem alfabética das nossas aldeias flavienses que a seguir a Dadim seja a Dorna. Ora como no último sábado fomos até Dadim, hoje fica aqui a Dorna. Curiosamente duas aldeias de montanha nas ordem dos 900m de altitude,  embora Dadim fique ligeiramente abaixo dessa altitude a  Dorna acima.

 

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Também ambas as aldeias ficam no limite do concelho de Chaves, Dadim a cerca de 4 km da fronteira com a Galiza e a Dorna bem mais perto do limite, a apenas 500m do concelho de Valpaços. No entanto, e embora estas duas aldeias comunguem destas identidades, também têm as suas singularidades e na prática, em comum, apenas têm ser ambas do concelho de Chaves.

 

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E uma vez que a prosa de hoje deu para iniciar por falar em Dadim, das terras da Castanheira, os castanheiros são mais da Dorna. Aliás de fizermos o exercício de ver a fotografia aérea da região da Dorna, facilmente verificamos uma enorme macha de arvoredo metodicamente plantado e planeado que por conhecimento sei serem castanheiros, uns valente hectares, na ordem dos 1200 ha, embora a maioria pertença ao concelho de Valpaços.

 

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Castanha que é o principal rendimento da população daquela pequena região de castanheiros que, pelo que por aí se vai ouvindo, este ano é para esquecer, com baixa produção e castanha de menores dimensões. Esperemos ao menos que sejam saborosas, pois o S. Martinho está à porta e nesse dia, manda a tradição que se faça um magusto. Esperemos então que haja castanhas que cheguem para tanto magusto e que, repito, sejam saborosas para a jeropiga correr melhor.

 

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E é com esta de castanhas e jeropiga que vos deixo, contudo antes do S.Martinho ainda temos a grande festa de Chaves – a Feira dos Santos – já com barracas espalhadas pela cidade.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:21
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Sábado, 21 de Outubro de 2017

Dadim - Chaves - Portugal

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Embora na minha formação a disciplina de geografia me tivesse acompanhado sempre até ao 12º ano, e fosse uma das que até gostava e daí até ter sido sempre um aluno razoável, a verdade é que nunca me questionei ou me lembro de ter abordado, pelo menos a fundo, a diferença que há entre uma montanha e uma serra. Daí ao longo da minha vida pensar que as serras são a elevações mais altas, reforçada por aquela que nos enfiavam logo na primária de a Serra da Estrela ser a serra mais alta de Portugal.

 

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Com o tempo, vim a saber que a Serra da Estrela não é a mais alta de Portugal e que as montanhas, afinal, são mais altas que as serras, pelo menos a julgar pela definição em que serra é uma grande extensão de montanhas ligadas umas às outras, e montanha é um monte muito alto e extenso. Daí, quando ao longe avistamos (por exemplo) os pontos mais altos da Serra do Larouco, se calha, em vez de dizemos “ e ao fundo vemos a Serra do Larouco” deveríamos dizer “ e ao fundo vemos a montanha mais alta da Serra do Larouco”.

 

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Ora bem, esta de ter começado com a definição de serras e montanhas tem a ver com a nossa aldeia de hoje – Dadim, tudo porque geralmente quando por cá algum pessoal se refere à montanha, está a referir-se a estas terras lá de cima, do planalto da castanheira, que abrange todas aquelas aldeias do planalto desde a Bolideira, Tronco, Travancas, Argemil, Dadim, Cimo de Vila da Castanheira, Sanfins, S.Cornélio e Roriz, penso que é tudo, pois a partir de aí já são terras inclinadas de além planalto. Claro que aqui fica de fora o planalto de Monforte, que embora seja o mesmo já fica do outro lado da estrada…  

 

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Seja como for, ainda a montanha ou a serra, estamos em terras altas, pelo menos para o concelho de Chaves em que o ponto mais alto ronda os 900 metros. Aqui no planalto, em Dadim, andamos a rondar os 855 metros, ou seja bem próximos do ponto mais alto do concelho.

Quanto às fotos, são algumas que escaparam às anteriores seleções para anteriores posts que este blog dedicou à aldeia, no entanto é uma aldeia à qual temos de ir por lá outra vez, pois sinceramente só fui lá uma única vez em recolha de imagens e isso já foi em 2008, e pelo que conheço da aldeia, sinto que me escaparam alguns olhares que merecem ser registados, tanto mais que recordo ter sido uma aldeia simpática na receção que nos fizeram há nove anos atrás. Fica a promessa para um deste dias voltarmos por lá.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:50
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Sábado, 14 de Outubro de 2017

Curral de Vacas - Chaves - Portugal

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Na nossa habitual ronda dos sábados pelas nossas aldeias, hoje toca a vez a Curral de Vacas, uma das aldeias vizinhas do vale de Chaves embora já em plena montanha.

 

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Ficam cinco olhares de cinco momentos que escaparam ou sobraram das últimas seleções em que fomos até esta aldeia, não só para o seu devido post, mas também para o post da freguesia, pois acontece que Curral de Vacas aldeia é também freguesia, mas aqui adota outro topónimo, o de S. António de Monforte.

 

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Mas também Miguel Torga foi pretexto para termos ido até esta aldeia, pois nos seus diários faz algumas referências a Curral de Vacas, quer pela Pedra da Pitorga quer pelo Auto da Paixão.

 

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Pedra da Pitorga que ainda continua por lá no meio do monte, a caminho de Vila Frade. Quanto ao Auto da Paixão, ao qual ainda fui em finais do anos 60, deixam saudades por tudo que o envolvia. Uma representação popular feita pelo povo de Curral de Vacas para quem quisesse juntar-se à celebração, pois embora “teatro” popular,  tinha um forte cariz religioso. Pena que já não se realize e que vá ficando esquecido no tempo.

 

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Quanto à aldeia, é interessante, com interessantes motivos para fotografar. Aldeia ainda com vida, não é das que mais sofre com o despovoamento, talvez pela proximidade da cidade, dos bons acessos,  mas não só, pois outras aldeias há bem mais próximas que estão mais despovoadas. É uma das aldeias pela qual gostamos de passar e “roubar” alguns olhares para memória futura e para deixar por aqui alguns.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:27
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Sábado, 7 de Outubro de 2017

Curalha - Chaves - Portugal

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As nossas aldeias, vilas e cidades não ocuparam o seu território por mero acaso, houve uma série de razões que levou os nossos antepassados a construir, não só os seus abrigos, mas também construções de defesa, de comunicação etc. Em suma, construiram onde tinham melhores condições de vida e de sobreviver a ela.

 

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Daí os rios, os vales mas também as elevações terem sido locais que atraíram população e os convidou a fixarem-se, mas como em tudo também houve algumas exceções que levou população a locais de vida improvável.

 

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As nossas aldeias, vilas e cidades têm inúmeros testemunhos do seu povoamento ao longo do tempo, testemunhos que a História nos ajuda a compreender, tetemunhos que hoje em dia fazem a identidade dos locais e lhes dão uma ou mais imagens de marca.

 

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Curalha, a nossa aldeia de hoje, é uma aldeia cheia de testemunhos, mais recentes ou mais distantes, testemunhos separados por dois mil ou mais anos, desde o seu Castro pré-romano, o testemunho mais antigo, a alguns vestígios romanos até aos mais recentes de há apenas 100, 200 ou 300 anos, nos quais se incluem os seus moínhos, o pontão sobre o rio Tâmega, uma estação, uma ponte e alguns vetígios da existência, passagem e paragem do comboio, onde existem uma composição com máquina a vapor e carruagens de passageiros e mercadorias.

 

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É disto que as aldeias também são feitas, além de outras imagens de marca que as marcam, às vezes até sem importância histórica, como é o caso do pinheiro manso que se mostrava aos olharares de alguns quilómetros de distância dada a sua localização, mesmo na croa de uma pequena elevação e mesmo no centro do Castro de Curalha. Uma referência feita com apenas um pinheiro manso, que segundo conta, está à beira da sua morte. Pela certa não fará parte da história do local mas da qual já não se livra. tudo por estar registado em muitos documentos que fazem a história, mais propriamente em fotografia.

 

1600-CURALHA (734)


O rio, o castro, os moinhos, o pontão e a ponte, o comboio, a antiga via romana, a mais recente Nacional 103 e ainda o mais recente nó da autoestrada, mas também a terra fértil, o amor ao berço e a proximidade da cidade, fazem com que Curalha continue a sua caminhada pela história.

 

1600-curalha (575)

 

Ficam algumas imagens para ilustrar algumas das palavras de hoje, mas não só, pois estes testemunhos não fazem só parte da história e identidade de Curalha, mas também da beleza desta aldeia.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:34
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Sábado, 30 de Setembro de 2017

Couto de Ervededo - Chaves - Portugal

1600-COUTO (558)

 

Hoje é dia das aldeias mas também dia de reflexão, num dos dias e momentos mais altos que a democracia tem, o de podermos refletir e decidir livremente em quem votar e desta vez é nos nossos, na nossa gente, na gente do nosso concelho, daí termos responsabilidade acrescida, pois é o nosso futuro mais próximo que está em causa, dai o nosso direito ao voto ser também um dever.

 

1600-COUTO (559)

 

Deveres e direitos que nos deixam com algumas expectativas mas também com alguns receios, não quanto aos candidatos às freguesias mas pelos candidatos à Câmara Municipal, pelas suas propostas e pela ausência delas, principalmente no que diz respeito ao mundo rural e a uma proposta de um futuro sustentável. Muita cidade, pouco mundo rural. Somos transmontanos, vivemos no seu interior, vivemos duplamente o interior e a interioridade e quer queiramos ou não, Chaves é um concelho rural.

 

1600-COUTO (533)

 

E passemos à nossa aldeia de hoje, ao Couto de Ervededo, que já várias vezes passou aqui pelo blog mas que já há algum tempo que não trazíamos aqui, não pela falta de motivos, mas porque não tem calhado.

 

1600-COUTO (567)

 

Pois hoje o Couto está aqui novamente  com mais alguns motivos que escaparam às anteriores escolhas e que merecem ser conhecidos, não só estes motivos mas muitos mais, bem como a aldeia no seu conjunto e que facilmente se podem incluir num dos roteiros mais interessantes para um passeio de uma manhã ou tarde de fim-de-semana.

 

1600-COUTO (195)

 

E disse num dos roteiros porque para aquelas bandas há vários roteiros interessantes, onde além das aldeias mais próximas como a Agrela e a Torre, temos também Calvão, Castelões, Soutelinho da Raia e Seara Velha, por um lado, mas também Vilela Seca, Vilarelho da Raia e Cambedo, mas ainda o roteiro dos santuários da Srª da Aparecida, Srº do Engaranho e S.Caetano, Pense nisso, e até pode ser hoje, dia de reflexão para poder também refletir um pouco sobre as nossas aldeias. E amanhã não deixe que os outros decidam por si e vote.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:25
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Sábado, 9 de Setembro de 2017

Cela - Chaves - Portugal

1600-cela (3)

 

A aldeia da Cela é o nosso destino de hoje. Antiga freguesia foi apanhada nas malhas daquela pessegada de unir freguesias, sendo hoje pertença da união das freguesias de Eiras, São Julião de Motenegro e Cela, freguesia esta que na prática vê o seu território estender-se desde a veiga de Chaves até ao concelho de Valpaços.

 

1600-cela (75)

 

Certo que o nosso mundo rural está cada vez mais despovoado pelos seus e desprezado pelos “outros” e se as coisas assim continuarem, e tudo indica que assim continuarão, num futuro próximo, o concelho de Chaves em termos populacionais, bem poderá ficar reduzido a duas freguesias – uma urbana de cidade e periferia e outra rural.

 

1600-cela (15)

 

Quanto à Cela é uma pequena aldeia implantada em plena Serra do Brunheiro escondida e recatada das vistas exteriores mas com excelentes vistas para a Veiga de Chaves e para a aldeia de S.Lourenço.

 

1600-cela (25)

 

Aldeia pequena mas uma das raras aldeias de Chaves que já há uns bons anos, dezenas, matem um Grupo Cultural e Etnográfico com um rancho folclórico e de cantares que nas suas atuações se faz sempre acompanhar de utensílios tradicionais utilizados ao longo dos tempos no mundo rural.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 14:34
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Sábado, 12 de Agosto de 2017

Casas de Monforte - Chaves - Portugal

1600-casas-monf (19)

 

Quando iniciei esta nova ronda pelas nossas aldeias disse que traria aqui três imagens (uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital)  e seguiria a ordem alfabética. Pois tenho cumprido no que diz respeito à ordem alfabética, mas quanto ao número de fotografia, nem por isso.  O facto é que vou vendo aquilo que tenho em arquivo e vou-me entusiasmando  com o que vejo, mas não só, pois por uma ou outra razão há aldeias que têm passado por aqui mais vezes enquanto outras vão ficando para trás, e para compensar esta falha, nesta nova ronda,  compenso com mais um ou dois olhares.

 

1600-casas-monf (82)

 

Costumo dizer que neste blog cumpre-se tudo que se promete, mas como podem verificar há exceções, mas das boas, ou melhor, não cumprimos porque excedemos sempre aquilo que se promete.

 

1600-casas-monf (17)

 

 

Mas vamos lá até Casas de Monforte que pelo apelido toponímico ficamos logo a saber que se localiza em terras de Monforte, ou seja, terras das redondezas do Castelo de Monforte.

 

1600-casas-monf (141)

 

Deixamos cinco imagens,  de arquivo, com um pouco daquilo que fazem as nossas aldeias, com as habituais alminhas, um dos traços da nossa cultura, uma janela da escola do tempo em que ainda havia alunos dentro, um largo onde tudo era possível acontecer, as tradicionais construções  de granito, as cores dos rebocos da casas e os becos castiços que fazem a singularidades das nossas aldeias. Apenas alguns motivos de muitos motivos que as aldeias nos oferecem.

 

1600-casas-monforte-art (9)

 

Casas de Monforte mais uma aldeia que fica nas proximidades das Nacional 103, mas que é necessário sair desta para a conhecer, mas que pode também ser aldeia de passagem se utilizarmos itinerários secundários, no caso a ligação a Paradela de Monforte.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:22
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