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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

26
Fev21

O Barroso aqui tão perto - Pereira C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Montalegre

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Pereira - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seu post neste blog, não teve o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PEREIRA, do concelho de Montalegre.

 

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Mais uma aldeia do Barroso verde, da freguesia de Salto, onde as pastagens e a raça bovina barrosã dominam a paisagem.

 

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Embora Pereira seja uma aldeia que fica “entalada” e relativamente próxima das duas principais vias que atravessam o Barroso, a N103 e R311, a menos de 3 km de cada (em linha reta), a verdade é que não é o suficiente próxima nem destas nem doutras vias. A sua condição de “fim de linha” e não ser uma aldeia de passagem, faz com que tenhamos que ir lá de propósito para a conhecer, mas vale a pena ir lá.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de PEREIRA, isso, já o fomos fazendo no post que lhe dedicámos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, mas também, aproveitando a ocasião, para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção. Vamos então ao vídeo que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PEREIRA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Pincães.

 

 

19
Fev21

O Barroso aqui tão perto - Penedones

Aldeias do Barroso - Montalegre

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Pendones - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PENEDONES, Montalegre.

 

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Penedones é uma das aldeias do Barroso que se localiza junto EN103 e na margem da barragem dos Pisões.

 

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Estrada EN103 que separa a aldeia mais antiga da área ribeirinha da barragem, onde existe um parque de campismo e um pequeno parque de merendas e de estar, com vistas privilegiadas para a barragem, na margem oposta à Serra do Barroso.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de PENEDONES, isso, já o fomos fazendo no  post que lhe dedicámos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, mas também, aproveitando esta ocasião, para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções. Vamos então ao vídeo, que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PENEDONES:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até a próximo sexta-feira em que teremos aqui uma aldeia do Barroso verde – Pereira.

 

 

16
Fev21

Crónicas Estrambólicas

CRÓNICAS DE UM PRIMEIRO-MINISTRO SOBRE O BARROSO - 15

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Crónica de um Primeiro-Ministro sobre Barroso 15

(última crónica)

 

Mais uma crónica do antigo Primeiro-Ministro António Granjo, um ilustre flaviense. É a última das 15 crónicas sobre Barroso publicadas no jornal A Capital em 1915. A crónica está escrita como foi publicada, no português da altura, incluindo gralhas tipográficas.

 

Gostei bastante de ler esta série de crónicas, escritas por um homem culto e com grande sensibilidade para a natureza e as pessoas, entre outras. Achei a pontuação um bocado estranha mas não sei se isso terá a ver com algum revisor do jornal que terá alterado vírgulas e assim. Tem piada que o autor entrou como um leão, a gabar Barroso ao máximo, mas no final já diz que os pulmões estão cansados do ar puro… Já estaria com saudades da vida na cidade, é compreensível, há mais mundo pra lá de Barroso. Também há quem nasça em Barroso com vocação de marinheiro e não se pode travar essa gente de ir por aí afora. Isso de resistentes e que se negam a sair, é utópico, são lérias do dono deste blogue e mais alguns, mas não é bem assim como as coisas são. O inverso também é verdade para quem vem de fora fazer cá a vida, que são menos do que os que saem mas sempre existiram. Em Barroso não somos melhores que ninguém, como quase quis fazer crer o cronista ao dizer que os barrosões são o máximo e sempre ao máximo, a tal gente boa e pura e valente. Temos uma cultura muito própria mas mais nada, cá também há depressivos, alcoólicos, assassinos, ladrões, pedófilos, invejosos apenas, etc. Aliás, algumas das características que reconheço nas gentes de Barroso são a matreirice e a artimanha, ora vão ler os relatos do Bento da Cruz sobre os barrosões que, na altura do ano em que a agricultura não dava trabalho, iam por aí afora pedir para a casa “ardida”. Estórias como a seguinte não faltam. Há uns 30 anos houve um emigrante que apareceu numa oficina em Boticas para colar o quadro da bicicleta, que tinha partido. Na oficina disseram-lhe que faziam o serviço mas de momento não tinham a cola necessária, a super 18, e que ele devia tentar compra-la na farmácia. Na farmácia disseram-lhe que estava esgotada e mandaram o homem para outra loja e daí foi recambiado para mais uma ou duas, cada vez mais distantes, até que na cooperativa lhe puseram um saco de 50 quilos de adubo super 18 às costas para ele o carregar até à oficina. Isto tudo sem nenhum lojista estar combinado ou saber de nada, os manhosos de Barroso funcionam por telepatia. A arte de representação e de iludir os outros são coisas que cá passam de pais para filhos, é uma cultura enraizada, e os executantes são tão bons que normalmente os turistas nunca percebem essas qualidades, mesmo depois de carregar um saco de 50 quilos de cola às costas. Alguns são tão maus alunos que até têm que repetir a lição, o que dá direito a medalha de ouro aos artistas principais. Fiquem agora com a crónica do Granjo.

Luís de Boticas

 

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QUADROS MARAVILHOSOS

Offerece-os a regido de Barroso aos pintores, aos romancistas, aos cultores do «camping»

 

Preciso acabar. A capital deve estar fana de aturar este impenitente o irresgatável bairrista; e as cinco ou seis pessoas que porventura hajam seguido estes artiguelhos devem começar a enfastiar-se.

 

Depois, a política anima-se. E concordemos, entre o que pensa o nosso amigo e senador da República, sua ex.a. Qualquer coisa, sobre o momento psicológico em que a nação corra perigo de perder-se e seja assim justificável perante a História um ministério de concentração, e o que se passa em Barroso, onde uma companhia estrangeira explora já uma das mais ricas minas de volfrâmio do mundo e pensa utilizar o Cávado e a Fecha de sahida (cascata do Outeiro) para a electricisação dos meios de transporte e illuminação entre Douro e Minho, não temos mesmo que hesitar. Como nos cumpre, temos de ficar suspensos da palavra preciosa de s. ex.a, e conceder por favor um encolher de hombros a esses doidos que vem da estranja desventrar as nossas montanhas à procura de ignorados thesouros ou com a intenção de transformarem o fio de água em torrente de força e onda de luz.

 

E, sendo assim, como é, finalizamos.

 

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São um pouco adeante da Venda Nova as Minas da Borralha. Sobe-se por um corrego, pelo leito secco d’um ribeiro, um atalho que evita 2 km de estrada. A manhã beija a montanha.

 

A meio da encosta pára-se, e deixa-se correr a vista. Para o nascente, segue a estrada que se principiou há 60 annos e para cujo acabamento será talvez necessário que se faça uma revolução. É para esses lados, atraz das serras, que lá muito longe fica a minha terra, debruçada sobre um rio manso, no goso perene de um valle risonho, assentada sobre uma colina ainda cercada de muralhas. É pouco mais ou menos por esta hora que eu costumo chegar à minha varanda, onde cultivo mangerico, a dar bons dias ao sol. Sinto que me vae fazendo falta a minha cadeira de verga, sentado na qual, depois de jantar, conforme o velho preceito conventual acho excellente philosophar sobre as unhas e menos partes dos homens e sobre os cabellos e mais partes da mulher.

 

À vista segue um raio de sol que brinca sobre o Cávado. Ao fundo adivinha-se a ponte da Misarela ou do inferno.

 

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Ponte da Misarela

É a essa ponte que vão as mulheres gravidas, e que já abortaram, pela meia noite, pedir ao espírito das águas que lhe dá um bom parto. Parece uma lenda medieval. Eu conto-a. Quando uma mulher tem um parto infeliz, e concebe novamente, uma noite, sem que ninguém a presinta, sae de casa acompanhada do marido. À meia noite em ponto está no meio da ponte da Misarela. O marido fica à entrada da ponte para afugentar todo o animal vivente. Porque é preciso que não passe sobre a ponte nem pássaro nem cão, nem besta alguma, antes que appareça algum transeunte. Por fim apparece ou um almocreve ou um bezerreiro ou um mendigo ou um lavrador ou um pequeno pastor. Será o padrinho. E logo que appareça uma pessoa do sexo feminino quer seja uma velha remelosa que venha dedilhando as contas do rosário, quer seja uma creança que venha com a fazenda e traga entre os dentes a côdea negra do centeio, tem lugar a cerimónia. O padrinho desce ao rio, traz na concha da mão um pouco de água aparada de uma rocha cavada no meio, e a que o povo chama o caldeirão, e sob o alvor das estrellas pronunciam-se as palavras sacramentaes do batismo. Se a mãe tiver um rapaz há-de chamar-se Gervásio; se tiver uma rapariga há-de chamar-se Senhorinha.

 

Não merecia uma scena d’estas apanhada em flagrante, uma página immortal de Camillo?

 

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Ponte da Misarela

As casas brancas da Venda Nova e as águas brancas do Cávado dão à paisagem apocaliptica, feita para as tempestades, para os cenobitas, e para as aves presas, numa cena nota de suavidade. As bestas pararam também na contemplação estática da manhã doirada, e os seus perfis, projectando-se contra o azul lavado, parecem linhas de animaes estetizados ornamentando o horizonte.

 

A caminho, caminheiros!

 

Os carros, os fios telegraphicos e telephonicos, cruzam-se sobre a montanha, que uma estrada rasga, deixando a descoberto manchas de volfrâmio. As águas amarelladas do ribeiro, a 50 metros de profundidade, rugem de penedo em penedo, arrastando os detrictos.

 

Conta-se que na Suissa andam dias e dias os americanos e ingleses percorrendo os leitos pedregosos das ribeiras em busca dos moinhos de água. Uma pena de água, sobre uma rocha foi descrevendo um movimento circulatório; no meio a rocha ficou, arredondando-se; a água foi roendo a rocha, até chegar à areia; o pedaço de rocha que ficou no meio, entre o redemoinhar da água, despegou-se por fim e recebeu um movimento giratório. É o moinho d’água. Pois é pena que um archimilionario americano ou um armador inglez não venham fazer turismo por estas ribeiras barrozãs, porque escusava de gastar muito tempo para dar com o seu moinho d'água.

 

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Minas da Borralha

Estamos nas instalações da mina — barracões enormes, cobertos de zinco, onde arfam as machinas potentes; carretas rolando continuamente nos railhes; pequenos grupos de casas operárias, com as chaminés furando para a rua; a enorme lavandaria, baixando em 7 ou 8 andares, desde o cimo da montanha até ao ribeiro; as boccas das minas abrindo-se convidativas e misteriosas; os elevadores surgindo do seio da terra e descarregando o minério; e o vae-vem, os movimentos apressados, a agitação ordenada, de uma grande mina em actividade. Alguém saberá que há em Barroso uma exploração mineira que occupa 500 operários e na qual está estabelecido o regimen das 8 horas do trabalho?

 

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Trabalhadores das minas da Borralha em 1918

Fez-se ultimamente um certo barulho à volta do mr. Marijou, director d’estas minas, por virtude do projecto de lei, pendente do Senado, para a anexação da freguesia de Salto, a que as minas pertencem, ao concelho de Cabeceiras de Basto. A discussão na imprensa diária apenas arranhou um minuto o ouvido popular. De tudo isso não há já certamente a memória que deixaram as palavras transcendentaes de sua ex.a. Qualquer Coisa sobre as homorroidas do respectivo chefe. Apenas em Barroso subsiste ainda a justa revolta contra a tentativa de extorsão.

 

A caminhos, caminheiros!

 

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Minas da Borralha

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São 11 horas. A raçada do sol racha as fragas, no pittoresco dizer da região. O solo arde. As pedras queimam. O sol está no zenith. Caminhamos há uma hora com a cabeça bamboando entre os hombros, à procura, de uma sombra. O cavallo tropeça a cada passo: parece estar cego dos dois olhos.

 

Damos um cavallo por uma sombra, como o outro dava o seu reino por um cavallo.

 

Apparecem fetos, e logo se ouve cantar um pequeno fio de água por uma ravina. Acampamos atraz de uma parede, a um de fundo, para todos podermos aproveitar a sombra magra das galhas nodosas de uma giesta. Serve-se o sóbrio repasto, como comporia um clássico, e, classicamente, dispomo-nos a vencer a nova montanha, dessedentadas as gargantas no doce fio de água, que bem merecia um genial soneto do Sr. António Correia d’Oliveira.

 

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Será o último dia da jornada. Os olhos vão cançados de ver, os pulmões recebem já enfastiadamente o bom ar azotado; o coração aborrece-se já do seu rithmo perfeitamente e inalteravelmente normal; e as pernas, as pobres pernas, vão cançadissimas, juro-o de uniformemente, uniformemente, uniformemente, galgarem despenhadeiros, treparem alturas, saltarem corregos, esmagarem urzes, dentarem com as brochas cardadas das botas este imenso pavimento de rochedos em que há uns poucos de dias vimos patinando.

 

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De todo o resto da jornada, pouco vale a pena contar. Aldeias de nomes bárbaros que se viam dependuradas nas encostadas, vezeiras de gado meúdo mosqueando as serras, vaccas fazendo tilintar as suas campainhas pelos lameiros dos vales, algumas cruzes nos caminhos recommendando aos viajantes que rezem por alma do que ali morreu assassinado. Viva, tenho ainda a lembrança das mãos femininas e delicadas que à entrada de uma povoação me estenderam uma grande pota de água, vinho e mel e que constitue certamente a delícia das delícias.

 

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Vila Pequena - Boticas

Apeámo-nos, sobre a tarde, na Villa Pequena, já nas faldas das Alturas. É um bonito logarejo com as ruas cheias de latadas, os campos cheios de milhos, onde já parece ter chegado «a bênção de Deus». Ao longe, vê-se o Lasenho, donde foram levadas as duas estátuas de guerreiros que se ostentam no Museu Etnographico, nos Jerónimos.

 

O Sr. Dr. Leite de Vasconceilos anda há bastantes annos empenhado na descoberta do Lasenho. Pois informo-o que fica junto à povoação de Campos, no sopé da serra das Alturas e tem a forma de uma pirâmide cónica. E não quero nada pela descoberta — nem mesmo as palavras da Academia.

 

Sahimos de Villa Pequena já noite escura. Um guia, com um lampião de azeite, vae ensinando o caminho e tagarelando sobre moiras encantadas, lobos e salteadores. E pelas 2 horas da madrugada, com as nossas 8 léguas (1) andadas, os bigodes ensopados da geada, e as pernas mechendo-se por hábito, chegamos enfim a Boticas.

 

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A caminho de Boticas - Composição

Enfim!

 

Enfim, dirão também os leitores.

 

Fomos compondo, intervallada e arrepolladamente, conformo nos deixaram, estes artiguelhos a fim de chamar a atenção dos portuguezes e dos turistas para este canto de Portugal. Certamente, não encontrarão por cá funiculares, nem magníficos hotéis, e muito menos poderão dispor a cada canto d’urna cabina telephonica para chamar um automóvel de socorro quando se fure um pneumático. Mas quem quizer um pouco de imprevisto e for capaz de um pouco de esforço, deve visitar esta admirável região, sufficientemente grande para se fazer o camping uma estação inteira e sufficientemente ignorada para se tomarem duas notas inéditas e se tirarem algumas bellas photographias. Se há no paiz romancistas de costumes, têem matéria à farta para compor alguns volumes; se há pintores, têem os mais lindos motivos e as mais graciosas linhas de Portugal para fazerem alguns quadros maravilhosos.

 

Posto isto, como era de uso acabar antes, quando em Portugal uma mezura valia um pouco mais que um pontapé, receba a Capital, os meus agradecimentos, e a meia dúzia de leitores que se interessou pelos artiguelhos as minhas sinceras desculpas pelo tempo que lhes roubei.

 

António Granjo

30 de Setembro de 1915

 

 

 

(1) Talvez devido ao cansaço o autor duplicou a distância

13
Fev21

O Barroso aqui tão perto - As três Penedas

Aldeias do Barroso - Peneda de Cima, do Meio e de Baixo

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para as Penedas de Montalegre, ou seja, a Peneda de Cima, a Peneda do Meio e a Peneda de Baixo, todas no Barroso de Parque Nacional da Peneda-Gerês.

 

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A decisão de trazer aqui as três Penedas juntas tem a ver com a dimensão das aldeias e com o número de fotografias que nos foi possível recolher em cada uma das Penedas. Para três posts diferentes, confessamos que temos pouco material, mas são aldeias muito próximas e que partilham entre elas o mesmo topónimo, daí, ficarem bem juntas.

 

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Peneda de Cima

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Peneda de Cima

 

Neste post e vídeo lançamos mão da ajuda de duas fotografias aéreas do Google Earth para melhor se entender a localização das três Penedas, a proximidade entre elas, a sua localização em relação a aldeias mais próximas e a sua relação tridimensional que têm com o terreno e o Rio Cávado, isto para se perceberem algumas das realidades destas aldeias e a diferença que, por exemplo uma ponte pode fazer.

 

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Lapela vista desde Peneda de Cima

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Peneda do Meio

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Peneda do Meio, ao fundo a aldeia de Lapela

 

Embora hoje em dia o caudal da água do rio Cávado possa ser controlada pela barragem de Paradela, em dias de chuva intensa como foi dos últimos dias ou em dias que o rio recebe a água do descongelar da neve, o rio aumenta de caudal, e se a barragem de Paradela estiver cheia, é como se não existisse no controlo das águas, daí a ponte que existe entre a Peneda de Baixo, na margem esquerda do rio e as aldeias de Xertelo e Azevedo, permite que estas aldeias mantenham o seu relacionamento normal entre aldeias vizinhas. Saliente-se que a distância entre a Peneda de Baixo e a aldeia de Azevedo é pouco mais de 600m, mas se a ponte não existisse, a barreira natural do Cávado obrigaria a percorrer mais de 30Km, num só sentido, ou seja, 60Km ida e volta. Certo que os caminhos não são transitáveis para passeios de popós, mas são-no para veículos de trabalho e pedonais.

 

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Ponte de Peneda de Baixo

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Deixamos hoje também algumas imagens curiosas, como esta última que ficou atrás dos três caminhos, quase parecendo que cada um vai servir cada uma das Penedas, mas não, são caminhos de trabalho para vencer o declive da montanha que acabam todos por convergir para a Peneda de Baixo e para a tal ponte que atravessa o rio Cávado e liga as suas margens.  Entre as três Penedas, há apenas um caminho que as liga.

 

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Peneda do Meio

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Peneda do Meio

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Peneda do Meio

 

E agora sim, o vídeo com todas as imagens das 3 Penedas que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre estas aldeias no post que em tempo lhe dedicámos, fica link no final. Agora o vídeo, que espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia às 3 Penedas:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Penedones.

 

 

 

 

07
Fev21

O Barroso aqui tão perto - Carreira da Lebre

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Carreira da Lebre - Boticas

 

Seguindo com as nossas visitas a “O Barroso aqui tão perto” vamos até mais uma localidade do concelho de Boticas – Carreira da Lebre.

 

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Desde já vamos iniciar por uma breve explicação que se exige. É certo que já percorri todo o Barroso e embora eu não seja barrosão de nascença, toda a minha família materna mais direta o são, incluindo os meus irmãos, primos, tios,  mas daí a ser um conhecedor profundo ou uma entidade sobre o Barroso, estou muito longe disso, falta-me a vivência do dia a dia, para além de o Barroso, em território, ser uma grande região que abrange cerca de 1200km2.

 

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Vista desde o Castro Lesenho

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Se repararem, tive o cuidado de começar este post referindo-me à Carreira da Lebre como uma localidade, porque isso sei que o é, uma localidade, como quem diz um lugar, sítio, com um aglomerado de casas e uma povoação que as habita, mas daí a ser uma aldeia, disso já não tenho a certeza, nem consegui esclarecer se administrativamente o é, embora na página oficial da Câmara Municipal de Boticas, na freguesia de Beça, apareça a Carreira da Lebre como uma povoação a par das outras aldeias da freguesia, no entanto, também lá estão como povoação as Minas de Beça, que tal como sabemos e vimos quando lá fomos, as minas já não existem tal como não existe propriamente uma povoação, mas sim meia dúzia de casas dispersas e desabitadas (exceto uma) e parte delas já estão no concelho de Montalegre.

 

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Agora também é verdade que não há qualquer dúvida que a Carreira da Lebre é uma povoação, tem casas e população, mais que muitas das aldeias do Barroso, no entanto, a minha dúvida é mesmo se a Carreira da Lebre pode ser considerada ou não uma aldeia. De uma coisa tenho a certeza, até pode ser considerada uma aldeia, mas não é uma aldeia típica do Barroso, nem com o mínimo de características barrosãs. A Carreira da Lebre, tal como é, poderia ser uma qualquer povoação nova do nosso Portugal, que nasce, tal como esta nasceu, junto a um cruzamento com ligações importantes e próxima de uma localidade mais importante, que no caso é a sede do concelho – Boticas, pois apenas 4 km separam as duas localidades.

 

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Independentemente de ser ou não ser aldeia é uma povoação, tem um aglomerado de casas, restaurantes, um hotel, posto de abastecimento de combustíveis, comércios e pequenas indústrias, armazéns, movimento, vida, pessoas e daí ter todo o direito a ter o seu post, o seu vídeo e uma palavras, não da sua história, porque essa é muito recente, mas com aquilo que tem,  e nem que fosse só e apenas por ser um dos locais de referência onde se pode comer uma boa refeição à barrosã, já valia para estar aqui.

 

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Toda esta introdução e explicação exigia-se para justificar a maioria das imagens que hoje deixo aqui, quase todas à volta do rio Beça e das suas três pontes. Aliás com o aglomerado do casario, só deixo mesmo vistas gerais, que além de interessantes, provam que a Carreira da Lebre existe mesmo como uma localidade, de resto, o novo casario, que não é mais que o casario construído já na minha geração, não me fascina em termos fotográficos, precisamente por, tal como já disse atrás, não ser característico de uma região e ser mais ou menos igual em todos os novos bairros das aldeias, vilas e periferia das cidades. Em suma, é certo que este aglomerado de casario da Carreira da Lebre foi construído bem no meio do Barroso, mas se fosse, por exemplo, um dos novos bairros da cidade de Chaves, ninguém estranharia nada.

 

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Vista desde o Miradouro de Boticas

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Do único que poderemos falar são dos restaurantes onde vamos quando por lá passamos à hora de almoço, por sinal ficam quase um em frente ao outro. Um é mais seleto na apresentação e serviço, com um ambiente naturalmente mais selecionado, mas não diferenciam quem entra e quem servem. O outro é mais terra-a-terra, com pratos do dia e frequentado por todos. Em ambos se come bem, comida farta e o preço a condizer. Trata-se no primeiro caso do restaurante do Hotel Rio Beça e no segundo do Restaurante O Caçador, ambos na rua/estrada principal da Carreira da Lebre.

 

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Poderia dar o meu testemunho sobre ambos, pois já fui aos dois várias vezes, mas prefiro deixar aqui a descrição daquilo que os próprios anunciam ou testemunhos de outros que encontrei nas páginas da especialidade, em que em geral, elogiam ambos, mas também há quem reclame, um por exemplo, reclama que teve de esperar quase 2 (dois) minutos para ser atendido. Realmente é preciso ter muita paciência para esperar tanto tempo… mas enfim, vamos aqueles mais realistas que melhor descrevem os sítios.

 

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Na página oficial do Hotel Rio Beça (***) pode-se ler o seguinte:

...destaca-se pela gastronomia típica e diversificada do seu restaurante, Restaurante Rio Beça, tendo como expoente máximo a suculenta carne de vitela barrosã (DOP) e o seu famoso Cozido barrosão, o Cabrito Barrosão, o Javali com castanhas e ainda o Presunto, Alheira e Linguiça.

À exceção do Javali com castanhas, já tive oportunidade de experimentar o restante. Claro que o presunto, alheira e linguiça são entradas que caem sempre bem, do restante, tanto faz, marcha tudo, mas sem misturas, um de cada vez. Recomendam-se. Tem uma boa carta de vinhos, mas o vinho da casa é sempre bom. Aliás é curioso que o Barroso não produz vinho mas tem sempre bons vinhos nos restaurantes (e nas casas).

 

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Quanto ao Restaurante Caçador, transcrevo dois depoimentos que encontrei em páginas da especialidade:

Este restaurante oferece culinária Portuguesa. Os funcionários graciosos neste restaurante mostram o quanto apreciam os clientes. É sempre agradável comer aqui por causa do serviço veloz.

E mais esta, sem espera de 2 minutos…

Fomos Jantar a este restaurante por mera do acaso passamos vimos o caçador e como eu sou caçador paramos para experimentar entramos fomos logo encaminhados para uma mesa de 6 pessoas, a empregada de mesa perguntou se queríamos entradas e se queríamos pão depois entregou a ementa e disse que podíamos escolher eu escolhi posta a empregada disse me que uma posta geralmente dá para duas pessoas confiando nela eu mandei vir 3 postas para nos os 6. as postas eram realmente enormes e de grande qualidade a carne tenrinha e muito saborosa e mesmo assim não deu para comer tudo, pedimos a sobremesa comemos o pudim caseiro 5 estrelas o preço dentro do normal recomendo gente simpática (excelente) 5 estrelas.

 

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Mesmo sem o casario da Carreira da Lebre estamos a chegar ao fim do nosso post, mas bem podemos dizer que aquilo que nos oferece o rio Beça e as três pontes compensam a ausência das casas. E  agora só falta mesmo indicar-vos o caminho para lá chegar, com saída, como sempre de Chaves, Estrada de Braga até Sapiãos, depois viramos em direção a Boticas onde devemos seguir as placas que indicam Ribeira de Pena, Cabeceiras de Basto e Salto, ou seja a R311, mal entremos nesta estrada, mais 4 Km e estamos na Carreira da Lebre. Atenção que estes itinerários têm início na cidade de Chaves, mas se quiser ir à Carreira da Lebre e tiver de utilizar a autoestrada, não é necessário entrar em Chaves, deverá sair no nó que existe entre os nós de Chaves e Vidago, numa saída que, embora seja junto à aldeia de Curalha e já próxima de Chaves, se não me engano, só tem a indicação de Boticas e Carvalhelhos.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da CARREIRA da LEBRE que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Com a Carreira da Lebre terminámos a abordagem a todas as povoações da freguesia de Beça, assim, no próximo domingo teremos o post da freguesia de Beça, com uma abordagem geral, que também terá imagens de vídeo da freguesia.

 

 

 

 

05
Fev21

O Barroso aqui tão perto - Pedrário

Aldeias do Barroso - Com Vídeo

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Pedrário - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PEDRÁRIO, concelho de Montalegre.

 

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Intitulámos esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto” por ser um tesouro do Reino Maravilhoso aqui ao lado de Chaves que muitos desconhecem, mas o aqui tão perto, às vezes é mesmo perto e a nossa aldeia de hoje é a segunda aldeia do Barroso de Montalegre que mais perto fica da cidade de Chaves, logo a seguir à aldeia de Meixide, a pouco mais de 20Km, mais ou menos a meio do caminho que nos leva até Montalegre, no entanto, não se espante se alguma vez foi a Montalegre (via estrada do São Caetano) e não passou por esta aldeia.

 

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Pois é, para se ir a Pedrário temos de tomar a estrada alternativa à que habitualmente a grande maioria toma para ir a Montalegre, e isso, temos de o fazer logo na primeira aldeia do concelho de Montalegre, Meixide, mesmo no final da aldeia há lá um desvio à esquerda com placas a indicarem São Mateus, Cepeda, Serraquinhos e Pedrário, é por essa estrada que deve ir, e pode crer que não se vai arrepender, pois embora esta estrada se vá desenvolvendo em paralelo à outra que nos leva até Montalegre e entre elas a distância não seja muito grande (no máximo 4km) a verdade é que há uma montanha entre elas que em termos de paisagem faz toda a diferença, deixa-se para trás o grande planalto da Serra do Larouco para se começar a entrar em terras da Chã.

 

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Quanto a Pedrário, o topónimo até pode nem ter nada a ver com as pedras e pedregulhos, mas que os há por lá, há, quer em tamanho, quer em abundância e até alguns curiosos mesmo à beirinha da estrada, como o da foto que a seguir fica em que nele se pode ver a cabeça de um grande gorila, tipo King Kong. Claro que esta “visão” só ocorre quando há sol e a determinada hora do dia em que as formas e sombras do penedo podem aparentar a tal cabeça de gorila. Nós tivemos a sorte de passar por lá na hora certa.

 

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Mas Pedrário tem muito mais, para mim é uma das aldeias mais interessantes do Alto Barroso, por um lado com o verde das pastagens e arvoredo, pelo outro a montanha, onde no cimo tem um monumento em pedra que é digno de ser apreciado, não cá de baixo desde onde apenas parece um marco geodésico, mas mesmo ao pé dele os se vê toda a sua grandeza, numa das fotos que aparece no vídeo e no post que em tempos dedicámos à aldeia, pode-se notar essa grandeza.

 

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Entre o verde dos pastos e a montanha, temos então Pedrário, com o seu forno típico do Alto Barroso, cuja arquitetura se repete um bocadinho pelos fornos da maioria das aldeias do Alto Barroso, uma igreja muito interessante e o conjunto do casario a manter toda a integridade da antiga aldeia e as cruzes do calvário ao longo da aldeia. Tudo isto, pormenores e conjunto, fazem dela uma das aldeias mais interessantes do Alto Barroso e de todo o Barroso, aliás para poder dizer que se conhece o Barroso, tem de obrigatoriamente conhecer e visitar Pedrário, mas mais, as restantes aldeias que vai encontrar nesta estrada alternativa para Montalegre, também se recomendam (com Serraquinhos e Cepeda, mesmo à beira da estrada).

 

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Mas hoje não estamos aqui para falar de Pedrário, isso já o fomos fazendo no post que lhe dedicámos, para o qual fica link no final, hoje estamos aqui pelo seu vídeo, com todas as imagens de Pedrário publicadas até hoje neste blog, mas ainda temos muitas mais em arquivo, pelo que, Pedrário pela certa passará por aqui outra vez. Vamos então ao vídeo. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PEDRÁRIO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que termos aqui as três Penedas.

 

 

29
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Paredes do Rio

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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PAREDES DO RIO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Paredes do Rio, Montalegre.

 

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Paredes do Rio, do concelho de Montalegre e como tem apelido de Rio, é das proximidades do rio Cávado e tudo isto fica no Barroso, mas Paredes do Rio faz também parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, de Trás-os-Montes e, claro, de Portugal.

 

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É também considerada uma aldeia Ecomuseu, com motivos interessantes, com destaque para a igreja, casario mais nobre, canastros e o conjunto de moinhos que existem ao longo de uma linha de água que atravessa a aldeia, sendo o último considerado o seu “ex-líbris” de maiores dimensões, coberto com colmo tendo no seu interior um engenho hidráulico, com mais de duzentos anos, que agrega as funções de moinho, dínamo, serra e pisão.

 

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Sobre a aldeia já dissemos tudo que tínhamos a dizer no post que em tempo lhe dedicámos (com link no final deste post), hoje estamos aqui pelo seu vídeo com todas as imagens da aldeia de Paredes do Rio que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Paredes do Rio:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

 

E quanto a aldeias do Barroso do concelho de Montalegre, despedimo-nos até a próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Pedrário.

 

 

 

24
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Vilarinho da Mó

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VILARINHO DA MÓ - BOTICAS

 

O nosso destino de hoje no Barroso aqui tão perto, é mais uma aldeia da freguesia de Beça, do concelho de Boticas, a última aldeia da freguesia a abordar, isto se não consideramos a Carreira da Lebre como uma aldeia, caso contrário é a penúltima aldeia cujo topónimo é Vilarinho da Mó.

 

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Vamos já ao itinerário para lá chegar, que como é habitual saímos da cidade de Chaves pela EN103 (estrada de Braga), mas só até Sapiãos, onde devemos tomar o caminho de Boticas, logo à entrada, na primeira rotunda, seguimos as placas que indicam Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena, na segunda e terceira rotundas, idem, nesta última teremos pela frente o Centro de Artes Nadir Afonso, que deveremos contornar e já estamos na R311, que atravessa todo o concelho de Boticas, seguimos por ela até à Carreira da Lebre que também tem uma rotunda quase no final desta localidade, onde devemos seguir em frente, mas apenas por mais 1 Km, depois de atravessarmos a ponte sobre o Rio Beça e logo a seguir viramos à direita em direção a Carvalhelhos onde, na rotunda com a santa das águas no meio, seguimos em frente sempre por essa estrada até vermos em frente a empresa das águas de Carvalhelhos, aí tomamos um desvio à direita deixarmos Carvalhelhos para trás, seguimos sempre por essa estrada que a menos de 2K estamos no nosso destino. Ficam os nossos mapas para melhor localização.

 

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Chegados lá, desfrute da aldeia, do seu casario, visite a capela de São Mamede e o Forno do Povo, esteja por lá o tempo que tiver de estar, a paisagem envolvente também se recomenda, os tanque e fontes, a vida da aldeia que ainda tem. É uma aldeia com o seu núcleo mais antigo bem conservado, sem grandes atentados pelo meio, com o casario novo ao longo das entradas da aldeia, como deve de ser, se for por lá no dia 17 de agosto, vai no dia da festa de S.Mamede.

 

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Depois de visitar a aldeia, não volte para trás, saia da aldeia em direção a Beça e aí, depois de atravessar a aldeia, na estrada, vire à esquerda que uns quilómetros mais à frente terá a EN103, no Alto Fontão, ai vire à direita em direção a Chaves, mas se quiser e ainda tiver tempo disponível, no mesmo Alto Fontão tem o acesso à serra do Leiranco, com vistas para a cidade de Chaves.

 

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Agora passamos à parte em que abordamos aquilo que se diz de Vilarinho da Mó nos documentos que temos e nas pesquisas que fizemos sobre a aldeia, pouca coisa mas foi o que encontrámos, com uma referência ao “altura” do São João e do São Pedro, isto na monografia  “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”:

 

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Por altura do S. João (24 de Junho) e do S. Pedro (29 de Junho), em algumas aldeias do concelho ainda fazem as tranquilhas das ruas com paus e cancelas. Particularmente na freguesia de Beça, onde lhe chamam as trancheiras, para além de trancarem as ruas, também é costume colocarem os arados de pau e as grades, que apanham, na torre da Igreja. Por altura do S. Pedro roubam os vasos das flores às mulheres e colocam-nos nos largos junto aos poços, na igreja, capelas ou cruzeiros como nos disse um informante de Torneiros “no S. Pedro, que é o santo mais maroto, às vezes quando as raparigas se esquecem dos vasos, daquelas flores e assim, os rapazes apanham-nas e levam-nas lá p’ra capela e depois elas tem que as ir lá buscar”, de tal forma que algumas mulheres nesses dias escondem os seus vasos.

 

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Noutras aldeias, tinham por hábito colocar os carros dos bois nos tanques das aldeias, em especial quando os donos, tentando impedir que lhos roubassem nesse dia, dormiam em cima deles. Cansados de mais um dia de labutas, adormeciam profundamente. Juntava-se, então, um grupo de rapazes, pegavam no carro e colocavam-no dentro do poço, com o dono a dormir, em cima.

 

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Outros iam buscar os rebanhos das ovelhas às cortes, roubavam as cancelas das cortinhas e faziam uma cancelada no largo das aldeias; também os burros não estavam a salvo, por vezes iam buscar um à corte e prendiam-no à gramalheira do sino da igreja ou das capelas e punham-lhe um molho de erva para ele se baixar a comer e assim tocar o sino.

Em Beça e Vilarinho da Mó, por altura do S. Pedro também era hábito fazer um S. Pedro em palha, vestiam-no e colocavam-no junto ao principal tanque da aldeia com uma cana (por vezes com uma sardinha na ponta) a pescar.

 

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E agora, porque é (ou era) uma das atividades da época, um pouco comum a todas as aldeias do Barroso e de Trás-os-Montes, vamos abordar um dos seus temas. Assim, e com vossa licença, vamos à matança do porco.

 

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Mas antes exige-se uma pequena explicação para o “com vossa licença” que deixei no último parágrafo. O respeitinho sempre foi muito lindo, ensinavam-nos os mais velhos, e esta do “com vossa licença” também era uma forma de respeito, pelo ambiente em que se estava e por trazer o porco à conversa. Hoje em dia a tradição da matança do porco está cada vez mais em desuso, mas há poucas dezenas de anos rara era a família das aldeias que não tinham um ou mais porcos para matar. Era então comum as pessoas, sobretudo entre os mais idosos,  quando se referiam ao porco, pedirem sempre licença. Embora nunca tivesse perguntado o porquê desse pedir licença, penso que tinha a ver com a associação que se fazia do porco ao ele ser mesmo porco, viver num ambiente quase sempre sujo e cheio de porcaria. Porco que por muitas pessoas também era denominado por reco ou ceva (por cá – ceba), no caso deste último termo, vinha do cevar (cebar) o porco, ou seja, alimentar o porco para engordar e ter mais uns quilos na matança, mas também para as carnes ganharem camadas de gordura, que faziam toda a diferença para ser ter bom fumeiro e bons presuntos.

 

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Feita esta ressalva que serve também de introdução à “Matança do Porco” que vamos transcrever da  “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”

 

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A Matança do Porco

 

A matança do porco assume uma grande importância no ciclo anual das tarefas agrícolas e festivas, pois é simultaneamente uma tarefa produtiva e uma festa lúdica. A carne de porco é um dos alimentos base da gastronomia local, pelo que a matança do porco é vital para a economia familiar, assegurando grande parte das provisões de carne, além de constituir uma festa familiar e vicinal por excelência. A época da matança do porco decorre de Novembro a Janeiro, uma vez que o frio é um factor essencial para a conservação da carne.

 

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Dada a importância que o porco assume na dieta alimentar dos agregados familiares exige especiais cuidados na sua criação e ceva, nomeadamente nos meses que antecedem a matança. Assim, as mulheres desvelam-se em mil cuidados no que se refere à sua alimentação que consiste fundamentalmente em alimentos produzidos localmente como centeio, batatas, couves e nabos. Tal é a preocupação constante que rodeia o trato deste animal que muitas vezes se prometem oferendas ao Santo António (Santo protector dos animais) para que o proteja das doenças e males ruins.

 

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O dia da matança combina-se com antecedência. Convidam-se os familiares mais próximos, vizinhos e amigos que mais tarde retribuirão o convite por altura da matança dos seus porcos. Este aspecto insere a matança do porco no contexto da entreajuda tão característica desta região. No dia que antecede a matança se aos homens compete o arranjo do espaço onde vai decorrer a matança do porco e a loja onde serão dependurados depois de mortos, às mulheres compete toda a azáfama dos restantes preparativos: preparar os alguidares e restantes utensílios utilizados no decorrer da matança do porco. No final desse dia não se deita comida aos porcos para as tripas estarem limpas.

 

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Todas as matanças são tristes, mas o dia da matança do porco é uma festa de comida, alegria e convívio. Como que um funeral invertido onde se celebra a morte, que garante o armazenamento de um alimento essencial para a subsistência.

Esse dia é especialmente trabalhoso para as mulheres da casa, vale nesses apertos a ajuda de familiares e vizinhas que dão uma mãozinha. Mais tarde essa ajuda será retribuída quando fizerem a matança dos seus porcos. Numa azáfama constante as mulheres preparam a parva ou mata-bicho para forrar o estômago aos convivas. Dispõem na mesa da cozinha um repasto variado (pão, queijo, carne, pataniscas de bacalhau, sopa, etc.) onde não falta o vinho e a aguardente para empurrar a comida e aquecer o corpo.

 

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Terminada esta refeição matinal, os convivas dirigem-se para junto da corte onde se encontram os porcos, ajeitam-se as ferramentas (o banco de madeira, as facas), arregaçam as mangas e dão inicio à festa. Enquanto um homem guarda a porta para não deixar fugir os animais, os restantes entram na corte agarram um porco e levam-no até ao altar do sacrifício, o banco onde será morto. Quando junto às cortes existem pátios fechados, soltam os animais para fora da corte e é ver os homens a correr atrás deles tentando apanhá-los, um agarra uma perna, outro o rabo, outro as orelhas e o focinho até que finalmente capturam o animal e o matam. Entre estes convivas é ao sangrador que cabe o papel de mestre de cerimónias e imolar o animal, uma mulher acompanha o desenrolar da matança e apara o sangue para um alguidar.

 

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Enquanto isso, em casa, as restantes mulheres preparam o almoço da festa, dividindo as tarefas “uma tira o testo, outra mete a colher e outra deita o sal”. A mulher que recolheu o sangue regressa a casa com o alguidar, mexendo-o para evitar que coagule e prepara o sarrabulho. Este petisco muito apreciado nas terras do concelho, consiste no sangue cozido temperado com sal e que depois é servido partido aos pedaços com cebola cortada às rodelas ou alho cortado aos bocadinhos e temperado com azeite.

 

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Depois de mortos, os porcos são chamuscados (queimam-lhe o pelo), outrora com palha, carquejas ou giestas, agora utilizam um maçarico a gás e raspam a pele com uma faca ou lâmina. Em seguida lavam-nos com água, sabão, esfregam muito bem a pele e deitam água para limpar todas as impurezas que possa ter. Depois abrem os porcos e retiram-lhes as entranhas. Mais tarde as mulheres estremam as tripas (retiram a gordura que as envolve, utilizando-a posteriormente para fazer rojões).

 

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Todo este processo decorre em alegre cavaqueira entre os convivas, mas foi grande o esforço exigido e é altura de recuperar energias. Uma mulher leva o sarrabulho, pão, vinho e coloca um pano sobre o porco, que se encontra em cima do banco, servindo de mesa onde é colocada a travessa com o sarrabulho para os convivas comerem.

 

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Recuperadas as forças e com o estômago mais aconchegado, pegam nos porcos, levam-nos para os baixos da casa onde os penduram e deixando-os assim um ou dois dias. Mesa de festa, mesa farta. O almoço é um autêntico banquete onde a tradição manda que se coma essencialmente carne do porco que se matou. Além do sarrabulho comem fígado frito, coração frito e rojões da costela. A esta junta-se um pouco da carne do porco que se matou no ano anterior, é sinal de bom governo da casa. Há ainda quem faça também um cozido com vitela, chouriça e frango. Como acompanhamento costuma fazer-se arroz e batatas. A este repasto não faltam muitas e variadas sobremesas: aletria, pão-de-ló, rabanadas, etc. Todavia, na freguesia de Fiães do Tâmega a refeição mais importante, de comemoração, é a refeição da noite, a ceia da matança, onde além dos manjares mencionados se come também o peito do porco que se matou, cozido.

 

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Após o almoço, os homens entretêm-se a jogar às cartas e depois vão tratar do gado. Por seu lado as mulheres dividem as tarefas entre si, enquanto umas ficam a lavar a louça e arrumar a cozinha, as outras vão lavar as tripas, consoante as aldeias lavam-nas nos rios, corgos ou lavadouros, construídos para o efeito. Depois de lavadas, as tripas são envoltas em sal e conservam-se assim até ao dia em que se fizer o fumeiro.

 

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Uma excelente descrição, apenas faltam as brincadeiras e partidas desta festa que envolviam também as crianças, pelo menos aqui ao lado, no concelho de Chaves, uma delas era quando o “matador” dizia ter-se esquecido de afiar a faca e pedia a um dos putos para ir a casa de “fulano tal” pedir a pedra de afiar. Os putos que assistiam à matança pela primeira vez caiam sempre nesta, e lá iam a casa de “fulano tal” para daí a pouco chegarem ao lugar da matança com um pedregulho às costas, mas as brincadeiras mais comuns, era a dos putos esperarem que arrancassem as unhas aos porcos para depois as “vestirem ou calçarem” nos seus dedos, a outra, era esperarem pela bexiga do porco para a encherem de ar e depois de darem um nó na ponta da tripa se regalarem com uma futebolada com a bexiga cheia até que esta furava, o que não era fácil. Entre as tarefas da matança, a única em que deixavam as crianças participar, era na lavagem do porco, com uma pequena pedra de granito… e, claro, também participavam no comer dos petiscos e do sarrubulho. Isto é o que guardo na memória do meu tempo de puto nas matanças a que assisti.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Eiras que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre as Eiras ao longo do tempo de existência deste blog, a seguir ao vídeo, ficam links para esses posts.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a localidades do Barroso de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a Carreira da Lebre.

 

BIBLIOGRAFIA

CÂMARA MUNICIPAL DE BOTICAS, Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas - Câmara Municipal de Boticas, Boticas, 2006

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-boticas.pt/

 

 

 

22
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Paredes - Salto

Aldeias do Barroso

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PAREDES - SALTO

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Paredes, freguesia de Salto, Montalegre.

 

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Esta aldeia é uma das Paredes do concelho de Montalegre, mais precisamente da freguesia de Salto. A outra Paredes é do Rio, ou seja, é uma das aldeias implantada na proximidade do rio Cávado, e daí, tal como outras aldeias que lhe são próximas, adotarem o apelido de Rio, ou seja, Paredes do Rio, que será a próxima aldeia a ter aqui o seu vídeo. Mas hoje ficamo-nos pela Paredes, simplesmente Paredes.

 

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Paredes que tem como aldeia mais próxima Caniçó e a Borralha, onde se localizavam as antigas minas da Borralha e em sentido contrário a sede de freguesia – Salto, todas a menos de 2Km de distância.

 

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Paredes que foi para nós uma das aldeias mais agradável de descobrir, não só pela sua beleza e exuberância do verde que a rodeia, mas também pelas pessoas que lá conhecemos e com quem tivemos o prazer de estar e conversar, curiosamente uma aldeia quase sem população, mas onde conseguimos encontrar 3 gerações de uma só família, neto, pai e avó, aos quais mais uma vez agradeço a receção e hospitalidade à boa maneira barrosã. O único lamento que de lá trouxemos foi mesmo e só o de algumas ruinas e o despovoamento da aldeia.

 

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Curiosa foi a nossa entrada na aldeia, pois o primeiro ser vivo que vimos foi uma vaca a aparecer ao fundo de uma rua, depois outra, depois mais umas tantas que ao nos verem ao longe, pararam e ficaram a olhar para nós, aparentemente com receio ou medo, o que se veio a confirmar, pois segundo o dono, não estavam habituadas a ver outras pessoas estranhas e nós estávamos em pleno largo por onde elas tinham de passar. Mas lá foram vindo e passando, uma a uma, desconfiadas na abordagem à passagem mas após isso, apressavam o passo e lá foram, sozinhas, para o monte mais próximo.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de Paredes, isso, já o fomos fazendo no post que em tempos lhe dedicámos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, mas também, aproveitando esta ocasião, para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções. Vídeo ao qual passaremos de imediato. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Paredes, Salto:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a outra aldeia com o mesmo topónimo, mas do rio – Paredes do Rio.

 

 

 

16
Jan21

O Barroso aqui tão perto - Pardieiros

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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PARDIEIROS

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Pardieiros, concelho de Montalegre.

 

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Iniciemos já por aquilo que nos poderá levar a pensar o topónimo Pardieiros, que pelo significado comum do termo nos levaria até casas velhas, em ruinas e toscas, mas não, embora tenha algumas construções em ruínas, mas qual é a aldeia que não as tem!?  A única diferença entre esta aldeia e a maioria das aldeias do Barroso ou até de Trás-os-Montes, está apenas na sua dimensão, uma aldeia pequena em que as casas se contam pelos dedos das mãos e habitantes, se calha, são outros tantos ou menos, mas isso não o podemos confirmar porque não temos dados para tal, agora no que não temos dúvidas é que Pardieiros,  é a mais pequena aldeia do Barroso, mas mesmo assim, tem o seu núcleo de casas, arrumadinhas na croa de uma pequeno monte e o seu ser de aldeia.

 

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Só a título de curiosidade, este topónimo de Pardieiros não é assim tão invulgar, pois em Portugal existem pelo menos mais seis aldeias com este topónimo e em Espanha, pelo menos duas localidades e em Terras de Bouro também existe uma aldeia com o topónimo de Pardieiro (no singular). E já que estamos em maré de curiosidades, há um topónimo, também em Terras de Bouro, que até há um ano atrás talvez passasse despercebido, mas que hoje chama a atenção: Covide.

 

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Deixamos a fotografia que se segue propositadamente para o fim porque esta imagem está repleta de informações. Este é já aquele Barroso ao qual eu apelido de Barroso minhoto. Aliás as últimas montanhas e as montanhas azuladas do lado esquerdo já pertencem ao Minho, mas o Barroso ainda continua pelas primeiras montanhas azuladas, embora o Rio Cávado que nessa zona agora é barragem de Salamonde, separe o Barroso minhoto (do lado esquerdo da imagem com as primeiras freguesias de Vieira do Minho) e o Barroso transmontano do concelho de Montalegre que se prolonga até ao final da barragem de Salamonde, onde ainda existem as aldeias de Pincães e de Fafião. Na imagem, ao centro e ao fundo, ainda se vê um nico da barragem de Salamonde.

 

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Continuando a analisar a mesma imagem (a imagem anterior) a aldeia que vemos em primeiro plano à direita é Santa Marinha, também localizada na croa de uma montanha a serra do Facho, que se prolonga até Ferral e um pouco mais além, cuja pendente após a aldeia, desce para o Rio Cávado que vai descendo entre montanhas até encontrar o Rio Cabril que corre entre a segunda montanha (que já é serra do Gerês) do lado direito (ainda esverdeada) e a montanha seguinte (azulada – continuação da serra do Gerês). Um último apontamento, que nos leva até à ponte da Misarela (também conhecida por ponte do diabo) que fica sobre um pequeno ribeiro que desagua no Cávado imediatamente antes deste se unir com o rio Cabril. Ou seja, uma imagem cheia de ofertas turísticas, principalmente de natureza, para descobrir

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Pardieiros que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre esta aldeia, a seguir ao vídeo, ficam um link para o post que há tempos lhe dedicámos.

 

Aqui fica o vídeo, espero que gostem:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Pardieiros:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

 

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até ao próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Paredes do Rio.

 

 

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