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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

02
Jul19

Cidade de Chaves e os resistentes...

1600-(38507)

 

Chaves cidade, não é só o seu centro histórico e os novos aglomerados de b€tão com ruas que se desenvolvem na vertical, sem janelas nem varandas onde as pessoas possam estar, e onde cada um vive a sua vida, poucos conhecem os vizinhos e sem cantinhos castiços que os façam únicos e singulares, aliás os únicos cantos que por lá existem, são os das caixas de escadas e dos elevadores… de resto é tudo igual e indiferente...

 

1600-(38509)

 

Já nos antigos bairros que ainda resistem, outrora da periferia da cidade, hoje a formar pequenas ilhas dentro da cidade crescida, ainda vão existindo os cantinhos castiços, aí sim, singulares e todos diferentes. É certo que os bairros já não são aquilo que eram, sempre com crianças a povoar as ruas, mas que ainda vão mantendo o seu espírito de bairro, com vizinhos que se conhecem todos, formando assim uma espécie de família, o que faz com que nós que não somos de lá, nos sintamos estranhos por não sermos daquela família e por não conseguirmos passar por lá com gente indiferente à nossa presença, são assim como pequenas aldeias que vivem dentro da cidade, que gostam sempre de saber quem somos, de onde somos e ao que vamos, e não é por curiosidade, é mais para saber como nos devem tratar, se podem ajudar, se isto ou aquilo, sempre com um bocadinho de desconfiança à mistura, o que convém sempre, e não é de levar a mal, é antes para sua defesa que,  baixam logo se tivermos duas ou três credenciais válidas que eles possam validar, aí, as portas abrem-se de par em par, desde que tenham gente dentro, claro!

 

 

 

08
Fev19

Cidade de Chaves, Bairro de São João

1600-(42868)

 

Os da minha geração recordarão uma cidade bem diferente da cidade de Chaves atual. Ainda sou tempo em que a cidade propriamente dita era o atual centro histórico, incluindo a Madalena. O resto da cidade eram bairros na sua periferia, bairros que tinham a sua identidade, os seus limites e fronteiras, separados da cidade por maiores ou menores lacunas de casario, ocupadas pelas verdes hortas que eram as rainhas e senhoras desses espaços. Casa Azul (começo pelo meu), Campo da Fonte, Caneiro e o Campo da Roda, eram os principais bairros da margem esquerda do Rio Tâmega. Na margem direita o Santo Amaro, Casas dos Montes, Bairro da Várzea, Aregos, Bairro de São João, Bairro do Telhado, Bairro Operário, Alto da Trindade, Bairro Marechal Carmona, Bairro dos Fortes,  Estrada de Outeiro Seco. Deixo de fora o Bairro Aliança e o Bairro Lopes, que embora com bairro nos seus topónimos já estavam dentro da cidade, ou seja, não havia a tal lacuna de casario entre eles e a cidade.

 

Eram bairros entre os quais havia rivalidades, salutares rivalidades, às vezes com algumas escaramuças pelo meio, em suma – bairrismo. Em todos estes bairros, mais a rapaziada que a raparigada, fazia da rua a sua sala de estar e de brincar, coisas do passado que hoje me vieram à lembrança por causa da foto que vos deixo, que embora a modernidade lhe tivesse passado por cima, ainda vai mantendo a traça do bairro de então. Trata-se do Bairro de São João, de uma rua que hoje é atalho de sentido único nos movimentos dentro da cidade, de uma cidade que cresceu e absorveu todos estes bairros, que os transformou e passou a ter autênticas ruas que se desenvolvem na vertical por escadas e elevadores, sem vizinhos à janela ou de porta aberta, desconhecidos a maioria, de uma cidade que cresceu e foi para além dos últimos bairros, limites da cidade antiga e que hoje em dia, deixou de ter lacunas de casario entre a atual cidade e as aldeias mais próximas, como Faiões, Eiras, Nantes e Vilar de Nantes, Outeiro Jusão, Valdanta, Granginha, Abobeleira, Santa Cruz, Outeiro Seco, Sanjurge e Bustelo, aldeias que hoje são os autênticos bairros da atual cidade de Chaves.

 

Quanto aos antigos bairros, apenas resiste a memória do que eram e a sua rapaziada um pouco espalha por toda a cidade ou fora dela. Mantem-se a “irmandade” entre esta rapaziada que será para sempre do mesmo bairro e  aos quais,  de vez em quando,  vamos recorrendo e dando preferência a uns ou outros conforme as suas profissões e a necessidade que tivermos delas, o que,  por serem do nosso bairro nos desenrascam sempre e os torna em pessoal de confiança. 

 

 

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