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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Out16

Cidade de Chaves de há uns anos atrás


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De vez em quando abro o baú da fotografia analógica, daquelas que fui fazendo durante os anos oitenta e noventa, um pouco antes da fotografia digital.

 

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Vinte a trinta anos passaram sobre estas imagens, uma insignificância de tempo na história de Chaves, no entanto, o tempo suficiente para testemunhar como as cidades se vão alterando, principalmente no pós 25 de abril onde o progresso se tornou uma realidade sem que este nem sempre seja sinónimo de desenvolvimento.

 

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Deixo-vos com seis imagens onde houve ou ainda estão a acontecer alterações, algumas por força das circunstâncias em que as mesmas se tornaram ou foram necessárias, outras nem por isso.

 

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Imagens de um passado recente mas que pela certa provocarão sentimentos diferentes a quem as vê.

 

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Imagens que pela certa despertarão também algumas recordações, talvez alguma saudade, ou outros sentimentos para quem viveu na primeira pessoa estas praças, jardins, lojas ou  casas.

 

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Imagens que congelaram momentos e apenas possíveis graças à fotografia, daí a importância da fotografia, de ir registando seja o que for, pois mais tarde transformar-se-ão em mais um documento do passado.

 

 

18
Jan13

Semana do Arrabalde - 5


 

Nem todos os dias podemos vir aqui com a história ou estórias do Arrabalde. Hoje ficam imagens sem história, pelo menos para a grande maioria, mas com alguma história pessoal, pois são das minhas primeiras imagens da época do analógico, a partir dos anos 80 (meados) após fazer uma das minhas primeiras compras com o dinheirinho do meu primeiro trabalho - uma câmara Minolta XG9 usada, que foi a minha menina até aparecerem as câmaras digitais, e que ainda hoje guardo religiosamente.




São imagens de aprendiz (e ainda hoje sou) que ia registando de vez em quando, pois na altura, um rolo de 24 ou 36 fotografias tinha de durar pelo menos um mês ou dois, ou umas férias, ou uma viagem, senão não havia carteira que resistisse, mas deixam saudades (poucas mas algumas) esses tempos da fotografia, principalmente do ritual de levar a rolo ao fotógrafo para revelar e ampliar, da espera ou expectativa de ver o que dali ia sair.




Imagens sem história que quando muito podem contribuir para memória futura, para recordar as modas, os edifícios ou pormenores que vamos esquecendo e, é por isso que é interessante fotografar sempre, seja o que for, em que altura for, de noite ou de dia, com sol ou chuva. Podemos não lhe achar qualquer graça depois de as vermos, mas, com o passar dos anos, quanto mais antigas forem mais graça terão, até os automóveis que tanto incomodam os fotógrafos, um dia, terão a sua graça.




E por hoje vai sendo tudo. Não sei se ainda haverá “Discurso Sobre a Cidade” e se não houver a culpa é apenas minha, pois esqueci de o pedir, mas pode ser que ainda chegue a tempo de hoje ficar por aqui, caso contrário, encontramo-nos amanhã de novo no Arrabalde, já dos nossos dias.



13
Mar12

Analógicas não muito antigas


 

De vez em quando gosto de rebuscar nos baús. Hoje lembrei-me de deitar um olho ao baú dos negativos da fotografia analógica, do tempo em que se carregavam rolos de 12, 24 ou 36 fotografias, a 100 ou 200 ASA, às vezes 400, a cores, pois a p&b geralmente era a metro. Tenho um baú cheio deles, alguns, desde 1983 até ao ano 2000, em que no meu arquivo passa para a era digital.

 

 

Gosto de rever os negativos, embora não muito antigos, pois como podem observar nesta segunda foto o fundo já é manchado por mamarachos, mas já dá para ver algumas também algumas “casas” emblemáticas que marcaram gerações e que hoje já não existem, como na Travessa Cândido Reis o “Flávia” onde pela manhã se cruzavam os que acabavam de acordar e os que se iam deitar. Assisti a algumas dessas madrugadas do Flávia e divertia-me sempre a observar o cumprimento de quem entrava – bom dia ou boa noite, se vinha da cama ou ia a caminho dela.

 

Na mesma travessa, “Os Amigos” onde muitos amigos faziam o seu ponto de encontro e claro, o Faustino, mas esse, ainda resiste.

 

 

A última fotografia, das Escadinhas das Manas, com dois pormenores que hoje fazem parte da história. O Hotel ainda de portas abertas e que em puto tantas vezes espreitei por elas só para ver o único elevador que havia em Chaves a subir e descer. Ao fundo das escadinhas, uma das casas adossadas ao Baluarte do Cavaleiro e que acabou por ser demolida com as obras de reconstrução do Baluarte, embora tivesse resistido à queda da muralha.

 

Pormenores que de vez em quando trarei por aqui e que já dão para recordar coisas que já não existem. Quanto à qualidade das fotografias, é a possível, depois de digitalizado o negativo num digitalizador caseiro.

 

 

 

15
Jan11

Hoje queria falar-vos de um lugar...


 

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Hoje queria falar-vos de um tesouro escondido na montanha deste reino maravilhoso, onde tudo era simples e belo – perfeito, onde os dias nasciam com o nascer do sol e morriam depois do sol posto, onde o sol era mesmo uma dádiva de Deus, um brinde da natureza onde a natureza sabia retribuir com o seu verde mais perfeito, com a transparência das águas de brilhos e sons cristalinos, com melodias sinfónicas do mais orquestrado chilrear quebrados por silêncios do correr de águas apressadas como se toda a água do mundo quisesse por lá e que convidada a ser bebida da concha de uma mão…penso que até inventava a sede para poder ser beijada e saboreda.

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Todo aquele lugar era poesia e o mais belo poema que alguma vez já foi escrito mas também era real e saía para fora da página e livro onde fora gravado. Tinha uma ribeira com águas transparentes e cristalinas sempre a correr que faziam pequenos desvios para consolar moinhos que faziam o pão que consolava as mesas das casas que tinham gente dentro, uma ponte que ligava as margens, bordada de heras, de um arco só mas com toda a grandeza de receber qualquer inverno de águas enfurecidas.

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Conheci o lugar por acaso nem sabia que era possível existir um lugar assim. Primeiro pensei que tudo aquilo era o testemunho físico dos velhos moinhos e os seus moleiros e que,  tal como o artista perpetua as suas emoções numa tela, ali, a natureza quis perpetuar a beleza com as suas formas originais, mas por entre a beleza da moldura aberta aos meus olhos, eis que apareceu também a beleza humana. Uma senhora, já de idade, fazia-se guardiã  daquele quadro. Ainda cheguei à fala com ela, ainda a consegui focar na objectiva do retrato, ainda tentei traze-la aqui hoje, mas o negativo do momento ainda está perdido no baú dos negativos. Mas um dia aparecerá e o seu rosto que ainda guardo na memória, simbolizará a beleza do lugar.

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Depois da descoberta, durante um ou dois anos ia até lá amiúde e por lá ficava largos momentos apenas a ver e ouvir, desfrutar da sombra e das melodias sempre renovadas. Quase sempre sozinho como se o lugar fosse um livro e eu o leitor onde entre nós não houvesse espaço para nada ou mais ninguém, mas mesmo assim, penso que apenas em duas vezes, cheguei a partilhar aquele lugar com mais alguém e, em boa hora o fiz, pois hoje, não sou apenas eu a testemunha de que aquele lugar existiu…

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Pois hoje queria falar-vos desse lugar, mas é doloroso demais falar de lugares que já não existem ou que a modernidade, a falta de gosto ou talvez a incúria dos homens aliada ao desleixo e desinteresse pelo património e mundo rural, de quem deveria estar atento a estes tesouros mas cujo umbigo e a modernidade do betão não deixa dedicar uns poucos minutos que sejam, e deixam irresponsavelmente ou mesmo criminosamente que pequenos pedaços do nosso reino maravilhoso se percam para todo o sempre e que deles nem sequer reste a memória das memórias do passado. Tristes dos que não sabem olhar para trás e valorizar a sua existência.

 

Hoje queria falar-vos desse lugar que apenas vai existindo esquecido no meu baú dos negativos das fotos antigas, das quais hoje recuperei algumas. Chama-se Ribeira de Sampaio, mas dele apenas restam as imagens de há 20 anos. Hoje é uma triste imagem de um lugar onde um tesouro foi desventrado e saqueado e ninguém disse ou deu por nada!

 

 


 

 

13
Jan11

Do baú do analógico


 

Rua Verde - Chaves

 

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Não vai ser uma nova rubrica mas mais imagens destas irão surgir aqui no blog. São imagens do analógico a preto e branco, todas de Chaves dos finais dos anos 80, inícios de 90, recuperadas do baú dos negativos a P&B. Imagens que para mim têm um sabor especial por serem as minhas primeiras experiências em fotografia, não só no click como também na revelação e ampliação, trabalhos que duravam noites a fio, mas trabalhos que davam gozo fazer. Quem passou pelas câmaras escuras e por esses trabalhos, sabem bem qual é o gozo a que me refiro…é como ser pai, por inteiro, de uma imagem.


 

São algumas dessas imagens que vão passar por aqui, não muitas, pois a experiência durou pouco. Quanto à qualidade das mesmas, também é a possível para um então iniciado em fotografia.


 

Espero que desfrutem, nem que seja pela memória de alguns dos lugares de Chaves dos anos 80 e 90.

 


 

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