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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

27
Mai19

Ausências e viagens cruzadas

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Eu sei que vos tenho habituado a ter por aqui, aos fins de semana, as aldeias de Chaves e o Barroso aqui tão perto, mas há sempre exceções, principalmente quando são por uma boa causa, que é o caso de hoje, ou melhor, deste fim-de-semana que fica para trás.

 

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Estive ausente durante estes últimos dias para assistir e participar num Congresso Internacional em que tinha como tema “As artes na Educação Especial” no âmbito da Animação Sociocultural, debatendo teorias, metodologias e práticas sociais, culturais e educativas para a inclusão, onde houve vários painéis temáticos, oficinas, workshops, espetáculos, conferências, etc. com  a conferência inaugural a cargo do Doutor Pedro Strecht e a de encerramento a cargo do Doutor Álvaro Laborinho Lúcio.

 

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Um congresso que era destinado ao público em geral, mas em especial aos profissionais do ensino, da Animação Sociocultural e outros profissionais que lidam com cidadãos portadores de deficiência.

 

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Penso que basta para justificar a ausência das crónicas aqui habituais ao fim-de-semana. Quanto às imagens, são desse congresso, de um espetáculo realizado na noite de 24 de maio, pelo grupo “Era uma vez”, teatro da APPC- Associação do Porto de Paralisia Cerebral, que apresentou “Viagens Cruzadas” a partir dos sete sapatos sujos de Mia Couto. Sem dúvida um espetáculo inesquecível que recorrendo às palavras de Laborinho Lúcio, cintado Sofia de Mello Breyner a respeito da arte, é um espetáculo que não se explica, mas que implica quem o vê.

 

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Mas dirão ou poderão interrogar aí desse lado – E o que é que um blog dedicado à cidade de Chaves tem a ver com tudo isto!? – Ora nem que fosse e só por se tratar de inclusão de pessoas com deficiência, já teria a ver com Chaves, isto porque tem ou deveria ter a ver com todos em geral, mas tem a ver também indiretamente com Chaves porque a Associação que promove estes congressos, a INTERVENÇÃO – Associação para a Divulgação e Promoção Cultural, tem sede em Chaves e muito do trabalho que antecede estes congressos é também feito em Chaves.

 

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E para terminar ficam os cartazes, um deste congresso que ocorreu em Vila Nova de Famalicão e do próximo, a acontecer em Vinhais, no próximo mês de Novembro, com um tema que nos toca bem de perto: A Animação Sociocultural, território rural, património, turismo, envelhecimento e desenvolvimento comunitário. Se a temática lhe interessa, informe-se no site da INTERVENÇÃO (https://associacaointervencao.pt/).

 

 

22
Out16

Congresso Internacional - Animação Sociocultural

imagem do congresso-peq.jpg

 

Congresso Internacional - Animação Sociocultural, Globalização, Multiculturalidade, Educação Intercultural e Intervenção Comunitária

 

Para conhecimento de eventuais interessados ficam informações se programa do Congresso Internacional: Animação Sociocultural, Globalização, Multiculturalidade, Educação Intercultural e Intervenção Comunitária, a ter lugar na cidade da Amadora, no cine teatro D. João V, nos dias 4, 5 e 6 de novembro de 2016.

 

Participam neste evento 40 especialistas/conferencistas nacionais e estrangeiros, vindos de universidades portuguesas, brasileiras, espanholas e italianas, que irão dissecar vários temas, dos quais se destacam: Interculturalidade, Cidadania, Participação, Gerontologia Comunitária, Educação Intercultural e Intergeracional, Animação Sociocultural, Associativismo, Voluntariado, Intervenção Comunitária,  artes, O Local e o Global, A Animação Artística , Turismo, Ócio e Tempo Livre…

 

Destacamos a conferência inaugural a ser proferida pelo Senhor Prof. Doutor Adriano Moreira e a conferencia de encerramento a ser dita pelo Senhor Prof. Doutor António Sampaio da Nóvoa.

 

O Congresso Internacional A Animação Sociocultural, Globalização, Multiculturalidade, Educação Intercultural e Intervenção comunitária é Acreditado pelo Conselho Científico e Pedagógico da Formação Contínua / Casa do Professor com   1 crédito para professores e educadores.

 

Para ver o programa na integra, e para mais informações e inscrições é favor aceder ao site:

 

www.geralintervencao.com.pt

 

ou contactar a INTERVENÇÃO – ASSOCIAÇÃO PARA A PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO CULTURAL, Apartado 609.  5400-908 CHAVES, através dos Emails: intervencaodirecao@gmail.com;

 

congressoascintercultural@gmail.com

 

ou ainda pelos telemóveis 933015689/ 915136191 ou 969069969.

 

A coordenação do congresso

Dr. José Dantas Lima Pereira;

Prof. Doutor Marcelino de Sousa Lopes;

Doutoranda Maria Cabral.

 

A Direção da Intervenção

Prof. Doutor Marcelino de Sousa Lopes (Presidente);

Dr. José Dantas Lima Pereira (vice – Presidente);

Dr.ª Cátia Gaspar Cebolo Secretária);

Mestre Tânia Rodrigues (Tesoureira);

José Machado (Vogal).

 

informação do local e preços .jpg

 

 

 

28
Abr14

De regresso à cidade, mas a pensar nas aldeias

 

Quase a terminar mais um fim de semana e faltava por aqui uma das nossas aldeias. Mas lá diz o ditado que “mais vale tarde do que nunca” e, cá estamos para cumprir o contrato.

 

Penso que aqui no blog não se deu conta, mas quase toda esta semana que passou andei por outros caminhos e noutras terras. Quase sem internet, telemóvel  quase só para o indispensável, notícias quase nada, televisão nem ao quase chegou. Andei por terras do Ribatejo nos caminhos da Animação Sociocultural que, em Congresso internacional , debateu questões do Turismo, Património, Cultura e Desenvolvimento Local, e, sempre que me vejo nestas andanças tenho pena, lamento mesmo que todo o conhecimento, ideias e experiências expostas em congresso, se limitem a um salão e a um livro que pela certa só circulará no meio académico de quem estuda e vive estas questões da Animação ou do anima e animus da sociedade. Claro que quem esteve presente saiu de lá mais enriquecido, mas não basta para chegar àqueles que verdadeiramente decidem, conduzem e transformam a vida social quase sempre sem se preocuparem com ela e com as vidas que a compõem, principalmente os que detêm o poder político e económico, ou vice-versa, uma vez quem ambos vivem promiscuamente  e em pecado.

 

 

Tinha que trazer aqui estas questões da Animação Sociocultural e dos temas debatidos neste último congresso precisamente porque poderia e deveria ser uma das soluções para os problemas da nossa interioridade e desenvolvimento sustentável.  Sublinho o sustentável, não por agora tudo ter de ser rotulado com sustentável, mas por ser nele que está o futuro da nossa identidade e do nosso ser. O nosso desenvolvimento local tem de passar obrigatoriamente pela nossa cultura e pelo nosso património, ou seja, por nós, por aquilo que nós somos e por aquilo que nós temos. Mais nada. Não precisamos de absolutamente mais nada pois afinal de contas são essas as nossas maiores riquezas – a nossa cultura, a cultura de um povo interior, de montanha, transmontano, que, como dizia Torga, vive num Reino Maravilhoso, e o património natural, arquitetónico, religioso, gastronómico. Tomaram muitos ter tudo isto que nós desperdiçamos e desprezamos.

 

 

Claro que para se atingir o tal desenvolvimento local e sustentável só o património e a nossa cultura não são suficientes, antes necessários para nos fazerem diferentes e para termos um produto para vender, um produto com a marca “nós” e só através do comércio e do turismo o poderemos atingir, mas há muito trabalhinho para fazer, muita asneira para corrigir… pois está demonstrado que não é com as políticas do betão que vamos lá, pois já vimos no que deu, mas antes fazer o nosso desenvolvimento com aquilo que é nosso, mesmo com a nossa “pobreza” que é a nossa maior riqueza. A nossa riqueza está precisamente no sermos diferentes que não é mais que a nossa cultura e património.

 

 

Talvez seja por isto tudo que hoje aqui deixo em palavras que eu insisto em trazer aqui as nossas aldeias, as coisas mais simples, mais puras e por isso mais belas, que todos teimam em querer abandonar e desprezar, em trocar pela(s) cidades, que a continuar como até aqui não tardarão a fazer parte de um mundo esquecido ou extinto, ainda para mais com políticas centralistas que não fazem mais que acelerar a sua extinção. Em troca, temos bairros e ruas que se desenvolvem na vertical e tenta-se industrializar tudo que fazemos para sermos iguais a tudo que é igual, quando a beleza e a riqueza está na diferença de seguirmos o nosso caminho.

 

 

Se é que ainda há quem encontre algum conforto ou luz na poesia, deixo-vos com o Cântico Negro de José Régio, porque eu também não quero ir pelo caminho dos outros:

 

Cântico negro


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

 

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

 

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

 

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

 

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

 

José Régio

 

Para terminar, as fotos de hoje são todas da aldeia de Paradela de Veiga, mas podiam ser de outra qualquer aldeia.

 

 

25
Mai13

Emcerramento do I Congresso Internacional de Animação Sociocultural - Gerontologia e Geriatria

Conferência de Encerramento do Padre Lourenço Fontes

 

Capa do livro do Congresso

 

Encerrou hoje em Boticas o I Congresso Internacional de Animação Sociocultural – Gerontologia e Geriatria. Claro que quando estes assuntos são tratados em congresso por especialistas, as conclusões são sempre positivas e novos horizontes são abertos na resolução dos problemas e temas debatidos. Seria impossível trazer aqui todas as intervenções e mesmo as conclusões, e depois elas estão todas reunidas em livro, mas há uma intervenção que quero deixar aqui na íntegra, não só pelo seu autor ser uma autoridade aqui na região, a nível nacional e internacional, mas também por ser feito de toda uma cultura vivencial  no terreno junto e entre a nossa gente. Refiro-me ao Padre António Lourenço Fontes e à sua conferência de encerramento deste Congresso Internacional intitulada “O Envelhecer nas Terras do Barroso” que, com a devida vénia e autorização do autor de seguida reproduzo[1] :


Padre Lourenço Fontes


Envelhecer em Barroso  


Há uma arte de envelhecer, viver com regras ditadas pela tradição, da sabedoria popular barrosã. Vamos dar uma olhadela aos ditos e provérbios que andam de boca em boca e marcam a conduta geral de novos e velhos. Já que ditos velhos são evangelhos.


São muitos e valiosos os valores positivos,  apreciados pelas famílias dos nossos idosos e pela sociedade que os rodeia.


Velhos são os trapos, para dizer que ainda tem muito para dar. Quem de novo baila bem, de velho jeito lhe tem. Bailar cantar faz bem: quem canta seu mal espanta. Gostam de contar, cantar, rezar, ser ouvidos, orgulham-se até do sofrimento passado. Dizia uma idosa desgostosa da vida de emigrante: en France rien chante, au Portugal, tout le monde chante.


É triste ser velho, dizem em desabafo. Um velho triste é um triste velho. Para muitos é a única idade que não se recorda, nem deixa saudades. Bocage escrevia: já Bocage não sou, à cova escura, meu estro vai parar desfeito em vento…


São o equilíbrio e estabilidade da família, pelo saber de experiencia feito. Os avôs são pais duas vezes, além da genética, passam a tradição, a cultura barrosã, os contos, as lendas, as artes e ofícios, as rezas e mezinhas, a medicina ervanária, o cancioneiro e jogos infantis, a religiosidade popular, aos netos. Sentem-se válidos, com gosto e ilusão pela vida. Quem corre por gosto não cansa.




Têm o seu lugar de destaque na família, na mesa, e na comunidade da aldeia e é cabeça de casal, representa a família, conforme as posses ocupa o seu tempo, na agricultura, vai coas vacas, apoiado no cajato, com a rês, leva o burro a comer, vai à erva para os porcos de ceva, torna a água aos lameiros, vai à feira e as festas da sua devoção, cumpre promessas aos santos, vai aos velórios e funerais, cuida das campas dos seus.


 O velho tinha razão. Atrás de mim virá, quem bom de mim fará. Serve de consolação para os mais velhos quando,  reconhecidos. O velho e o menino vão para onde lhe fizerem carinho.


Envelhecer e viver no mundo rural Barrosão, na casinha pobre, mas cheia de memórias e vivências, com o seu pé-de-meia, a reforma poupada, para o fim da vida, ou para amimar filhos e netos, com nova ou velha profissão, prolonga a vida e dá-lhe sabor.


Hoje o telefone, substituiu as cartas, muitos não sabem ler.  O Ipad com o skype, facebook aproxima os avós dos netos e filhos distantes mantendo a proximidade e companhia, se iniciados e ensinados a descobrir esta nova tecnologia.


 Gosta de regressar vivo ou morto ao seu torrão natal, onde é estimado, chorado e sufragado, onde repousam os antepassados. Ruim é o pássaro que não volta à sua ribeira.  


São os idosos os mais resistentes povoadores, animadores e defensores enraizados, heróis vencedores, combatentes na agricultura, defesa do ambiente, educadores, moradores, conservadores de cultura popular, jogos, medicina, religiosidade popular, que merecem carinho, dedicação, atenção, na esperança de um futuro promissor de bem-estar com a natureza, a família. Em aldeias desertas restam eles guias turísticos, de rostos e mãos enrugadas, alvos de fotógrafos e cineastas, jornalistas. São enciclopédia aberta, inédita, neste Barroso  antigo, velho, paraíso a descobrir.


Cada idoso que morre é uma biblioteca que se enterra, e perde, se não for registada. Mais velho que a sé de Braga, diz-se para valorizar o saber do idoso. O diabo sabe muito, porque é velho



ASPETOS NEGATIVOS


A ameaça de maus tratos, a doença, a solidão, o abandono, a pressão para fazer testamento, escritura, doação, ou venda de bens, o perigo da braseira, de caírem ao lume de morrerem sem amparo, são muitas vezes pressões que aceleram o fim, o desgosto de viver, lágrimas de desconforto. Chegam a pedir a Deus que os leve, desabafam dizendo que são um estorvo, que já não servem para nada.


O que o berço dá a tumba o leva. Acabadas as obras da casa diz-se: ninho feito, pássaro morto. Velho mudado é velho enterrado. Alguns mudam cada mês, andam à roda pelos filhos, ou estranhos, muitas vezes no estrangeiro desgostosos, fechados, onde não conhecem nada e ninguém. Pedra mudada não cria musgo. Nem sempre se adaptam ao novo ambiente, às noras, ou sogras.   Filhos criados, trabalhos dobrados . São muitas vezes os únicos moradores na aldeia, no bairro.


Lembramos a lenda do filho que leva o velho ao monte e ao deixá-lo lhe dá a capa, o velho lhe diz: leva metade da capa, para quando fores velho te trouxerem para o monte.  Filho és pai serás como fizeres assim toparás. Casa de pais, escola de filhos. Cada um sair aos seus não é pecado.


Quem faz testamento, antes que morra, merece com uma cachaporra. Os novíssimos do velho são 4: Muita tosse, pouca posse, pingar-lhe o nariz, não saber o que diz. Cabra manca não tem sesta, e se a tem pouco lhe presta. Burro velho, erva tenra. Burro velho não aprende línguas. Burro velho não toma andadura e se a tem pouco lhe dura. Velhos ao canto.  Homem velho, mulher nova, filhos até à cova. Casamento e mortalha no céu se talham.


Em toda a Europa na terceira quarta da quaresma serrava-se a velha, avó. Em Vilar de Perdizes mantemos o ritual que consiste num cantar um responso em latim de noite à porta das avós, terminando com ruídos de latas, serras, gritos. Em Tourém é de dia que os rapazes da escola vão atormentar cada velha ate lhe darem uma pouca de palha que simboliza a velha e vão queimá-la com barulho de muitos chocalhos que abanam com gritos e choros: minha velhinha... Em S. António de Monforte os homens fazem sair de casa as avós, que vão todas juntas pela manhã passar o dia fora da aldeia, no monte Pitorca, só regressando à noite.


Muitos são vítimas do abandono dos filhos, emigrados ou não. É melhor ser cão na vila, que velho em muitas aldeias, criticam algumas famílias. Outros ficam-lhes com as magras reformas, em troca ou promessa de cuidados, usando as economias dos pensionistas para combater a crise atual e o desemprego de filhos e netos.


O cancioneiro Barrosão está cheio de romances, cantigas referindo-se aos defeitos e valores do idoso.

 

Hei-de amar-te até à morte

Até depois de morrer,

Até debaixo da terra,

Meu amor podendo ser.

 

Do tempo que já passou

Do tempo que já  lá vai.

Minha mãe já se não lembra,

Quando namorou meu pai.

 

Eu  casei-me com um velho

Hei-de me fartar de rir

Fiz-lhe a cama alta

Onde não possa subir.

 

Casei-me com uma velha

Por causa da filharada.

Pega o diabo da velha

Traz-me dez duma ninhada

 

Minha sogra morreu ontem,

O diabo vá com ela.

Deixou-me a chave da adega

O vinho bebeu-o ela…

 

Eu hei-de morrer cantando,

Já que chorando nasci

Não tenho porque chorar

Chore o diabo por ti.

 

Bocage poeta de sonetos brilhantes, confessou:


“Já Bocage não sou, à cova escura, meu estro vai parar desfeito em vento… eu me arrependo…. Oh se me creste gente impia, rasga meus versos crê na eternidade.


Citando Camões, grande Camões…só terei paz na sepultura.

 

Padre António Lourenço Fontes



[1] As imagens de ilustração são da responsabilidade do blog

 

 

03
Mai12

Anima Chaves - 3 e 4 de Maio

Ainda antes da publicação da habitual crónica de “O Homem sem memória” de autoria de João Madureira, que hoje só irá acontecer às 12H30, fica aqui a divulgação de um evento – “Anima Chaves” - promovido pelos alunos do 2º ano da Licenciatura de Animação Sociocultural, a funcionar na UTAD – Pólo de Chaves, evento esse que irá decorrer durante todo o dia de hoje e de amanhã, dias 3 e 4 de maio, no Pavilhão ExpoFlávia (Junto à sede da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior).

 

Mas antes de passar ao programa, ficam umas palavras de desagrado para a Assembleia do Grupo Desportivo de Chaves, que ontem à noite invadiu e se apropriou das instalações do Pavilhão ExpoFlávia para realizar uma assembleia geral, desfazendo inclusive algum trabalho que já estava realizado pelos alunos de Animação Sociocultural, utilizando material do evento e não permitindo que durante mais de duas horas se ultimasse a preparação do evento para que a abertura do “Anima Chaves” decorresse sem sobressaltos. Não sei de quem foi a culpa e quem permitiu que invadissem o espaço, o facto é que as instalações foram pedidas há mais de um mês e estão cedidas aos alunos desde segunda-feira passada. Para finalizar, poderiam pelo menos chegar ao fim da Assembleia Geral, arrumar o que desarrumaram e pedir desculpas pelo transtorno causado, mas nem isso fizeram.

 

E vamos então ao programa do “Anima Chaves”.

 

 

Dias 03 e 04 de Maio

Pavilhão ExpoFlávia – Terreiro de Cavalaria - Chaves

 

Programa

Dia 03


09h30 - Abertura do evento
10h00 – Animação Mimica
10h30 - Aula de karaté
11h00 - Colóquio sobre Socorrismo e Primeiros Socorros


14h30 - Trabalhos manuais e jogos educativos
15h00 - Workshop de Dicas e Batidos de fruta

15h30 – Aula de Dança e Aeróbica

16h00 - Workshop de Origamis
16h30 – Risoterapia/ Musicoterapia
18H00 – Atuação de Alunos da Escola de Música da Junta de Freguesia de Stª. Maria Maior

22h00 – Atuação das Tunas


Dia 04


09h30- Abertura
10h00 – Animação Musical
10h30 - Workshop sobre dicas de Beleza
11h00 - Oficina de Expressão Dramática


14h30 - Workshop de Fotografia e Photoshop
15h30 - Teatro: “Os músicos de Bremen”
16h00 - Atuação do Grupo de Cantares da Escola E.B.1 de Casas dos Montes
17h00 - Aula de Relaxamento com a Presença de uma psicomotricista
18h00 – Encerramento do evento “Anima Chaves”

 


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