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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Dez18

Sanfins da Castanheira - Chaves - Portugal

1600-sanfins (97)

 

Na nossa habitual ronda pelas aldeias do concelho de Chaves, hoje vamos até Sanfins da Castanheira que como o apelido do topónimo indica, é mais uma das aldeias de terras da Castanheira, algumas adotando o mesmo apelido, tais como Cimo de Vila da Castanheira e Santa Cruz da Castanheira, e outras com apenas o nome próprio como topónimo, como Parada, Polide e Mosteiro.

 

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Como curiosidade, que em mim gerava alguma confusão aquando ainda andava na fase de descoberta das nossas aldeias, é o facto de não haver separação física entre as aldeias de Cimo de Vila e Sanfins, que para um desconhecedor desta particularidade, entenderá as duas aldeias como apenas uma.

 

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Sanfins é uma das aldeias que já há muito é nossa conhecida, pelo menos de passagem, pois ainda no tempo em que as festas das aldeias onde tínhamos amigos e colegas,  faziam parte da nossa agenda de verão, para uma delas (Stª Cruz da Castanheira) tínhamos obrigatoriamente de passar por Sanfins. Mas não só, também por motivos profissionais, calhava no nosso itinerário para atingirmos as aldeias de Mosteiro, Polide, Stª Cruz e Parada, para além da própria aldeia de Sanfins. Contudo, só desde que temos o blog é que iniciámos os nossos registos fotográficos da aldeia, geralmente também de passagem para as outras aldeias. Assim foi em 2007, em 2010 e 2012, mas nunca chegou a ficar completo. Geralmente é este o problema das aldeias de passagem, como passamos tantas vezes por elas, vamos adiando a nossa recolha para a próxima vez.

 

1600-sanfins (35)

 

Assim na seleção fotográfica de hoje, há fotografias de há 11 anos e as mais recentes de há 6 já a caminho dos 7 anos. Um dia destes temos de voltar por lá e parar para descobrir o que há ainda para descobrir.

 

1600-sanfins (8)

 

Quanto ao topónimo SANFINS é muito vulgar em Portugal mas também na Galiza e restante Espanha. Sobre o topónio a Infopédia refere o seguinte:

 

Do baixo-latim Sancto Felice, 'o lugar de São Félix'. Também se encontra na Galiza, sob as formas San Fins e San Fiz, na Catalunha sob a forma San Felíu e no resto de Espanha como San Felices.

 

Nas nossas voltas pelo Barroso já passámos e trouxemos aqui ao blog uma aldeia com a outra variante deste topónimo, a aldeia de São Fins.

 

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Sanfins da Castanheira localiza-se em terras da Castanheira, em terras não muito acidentadas e rodeada de uma pequena depressão do terreno no grande planalto da montanha, com bons terrenos agricolas, mas à beirinha do mar de montanhas que entra por terras de Vinhais adentro.

 

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E é tudo, quase nada, eu sei, mas como já não é a primeira vez que trazemos aqui esta aldeia, nem será a última. Para saber mais sobre ela, pela certa aparecerá a seguir a este post um link aos posts anteriores.

 

 

 

Nossas consultas:

Sanfins in Dicionário infopédia de Toponímia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-12-15 05:04:15]. Disponível na Internet:  https://www.infopedia.pt/dicionarios/toponimia/Sanfins

 

08
Dez18

Sandamil - Chaves - Portugal

1600-sandamil (25)

 

E porque hoje é sábado, vamos até mais uma das nossas aldeias do concelho de Chaves, desta vez, calha vir aqui Sandamil, da freguesia de Nogueira da Montanha, que fica ali onde bem na croa da Serra do Brunheiro, onde a serra parou de crescer para se transformar em planalto.

 

1600-sandamil (34)

 

Como a intenção deste trazer aqui as nossas aldeias é múltipla, ou seja, primeiro para as dar a conhecer, segundo para marcarem o seu lugar na WEB, terceiro como um convite a uma visita, nem há como a localizar devidamente e traçar-vos um itinerário para lá chegar. Pois embora já atrás tenha ficado a indicação que Sandamil fica no planalto do Brunheiro, este, tem uma dimensão considerável, entrando mesmo em terras de Valpaços, daí serem necessárias mais algumas indicações. Pois para lá chegarmos (a parti de Chaves), devemos subir a EN314 (Chaves-Carrazedo de Montenegro), passamos Vilar de Nantes, Izei, no Peto de Lagarelhos seguimos pelo lado esquerdo, passamos Lagarelhos e antes de chegarmos a France, logo após as “bombas de gasolina”, viramos à esquerda, seguindo por uma reta que se perde na croa de uma pequena elevação para logo a seguir começar a descer até chegar a um cruzamento onde encontrará a seguinte placa:

 

1600-sandamil (86)

 

Já lá estamos. O que há a dizer sobre a aldeia, já o fui dizendo em anteriores post´s dedicados a Sandamil, pela certa que logo a seguir a este post, o algoritmo da SAPO irá deixar as anteriores abordagens que fiz à aldeia, se tiverem curiosidade, nem há como clicar no link e ir ver o que por lá deixei. Hoje vou abordar outro tema que se prende com o topónimo SANDAMIL, pois tenho sempre curiosidade em saber ou tentar saber qual a sua origem.

 

1600-sandamil (75)

 

Pois bem, se fizermos uma pesquisa na net pelo seu significado, na infopédia encontramos o seguinte:

 

“Do baixo-latim [Villa] Sandemiri, 'a quinta de Sandemiro'. Encontra-se também na Galiza, e tem as variantes Sandomil, Santomil e Santosmil.”

 

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Já na “toponímia galego-portuguesa e brasileira”, um blog que se dedica à toponímia, encontrámos o seguinte:

 

Sandamil (Pt. e Gz.) - existe a variante Sandamiro (Gz.). do antropónimo germânico Sandemiru

 

E acrescenta ainda:

 

Topónimos terminados em "-mil"


Não seriam muitos, mas não há dúvida que vieram para possuir a terra. ao contrário dos romanos, que administravam territórios com a cobertura do poderio militar (sendo proporcionalmente poucas as villae, quintas ou fazendas de romanos de raiz), os novos senhores germânicos instalaram-se aqui para fazer da nossa terra a terra deles também. como senhores, é bom de ver. a toponímia galego-portuguesa não me deixa mentir: os "...ar", "...ães", "...ufe", "...ulfe", "...inde", "...ende", "...iz", e agora os "-mil", não serão milhares mas são realmente muitos. traduzem uma vivência rural, uma opção pelo campo em desfavor das cidades - onde os romanos vencidos tinham preferido viver até então. colapsam as "Bragas" e "Idanhas", desaparecem cidades, perde-se o fio à meada no Itinerário de Antonino. a vida retorna à terra-mãe, ao seio da natureza. as relações de poder de tipo administrativo passam agora para relações de poder de carácter ético e moral.
Da língua deles, incompreensível a nativos e romanos (que lhes chamavam bárbaros, por causa do blá-blá inentendível que soltavam das goelas), restam estes topónimos no genitivo latino: "(propriedade) de f..."
Aprenderam o latim, mas como os romanos já não mandavam para os corrigir, o latim deles, mais o dos nativos, deu em galego-português. e não está nada mal, ficou até legal. bem melhor que o inglês, que o diabo o fez (*).


A nota de rodapé também fica (no rodapé, claro), não só por concordar com ela, mas também pelo sentido de humor do autor.

 

1600-sandamil (57)

 

Por sua vez, o autor de um outro blog ( O Galaico), num comentário ao texto anterior,  deita mais achas para a fogueira, dizendo ao respeito:

 

Os topónimos que acabam por Mil tem muitas vezes origem em locais onde o exército romano tinha recrutado forças para as suas legiões.

A troco de soldo ou à força, as terras que doaram significativa parte da sua população as ordens do invasor ganharam por vezes o tal MIL no fim.

Mil de Militares...

 

1600-sandamil (33)

 

Ora esta última leva-nos a ir à procura do significado de SANDA ao qual se teria acrescentado MIL, que no Priberam nos leva até ao verbo SANDAR, com o seguinte significado:

 

san·dar  (talvez de sarar) - verbo intransitivo - [Portugal: Minho]  Sarar ou melhorar.

 

Sandamil, pelo menos para curar os males do nevoeiro do vale de Chaves, encaixa na perfeição nesta definição, e se o rigor do frio dos seus invernos cura tão bem os presuntos, as chouriças, os salpicões e as alheiras, porquê não nos curar (sarar) a nós também!?... Mais uma acha prá fogueira.

 

Claro que na busca da origem das coisas, às vezes em vez de esclarecer só se complica, mas pelo menos fica uma base para partirmos à descoberta, no entanto, também se pode dar o caso de a origem ser outra qualquer.

 

1600-sandamil (28)

 

As nossas consultas:

 

- Sandamil in Dicionário infopédia de Toponímia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-12-08 04:01:25]. Disponível na Internet:  https://www.infopedia.pt/dicionarios/toponimia/Sandamil

 

- "sanda", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/sanda [consultado em 08-12-2018].

 

- https://dicionario.priberam.org/sanda

 

- http://toponimialusitana.blogspot.com/

 

 

(*) tendo em conta que essa erva-daninha se tornou obrigatória nas culturas em Portugal desde a escolaridade básica, e que já ninguém é capaz de escrever coisa que se veja senão nessa espécie de língua, calcula-se que as próximas Comunicações de Ano Novo dos senhores Presidente da República e Primeiro Ministro sejam proferidas em Inglês, para poupar dinheiro ao Défice e evitar calinadas, pontapés na gramática e os inefáveis "controlos" e "impactes".

 

 

 

01
Dez18

Samaiões - Chaves - Portugal

1600-samaioes (162)

 

Seguindo a ordem alfabética das nossas aldeias e depois de no último sábado ter passado por aqui a aldeia de Roriz, hoje calha a vez a Samaiões, a primeira das 33 aldeias do concelho de Chaves cujo topónimo começa por S.

 

1600-samaioes (165)

 

Samaiões, antiga sede de freguesia à qual pertenciam as aldeias de Outeiro Jusão e Izei, com a última reestruturação administrativa das freguesias portuguesas, passou a pertencer à união de freguesias da Madalena e Samaiões.  

 

1600-samaioes (91)

 

Embora Samaiões (aldeia) já esteja implantada em plena Serra do Brunheiro (nas suas faldas), a antiga freguesia já entrava praticamente na cidade, ocupando parte da reta do Raio X e passando mesmo o rio para a outra margem, incorporando no seu território o Bairro da Várzea e S. Fraústo. Apenas uma curiosidade mas que serve também para caracterizar a antiga freguesia, um misto de rural e urbana ou quase, pois ficava-se pela periferia da cidade.  

 

1600-samaioes (171)

 

Samaiões (freguesia) era também um misto de montanha e veiga. As aldeias em si, ocupavam às áreas elevadas deixando a veiga livre para a agricultura. Claro que isto acontecia quando a maioria da veiga era cultivada, ou melhor, antes de ao longo das principais ruas de freguesia, as que fazem o acesso à cidade, terem sido povoadas de construções, mesmo assim, a aldeia de Samaiões e Izei mantiveram a separação física entre elas e a cidade, já o mesmo não acontece com Outeiro Jusão, que na prática já não há separação entre a aldeia e a Madalena (cidade).

 

1600-samaioes (156)

 

Quando a aldeia de Samaiões, embora a proximidade da cidade e hoje fazendo parte de uma das freguesias da cidade, manteve a sua integridade como aldeia rural, que ainda vai mantendo a sua população e cultivando os seus campos, embora sirva também como aldeia dormitório.

 

1600-samaioes (146)

 

Samaiões é também uma aldeia miradouro da cidade e de toda a veiga de Chaves, desde onde se lançam excelentes vistas. Já o contrário não acontece, ou seja, a aldeia confunde-se um pouco com a montanha e com o arvoredo que a envolve.

 

1600-samaioes (126)

 

É uma das aldeias que às vezes fazemos calhar nos nossos itinerários, daí já ter passado aqui no blog várias vezes, não só por essa razão, mas também por ser uma aldeia sempre com motivos interessantes para fotografar. E continuaremos a passar por lá e pela certa continuará também a passar aqui pelo blog, mas a próxima, só depois de terminarmos esta ronda até chegarmos à última aldeia da lista – Vilela do Tâmega.

 

 

25
Nov18

Roriz - Chaves - Portugal

1600-Roriz (51)

 

Hoje vamos até Roriz e começo com um pedido de desculpas, com as devidas explicações na esperança de ser perdoado. Poderia evitá-las se… mas também para isso há explicações.

 

1600-Roriz (132)

 

Ora então vamos lá, é quase uma estória. A minha vida laboral levou-me ao longo destes últimos trinta anos algumas vezes até Roriz. Desde a primeira vez fiquei de olho na aldeia, primeiro porque ainda antes de entrarmos nela se deixava ver no seu todo, onde se podia apreciar o seu conjunto mais ou menos bem concentrado, depois porque logo na entrada se avistava um edifício mais senhorial que nos chamava a atenção, logo a seguir um largo que dava a entender ser o seu largo principal, e depois todo o casario tipicamente rural e transmontano, para além de ser uma aldeia sempre com vida nas ruas, o que fazia sempre agradável uma visita. Acontece que nessas visitas de trabalho, ia em trabalho, e embora até já me dedicasse à fotografia, ainda estávamos no tempo da analógica, ou seja, no tempo em que, por exemplo, arrancávamos por aí fora numas férias de 15 dias com um rolo de 36 fotografias e regressávamos a casa ainda com 4 ou 5 fotografias por tirar, pois a revelação e ampliação das fotos tinha que ser paga e digamos que os custos não eram muito convidativos para quem não lhe abundava o dinheiro. Ou seja, não acontecia como hoje em que se tomam fotografias de tudo e alguma coisa, a torto e a direito. Concluindo, nessas minhas visitas de trabalho, nem sequer levava a máquina fotográfica comigo, e hoje, diga-se a verdade, arrependo-me bem, pois sem prejudicar o trabalho, poderia ter registado alguns momentos que hoje são impossíveis de registar.

 

1600-Roriz (151)

 

Mas avancemos. Quando iniciei este blog, nunca imaginei que ele se viria a transformar naquilo que é hoje. Primeiro era para ser dedicado só a coisas mais pessoais e à cidade de Chaves, mas logo me dei conta que as coisas pessoais são, como o próprio nome indica, pessoais, e a cidade de Chaves, embora para mim seja uma grande cidade, é coisa pouca para mostrar o ser flaviense, pois o nosso ser ficaria manco sem a componente rural das nossas aldeias do concelho, e assim, cedo me dei conta que o Blog seria de Chaves, sim senhor, mas não da cidade de Chaves, antes do município de Chaves, ou seja, da cidade de Chaves, da vila de Vidago e das aldeias do concelho. Iniciava então a minha primeira ronda por todas as aldeias do concelho, uma a uma, nuns fascinantes dias de descobertas. A primeira ronda demorou seis anos a ficar completa e a Roriz tocou-lhe a sorte no mês de outubro do ano de 2008.

 

1600-Roriz (311)

 

Acontece que nessa primeira abordagem a objetiva da minha máquina já apresentava algum cansaço, não pela idade, mais pelo uso, e começou a focar as imagens só quando lhe apetecia, ou seja, 2/3 das imagens saíram-me desfocadas. Sei isto porque mesmo desfocadas ainda guardo essas imagens, isto só para me lembrar que tinha de ir por Roriz novamente para repetir essas fotografias e aproveitar para tirar mais algumas, e fui, passados 4 anos (outubro de 2012). Nessa altura já com duas lentes, uma para todo o serviço e outra, uma teleobjetiva, só para grandes distâncias, daquelas que vê coisinhas mais pequenas a grande distância.

 

1600-Roriz (155)

 

Ora acontece que eu até sou organizadinho, mas também um pouco despistado. Coisas que não combinam muito bem. Antes de sair para o terreno tenho sempre o cuidado de carregar pilhas suplentes, limpar o cartão de memória, etc, mas, às vezes, chegado ao terreno, falha-me a pilha da máquina e só então me lembro que a suplente ficou em casa no carregador, ou o cartão de memória no computador. Para a minha segunda abordagem a Roriz levei pilha e cartão de memória, mas quando cheguei lá, ao retirar a máquina do saco é que me dei conta que levava a lente errada, a tal objetiva para grandes distâncias o que, convenhamos, não dá mesmo jeito nenhum para tirar fotografias no interior de uma aldeia,  onde tudo fica perto. Mas não dei parte de fraco, tirei algumas fotos, as possíveis de maior distância dentro da pouca distância e regressei a casa com espírito de missão NÃO cumprida, ou seja, com a necessidade de ter de lá voltar para finalmente poder fazer como deve de ser, com todo o equipamento que necessito e adequado,  para fazer o devido levantamento da aldeia, mas, infelizmente, cheguei ao dia de hoje sem lá ter voltado, ou seja, todas as imagens que hoje vos deixo são desses dois idos anos de 2008 e 2012, e, ainda por cima, não tenho a certeza se estou a repetir imagens.

 

1600-Roriz (164)

 

Claro que o palavreado que atrás fica, embora sincero, mais que desculpas são justificações para as imagens que hoje vos deixo, mas também para vos poder dizer que em nenhuma das abordagens que fiz aqui no blog ficou completa, pois há imagens que deveriam aqui estar e que nunca aqui apareceram, mas tudo isto serve também de pretexto para mais uma visita a Roriz, e desta vez vou certificar-me mesmo que levo tudo que necessito e se não levar, volto atrás, recolho o que falta, e volto pra lá no mesmo dia. Fica prometido e aqui quando se promete é para cumprir.

 

1600-Roriz (212)

 

Mesmo assim, deixo por aqui algumas imagens de alguns pormenores, da vista quase geral de Roriz, das vistas que desde Roriz se alcançam e que entram pela Galiza adentro (recorde-se que em linha reta a raia da Galiza fica a apenas 3.5km de Roriz) e a imagem possível da sua igreja.

 

1600-Roriz (221)

 

Mas há duas imagens que me merecem um destaque, a primeira, a daquela data do ano de 1960 que me chama sempre a atenção (por ter sido ano de boa colheita) e a segunda a da galinha em liberdade na rua. Suponho que seja galinha, parece-me, mas também como já não conheço muito bem o engaço, aquela crista deixa-me na dúvida se será realmente uma daquelas galinhas poedeiras que mais tarde dão uma bela canja ou carne para alheiras, ou um galo. Mas mesmo com a crista grande eu aposto na galinha, pois o galo tem sempre aquele ar de importante de pescoço bem levantado.

 

E com esta me bou e prometo que não me esquecer do que prometi. E cumprir!

 

 

10
Nov18

Ribeira do Pinheiro - Chaves - Portugal

1600-ribeira do pinh (86)

 

E porque hoje é sábado, vamos até mais uma das nossas aldeias do concelho de Chaves, ainda nas Ribeiras, hoje a terceira e última com este topónimo, pois depois da Ribeira das Avelãs e da Ribeira de Sampaio, apenas nos falta deixar aqui, mais uma vez, a Ribeira do Pinheiro, que fica precisamente entre as outras duas Ribeiras e igualmente junto à Ribeira do Caneiro.

 

1600-ribeira do pinh (82)

 

A introdução embora um pouco confusa com tanta Ribeira já esta resolvida, agora quanto ao restante texto já é mais complicado, tudo porque nunca consegui chegar ou perceber qual é o coração da Ribeira do Pinheiro, tudo porque é um lugar atípico, foram do comum para caber na definição de uma aldeia como costumam ser.  Ou seja, vamos ser sinceros, pouco conheço da Ribeira, mesmo porque é de difíceis acessos e só a fui registando a uma certa distância, exceção para algumas fotos junto a Ribeira do Caneiro, a ribeira mesmo ribeira com água a correr bem apressada em leito acidentado.

 

1600-ribeira do pinh (19)

 

Mas conheço e sei algumas coisas sobre a Ribeira do Pinheiro e das suas proximidades, como por exemplo ter vários locais de onde se conseguem fotografias de exceção, principalmente em algumas horas do dia e em algumas épocas do ano, como no Inverno e no Outono. Conheço e conheci também algumas pessoas que tiveram lá o seu berço e que com o tempo desceram um pouco até à veiga para se instalarem, daí ficar também a saber que a Ribeira do Pinheiro não é só de acessos complicados mas também onde era, talvez ainda seja, complicado viver, quer pelo acidentado do terreno quer por se encontrar numa garganta um pouco profunda no encontro de duas encostas da Serra do Brunheiro, o que lhe confere um certo ar exótico e até de mistério, principalmente quando se anda na base dessa garganta onde corre a ribeira da água.

 

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Exotismo e mistério que tanto lhe aumenta o interesse como nos deixa um pouco desconfortáveis, isto quando estamos por lá, na sua base, mas mesmo assim o interesse é superior ao desconforto. Isto são apenas palavras que, por mais que tente, nunca conseguirão chegar a sensação estar lá, junto à ribeira com água. Também o acesso até esta zona, é complicado, há que perguntar a quem sabe qual a melhor forma de lá chegar, mas pela minha experiência, aborde a ribeira a partir da Ribeira das Avelãs, pois a partir da Ribeira de Sampaio, cheira-me a aventura que não estará ao alcance de todos, e também um conselho que se deve ter sempre em conta quando vamos para terrenos complicados, nunca vá sozinho e se for, antes de ir, diga sempre a alguém para onde vai. Experiência própria, pois, nestas coisas de andar a descobrir coisas sozinho, já em tempos cometi algumas imprudências que só depois de sair delas, a frio, é que fiquei ciente de que as coisas poderiam ter corrido para o torto, e depois, ir acompanhado, é sempre mais agradável, pois sempre temos com quem partilhar estas experiências.

 

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Das imagens que hoje vos deixo, as possíveis que até hoje tomei, é natural que algumas até saiam do território da Ribeira do Pinheiro, como por exemplo a imagem do Miradouro de S. Lourenço, desde onde se avista toda a cidade e vale de Chaves, ou outras imagens que são vistas tomadas desde a Ribeira do Pinheiro, pois tal como disse no início não sei muito bem onde começa e acaba o território de cada uma das três Ribeiras, mas seja como for, de certeza que estamos numa Ribeira.

 

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E é tudo, o possível, pois a partir de aqui só mesmo inventando conteúdos. Espero que goste do que por aqui deixo, imagens também elas já com uns anitos, exceção para a última imagem da Ribeira do Caneiro, mais recente, mesmo assim já tomada há dois anos.

 

Até amanhã, se possível com mais uma aldeia do Barroso, ainda o Barroso de Montalegre.

 

 

 

13
Out18

Ribeira das Avelãs - Chaves - Portugal

1600-ribeira-avelas (76)

 

Começo por aqui, com linhas baralhadas e planos desencontrados parecendo querer desconstruir a exatidão da geometria e já nem quero falar da confusão das cores, que aqui reduzo a uma, isto se considerarmos o branco e o preto como cores neutras, e se não fosse por querer ou ter mesmo necessidade de cumprir com a promessa de trazer aqui uma aldeia todos os sábados, ter-me-ia ficado por esta imagem… Mas vou continuar, mesmo porque a nossa aldeia de hoje me leva até territórios da minha infância que nos últimos dias tenho andado a povoar, recordando momentos que há muitos anos não saiam dos baús escondidos nos cantos menos procurados da memória.

 

1600-23-12-09 (38)

 

Ficamos então, hoje, com imagens da Ribeira das Avelãs, a um passo das minhas berças e do meu berço da Casa Azul, com mais uma imagem carregada de simbologia, pela neve, pelo frio, pelo pinheirinho de Natal que estas terras sempre me guardavam para em família podermos enfeitar, podermos adorar e podermos consoar, todos. Momentos e verbos hoje impossíveis de conjugar em todos os tempos.

 

1600-ribeira-avelas (211)

 

Fiquemos então com algumas imagens da Ribeira das Avelãs, ali onde a veiga termina e a serra começa e é esventrada pela força e teimosia da vida de um pequeno ribeiro que teima sempre em chegar até aos braços de quem o vai acolher e abraçar.  Sem mais palavras, na certeza porém de que cada imagem despertará um momento ou uma estória esquecida num cantinho da memória.

 

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1600-ribeira-avelas (221)

 

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Até amanhã!

 

 

06
Out18

Rebordondo - Chaves - Portugal

1600-rebordondo (460)

 

Seguindo a metodologia desta nova ronda pelas aldeias de Chaves, ou seja, a ordem alfabética, hoje toca a vez a Rebordondo, por sinal uma aldeia que tem sido nossa convidada com alguma frequência, e se isso acontece, alguma razão haverá para tal, pois não temos qualquer ligação em particular com ela. Vamos saber algumas dessas razões.

 

1600-rebordondo (338)

 

Pois no geral será por ser uma aldeia que ainda mantém a integridade de uma aldeia tipicamente transmontana, sem grandes atentados no seu interior e onde o casario tipicamente tradicional convive com casario mais nobre e solarengo. É uma aldeia ainda com alguma vida, pois que recorde das vezes que fui por lá ou por lá passei sempre vi gente nas ruas e vida diária no trabalho dos campos. Só por isto já é uma aldeia convidativa para alguns registos fotográficos ou uma visita, mas há mais.

 

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Pormenores ou motivos que fazem a diferença temos a igreja, o conjunto da fonte de mergulho e tanque, o Solar dos Braganças, fontes e bebedouros públicos, alminhas, etc, mas o destaque, talvez possa ir além do que é património arquitetónico e centre no seu património associativo/cultural/social/artístico, com aquela que dá pelo nome de Bnada Musical de Rebordondo.

 

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Deixamos aqui um extrato daquilo que encontrámos na página desta coletividade:

 

Pois também desde sempre esta Banda musical existe. Não será bem desde sempre, mas pelo menos na aldeia, já não há memória do início da sua existência. Diziam-me na aldeia, que já quando nasceram os seus  avós, a Banda já existia, e que a estes, os pais, também lhe contavam que a Banda sempre existiu.

    Então e mesmo sem memória de uma data de início desta Banda Musical, sem uma data comemorativa, podemos afirmar que será a Banda Musical mais antiga do concelho e pelas contas feitas na aldeia, terá mais de 300 anos. Uma terra de músicos, portanto, com músicos em todas as gerações das famílias da aldeia.



Ler mais: https://banda-rebordondo.webnode.pt/nossa-historia/

 

1600-rebordondo (54)

 

Para além daquilo que atrás já deixámos, temos os pormenores que eu deixo aqui em três imagens. Estes, quase aleatoriamente escolhidos, mas poderiam ser muitos mais, mas digamos que nestes temos um resumo de três “reinos” – o animal, o vegetal e o outro deveria ser o mineral, e de certa forma até o é, mas já transformado e aplicado, chamemos-lhe o “reino” arquitetónico. Apenas pormenores, claro está.

 

1600-rebordondo (316)

1600-rebordondo (410)

1600-rebordondo (416)

 

Também em termos de apreciação e natureza, há a considerar o fértil planalto que ainda vai sendo cultivado que remata naquele que, atrevo-me a dizer, é a maior mancha atual de floresta do concelho de Chaves, toda de pinheiros, mas que felizmente tem escapado ao flagelo dos incêndios. Sem ter certeza no que vou afirmar, penso e parece-me que a limpeza, a exploração de resina e os postos de trabalho que aquela mancha de floresta vai garantido através da Comissão de Baldios, tem-na protegido.

 

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Mais uma vez não tenho a certeza do que vou afirmar, nem tempo para investigar sobre o assunto, mas recordo haver uma referência a um imponente carvalho centenário existente na quinta do Solar dos Braganças que pela sua imponência era assinalado como uma referência nas cartas militares. Penso que ainda existe e até onde se localiza, mas como são assuntos que remontam ao meu primeiro levantamento fotográfico e documental que fiz da aldeia em 2009, e a minha memória já não regista tudo, dou lugar à dúvida.

 

1600-rebordondo (130)

 

Na realidade também as fotos que hoje vos deixo são de arquivo e parte delas tomadas em 2009 e outras em 2014, exceção para a foto da banda de música que recolhi na sede da banda, da qual desconheço a autoria e a data, mas suponho não ser muito antiga, talvez dos anos 60 ou 70, isto a julgar por algumas pessoas que estão nela retratadas.

 

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Muito mais haveria para dizer sobre Rebordondo e muita coisa já foi dita aqui no blog ao longo destes quase 14 anos da nossa existência, apontamentos que fui deixando em alguns posts que dediquei à aldeia e que pela certa o algoritmo utilizado pela SAPO irá selecionar alguns para rodapé deste post, mesmo assim deixo aqui um link para um post anterior:

https://chaves.blogs.sapo.pt/410825.html

 

1600-rebordondo (43)

 

Também em termos de links deixo aqui outro para uma página nofacebook dedicada à Banda Musical de Rebordondo

https://www.facebook.com/pages/category/Musician-Band/Banda-Musical-de-Rebordondo-496372217133782/

Mas também recomendo uma visita Rebordondo que poderá complementar com uma visita a Casas Novas e a Redondelo, àquilo que eu costumar chamar a rota dos solares, dá para uma tarde bem passada onde se podem apreciar aquilo que de melhor o nosso concelho tem em casario solarengo. Uma proposta para a manhã ou tarde deste domingo, aqui mesmo ao lado da cidade de Chaves.

 

 

08
Set18

Prado - Chaves - Portugal

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Seguindo a metodologia (ordem alfabética) que temos vindo a praticar nesta nova ronda pelo mundo rural das nossas aldeias, a seguir à Póvoa de Agrações aparece-nos o Prado. Ora bem, o Prado não é propriamente uma aldeia, é mais um lugar, um pequeno bairro da nossa veiga de Chaves, localizado entre as Eiras, o Campo de Cima e o Sr. da Boa Morte, tendo características muito particulares e muito ligadas ao cultivo de uma área considerável da veiga, daí, que desde o inicio da abordagem às nossas aldeias eu ter aberto um espaço para o Prado também constar aqui, e não é caso único, pois para bem perto do Prado procedi da mesma maneira para a Quinta da Condeixa.

 

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Mas talvez tudo isto sejam coisas do meu subconsciente revivendo o território que me era permitido na minha juventude mais jovem de criança, onde o Campo de Cima, o Prado, a Quinta da Condeixa eram alguns dos limites desse território. Ir para lá desses espaços, já era coisa complicada de explicar no caso de as explicações serem necessárias.

 

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Mas sim, o Prado fazia parte quase diária das minhas andanças de bicicletar  esse território da veiga, pelo menos até à taberna do Justino (ou Faustino – a memória já me atraiçoa) onde a rua bifurcava e eu escolhia sempre o destino da Quinta da Condeixa que me afastava do Prado, e a razão era simples, era apenas uma questão de velocidade, ou seja, até à Quinta da Condeixa era necessário vencer uma pequena subida o que significa que o regresso era feito a descer, o que dava para atingir uma velocidade considerável que, aproveitando o balanço, só terminava na meta da Casa Azul. Pode parecer coisa pouca, mas dava para por a fervilhar a adrenalina de uma criança.  

 

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Quanto ao topónimo “Prado” penso não haver dúvidas de ter origem naquilo que seria um prado, a minha dúvida apenas surge com a origem/tempo em que este topónimo aparece, antes ou depois da Quinta do Prado… apenas uma curiosidade. Mas desengane-se que pensar que o prado é mesmo um prado. Também o é, mas não é só prado que por lá se dá, pois, todo o tipo de culturas são possíveis por lá, com terra fértil e contando ainda com a ajuda do regadio (canal de rega) que atravessa as terras do Prado.

 

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E como devem calcular do Prado pouco mais haverá para dizer. Fica desde já anunciado o lugar do próximo sábado, mais uma exceção, pois tal como hoje não se trata de uma aldeia, mas de um lugar que dá pelo nome de Praia de Vidago, onde também passámos algumas tardes de verão da nossa adolescência mais crescida.

 

 

 

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01
Set18

Póvoa de Agrações - Chaves - Portugal

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Na ronda de hoje pelas nossas aldeias do concelho, seguindo a metodologia utilizada até aqui de seguir a ordem alfabética, hoje toca a vez a Póvoa de Agrações.

 

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Antiga sede de freguesia, à qual pertenciam as aldeias de Fernandinho, Pereiro de Agrações, Agrações e Dorna, com a última reforma administrativa das freguesias foi agregada à de Loivos, passando a ser União de Freguesias de Loivos e Póvoa de Agrações.

 

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Nesta nova ronda por todas as aldeias do concelho, Póvoa era a única que faltava aqui passar da antiga freguesia, que tal como as restantes, é uma aldeia de montanha e no limite do concelho de Chaves, tendo como vizinhos os concelhos de Valpaços e Vila Pouca.

 

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Terras da castanha, onde é comum encontrarem-se soutos centenários com imponentes castanheiros, sendo o principal rendimento dos os que ainda resistem como habitantes, pois sendo aldeias de montanha e simultaneamente longe da sede de concelho, o convite à partida foi aceite pela maioria.

 

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Sendo aldeia de montanha, é também sinónimo de pertencer a terras altas que a par da aldeia da Dorna, eram as mais altas da antiga freguesia e continuam a ser na atual freguesia, próximas dos 900 metros, sem os atingir.

 

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E terras altas são também sinónimo de invernos rigorosos mas também de poderem lançar vistas mais além, pois como todas também estas aldeias são implantadas nos pontos mais altos, deixando as terras mais baixas e também mais protegidas para terrenos agrícolas.

 

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Sofrem com os invernos mas gozam com as vistas, isto se os céus estiverem limpos, sei que não serve de consolo para o rigor do inverno mas pelo menos podem servir para o da vista a lançar olhares para horizontes distantes, quase sempre para o lado dos sonhos…

 

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Ficam hoje nove imagens que escaparam às anteriores seleções nas vezes em que a Póvoa já passou por este blog. Imagens de duas ou três idas lá em recolha de imagens, não muitas, pois a aldeia também não é grande, mas pelo menos com algumas que dão para termos uma ideia do ser da Póvoa de Agrações  

 

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Claro que quando terminarmos esta ronda, iniciaremos outra nova, com algumas alterações pensadas, o que nos obrigará a ir por lá de novo, mas isso ainda está em projeto e também ainda só vamos na letra P da ordem alfabética. Quero com isto dizer que ainda não vai ser para já, mas lá iremos.

 

 

 

25
Ago18

Polide - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado e os nossos destinos de fim de semana são sempre para o mundo rural das aldeias do nosso concelho ou região, hoje vamos fazer uma breve passagem por Polide, do concelho de Chaves, mas mesmo a queimar o limite do concelho, pois as terras de Valpaços surgem ao fundo do caminho, as uns escassos 200m e também não muito longe das terras de Vinhais, estas a perto de 4Km, tendo ainda a aldeia de Parada pelo meio.

 

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Uma breve passagem por Polide porque a aldeia também é muito breve, ou seja, pequena, é uma das mais pequenas do concelho, com cerca de vinte casas, e a maioria de construção mais recente, aparentemente construídas durante o último quartel do século 20, pois o seu núcleo histórico, mais antigo, parece resumir-se a 7 ou 8 construções, mas nem todas eram habitações.

 

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Uma aldeia pequena mas que vai tendo um pouco de tudo que uma aldeia costuma ter. Uma pequena capela, um tanque público e cemitério, sofrendo também da maleita que agora vai sendo comum a todas as aldeias, e nesta nota-se muito mais – o despovoamento, tendo todas as condições e convites para o despovoamento total.

 

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Em recolha de imagens fui por lá quatro vezes, sempre na esperança de arranjar novos motivos ou de ver por lá vida. Pessoas, só da primeira vez que lá fui é que as vi. Numa segunda vez em visita mais demorada, não vi vida humana, apenas um bode que se mostrava espantado e admirado com a nossa presença, não tirando de nós o seu olhar, mas isso já foi há uns bons anos, pois a última vez que passei por lá já foi há 10 anos. Fora isso, só um rebanho que vimos a caminho da aldeia, mas também não vimos o pastor.

 

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Aldeia pequena também oferece poucos motivos para fotografar, assim ficamos por aqui, mas ainda há espaço para referir que em redor da aldeia são campos de cultivo, com a vinha a marcar uma forte presença, vai aparecendo também a oliveira e outras árvores de fruto. Polide já tem ares de Terra Quente, localizada num pequeno planalto a rondar os 600m de altitude, já vai assumindo as características de terras de Valpaços, aliás as povoações mais próximas são valpacenses (Ferreiros, Lebução e Vilartão).

 

 

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