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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

16
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Pardieiros

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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PARDIEIROS

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Pardieiros, concelho de Montalegre.

 

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Iniciemos já por aquilo que nos poderá levar a pensar o topónimo Pardieiros, que pelo significado comum do termo nos levaria até casas velhas, em ruinas e toscas, mas não, embora tenha algumas construções em ruínas, mas qual é a aldeia que não as tem!?  A única diferença entre esta aldeia e a maioria das aldeias do Barroso ou até de Trás-os-Montes, está apenas na sua dimensão, uma aldeia pequena em que as casas se contam pelos dedos das mãos e habitantes, se calha, são outros tantos ou menos, mas isso não o podemos confirmar porque não temos dados para tal, agora no que não temos dúvidas é que Pardieiros,  é a mais pequena aldeia do Barroso, mas mesmo assim, tem o seu núcleo de casas, arrumadinhas na croa de uma pequeno monte e o seu ser de aldeia.

 

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Só a título de curiosidade, este topónimo de Pardieiros não é assim tão invulgar, pois em Portugal existem pelo menos mais seis aldeias com este topónimo e em Espanha, pelo menos duas localidades e em Terras de Bouro também existe uma aldeia com o topónimo de Pardieiro (no singular). E já que estamos em maré de curiosidades, há um topónimo, também em Terras de Bouro, que até há um ano atrás talvez passasse despercebido, mas que hoje chama a atenção: Covide.

 

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Deixamos a fotografia que se segue propositadamente para o fim porque esta imagem está repleta de informações. Este é já aquele Barroso ao qual eu apelido de Barroso minhoto. Aliás as últimas montanhas e as montanhas azuladas do lado esquerdo já pertencem ao Minho, mas o Barroso ainda continua pelas primeiras montanhas azuladas, embora o Rio Cávado que nessa zona agora é barragem de Salamonde, separe o Barroso minhoto (do lado esquerdo da imagem com as primeiras freguesias de Vieira do Minho) e o Barroso transmontano do concelho de Montalegre que se prolonga até ao final da barragem de Salamonde, onde ainda existem as aldeias de Pincães e de Fafião. Na imagem, ao centro e ao fundo, ainda se vê um nico da barragem de Salamonde.

 

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Continuando a analisar a mesma imagem (a imagem anterior) a aldeia que vemos em primeiro plano à direita é Santa Marinha, também localizada na croa de uma montanha a serra do Facho, que se prolonga até Ferral e um pouco mais além, cuja pendente após a aldeia, desce para o Rio Cávado que vai descendo entre montanhas até encontrar o Rio Cabril que corre entre a segunda montanha (que já é serra do Gerês) do lado direito (ainda esverdeada) e a montanha seguinte (azulada – continuação da serra do Gerês). Um último apontamento, que nos leva até à ponte da Misarela (também conhecida por ponte do diabo) que fica sobre um pequeno ribeiro que desagua no Cávado imediatamente antes deste se unir com o rio Cabril. Ou seja, uma imagem cheia de ofertas turísticas, principalmente de natureza, para descobrir

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Pardieiros que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre esta aldeia, a seguir ao vídeo, ficam um link para o post que há tempos lhe dedicámos.

 

Aqui fica o vídeo, espero que gostem:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Pardieiros:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

 

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até ao próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Paredes do Rio.

 

 

11
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Torneiros

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Vamos lá até mais uma aldeia do Barroso de Boticas, ainda na freguesia de Beça, mas muito próximos da sede de concelho, Boticas, a apenas 3,5km, embora no itinerário que nós vamos recomendar sejam mais umas centenas de metros.

 

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Iniciemos já pelo itinerário, como sempre com partida da cidade de Chaves. Tal como apelidamos esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto”, andamos mesmo por terras do Barroso bem próximas, ficando a nossa aldeia de hoje, Torneiros, a apenas 29,8Km.

 

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Mais uma vez, é a EN103 (estrada de Braga) que deveremos tomar para irmos até Torneiros, mas apenas até Sapiãos, aí deveremos abandonar a EN103 e virar para Boticas onde, logo na rotunda de entrada, deveremos saír na segunda saída, seguindo as placas que indicam Cabeceiras, Ribeira de Pena, é esta a direção que deveremos tomar até sair de Boticas, aí já estaremos na R311, a subir em direção a Quintas que fica a 3.2Km de Boticas. Nesta aldeia deveremos abandonar a R311 e virar à esquerda, isto quando nso aparecer o desvio (à esquerda) em direção a Seirrãos, Torneiros e Miradouro.

 

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Depois é só seguir por essa estrada, atravessar Seirrãos e continuar em direção ao Miradouro, onde, imediatamente antes deste último, tem a saída para Torneiros. Chegados à nossa aldeia de hoje, desfrute dela sem menosprezar as vistas que desde a aldeia se lançam, foi isso o que eu fiz nas duas visitas que fiz à aldeia, na primeira e segunda descobertas, nomeadamente em 2011 e 2018, visitas das quais resultaram as imagens que hoje vos deixo e que traduzem um pouco daquilo que é Torneiros .

 

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A titulo de curiosidade, as tais vistas sobre o mar de montanhas que se avistam desde Torneiros, segundo o sítio na net valentim.org, avistam-se serras e localidades dos concelhos mais próximos, como o de Chaves, Vila Pouca de Aguiar, Montalegre e Ribeira de Pena, mas a nível do avistamento de serras, chega até serras de Bragança, Vila Real, Marco de Canavezes, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Alfandega da Fé, Amarante, Celorico de Basto e Mondim de Basto.

 

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Uma aldeia arrumadinha na encosta da montanha, em patamares, que faz com que a aldeia seja um autêntico miradouro com olhares lançados para o mar de montanhas que se perdem no horizonte, mas também um miradouro sobre si mesma, permitido pelos arruamentos que se desenvolvem em paralelo em diferentes cotas, todos com ligação a um pequeno largo centrar onde se encontra a capela e o núcleo mais antigo da aldeia.

 

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A aldeia é rodeada por pequena elevações no fundo das quais se forma um pequeno vale com cerca de 200m de largura por 900 metros de comprimento, um autêntico tapete verde de pastagens e terras de cultivo bordejado nos seus limites com pequenos conjuntos de arvoredo a contrastar com os cumes das pequenas elevações onde apenas existe uma vegetação rasteira, mais descolorida a contrastar por sua vez com manchas de esqueletos escuros que restam de pé,  de uma antiga floresta dizimada pelos incêndios.

 

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O casario, mais antigo, à volta do núcleo da capela,  é composto por construções de granito à vista com junta seca, hoje todos com telhados de telha cerâmica, maioritariamente em telha marselha vida das cerâmicas de Chaves, mas com alguns telhados a manterem as guias de granito que antigamente acomodavam o colmo das coberturas. O casario vai sendo interrompido por pátios e pequenas eiras com canastros, alguns totalmente em madeira e os restantes com estrutura em granito, com uma duas ou três secções. A quantidade de espigueiros traduzem bem a riqueza do pequeno vale que serve a aldeia.

 

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Torneiros é uma aldeia ainda com vida nas ruas, com o habitual transito do gado a ir ou vir das pastagens e crianças, que cada vez são menos nas nossas aldeias, algumas que captamos em imagem na primeira vez que fomos à aldeia, crianças que hoje com mais 10 anos em cima já são jovens a entrar na fase adulta, gente simpática sempre com um sorriso nos rostos.

 

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Ora para concluir, Torneiros é uma das aldeias do Barroso de visita obrigatória, fique por lá o tempo que a aldeia lhe pedir para ficar, embriague-se com as vistas, descanse o olhar deixando-o navegar no degradê do mar de montanhas e quando sair da aldeia, não dê a visita por terminada, pois ainda tem mais uma paragem obrigatória, o miradouro de Seirrãos/Torneiros ou de Boticas, desde onde se pode ver toda a vila.

 

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Quanto ao que nos diz a documentação sobre a aldeia, encontrámos na monografia de Boticas – Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas, que em Torneiros, no que toca a festas e romarias, é a Nossa Senhora de Fátima que é celebrada nos dias 13 de maio e no primeiro domingo de agosto.

 

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No mesmo documento, ficámos também a conhecer uma das tradições da aldeia:

“Por altura do S. João (24 de Junho) e do S. Pedro (29 de Junho), em algumas aldeias do concelho ainda fazem as tranquilhas das ruas com paus e cancelas.

Particularmente na freguesia de Beça, onde lhe chamam as trancheiras, para além de trancarem as ruas, também é costume colocarem os arados de pau e as grades, que apanham, na torre da Igreja. Por altura do S. Pedro roubam os vasos das flores às mulheres e colocam-nos nos largos junto aos poços, na igreja, capelas ou cruzeiros como nos disse um informante de Torneiros “no S. Pedro, que é o santo mais maroto, às vezes quando as raparigas se esquecem dos vasos, daquelas flores e assim, os rapazes apanham-nas e levam-nas lá p’ra capela e depois elas tem que as ir lá buscar”, de tal forma que algumas mulheres nesses dias escondem os seus vasos."

 

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E na ausência de mais informação disponível, vamos dando por terminado este post, apenas nos falta o habitual vídeo com todas as imagens publicadas até à presente data neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Eiras:

 

 

E quanto a aldeias de Barroso, do concelho de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a última aldeia da freguesia de Beça, a aldeia de Vilarinho da Mó.

 

BIBLIOGRAFIA

CÂMARA MUNICIPAL DE BOTICAS, Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas - Câmara Municipal de Boticas, Boticas, 2006

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-boticas.pt/

http://valentim.org/cume/1014

 

26
Dez20

Santa Ovaia - Chaves - Portugal

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Santa Ovaia.

 

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Já não sei que mais há para dizer sobre estas aldeias. Mais uns dias e este blog faz 16 anos, já calcorreámos todas as nossas aldeias pelo menos duas ou três vezes e outras, até vamos lá com mais frequência, principalmente se ainda têm vida, gente nas casas e nas ruas, ainda mantêm as suas tradições, a sua festa anual, alguns usos e costumes, mas essas são poucas, a grande maioria parou no tempo, abandonos, são cada vez mais notórios, principalmente nas ruas vazias de vida mas sobretudo nas nas casas, pois elas não conseguem sobreviver sem gente dentro, parece-me que também têm sentimentos e se ficam sozinhas, acabam por ficar deprimidas, não tratam das suas doenças e morrem.

 

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Não sei porque insisto em ir por lá de vez em quando, o único consolo que às vezes por lá encontro é a de uma conversa mais ou menos demorada com um velho resistente, aprendo sempre qualquer coisa com eles, aqueles que outrora, quando as aldeias eram aldeias a sério, ocupavam na escala hierárquica da família o lugar mais elevado, o do respeito e do saber, em casas onde viviam pelo menos 3, às vezes 4 ou até 5 gerações, velhos que alguns nunca puseram um pé na escola mas que da vida sabem tudo e muito, mas muito mais que qualquer doutor que andou a passear o cú nos bancos das escolas. Velhos resistentes que resistem a tudo, até aos lares, porque eles bem sabem o que são asilos…  

 

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Já que começámos vamos até ao fim, e quando tudo terminar, iremos lá para ver o que fico e dizer, era uma vez… pois há sempre uma estória para contar. Mas com é habitual nestes posts-vídeo, estamos aqui pelo vídeo que Santa Ovaia não teve nos posts anteriores que lhe dedicámos, posts para os quais fica link a seguir ao vídeo.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Santa Ovaia que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem .

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Santa Ovaia:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/santa-ovaia-chaves-portugal-1849393

https://chaves.blogs.sapo.pt/sta-ovaia-chaves-portugal-1305666

https://chaves.blogs.sapo.pt/as-nossas-aldeias-1221339

https://chaves.blogs.sapo.pt/436380.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/279725.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima quarta-feira em que teremos aqui a aldeia de Santiago do Monte.

 

 

 

23
Dez20

Santa Marinha - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves - Com Vídeo

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Santa Marinha - Chaves

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Santa Marinha, do concelho de Chaves.

 

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Hoje toca-nos ir até Santa Marinha, uma pequena aldeia da freguesia de Nogueira da Montanha, localizada no planalto do Brunheiro e que se desenvolve à volta de uma pequena capela e de um troço de estrada que liga a EM314 à aldeia de Amoinha Velha. E quando digo pequena, refiro-me ao seu núcleo mais antigo, aquele que a nós mais nos interessa, que caracterizam e são o ser destas aldeias, mas também com as novas casas, sobretudo na entrada da aldeia, contudo apenas acrescem 9 ou 10 habitações, continuando a ser uma pequena aldeia, que é como é e a mais não é obrigada e até tem a sua graça, e que para sua consolação, ainda as há mais pequenas.

 

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Claro que a nós, o ser pequena, complica-nos um bocadinho no que diz respeito ao arranjar conteúdos (imagens mas também documentos) para a aldeia ter aqui os seus devidos posts, mas teve-os todos, com este já são meia-dúzia sem contar outros em que é referida ou ao qual forneceu imagens,  e continuará a ter o mesmo que as restantes aldeias têm, embora, às vezes, tenhamos de lançar mão ao mesmo motivo para termos imagens, como aconteceu no caso da capela ao aproveitarmos a fachada, a traseira e as paredes laterais, que, com o devido respeito, me fez lembrar o bailado mirandês do pingacho, naquela parte da letra que diz (em mirandês que, para quem não sabe, também é uma língua oficial de Portugal):

 

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(…)

 

              Beila-lo, beila-ló picorcito,

(…)

              Beila-lo de lhado,

              De l’ outro ancustado,

              I de delantreira,

              Tamien de traseira.

             (…)

 

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Mas hoje não estamos aqui pelas palavras e para falar da aldeia, hoje é mesmo pelo vídeo que ainda não tinha. Quanto à adeia, sempre podem rever aquilo que dissemos nos posts anteriores e para os quais fica link a seguir ao vídeo. Agora o vídeo com todas as imagens publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

Nota: Embora o YouTube tivesse classificado este vídeo para maiores de 18 anos, não existe qualquer razão para que tal aconteça. Já apresentámos uma reclamação ao Yutube, pelo que, após analisada, contamos que o vídeo também possa ser visto aqui no blog. Entretanto, pelos vistos, terá que o ver no YouTube.

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Santa Marinha:

https://chaves.blogs.sapo.pt/santa-marinha-chaves-portugal-1846275

https://chaves.blogs.sapo.pt/783349.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/432481.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/5628.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/5674.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado, e como andamos em terras de santas, a próxima é Santa Ovaia.

 

 

 

16
Dez20

Santa Cruz da Castanheira - Chaves - Portugal

Aldeias do Concelho de Chaves

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Santa Cruz da Castanheira

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Stª Cruz da Castanheira.

 

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Ainda há dias tivemos aqui a aldeia de Sanfins da Castanheira, uma das aldeias mais próximas de Santa Cruz, que abas têm em comum além da vizinhança o facto de terem Castanheira por apelido, não só por estarem em terras da castanheira mas também para se diferenciarem de outras aldeias com o mesmo topónimo, que no caso de Santa Cruz, são duas as aldeias com este topónimo no concelho de Chaves.

 

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Aquilo que dissemos em Sanfins aplica-se quase na integra a esta aldeia de Santa Cruz, a proximidade entre quase todas as aldeias da freguesia de Sanfins e de Cimo de Vila e a sua localização no limite do concelho de Chaves, embora Santa Cruz até nem seja a mais próxima desse limite, pois para além desta aldeia ainda há a aldeia de Parada, também da mesma freguesia.

 

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Mas hoje também não estamos aqui para falar sobre esta aldeia, pois isso já o fizemos nos posts que lhe dedicámos anteriormente e para o quais fica link no final deste post. Hoje estamos aqui mesmo pelo vídeo que até hoje não teve.

 

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Vamos então ao vídeo com todas as imagens da aldeia de Stª Cruz da Castanheira que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Stª Cruz da Castanheira:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/santa-cruz-da-castanheira-chaves-1841408

https://chaves.blogs.sapo.pt/321093.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Santa Leocádia.

 

05
Dez20

Sanfins da Castanheira - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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SANFINS DA CASTANHEIRA

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Sanfins, Chaves.

 

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Como é habitual, aproveitamos esta oportunidade para deixar aqui mais algumas imagens da aldeia que escaparam às seleções anteriores, aquando dos posts que dedicámos a Sanfins, para os quais fica link no final deste post.

 

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Sanfins, aldeia e freguesia, fica no limite do concelho de Chaves e confronta com dois concelhos vizinhos, Vinhais e Valpaços. A freguesia de Sanfins é composta por 5 aldeias: Sanfins, Santa Cruz, Mosteiro, Parada e Polide. Sanfins e Santa Cruz tanto são conhecidas pelo seu topónimo simples como pelo seu topónimo complexo, adotando o nome de Castanheira, por fazerem parte da uma pequena região com o mesmo nome, mas também porque o seu topónimo simples ser vulgar em Portugal, distinguindo-se assim das outras localidades com o mesmo topónimo simples, ficando então Sanfins da Castanheira e Santa Cruz da Castanheira. No caso de Santa Cruz, há outra localidade no concelho de Chaves com o mesmo topónimo, que outrora estava isolada, mas que hoje em dia foi absorvida pelo crescimento da cidade de Chaves, sendo na prática, mais um lugar da cidade de Chaves.

 

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Curioso é que esta nossa aldeia de hoje, na prática também não está isolada, pois confronta diretamente com a aldeia vizinha de Cimo de Vila da Castanheira, não havendo separação física entre ambas, sendo Cimo de Vila também sede de freguesia, agora em conjunto com Roriz.

 

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Mas não só, pois se não fosse a crise económica deste século, o despovoamento rural e o não regresso de alguns emigrantes às suas aldeias de origem, hoje Cimo de Vila da Castanheira, Sanfins, Santa Cruz e Mosteiro, estariam todas concentradas numa grande aldeia, pois as últimas casas de Sanfins da Castanheira apenas distam cerca de 200m das últimas casas de Santa Cruz e Mosteiro. Na realidade estas 4 aldeias estão todas dentro dum círculo com 900 metros de raio, o que para quem não conhecer esta realidade, se for por lá, facilmente poderá pensar que tudo aquilo é apenas uma aldeia.

 

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Aldeias fisicamente juntas, mas separadas, pertencem a duas freguesias e cada aldeia tem com a sua igreja ou capela, em tempos com a sua escola, e ainda com as suas tradições, festas e oragos.

 

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Ficaram algumas curiosidades sobre a aldeia e freguesia de Sanfins da Castanheira, mas hoje estamos aqui pelo seu vídeo que não teve nos anteriores posts, vídeo com todas as fotografias e imagens publicadas até à presente data neste blog, ao qual passamos de imediato. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Sanfins da Castanheira:

https://chaves.blogs.sapo.pt/sanfins-da-castanheira-chaves-1803800

https://chaves.blogs.sapo.pt/sanfins-da-castanheira-chaves-1065694

https://chaves.blogs.sapo.pt/507597.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/236011.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até a próxima quarta-feira em que teremos aqui a aldeia de Sanjurge.

 

18
Nov20

Ribeira de Sampaio - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Ribeira de Sampaio.

 

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A última aldeia que aqui deixámos foi a Ribeira das Avelãs, a primeira das três ribeiras. Subindo a ribeira, a seguir encontramos a Ribeira do Pinheiro e só depois e mais distante é que encontramos a Ribeira de Sampaio. Tal como referimos na Ribeira das Avelãs, a ribeira é sempre a mesma, vai é mudando de nome conforme a aldeia ou bairro que tem junto a si, assim, é ribeira de São Lourenço junto a São Lourenço, ribeira de Sampaio, do Pinheiro ou das Avelãs junto às aldeias com o esse nome e vai desaguar ao rio Tâmega, junto às poldras, com o nome de Ribeira do Caneiro, depois, claro, de passar pelo Bairro do Caneiro.

 

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Mas hoje temos aqui a Ribeira de Sampaio e vou repetir aqui os textos que também vão servir de separador no vídeo de hoje, onde se diz:

 

Ribeira de Sampaio, uma aldeia de moinhos e moleiros que ao longo dos tempos

se foi transformando.  Os moinhos deixaram de moer, os moleiros morreram. ficaram as casas, ficou a ribeira, uma velha ponte e os moinhos parados, mas a fazerem a delícia a quem os descobria. Foi assim que a descobri em 1994 , uma pérola esquecida no encontro de duas encostas da serra, ao lado de uma ribeira e uma ponte. Ficou o registo,  ainda na era da fotografia analógica, e este, foi mesmo para memória futura…

 

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Em  2007, já na era da fotografia digital, regressámos à Ribeira de Sampaio. Mais maduros, com outro olhar. Se não fosse a memória diria que estava noutra ribeira…

Nova passagem em 2015, confirma-se o confirmado.

Era uma vez…

Uma aldeia de moinhos e moleiros…

 

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Aqui no post deixo apenas as imagens de 2007 e 2015, pois as de 1994 já foram todas anteriormente publicadas nos posts que dediquei à Ribeira de Sampaio e para os quais fica link no final, mas também vão estar todas no vídeo.

 

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Mas hoje até nem estamos aqui para falar da aldeia, pois tudo que tínhamos para dizer sobre ela, já o dissemos nos posts que lhe dedicámos, hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve nos posts anteriores e ao qual vamos passar de imediato:

Aqui fica, espero que gostem.

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Ribeira de Sampaio:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/ribeira-de-sampaio-chaves-portugal-1785579

https://chaves.blogs.sapo.pt/581530.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/230549.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a terceira e última ribeira, a Ribeira do Pinheiro, aqui a última, mas no terreno fica no meio das outras duas.

 

 

 

11
Nov20

Redondelo - Chaves - Portugal

Aldeias do Concelho de Chaves

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REDONDELO

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Redondelo, Chaves.

 

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Na última abordagem às aldeias de Chaves, tivemos aqui a uma das aldeias vizinhas de Redondelo, mais propriamente a aldeia de Rebordondo, no entanto a aldeia mais próxima é a de Casas Novas, um trio de aldeias onde existem solares e casas solarengas, com ou sem brasão, ou seja, quase metade dos solares ou casas solarengas do concelho de Chaves estão concentradas nestas três aldeias. Apenas uma curiosidade que só por si já pode valer para uma visita a nossa aldeia de hoje e às suas vizinhas, que estão aqui mesmo a lado da cidade, logo a seguir ao nó da autoestrada de Curalha.

 

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Mas claro que na aldeia tem outros pontos de interesse, como o conjunto do seu casario, a igreja, o cruzeiro e um interessante conjunto de fonte de mergulho e tanque, mesmo no início da aldeia, junto à estrada.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de Redondelo, isso, já o fomos fazendo ao longos dos vários posts que lhe dedicamos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, mas também, como habitualmente, aproveitamos esta ocasião para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Redondelo que foram publicadas até hoje neste blog, incluindo as do presente post. Espero que gostem,

aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Redondelo:

https://chaves.blogs.sapo.pt/redondelo-chaves-portugal-1417683

https://chaves.blogs.sapo.pt/duas-de-redondelo-1127681

https://chaves.blogs.sapo.pt/534537.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/481643.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/194204.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Ribeira das Avelãs.

 

 

 

 

09
Nov20

O Barroso aqui tão perto - Lavradas

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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LAVRADAS

 

Cá estamos de novo para continuar a nossa viagem pelo Barroso do concelho de Boticas. Temos abordado as aldeias freguesia a freguesia, pela ordem alfabética e no último domingo tivemos aqui Carvalhelhos, da freguesia de Beça, e e nesta freguesia que vamos continuar, com a aldeia de Lavradas.

 

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Iniciemos já pela sua localização e como chegar até lá, como sempre a partir da cidade de Chaves. Pois não há nada que enganar, saímos de Chaves pela EN103 em direção a Braga, mas só até Sapiãos, onde devemos tomar o caminho de Boticas, aí, apanhamos a route 66 de Boticas, por cá conhecida como R311, estrada essa que atravessa o Concelho de Boticas de lés a lés, uma estrada toda ela de montanha, que se inicia no concelho de Chaves, no Peto de Lagarelhos e termina em Fafe, passando assim por 5 concelhos (Chaves, Boticas, Montalegre, Cabeceiras de Basto e Fafe).

 

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É assim a magia desta R311 que até nos tira do nosso caminho, que hoje é o de Lavradas. Pois depois de apanharmos a R311, seguimos até à Carreira da Lebre, seguimos em frente e logo a seguir, como quem diz, depois de atravessar o Rio Beça, viramos à direita em direção a Carvalhelhos onde, na rotunda com a santa das águas, viramos à esquerda em direção a Atilhó e Alturas do Barroso e, claro, também Lavradas que será a primeira aldeia a aparecer, a cerca de 4Km de Carvalhelhos. Fica o nosso mapa para melhor localização.

 

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Nos nossos itinerários pelo Barroso, já fizemos algumas passagens por esta aldeia, no entanto, para fotografá-la, apenas parámos lá duas vezes, a primeira já foi em maio de 2011, a segunda em julho de 2018. Da primeira vez, como fomos conduzidos até lá depois de passarmos por várias aldeias, nem deu para perceber onde ficava, e como a visita foi breve, também não deu para perceber a aldeia.

 

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Na segunda visita a nossa intenção era mesmo fotografar e perceber a aldeia para a trazermos a este blog. Embora hoje vos aconselhe um itinerário a partir de Chaves, a nossa entrada em Lavradas na segunda visita fotográfica que fizemos, foi feita a partir da aldeia vizinha de Lamachã, do concelho de Montalegre e chegados lá, foi como se fosse pela primeira vez.

 

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Como sempre, para se ficar a conhecer uma aldeia, não nos podemos ficar pela primeira impressão, pois lá diz o ditado que as aparências enganam. Além disso certas há horas do dia que não são muito próprias para a fotografia, sobretudo à hora do almoço, isto por duas razões, primeiro porque a nossa cabecinha já começa a ouvir a nossa barriguinha a reclamar por comida, a segunda, tem a ver com a intensidade da luz, principalmente nos dias intensos com o sol de verão, e embora a luz seja uma condição necessária para haver fotografia, quando é muito intensa, em vez de ajudar só atrapalha. Pois era nestas condições que entrávamos em Lavradas e logo nas primeiras construções que vimos, armazéns e construções novas… enfim, fizemos meia-dúzia de fotos e já estávamos quase de partida, mas há sempre encontros felizes, e descobertas mais felizes ainda…

 

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Depois do largo da igreja, o nosso destino fazia-se com passagem por Vilarinho da Mó e foi aí que começámos a perceber e conhecer a aldeia, principalmente com aquilo que vai além das ruas e entra nos pátios e outros pormenores que não estão ao alcance de todos, coisas que nos fazem despertar para a realidade das coisas… os nossos olhos só veem aquilo que querem, e às vezes atraiçoam-nos.

 

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Lavradas é uma aldeia com certas dimensões, para aldeia do Barroso até pode ser considerada grande, rodeada de campos agrícolas férteis e bem tratados e isso reflete-se também no casario que ao longo dos tempos foi sendo recuperado e transformado, já longe da arquitetura vernácula original. Mas a aldeia vale pelo seu todo, não só pelo casario, mas também pela vida que tem, pelos seus usos e costumes, e nisso tenho a certeza que a aldeia mantém toda a sua integridade, vê-se nas suas ruas, nas suas casas e nos seus campos.

 

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Campos verdes, aliás já estamos habituados ao Barroso verde das terras planas e baixas a contrastar com o Barroso agreste no alto das montanhas, mas só há verde se houver água, e se o Barroso por uma lado é castigado com o rigor dos invernos frios, por outro lado recebe a bênção da água, sendo frequente vê-la a correr livremente em valetas e levadas, a inundar lameiros, a encher barragens, mas embora abundante, não se pode desperdiçar e tem de haver regras para chegar a todos.

 

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Pois a água é um bem precioso e daí ser também um bem comunitário. Vejamos o que se diz sobre o assunto na “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”. Atenção, como sempre avisamos que os dados deste documento foram publicados em 2006, daí, poderão não estar atualizados.

 

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A Água

A água, elemento dominante da paisagem uma boa parte do ano, desempenha um importante papel na sobrevivência das economias agro-pastoris da região. São inúmeras as suas aplicações: garante da produtividade das parcelas agrícolas e dos lameiros, sustento dos gados, força motriz dos inúmeros moinhos de água existentes ao longo dos corgos e dos rios; estende a sua utilidade ao quotidiano das aldeias, aos tanques, bebedouros dos animais e aos lavadouros públicos existentes.

 

Dadas as características dos solos e os rigores do clima da região, a água, seiva da terra, desempenha um papel fulcral na produtividade agrícola.

 

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No território do concelho pratica-se a rega por gravidade. A água de rega, proveniente de várias fontes de água superficiais, localizadas nas encostas dos montes e serras junto às aldeias, é utilizada para regar as parcelas localizadas a juzante.

 

Para optimizar a utilização deste recurso, foram criadas infra-estruturas para a rega. Os regos conduzem a água desde as nascentes, corgos ou ribeiras, até às poças/tanques de rega, reservatórios de retenção da água. Da poça/tanque, a água é encaminhada, também através de regos, até às parcelas agrícolas. Acontece, por vezes, as nascentes brotarem no local onde se encontra a poça/tanque. Em quase todas as aldeias, estas infra-estruturas, outrora em terra batida e pedra, foram alvo de obras de beneficiação, remodeladas, e construídas em cimento e betão armado, de forma a rentabilizar este recurso, reduzindo ao mínimo o seu desperdício ao longo do percurso que faz até às parcelas agrícolas.

 

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Geralmente, cada uma das aldeias dispõe, no seu termo territorial, de nascentes, regatos ou ribeiros, donde provém a água para rega. Todavia, existem situações em que diferentes aldeias têm que partilhar a utilização da água. A partilha de água entre aldeias, geralmente conflituosa, levou à criação de regras de utilização bem definidas, nem sempre respeitadas pelos seus habitantes, ou à posse dessa água por apenas uma das aldeias. Existem no concelho três aldeias em que parte da água, que utilizam para rega, é proveniente de outra aldeia: em Antigo (Dornelas) regam com água de Gestosa (Dornelas), em Carvalhelhos (Beça), regam com água de um ribeiro de Carvalho (Vilar), e em Lavradas (Beça) regam com água de Lamachã (Negrões - Concelho de Montalegre). Cada uma destas aldeias tem direito a essa água por um determinado período, durante o qual os da outra aldeia não podem tornar a água. Esta regra nem sempre é respeitada, acontecendo por vezes as pessoas andarem a regar e a água faltar, porque alguém da outra aldeia a tornou. Estas situações, além dos conflitos que geram entre os intervenientes, acarretam inúmeras canseiras, pois quem quer regar tem que ir buscar a água à outra aldeia e guardá-la para que não lha voltem a tornar.

 

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E estamos a chegar ao fim deste post, só falta mesmo o vídeo onde estão reunidas todas as fotografias deste post, mais algumas que já foram sendo publicadas ao longo da existência deste blog para ilustrar outros posts, como o das crónicas de António Granjo na sua passagem por Lavradas a caminho de Alturas do Barroso. Aqui fica, espero que gostem:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui mais uma aldeia da freguesia de Beça.

 

 

 

08
Nov20

Redial - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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Redial vista desde Santa Bárbara

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de REDIAL.

 

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Se para algumas aldeias este post vídeo é mesmo um post vídeo, para outras tem sido um verdadeiro post completo, pelo menos em imagem, tal como acontece hoje com a aldeia de Redial, em que as imagens que trazemos hoje são mais que o somatório das imagens anteriores de post dedicados à aldeia.

 

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Imagens que escaparam à seleção anterior, ou imagens mais recentes que ainda não as tínhamos quando fizemos essas publicações, principalmente as que tomámos desde Santa Bárbara, talvez por ter sido uma descoberta tardia e o post principal ter sido anterior a essa descoberta.

 

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Santa Bárbara que por sinal, geograficamente falando, tem Redial e Ventuzelos como aldeias mais próximas e quase à mesma distância (pouco mais que 700m para ambas), isto com as distâncias medidas em linha reta, mas se formos a considerar as distâncias dos acessos de ambas as aldeias ao Santuário, aí Ventuzelos mantém a distância dos 700m, com bons acessos, enquanto que Redial passa a ficar a 2 200m em caminho de montanha. Tudo isto pela altitude a que cada uma das aldeias se encontram, pois Ventuzelos localiza-se na cota dos 700m enquanto que Redial na cota dos 500m, diferença que que longas distâncias pouco poderá significar, mas que para pequenas distâncias faz toda a diferença. Ou seja, mesmo em relação às duas aldeias, embora vizinhas e próximas, tem uma grande barreira a meio que é o monte de Santa Bárbara.

 

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Continuando ainda na temática anterior, que contribuirá também para uma melhor localização da nossa aldeia de hoje, Redial, o acesso a partir de Chaves para esta aldeia faz-se via EN2, com desvio para a aldeia no Km 8 mais qualquer coisa, ficando a aldeia a 11,2km da cidade, e embora o acesso para Santa Bárbara/Ventuzelos seja mais ou menos idêntico a partir de Chaves, se formos para Redial via Ventuzelos, teremos de acrescentar pelo menos mais 6Km, pois teremos de fazer o percurso via Pereira de Selão, isto que quisermos fazer o acesso por estrada pavimentada.

 

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Aqui em palavreado esta coisa da localização torna-se complicado, mas no mapa ou no terreno não o é. Aliás este percurso que acabei de indicar poderá ser mesmo o percurso para conhecer e ir até Redial, aliás recomendo mesmo, com passagem obrigatória por Santa Bárbara que é um autêntico miradouro sobre Redial e sobre grande parte do concelho de Chaves.

 

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Então aqui fica um roteiro para uma manhã, ou tarde, de sábado ou domingo, com partida de Chaves, passagem por Vilar de Nantes, Izei, Peto de Lagarelhos, Ventuzelos e Santa Bárbara, com paragem obrigatória e para se demorar por lá o tempo necessário. Opte por um dia limpo, sem chuva e sem vento, pois não é por acaso que o Santuário é em honra de Santa Bárbara, além disso, a capela, cujo átrio serve de miradouro, fica mesmo no ponto mais alto da serra de Santa Bárbara, e venham de onde vierem os ventos, eles passam por lá, mas tem vistas imperdíveis, daí até se poder perdoar a um dos elementos do tempo, mas com chuva e vento ao mesmo tempo, não vá lá, agora se a chuva estiver a cair certinha, sem vento, bastará um guarda-chuva…mas o melhor mesmo será um dia de sol sem vento.

 

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Mas continuemos o nosso itinerário. Depois de Santa Bárbara, desça em direção a Vilas Boas mas sem lá chegar, pois antes terá um desvio para Pereira de Selão, que deve tomar, depois é seguir sempre em frente, passagem obrigatório por Pereira de Selão e continuar sempre pela estrada municipal até Redial. Aí visite a aldeia, um misto de casario tradicional com um solar brasonado no cento da aldeia, que nas imagens que deixo aparece ainda sem estar recuperado, mas que presentemente já está. Depois basta contornar este solar e apanhar a estrada que nos liga à EN2, passando a meio do percurso pela Quinta do Príncipe que já é mais ou menos conhecida de todos nós, pois pela certa já lá tivemos um casamentos ou uma das festas de época (Natal, fim de ano, etc.).

 

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Sobre a aldeia pouco dissemos, pois entretivemo-nos  pelas redondezas e pelo seu miradouro, mas foi propositado, pois tudo que tínhamos a dizer sobre a aldeia já o dissemos nos posts que lhe dedicámos (com link no final), hoje viemos cá pelo vídeo e pelas imagens que ficam no post. Mas a razão da nossa vinda foi mesmo o vídeo, ao qual passamos de imediato, espero que gostem: 

 

 

Aqui fica: 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de REDIAL:           

https://chaves.blogs.sapo.pt/redial-chaves-tras-os-montes-portugal-1431887

https://chaves.blogs.sapo.pt/redial-chaves-portugal-1233037

https://chaves.blogs.sapo.pt/826289.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/210506.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/50902.html

 

E quanto a aldeias de Barroso de Montalegre, despedimo-nos até à próxima quarta-feira,  em que teremos aqui a aldeia de Redondelo.

 

 

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