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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

13
Out18

Ribeira das Avelãs - Chaves - Portugal

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Começo por aqui, com linhas baralhadas e planos desencontrados parecendo querer desconstruir a exatidão da geometria e já nem quero falar da confusão das cores, que aqui reduzo a uma, isto se considerarmos o branco e o preto como cores neutras, e se não fosse por querer ou ter mesmo necessidade de cumprir com a promessa de trazer aqui uma aldeia todos os sábados, ter-me-ia ficado por esta imagem… Mas vou continuar, mesmo porque a nossa aldeia de hoje me leva até territórios da minha infância que nos últimos dias tenho andado a povoar, recordando momentos que há muitos anos não saiam dos baús escondidos nos cantos menos procurados da memória.

 

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Ficamos então, hoje, com imagens da Ribeira das Avelãs, a um passo das minhas berças e do meu berço da Casa Azul, com mais uma imagem carregada de simbologia, pela neve, pelo frio, pelo pinheirinho de Natal que estas terras sempre me guardavam para em família podermos enfeitar, podermos adorar e podermos consoar, todos. Momentos e verbos hoje impossíveis de conjugar em todos os tempos.

 

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Fiquemos então com algumas imagens da Ribeira das Avelãs, ali onde a veiga termina e a serra começa e é esventrada pela força e teimosia da vida de um pequeno ribeiro que teima sempre em chegar até aos braços de quem o vai acolher e abraçar.  Sem mais palavras, na certeza porém de que cada imagem despertará um momento ou uma estória esquecida num cantinho da memória.

 

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Até amanhã!

 

 

06
Out18

Rebordondo - Chaves - Portugal

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Seguindo a metodologia desta nova ronda pelas aldeias de Chaves, ou seja, a ordem alfabética, hoje toca a vez a Rebordondo, por sinal uma aldeia que tem sido nossa convidada com alguma frequência, e se isso acontece, alguma razão haverá para tal, pois não temos qualquer ligação em particular com ela. Vamos saber algumas dessas razões.

 

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Pois no geral será por ser uma aldeia que ainda mantém a integridade de uma aldeia tipicamente transmontana, sem grandes atentados no seu interior e onde o casario tipicamente tradicional convive com casario mais nobre e solarengo. É uma aldeia ainda com alguma vida, pois que recorde das vezes que fui por lá ou por lá passei sempre vi gente nas ruas e vida diária no trabalho dos campos. Só por isto já é uma aldeia convidativa para alguns registos fotográficos ou uma visita, mas há mais.

 

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Pormenores ou motivos que fazem a diferença temos a igreja, o conjunto da fonte de mergulho e tanque, o Solar dos Braganças, fontes e bebedouros públicos, alminhas, etc, mas o destaque, talvez possa ir além do que é património arquitetónico e centre no seu património associativo/cultural/social/artístico, com aquela que dá pelo nome de Bnada Musical de Rebordondo.

 

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Deixamos aqui um extrato daquilo que encontrámos na página desta coletividade:

 

Pois também desde sempre esta Banda musical existe. Não será bem desde sempre, mas pelo menos na aldeia, já não há memória do início da sua existência. Diziam-me na aldeia, que já quando nasceram os seus  avós, a Banda já existia, e que a estes, os pais, também lhe contavam que a Banda sempre existiu.

    Então e mesmo sem memória de uma data de início desta Banda Musical, sem uma data comemorativa, podemos afirmar que será a Banda Musical mais antiga do concelho e pelas contas feitas na aldeia, terá mais de 300 anos. Uma terra de músicos, portanto, com músicos em todas as gerações das famílias da aldeia.



Ler mais: https://banda-rebordondo.webnode.pt/nossa-historia/

 

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Para além daquilo que atrás já deixámos, temos os pormenores que eu deixo aqui em três imagens. Estes, quase aleatoriamente escolhidos, mas poderiam ser muitos mais, mas digamos que nestes temos um resumo de três “reinos” – o animal, o vegetal e o outro deveria ser o mineral, e de certa forma até o é, mas já transformado e aplicado, chamemos-lhe o “reino” arquitetónico. Apenas pormenores, claro está.

 

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Também em termos de apreciação e natureza, há a considerar o fértil planalto que ainda vai sendo cultivado que remata naquele que, atrevo-me a dizer, é a maior mancha atual de floresta do concelho de Chaves, toda de pinheiros, mas que felizmente tem escapado ao flagelo dos incêndios. Sem ter certeza no que vou afirmar, penso e parece-me que a limpeza, a exploração de resina e os postos de trabalho que aquela mancha de floresta vai garantido através da Comissão de Baldios, tem-na protegido.

 

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Mais uma vez não tenho a certeza do que vou afirmar, nem tempo para investigar sobre o assunto, mas recordo haver uma referência a um imponente carvalho centenário existente na quinta do Solar dos Braganças que pela sua imponência era assinalado como uma referência nas cartas militares. Penso que ainda existe e até onde se localiza, mas como são assuntos que remontam ao meu primeiro levantamento fotográfico e documental que fiz da aldeia em 2009, e a minha memória já não regista tudo, dou lugar à dúvida.

 

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Na realidade também as fotos que hoje vos deixo são de arquivo e parte delas tomadas em 2009 e outras em 2014, exceção para a foto da banda de música que recolhi na sede da banda, da qual desconheço a autoria e a data, mas suponho não ser muito antiga, talvez dos anos 60 ou 70, isto a julgar por algumas pessoas que estão nela retratadas.

 

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Muito mais haveria para dizer sobre Rebordondo e muita coisa já foi dita aqui no blog ao longo destes quase 14 anos da nossa existência, apontamentos que fui deixando em alguns posts que dediquei à aldeia e que pela certa o algoritmo utilizado pela SAPO irá selecionar alguns para rodapé deste post, mesmo assim deixo aqui um link para um post anterior:

https://chaves.blogs.sapo.pt/410825.html

 

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Também em termos de links deixo aqui outro para uma página nofacebook dedicada à Banda Musical de Rebordondo

https://www.facebook.com/pages/category/Musician-Band/Banda-Musical-de-Rebordondo-496372217133782/

Mas também recomendo uma visita Rebordondo que poderá complementar com uma visita a Casas Novas e a Redondelo, àquilo que eu costumar chamar a rota dos solares, dá para uma tarde bem passada onde se podem apreciar aquilo que de melhor o nosso concelho tem em casario solarengo. Uma proposta para a manhã ou tarde deste domingo, aqui mesmo ao lado da cidade de Chaves.

 

 

08
Set18

Prado - Chaves - Portugal

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Seguindo a metodologia (ordem alfabética) que temos vindo a praticar nesta nova ronda pelo mundo rural das nossas aldeias, a seguir à Póvoa de Agrações aparece-nos o Prado. Ora bem, o Prado não é propriamente uma aldeia, é mais um lugar, um pequeno bairro da nossa veiga de Chaves, localizado entre as Eiras, o Campo de Cima e o Sr. da Boa Morte, tendo características muito particulares e muito ligadas ao cultivo de uma área considerável da veiga, daí, que desde o inicio da abordagem às nossas aldeias eu ter aberto um espaço para o Prado também constar aqui, e não é caso único, pois para bem perto do Prado procedi da mesma maneira para a Quinta da Condeixa.

 

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Mas talvez tudo isto sejam coisas do meu subconsciente revivendo o território que me era permitido na minha juventude mais jovem de criança, onde o Campo de Cima, o Prado, a Quinta da Condeixa eram alguns dos limites desse território. Ir para lá desses espaços, já era coisa complicada de explicar no caso de as explicações serem necessárias.

 

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Mas sim, o Prado fazia parte quase diária das minhas andanças de bicicletar  esse território da veiga, pelo menos até à taberna do Justino (ou Faustino – a memória já me atraiçoa) onde a rua bifurcava e eu escolhia sempre o destino da Quinta da Condeixa que me afastava do Prado, e a razão era simples, era apenas uma questão de velocidade, ou seja, até à Quinta da Condeixa era necessário vencer uma pequena subida o que significa que o regresso era feito a descer, o que dava para atingir uma velocidade considerável que, aproveitando o balanço, só terminava na meta da Casa Azul. Pode parecer coisa pouca, mas dava para por a fervilhar a adrenalina de uma criança.  

 

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Quanto ao topónimo “Prado” penso não haver dúvidas de ter origem naquilo que seria um prado, a minha dúvida apenas surge com a origem/tempo em que este topónimo aparece, antes ou depois da Quinta do Prado… apenas uma curiosidade. Mas desengane-se que pensar que o prado é mesmo um prado. Também o é, mas não é só prado que por lá se dá, pois, todo o tipo de culturas são possíveis por lá, com terra fértil e contando ainda com a ajuda do regadio (canal de rega) que atravessa as terras do Prado.

 

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E como devem calcular do Prado pouco mais haverá para dizer. Fica desde já anunciado o lugar do próximo sábado, mais uma exceção, pois tal como hoje não se trata de uma aldeia, mas de um lugar que dá pelo nome de Praia de Vidago, onde também passámos algumas tardes de verão da nossa adolescência mais crescida.

 

 

 

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01
Set18

Póvoa de Agrações - Chaves - Portugal

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Na ronda de hoje pelas nossas aldeias do concelho, seguindo a metodologia utilizada até aqui de seguir a ordem alfabética, hoje toca a vez a Póvoa de Agrações.

 

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Antiga sede de freguesia, à qual pertenciam as aldeias de Fernandinho, Pereiro de Agrações, Agrações e Dorna, com a última reforma administrativa das freguesias foi agregada à de Loivos, passando a ser União de Freguesias de Loivos e Póvoa de Agrações.

 

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Nesta nova ronda por todas as aldeias do concelho, Póvoa era a única que faltava aqui passar da antiga freguesia, que tal como as restantes, é uma aldeia de montanha e no limite do concelho de Chaves, tendo como vizinhos os concelhos de Valpaços e Vila Pouca.

 

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Terras da castanha, onde é comum encontrarem-se soutos centenários com imponentes castanheiros, sendo o principal rendimento dos os que ainda resistem como habitantes, pois sendo aldeias de montanha e simultaneamente longe da sede de concelho, o convite à partida foi aceite pela maioria.

 

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Sendo aldeia de montanha, é também sinónimo de pertencer a terras altas que a par da aldeia da Dorna, eram as mais altas da antiga freguesia e continuam a ser na atual freguesia, próximas dos 900 metros, sem os atingir.

 

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E terras altas são também sinónimo de invernos rigorosos mas também de poderem lançar vistas mais além, pois como todas também estas aldeias são implantadas nos pontos mais altos, deixando as terras mais baixas e também mais protegidas para terrenos agrícolas.

 

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Sofrem com os invernos mas gozam com as vistas, isto se os céus estiverem limpos, sei que não serve de consolo para o rigor do inverno mas pelo menos podem servir para o da vista a lançar olhares para horizontes distantes, quase sempre para o lado dos sonhos…

 

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Ficam hoje nove imagens que escaparam às anteriores seleções nas vezes em que a Póvoa já passou por este blog. Imagens de duas ou três idas lá em recolha de imagens, não muitas, pois a aldeia também não é grande, mas pelo menos com algumas que dão para termos uma ideia do ser da Póvoa de Agrações  

 

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Claro que quando terminarmos esta ronda, iniciaremos outra nova, com algumas alterações pensadas, o que nos obrigará a ir por lá de novo, mas isso ainda está em projeto e também ainda só vamos na letra P da ordem alfabética. Quero com isto dizer que ainda não vai ser para já, mas lá iremos.

 

 

 

25
Ago18

Polide - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado e os nossos destinos de fim de semana são sempre para o mundo rural das aldeias do nosso concelho ou região, hoje vamos fazer uma breve passagem por Polide, do concelho de Chaves, mas mesmo a queimar o limite do concelho, pois as terras de Valpaços surgem ao fundo do caminho, as uns escassos 200m e também não muito longe das terras de Vinhais, estas a perto de 4Km, tendo ainda a aldeia de Parada pelo meio.

 

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Uma breve passagem por Polide porque a aldeia também é muito breve, ou seja, pequena, é uma das mais pequenas do concelho, com cerca de vinte casas, e a maioria de construção mais recente, aparentemente construídas durante o último quartel do século 20, pois o seu núcleo histórico, mais antigo, parece resumir-se a 7 ou 8 construções, mas nem todas eram habitações.

 

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Uma aldeia pequena mas que vai tendo um pouco de tudo que uma aldeia costuma ter. Uma pequena capela, um tanque público e cemitério, sofrendo também da maleita que agora vai sendo comum a todas as aldeias, e nesta nota-se muito mais – o despovoamento, tendo todas as condições e convites para o despovoamento total.

 

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Em recolha de imagens fui por lá quatro vezes, sempre na esperança de arranjar novos motivos ou de ver por lá vida. Pessoas, só da primeira vez que lá fui é que as vi. Numa segunda vez em visita mais demorada, não vi vida humana, apenas um bode que se mostrava espantado e admirado com a nossa presença, não tirando de nós o seu olhar, mas isso já foi há uns bons anos, pois a última vez que passei por lá já foi há 10 anos. Fora isso, só um rebanho que vimos a caminho da aldeia, mas também não vimos o pastor.

 

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Aldeia pequena também oferece poucos motivos para fotografar, assim ficamos por aqui, mas ainda há espaço para referir que em redor da aldeia são campos de cultivo, com a vinha a marcar uma forte presença, vai aparecendo também a oliveira e outras árvores de fruto. Polide já tem ares de Terra Quente, localizada num pequeno planalto a rondar os 600m de altitude, já vai assumindo as características de terras de Valpaços, aliás as povoações mais próximas são valpacenses (Ferreiros, Lebução e Vilartão).

 

 

18
Ago18

Peto de Lagarelhos, Chaves, Portugal

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Depois de uma pequena pausa nas idas às nossas aldeias, cá estamos de novo com mais uma, ou talvez apenas um lugar, um cruzamento – o Peto de Lagarelhos.

 

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Um lugar de passagem e destinos da nossa EN314. De facto, é nesse cruzamento que temos de optar e decidir se continuamos a subir a serra, continuando pela EN314 até terras de Valpaços (Carrazedo de Montenegro), ou mais além (Murça) por onde podemos também subir ao planalto da Serra do Brunheiro e a algumas freguesias de montanha (Nogueira da Montanha, Moreiras e Santa Leocádia), aparentemente apenas três freguesias, mas às quais pertencem 22 aldeias.

 

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Pois no mesmo Peto de Lagarelhos em vez de subirmos a serra, podemos optar por descer ao vale da Ribeira de Oura/Vidago por uma das estradas mais interessantes de Portugal. Pois para quem não sabe, esta estrada inicia-se em Fafe e termina aqui, no Peto de Lagarelhos. É uma estrada interior entre estradas nacionais principais, que atravessa o concelho de Cabeceiras de Basto, o de Montalegre e Boticas (Salto-Boticas) para entrar no concelho de Chaves pela Praia de Vidago, atravessa a Vila de Vidago (num troço comum com a EN2) de onde continua para Vila Verde de Oura, Loivos e Peto de Lagarelhos. É uma das principais vias do concelho de Boticas.  Todo o itinerário desta estrada é de encantar, todo em montanha, passando por alguns vales e planalto, e é a partir dela que se pode conhecer grande parte do Barroso, aliás foi e ainda é um dos nossos itinerários principais quando partimos à descoberta da nossa região mais próxima.

 

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Ainda no Peto de Lagarelhos podemos optar por outro destino, interior q.b. do nosso concelho, que nos pode trazer de regresso a Chaves via São Pedro de Agostém, ou então subir a montanha até Stª Bárbara, passando por Ventuzelos, descendo depois a Vilas Boas, Valverde e finalmente Vidago.  Um itinerário curtinho, mas também bem interessante, com paragem obrigatória no alto de Stª Bárbara, junto à capela, num dos miradouros desconhecidos do nosso concelho.

 

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E agora a parte do post em que admitimos as nossas falhas, os nossos pecados a nossa vergonha, pois já passei pelo Peto de Lagarelhos umas centenas de vezes, inclusive ainda passei por lá com a EN314 em terra batida, mas apenas parei três ou quatro vezes, e por breves instantes. Quero com isto dizer que poucas fotografias tenho deste local, deste cruzamento e as que tenho, são poucas e de há 10 anos, excetuando as da neve que são de há 9 anos. Certo que o lugar é pequeno, com poucos motivos para registar e depois ainda se agrava porque as vistas desde o Peto de Lagarelhos para o vale da Ribeira de Oura também atraem a objetiva. Assim, ficam as fotografias possíveis, mas confessamos que nos penalizamos por não termos mais e por não ter dado a devida atenção ao Peto de Lagarelhos.

 

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Mas fica um pouco da sua ruralidade e das vistas que desde lá se podem alcançar.

 

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Um motivo com neve, não só para refrescar os atuais dias quentes. Este foi tomado com a sorte de uma proibição. Pois ia eu em dia de neve (16 de dezembro de 2009) a subir a EN314 para uns motivos com neve, com destino mais além do Peto de Lagarelhos, mas azar o meu e sorte para os registo do Peto. A EN314 a partir do Peto estava cortada a popós pela GNR, só com 4x4 podiam passar. Ficou o registo da neve com a sorte de um rebanho a regressar a casa. Há males que vêm por bem.

 

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E é tudo por hoje. Para o próximo sábado teremos aqui mais uma aldeia do concelho de Chaves, mas vamos até m dos limites do concelho de Chaves, pois dita a ordem alfabética que seja Polide a próxima aldeia. Até lá, entretanto amanhã também retomaremos as aldeias do Barroso, ainda no concelho de Montalegre.

 

 

 

04
Ago18

Pereiro de Agrações - Chaves - Portugal

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O nosso destino de hoje para mais uma das nossas aldeias do concelho de Chaves é para Pereiro de Agrações. É uma das três aldeias do concelho de Chaves, sendo nesta como, tal como na Póvoa de Agrações, mas há uma que assume o topónimo por inteiro, sendo apenas Agrações.

 

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Ora se fossemos a seguir o topónimo pelo seu significado teríamos “pereiro” como uma variedade de macieira que dá maças em forma de pera e  “agrações” [i] é o aumentativo masculino plural de agraço, que por sua vez significa uva verde ou sumo de uva verde. Ou seja, Pereiro de Agrações seria a terra da fruta verde e esquisita, mas não, já vi por lá fazer vinho e uvas bem madurinhas, maças das normais e peras, mas a fruta rainha da aldeia ou das três Agrações, até é a castanha. Pois uma das coisas que fui aprendendo com a toponímia é que os topónimos na maior parte das vezes, principalmente quando têm nome de animais ou de árvores, nada têm com os animais ou as árvores com o mesmo nome. Ou seja, mais uma vez ficamos, pelo menos eu fico, sem saber a origem deste topónimo.

 

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Pereiro de Agrações e Agrações são duas aldeias até onde gostamos de ir. Também subiríamos mais um pouco até à Póvoa se os acessos fossem bons a partir do Pereiro, mas não, nem por isso são lá muito bons para popós, embora já algumas vezes me atrevesse a fazer o trajeto via Pereiro.

 

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Mas como ia dizendo gostamos de ir por Pereiro e Agrações, principalmente no Outono/Inverno, pelo colorido e pelas neblinas (quer por lá quer as que cobrem o vale da Ribeira de Oura) que oferecem sempre motivos interessantes para fotografar, quer pelo colorido, no caso do outono, ou pelas neblinas e nevoeiros no caso do inverno. No entanto, pelo meu arquivo fotográfico vejo que Agrações tem sido mais vezes o nosso destino, embora sejamos sempre obrigados a parar dentro ou perto de Pereiro para umas imagens especiais, que os pastores da terra os vão proporcionando, com os quais vamos sempre dado alguns dedos de conversa, pois já somos velhos conhecidos e que quase sempre encontrámos quando fomos por lá.

 

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E desta vez espero não meter nenhuma galga como o fiz da primeira vez que abordei esta aldeia, que corrigi logo que tomei conhecimento dela. A estória até é caricata, pois abordei o Pereiro de Agrações, com as fotografias que então lá tinha tomado, referi-me sempre às coisas da aldeia e na feitura do post ia revivendo os momentos que lá passei e as conversas que por lá fui tendo, no entanto, desde o início ao fim dos post em vez de escrever Pereiro de Agrações, escrevia Póvoa de Agrações. Após a publicação, passados dois ou três dias, encontrei o Presidente da Junta que me disse já ter visto o post, e até tinha gostado, só que, tinha-me enganado no nome da aldeia…

 

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São traições que a nossa mente nos prega, pois conheço, localizo e distingo perfeitamente as três aldeias que têm Agrações no seu topónimo, no entanto cometi esse lapso. Mas em mim não é caso único. Neste caso relatado, dado a proximidade, o serem da mesma freguesia e terem o mesmo topónimo Agrações, até pode ser explicado ou em parte justificado, mas tenho outro caso bem mais estranho em que a minha mente já me atraiçoou várias vezes e em que as duas aldeias nada têm a ver uma com a outra, pois em algumas vezes que o meu destino deveria ser Stº António de Monforte, quando fui a dar por mim, estava em Nogueira da Montanha. A única justificação que encontro para tal, e que até nem justifica nada,  é eu conhecer Stº António de Monforte por Curral de Vacas e daí o meu inconsciente rejeitar o primeiro topónimo e de castigo (que até nem é castigo nenhum)  leva-me para a croa do Brunheiro. Já se me disserem: — O pá, tens de ir a Curral de Vacas… vou lá direitinho. Mas isto é apenas um aparte que até nem interessa nada para Pereiro de Agrações.

 

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Pereiro de Agrações, que no próximo outono ou inverno, teremos de fazer por lá uma paragem mais prolongada, para além dos pastores e dos seus rebanhos, pois pelo meu arquivo fotográfico sinto que a aldeia merece uma abordagem mais atenta e mais madura. Poderá ser no outono/inverno como poderá ser noutra ocasião que há muito tenho pensada para essa aldeia, mas que agora não poderei desvendar, pois ainda está no segredo dos “deuses” e a amadurar, será, isso é certo, uma abordagem bem diferente daquelas que costumo fazer a todas as aldeias.

 

 

 

 

 

 

 

[i] agraço in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-08-04 03:06:35]. Disponível na Internet:  https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/agraço

 

 

 

28
Jul18

Pereira de Veiga - Chaves - Portugal

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Seguindo a metodologia da ordem alfabética, a seguir a Pereira de Selão (a  nossa aldeia do último sábado) segue-se a aldeia de Pereira de Veiga. É por lá que hoje vamos passar.

 

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Uma passagem breve, pois todas as aldeias do nosso concelho já tiveram aqui o seu post completo. Nesta nova abordagem ficam apenas algumas imagens que nos posts anterior não foram selecionadas e mais alguns apontamentos sobre a aldeia.

 

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A titulo de curiosidade gosto sempre de abordar a origem dos topónimos que cada local tem, não propriamente o seu significado, mas mais o porquê do topónimo. No entanto na grande maioria dos casos não é fácil chegar a uma conclusão, pois com topónimos tão antigos como o são os nossos, chegar à sua origem e porquê, é complicado e há ainda a acrescentar uma série de informação, que em vez de esclarecer, apenas complica mais a coisa.

 

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Neste topónimo de Pereira de Veiga, quanto ao apelido Veiga, não há qualquer dúvida, visto que esta aldeia se localiza em plena veiga de Chaves. Curiosamente é a única aldeia da veiga que utiliza este apelido, embora no concelho este apelido se repita em Vila Nova de Veiga e Paredela de Veiga, aldeias vizinhas de Pereira de Veiga, mas já fora da Veiga. O problema surge com Pereira, pois a informação existente, além de confusa, até é contraditória.

 

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Todos estão de acordo que pereira é a árvore que dá peras. Quanto à origem como nome/apelido de pessoas, dizem que teve origem no topónimo de um local, ou seja, o lugar/localidade Pereira é que deu origem aos senhores Pereiras e não o contrário. Diz-se ser de origem portuguesa (o apelido de pessoa) mas os judeus defendem o apelido como seu e até contestam que o Pereira tivesse origem numa localidade portuguesa com esse topónimo, pois defendem que os Pereiras tiveram origem numa localidade, sim, mas espanhola e muito antiga, antes de aparecerem em Portugal. Por sua vez num sítio da net de referência nesta coisa dos topónimos “Toponímia galego-portuguesa” a respeito do topónimo Pereira diz ser um dos de pseudo-Fitotoponímia, sendo a fitotoponímia a associação de um topónimo ao nome de uma árvore ou flora local. Pois Pereira, tal como outros topónimos com nomes de árvores ( Amoreira, Carvalho, Castanheira, figueira, oliveira, sobreira, entre outros) têm nome de árvore mas não é na árvore que têm a sua origem.  Pois para o autor da “Toponíma galego-portuguesa o topónimo Pereira  está associado à existência de pedras ou pedreiras no local. Como em Montalegre também há uma aldeia com este topónimo, fui espreitar à Toponímia de Barroso, mas por azar é um dos poucos que não tem referências à origem e se tivesse, levar-nos-ia à origem da palavra que nos remeteria para a pereira que dá peras. Assim sendo fico-me por aqui sem esclarecer nada, apenas ciente de que deitei algumas achas para a confusão/discussão.

 

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E ficaram propositadamente, de rajada, três imagens desta aldeia. Se apenas tivesse estas imagens o que poderia dizer sobre ela? – Pois saltaria logo à vista o abandono que é também sinónimo de despovoamento, à qual esta aldeia também não foge, mesmo sendo uma aldeia da veiga e a pouco mais de 3km da cidade, mas é uma aldeia agrícola, e agricultura, hoje, também é sinónimo de abandono > despovoamento. Uma outra imagem, tem com ela dois pedaços de história, um, o das construções de perpianho à vista com junta pintada, utilizado em casas mais ricas que as da pedra solta, mas não o suficientemente para terem a nobreza do solar ou casa solarenga, mas o que atraiu a objetiva foi a placa colocada na parede, onde está inscrito EQUIDADE – PORTO 1853. Os mais novos pela certa que não saberão do que se trata, mas eu ainda sou do tempo de as ver colocadas, novinhas em folha, nas paredes das casas. Pois para quem não sabe, trata-se ou tratava-se de uma casa que estava assegurada pela companhia de seguros Equidade, isto ainda no tempo em que as companhias de seguros eram portuguesas e muitas, hoje quase todas absorvidas por grandes seguradoras estrangeiras. Curiosamente esta companhia EQUIDADE não a conhecia, mas vim a saber que foi fundada em 1853, era do Porto e foi constituída com elementos dissidentes da Companhia de Seguros Garantia, esta sim, bem conhecida. A EQUIDADE existiu até 1975, altura em que foi nacionalizada e conjuntamente com outras deu origem à Portugal RE, companhia de seguros. E.P.

 

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E por último uma foto com uma preciosidade, a cama que virou banco de jardim ou de rua, que demonstra bem como o nosso povo é(ra) criativo, engenhoso e preocupado com o ambiente, que praticamente não produzia lixo e tudo era aproveitado e reutilizado. A do “preocupado com o ambiente” não é bem verdade, pois essa preocupação nem sequer existia, ainda, mesmo porque o plástico/lixo, por exemplo, era raro, os popós também e tudo que era embalagem ou recipiente não ia para o lixo, pois tinha uma utilidade destinada. Hoje tudo é diferente e tudo poderia ser diferente. Ainda ontem recebi, pelo correio, um livro que tinha encomendado na NET, tamanho normal (15x22x2cm) que me foi entregue dentro de uma embalagem que tinha as dimensões de 40x30x12cm. Como para o livro a caixa era enorme e para o mesmo não vir dentro dela aos trambolhões, encheram o espaço sobrante com plástico de bolinhas. Não seria mais fácil  fazer um embrulho à medida!? Não sabem!? Que aprendam com os chineses… poupadinhos!

 

E com esta me bou!

 

 

 

21
Jul18

Pereira de Selão - Chaves - Portugal

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Muito antes de ir pela primeira vez a Pereira de Selão, há anos que que este topónimo surgia no meu dia a dia – “camada base com solos selecionados das minas de Pereira de Selão”. Se a lengalenga não era esta, era parecida. Eram os melhores solos (diziam os engenheiros) para as camadas base das estradas que então (anos 80/90) se pavimentavam para todos os destinos, e como os solos eram bons, e tudo que era bom vinha de fora, nunca imaginei que Pereira de Selão pertencia ao concelho de Chaves. Ainda vivia na minha idade da inocência e de não me preocupar muito de onde as coisas vinham. O que então interessava é que elas existiam, e era tudo…

 

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Anos mais tarde vim a saber que afinal Pereira de Selão era ali para a montanha a caminho de Vidago. Fui lá pela primeira vez por causa da escola primária, precisamente na sequência de um “pedido de vistoria” solicitado pela professora da escola, com medo que a mesma caísse com as explosões que efetuavam na mina. As fendas na escola e a proximidade da mina a céu aberto a menos de 100 metros assustavam professora e crianças.  Não sei qual foi o resultado da vistoria, pois estive lá apenas como observador, mas as preocupações da professora eram válidas. A mina passados poucos anos fechou, a escola também, por motivos diferentes, mas ambas fecharam e ambas ficaram abandonadas, a escola sem professora e sem alunos, a mina sem mineiros e exploradores. A escola esvaziou a mina encheu-se de água, formando uma lagoa do tamanho da aldeia. Penso que a Lei determina que após cessar a exploração das minas deve ser “tapado o buraco”, mas se calha fui eu que sonhei com isso…

 

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Primeiro ia-me cruzando com Pereira de Selão nas memórias descritivas e justificativas por causa dos tais solos das minas, depois fui lá por causa das mesmas minas mas a realidade é que ir à aldeia para a visitar, sentir e fotografar, só há 10 anos é que aconteceu, graças a este blog e à minha teimosia de trazer aqui todas as aldeias do concelho de Chaves. Teimosia essa que depois de se esgotar no concelho de Chaves foi alargada para o Barroso que também se está a esgotar. Atenção Vila Pouca de Aguiar é para lá que a nossa teimosia vai a seguir, já com dia marcado para daqui a uns dias com início na aldeia de Parada do Corgo que também é de Aguiar.  

 

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Mas voltemos a Pereira de Selão à qual demorámos a ir mas que agora nos calha nos nossos itinerários algumas vezes, principalmente desde que a estrada entre esta aldeia e Vila Boas foi construída, ou pavimentada, pois suponho que já existiria um caminho entre ambas as aldeias.

 

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É uma aldeia que gostámos de descobrir, surpreendeu-nos quando lá fomos à recolha de imagens. Embora seja atravessada pela estrada que liga Redial a Valverde, o coração da aldeia sente-se mais no largo da capela, onde para nós estão também as construções mais interessantes, algumas ainda com o andar em madeira. Claro que estão abandonadas ou pelo menos desabitadas, mas estão lá fazendo testemunho de uma época.

 

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Não é uma aldeia muito grande e agora a sua grandeza apenas se faz sentir no casario, pois tal como a maioria das nossas aldeias também sofre da maleita atual do despovoamento, no entanto há algumas construções mais recentes e ainda há gente para ir mantendo os terrenos cultivados e tratados, pelo menos à volta da aldeia.

 

E vai sendo tudo. Determina a ordem alfabética que no próximo fim de semana esteja por aqui outra Pereira, mas terá o apelido de Veiga. O Pereiro só virá a seguir. Amanhã teremos por aqui o “Pergaminho dobrado em dois” uma aldeia do Barroso, que, ainda não sabemos qual será. Mas ainda antes, às 17 horas de hoje teremos por aqui a brincadeira 40 das 100 brincadeiras comsiso.

 

Até amanhã!

 

 

 

14
Jul18

Pastoria, Chaves, Portugal

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Então vamos lá retomar o regresso às nossas aldeias de Chaves que, segundo a metodologia da ordem alfabética, hoje toca a vez à aldeia da Pastoria.

 

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Uma aldeia que nos fica aqui ao lado da cidade e à qual gostamos de ir de vez em quando, mas pelos vistos nem tanto quanto pensamos que vamos, pois olhando ao registo das imagens, as últimas já têm data de 2009, ou seja, há 9 anos que não vamos por lá, mas vamos passando ao lado, é esta a desvantagem e vantagem de não ser uma aldeia de passagem, à beira de uma estrada com muitos destinos, embora apenas esteja a 3km de duas das principais vias do concelho de Chaves — a A24 (nó de Curalha) e EN103.

 

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Mas fica lá na sua pacatez de um pequeno vale, entalado entre estas duas vias e a montanha que resguarda a aldeia dos ares frios do Barroso, montanha em cuja croa se faz a divisão administrativa entre o concelho de Chaves e o de Boticas, a apenas 700m. Parece perto, mas a inclinação da montanha não permite qualquer ligação à outra vertente da montanha, e é pena, pois mesmo do outro lado está um interessante santuário, o da Nª Senhora das Neves, de Ardãos.

 

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Uma aldeia que vive na sua pacatez, mas ainda com vida dentro dela. Claro que não é uma aldeia exceção às questões do despovoamento, mas mesmo assim, pelo menos há 9 anos ainda assim era, é uma aldeia que tem sempre gente nas ruas e nos campos que ainda vão cultivando.

 

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Nestas nossas abordagens às aldeias flavienses, mas também do Barroso, geralmente não referimos quais são as suas principais atividades. Talvez uma falta nossa que cometemos porque o modo de vida nas nossas aldeias é transversal a todas elas, ou pelo menos à grande maioria. Mas estamos sempre a tempo de fazer uma espécie de diagnóstico social.

 

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Então podemos dizer de todas as nossas aldeias, com algumas poucas exceções, que entre os seus naturais, há os que partiram, abalaram, emigraram  e os que ficaram. Os que emigraram são a maioria, geralmente jovens. Os que ficaram, a minoria, são constituídos por idosos/reformados/pensionistas e alguns, poucos, mais jovens, ainda em vida ativa que se dedicam à agricultura e/ou pecuária, esta em menor escala. Ainda são menos os que trabalham fora e fazem da aldeia o seu dormitório, estes principalmente concentrados nas aldeias mais próximos da cidade ou de um ponto onde haja trabalho.

 

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Artistas e outros profissionais já não existem atualmente nas nossas aldeias e se por acaso ainda existir alguma, será para extinguir quando vagar. Artes e profissões como a do pedreiro, canteiro, carpinteiro, marceneiro, ferreiro, barbeiro, almocreve, ferrador, capador, enxertador, parteiro/parteira, costureira, tecedeira, carvoeiro, sucateiro, professor/a, padre, recadeiro, soqueiro, correeiro, albardeiro, curandeiro/a, cesteiro, e mais outras tantas ou mais que agora não se me ocorrem. Será mais fácil dizer as que ainda vão existindo: Reformados/pensionistas, desempregados, agricultores e pastores, estes últimos, em todo o concelho de Chaves, devem-se contar pelos dedos das mãos.

 

E com esta me bou. Estou de partida para o “Barroso aqui tão perto” para trazer cá, amanhã domingo, mais uma das suas aldeias.

 

 

 

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