Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

22
Jan22

O Barroso aqui tão perto - Viveiro c/ Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

1600-desde-sta-marinha (1)-video

montalegre (549)

 

VIVEIRO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de VIVEIRO, concelho de Montalegre.

 

1600-viveiro (76)-video

1600-viveiro (36)-video

1600-viveiro (40)-video

 

É mais uma aldeia das proximidades do Rio Cávado, mas também muito próxima do Rio Rabagão e ainda do ponto de encontro destes dois rios, tendo o Cávado a apenas 850m, o Rabagão a 1.3Km e o encontro dos dois rios a 2.3Km.

 

1600-viveiro (32)-1-video

1600-viveiro (73)-video

 

Embora exista esta proximidade dos dois rios, os mesmo não se sentem na aldeia, nem sequer se avistam, assumindo assim a aldeia a identidade de uma aldeia de montanha em vez de aldeia ribeirinha e não é de estranhar, pois estes dois rios fazem a grande maioria do seu percurso em fundas gargantas no encontro de montanhas, onde nem sequer existem pequenos vales.

 

1600-viveiro (81)-video

1600-viveiro (80)-video

1600-viveiro (82)-video

 

Só para se ter uma ideia, a inclinação do terreno para o rio Cávado é de quase 40%, daí não ser muito convidativo a ser percorrido, nem é necessário, pois embora Viveiro seja uma aldeia de montanha os terrenos que a rodeiam estão todos vestidos de verde, quer com pastagens, quer com terras de cultivo, quer com arvoredo nas divisórias dos terrenos ou em pequenas florestas que se vão prolongando até às aldeias mais próximas, que no presente caso são as aldeias de Santa Marinha a nordeste e Ferral a soeste, e Vila Nova e Sidrós a Poente. Estamos em aldeias do Barroso Verde, com aldeias de baixa altitude, algumas na cota dos 200 e 300 metros como acontece com as aldeias vizinhas de Vila Nova e Sidrós, embora Viveiro esteja já na cota dos 500m. Contudo, convém não esquecer que a Serra do Gerês está ali mesmo ao lado, com o seu grande rochedo a erguer-se para o céu, com o que de mais agreste tem o Barroso. Contrates do Barroso que lhe conferem uma beleza ímpar, sendo mesmo uma pérola do Reino Maravilhoso, e uma paixão para quem o descobre, e está aqui tão perto…

 

1600-viveiro (64)-video

1600-viveiro (62)-video

1600-viveiro (57)-video

Pois para chegar a este Barroso é necessário percorrer apenas 70km, a menos de 1H30 de viagem, e  não é pelo caminho mais perto, pois nós recomendamos estradas secundárias, num percurso em que se atravessa quase o Barroso de lés a lés e quase todas as suas identidades e contrates, para isso, basta sairmos de Chaves em direção ao São Caetano, depois Soutelinho, Montalegre, Paradela do Rio, Santa Marinha e logo a seguir temos Viveiro, ainda antes de Ferral, embora esta última possa servir como referência, mas ficam os nossos mapas que até nem são necessários, pois felizmente o concelho de Montalegre está muito bem sinalizado, e basta seguir as placas indicativas, só temos de saber para onde queremos ir.

 

1600-GOOGLE-1.jpg

1600-GOOGLE-2.jpg

1600-google-maps.jpg

   

Passeio para um dia completo, com partida de manhazinha e chegada à noitinha, se for de verão, de inverno, talvez já se chegue a casa já de noite. Quanto a refeições, se for adepto de piqueniques, leve o farnel, não faltam sítios onde parar, tal como não faltam restaurantes, esteja onde estiver, a meia dúzia de quilómetros há sempre um restaurante, às vezes, o mais complicado, é escolher qual, mas é garantido que em quase todos se come bem, principalmente naqueles em que ainda não aderiram às modernices. Se for um prato à barrosã, é garantido que se come bem e a um preço acessível, pelo que não vale a pena preocupar-se com o farnel.  

 

1600-viveiro (55)-video

 

1600-viveiro (50)-video

 

Mas como hoje estamos aqui pelo vídeo que VIVEIRO não teve aquando do seu post completo, para o qual fica link no final deste, vamos passar de imediato ao seu vídeo, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de VIVEIRO:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-viveiro-1658821

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui o vídeo da aldeia de XERTELO.

 

16
Jan22

O Barroso aqui tão perto - Vilarinho de Negrões C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

1600-vilarinho de negroes (5)-video

montalegre (549)

 

VILARINHO DE NEGRÕES - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de VILARINHO DE NEGRÕES, concelho de Montalegre.

 

1600-vilarinho de negroes (228)-video

1600-vilarinho de negroes (198)-video

1600-vilarinho de negroes (185)-video

 

É mais uma aldeia da margem esquerda do rio Rabagão, no troço em que dá lugar à barragem dos Pisões (ou do Alto Rabagão). Na margem esquerda do rio/barragem, quase a entrar pela água adentro, aliás com a barragem na sua cota máxima, há mesmo casas que chegam a tocar a água, e se essa cota tivesse mais um metro ou dois, transformava a aldeia numa ilha.

 

1600-vilarinho de negroes (33)-video

1600-vilarinho de negroes (168)-video

1600-vilarinho de negroes (165)-video

 

Esta particularidade da sua proximidade da barragem, por parecer quase uma ilha, principalmente quando a água da barragem atinge a sua cota máxima, transforma-a numa das aldeias mais interessantes para ver e fotografar, com uma beleza ímpar.

 

1600-vilarinho de negroes (181)-video

1600-vilarinho de negroes (100)-video

1600-vilarinho de negroes (163)-video

 

Daí em nada termos estranhado que fosse uma das aldeias candidatas às sete maravilhas de Portugal, tendo sido uma das aldeias pré-finalistas na categoria de “Aldeias Ribeirinhas” a par da Aldeia da Luz, de Mourão, no Alentejo, a aldeia de Dornes em Ferreira do Zêzere, Escaroupim de Salvaterra de Magos, Furnas da Povoação nos Açores, Santa Clara-a-Velha em Odmira e Sete Cidades em Ponta Delgada. Não chegou à final, mas ficou entre as sete mais belas na sua categoria.

 

1600-vilarinho de negroes (104)-1

1600-vilarinho de negroes (161)-video

1600-vilarinho de negroes (159)-video

 

Mas não é caso único, pois mesmo ao lado, a aldeia de Negrões é muito idêntica a Vilarinho e mais à frente, Criande, também comunga esta proximidade das águas da barragem e, do lado oposto da barragem, quase em frente a Vilarinho de Negrões, a aldeia de Parafita também tem meia dúzia de casas muito próxima da barragem, no entanto, sem qualquer dúvida que a que tem mais visibilidade é a de Vilarinho de Negrões, isto por causa dos locais mais elevados desde onde a aldeia se deixa ver, locais esses que não existem nas proximidades das outras aldeias.

 

1600-vilarinho de negroes (141)-video

1600-vilarinho de negroes (123)-video

1600-vilarinho de negroes (134)-video

 

Na sua intimidade, dentro da aldeia, já não goza das vistas privilegiadas, mas também ganha o seu interesse por se sentir a proximidade da água, principalmente quando a barragem está na sua cota máxima em que há mesmo caminhos da aldeia que são interrompidos por ficarem submersos. No restante, é uma aldeia barrosã, com todas as características barrosãs das aldeias do Alto Barroso, implantada a uma cota que ronda os 880m de altitude, tendo por um lado uma das vertentes  da Serra do Barroso e em frente a “grande planície” das águas da barragem.

 

1600-vilarinho de negroes (132)-video

1600-vilarinho de negroes (460)-video

1600-vilarinho de negroes (118)-video

 

E como tudo que tínhamos a dizer sobre a aldeia já o dissemos no post completo que lhe dedicámos (com link no final para ele) resta-nos referir a sua localização e o itinerário para lá chegar a partir da cidade de Chaves. Pois quanto à localização, não há melhor que a referência da barragem dos Pisões, na sua margem esquerda, já quanto ao itinerário, embora se possa fazer maioritariamente pela N103, nós recomendamos um outro, com distância idêntica mas com passagem obrigatória por algumas aldeias, todas elas bem interessantes, quer as do concelho de Chaves, quer as do Barroso, que embora fiquem as indicações nos mapas que deixamos a seguir, se pode resumir como partida de Chaves em direção ao S.Caetano e depois passagem por Soutelinho da Raia, Meixide, Pedrário, Serraquinhos, Zebral, Vidoeiro, Cortiço (não obrigatório) Barracão, Criande, Morgade, Negrões e finalmente Vilarinho de Negrões, ao todo são 44,3km, só ida, no regresso pode optar por subir aos Cornos do Barroso e descer até Boticas e depois Chaves.

 

1024-earht-1.jpg

1024-mapa-google.jpg

1600-vilarinho de negroes (367)-video

 

E finalmente chegamos à parte em que deixamos aqui o vídeo, com todas as imagens publicadas de Vilarinho de Negrões publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de VILARINHO DE NEGRÕES:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui o vídeo da aldeia de Viveiro.

 

 

09
Jan22

O Barroso aqui tão perto - Vilarinho de Arcos C/Vídeo

1600-desde arcos (170)-video

 

 

VILARINHO DE ARCOS - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de VILARINHO DE ARCOS, concelho de Montalegre.

 

1600-vil-arcos (63)-video

1600-vil-arcos (59)-video

1600-vil-arcos (56)-video

 

Estamos no Barroso, estamos no Norte de Portugal, temos a Galiza aqui ao lado por isso é comum, vulgar até, estarmos em terras cujo topónimo contenha “Vilar de” Vilarinho de”, “Paradas” e “Paradelas” e “Sãos” e “Santas” de todos os nomes, topónimos conjuntos que lançam mão de um segundo topónimo de uma aldeia mais próxima onde têm a sua origem, de uma igreja ou capela, de uma região ou da sua condição geográfica. Pois hoje estamos numa dessas aldeias cujo topónimo, no caso, é Vilarinho.

 

1600-vista desde arcos (166)-video

1600-vil-arcos (54)-video

1600-vil-arcos (50-52)-video

 

Vilarinho que também é diminutivo de Vilar, que teoricamente seria um “Vilar” mais pequeno, cujo significado de origem, seria também ser parte de uma “Villa” cedida para usos agrícolas, daí ter no seu segundo topónimo o nome dessa “Villa” que lhe fica sempre próxima, ao lado, por assim dizer, como acontece aqui no concelho de Montalegre com o Vilarinho de Arcos, com a aldeia de Arcos ao lado e Vilarinho de Negrões, com Negrões também próxima.

 

1600-vil-arcos (34)-video

1600-vil-arcos (45)-video

1600-vil-arcos (33)-video

 

Mas dizia atrás que esta do “Vilarinho” ser um diminutivo de “Vilar”, que por sua vez nasce de uma “Villa” ou sejam povoações mais pequenas que a sua “Villa”, o era teoricamente, e talvez o fossem na sua origem, mas que hoje em dia nem sempre corresponde à verdade, pois tanto os “Vilares” como os “Vilarinhos” cresceram e muitas das vezes são povoações maiores do que aquelas onde tiveram a sua origem, mas isto são apenas curiosidades que tem a ver com a história destas povoações.

 

1600-vil-arcos (32)-video

1600-vil-arcos (22)-video

1600-vil-arcos (21)-video

 

1600-vil-arcos (27)-video

 

Pelo menos no caso destes “Vilarinhos” não temos dúvidas quanto à sua origem, que no caso deste Vilarinho de Arcos, teve origem na povoação de Arcos que lhe fica ao lado, a menos de 1Km de distância, e sim, ligadas por terras agrícolas na margem direita do Rio Bessa, quase junto à sua nascente. Outra curiosidade ainda, e que tem a ver com outro topónimo que atrás não mencionámos, que é o topónimo “Antigo de” que neste caso também existe, pois as tais terras agrícolas que unem Vilarinho de Arcos a Arcos, prolongam-se sempre junto ao Rio Bessa até Antigo de Arcos, mas este sem povoação, ou quando muito, em tempos remotos, poderia ter sido o Antigo de Serraquinhos.

 

1600-vil-arcos (18)-video

1600-vil-arcos (29)-video

1600-vil-arcos (16)-video

 

Mas como hoje estamos aqui pelo vídeo que Vilarinho de Arcos não teve aquando do seu post completo, para o qual finca link no final deste, vamos passar de imediato ao seu vídeo, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de VILARINHO DE ARCOS:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui o vídeo da aldeia de VILARINHO DE NEGRÕES, curiosamente outro “Vilarinho” de Montalegre.

 

 

27
Dez21

O Barroso aqui tão perto - Lousas

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

1600-lousas (76)

1600-cabecalho-boticas

 

 

LOUSAS - BOTICAS

 

Nesta descoberta das aldeias do Barroso, continuamos no concelho de Boticas, na freguesia de Dornelas. Desta freguesia já passaram por cá as aldeias de Antigo, Casal, Espertina e Gestosa. Seguindo a ordem alfabética, calha hoje a vez a Lousas.

 

1024-google-maps.jpg

1600-lousas (74)

1600-lousas (2)

 

Lousas é mais uma das aldeias isoladas que nasceu junto a uma pequena várzea de um ribeiro que mais à frente desagua no rio Beça. Localizada entre grandes montanhas, mais ou menos onde a serra do Barroso se encontra com a serra da Cabreira, que no meio de tanto ondular de montanhas é complicado saber onde começam umas e terminam outras, só mesmo que é de lá é que lhes deve conhecer os limites e saber se a terra que pisam, é de uma ou outra montanha.

 

1600-googlr earth-2.jpg

1600-lousas (65)

1600-lousas (11)

 

Dizia-mos atrás que Lousas é uma das aldeias isoladas do Barroso, nem tanto pela distância que a separa da sede de freguesia de Dornelas, a 4km ou do concelho, Boticas, que fica a cerca de 30Km, mas mais pela sua situação de ficar lá ao fundo, numa pequena várzea de onde só se avistam montanhas, para além de não ser terra de passagem para nenhum lado, pois a partir de Lousas só há mesmo montanhas e caminhos florestais que nem sequer ligam às aldeias mais próximas, à exceção de uma ligação para a aldeia de Casal, que seguindo a linha de água que passa por Lousas, fica um pouco mais acima.

 

1024-googlr earth-1.jpg

1600-lousas (46)

1600-lousas (3)

 

Uma aldeia isolada e de limites, pois fica a apenas 1km do concelho de Montalegre e à mesma distância do Concelho de Cabeceiras de Basto, pertencendo este último já ao distrito de Braga, mas desde a aldeia de Lousas não há qualquer ligação direta por estrada a estes concelhos. Por exemplo a aldeia de Gondiães que fisicamente fica a 3km de distância, a montanha que as separa faz com que por estrada estas duas aldeias esteja a 40km de distância. Daí nós falarmos do seu isolamento, pois até fica perto de tudo, mas longe do seu alcance, principalmente se considerarmos que estas aldeias não são servidas por transportes públicos.

 

1600-lousas (75)

1600-lousas (57)

1600-lousas (63)

 

Isolamento que até poderia ser interessante, pois estas aldeias até têm o seu encanto, são lugares que têm tanto de bucólico como de romântico, mas que só por si não são suficientes para prender lá o seu povo, pois tirando a terra e algum gado, não há outra forma de ganhar o sustento para a família, daí estas aldeias terem as suas portas abertas para partidas sem regressos, apenas os mais velhos resistem, mas só até um dia…

 

1600-lousas (23)

1600-lousas (48)

 

Ao longo destes últimos anos temos trazido aqui as aldeias deste Reino Maravilhoso que Torga tão bem descreveu, um reino de gente pobre é certo, mas de uma riqueza sem igual no seu comunitarismo, no seu ser, nas suas tradições, na sua cultura. Um Reino Maravilhoso que já foi cheio de vida onde era possível construir futuros e que hoje definha para uma morte já há muito anunciada.

 

1600-lousas (33)

1600-lousas (68)

1600-lousas (59)

 

Quem se der ao cuidado de ver os resultados dos CENSOS nas últimas décadas, verificará que é arrepiante ver a linha vertiginosa com que a nossa população caminha para o zero. A partir do CENSOS  de 1960 em que no interior se atinge o pico máximo de população, a linha de tendência inverte-se a caminho do zero, primeiro mais notória no mundo rural, nas freguesias rurais mais longe das cidades e vilas sedes de concelho, havendo aí um êxodo bem visível das populações das aldeias para as sedes de concelho, o problema é que agora, o emagrecimento da população não se dá só e apenas nas freguesias rurais, já atingem o todo dos concelhos, as suas vilas e cidades, as suas sedes.

 

1600-lousas (66)

Um elogio ao fio azul, com mais uma aplicação

1600-lousas (41)

 

Em julho passado, o INE divulgou os Resultados Preliminares dos CENSOS 2021 e, naquilo que a nós interessa, o Alto Tâmega, os números são preocupantes. Em 10 anos passámos de 94 143 habitantes para 84 330. Todos os concelhos, sem exceção, perderam população.

 

1600-lousas (29)

1600-lousas (25)

1600-lousas (13)

 

Se ainda não conhece os números por concelho, aqui ficam:

 

- Boticas em 2011 tinha 5 750 habitantes e em 2021 tem 5 002. Isto resulta numa perda de 748 residentes, o que em termos percentuais significa uma quebra de 13%.

- Chaves passou de 41 243 habitantes em 2011 para 37 623 em 2021. São menos 3 620 pessoas, equivalendo a uma percentagem de menos 8,8%. A nível percentual, o concelho flaviense foi o que menos população perdeu no conjunto dos seis municípios da região.

- Montalegre passou de 10 537 habitantes em 2011 para 9 279 em 2021. Uma perda de 1 258 residentes, uma quebra de 11,9%.

- Ribeira de Pena a perda foi de 657 residentes entre 2011 e 2021, passando de 6544 para 5887 habitantes. Uma perda percentual de 10%.

- Valpaços em 2011 registava 16 882 habitantes, e em 2021 regista 14 714, significando uma perda de 2 168. São menos 12,8%.

- Vila Pouca de Aguiar passou de 13 187 habitantes em 2011 para 11 825 em 2021, uma perda de 1 362, resultando em menos 10,3%.   

 

1600-lousas (8)

1600-lousas (24)

 

Resumindo, estes concelhos são agora grandes aldeias, ainda, mas igualmente com a sua linha de tendência a caminhar para o zero, no entretanto, todos assistem alheados, conformados e serenos a este definhar, palavras que me levam mais uma vez a evocar Torga: “Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão” e em janeiro aí teremos nova procissão a caminho de S.Bento.

 

1600-lousas (17)

1600-lousas (5)

 

Para terminar, regressemos a Lousas, com um pedido de desculpas por pouco falar da aldeia ao trazer aqui a amarga realidade do despovoamento. Aldeia onde até me ficaram os olhos num lugar, com uma casa à beira de uma linha de água onde até me foi possível sonhar durante uns instantes, imaginando os acordares das manhãs na companhia do sussurro da passagem da água, cristalina por sinal, na companhia dos concertos e  melodias debitadas pela passarada do lugar.

 

mapa-lousas.png

1024-google maps.jpg

1600-lousas (72)

 

Pois só nos falta definir um itinerário para chegar até Lousas, com partida como sempre desde a cidade de Chaves pela N103 até Sapiãos, depois o desvio até Boticas e a partir de aí a R311 em direção a Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto, com passagem pela Carreira da Lebre e saída em Espertina/Antigo ou para a Vila Pequena e Vila Grande, com passagem obrigatória por esta última a partir da qual se toma a estrada que só nos leva a dois destinos — Casal e/ou Lousas.

 

1600-lousas (82)

1600-lousas (80)

 

E agora o habitual vídeo final, com todas as imagens de Lousas aqui publicadas, vídeo que poderá ver aqui no blog ou no nosso canal do  YouTube ou no MEO KANAL Nº 895 607.

 

Aqui fica, espero que gostem:

 

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que deveríamos ter aqui a aldeia de Vila Grande, mas que por razões que mais tarde compreenderão, vamos primeiro à Vila Pequena .

 

 

19
Dez21

O Barroso aqui tão perto - Vilaça

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

1600-vilaca (8)-1

montalegre (549)

 

VILAÇA - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de VILAÇA, concelho de Montalegre.

 

1600-vilaca (1)-video

1600-vilaca (3)-video

1600-vilaca (25)-video

 

É mais uma aldeia das proximidades do Rio Cávado, na sua margem esquerda e entre as barragens dos Pisões e de Paradela, a 52 quilómetros de Chaves, e embora seja uma aldeia de passagem, com estrada, não calha nos itinerários principais do concelho de Montalegre, mas antes numa ligação entre a aldeia de São Pedro e Paradela do Rio. Quero dizer com isto que não é fácil passar por lá por acaso, mas pode funcionar como tal para quem utiliza a N103 e pretende ir para Paradela, mesmo para quem vai de Chaves.

 

1600-vilaca (14)-video

1600-vilaca (21)-video

1600-vilaca (7)-video

 

Embora já tivéssemos dedicado um post completo à aldeia de Vilaça para o qual fica um link no final, o mesmo já foi em fev. de 2017,  e para nós pareça que foi ontem, já lá vão quase 5 anos, e mesmo que este post seja para deixar aqui o vídeo que então não teve, nunca é demais deixar aqui o itinerário, a partir da cidade de Chaves, para chegar a Vilaça.

 

1600-vilaca (2)-video

1600-vilaca (19)-video

1600-vilaca (20)-video

 

Então, a partir da cidade de Chaves, há duas alternativas para chegarmos a Vilaça, sensivelmente ambas com a mesma distância, uma, a que recomendamos, é pela estrada do São Caetano até Montalegre, aí descemos ao campo de futebol e continuamos por essa estrada até Sezelhe, onde devemos sair à esquerda, atravessar o paredão da barragem de Sezelhe e logo a seguir, devemos abandonar essa estrada em direção a São Pedro, sem ter que entrar no centro da aldeia, basta seguir pela estrada que e logo a seguir, a pouco mais de 1Km é Vilaça. A outra opção a partir de Chaves é via N103 (estrada de Braga) até a Barragem dos Pisões, e logo a seguir às saídas para Viade de Baixo e de Cima, ainda antes da aldeia dos Pisões, tem uma saída para Brandim, Contim e São Pedro, onde a partir desta última aldeia o itinerário que falta (cerca de 1Km) é idêntico ao primeiro itinerário.

 

1600-vilaca (13)-video

1600-vilaca (5)-video

1600-vilaca (26)-video

 

Mas como hoje estamos aqui pelo vídeo que Vilaça não teve aquando do seu post completo, para o qual finca link no final deste, vamos passar de imediato ao seu vídeo, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de VILAÇA:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui o vídeo da aldeia de VILARINHO DE ARCOS.

 

 

11
Dez21

O Barroso aqui tão perto - Sidrós, Vila Nova e Ponte da Misarela

Aldeias e Lugares do Barroso

1600-granjo-15-misarela (221).jpg

montalegre (549)

 

Sidrós – Vila Nova - Ponte da Misarela -  Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo conjunto para a aldeia de SIDRÓS - VILA NOVA e  PONTE DA MISARELA, do concelho de Montalegre.

 

1600-vila-nova desde-noguiro (4).jpg

1600-google-earth.jpg

 

Ficam então as aldeias de Sidrós e Vila Nova juntas em vídeo, reproduzindo um pouco a realidade da sua proximidade, tal como a Ponte da Misarela, que embora um pouco mais distante, tem Sidrós como a aldeia mais próxima e a partir da qual se faz o acesso à ponte, isto no concelho de Montalegre, pois convém recordar que do outro lado da ponte, inicia-se o concelho de Vieira do Minho.

 

1600-v-nova-sidros (12).jpg

 

Ponte da Misarela que serve de separação e simultaneamente de ligação de dois concelhos, mas não do Barroso, pois este continua ainda mais um bocadinho por aldeias de Vieira do Minho.

 

1600-Google earth-1.jpg

 

Mas como hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve aquando dos post’s que dedicámos a estes três lugares e para os quais ficam links a seguir ao vídeo, ao qual passaremos de imediato, onde poderá ver todas as fotos de Sidrós, Vila Nova e Ponte da Misarela publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SIDRÓS - VILA NOVA - PONTE DA MISARELA:

 

 https://chaves.blogs.sapo.pt/de-vila-nova-ate-sidros-e-a-ponte-do-1798806

https://chaves.blogs.sapo.pt/discursos-sobre-a-cidade-por-gil-1276665

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TORGUEDA.

 

 

 

08
Dez21

José Carlos Barros - Prémio LEYA 2021

1600-segirei-2009 (499)

 

Ia para começar por dizer que ontem fui surpreendido com a atribuição do Prémio Leya 2021 a José Carlos Barros, mas não, não fiquei surpreendido, ficá-lo-ia se o não tivesse ganho, e ficámos felizes e contentes como se fosse recebido por nós. E o porquê de trazermos aqui esta notícia é simples, pois para quem não conhece o José Carlos Barros, ele é natural da Granja, Boticas, um orgulhoso barrosão que fez os seus estudos do secundário no Liceu de Chaves (Escola Secundária Fernão de Magalhães) nos finais dos anos setenta, inícios de oitenta e sei que para além de Boticas,  vive a cidade de Chaves como qualquer flaviense, ou mais ainda…

 

Como podemos parecer suspeitos quanto a esta notícia, fica, tal e qual ela foi publicada no Diário de Notícias (DN/Lusa).

 

José Carlos Barros conquista Prémio Leya 2021 com "As Pessoas Invisíveis"

 

Depois de dois dias de reuniões do júri, ao qual presidiu Manuel Alegre, foi anunciado que José Carlos Costa Barros venceu, por unanimidade, o Prémio Leya 2021 com a obra “As Pessoas Invisíveis”.

 

José Carlos Costa Barros venceu o Prémio Leya 2021, por unanimidade do júri, com a obra “As Pessoas Invisíveis”, anunciou esta terça-feira a organização.

 

À edição deste ano concorreram 732 originais, dos quais foram selecionados 14 para apreciação do júri, presidido pelo escritor Manuel Alegre, que anunciou José Carlos Barros como vencedor.

 

“As Pessoas Invisíveis” é uma viagem por vários tempos da história recente de Portugal, desde a década de 40 do século XX, narrada a partir de uma personagem ambígua, Xavier, que age como se tivesse um dom ou como se precisasse de acreditar que tem um dom, revelou o júri.

 

“Dos anos 40 do século XX, com a ambição do ouro, a posição de Salazar face à guerra, a guerra colonial com todas as questões que hoje levanta, o nascimento e os primeiros anos da democracia. Em todas estas paisagens e em todos os tempos que o romance toca, a palavra é de quem não a costuma ter. Dramática, velada, fugaz, lapidar, tocada pelo sobrenatural”.

 

Ainda segundo a descrição do júri, “os habitantes do mundo rural ou os negros das colónias são seres quase diáfanos que sublinham uma sensação de quase perdição que atravessa todo o livro e constitui um dos seus pontos mais magnéticos. Em ‘As Pessoas Invisíveis’, o leitor é convocado para preencher com a sua imaginação o não dito, os silêncios, o invisível”.

 

Outro aspeto salientado na escolha desta obra foi o trabalho de linguagem, o domínio de uma “oralidade telúrica a contrastar com a riqueza de vocabulário e de referências histórico-sociais”.

 

Esta não foi a primeira vez que José Carlos Barros concorreu ao Prémio Leya, já que em 2012 foi finalista com o romance “Um Amigo para o Inverno”, editado no ano seguinte pela chancela Casa das Letras.

 

Autor de vasta obra poética, a sua estreia na prosa aconteceu com "O Prazer e o Tédio", romance que o cineasta André Graça Gomes adaptou ao grande ecrã, em 2012, sem financiamento e com atores amadores. A longa-metragem foi rodada em Boticas, onde o escritor nasceu, em 1963, e aborda a angústia do mundo rural.

(…)

A notícia completa na sua origem: DN

 

1600-segirei-2009 (561)

 

Da nossa parte estamos duplamente contentes, pois para além de sermos amigos do José Carlos,  foi colaborador deste blog durante alguns anos com a excelência da sua escrita. Escrita que já conhecemos desde os tempos do liceu, dos seus primeiros livros de poesia e que acompanhámos até que chegou à prosa, tendo mesmo, em 2009 lançado o seu livro “O Prazer e o Tédio” num encontro que a Associação de Fotografia Lumbudus realizou na aldeia de  Segirei, por sinal,  aldeia que sabemos ser tão querida por José Carlos Barros, da qual é visitante assíduo, encontro esse onde foram tomadas as duas fotografias que aqui ficam para ilustrar esta notícia. Parabéns José Carlos Barros, tens, merecidamente, a porta dos grandes escritores de língua portuguesa aberta, desfruta o momento e o reconhecimento. Ficamos à espera das tuas próximas publicações.  

 

 

06
Dez21

O Barroso aqui tão perto - Gestosa

Aldeias do Concelho de Boticas

1600-gestosa (118)

1600-cabecalho-boticas

 

GESTOSA - BOTICAS

 

Nestas andanças por terras do Barroso, nos últimos tempos, temos abordado as aldeias do concelho de Boticas, freguesia a freguesia, por ordem alfabética, e já vamos na freguesia de Dornelas onde depois da aldeia de Antigo, Casal e Espertina chega a vez de Gestosa, que às vezes também vemos grafada com Giestosa.

 

1600-gestosa (12)

1600-gestosa (47)

1600-gestosa (67)

 

Se observarmos com atenção a corografia envolvente desta aldeia, para além de a localizarmos em plena serra do Barroso, verificamos que ela se encontra na vertente exterior de um conjunto de altas montanhas que vistas à distância (de satélite por exemplo) parece ser um único bloco montanhoso com os seus pontos mais altos despidos de vegetação ou com uma vegetação escassa e muito rasteira.

 

1600-gestosa (100)

1600-gestosa (55)

1600-gestosa (82)

 

Nesse bloco montanhoso estão as serras do Gerês, do Larouco da Cabreira e do Barroso, quase poderíamos dizer, pelas suas características, serem uma única montanha, uma vez que não o são, são como irmãs ou primas canais muito chegadas. Tal como já atrás dissemos, os seus pontos mais altos são rochosos e sem vegetação, ou quase, onde o clima caracterizado por invernos frios e rigorosos não convidaram o homem ao seu povoamento,  apenas junto às linhas de água, que no Barroso até são abundantes, em pontos em que a sedimentação formou pequenas várzeas, que vistos à distância são pontos verdes, como se tratasse de um oásis no meio do deserto, é que o homem se atreveu a estabelecer-se, construindo pequenas aldeias, que pela certa, inicialmente, se deveria resumir a uma ou duas famílias, dedicando-se ao cultivo das pequenas várzeas e  à caça e criação de gado.

 

1600-gestosa (64)

1600-gestosa (103)

1600-gestosa (99)

 

Gestosa é uma das aldeias que se enquadra bem nas aldeias que atrás descrevemos, localizada numa pequena várzea que surge no encontro de várias linhas de água, onde uns “passos” mais acima, começa a serra do Barroso mais agreste, onde os rochedos abundam e a vegetação escasseia.

 

1600-gestosa (44)

1600-gestosa (88)

1600-gestosa (78)

 

Entremos então em Gestosa, cuja descoberta fizemos antes mesmo de a descobrir, ou seja, já a conhecíamos à distância, mesmo ante de lhe conhecer o topónimo e de verdadeiramente entrar na sua intimidade, tudo graças ao S. Sebastião que se celebra na Vila Grande e nas Alturas do Barroso, isto porque desde que fomos pela primeira vez ao S. Sebastião, no caminho (estrada) entre a Vila Grande e as Alturas do Barroso, ainda antes de Vilarinho Seco, há um largo à beira da estrada, com um miradouro natural, que nos convida à uma paragem e ao tomar de umas imagens fotográficas.  

 

1600-gestosa (90)

1600-gestosa (49)

1600-gestosa (50)

 

Pois desde esse miradouro natural com vistas viradas para poente, avista-se tudo que é montanha, mas logo aos pés do miradouro, uma pequena várzea abriga uma pequena aldeia, a Gestosa. Nos primeiros anos que passámos por lá, ainda antes de fazermos o levantamento de todas as aldeias do Barroso, aquela pequena aldeia, desde lá de baixo do seu aconchego que nos convidava a uma visita, e num dos anos em que fazíamos o trajeto entre A Vila Grande e as Alturas do Barroso, quase por impulso e como se o nosso popó tivesse vontade própria, vez um desvio e direção à Gestosa, numa visita apressada mas que deu para sentir a sua alma, mas só mais tarde, é que fomos lá a sério, ou com a intenção de lá ir, mesmo calhando em mais um trajeto entre A Vila Grande e as Alturas, mas com todo o tempo que fosse necessário, e assim aconteceu.

 

1600-gestosa (77)

1600-gestosa (76)

1600-gestosa (71)

 

Vida humana encontrámos pouca, aliás só vimos mesmo uma senhora, já de certa idade, que por sinal, tal como nós, também vinha da Vila Grande. Mais pessoas havia-as pela certa, mas talvez algumas ainda estivessem no São Sebastião da Vila Grande ou para as Alturas e outras andassem nas lides do campo ou da casa. Como sempre que podemos ou temos a oportunidade, damos dois dedos de conversa, não só para que as pessoas nos possam indicar algumas das coisas mais interessantes da aldeia, mas também para não ficarem com a pulga atrás da orelha, atitude que por segurança, em geral, as povoações tomam quando veem gente estranha a rondar e fotografar as aldeias. E pela nossa parte não custa nada dizer ao que vamos, quem somos ou de onde somos, para além de, nestas conversas, aprendermos sempre qualquer coisinha com os mais velhos.

 

1600-gestosa (80)

1600-gestosa (101)

1600-gestosa (54)

 

Claro que o nosso tempo nunca é suficiente para criar a empatia necessária para que as verdadeiras estórias da aldeia venham ao de cima, pois elas só saem, naturalmente, quando encontram na conversa uma oportunidade para saírem, assim, ficamos pelo possível e pela recolha de imagens daquilo que vai atraindo a objetiva.

 

1600-gestosa (1)

1600-gestosa (65)

1600-gestosa (60)

 

A Gestosa é uma pequena aldeia, mas onde existem duas ou três casas mais senhoriais, com uma capela num largo central da aldeia e outras pequenas construções e alguns armazéns mais recentes, nitidamente seriam casas de duas ou três famílias mais abastadas que viviam da riqueza das terras várzea e as pequenas construções da povoação que trabalhava os campos, talvez já desde o Couto de Dornelas, mas tudo isto o dizemos por pura observação, sem tempo ou documentos que corroborem o que afirmamos.

 

1600-gestosa (52)

1600-gestosa (5).jpg

1600-gestosa (17).jpg

 

Duas dessas construções mais senhoriais tem passadiços com um arco perfeito por cima dos arruamentos que ligam o piso superior das casas diretamente aos campos, o que arquitetonicamente falando, dá um interesse especial a estas construções. Este tipo de passadiços, embora não sejam frequentes, também não são raros e existem em algumas aldeias do Barroso, mas também noutros concelhos, às vezes mesmo no centro da aldeia para ligarem construções, alguns cobertos, tal como acontece na aldeia vizinha de Vilarinho Seco.

 

1600-gestosa (38).jpg

1600-gestosa (62).jpg

gestosa-art (12).JPG

 

E estamos a caminhar para o final deste post, faltando apenas fazer a referência àquilo que encontrámos na monografia “PRESERVAÇÃO DOS HÁBITOS COMUNITÁRIOS NAS ALDEIAS DO CONCELHO DE BOTICAS”, como o santo que se celebra na aldeia, embora apenas com celebração religiosa, o S. Bento na respetiva capela de S. Bento e o Castro da Gestosa:

Castro de Gestosa (Património Classificado - IIP)

Designação: Castro de Gestosa ou Souto da Lama

Localização: Gestosa (Dornelas)

Descrição: Existe na aldeia de Gestosa, freguesia de Dornelas, um velho Castelo de Mouros a que o povo chama Castro de Lamas ou Souto de Lamas. O monte em cujo topo assenta o castro fica ao lado da ER 311, a uma distância de 300 m, sendo defendido por três linhas de muralhas.

À muralha que defende o topo Sul segue-se uma rampa que termina em dois fossos justapostos, que rodam para cima e estendem-se ao longo da encosta Nascente do castro originando um grande fosso. O topo Norte do terreiro é marcado por um montão de fragas. A ladeira da face poente, abaixo da muralha do terreiro, é toda semeada de fragas até um pequeno patamar amparado pela segunda muralha.  Desta muralha existe o seu alinhamento de 80m ao longo da ladeira Poente, que desanda para Norte e vai terminar num conjunto de fragas de granito, natural linha defensiva. Entre 20 a 30 metros abaixo da segunda muralha corre a terceira muralha, que se estende num comprimento de pelo menos 100 m, com altura média de 2 m. Esta muralha, tal como a segunda, parece estar rota numa abertura de uns 2 m que se pode considerar o vão de uma possível porta. Foram encontrados vestígios de casas circulares e restos de cerâmica. Na base do monte do castro corre o Ribeiro da Gestosa.          

 

mapa-espertina.png

1600-gestosa-3.jpg

 

Só nos resta localizar e deixar um itinerário para a partir da cidade de Chaves chegar até à Gestosa, freguesia de Dornelas, concelho de Boticas. Como quase sempre tomamos a EN103 (estrada de Chaves-Braga) até Sapiãos, onde abandonamos a EN103 em direção a Boticas, aqui, depois de atravessar a vila, pela variante ou pelo seu interior, tomamos a R311 em direção a Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto. Sempre pela R311 depois de passarmos por Quintas e Carreira da Lebre, até passarmos pela capela da Espertina, à beira da estrada do lado esquerdo, onde logo a seguir existe um cruzamento com saída à esquerda para a Espertina e Antigo e à direita para as Alturas e Vilarinho Seco, depois deste cruzamento, mais 1,5km e temos à direita, em plena curva, a saída para a Gestosa que fica a 400m.

 

1600-gestosa-2.jpg

1600-gestosa-1.jpg

 

E agora o habitual vídeo com todas as imagens da aldeia de GESTOSA que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de LOUSAS.

 

06
Nov21

O Barroso aqui tão perto - Viade de Cima

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

1600-VIADE-PANORAMA-VIDEO

1024-Google Earth-video (1).jpg

montalegre (549)

 

VIADE DE CIMA - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de VIADE DE CIMA, concelho de Montalegre.

 

1600-viade-cima (1)-video

1600-viade-cima (2)-video

1600-viade-cima (63)-video

 

Como vem sendo habitual, aproveitamos esta ocasião para deixar aqui mais algumas imagens que escaparam à seleção anterior, aquando do seu post completo, para o qual fica link no final deste post, após o vídeo.

 

1600-viade-cima (55)-VIDEO

1600-viade-cima (68)-video

1600-viade-cima (39)-video

 

Viade de Cima que é uma das aldeias que partilha o seu topónimo (Viade) com as duas aldeias mais próximas, ou seja com Antigo de Viade e Viade de Baixo. Assim, o “de Cima”, é adotado para as distinguir das outras duas aldeias e porque é a que está mais elevada em altitude.

 

1600-viade-cima (30)-video

1600-viade-cima (27)-video

1600-viade-cima (20)-video

 

Das três aldeias com o topónimo de Viade, é também a aldeia que mais distante fica da estrada principal (EN103)  a partir da qual se tem acesso a elas, por outro lado é a mais pequena das três aldeias, sendo a maior de todas a aldeia de Viade de Baixo.

 

1600-viade-cima (18)-video

1600-viade-cima (12)-video

1600-viade-cima (42)-video.jpg

 

Quanto às restantes características, isto ainda em termos comparativos com as outras duas aldeias com o mesmo topónimo, são em tudo idênticas, o que não é de estranhar pois as três aldeias estão relativamente muito próximas, cabendo todas dentro de um círculo com 600m de raio

 

1600-viade-b (56)-video

1600-viade-cima (70)-video

1600-viade-cima (8)-video

 

Mas hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve aquando do seu post completo, pelo que vamos passar de imediato ao seu vídeo, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de VIADE DE CIMA:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-viade-de-1812185

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui as aldeias de VILA NOVA e CIDRÓS.

 

 

24
Out21

O Barroso aqui tão perto - Espertina

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

1600-espertina-panor

1600-cabecalho-boticas

 

ESPERTINA - DORNELAS - BOTICAS

 

Nestas voltas pelo Barroso, ultimamente, temos andado pelo Concelho de Boticas, freguesia de Dornelas. Desta freguesia já passaram por aqui a aldeia de Antigo e Casal. Seguindo a ordem alfabética, segue-se a aldeia de Espertina. É para lá que vamos hoje.

 

1600-espertina (1)

1600-espertina (24)

1600-espertina (4)

 

Iniciemos pela sua localização e itinerário para ir até lá, que, tal como para a grande maioria das aldeias do concelho de Boticas, sempre com partida desde a cidade de Chaves, devemos tomar a Estrada Nacional 103, estrada Chaves-Braga, mas só até Sapiãos. Aí, saímos da E103 e rumamos em direção a Boticas, que quer se passe pelo centro da vila ou pela variante, iremos acabar por ir ter ao Centro de Artes Nadir Afonso, onde, na rotunda, devermos tomar a saída em direção a Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto, ou seja a ER311 a “grande via” que atravessa quase pelo meio todo o concelho de Boticas.

 

1600-mapa de espertina-1.jpg

1600-mapa de espertina-2.jpg

1600-Espertina-google earth.jpg

 

Ao todo, até chegar a Espertina, deveremos percorrer 42,6 km, e embora próxima da estrada ER311, temos de sair dela. Para sair, podemos tomar como referência a aldeia de Agrelos, a partir da qual devemos ir com atenção, pois a saída para Espertina, fica a 2,5km desta aldeia e após uma curva onde a meio, do lado esquerdo, está uma pequena capela e na estrada deverá existir uma placa a indicar Antigo para o lado esquerdo e Alturas para o lado direito. É aí, em direção a Antigo, que devemos sair da R311, e logo a seguir, ainda antes de Antigo é Espertina. Vejam a imagem seguinte, pois é a seguir a esta capela que devemos sair, mas antes de sair, faça aqui a sua primeira paragem, considere este o primeiro motivo de interesse da aldeia de Espertina, pois é bem interessante, simples mas interessante. Atenção que desde a estrada apenas se vê a fachada posterior da capela.

 

1600-r-311 (97)

1600-vila pequena (18)-1

1600-espertina (28)

 

Então, depois de visitada a capela e o seu cruzeiro, podemos descer até Espertina, localizada na descida para uma pequena depressão de terreno entre montanhas, de terrenos férteis e água abundante, à volta do qual se localizam a maioria das aldeias da freguesia de Dornelas, incluindo a sede de freguesia, a Vila Grande. Pois à volta, para além de Espertina e a Vila Grande, temos ainda a Vila Pequena, o Antigo de Dornelas e ainda poderemos considerar a Gestosa, embora esta se localize do outro lado da ER311.

 

1600-espertina (16)

1600-espertina (18)-1

1600-vila pequena (18)

 

Entremos então na intimidade de Espertina, uma pequena aldeia com vistas para as aldeias vizinhas, exceção para a Giestosa. Sem um núcleo verdadeiramente constituído, pois na realidade são dois ou três pequenos núcleos, um mais elevado e mais recente, um pouco mais abaixo, a cerca de 200m outro núcleo, este mais antigo, e ainda poderemos considerar um terceiro que serve de entroncamento, com saída para a Vila Pequena, por um lado e para a Vila Grande, por outro. Por sua vez a saída para o Antigo, faz-se a partir do núcleo central.

 

1600-vila pequena (13)-1

1600-espertina (22)

1600-espertina (20)

 

Ao todo a aldeia tem cerca de 60 construções das quais só cerca de metade, ou menos,  são habitações, habitadas ou não, isto hoje em dia, pois num passado não muito distante, penso que Espertina se resumia apenas ao núcleo central, que em tempos mais distantes talvez fosse ainda menos, talvez apenas pequenas casas de abrigo a agricultores que cultivavam os campos mais próximos. Recordemos que Dornelas foi um Couto, mas sobre esse tema, tentaremos aprofundar mais no post final dedicado à freguesia de Dornelas.

 

1600-espertina (14)

1600-espertina (25)

1600-vila-grande (4235)-20

Espertina vista desde a Vila Grande em dia de S.Sebastião

 

Assim, pequena e dispersa, não há muito a dizer sobre a aldeia, tal com os motivos a fotografar. Referimo-nos a pormenores e construções antigas, pois no seu todo, a aldeia tem o seu interesse paisagístico, sobretudo quando se vê à distância, a partir de qualquer uma das outras três aldeias, e o contrário também ser verdade, ou seja, as vistas que desde a Espertina se podem lançar sobre as restantes aldeias e montanhas mais distantes, que conforme a época do ano adquirem interesses diferentes, sem esquecer o da neve de inverno que por estas terras é frequente.

 

1600-espertina (17)

1600-espertina (18)

1600-espertina (27)-1

 

Quanto àquilo que se escreve e diz em documentos, na Monografia de Boticas apenas encontrámos 5 referências, uma a dizer que pertence à freguesia de Dornelas, outra que calha no acesso à sede de freguesia e outra dentro do capítulo das festas e romarias que nos diz que ser a festa de S. Brás, a 3 de Fevereiro, mas apenas celebração religiosa e outra no capítulo do património edificado onde se refere a Capela de Santo Antão, que não pudemos confirmar, mas pensamos que seja a que está junto à estrada e separada da aldeia, pois por perto outra não vimos. Mas há uma última referência e esta bem interessante.

 

1600-espertina (16)-1

1600-espertina (13)

1600-espertina (10)

 

Pois a outra referência diz o seguinte (o sublinhado e bold é nosso):

Em algumas aldeias, como Granja, Vilar e Espertina, ainda é costume juntarem-se as raparigas solteiras no dia do casamento bem cedo, fazem um arco para acompanhar a noiva à igreja e uma passadeira de flores desde a sua casa até à igreja.

Adoptaram-se também novos hábitos, como por exemplo atirar arroz e flores aos noivos à saída da igreja, como votos de felicidades e abundância na nova vida que iniciam. Em algumas aldeias enquanto atiram arroz aos noivos, costumam dizer “Eu deito arroz para vos abençoar, deito e torno a deitar e que seja a mulher em casa sempre a governar”.

 

1600-espertina (12)

1600-desde vila-grande (4018)-20

1600-espertina (8)

1600-s-sebastiao-13 (323)

Espertina vista desde a Vila Grande em dia de S.Sebastião

 

E sem mais literatura que nos fale de Espertina, estamos a chegar ao fim do nosso post. Falta apenas deixar aqui o vídeo com todas as imagens aqui publicadas, ao qual vamos passar de imediato. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos dedicados a aldeias do Barroso, entre outros, no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Gestosa .

 

 

Sobre mim

foto do autor

320-meokanal 895607.jpg

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

.17-anos

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Flavienses Ilustres

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes

    • HPombo

      A funcional beleza de certas geringonças... Queira...

    • Anónimo

      Quem te viu e quem te vê.

    • mitologia

      Ah, será então este um daqueles casos em que o nom...

    • Fer.Ribeiro

      Olá Gabriel, obrigado pelo seu comentário. Espero ...

    • Fer.Ribeiro

      Obrigado pelo seu comentário. Quanto às duas chave...

    FB