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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

11
Set16

Incêndios - O de ontem à tarde em Oura


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Com um verão intensamente quente e seco como o que estamos a atravessar era de estranhar não haver, mas entrado o mês de setembro eles começaram a aparecer. No concelho de Chaves lá ia sendo poupado mas também, diga-se a verdade, já pouco há para poupar, pois os incêndios dos últimos anos destruíram as nossas principais florestas, ficando apenas algumas manchas dela e muito mato.

 

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Contudo há poucos dias atrás o concelho de Chaves viu-se rodeado de incêndios. Um no concelho de Boticas e outro em Oimbra fizeram com que o fumo tapasse quase por completo o sol e que a cidade acordasse no dia seguinte debaixo de uma neblina de fumo que ao longe, mais parecia um dos nossos dias de nevoeiro de inverno.

 

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Ontem resolvi ir ver os estragos provocados pelo incêndio em terras de Boticas. Como disseram que tinha começado em Pinho decidi ir até lá via Vidago, mais propriamente pela Praia de Vidago. Quando saia de Chaves começou a desenhar-se uma nuvem de fumo para esses lados.

 

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Pensava eu que tinha reacendido o incêndio, mas com o avançar na estrada a coluna de fumo indicava as proximidades de Vidago, e embora não fosse propriamente em Vidago, momentos depois verificava-se que era depois de Oura, mesmo no limite do Concelho de Chaves com Vila Pouca, com o incêndio a dirigir-se para Vila do Conde e bem próximo de Soutelinho, ambas aldeias de Vila Pouca, mas também bem próximo do depósito de gás natural existente junto à E.N.2.

 

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Dando hoje uma vista de olhos pelo Google Earth verifica-se que apenas havia algumas manchas de pinhal sendo a área a arder e ardida maioritariamente mato que nasceu após os incêndios dos últimos anos.

 

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No local estavam os Bombeiros de Vidago, os GIPS da GNR, a GNR na estrada, um helicóptero e dois aviões (fireboss, penso eu…), isto o que se avistada desde as traseiras do incêndio, pois nas suas frentes penso que haveria mais bombeiros de outras corporações.

 

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É certo que este Verão criou todas as condições favoráveis para os incêndios mas custa-me a acreditar que sejam de causas naturais. Alguns acidentais, talvez, mas acredito que a maioria sejam de origem criminosa. Tudo que há a dizer e estudar sobre prevenção de incêndios já há anos que anda a ser dito e estudado, o facto é que todos os anos em final de Verão, os incêndios aí estão.

 

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Negócio, dizem uns, incompetência dizem outros, corrupção dizem alguns, falta de justiça séria e punitiva dizem outros tantos, descoordenação também dizem, entre outras coisas... Pois para mim é tudo junto e caso para dizer “que tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta”, ou seja, tudo uma cambada de criminosos, a única exceção vai para o pessoal dos bombeiros e GIPS’s que estão no terreno a combater os incêndios, e realço no terreno, a negrito e sublinhado.

 

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É tudo uma cambada de … acrescentem aqui o nome feio que quiserem, pois qualquer um deles ficará bem após as reticências. Contudo, da minha parte, já o disse e repito que tenho todo o respeito e consideração pelos homens e mulheres que estão no terreno a combater os incêndios e que poem em risco as suas próprias vidas. Pela certa que também poderão cometer alguns erros, mas quem é que não os comete!? Os outros é que são os maus.

 

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Soluções para prevenir incêndios há-as, não é preciso inventar nada nem ser especialista na matéria, só é pena que as mesmas venham à baila em agosto e setembro e que a partir destes meses fiquem esquecidas. Lamentamos, tanto mais que não é só uma questão de incêndios, mas também de valorização da paisagem e do ambiente, onde se sonha, mesmo não sabendo que se sonha, com uma floresta nossa, autóctone onde até o pinheiro pode ter lugar por entre uma floresta variada e bordejando terrenos de cultivo cultivados. Mas para isso, tínhamos também de encarar a sério a valorização do interior e o problema do despovoamento.

 

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Mas infelizmente, tudo leva a crer que para o próximo ano, por esta altura, cá estaremos de novo com mais imagens de incêndios e o mesmo discurso.  

 

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E por agora é tudo, mas ainda hoje vamos ter aqui uma aldeia do Barroso de Montalegre. Estivemos tentados em trazer aqui hoje a terra queimada do incêndio de Pinho/Boticas, pois também elas são terras do Barroso, mas vamos seguir a caminhada do Barroso de Montalegre, que ao de Boticas lá chegaremos, e aí sim, talvez ainda venham a ficar algumas imagens da tal terra queimada.

 

 

26
Ago13

Rescaldos dos últimos incêndios


Incêndio de Outeiro Seco

Tal como já referi, ontem não me foi possível sair de casa mas hoje fui fazer o ponto da situação e saber o porque da cidade de Chaves ter estado debaixo de fumo. Claro que os medievais romanos do Tabolado não tinham força para tanto fumo, mas a esses já lá vamos a seguir.


Ontem à tarde (domingo) - Abobeleira

Trago quatro imagens de dois incêndios: - o de sexta-feira de Outeiro Seco, já extinto e o de ontem e hoje (pois reacendeu) na zona da Abobeleira que ao que pude apurar teve início na freguesia de Calvão.

 

Pelo rastro que deixaram e que tão bem se pode ver numa das fotos, ambos os incêndios estiveram à beira de entrar pelas povoações dentro mas (penso) que felizmente não entraram, mas que deixaram cheiro a esturrado, lá isso deixaram.


Incêndio de Outeiro Seco

Esturrado em todos os aspetos, primeiro no cheiro e nas cinzas que não os desmente depois o do tal negócio da época dos incêndios, agora agravado por uma crise de mando ou de quem manda e nesta, estou inteiramente solidário com os bombeiros, ou quase inteiramente, pois nunca convém metermos as mãos no fogo, agora quanto à proteção civil, essa, sempre me cheirou a um grande, mas grande negócio, sem nada (na prática) que possa argumentar a favor da sua existência. Talvez a sua existência se justifique na teoria, mas de teóricos andamos nós fartos…

 

Ontem à tarde (domingo) - Abobeleira - visto das Traseiras do Casino


Estranho também ver nestes incêndios bombeiros de todo o país. Há dias, no Incêndio das Nogueirinhas vi bombeiros de Matosinhos e Leixões. No de ontem eu vi bombeiros de Coimbra mas disseram-me que também viram por aí os de Sesimbra, entre muitas outras corporações de outras localidades.  



08
Jul10

 

Medalha em bronze, com o módulo de 80 mm., comemorativa da inauguração do novo quartel da Associação Flaviense de Bombeiros Voluntários, que veio substituir o antigo quartel dos Bombeiros Voluntários Flavienses, vulgo Bombeiros de Baixo, situado no Largo das Freiras. Com esta mudança, o aquartelamento transitou da freguesia de Santa Maria Maior para a freguesia da Madalena.

 

Exemplar número 377 de uma  tiragem não especificada, realizada numa oficina não identificada.

 

17
Dez09

Coleccionismo de temática flaviense - Porta Chaves dos BVF - I Centenário


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Porta-chaves comemorativo do I Centenário dos Bombeiros Voluntários Flavienses, ou Bombeiros de baixo como também, popularmente, são conhecidos.

 

Este porta-chaves reproduz a imagem que foi cunhada nas medalhas em ouro, prata e bronze, também  comemorativas do centenário e que já aqui foram apresentadas num post do coleccionismo onde se deixava também um pouco da história destes Bombeiros. Ver em:

http://chaves.blogs.sapo.pt/293776.html

 

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Nas faces do porta-chaves (idem medalhas) estão reproduzidos o escudo dos Bombeiros Voluntários Flavienses, numa das faces, e o antigo edifício do Jardim das Freiras e também o seu velho carro de combate a incêndios, o Ford V85.

 

Embora actualmente em novas e condignas instalações, é com saudade que os recordamos do Jardim das Freiras onde, iam compondo a vida daquele também saudoso jardim.

02
Abr09

 

Características:

Material: pástico e metal (alfinete).

Dimensões:  6,3 cm.

Ano: 1989.

Produzido na empresa Apoli, Senhora da Hora, Matosinhos.

 

 

Pormenor da primeira página do jornal A Voz de Chaves, de 17 de Fevereiro de 1895, dedicado aos bombeiros, onde são reproduzidas seis fotografias de grupo e três individuais.

Nas fotografias de grupo estão representadas a secção de sapadores (13 elementos, incluindo um clarim), a primeira (12 elementos), segunda (10 elementos) e terceira (10 elementos) secções, a banda (25 elementos) e o capelão, conjuntamente com o comandante e os dois imediatos. Nas fotografias individuais estão representados os fundadores – Carlos de Oliveira e Augusto Carvalho (futuro general e presidente da câmara), e o comandante honorário, Terra Viana.

Ainda de acordo com o mesmo jornal, os bombeiros efectuaram, desde a sua fundação, as seguintes saídas – 1889, cinco; 1890, dez; 1891, onze; 1892, doze; 1893, nove; 1894, seis; e 1895, uma.

 

24
Jul08

Coleccionismo de Temática Flaviense – Galhardetes, Medalhas e Bombeiros


 

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Não há associação que se preze que não tenha os seus símbolos e também os seus galhardetes. No caso da associação de hoje, vais muito além de símbolos, galhardetes, bandeiras e medalhas, pois trata-se de uma associação humanitária e voluntária que nos merece todo o respeito, pois é de Bombeiros Voluntários que se trata e que merecem aqui, embora breves, algumas palavras de apreço, que pode passar pelo seu historial, também (para já) resumido e breve.

 

Mas, e ainda antes de passarmos à sua história, fica o galhardete e a medalha comemorativa do I Centenário, medalha cunhada em Oura, Prata e Bronze.

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A Associação Flaviense dos Bombeiros Voluntários, (ou Bombeiros Voluntários Flavienses, como vulgarmente são conhecidos)  foi fundada em 3 Fevereiro

 

de 1889, pelo então tenente Augusto César Ribeiro de Carvalho (que terminaria a sua carreira militar como general e também como um ilustre flaviense a quem se deve muita da história escrita desta cidade)

 

 

Após a fundação da Associação, e ainda sem quartel, os bombeiros constituíram quatro secções, distribuídas pela então vila de Chaves todas elas dispostas a uma acção rápida e eficiente em caso de incêndio, que seria anunciado por toques de sinos das igrejas, variáveis em número de badaladas conforme a Zona.

 

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Instalados inicialmente em muito precárias condições, no próprio edifício da Câmara Municipal e depois num barracão da Rua do Olival, foi intenção de uma das direcções da corporação (Fevereiro de 1906), construir o seu quartel num dos fossos da muralha da Madalena. A Câmara Municipal porém, veio contrariar essa ideia, pois tinha intenções de construir ali o campo da feira do gado, em substituição do campo então existente Tabolado.

 

 

Aproveitando na altura encontrar-se desocupada a Escola Conde Ferreira, por incapacidade de receber todos os alunos do ensino primário, ali se instalaram os Bombeiros por largos anos, ao que consta, com muita contrariedade da Câmara Municipal que desejava retomar o edifício para outros fins.

 

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Finalmente, em 1930, começaram a construir um quartel amplo e digno nuns terrenos fronteiros ao Convento das Freiras (actual Escola Secundária Fernão de

 

Magalhães) cedidos pelo banqueiro Cândido Sotto Maior. Instalações onde actualmente funciona a Biblioteca Municipal, e que ocuparam até há poucos anos atrás, antes de ocuparem o actual espaço a funcionar em modernas instalações no Bairro do Campo da Fonte, na freguesia da Madalena.

 

Actualmente a corporação conta com 112 bombeiros no activo, 14 no quadro de reserva e 13 no quadro de honra. Entre os bombeiros no activo, 15 estão na secção avançada localizada na aldeia de Cimo de Vila da Castanheira. No seu activo, conta com 3 médicos, 1 psicólogo,  15 enfermeiros e 1 mecânico.

 

A corporação conta actualmente com 25 viaturas, das quais 15 se destinam ao combate a incêndios, 7 a ambulâncias e 3 são já relíquias de museu, sendo o seu perímetro ou raio de acção distribuído por toda a margem esquerda do Rio Tâmega, sendo a cidade (freguesias da Madalena, Stª Maria Maior e Stª Cruz Trindade) da responsabilidade das duas corporações de Bombeiros existentes na cidade, (BVF + BVSP). De realçar ainda a existência de uma terceira corporação de bombeiros no concelho, a corporação de Bombeiros de Vidago.

 

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Nas suas instalações possui um pequeno museu dividido em duas secções: o de viaturas e outro, anexo ao Salão Nobre, onde reúnem fotografias de todos os comandantes desde a fundação, fotografias das primeiras secções de bombeiros e viaturas, fardamento antigo, bandeiras, condecorações, medalhas e todo um espólio histórico da corporação, que embora guardado e reunido com carinho, mereceriam algum trabalho de especialista na organização e catalogação de documentos e de todo o seu espólio. É caso para dizer que voluntários precisam-se para fazer a merecida história desta secular associação de voluntários, que conta já com 118 anos de existência.

 

E este é um breve (brevíssimo mesmo) resumo da história da Associação Flaviense dos Bombeiros Voluntários ou dos Bombeiros Voluntários Flavienses, também comummente conhecidos pelos Bombeiros de Baixo, para os distinguir dos Bombeiros de Cima (os Bombeiros Voluntários de Salvação Pública), cuja formação mais recente, resultou da cisão de bombeiros no seio da Associação Flaviense dos Bombeiros Voluntários. Uma história também por apurar e que muitas vezes traz a debate a razão ou justificação da existência de duas corporações de bombeiros na cidade de Chaves e da rivalidade, quanto a mim salutar, entre as duas corporações. Uma “guerra” na qual não me quero meter, tanto mais que ambas me merecem todo o carinho e respeito, sendo inclusive, associado de ambas as associações. É o meu pequeno, simples e até insignificante contributo para com os soldados da paz da nossa cidade e daqueles dos quais muitas vezes só são lembrados em horas de aflição, quando voluntariamente e diariamente põem em risco as suas vidas em prol da população, como é o caso dos nossos bombeiros convidados de hoje que contam já na sua corporação com bombeiros que morreram em serviço.

 

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E por hoje fico-me por aqui, a pretexto do coleccionismo de temática flaviense, mas com a promessa de um dia fazer uma reportagem mais alargada e merecida dos seus 118 anos de história.

 

E quanto às duas restantes corporações de bombeiros do concelho, o BVSP e os Bombeiros Voluntários de Vidago, também um dia passarão por aqui, mas como compreenderão e como se costuma dizer – a velhice é um posto -  e tinha que começar pelos Bombeiros Voluntários Flavienses, os Bombeiro de baixo.

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