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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Mai19

Cidade de Chaves, desde o Arrabalde até à Arte Contemporânea

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Hoje iniciamos pela Rua Direita, mas sem entrar nela, apenas para deitar um olhar as nossas afamadas varandas e sacadas, com sorte, também às sardinheiras que tão bem fazia o conjunto da composição. Aliás, na varanda do lado esquerdo ainda se mantém a tradição.

 

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Claro que para recolhermos este olhar temos de obrigatoriamente estar no Largo do Arrabalde e nem há como abrir mais um bocadinho a objetiva para ver o que por lá se vai passando e quem passa, sim, porque embora também seja conhecido pelo largo dos pasmados, hás os que passam e os que pasmam. Se querem saber, eu, raro é o dia em que não passo por lá, mas de vez em quando, também gosto de ir para lá pasmar, de preferência sozinho, mas não é fácil, pois aparece sempre um ou outro amigo que também gosta de ir para lá pasmar. Já agora entenda-se pasmar pela sua definição, que não é mais que “ficar suspenso”, ou seja, deixar-nos absorver pelo ambiente, pasmar mesmo, e não precisa de abrir a boca, pode ser com ela fechada.

 

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Mas hoje não é para pasmar muito por aqui, pois se gosta de arte contemporânea, às 18 horas inaugura no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, uma exposição de Helena Almeida (Lisboa, 1934 — Sintra, 25.10.2018), uma conceituada artista portuguesa, recentemente falecida. Creio que esta será a sua primeira grande exposição após a sua morte e acontece precisamente em jeito de homenagem levada a cabo pela parceria Casa de Serralves/MACNA (Câmara Municipal de Chaves).  Na inauguração seguir-se-á uma conversa entre Marta Moreira de Almeida, comissária da exposição, e Bernardo Pinto de Almeida, historiador de arte e conhecedor da sua obra, num renovado gesto de homenagem à artista.

Mais sobre a artista Helena Almeida, pode consultar:

 

          O site do MACNA

               O Site da Casa de Serralves

                    Ou na Wikipédia

 

 

01
Mai19

Cidade de Chaves - Um olhar diferente

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Cidade de Chaves - Um olhar diferente e umas palavrinhas

 

Há uns bons anos atrás, um amigo mais velho que eu, nascido e criado lá para a capital, calhou estar por Chaves uma temporada e em jeito de cumprimento, costumava perguntar-me: “como é a vida?”, e eu, ao nosso jeito transmontano de responder bem e depressa, respondia-lhe: “é fodida!”, ao que ele, simpaticamente, contrapunha: “Não seja mal educado, diga antes, é muito complexa”. Embora as duas coisas não sejam a mesma coisa, e mesmo estando eu ciente que ao responder à nossa maneira não estava a ser mal-educado, mas apenas sincero, acabava sempre por lhe dizer: “pois assim seja!”. Vem isto ao respeito daquilo que eu queria hoje abordar e que começa precisamente pelo como é a vida, que , como todos sabemos, pode ser vivida de diferentes maneiras, com vários predicados e atitudes, atributos e qualidades que acabam por formar a nossa individualidade, e tudo correria e acabaria bem se assim fosse, mas, pois há sempre um ou mais mas, e aqui volto ao início desta conversa dizendo, mas há sempre um mas que pode tornar-nos a vida fodida e hoje aceito plenamente o conselho do meu velho amigo -  tornar-nos a vida muito complexa - e já nem quero falar em coisas mais materiais, como dinheiro, saúde, pão, habitação…como dizia a cantiga, não, não é por aí que quero ir, mas antes pelo campo não material da vida, que acabará sempre por influenciar o material. Sem aprofundar muito, senão tinha de escrever um livro, fica só um lamiré da coisa. Vamos lá então, com as coisas, situações, vivências que vou deixar apenas em palavras soltas. Pois para a nossa vida temos um monte de palavras simpáticas para podermos conjugar diariamente, como a própria simpatia, a amizade, o amor, a liberdade, o respeito, a paz, a verdade, a dignidade,   o carinho, o encanto, a honestidade, a honra, mãe, pai, irmã(o), filhos, avô, avó,  o sorriso, a ternura, a palavra, a boa fé, a justiça e mais umas tantas, tal como a harmonia, isto se  conseguíssemos viver conjugando apenas as palavras simpáticas. O problema são as outras palavras, das quais vou deixar aqui soltas apenas aquelas que eu pessoalmente mais detesto, como a hipocrisia, a mentira, a falsidade, a presunção, vaidade, ignorância, o armanço, o plágio, inveja, a traição, a injustiça, o oportunismo, a maldade…

 

Pois e o resultado da conjugação das palavras que atrás ficaram pode dar em pessoas felizes ou pessoas infelizes, pessoas que estão de bem com a vida ou de mal, mas também em pessoas indignadas,  ou conformadas, mas ainda e também em interesseiros, chicos espertos, oportunistas, demagogos e hipócritas… e fico-me por aqui, contudo congratulo-me de há trinta e tal anos atrás já saber que a vida é mesmo fodida e complexa, principalmente por causa destes últimos!

 

  

01
Out18

De regresso à cidade com uma exposição

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Lembram-se de eu ter andado pr´aqui durante 100 dias com uma coisa chamada “Cem Brincadeira ComSiso”, pois 20 delas passaram a papel e estão em exposição, a partir de hoje, na Adega do Faustino, em Chaves, e irão estar por lá durante os próximos dois meses.

 

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Tal como desvendei na última publicação, o que até nem era necessário, todas essas “brincadeiras”, sem exceção tiveram como base uma ou mais fotografias tomadas no MACNA – Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso ao longo destes últimos dois anos, e mais que uma  “brincadeira”, foi o meu tributo à casa da arte contemporânea de Chaves, reunindo fotografias que só por si não eram nada, mas que por qualquer motivo despertaram o clique, quer pelas sombras, quer pelas formas ou por outra qualquer coisa…, longe de terem sido pensadas para a finalidade que tiveram. Deu-me gozo fazer essas brincadeiras, deu-me gozo partilhá-las durante 100 dias,  e agora penso que é tempo de uma seleção sair do mundo virtual dos computadores, do blog, do facebook, da internet, para em papel poderem estar penduradas numa parede durante uns tempos outubro e novembro), à disposição de quem as queira ver.

 

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E por nós só nos resta agradecer aos nossos parceiros por tornarem possíveis mais uma exposição de fotografia, esta com arte digital à mistura. Assim agradecemos à Adega do Faustino, à Sinal TV e à Associação de Fotografia LUMBUDUS pelo apoio,  e a nós próprios (Blog Chaves) pela organização.

 

Guardar

Para quem não acompanhou a publicação das 100 brincadeiras, fica um vídeo com todas, das quais estão agora vinte em papel em exposição.

 

 

 

É tudo. Acabou-se a brincadeira. Toca a trabalhar!

 

 

 

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