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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

04
Jun15

Amnistia Internacional, Núcleo de Chaves

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A Amnistia Internacional tem em curso desde 20 de março de 2014 a campanha "SOS Europa, as pessoas acima das fronteiras", iniciativa de pressão a nível global para que a UE mude as políticas de migração e asilo, no sentido de minorar os riscos de vida que migrantes, refugiados e candidatos a asilo correm para chegarem à Europa, e garantir que estas pessoas sejam tratadas com dignidade à chegada às fronteiras europeias.

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Inserida nesta campanha o Núcleo de Chaves da Amnistia Internacional, na passada terça-feira, dia 2 de junho, utilizou simbolicamente a passagem para a outra margem das poldras de Chaves.

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Da minha parte nunca fico indiferente a estas campanhas e a esta em especial que visa o desespero das populações migrantes clandestinas. Aliás nenhum português deveria ficar indiferente quando a nossa história está feita de desespero de muitas migrações clandestinas onde, pela certa que não fujo a verdade se disser que todos os portugueses têm, ou tiveram, migrantes clandestinos no seio familiar.

 

 

26
Jun14

Silêncios e causas

 

Há dois dias atrás falei aqui da rapaziada das causas, porque ainda há gente que luta pelas causas, aliás toda a gente luta por uma causa qualquer, mas geralmente, a grande maioria, luta por aquelas que tem a ver com os seus próprios interesses e de onde podem tirar algum proveito. Pois quando há dois dias falava da rapaziada das causas, não era daqueles que apenas se dedicam às suas (deles), mas também às dos outros. Estas causas trazem-me sempre à lembrança um poema de Bertold Brecht [1]

 

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho emprego
Também não me importei
Agora estão-me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

 

E já que estou em maré de citações e também porque tem tudo o ver com a rapaziada das causas, deixo mais uma, esta atribuída a Martin Luther King:

 

“ O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética… o que mais me preocupa é o silêncio dos bons!”

 

Embora haja por aí quem pense que estas lutas não dão em nada, que é tudo uma macacada ou até quem não concorde com a forma como esta rapaziada se manifesta pelas causas que levam a peito, eu, desde que concorde com aquilo pelo que lutam, não sou dos que se acomodam ao silêncio e, se não estiver fisicamente entre eles, há sempre uma forma de estar com eles e com a causa, nem que seja apenas com uma imagem, como esta que hoje vos deixo de um momento do fim de tarde de ontem, no Monumento em Chaves, em que o Núcleo de Chaves da Amnistia Internacional levou a efeito mais uma ação contra a tortura.



[1] Nunca li o poema editado em livro, no entanto já me cruzei com ele em vários documentos e citado por muita gente como sendo de Brecht. Também há (documentos) em que se insinua ser uma adaptação de um poema de Maiakovski ou de Martin Miemoller, no entanto para o caso o poema até poderia ser do Joaquim dos Plásticos ou do Zé Padeiro (sejam eles quem forem), pois aqui o que interessa mesmo é o poema, que no entanto acredito ser do Brecht mesmo que tivesse bebido alguma inspiração em Maiakovski – e que venha daí o poeta que nunca bebeu inspiração noutro ou outros poetas.

 

 

24
Jun14

Coisas da chuva de fim de tarde, em Chaves cidade

 

Pois é, parece que anda tudo às avessas, o Verão chegou mas a chuva é que marca presença para estragar as combinações previamente combinadas, como se não bastassem os desaires dos nossos rapazes da bola em quem tínhamos alguma esperança para levantar os ânimos do nosso povo que tão castigado tem sido pela garotada de Lisboa, vem a chuva estragar a noite de S.João, mas não só, pois a rapaziada que se dedica às causas dos direitos humanos (pois nem todos são como a garotada de Lisboa), também viu o seu dia estragado ao não poder levar a efeito uma ação que tinha marcada para o fim de tarde de ontem e que de certa forma levantava o mistério das nossas estátuas, ontem, terem aparecido de olhos vendados, e que embora alguns pensassem que se tratava de uma travessura qualquer, não era mais que um alerta do núcleo da Amnistia Internacional de Chaves, contra a tortura.

 

 

À margem da chuva, a nossa habitual crónica dos “Estratos” da Rita também fica adiada, esta também por uma boa causa, pois a Rita às voltas com o seu mestrado pediu dispensa para estudar, mas em contrapartida deixamos um poema, premiado, do nosso colaborador Luís dos Anjos e uma crónica “Ocasional” de Luís Fernandes.

 

 

Para a coisa não ficar apenas na monotonia das palavras, ficam também três imagens de ontem, duas com a tal chuva que ao fim da tarde caiu a potes, e uma outra com a estátua do Largo do Anjo de olhos vendados. Amanhã pode ser que deixe aqui o Sr. Duque também de olhos vendados. Penso que será também pela amnistia e não como alguém disse:  “ é para não ver as misérias que fazem nas suas costas” …eh! Bocas de quem não tem nada para fazer…coitados!

 

 

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