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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Dez19

Aveleda - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves com vídeo

1600-aveleda (108)pan-video.jpg

 

AVELEDA

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Aveleda, freguesia de S.Vicente da Raia.

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

 

https://youtu.be/WkqB-IPkTTQ

 

1600-aveleda (108)-video.jpg

 

Alguns posts do blog Chaves dedicado à aldeia de Aveleda:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/aveleda-chaves-portugal-1357823

https://chaves.blogs.sapo.pt/aveleda-chaves-portugal-1151524

https://chaves.blogs.sapo.pt/908340.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/830872.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/264202.html

 

 

 

 

12
Mar16

Aveleda - Chaves - Portugal

1600-aveleda (96)

 

Desde que tenho lembranças sempre gostei mais de ouvir e observar do que ser observado e escutado. Ainda hoje assim é, mas se durante muitos anos ouvir e observar era suficiente, com o tempo dei-me conta que não é suficiente, pois o que ouvia e observava em catraio, aquilo que mais despertava os meus interesses de então, não são os mesmos de hoje, ou de há 10 ou 20 anos atrás. Assim, com o tempo fui-me dando conta que era necessário algo mais, um registo que vá além daquilo que ficou registado apenas na memória que, quando solicitada, continua a dar-nos o registo daquilo que registámos com a idade de então. Com isto quero dizer que é frequente a memória atraiçoar-nos e fazer, por exemplo, grandes, coisas que são pequenas, e esquecer grandes coisas que não altura do registo para nós não tinham qualquer importância. Daí a fotografia surgir também na minha vida como um auxiliar da memória que faz registos fiéis e duradoiros no tempo. Tudo isto surge para vos justificar a primeira foto de hoje, de há 10 anos atrás, uma imagem que há 30 e tal anos quando passei na aldeia da Aveleda pela primeira vez, se a vi, não me ficou registada na memória e que hoje, é uma de difícil acesso.

 

1600-report-1dia (225)

 

Uma descoberta leva-nos sempre a outras descobertas. Se para quem passa apenas na estrada sem a visão da primeira imagem a Aveleda não se apresenta particularmente interessante, a imagem do seu acomodar entre montanhas convida-nos à descoberta da sua intimidade. E foi assim que pelas primeiras vezes fui entrando na aldeia – convidado pelo que via lá do alto.

 

1600-report-1dia (248)

 

Mas muitas das vezes aquilo que se vê ao longe, não é bem aquilo que a nossa imaginação desenha. O pormenor não é lá muito amigo das distâncias e se algumas vezes ficámos desiludidos com o pormenor, outras o pormenor continua a surpreender-nos. Mas tudo isto, insisto, surpreende ou não conforme a idade que temos e os nossos interesses atuais, e a Aveleda desde que a descobri e registo na sua intimidade em fotografia, surpreende-me agradavelmente por ser uma aldeia diferente da maioria das nossas aldeias do concelho, tudo por ser uma das poucas aldeias do xisto que temos por cá. Por outro lado há a desilusão, esta generalizada a todo o concelho, a desilusão do despovoamento, do envelhecimento da população e do abandono das casas, às vezes já a desilusão da ruína. E lamento, não imaginam como lamento, de não ter registos fotográficos de há trinta e tal anos atrás, quando fui por lá das primeiras vezes. Registos da vida de então, de, sempre, muita gente na rua, crianças e animais. Sei que trinta anos para a história (das palavras) é uma insignificância, mas para as da imagem, fazem toda a diferença.

 

1600-report-1dia (347)

 

Mas como com lamentos não chegamos a lado nenhum, resta-me o consolo de pelo menos de há 10 anos para cá ir fazendo os meus registo fotográficos, às vezes, aparentemente, disparatados e sem qualquer importância, mas que daqui a 30, 50 ou 100 anos, irão fazer toda a diferença e ser um documento precioso para se poder fazer alguma história não manipulada, porque na imagem (fotografia) está lá tudo, ou quase, pois faltam-lhe os sons e os cheiros ou aromas.

 

 

 

20
Set15

Por terras de S.Vicente da Raia

1600-Segirei (317)

 Segirei

Raramente falho aqui no blog. Ontem não apareci e hoje apareço tarde e mal, mas para tudo há uma justificação e eu tenho-a. Pensando como haveria de me justificar, porque isto das justificações é mais complexo do que aquilo que parece, pois parto logo do princípio que o, eu, não aparecer por aqui não tem importância nenhuma, aliás a grande maioria do pessoal que aqui vem nem sabe quem eu sou, nem onde penduro o pote, e isso até pouco importa, pois o que importa mesmo é que neste espaço esteja aqui qualquer coisa das nossas, diferente, todos os dias, senão, lá se vão os clientes… mas, para haver aqui qualquer coisa é preciso cá pô-la e aí, quer queiram ou não, lá terei de entrar eu, pois sou eu que ponho aqui as coisas. E já que assim é, vão ter que me aturar um bocadinho, pois não gosto de ser aldrabão como os políticos. Talvez aldrabão seja muito forte, digamos antes, então, não gosto de faltar à palavra dada (que é a mesma coisa que ser aldrabão, mas é muito mais soft, que traduzido para português (suave), significa mais macio, mas não deixa de ser aldrabão).

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Aveleda

Continuando o pensamento da minha justificação onde eu até nem interesso, vou ter de regressar uns trinta e tal anos no tempo, ao tempo em que estudava filosofia (por obrigação) e com a qual nunca me dei muito bem, tudo por intelectualizar, ou seja complicar, as coisas simples que toda a gente sabe. Mas às vezes, admito hoje, até dão jeito. Pois então, para a minha justificação de ausência regressei às Leis do Pensamento, até Aristóteles e à lógica clássica, até ao Princípio da não contradição em que defende que, duas afirmações contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, ou seja, que uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Pois foi o que aconteceu com a minha ausência, ou seja, uma vez que não estive por aqui, não pude estar aqui – e prontos, estou justificado. E até pode parecer brincadeira, mas é bem mais sério do que aquilo que parece…

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S.Vicente da Raia

Mas vamos ao que interessa, pois sou ciente que, o que querem é mesmo ter por aqui qualquer coisa de novo e, como ainda estamos em fim de semana, os habitués, querem por aqui o nosso mundo rural, aquele que hoje vos deixo um pouco em imagem – terras de S.Vicente da Raia, que sem mais explicações, corroboram a tentativa de hoje haver uma justificação de ausências. Não, fiquem descansados que não vou começar a filosofar outra vez, mas diz-me a experiência que entre as imagens ficam sempre bem umas palavrinhas explicativas, mesmo que pouco expliquem.

1600-orjais (50)

Orjais

Ir até terras de S.Vicente da Raia é embrenharmo-nos ou adentrarmo-nos num mar de montanhas onde, de vez em quando, acontece vida organizada em forma de povoação. Ou era assim, pois embora as povoações ainda existam, a vida organizada nelas apenas resiste aos novos tempos, mas por pouco tempo, pois quando os resistentes partirem para a sua morada definitiva, apenas vai restar o que restar das povoações físicas. Mas pelos vistos isto pouco interessa a quem pode modificar as coisas, senão estejam com atenção ao atual campanha eleitoral que atravessamos (se tiverem paciência para), a dos senhores que são candidatos ao poder e ao destino de modificar as coisas e atentem quantas vezes se vão referir ao despovoamento e envelhecimento rural deste mundo interior…

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Cidadella (Galiza)

Voltemos ao rego e às terras de S.Vicente da Raia que para quem não sabe é constituída por quatro aldeias, a de S.Vicente da Raia, sede de freguesia, e Aveleda, Orjais e Segirei, a mítica Segirei que não podemos separar da sua estreita relação com Cidadella galega que esta sim, nos leva até às entranhas do mar de montanhas da raia.

06
Dez14

Aveleda - Chaves - Portugal

1600-aveleda (595)

 

As aldeias foram-se fazendo conforme o ambiente onde nasceram, assumindo como suas aquilo que a terra lhes dava, no caso, as rochas. Assim aquelas que nasceram em terras de xisto foi com xisto que construíram as suas casas, integrando-se estas à perfeição na paisagem.

1600-aveleda (587)

As imagens são de Aveleda, quase no limite do concelho de Chaves, ali onde um pouco mais à frente se inicia o concelho de Vinhais, onde as aldeias do xisto também são rainhas e senhoras. Aveleda, Orjais, S.Vicente da Raia e Segirei, todas elas aldeias de xisto que assumem assim traços do concelho de Vinhais. Curiosamente do lado oposto do concelho (junto à raia) temos Soutelinho da Raia, Seara Velha e Castelões, também aldeias de limite de concelho e também elas a assumir os traços da Terra Fria do Barroso. Curiosamente, também, talvez pela diferença comparando-as com as restantes aldeias do concelho de Chaves, todas as aqui mencionadas, fazem parte de dois dos conjuntos mais interessantes do concelho.

 

 

25
Ago12

Aldeias da Raia - Aveleda

 

No último fim-de-semana iniciava aqui mais uma “crónica” que eu intitulei “Aldeias da Raia”. A promessa é para cumprir, mas vão ter que me dar um tempinho para fazer a recolha fotográfica e documental. Entretanto vamos ficando neste espaço com algumas aldeias e lugares da raia do lado português onde às vezes também se avistam terras da Galiza.

 

A foto de hoje é das montanhas da raia, ali logo juntinho de Aveleda, como quem vai para Segirei. Aliás, na foto, consegue-se ver um pequeno troço da estrada de ligação entre as duas aldeias, que se vai desenhando como o percurso de um rio no encontro das montanhas.



09
Jan11

Por entre um mar de montanhas

 

 

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Na minha ronda pelas aldeias e lugares do concelho, houve sítios que me surpreenderam pela sua beleza, mas houve outros, que me deixaram extasiado de espanto com tanto encanto.

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A cada passo falavam-me de S.Gonçalo e depois de duas ou três tentativas falhadas de descer até lá, decididamente um dia saí de casa com rumo a local. Dos dois caminhos que me apontavam como possíveis, optei por descer a partir de Parada e logo após a aldeia, quando as encostas das montanhas, em conjunto, descem para S.Gonçalo, parei em contemplação durante um longo período… primeiro um mar de pedras, tudo parado e mudo, apenas o coração se movia e fazia ouvir, inquieto, a anunciar o começo de uma grande hora… Como se de um sonho se tratasse, ao acordar, dou-me conta que aquela minha hora e aquele sentir já antes tinham sido vivido e tudo aquilo que se espelhava no meu olhar, era afinal, estou certo disso, o coração do Reino Maravilhoso de Torga:

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“Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.

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Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente rasga a espessura do silêncio uma voz de franqueza desembainhada (…)

 

(para conhecer todo o texto do Reino Maravilhoso, passe por aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/564005.html)

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Claro que, para sermos assim invadidos, tal como diz Torga, para vermos este reino, é preciso que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e do coração, pois tudo está lá, perfeito, onde mais nada parece ser possível para além do mar de montanhas mas, espante-se,  onde por detrás de cada onda destas montanhas, há um punhado de gente e uma aldeia, é por detrás e entre estas montanhas que hoje vos deixo que estão as terras e aldeias de S.Vicente da Raia - Orjais, Aveleda e Segirei.

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É por estas e por outras, que entro sempre com gosto neste mar de montanhas, banho-me de encanto no seio das suas ondas,  sempre com um brilhozinho nos olhos por saber que estou bem no meio, no coração do Reino Maravilhoso e, quem não acreditar, que vá até lá e que veja com os seus próprios olhos,  mas sem perder a tal virgindade do olhar…

 

 

02
Jan10

Três momentos…em jeito de viagem e poesia por terras flavienses

São as memórias dos sítios e lugares que nos fazem regressar…

 

Aveleda

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O verde, o aconchego,

a luz, um mar paralisado

de montanhas revoltadas, o quase

silêncio,

a distância, o horizonte, o infinito

quebrado pelo mais além…

é lá que se volta sempre quando se quer respirar a pureza do olh(ar)…

 

Póvoa de Agrações

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Regressamos às profundezas

das montanhas,

lá bem no alto. Tamanha contradição

feita das contradições dos dias. A pacatez

aparente é sempre assolada, quebrada, cortada

pela invisibilidade do ar que se vê escuro

e frio,

leve e

carrascão,

iluminado

e quente ou

pesado de suão…

é lá que se volta sempre quando se quer colher a força resistente dos que resistem…

 

Soutelinho da Raia

.

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E a um passo de distância,

está toda a distância do mundo.

Deitada nas faldas

de um Deus,

atinge a altura da pureza vestida

do mais fino branco vertido

no plano de um pano que

por ser das faldas,

não atinge o gume

do cume

e por isso se vale,

do lume

que aquece e

alumia  

por lá no alto,

não ser do vale…

é lá que se volta sempre quando se quer sentir as alturas e o rigor dos deuses…

 

 

13
Abr08

Aveleda - Chaves - Portugal


.

Se de repente alguém chegar ao pé de mim e me pedir para lhe recomendar uma aldeia para visitar, pela certa que, e sem hesitar, uma das que me virá logo à cabeça será Aveleda.

 

Porque!? – É simples. É bonita, interessante em si e na envolvente com paisagens de perder de vista e sobretudo porque para se chegar até lá, terá que passar por montes de outras aldeias também interessantes, mas sobretudo pelas paisagens de toda a freguesia de S.Vicente da Raia e por Aveleda ter características quase únicas.

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.

 

Pois uma dessas características é a sua própria localização. Está aconchegada num pequeno e verde vale, isolada e rodeada por um mar de montanhas. Outra das suas características singulares é a de Aveleda ser uma das raras aldeias de xisto do concelho. Aliás só mesmo nesta freguesia e curiosamente na Fonte da Carriça (Vilar de Nantes) é que nos aparecem construções (maioritariamente) feitas em xisto, pois por todo o concelho o habitual e tradicional é o granito.

 

Outras singularidades terá, como a das suas gentes, mas para as aprofundar mais, teria que passar por lá mais uns tempitos.

 

Quanto às restantes características, segue as que são comuns a todas as aldeias de montanha, com pouca gente e envelhecida, muitos emigrantes e poucas crianças.

.

 

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A vida da aldeia, dos resistentes, faz-se à volta da agricultura de subsistência, com pequenas hortas e boa batata, que por falta de políticas de escoamento, apodrece nos armazéns para de novo ser devolvida à terra, mas como fertilizante. O curioso nesta política da batata, que é de qualidade indiscutível,  é que ela em muitos anos não chega a sair das aldeias, quando em Chaves, nas grandes superfícies se vende batata estrangeira, de qualidade duvidosa (se é que tem alguma) e cara. Penso eu que quando estas grandes e médias superfícies são autorizadas na cidade de Chaves, deveria haver um mecanismo, acordo,  protocolo (ou outra coisa qualquer) que os obrigassem a comercializar os produtos do concelho e da região que servem, como produtos certificados da região. Assim todos saberíamos que quando estávamos a comprar batata (por exemplo) era mesmo batata o que comprávamos e não uma imitação, sem sabor e até transparente, que às vezes mais parecem chuchus, e todos sabemos, que embora parecidas no aspecto após cozinhado, chuchu não é batata. Quem diz batata, diz couves, feijão, vinho, cebolas, tomates, pimentos, castanha, cereja,  … e por aí fora, passando pelas carnes e pelo fumeiro e presunto. Aliás também este já há muito que deveria estar certificado e assim evitar-se-ia que por esse Portugal fora se vendesse presunto de Chaves, que de Chaves, só tem a passagem quando vem de Espanha ou sabe-se lá de onde. Criar fama e deitar-se na cama, nem sempre traz os melhores resultados.

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Talvez com políticas acertadas para as nossas aldeias ainda se conseguisse prender os poucos jovens que por lá há ou o retorno de alguns, pelo menos os emigrantes, senão, não tarda nada e as aldeias fecham, tal como me foi sito por um dos idosos (curiosamente com “o baixo” cheio de batata a apodrecer). Claro que políticas destas seriam rentáveis para toda a gente, mas a curto prazo, talvez não rendam votos, e por isso, há outras mais urgentes e luxuosas só para encher olho. Digo eu que nada percebo destas coisas, mas é o que me parece!

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Quanto ao topónimo Aveleda, existem duas versões ou opiniões. Uns dizem que era o nome atribuído às sacerdotisas do culto endovélico, outros referem que provém de avelã, onde de facto é um local onde proliferam as avelaneiras. Só transmito aquilo que dizem, pois não vi as sacerdotisas nem as avelaneiras. Não que com isto dizer que não as haja.

 

Aveleda, embora junto a um pequeno vale no encontro de várias montanhas, situa-se a 500 metros de altitude. Pequeno vale ou veiga que sempre a conheci verde e fétil, graças  à água e à rega do Rio do Vale Madeiro, que nasce na vizinha Galiza e é (pouco mais abaixo), afluente do Mente.

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Aveleda, tem uma pequena capela devotada a São Tomé que é festejado em 2 de Dezembro. Não cheguei a apurar se a festa ainda se realiza, no entanto a verdadeira de festa da aldeia é em Agosto, quando a maioria dos seus emigrados (cá dentro ou lá fora) regressam de férias. Ainda estamos na geração de emigrantes que regressa à sua terra de férias, o verdadeiro problema das aldeias como Aveleda (infelizmente a maioria do concelho), vai ser quando já não tiverem filhos nascidos nelas, e ninguém regressar para férias.

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E sobre a Aveleda concerteza que haverá mais que dizer, mas não o sei, pois como sempre falta-me a documentação sobre ela, mas sei onde podem espreitar bonitas fotos, e mais um pouco da sua história, pois embora Aveleda fique meio perdida entre montanhas, tem página na Net em http://aveleda.paginas.sapo.pt/ de autoria de Américo Fernandes, mais um dos filhos de Aveleda que tal como os outros foi obrigado a partir, mas que levou a sua aldeia no coração. Não perca uma visita à página (não oficial) de Aveleda, pois não se vai arrepender.

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Aveleda pertence à freguesia de S.Vicente da Raia, faz fronteira com a Galiza e já recebe ares de terras de Vinhais, no entanto, ainda tem Segirei pelo meio, outro paraíso entalado entre montanhas e que em breve também terá aqui o seu post alargado, mas antes, ainda temos que ir fazer uma merenda à sua praia fluvial. Pode ser que nessa altura também se faça a recolha fotográfica para S.Vicente e Orjais.

 

Aveleda fica a 32 quilómetros de Chaves, é a segunda aldeia mais distante da cidade (só ultrapassada por Segirei a 35 quilómetros) ou seja, é uma daquelas aldeias pela qual a luta pelas urgências do Hospital de Chaves teve todo o sentido, mas atenção, se tiver um AVC ou coisa do género por terras de Aveleda, não perca tempo no Hospital de Chaves e peça logo (se puder) que o levem para Vila Real, pois só por lá lhe poderão salvar a vida e a dignidade. O mesmo conselho serve para as grávidas em vias de parir, mas o mais certo para estas é que o filho venha a ter naturalidade de Vila Pouca numa ambulância a caminho de Vila Real.

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Assim e para terminar, se souber que vai ter um AVC, um acidente grave ou está em vias de parir um filho, não lhe aconselho visitas a Aveleda. Para os restantes, mais que uma visita aconselhada, é uma visita obrigatória, pois raramente encontrará terras com tanta beleza e pena é que os incêndios lhe tivessem retirado alguma, mas pouca.

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