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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

19
Mar23

O Barroso aqui tão perto... Zebral

Aldeias da freguesia de Ruivães e Campos - Concelho de Vieira do Minho


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Já demos a volta completa ao Barroso, aldeia a aldeia, algumas até mais que uma vez, mas temos consciência que nos falta ainda descobrir muito Barroso, inclusive algumas das aldeias que visitámos, e a aldeia para onde vamos hoje, é uma delas, tudo que aqui deixamos, à exceção das vistas gerais, é uma pequena mostra daquilo que é Zebral.

 

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Para esta descoberta das aldeias da freguesia de Ruivães e Campos, do concelho de Vieira do Minho, fomos lá quatro vezes, em julho, agosto e setembro de 2019, e a última em dezembro de 2022. Nas três primeiras visitas, embora todas no verão, por incrível que possa parecer fomos recebidos por autênticos dias de inverno, não pela temperatura que até estava agradável, mas pela chuva e nevoeiro, o que nos condicionou, e muito, o nosso levantamento fotográfico, principalmente pela pouca luz e visibilidade, além de, nas três vezes não irmos preparados para a chuva.

 

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Após essas três primeiras visitas, concluímos logo que a nossa recolha não estava completa, em nenhuma das aldeias, e sabíamos que tínhamos de lá voltar para completar a recolha de imagens. Entretanto aparece a pandemia, teletrabalho  e a proibição de aos fins-de-semana sair do nosso concelho de residência e, com notícias tão negras com que eramos bombardeados diariamente e ainda sem vacinas,  houve também alguns receios e precauções com as nossas saídas.

 

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Finalmente em dezembro de 2022 decidimos ir até a freguesia de Ruivães e Campos novamente, para concluir o nosso levantamento fotográfico, desta vez em pleno inverno, mas espante-se novamente, para contrariar as anteriores visitas, tivemos um autêntico dia de verão, até com temperatura agradável para a época, e foi um dia em que fizemos também uma abordagem diferente, pois iniciamos com uma subida à serra da Cabreira para daí lançar um olhar sobre quase a totalidade da freguesia de Ruivães e Campos, e aí, demos conta de que tínhamos feito tudo ao contrário, pois a nossa primeira visita à freguesia deveria ter começado precisamente pela subida à serra da Cabreira,  para daí ter uma ideia de como eram as aldeias que íamos visitar.

 

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Foi precisamente lá de cima da serra da Cabreira que tivemos noção de como era a aldeia de Frades, a qual já tínhamos visitado em setembro de 2019 e que desde logo soubemos também ter partido de lá com o levantamento incompleto. Mas como esta subida à serra da Cabreira demorou mais que o previsto e faltando-nos ainda Ruivães por levantar e outras aldeias mais próximas, não houve tempo para outra visita da Zebral. Hoje ao termos noção daquilo que é a aldeia e aquilo que fizemos na recolha fotográfica, constatamos que ficou muito aquém daquilo que se exigia, pois o que vos deixamos aqui hoje é apenas uma pequena mostra daquilo que é Zebral. As vistas que tomámos desde a serra da Cabreira sobre Zebral, mostram-nos que a aldeia é muito mais do que aquilo que aqui deixamos, pelo que, sinceramente lamentámos deixar-vos só o que deixamos, mas o assunto não ficará encerrado.

 

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Como a única visita que fiz à serra da Cabreira nos soube a pouco, deixou a vontade de lá voltarmos novamente, e faremos todos os possíveis para lá voltar e, quando tal acontecer, a descida da serra será para fazer direitinha em direção a Zebral, para fazer aquilo que deveria ter sido feito na última visita. Fica prometido, e aí, Zebral terá um novo post. 

 

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Vamos então para Zebral cuja situação geográfica e localização é muito semelhante à das restantes aldeias da freguesia de Ruivães e Campos, ou seja todas elas localizadas na vertente da Serra da Cabreira que descarrega no rio Cávado e Rabagão, onde se começa a formar a barragem de Salamonde e todas próximas da  N103 no troço que liga Chaves a Braga e, mesmo que Zebral seja a aldeia da freguesia mais distante da N103 e dos dois rios citados, fica igualmente perto, por outro lado, a par da aldeia de Espindo, é a que se encontra em cota mais elevada no que respeita a Serra da Cabreira, mas igualmente na mesma vertente das restantes aldeias da freguesia. A seguir ficam os nossos mapas e outros que pedimos “emprestados” à Google para melhor poderem acompanhar as nossas palavras e a localização da aldeia.

 

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Para chegarmos a Zebral, e repetimos, como sempre a partir da cidade de Chaves, teremos que apanhar a N103 e podíamos seguir sempre por até à entrada do concelho de Vieira do Minho, mais precisamente até à aldeia de Botica, mas não vamos por aí, recomendamos um caminho mais curto e mais interessante. Jà quanto ao regresso a Chaves, aí sim, poderá regressar pela N103, isto em alternativa ao regressar pelo mesmo caminho de ida. Assim, nós recomendamos um atalho, onde se poupam cerca de 10Km, ou seja, saímos obrigatoriamente pela N103 mas só até Sapiãos, aí viramos em direção a Boticas onde apanhamos a R311 em direção a Salto. Ainda antes de Salto, no cruzamento onde podemos virar para Salto ou Venda Nova, tomamos a direção de Salto, mas só por 100m, onde devemos sair à direita em direção às Minas da Borralha, depois de passarmos ao lado da Borralha, seguimos por Linharelhos, Lamalonga e logo a seguir temos Campos, onde devemos sair para Zebral. Penso que existe sinalização a indicar Zebral, já não recordo, mas em caso de não existir ou de dúvidas, perguntem a alguém da aldeia. Desde Chaves até Zebral, ao todo, por este itinerário que recomendamos, são 69.2Km, 1H20 de viagem, sem paragens e a cumprir os regulamentos de circulação em estradas.

 

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Claro que estas dicas que por aqui deixamos, hoje, apenas se referem à aldeia de Zebral, mas a ideia é para aproveitarem todo um dia de passeio por esta aldeias e as suas vizinhas e ainda com subida obrigatória à Serra da Cabreira. Claro que para todo o dia há que fazer algumas paragens, uma delas para comer, almoçar, para a qual há várias alternativas, uma delas, a do piquenique de viagem, isto se gostar de piquenicar. Se gostar mais de sentar à mesa, esteja onde estiver, por estas bandas encontra sempre onde comer a menos de 15 minutos de viagem, às vezes o problema está mesmo em escolher onde.

 

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E por hoje é tudo, chegamos àquela altura em que nos despedimos e anunciamos o vídeo resumo com todas as imagens que hoje aqui foram publicadas, vídeo que também podem ver no MeoKanal e no nosso canal do YouTube, ficando também a promessa de um dia voltarmos a Zebral.

 

Aqui fica o vídeo que espero que gostem:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no…

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… e no YouTube, onde podem subscrever o nosso canal para serem avisados de todas as publicações que lá fizermos, e nós agradecemos. Pode passar por lá e subscrevê-lo aqui: 

 

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No próximo domingo continuaremos na freguesia barrosã de Ruivães e Campos do concelho de Vieira do Minho, com mais uma das suas aldeias.

 

 

05
Mar23

O Barroso aqui tão perto - Frades

Aldeias do Concelho de Vieira do Minho


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FRADES 

Freguesia de Ruivães e Campos - Vieira do Minho

 

Continuamos no Barroso que vai além do concelho de Montalegre e Boticas, vamos até ao concelho de Vieira do Minho, para a freguesia de Ruivães e Campos, com mais uma aldeia desta freguesia, a aldeia de FRADES.

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Iniciámos já pela localização e itinerário para chegar até a aldeia de Frades, aldeia da margem esquerda do rio Cávado, onde este recebe dois afluentes, o do rio Rabagão e Cabril. Aliás esta aldeia para além de testemunhar um encontro de três rios é também ponto de encontro da linha separadora da serra da Cabreira e Serra do Gerês, do concelho de Montalegre e Concelho de Vieira do Minho, do distrito de Vila Real e o Distrito de Braga, da Província de Trás-os-Montes e Alto Minho.

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Embora localizada nas fraldas da serra da Cabreira, tem como vistas, privilegiadas, a serra do Gerês e terras do concelho de Montalegre, do outro lado do rio, ou rios que aqui são aprisionados pela barragem de Salamonde, que via rio Cávado e rio Rabagão, também recebe a água excedente que as barragens de Paradela, Pisões e Venda Nova libertam.

 

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Frades, embora próxima da estrada nacional E103, que lhe passa a cerca de 500m, não é visível desde a estrada, isto por causa de algumas elevações do terreno e também do arvoredo que se mete pelo meio, que impedem as vistas mas também o acesso à aldeia a partir desse ponto, acesso que só é feito a partir da aldeia de Ruivães, mas também próximo de Frades, um pouco mais, pois entre Ruivães e Frades pouco mais é que 1.500m.

 

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O acesso a Frades poderá também ser feito a partir do concelho de Montalegre, mais propriamente a partir da aldeia de Cabril, que por estrada fica a cerca de 4.300m, atravessando a ponte sobre o Rio Cávado que une os dois concelhos de Montalegre e Vieira do Minho. Esta ponte, em termos práticos, é a ponte que substitui a afamada ponte da Misarela que em tempos mais longínquos, mas não muito, servia para esse fim de ligar os dois concelhos.

 

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Penso que os dados que ficam já servem perfeitamente para localizar Frades. Quanto ao itinerário, é o do costume que temos indicado para as aldeias do Barroso pertencentes ao concelho de Vieira do Minho, ou seja, Saída de Chaves, como sempre, pela E103 até Sapiãos, depois Boticas, depois a R311 até as proximidades de Salto, depois Minas da Borralha, Linharelhos e logo a seguir estamos em Lamalonga que já pertence a Vieira do Minho. Chegados à Botica apanha-se de novo a E103 até à entrada de Ruivães onde se deve sair à direita para Frades. Ao todo, entre Chaves e Frades são 73Km, cerca de 1H20 de viagem.

 

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Já sabem que no regresso recomendamos tomar sempre outro caminho, pois as indicações que vou deixando são para pequenos passeios que podemos fazer ao Barroso aqui tão perto, para conhecer estas terras do Reino Maravilhoso que Torga foi descrevendo nos seus diários, e daí, já que se vai de passeio e para conhecer novas terras barrosãs, nem há como enriquecer esse passeio passando por outras aldeias no regresso a Chaves. Costumo recomendar o regresso via E103 (na totalidade), mas desta vez vou recomendar via Cabril, Paradela, Montalegre e Vilar de Perdizes. Não vos deixo indicações porque já as deixei inúmeras vezes aqui no blog aquando da abordagem das aldeias de Montalegre, mas também não é preciso, pois em geral as todas as estradas do concelho de Montalegre estão bem sinalizadas com indicações paras as localidades que referi.

 

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Quanto à aldeia de Frades não tem um núcleo definido, não se trata de uma aldeia de povoamento concentrado, mas antes ao longo de uma rua, em cerca de 700 m, existindo um pequeno núcleo separado e mais próximo da barragem e mais meia dúzia de casas dispersas no território da aldeia. Aliás este tipo de povoamento é um pouco característico nas redondezas, em que se sai do povoamento concentrado de forma arredondado mais ou menos em círculo no seu todo, é mais feito com construções isoladas e ao linear ao longo de uma estrada ou caminho.

 

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Também por aqui predomina a verdura dos campos, mas feito de vários matizes, conforme as culturas e a época do ano, em que alguns dos verdes, principalmente o dos arvoredos de folha caduca, dá passa pelos amarelos, vermelhos, laranjas e castanhos antes de cair, mas mesmo de inverno, o que predomina é mesmo a cor verde.

 

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A presença da água da barragem também é uma constante que faz parte das vistas da aldeia, mas apenas isso, pois trata-se de uma barragem de produção de energia elétrica e não me consta que exista qualquer atividade que esteja ligada à aldeia em termos de uso da barragem, a não ser ocasionalmente a pesca, suponho, pois como não sou pescador estou a meter a foice em seara alheia em termos de conhecimento, mas como onde há rios e barragens há sempre pesca, esta não deve ser exceção.

 

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O facto de estarmos numa região com 4 barragens de produção de energia elétrica, também aparece na paisagem destes lugares algumas centrais elétricas e outras construções de apoio, bem como uma rede aérea de cabos elétricos de alta tensão.

 

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Também é a partir de Frades que se faz um dos acessos à Ponte da Misarela, acesso pedonal, que se for feito a partir da estrada junto à ponte que liga ao concelho de Montalegre, são mais ou menos 800m para ir e os mesmo para regressar, a não ser que atravesse a Misarela e saia pela aldeia de Sidrós, do concelho de Montalegre.

 

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E por hoje é tudo, chegamos àquela altura em que nos despedimos e anunciamos o vídeo resumo com todas as imagens que hoje aqui foram publicadas, vídeo que também podem ver no MeoKanal e no nosso canal do YouTube.

 

Aqui fica o vídeo que espero que gostem:

 

 

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No próximo domingo continuaremos por na freguesia barrosã de Ruivães e Campos do concelho de Vieira do Minho.

 

 

26
Fev23

O Barroso aqui tão perto... Lamalonga

Aldeias barrosãs da freguesia de Ruivães e Campos - Vieira do Minho


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LAMALONGA

Vieira do Minho

 

Continuamos no Barroso que vai além do concelho de Montalegre e Boticas, vamos até ao concelho de Vieira do Minho, para a freguesia de Ruivães e Campos, com mais uma aldeia desta freguesia, a aldeia de LAMALONGA.

 

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Lamalonga é a quarta das onze aldeias da freguesia Ruivães e Campos a passar por aqui. Ao todo, para fazer o levantamento fotográfico destas onze aldeias,  fomos até esta freguesia de Vieira do Minho quatro vezes. Inicialmente pensámos que duas vezes seria suficiente, mas nestas coisas há sempre que contar com imprevistos, e esta freguesia não foi exceção.

 

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Em geral, vamos andando por aí durante todo o ano, com exceção do mês de agosto. Às aldeias da freguesia de Ruivães e campos fomos pela primeira vez no dia 13 de julho de 2019, em pleno verão, mas fomos recebidos por um autêntico dia de inverno, com muita chuva e nevoeiro, e se não fosse pela temperatura, que não era de inverno, juraríamos mesmo que estávamos nessa estação do ano.

 

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Também já o dissemos aqui, e toda a gente o sabe, que chuva e nevoeiro não são impeditivos para a fotografia, o problema, é que para tal, principalmente para que vai andar todo o dia no terreno,  terá que ir prevenido com impermeáveis e guarda-chuva, não só para nós como também para as câmaras fotográficas, senão ficamos com os movimentos embargados, e só podemos aproveitar os momentos em que não chove. Pois nós não íamos prevenidos, pois longe de imaginar que num dia de verão iríamos ter chuva todo o dia.

 

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Um mês depois, dia 8 de agosto de 2019, voltámos à carga, e foi mais do mesmo ou ainda pior, sem nevoeiro mas com muita chuva, igualmente desprevenidos, a chuva tomou conta do dia. Claro que teimosos que nós somos, lá fomos fazendo algumas imagens, mas cedo demos conta que teríamos de lá voltar, e voltámos. Um mês depois.

 

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Dia 21 de setembro de 2019, de novo na freguesia de Ruivães e Campos, e com não há duas sem três, tivemos chuva de novo, a história repetia-se, mais do mesmo, mas mesmo assim, lá fomos registando alguns momentos, com a certeza de que teríamos de lá voltar outra vez. Resolver dar um tempo ao tempo e voltar lá pela primavera, mas depois veio a pandemia, as quarentenas, a proibição de sair do concelho e tudo o resto que é sabido de todos. Voltámos lá uma quarta vez, mas já foi em dezembro de 2022, com dia marcado para subir à serra da Cabreira, desta vez em pleno outono, quase inverno, e espante-se, sem nevoeiro, sem chuva, um dia radioso de sol e temperatura agradável. O Barroso é assim, surpreende-nos sempre, mas seja com chuva, neve, frio, sol, nevoeiro ou o que quer que seja que a natureza nos reserve, vimos de lá sempre agradados.

 

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 Toda esta introdução para justificar as imagens que aqui ficam hoje, mas também, talvez, para justificar o topónimo de Lamalonga, pois com tanta chuva não admira que a lama se alongue no tempo, mas também no terreno, aliás penso que será mesmo que seja essa a origem deste topónimo, Lama+Longa, em que a Lama se refere a terra com muita água e Longa, mas neste último não vou pelo ser longa no tempo mas longa no comprimento que, se repararem bem na foto seguinte, tomada desde a serra da Cabreira, vê-se bem como Lamalonga fica a meio de um longo planalto, bem plano, coberto de verde e que se estende por três aldeias .

 

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Entremos agora em Lamalonga, mas para isso, vamos dizer-vos onde fica e como lá chegar. Ora tal como já dissemos no post das aldeias da freguesia aqui trouxemos, a situação geográfica e localização é muito semelhante para todas as aldeias da freguesia, ou seja, todas elas localizadas na vertente ou faldas da Serra da Cabreira que descarrega no rio Cávado, onde se começa a formar a barragem de Salamonde e todas próximas da  N103 no troço que liga Chaves a Braga.

 

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Para lá chegarmos, e repetimos mais uma vez, como sempre a partir da cidade de Chaves, teremos que apanhar a N103 e bastaria seguir sempre por ela para chegarmos à freguesia de Ruivães e Campos, mas não vamos ir por ai, por suas razões, a primeira a de haver um caminho mais curto e a segundo porque a meu ver o caminho que recomendamos é mais interessante para quem vai em passeio.

 

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Não vamos pela N103 mas vamos ter que iniciar o nosso itinerário por ela, mas só até Sapiãos, onde devermos sair em direção a Boticas onde, devemos apanhar a R311 em direção a Salto. Ainda antes de Salto, no cruzamento onde podemos virar para Salto ou Venda Nova, tomamos a direção de Salto, mas só por 100m, onde devemos sair à direita em direção às Minas da Borralha, depois de passarmos ao lado da Borralha, seguimos por Linharelhos e logo a seguir é Lamalonga, tão próximas que parecem estar de mãos dadas, embora administrativamente falando, Lamalonga e Linharelhos pertence a concelhos diferentes (Vieira do Minho e Montalegre), distritos diferentes (Braga e Vila Real) e províncias diferentes (Minho e Trás-os-Montes), e a promiscuidade é tanta, que há casas da aldeia de Linharelhos que estão construídas no concelho, distrito e província vizinha, mas é tudo Barroso.

 

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Pois entremos finalmente em Lamalonga que faz jus ao nome e que tal como dissemos no início tivemos as nossas visitas condicionadas às condições meteorológicas, mesma assim deu para ver que é uma aldeia toda ela interessante, mas onde se podem fazer alguns destaques, como para o seu parque de merendas cheio de verdura e sombras de frondosos carvalhos, uma igreja e mesmo em frente a esta umas alminhas sui generis, um cruzeiro o forno do povo muito parecido aos do Alto Barroso todo em pedra, incluindo  cobertura com grandes lajes de granito.

 

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E pouco mais temos a dizer, pois a maioria das imagens foram tomadas desde dentro do carro e só parámos mesmo onde havia algum abrigo coberto ou onde teve mesmo de ser, como junto à igreja que até visitámos. A envolvente verde da aldeia também  tem um  interessante cenário paisagístico mas que no dia das nossas visitas estava prejudicado pela chuva e nevoeiro, assim, vai sendo mesmo tudo, ficamos por aqui e chegamos àquela altura em que nos despedimos e anunciamos o vídeo resumo com todas as imagens que hoje aqui foram publicadas, vídeo que também podem ver no MeoKanal e no nosso canal do YouTube.

 

Aqui fica o vídeo que espero que gostem:

 

 

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No próximo domingo continuaremos por na freguesia barrosã de Ruivães e Campos do concelho de Vieira do Minho.

12
Fev23

O Barroso aqui tão perto ... Vales

Aldeias barrosãs do Concelho de Vieira do Minho


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VALE - Vieira do Minho

 

Continuamos no Barroso que vai além do concelho de Montalegre e Boticas, vamos até ao concelho de Vieira do Minho, para a freguesia de Ruivães e Campos, com mais uma aldeia desta freguesia, a aldeia de VALE.

 

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Fizemos o levantamento fotográfico das aldeias da freguesia barrosã de Vieira do Minho em três etapas, a primeira em agosto de 2019, a segunda em setembro do mesmo ano e a última, mais recentemente, em dezembro de 2022, esta última apenas para subir à Serra da Cabreira e completar algumas falhas das anteriores etapas.

 

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Contrariamente àquilo que seria de esperar, as primeiras duas etapas, de agosto e setembro de 2019, foi feita debaixo de chuva, já na etapa de dezembro tivemos a companhia de um radioso sol durante todo o dia. Isto, mais uma vez, para justificar algumas limitações que tivemos ao tomar as imagens que hoje deixamos aqui, que à exceção das duas primeiras imagens tomadas desde a Serra da Cabreira, são todas da segunda etapa de setembro de 2019, mais propriamente do dia 21 desse mês, um dia de chuva, mas felizmente não tão intensa e persistente como a de 8 de agosto.

 

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Vamos então até Vale, à sua localização e itinerário recomendado por nós para chegar até lá. Vale é a terceira aldeia da freguesia que abordamos aqui e tal como dissemos nas duas aldeias anteriores, o caminho para lá chegar é semelhante para todas as aldeias da freguesia de Ruivães e Campos, isto, porque todas elas estão localizadas na vertente da Serra da Cabreira que descarrega no rio Cávado, onde se começa a formar a barragem de Salamonde, e todas próximas da  N103 no troço que liga Chaves a Braga.

 

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Recordamos também que as nossas partidas para o Barroso são sempre feitas a partir da cidade de Chaves, e para os concelho de Boticas e agora Vieira do Minho utilizamos como saída de Chaves a N103, estrada que liga Chaves à cidade de Braga, e podíamos seguir sempre por ela até chegarmos ao nosso destino, no entanto recomendamos caminho mais interessante, mais rápido e mais curto, mas para isso temos que abandonar a N103 em Sapiãos na saída para a vila de Boticas onde se terá de apanhar R311 em direção a Salto e, mais metro, menos metro, entre as duas aldeias que dão nome à freguesia – Ruivães e Campos. VALE fica a cerca de 1km da N103 e o acesso à aldeia faz-se a seguir a Ruivães, imediatamente a seguir à passagem pela ponte do Rio Saltadouro, Claro que há que ter em conta que as nossas partidas são feitas desde a cidade de Chaves, pois se vier pela N103 desde Braga, o acesso à aldeia é imediatamente antes da referida ponte e antes de Ruivães. Para melhor entendimento deixamos alguns mapas.

 

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Para lá chegarmos, e repetimos, como sempre a partir da cidade de Chaves, teremos que apanhar a N103 e seguir sempre por ela até atravessarmos Ruivães, e logo após a ponte sobre o rio Saltadouro (a 400m do centro de Ruivães), saímos da N103, à esquerda e logo a seguir (1km) encontramos VALE. Embora a melhor referencia seja a N103, nós recomendamos um atalho, onde se poupam 10Km, ou seja, saímos obrigatoriamente pela N103 mas só até Sapiãos, aí viramos em direção a Boticas onde apanhamos a R311 em direção a Salto. Ainda antes de Salto, no cruzamento onde podemos virar para Salto ou Venda Nova, tomamos a direção de Salto, mas só por 100m, onde devemos sair à direita em direção às Minas da Borralha, depois de passarmos ao lado da Borralha, seguimos por Linharelhos, Lamalonga, Campo e Botica, aqui entramos de novo na N103 e logo a seguir é Ruivães, onde, logo à entrada, tem o desvio à direita para a aldeia de Vale. Atenção que não é necessário entrar em Ruivães, pois este cruzamento fica a cerca de 500 metros do centro de Ruivães, a mesma distância que terá de percorrer até a aldeia de Vale, desde que abandona a N103.

 

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Ao todo, este itinerário de Chaves a Vale, via Boticas e R311, tem 68,8Km, 1H15 de viagem, isto sem paragens e a cumprir os regulamentos e código das estradas. No regresso a Chaves, nós optamos sempre por outros caminhos, e aqui sim a opção pode ser regressar sempre pela N103, são 79,3km e 1H22 de viagem.

 

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Agora que já sabemos como chegar até a aldeia de Vale, entremos então nela, que, com tanta chuva e sendo, para além de barrosã também minhota, se espera que seja verde, e é, verdura não lhe falta, quer de verão quer de inverno, pois está rodeada por floresta e pastagens.

 

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Claro que estas dicas que por aqui deixamos, hoje, apenas se referem à aldeia de VALE, mas a ideia é para todo um dia de passeio por esta aldeias e as suas vizinhas e ainda com subida obrigatória à Serra da Cabreira. Claro que para todo o dia há que fazer algumas paragens, uma delas para comer, almoçar, para a qual há várias alternativas, uma delas, a do piquenique de viagem, isto se gostar de piquenicar. Se gostar mais de sentar à mesa, esteja onde estiver, por estas bandas encontra sempre onde comer bem a menos de 15 minutos de viagem, às vezes o problema está só em escolher qual.

 

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Quanto ao casario da aldeia vai-se desenvolvendo ao longo de uma rua principal, sem saída, ou seja, chegado ao fim da aldeia teremos que voltar para trás pelo mesmo caminho, havendo ao longo dele três pequeno aglomerados com ligação entre eles sem ser pela rua principal. No cimo da aldeia, no seu ponto mais alto está a capela da aldeia, notoriamente de construção recente, muito simples, com planta retangular e telhado com telhado de duas águas com paredes exteriores rebocadas sem quaisquer adorno (molduras de vãos, cunhais salientes, etc.), no interior, a simplicidade mantém-se, mas tem tudo o necessário para a prática do culto, afinal de contas é mesmo para isso que existem, contudo, desde o seu adro e largo no início do acesso, temos um autêntico miradouro, com vistas privilegiadas para a aldeia, para Ruivães e um pouco mais além para a Serra da Cabreira. Assim, torna-se obrigatório subir até a capela.

 

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Quanto ao casario tem algumas construções antigas entre as quais algumas ruinas, mas também algumas casas senhoriais, uma que se destaca pela sua arquitetura mais nobre. E vai sendo tudo por hoje pois chegamos àquela altura em que nos despedimos e anunciamos o vídeo resumo com todas as imagens que hoje aqui foram publicadas, vídeo que também podem ver no MeoKanal e no nosso canal do YouTube.

 

Aqui fica o vídeo que espero que gostem:

 

 

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No próximo domingo continuaremos por na freguesia barrosã de Ruivães e Campos do concelho de Vieira do Minho.

 

 

05
Fev23

O Barroso aqui tão perto... Espindo

Aldeias barrosãs do concelho de Vieira do Minho


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Espindo - Vieira do Minho

 

Continuamos no Barroso que vai além do concelho de Montalegre e Boticas, vamos até ao concelho de Vieira do Minho, para a freguesia de Ruivães e Campos, com mais uma aldeia desta freguesia, a aldeia de ESPINDO.

 

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Como devem calcular, há mais vida para além deste blog, aliás o blog é um entretém das nossas hora de ócio, mas mesmo assim, exige algum trabalho, que o fazemos com prazer e  pro bono, mas também sujeito a algumas limitações, uma delas é a disponibilidade, não só para feitura dos posts, mas também para a recolha fotográfica, para a qual vamos aproveitando alguns sábados, feriados ou dias de férias, esteja como estiver o dia, depois de marcado e programado não há volta atrás, avançamos, esteja chuva, sol, neve, nevoeiro ou tempestade, esteja como estiver, nós avançamos.    

 

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Ora para Espindo e as restantes aldeias da freguesia barrosã de Vieira do Minho, marcámos o dia 8 de agosto de 2019 para fazer o nosso levantamento fotográfico, em pleno verão, longe de imaginar que iriamos ter um dia de chuva intensa com nevoeiro à mistura pela frente, com alguma esperança que fosse uma trovoada de verão, mas longe disso, tinha vindo para ficar todo o dia. Não é pela fotografia não se dar bem com a chuva, aliás, antes pelo contrário, em muitos dos casos até a favorece, é mais pelos fotógrafos e pelas câmaras fotográficas, pois a chuva molha e, com duas mãos apenas,  não dá muito jeito carregar uma câmara fotográfica e um guarda chuva.

 

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Bem, esta pequena introdução dos parágrafos anteriores foram apenas para justificar as nossas imagens de hoje, todas em ambiente carregado de chuva e nevoeiro, e possivelmente,  a falta de algumas que pela certa num dia normal para a época, teríamos aqui. Ainda pusemos a hipótese de voltar por lá, mas entretanto alguns problemas de saúde seguido da pandemia retiraram-nos a oportunidade de lá voltar, embora recentemente tivéssemos andado pela freguesia, mas com a prioridade virada para a subida à Serra da Cabreira e as aldeias da freguesia em falta, não houve tempo para regressar a Espindo, mas mesmo assim, penso que fazemos justiça à aldeia com as imagens possíveis.  

 

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Vamos então para Espindo cuja situação geográfica e localização é muito semelhante às restantes aldeias da freguesia de Ruivães e Campos, ou seja todas elas localizadas na vertente da Serra da Cabreira que descarrega no rio Cávado, onde se começa a formar a barragem de Salamonde e todas próximas da  N103 no troço que liga Chaves a Braga e, mais metro, menos metro, entre as duas aldeias que dão nome à freguesia – Ruivães e Campos. Espindo fica a cerca de 1km da N103 e o acesso à aldeia faz-se a seguir a Ruivães, imediatamente a seguir à passagem pela ponte do Rio Saltadouro, Claro que há que ter em conta que as nossas partidas são feitas desde a cidade de Chaves, pois se vier pela N103 desde Braga, o acesso à aldeia é imediatamente antes da referida ponte e antes de Ruivães. Para melhor entendimento deixamos alguns mapas.

 

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Para lá chegarmos, e repetimos, como sempre a partir da cidade de Chaves, teremos que apanhar a N103 e seguir sempre por ela até atravessarmos Ruivães, e logo após a ponte sobre o rio Saltadouro (a 400m do centro de Ruivães), saímos da N103, à esquerda e logo a seguir (1km) encontramos Espindo. Embora a melhor referencia seja a N103, nós recomendamos um atalho, onde se poupam 10Km, ou seja, saímos obrigatoriamente pela N103 mas só até Sapiãos, aí viramos em direção a Boticas onde apanhamos a R311 em direção a Salto. Ainda antes de Salto, no cruzamento onde podemos virar para Salto ou Venda Nova, tomamos a direção de Salto, mas só por 100m, onde devemos sair à direita em direção às Minas da Borralha, depois de passarmos ao lado da Borralha, seguimos por Linharelhos, Lamalonga, Campo e Botica, aqui entramos de novo na N103 e logo a seguir é Ruivães. Ao todo, por este itinerário, são 71,6Km, 1H20 de viagem, sem paragens e a cumprir os regulamentos da circulação em estradas. No regresso a Chaves, se for o caso, pode optar, agora sim, vir sempre pela N103, são 81,5km e 1H22 de viagem.

 

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Quanto a Espindo, mesmo com muita chuva, o que lhe dá um certo brilho, mas rouba-lhe a luz, gostámos do que vimos, uma aldeia que se desenvolve ao longo de um arruamento principal, estreita, com cerca de 400m e com a inclinação que a Serra da Cabreira lhe dá. Rodeada de campos verdes de pastagens e cultivo. O casario maioritariamente antigo, mantém a sua integridade inicial, muitas delas reconstruídas. Uma aldeia que sem qualquer dúvida merece uma visita atenta, inclusive uma nossa, de preferência sem chuva, ou então daquela de vez em quando alivia para deixar passar uns raios de sol.

 

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E pouco mais temos a dizer, pois a maioria das imagens foram tomadas desde dentro do carro, só parámos mesmo onde havia algum abrigo coberto ou onde teve mesmo de ser, como junto à igreja na entrada da aldeia, que para nós até foi saída, pois entramos na aldeia a partir de Zebral, por sinal com um interessante cenário paisagístico que no dia em que passamos por lá não estava muito disponível por causa do chuva/nevoeiro que se abatia sobre as nossas cabeças, mas deu para ver que assim era e que mais tarde comprovámos desde o alto da Serra da Cabreira.

 

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Claro que estas dicas que por aqui deixamos, hoje, apenas se referem à aldeia de Espindo, mas a ideia é para todo um dia de passeio por esta aldeias e as suas vizinhas e ainda com subida obrigatória à Serra da Cabreira. Claro que para todo o dia há que fazer algumas paragens, uma delas para comer, almoçar, para a qual há várias alternativas, uma delas, a do piquenique de viagem, isto se gostar de piquenicar. Se gostar mais de sentar à mesa, esteja onde estiver, por estas bandas encontra sempre onde comer bem a menos de 15 minutos de viagem, às vezes o problema está só em escolher qual

 

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E por hoje é mesmo tudo, chegamos àquela altura em que nos despedimos e anunciamos o vídeo resumo com todas as imagens que hoje aqui foram publicadas, vídeo que também podem ver no MeoKanal e no nosso canal do YouTube.

 

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No próximo domingo continuaremos por na freguesia barrosã de Ruivães e Campos do concelho de Vieira do Minho.

22
Jan23

O Barroso aqui tão perto - Botica

Aldeias do Barroso


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Botica

 

Hoje entramos no Barroso que vai além do concelho de Montalegre e Boticas, vamos até ao concelho de Vieira do Minho,  para a freguesia de Ruivães e Campos, com a primeira aldeia desta freguesia, a aldeia de Botica.

 

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Já tivemos oportunidade de explicar aqui o porque desta aldeia, e a freguesia à qual pertence, serem parte integrante do Barroso, quer por razões históricas quer geográficas, e é por isso que aqui estamos hoje para dar continuidade ao Barroso de Montalegre e Boticas.

 

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Iniciemos já pela sua localização que fica na vertente da Serra da Cabreira que descarrega no rio Cávado, onde se começa a formar a barragem de Salamonde. Botica, é assim mesmo o nome da aldeia, embora o este topónimo possa ter a mesma origem que teve a vila de Boticas, fica localizada junto à N103 que liga no troço que liga Chaves a Braga e, mais metro, menos metro, entre as duas aldeias que dão nome à freguesia – Ruivães e Campos.

 

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Para lá chegarmos, como sempre a partir da cidade de Chaves teremos que apanhar a N103 e seguir basta seguir sempre por ela até chegarmos a Botica, que fica imediatamente antes de Ruivães (a 2Km). Este é o itinerário que recomendamos para ir até lá, são 76,9 km, mais ou menos 1H20 de caminho.

 

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Como repararam atrás deixámos dois itinerários, que por sinal está numerado como itinerário 2, mas a ordem é indiferente tal como é indiferente tomarmos um ou outro, pelo menos no tempo que se demora, embora em quilómetros o itinerário 1 seja mais curto, com 65,6Km, mas também é, a meu ver, o mais interessante para quem vai em passeio, e com menos movimento, este é via Boticas e depois pela R311 até à proximidade de Salto, ou seja, no cruzamento onde aparece indicado Salto e Venda Nova, deverá seguir em frente e deixar ambas as localidades de lado, depois é só seguir em direção a Borralha, Linharelhos, Lamalonga, Campos e logo a seguir fica Botica.

 

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Para rematar a localização e os itinerários, se estiver interessado em ir até Botica e ficar na dúvida entre os dois itinerário, vá por um e venha por outro e assim o passeio será bem mais interessante.

 

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Quanto à aldeia, embora pertença ao Barroso, temos que nos lembrar que também pertence ao Alto Minho, e Minho é sinónimo de terras verdes, e esta não é exceção, aliás por aqui há muito que o Barroso já é verde, mesmo no concelho de Montalegre nas freguesias de Cabril que se prolonga até à freguesia de Salto. Estamos no Barroso verde.

 

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Quanto ao predomínio arquitetónico da aldeia, também é muito deferente daquilo que encontramos no Alto Barroso onde predomina o granito à vista. É também uma aldeia, como todas na sua condição, que tem influência de se localizar junto a uma estrada principal e um cruzamento, mas o que impressiona mesmo em termos visuais e mesmo a quantidade de fios de alta tensão que atravessam a aldeia…

 

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De resto encontrámos por lá um conjunto de moinhos em série, pelo menos três seguido mesmo à beira da estrada que liga à aldeia de Campos, e num largo próximo, a capela e a torre sineira, bem separada da capela e bem mais interessante.

 

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Também de realçar um outro largo, mais no interior da aldeia e afastado das estradas, com um interessante cruzeiro rodeado com 3 degraus de acesso à sua volta e mais afastado, em círculo, um conjunto de 4 bancos de granito e duas oliveiras. Cruzeiro e largo bem interessantes.

 

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E agora chegamos àquela altura em que nos despedimos e anunciamos o vídeo resumo com todas as imagens que hoje aqui foram publicadas, vídeo que também podem ver no MeoKanal e no nosso canal do YouTube.

Aqui fica:

 

 

 

 

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Até amanhã!

 

 

21
Jan23

O dia de ontem, no S. Sebastião do Barroso

Vila Grande e Vilarinho Seco


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Um brinde da natureza

O prometido é devido e cá estamos a cumprir, com algumas imagens e palavras sobre as festas comunitárias do Barroso à volta do São Sebastião, que tal como todos os anos acontecem no dia 20 de janeiro, salvo exceções por motivos de força maior como foi o caso dos dois últimos anos devido à pandemia, e este ano, na aldeia das Alturas do Barroso, por motivo de a aldeia estar de luto.

 

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Pois muito resumidamente a nossa “promessa” deste ano ficou-se pelo São Sebastião da Vila Grande (Couto de Dornelas) onde chegámos mais tarde que habitualmente, mas ainda a tempo de comer a malga de caldo, de assistir à “procissão” entre a igreja e a cozinha da festa, de assistir a brindes da natureza, ao encher e esvaziar das ruas, a deliciarmo-nos com a oferta do comer, a estar com alguns amigos de sempre e amigos da fotografia que por lá encontramos sempre,  e depois, no regresso,  o parar nas capelinhas que encontramos pelo caminho, que não sendo muitas, pelo menos uma é de paragem obrigatória, a de Vilarinho Seco.

 

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Dois barrosões de gema, dignos representantes do Barroso, um do concelho de Montalegre e o outro de Boticas

Este ano como não íamos fazer a peregrinação até às Alturas do Barroso, resolvemos ficar pela Vila Grande e fazer o encerramento da festa, pelo menos até ao levantar da toalha de linho que este ano aconteceu por volta das duas da tarde, mas quase apenas nós ficámos para o encerramento, a não ser um punhado de retardatários que lá atrasaram a partida por alguma razão, ou porque, a festa à margem da festa, ainda não tinha terminado, como foi o caso de uma entre amigos minhotos e barrosões, onde,  por ter-mos lá alguma gente amiga e conhecida, também acabamos por parar e comungar.

 

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Só depois iniciámos o regresso a casa, com paragem em Vilarinho Seco e a visita obrigatória à casa do Pedro, que este ano teve de ser breve por força das circunstâncias, afazeres do Pedro que ia ter uma noite complicada pela frente, noite que por sinal já estava à porta, no anoitecer, com as vacas barrosãs e respetivo touro a abandonar a pastagem a caminho da corte e nós também pouco mais demorámos, mas já foi de noite que fizemos o regresso à cidade, com passagem pelas Alturas do Barroso, sem parar,  e depois a descida até Carvalhelhos, Boticas e finalmente Chaves. Mais uma promessa cumprida.

 

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Vilarinho Seco

E é tudo por hoje, para amanhã, se ainda tivermos tempo, continuaremos pelo Barroso com a primeira aldeia barrosã do concelho de Vieira do Minho.   

 

 

 

 

20
Jan23

O São Sebastião do Barroso

Nas Alturas do Barroso e na Vila Grande (Couto de Dornelas)


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Alturas do Barroso

Já é sabido que dia 20 de janeiro todos os caminhos nos levam até às festas comunitárias do São Sebastião no Barroso, principalmente no concelho de Boticas, mas também no concelho de Montalegre, e são todas iguais e todas diferentes. Iguais na tradição, na celebração do São Sebastião e no comunitarismo da festa. Diferentes na forma como são celebradas e também nos timings, não do dia, porque em todas se celebra no dia 20 de janeiro, mas nas horas e tempo de duração das mesmas.

 

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Alturas do Barroso

Pela nossa parte ainda não fomos a todas, mas já passámos pelo São Sebastião de Cerdedo e, mais habitualmente, pelo menos há uma dúzia de anos, com exceção dos dois anos anteriores devido à pandemia, em que não houve festa, nas festas de São Sebastião das Alturas do Barroso e da Vila Grande (Couto de Dornelas), todas do concelho de Boticas.

 

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Alturas do Barroso

Pois hoje em imagem fica o São Sebastião das Alturas do Barroso, as três primeiras fotos,  e da Vila Grande, as fotos seguintes. No entanto a nossa presença nestas duas aldeias não se faz obrigatoriamente por esta ordem, embora assim possa acontecer, desde que seja da parte da manhã, isto porque o grosso da festa com a presença de forasteiros (milhares) vindos de todo o lado, principalmente do Minho e do restante Barroso, na Vila grande, povoam as ruas no período da manhã, logo a partir do nascer do sol e até por volta das 2 da tarde. Já nas Alturas do Barroso, a festa acontece durante todo  o dia e prolonga-se pela noite adentro. Isto a nível de festa popular, de rua, pois nas casas dos residentes, aí a coisa é diferente, mas essas só são para familiares, amigos e convidados, aliás como acontece em todas as festas populares.

 

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Vila Grande - Couto de Dornelas

As imagens que hoje ficam são dos anos anteriores à pandemia, de vários anos, com vários momentos que pretendem demonstrar (para quem não conhece as festas e tradição) um pouco dos que elas são. Tal como já dissemos atrás ambas iguais, ambas diferentes e já agora, ambas e as duas bem interessantes, embora, na minha opinião, aquela que dá mais nas vistas e é mais frequentada em número de pessoas em simultâneo, é a da Vila Grande, mas também é a mais breve, só acontece de manhã. A festa das Alturas do Barroso aproxima-se mais das festas tradicionais, à exceção da parte comunitária em que recebem e oferecem a todos que passam por lá e queiram, a comida e bebida, enquanto que na Vila Grande, também oferecem comida, mas não a bebida, nem tem talheres, por isso, se quiser ir por lá, não se esqueça de levar o garfo e a faca, pois vão ser necessários, a não ser que queria fazer como os chineses e comer com dois pauzinhos.

 

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Vila Grande - Couto de Dornelas

Outra diferença entre as duas festas aqui abordadas, nas Alturas do Barroso o comer e oferecido debaixo de telha, no local onde cozinham os alimento, já na Vila Grande, o comer é servido num longa mesa, contínua, com umas centenas de metros (penso que à volta dos setecentos metros) que se prolonga pela rua principal desde a entrada até ao centro da aldeia, a terminar no largo do cruzeiro, junto à igreja.

 

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Vila Grande - Couto de Dornelas

E não digo mais, se quiserem vão lá ver como é, pois uma coisa são palavras e imagens, e outra é viver a festa in loco, e neste caso faz toda a diferença. Se for por lá não se esqueça também, de além dos talheres, levar roupinha no corpo, bem quente, pois por lá quando faz frio, é mesmo frio, tanto que se fosse em Lisboa disparava logo o alerta vermelho, no Barroso, como já estão habituados, basta uma capa de burel, pelo menos dizem, embora saibamos que não é bem assim, pois o frio, quando aparece, é como o sol, é para todos. A de estarem habituados, ou estarmos, pois, as minhas três terras também são frias e, embora o estarmos habituados seja verdade, também é uma treta, pois o frio sente-se na mesma… o hábito não aquece. E com esta me bou, já a caminho do São Sebastião… Até mais logo ao fim do dia, isto se chegar a tempo da edição da noite, senão, as imagens do São Sebastião 2023 ficam para amanhã. Logo se verá. Agora é que me bou mesmo!

 

 

 

 

 

27
Nov22

O Barroso aqui tão perto... Freguesia de Boticas e Granja

Freguesias do Concelho de Boticas


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Tal como vem sendo habitual na abordagem que este blog tem feito ao concelho de Boticas, após passarem por aqui todas as aldeias de cada freguesia, fazemos um resumo para essa mesma freguesia. Hoje chegou a vez de fazermos o resumo da última freguesia do concelho de Boticas, que por sinal é a freguesia de Boticas e Granja.

 

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Boticas e Granja que até há relativamente pouco tempo eram duas freguesias distintas, a primeira composta por Boticas, Eiró e Sangunhedo, e a segunda composta pela Granja e Ventuzelos. Ora já a pensar no post de hoje, isto para ele não ficasse tão longo e maçudo,  na abordagem que fizemos à aldeia da Granja, a mesma foi feita como se a Granja ainda se tratasse de uma freguesia, deixando lá toda a informação que tínhamos disponível sobre a aldeia e a antiga freguesia. Assim hoje, embora a nível de imagens seja o resumo da atual freguesia de Boticas e Granja, ao nível da abordagem histórica será apenas abordada a antiga freguesia de Boticas, mesmo porque dada a juventude desta nova freguesia, a história que prevalece é a das duas freguesias separadas.

 

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Também com este resumo da freguesia de Boticas e Granja pomos ponto final à abordagem das aldeias do concelho de Boticas, pois já todas passaram por este blog, mas embora a freguesia tenha hoje aqui o seu post e encerremos a abordagem das aldeias e freguesias do concelho, falta ainda o post dedicado à vila de Boticas, tal como faltou o da vila de Montalegre, isto porque queremos fazer essa abordagem a ambas as sedes de concelho quando terminarmos a abordagem de todas as aldeias do Barroso, e pese o facto de as aldeias de ambas as vilas já terem sido aqui abordadas, falta ainda abordar as aldeias barrosãs que pertencem ao concelho de Vieira do Minho e Ribeira que farão aqui entrada a partir do próximo domingo.

 

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Vamos então ao resumo da freguesia de Boticas e Granja cuja abordagem histórica será feita com base naquilo que está expresso no caderno da freguesia de Boticas da monografia da “Preservação dos hábitos comunitários nas aldeias do concelho de Boticas” que desde já fica o aviso de que se trata de uma publicação datada de maio de 2006, pelo que alguns dados sobre a população, economia e sociedade poderão não corresponder à realidade atual.

 

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E sem mais rodeios passamos já áquilo que se diz na “Preservação dos hábitos comunitários nas aldeias do concelho de Boticas”  mais precisamente no Caderno da freguesia de Boticas.  As imagens que vão ficando ao longo do texto resultam de uma seleção das que foram publicadas nas respetivas abordagens das aldeias da freguesia, para as quais ficará no final deste post um link para cada uma dessas abordagens.

 

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A FREGUESIA DE BOTICAS: GEOGRAFIA E PERSPECTIVA HISTÓRICA

 

A freguesia de Boticas é constituída pela vila de Boticas, sede do concelho, à qual deu o nome, e as aldeias de Eiró e Sangunhedo.

 

Eiró e Sangunhedo encontram-se dispostas na encosta da serra do Leiranco, Boticas, encontra-se localizada na zona do vale. Confronta com quatro freguesias: a Norte com Cervos, do concelho de Montalegre, a Este com a Granja, a Sul com Pinho e a Sudoeste com Beça, todas do concelho de Boticas. Ocupa uma área total de 13,9 km”.

 

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Eiró

1 – POPULAÇÃO, ECONOMIA E SOCIEDADE

Num concelho em que a evolução da população, nas diversas freguesias, se caracteriza por uma diminuição progressiva, com uma pirâmide etária invertida, onde os grupos etários mais baixos são diminutos e a população envelhecida aumenta, Boticas é a freguesia mais densamente povoada, actualmente conta com cerca de 1065 residentes, e aquela que ao longo dos últimos 40 anos menos população residente perdeu (apenas 1,5%).

 

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Granja

Esta freguesia, em especial a vila de Boticas enquanto sede do concelho, afirma-se cada vez mais como um pólo urbano centralizador, concentrando serviços e investimentos. Funciona simultaneamente como pólo de atracção, quer em termos de investimentos públicos e privados, quer em termos de mão-de-obra das freguesias, atraída pelas oportunidades de emprego que esses investimentos suscitaram, captando assim uma parte significativa dos recursos humanos qualificados.

 

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Criaram-se assim as condições propicias para que esta freguesia conseguisse manter a sua população, salvo O decréscimo que se registou nos anos 80 devido à intensificação dos fluxos migratórios. Nas décadas seguintes, contrariando a tendência regressiva da população, assistiu-se ao crescimento e manutenção da população, em parte devido a fixação de nova população atraída pelas ofertas de emprego, dado que grande parte das pessoas que trabalham nesta freguesia, especialmente as das aldeias mais distantes, optam por comprar casa nesta freguesia ou nas freguesias limítrofes, como por exemplo Beça.

 

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No que se refere à idade dos residentes, esta freguesia, apesar de também registar uma gradual tendência para o envelhecimento, é aquela que concentra a maior percentagem de indivíduos em idade activa, 50% dos 1065 residentes têm 25 e 64 anos, e a mais baixa percentagem de idosos (22%). Relativamente aos níveis de instrução desta população, Boticas apresenta diferenças relativamente à generalidade das freguesias do concelho, registando uma menor taxa de residentes sem qualquer nível de instrução (14%), constituida essencialmente por idosos, bem como uma maior percentagem de pessoas com ensino universitário (8%), dados que indiciam uma cultura mais cosmopolita. Quando comparada com as restantes freguesias nota-se um claro investimento na educação.

 

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Eiró

No que se refere à área de actividade económica da população local, esta divide-se entre o urbano, ao centro (na vila de Boticas) e o rural das localidades que lhe são periféricas (Eiró e Sangunhedo). Na vila de Boticas, as actividades económicas são predominantemente a área dos serviços, comércio e cafetaria e restauração, concentrando um grande número de mão-de-obra. A agricultura desempenha um papel secundário, como complemento para as economias familiares. Em Eiró e Sangunhedo, anexas à vila de Boticas, a população, beneficiando dessa proximidade, encontrou aí novas oportunidades de emprego. Todavia, uma parte da população local continua a dedicar-se à agricultura e à pecuária. Algumas famílias continuam a actividade tradicional de criação de gado, produção de batata, milho, e algum centeio, os produtos que melhor se desenvolvem e produzem nesta região de Barroso, com elevados níveis de qualidade e sabor. Também a produção artesanal de mel e fumeiro se encontra em franco desenvolvimento, funcionando como um complemento no rendimento das famílias. Esta freguesia é também conhecida pela produção do famoso “Vinho dos Mortos”, para o qual está a ser construído um repositório (em Granja), onde os visitantes poderão conhecer melhor a história deste afamado vinho.

 

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Granja

Todavia, a tendência aponta para a evolução do sector secundário e terciário. A concentração dos serviços públicos (Câmara Municipal, Escola EB 2/3, Cartório Notarial, Tribunal, Finanças, Centro de Saúde, RESAT, entre outros) e o crescente investimento privado na área da indústria (EURONETE, S.A.), serviços, comércio e restauração, tem desempenhado um papel preponderante nesta dinâmica. Assiste-se simultaneamente ao gradual abandono da agricultura como principal fonte de subsistência dos agregados familiares, passando a ser praticada a tempo parcial, cultivando-se pequenas parcelas, as que se encontra mais perto das localidades (hortas e nabais), como complemento de subsistência.

 

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No que se refere à sociedade, esta comunidade caracteriza-se pela existência de alguns contrastes. A par das famílias de lavradores e pequenos proprietários de terras que (ainda) desenvolvem actividades agro-pecuárias, existem famílias de empresários, gestores, comerciantes e quadros médios que exercem actividade no ensino e na vida administrativa local.

 

Em termos associativos existem na freguesia de Boticas múltiplas e variadas associações, tais como: a Associação Recreativa e Cultural “Fórum Boticas”, à qual pertence o Grupo de Danças e Cantares Regionais de Boticas e a Rádio Fórum Boticas, o Agrupamento de Escuteiros 1148 Boticas e o Grupo Desportivo de Boticas.

 

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Sangunhedo

A vila de Boticas dispõe dos mais diversos equipamentos culturais, educacionais e recreativos, entre os quais se destacam os seguintes: Auditório Municipal Dr. José S. Fernandes, Biblioteca Municipal, Museu Rural de Boticas, Escola Municipal de Educação Rodoviária, Complexo de Piscinas Municipais. Para além destes espaços, possui também os parques de lazer do Noro e da Presa do Padre Pedro.

 

Os visitantes dispõem ainda de uma variedade de espaços onde ficar. Dependendo dos gostos a oferta vai desde o Turismo Rural (TR), às residenciais e ao parque de campismo para os mais aventureiros, um parque bem equipado que para além dos espaços para as tendas e roulottes dispõe também de cinco Bungalows capazes de proporcionarem todo o conforto e comodidade, indispensáveis a umas agradáveis e reconfortantes férias.

 

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Ventuzelos

Com o Verão, vêm as férias e os emigrantes e a vida das comunidades ganha um novo fulgor. As noites quentes convidam ao lazer e são vários os eventos culturais promovidos pela autarquia durante esta época. De Julho a Agosto decorrem as “Quintas-feiras Culturais” a cujo palco sobem os mais variados espectáculos, com especial destaque para o folclore e os cantares tradicionais, a cargo dos grupos culturais e recreativos do Concelho, o teatro, o fado e os arraiais populares.

 

Paralelamente, nas primeiras semanas de Agosto decorre também o Boticas Rock, no âmbito do qual se organizam múltiplos e variados espectáculos como o concurso de karaoke, música ao ar livre, animação de rua, desportos radicais, entre outros.

 

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Granja

Mensalmente realizam-se duas feiras em Boticas, nos dias 10 e 20, excepto quando estes dias coincidem com o fimde-semana ou feriado, passando então a realizar-se no dia útil imediatamente a seguir. Existe um espaço criado para o efeito, localmente designado como “Campo da Feira”, de fáceis acessos e com variados locais de estacionamento nas zonas envolventes.

 

Para além das feiras mensais, realiza-se todos os anos, no dia 10 de Novembro, em Boticas, a Feira dos Santos. Esta é a maior feira do ano, quer em termos do número de comerciantes/vendedores que nela participam, quer em termos de afluência de pessoas.

 

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Eiró

2 - MARCAS DO SEU PASSADO

 

Como já atrás referimos, muitas das aldeias e povoados do Norte de Portugal e também desta região de Barroso, tiveram origem muito antiga, como os inúmeros castros conhecidos o testemunham. Os castros de que hoje apenas encontramos vestígios de ruínas, são vulgarmente conhecidos por citânias, mas também castelos, cercas e cividades. É o caso do castro de Giestosa que é também conhecido e identificado como cividade da Giestosa.

 

Os castros conhecidos nesta região indicam ser do tempo da II Idade do Ferro isto é pelos séculos III e II antes de Cristo. Muitos deles foram abandonados com a invasão dos povos romanos sobretudo os feitos de uma nova civilização e desenvolvimento técnico.

 

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Sangunhedo

São estes vestígios arqueológicos associados a coutos de mineração como é o caso bem conhecido do poço das Freitas que informam da presença de outras civilizações muito antigas. Sabemos que estes castros foram abandonados, mas é provável que a presença humana, designadamente a partir da invasão dos romanos tenha continuado. Certo é que, a partir da fundação de Portugal se dá um movimento de ocupação e povoamento como as inúmeras cartas de povoamento o revelam[i] .

 

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Granja

2.1 - EIRÓ/BOTICAS NAS ORIGENS DO CONCELHO

 

Boticas ou Boticas de Barroso, era no passado, até há pelo menos 150 anos atrás, uma humilde povoação da paróquia de Eiró. Em 1530, no numeramento de D. João III, O seu topónimo nem aparece, talvez porque a aldeia ainda não existisse enquanto tal. De facto, neste documento que enumera todas as povoações de Barroso com os seus moradores, apenas Eiró e Sangunhedo vêm referidas com 32 moradores, cabeças de casal, isto é, perto de 130 pessoas. Mais tarde, no ano de 1758, já Boticas aparece no conjunto das três aldeias que compõem a paróquia de Eiró.

 

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Ventuzelos

Ao tempo, a paróquia era conhecida por Eiró ou São Salvador de Eiró. Efectivamente, a igreja matriz encontrava-se dentro do lugar de Eiró, constituindo por isso a paróquia e dando nome ao conjunto das três povoações que a compunham - Eiró, Sangunhedo e Boticas de Barroso. A partir de 1836, com a constituição do concelho de Boticas a partir da desanexação de freguesias do concelho de Montalegre, da extinção do Couto de Dornelas e ainda de uma freguesia do concelho de Chaves, a freguesia de Eiró passou a designar-se por freguesia de Boticas, que deu o nome ao concelho, passando por isso a ser vila e sede do concelho de Boticas.

 

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Granja

O concelho de Boticas é uma criação do Liberalismo Português do século XIX, surgindo no âmbito da reforma Liberal de 1836, na sequência das grandes reformas da administração e da divisão territorial portuguesa, delineadas por Mouzinho da Silveira, desencadeadas na chamada Segunda Revolução Liberal de 1832.

 

A reforma da administração local e municipal portuguesa é uma matéria que atravessa profundamente a Sociedade Portuguesa da última etapa da Monarquia absoluta e apresenta-se como uma forte aspiração dos administrados — descontentes e agravados com as instituições existentes — mas também de largos sectores da nossa administração pública e política, entre elas a própria Coroa que, como se referiu em 1790, desencadeia um programa de estudos com vista à reforma administrativa do reino[ii].

 

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Boticas e Sangunhedo vistas desde Eiró

Tais estudos não resultaram na reforma pensada, ainda que aqui e acolá algumas propostas feitas para a reforma da divisão das novas comarcas e da nova carta de concelhos tivesse algum acolhimento e na prática fossem adoptadas algumas das medidas propostas pelos Juízes nomeados para essa tarefa, a nova demarcação das comarcas e concelhos.

 

A Revolução Liberal de 24 de Agosto de 1820 inscreverá como um dos seus principais objectivos à reforma administrativa, através da qual ela se propunha realizar o projecto político e social da instauração do novo governo, das novas instituições e da nova sociedade liberal.

 

Efectivamente, a Constituição de 1822 e a Carta Constitucional de 1826 inscrevem nos seus textos a necessidade de reformar a administração vinda do Antigo Regime, assim como promover um novo desenho dos concelhos.

 

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Granja

Esta ideia de reforma do Estado não foi levada a cabo logo com a revolução de 1820 devido à forte movimentação e agitação política e social local e nacional em volta da instalação dos novos poderes das instituições e autoridades.

 

Foi mesmo interrompida e suspensa, anulando-se algumas das medidas com a reacção absolutista conduzida por D. Miguel desde 1823 instaladas as autoridades e as leis do Absolutismo em definitivo com o governo absolutista de D. Miguel desde 1826, após a morte de D. João VI, que suspende todo o ordenamento liberal e constitucional e a Constituição de 1822 e a Carta Constitucional de 1826.

 

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Só no quadro da 2ª Revolução Liberal e da vitória definitiva do liberalismo sobre a Usurpação absolutista — D. Pedro contra D. Miguel — é que foi possível realizar com mais desenvolvimento e sem retomo a reforma da administração portuguesa, suas Instituições e carta territorial.

 

Após a tentativa de reforma seguindo o chamado modelo francês, aliás, de curta vigência, logo em 1833, Rodrigo da Fonseca Magalhães, introduz uma nova remodelação nesta organização administrativa, criando os Distritos, levando a cabo a mais drástica amputação dos concelhos portugueses que reduz a cerca de metade. É nesse contexto que virá a surgir o concelho de Boticas.

 

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Sangunhedo

A reforma da carta concelhia e com ela a redefinição das áreas e limites dos concelhos reformados, extinção de muitos, cerca de metade das unidades existentes e criação de algumas novas unidades foi, de facto, uma decisão muito arrojada e a sua implementação revelar-se-ia, obviamente, muito difícil e penosa.

 

Na Província Transmontana, a nova legislação criará os Distritos de Vila Real e Bragança, divisão que em grande parte assume em termos territoriais o do ordenamento espacial que no Antigo Regime era desempenhado pelas comarcas.

 

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Ventuzelos

A proposta de Columbano, de 1790, de criar uma nova comarca para à região presidida por Chaves — que corresponde, em grande medida, à parte ocidental da comarca de Bragança — não vingaria naquela proposta de reforma e também não vingará na criação de um distrito para Chaves, embora esta reivindicação estivesse então também presente e tivesse eco. Esta região transmontana ocidental viria a ser integrada no distrito de Vila Real.

 

Do ponto de vista da divisão concelhia, o facto mais assinalável na reformulação da casta dos concelhos desta banda da Província é, sem dúvida,  a criação e institucionalização do concelho de Boticas, que vem no elenco do decreto de 6 de Novembro de 1536.

 

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Eiró

Trata-se, em grande medica, de uma criação inesperada, pelo menos a quem acompanha a documentação e os projectos de reformas anteriores para esta orla transmontana. Com efeito, de um modo geral, a criação de novos concelhos em 1835/36 após o resultado de uma longa luta de reivindicação autonómica, assente em fundamentos que os mentores da criação sempre vão apresentando aos poderes políticos e assentes muitas vezes em actos de rebeldia mais ou menos activas ou positivas relativamente às unidades administrativas de que se querem separar. Nela emergirá o concelho de Boticas, com todas as instituições, poderes e competências que agora compõem e são entregues aos concelhos integrados no quadro das instituições distritais instituídas pela nova legislação e ordenamento administrativo, este sim destinado a ter uma larga longevidade.

 

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Granja

Nos termos do novo mapa, Boticas integrar-se-á no recém-criado Distrito de Vila Real. O decreto de 6 de Novembro de 1836 que cria o concelho de Boticas integraria então as seguintes 17 paróquias: Eiró, Granja, Cervos, Anelhe, Pinho, Bobadela, Ardãos, Sapiãos, Beça, Vilar de Porro, Canedo, Codeçoso, Curros, Covas, Alturas, Dornelas e Cerdedo.

 

Depois disso muito mudou com a passagem de paróquias para outros concelhos e a criação de outras freguesias.

 

Actualmente, o concelho tem 16 freguesias, das quais se destacam Fiães do Tâmega e S. S. de Viveiro, a primeira criada em 1834 que pertenceu por um tempo ao concelho de Ribeira de Pena e a segunda apenas criada em 28 de Janeiro de 1967.

 

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Sangunhedo

2.2 - UM DOCUMENTO DE 1758

 

No ano de 1758 o Rei D. José, através do seu ministro Marquês de Pombal, desenvolveu um inquérito a todas as paróquias do Reino de Portugal continental que hoje se encontram no IAN/TT.

 

Este inquérito que foi respondido pelos párocos das freguesias era composto de três partes: a primeira respeitante à paróquia onde se tratava de saber da sua história, produções agrícolas, população, instituições locais, igreja e capelas com suas devoções e romagens, a segunda tratava dos rios e ribeiros que nela existissem, assim como das levadas e represas, moinhos e pisões, e a terceira perguntava pela serra e por todas as suas características, se tinha lagoas e nascentes, monumentos, capelas, caça e árvores.

 

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Ventuzelos

É graças a este inquérito que se pode obter uma visão mais ou menos completa de como era a freguesia de Eiró, nos meados do século XVIII como abaixo se vê. Para uma melhor compreensão o português foi actualizado e foi introduzida alguma pontuação.

 

Satisfazendo uma ordem que me foi enviada pelo muito Reverendo Senhor Doutor Vigário Geral, que aceitei com o devido respeito que se lhe deve, fiz diligência cuja resposta dos interrogatórios é a seguinte:

 

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Granja vista desde Ventuzelos

No que respeita à terra:

  1. É província de Trás-os-Montes, comarca de Chaves, termo da vila de Montalegre, arcebispado de Braga Primaz das Hespanhas. É freguesia de São Salvador de Eiró.
  2. É comenda do Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Marquês de Marialva.
  3. Tem cento e dois fogos ou vizinhos e trezentas e trinta e três pessoas pouco mais ou menos.
  4. Está situada a igreja no lugar do Eiró, a ela pertencente em lajes quase todas fimes. Nela se não descobre povoação alguma.
  5. Termo tem só o que ocupa a mesma freguesia.
  6. A paróquia está dentro do mesmo lugar de Eiró. Tem esta freguesia mais dois lugares que lhe pertencem: o lugar de Sangunhedo e o das Boticas de Barroso.
  7. É orago o São Salvador do Eiró. [A igreja] tem três altares: o altar-mor onde está encerrado o Santíssimo Sacramento no Sacrário e dois colaterais, o da parte direita da invocação de Nossa Senhora das Candeias e o da parte esquerda do Santo Menino Deus. Não tem naves, a dita igreja, nem irmandades.
  8. O pároco é vigário colado, é aprezentação in solidum do Reverendo Reitor de São Pedro de Sapiãos. Poderá render anualmente oitenta e tal mil réis.
  9. Não tem beneficiado algum.
  10. Não tem conventos alguns.
  11. Não tem hospital nenhum.
  12. Não tem casa de Misericórdia.
  1. Tem esta freguesia três ermidas: uma no lugar de Sangunhedo dessa freguesia, tem a invocação de Santo Aleixo e é administrada pelos moradores do mesmo povo; outra nas Boticas, invocação de São Francisco, é particular, do Doutor João Batista e é administrada por ele. Outra no Eiró invocação de Nossa Senhora das Necessidades, é particular, de João Careiro Vieira é administrada por ele. Todas estão dentro dos ditos povos.
  2. São romagens de pouca continuação excepto nos seus dias e [peracidens] em alguns mais dias festivos.
  3. Os frutos que dá a terra são: centeio, milho, vinho verde, castanhas e centeio em mais abundância.
  4. Tem somente juiz espadanio, que govena a mesma freguesia e está sob a alçada do juiz de fora e câmara da vila de Montalegre.
  5. Não é couto, nem cabeça de concelho.
  6. Não há memória de que nesta freguesia haja ou houvesse, homens com as qualidades que diz o interrogatório.
  7. Não se faz nesta freguesia feira alguma.
  8. Não há correio, servem-se do correio da vila de Chaves, que dista desta freguesia três léguas.
  9. Dista esta freguesia da cidade de Lisboa, setenta e duas.
  10. Tem esta freguesia o privilégio de reguengueiros.
  1. Não há fonte nem lagoa célebre.
  2. Não é porto marítimo.
  3. Não é murada.
  4. Não sofreu nenhuma ruína no terramto do ano de 1755.
  5. Não há coisa alguma a que se possa fazer menção.

 

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 Sangunhedo

No que se respeita à serra é o seguinte:

  1. Chama-se a serra do Fontão. Terá de comprimento três quartos de légua.
  2. Em comprido no que pertence ao termo da freguesia, que a dita serra começa num lugar a que chamam Castelãos, da freguesia de Calvão onde se divide a Estremadura de Portugal e Galiza que é continuada; compreendendo várias freguesias que lhe ficam no circuito até chegar ao Douro ocupará uma extensão até vinte léguas.
  3. Os nomes da dita serra, mais conhecidos, no termo desta freguesia são Fontão e as Escadas de baixo e de cima.
  4. Dentro do circuito desta freguesia não nasce rio algum, apenas alguns regatos que vêm de fontes pequenas e todas juntas desaguam num rio chamado Terva, que passa pelo termo desta freguesia por onde discorre quase um quarto de légua.
  5. Não há vila nem lugares na dita serra nem ao longo dela além dos da freguesia já nomeados.
  6. Não há fonte alguma de propriedades especiais na área da dita serra.
  7. Não há memória de que na dita serra tenha havido minas, nem canteiros de pedra, nem de outros materiais de que se possa fazer menção.
  8. O fruto da dita serra são umas cepas que as suas plantas são urzes de que ela é bem povoada. Não consta que tenha ervas com virtudes particulares.
  9. A dita serra não contém em si mosteiro, igreja de romagem nem imagens milagrosas.
  10. A qualidade da sua temperatura é frigidíssima de tal maneira que este ano teve neve mais de trinta dias sem derreter.
  11. Não há nela criação de gados, apenas algum que os mesmos moradores levam a pastar nela, tomando conta deles por temerem os lobos que nela muitas vezes se criam. Criam-se também nela coelhos, perdizes e raposas.
  12. Não há na dita serra lagoa nem nenhum fojo notável.
  13. Não tem mais coisa alguma de que se possa fazer memória.

 

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Ventuzelos

 

No que respeita aos rios, é o seguinte:

  1. O rio que discorre por esta freguesia chama-se rio Terva. É pequeno o sítio da sua origem, na freguesia de Calvão.
  2. As suas nascentes são fontezinhas pequenas, corre todo o ano mas no Verão em pouca quantidade.
  3. Não desagua nele nenhum rio até chegar ao sítio desta freguesia, apenas alguns regatozinhos sem importância.
  4. Não é navegável, nem tem embarcações algumas.
  5. Corre manso e pacificamente excepto em algumas cheias.
  6. Corre do Norte para o Sul.
  7. Criam-se nele peixes a que chamam trutas e outra espécie deles a que chamam bogas e também alguns eirozes, tudo em pequena quantidade.
  8. Não há pescarias nele.
  9. Não há pescarias no dito rio nem também senhorio delas.
  10. Não tem margens que hajam de se cultivar. Tem algum arvoredo e em partes alguns castanheiros e outras silvestres.
  11. Não consta que as suas águas tenham virtude alguma.
  12. Tem conservado e conserva sempre o mesmo nome.
  13. Desagua este rio no rio chamado Tâmega e nele se mete no termo de Mosteirão.
  14. Não há nele cachoeira, represa nem levada, apenas alguns açudes de alguns moinhos, que nele há, que estas lhe embarace o ser navegável por não ser capaz disso.
  15. Em todo este rio não há mais que uma ponte de cantaria que fica no distrito do lugar de Sapelos, na freguesia de São Pedro de Sapiãos, chamada a ponte Pedrinha e no distrito desta freguesia tem uma [ponte] de pau a que chamam Requeixo.
  16. Não tem lagar de azeite, pisão, nem nora. Apenas alguns moinhos.
  17. Não consta que em tempo algum se tirasse ouro das suas áreas.
  18. Não me consta que esta freguesia, nem os povos que a ela comarcãos se sirvam das águas deste rio para a cultura dos seus campos.
  19. Poderá ter o dito rio desde o seu nascente até onde finaliza mais de quatro léguas. É o seu curso por onde passe atravessando a freguesia de Alvão, Ardãos, Bobadela, Sapiãos e Granja, até criar nesta minha e dela para baixo a freguesia de Beça, Curros e Pinho.
  20. Não há coisa mais notável de que se possa fazer apresentação que pertença à este interrogatório.

Muito Reverendo Senhor Doutor Vigário Geral em cumprimento da ordem de vossemecê que aceitei com todo O devido respeito, fiz diligência respondendo aos interrogatórios que me mandava, para o que ainda perguntei algumas advertências a várias pessoas desta freguesia, que não sabia para melhor me capacitar. O que vai e tudo na verdade sem breve nem coisa que divida faça, o que juro in verbo sacerdotis e por verdade assino e o Reverendo Domingos Gonçalves, Reitor de São Pedro de Sapiãos e o Reverendo João Gonçalves Vigário de Santa Maria da Granja. Eiró, 11 de Março de 1758.

Reitor de Sapiãos Domingos Gonçalves

O Vigário João Gonçalves

O Vigário padre Manuel Diogo

 

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Granja

 E estamos a chegar ao final deste post, só falta mesmo deixar o vídeo resumo deste post com as imagens de hoje e mais algumas, após o qual deixaremos um link para todas as aldeias da freguesia cada uma também com o seu vídeo. Vídeos que também pode ver no nossa canal de MeoKanal e do YouTube, também com link no final do post .

 

Aqui fica o vídeo, espero que gostem:

 

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Links para as aldeias da freguesia de Boticas e Granja

EIRÓ  

GRANJA

SANGUNHEDO

VENTUZELOS  

 

No próximo domingo vamos até uma aldeia do Barroso do concelho de Vieira do Minho.

 

*************************************************************

 

[i] Ver BARREIROS, Fernando, 1919, Monumentos Históricos de Barroso, I, Montalegre, Tipografia Santos & Morais.

[ii] É neste âmbito que se deve observar o projecto de descrição de Trás-os-Montes nos finais do século XVIII levado a cabo pelo magistrado régio Columbano Pinto Ribeiro de Castro em 1796 onde faz um retrato da provícia transmontana nas suas vertentes económica, social e administrativa culminando com uma proposta de reforma territorial e administrativa onde se propõe a extinção de inúmeros concelhos e a reorganização territorial dos existentes com a consequente criação de outros. Ver José Maria Amado Mendes, Trás-os-Montes nos fins do séc. XVIII segundo um manuscrito de 1796, INIC, Coimbra, 1995, (2ª ed.)

20
Nov22

O Barroso aqui tão perto - Ventuzelos

Aldeias do Concelho de Boticas


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VENTUZELOS

Boticas

 

Iniciamos hoje a abordagem da última aldeia da freguesia de Boticas-Granja, a aldeia de VENTUZELOS, que até a última reorganização de freguesias pertencia à freguesia da Granja.

Deslizemos então o garabelho e entremos em Ventuzelos.

 

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Ao contrário do que nos aconteceu com duas das aldeias aqui abordadas, que também pertencem a esta freguesia,  mais precisamente a aldeia de Eiró e Sangunhedo, que para as descobrirmos, ou melhor, para as distinguirmos da Vila de Boticas, tivemos de pedir ajuda, com  Ventuzelos, depois de sabermos da sua existência,  não tivemos qualquer problema com a sua localização, demos com ela à primeira… bastou seguir a placa indicativa que está na estrada, um pouco antes de se entrar em Boticas.

 

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A descoberta não foi complicada porque sabíamos ser próxima da Granja e a aldeia está isolada de outras construções, ou seja, é uma pequena aldeia concentrada que não tem mais que vegetação à volta. Aliás no post que dedicámos à aldeia da Granja, na referência e transcrição que fizemos de um documento de 1758, um inquérito que Marques de Pombal enviou para todas as paróquias, já tínhamos abordado a sua localização, que é bem curiosa, pelo que a sito aqui de novo – “Está a igreja no meio do lugar e anexo a ela um lugarejo chamado Ventuzelos, que consta tão somente de oito fogos já supra numerados, e ficará a uma distância de um tiro de mosquete.”

 

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Portanto já sabíamos que Ventuzelos ficava a um tiro de mosquete da Granja, o problema aqui apenas o de saber qual o alcance em metros de um tiro de mosquete. Claro que não há conversor de tiros de mosquete para metros, mas há a história  do mosquete, e num documento que encontrei, dizia por lá que o alcance máximo de um tiro de mosquete era de 90 a 100m. Ora o vigário Manuel Dias que respondeu ao inquérito do Marques de Pombal não se enganou por muito, isto se considerarmos o mosquete original, e depois o vigário não o afirma com certeza, foi bem claro “ficará”, e para o entendimento comum, é bem mais fácil compreender uma distância dada por uma “imagem” do que a entender por uma distância em metros, ou km, que na altura até as distância até se mediam em léguas, que no Barroso tinha duas medidas, as das léguas, e as “léguas que a velha mediu” e que António Granjo ficou a conhecer bem na subida que fez de Boticas até à Serra das Alturas. Se tiver alguma curiosidade em conhecer a lenda das “léguas que a velha mediu” fica um link no final deste post para a crónica de António Granjo, em que a mesma é referida.

 

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Ventuzelos já está mais que localizada, e em relação à aldeia da Granja, é só atravessar a estrada que liga Sapiãos a Boticas e do outro começa-se logo a subir para Ventuzelos, já agora, o tal tiro de mosquete, na realidade hoje medida, será de uns 400m (mais metro, menos metro) desde o largo da igreja da Granja até ao início da aldeia de Ventuzelos.

 

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Como vem sendo habitual também hoje deixamos aqui o itinerário recomendado, o nosso mapa com a localização e os mapas e imagens do Google maps e earth. Desde já fica o aviso que o itinerário que recomendamos não é o mais rápido nem o de menor distância, mas é o mais interessante para quem vai de passeio, e no final, vistas bem as coisas, são apenas mais 4km, ou 10 minutos de viagem que valem bem pelo que recebe em troca.

 

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Pois desta vez não vamos sair de Chaves pela N103, vamos antes sair por Casas dos Montes e depois seguimos por Valdanta, Soutelo, Seara Velha, Ardãos, Nogueira e Bobadela, depois sim, entramos na N103 até Sapiãos e logo a seguir a Granja, quando chegar a esta última, que fica ao lado esquerdo, fique atento a uma placa e saída que vai aparecer à direita, que diz precisamente Ventuzelos, é por aí que deve ir e logo a seguir encontrará a aldeia. Não estranhe se não vir desde a estrada ou desvio, pois ela só se deixa ver quando entramos mesmo nela.

 

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E agora que já sabemos como chegar até Ventuzelos, entremos então na sua intimidade que, depois de termos percorrido todas as aldeias do Barroso, já vamos sabendo o que nos espera, o mesmo que acontece nas aldeias de Chaves e nas de Vila Pouca de Aguiar por onde temos andado ultimamente, mas o mesmo vai acontecendo por todas as aldeias de Trás-os-Montes, das Beiras e todo o interior, os números não mentem, basta ver para onde evoluem os números dos últimos CENSOS da população e a linha de tendência a partir dos CENSOS de 1960.

 

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Visitámos Ventuzelos no feriado de 5 de outubro de 2018, segundo o calendário já em dia de outono, mas ainda a saber a verão, num dia lindo de sol e recordo que ainda quente, já passava do meio dia, mais próximo até da 1 da tarde, hora de almoço e má para conversas com quem quer que seja, pois o despertador da barriguinha já começou a tocar, mas também não encontrámos ninguém com quem conversar ou sequer, ó menos, para cumprimentar. Apenas um cão em jeito de sentinela se abeirou do que restava de uma construção, bem lá no alto, no sítio que costuma ser dos gatos, mas este era diferente, nem sequer ladrou, apenas nos observava com se fosse um sentinela verdadeiro, mas cá para mim estranhou apenas o ruido na rua e, apenas curioso, veio espreitar quem era, e eramos nós. E troco sempre umas palavras com eles porque sei que eles nos entendem, pelo menos entendem se vamos por bem ou por mal, e como nós vamos sempre por bem, não custa nada dar dois dedos de conversa, às vezes, depois, até nos acompanham na visita, outras vezes não. No caso, ficou onde estava, em silêncio e nós lá fomos, sempre com um olhar atento de encaixilhar momentos.

 

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Sem conversas, fica mais tempo para os pormenores e embora não veja ninguém, vejo as coisas que fizeram, as casas que construíram com as próprias mãos, pedra sobre pedra, as ruas, os canastros, mas são os pormenores os que mais me atraem e as soluções construtivas que engendram, nos acrescentos das casas, nas curiosas soluções que encontram para resolver problemas, porque sempre houve artistas nas aldeias e até mestres, principalmente no que tocava a madeiras, pedra e ferro, saberes feitos de experiência que passavam de geração em geração, e às vezes, o mais estranho, é ver que estes engendros funcionam.

 

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 Já atrás dissemos que a nossa visita foi em hora imprópria para conversas e a certo momento a barriguinha também começou a falar mais alto que a nossa curiosidade e olhares, depois os parceiros que me acompanham, nestas horas, também começam a reclamar, por tudo e por nada, assim , mais vale ficarmos pelo suficiente desde que nele tenhamos o essencial, o resto são pormenores que até podem dar jeito e servir de desculpa para um dia, com tempo, passarmos por lá com outro olhar e com sorte, até com outra luz, que parecendo que não, até pode fazer a diferença.

 

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E chegou a hora de partir, deixar a aldeia, fechar as cancelas das hortas e as portas, só nos resta deixar por aqui o nosso vídeo resumo com todas as imagens que hoje aqui foram publicadas, vídeo que agora também podem ver no MeoKanal e no nosso canal do YouTube.

 

Aqui fica, espero que gostem:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no…

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… e no YouTube, onde podem subscrever o nosso canal para serem avisados de todas as publicações que lá fizermos, e nós agradecemos. Pode passar por lá e subscrevê-lo aqui: 

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Fica também o link para a lenda das léguas que a velha mediu e que atrás referimos: aqui

 

 

No próximo domingo teremos aqui o resumo da freguesia de Boticas-Granja.

 

 

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