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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Set21

O Barroso aqui tão perto - Casal

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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CASAL - BOTICAS

 

20 de janeiro de 2018, a promessa que temos com o S. Sebastião,  leva-nos até às Vila Grade, logo pela manhã, bem cedo, na hora de a(s) rua(s) da aldeia receber(em) os primeiros visitantes, peregrinos, forasteiros, fotógrafos, televisões, curiosos e acompanhantes. Nós gostamos de ir sempre pela manhazinha para fazer algumas fotos da mesinha do S. Sebastião ainda vazia, mas também para chegarmos a tempo do caldo do pote. A partir de aí, quando rondam as 8H30 a 9H00, começa aos poucos a encher-se a aldeia de gente, principalmente junto à mesinha disposta ao longo da rua que nos leva à igreja, para marcar lugar,  numa extensão de 500m, que até ao meio dia ficará repleta de gente, com uns milhares de pessoas.

 

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No entretanto que vai das 9H00 até por volta do meio-dia, hora em que termina a missa, há uma espécie de vazio no que toca às celebrações do São Sebastião, apenas a cozinha mantém a sua azáfama (que já vem do dia anterior), nos cozinhados das carnes e do arroz que nos 25 grandes potes à volta de um grande braseiro se confeciona para alimentar todos os forasteiros. Neste entretanto, no 20 de janeiro de 2018, aproveitámos e fomos até duas aldeias da freguesia que já tínhamos debaixo de olho para a recolha fotográfica, a fim de a podermos trazer aqui o seu post, em mais uma aldeia do Barroso. Eram elas as aldeias de Casal e Lousas.

 

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Lá rumámos então até a aldeia de Casal, a que deixamos aqui hoje e que foi a primeira a ser visitada nesse dia. Mal saímos da Vila Grande, entrámos num caminho municipal pavimentado (CM1045), com a largura para pouco mais de um popó e com vistas para um mar de montanhas, com grandes ondas, num degradê cromático que vai de um verde forte das montanhas mais próximas até um azul ténue, que se confunde com o azul do céu nas montanhas mais distantes que se perdem no horizonte.

 

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A paisagem começa a mudar quando entrámos por um longo corredor entre duas montanhas a descair para uma linha de água. São cerca de 5km que seriam selvagens se não fosse existir a estrada por onde rolávamos e os postes de madeira com o cabo de energia elétrica, que são sempre um sinal, e também um guia, até um lugar com vida humana, que no caso era a aldeia de Casal.

 

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E já quando se avistam terras que não descem mais, num pequeno vale onde se juntam duas linhas de água, num pequeno anfiteatro bem inclinado, está implantada a aldeia de Casal. Mas antes de lá chegar, tem de se atravessar uma linha de água após a qual nos espera uma íngreme subida de cerca de 200m, mas mesmo íngreme, que com o piso húmido, quiçá gelado, chegámos a ter dúvidas se o nosso popó conseguiria subir, mas bem a custo, subiu.

 

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Lá na croa da íngreme subida, um pequeno largo onde, quase, apenas dava para fazer a manobra para o nosso popó virar, e a partir de aí, uma, igualmente íngreme descida até ao pequeno vale, onde, de uma lado e outro da rua se iam implantado as casas da aldeia, de entre as quais, de uma delas, saia fumo da sua chaminé, e já sabemos que não há fumo sem fogo, nem fogo sem gente que o acenda e mantenha, mas logo chegaram até à nossa proximidade 5 testemunhas, cães que nos iam ladrando num misto de dar as boas-vindas, de dizerem que aquilo era terra de alguém e de aviso a quem os cuida e sustenta, e avisaram, pois logo de seguida, no fundo da rua começa a desenhar-se uma figura humana, que numa subida lenta que a própria subida recomendava, se ia aproximando de nós.

 

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Os habituais cumprimentos de quem chega e quem recebe, o porquê da nossa visita, que nesse dia além dos habituais descobridores do Barroso que habitualmente me vão acompanhando nesta descoberta, juntaram-se a nós mais dois fotógrafos amigos, do Porto. Pois perante nós apresentava-se o Sr. Manuel Fortuna com o qual fomos conversando enquanto íamos fazendo uns registos e descendo a rua da aldeia, com os cuidados que a descida exigia.

 

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Perguntámos-lhe pelo resto do pessoal da aldeia e o Sr. Manuel foi-nos dizendo que era só ele, a sua senhora e os cães, que não havia mais ninguém. Que a sua senhora estava em casa, pois já tinha alguma dificuldade em andar, tudo após um avc que a sua senhora teve enquanto esperava pelo padeiro. E teve sorte, pois o padeiro só vai a Casal de 15 em 15 dias… perguntei-lhe como foi socorrida e respondeu-me que foi lá o 112 buscá-la, mas que foram muito rápidos, não chegou a 1 hora e eles (112) já lá estavam… E sim, pode parecer muito para um pronto socorro que este tipo de acidente exige, mas conhecendo a realidade que temos à disposição, o socorro até nem foi tardio, mas o problema agrava-se porque o hospital mais próximo, o de Chaves, fica a 50 km, por estradas que podem até ser interessantes para passeios ou ralis, mas pouco próprias para socorros rápidos, e o problema agrava-se ainda mais, porque o hospital de Chaves não está preparado para socorros a AVC’s, estes têm de ir para o hospital de Vila Real, que fica a 94 km da aldeia de Casal. É por estas e por outras idênticas que estas aldeias caminham para o despovoamento total e a aldeia de Casal só tem um casal, já idosos, mas só até um dia…

 

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Apenas um casal vive em Casal, (esperamos que assim ainda seja, pois nós hoje, aqui, estamos a tornar presente e a relatar uma visita que aconteceu há três anos) e já lá vão 18 anos em que é apenas este casal que lá vive. Padeiro e Carteiro, vão lá de 15 em 15 dias e o casal desloca-se “às Boticas” uma vez por mês para comprar o que é necessário, alimentação, medicamentos, etc., mas de vez em quando recebe um ou outro amigo da freguesia, “conversamos um bocado, bebemos um copito e depois eles lá vão e eu cá fico” e a sua maneira, são felizes neste isolamento, mais o Sr. Manuel que a esposa, pois por ela talvez já estivesse a viver com uma das filhas, que estão ainda por cá, em Portugal, pois dos 6 filhos, 4 são emigrantes.

 

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O curioso nesta estória é que este amor que o Sr. Manuel tem a Casal, não é de amor ao berço que o viu nascer e crescer, pois tanto ele como a mulher nasceram em Cabeceiras de Basto e só depois de casados é que vieram para a aldeia de Casal, que na altura tinha à volta de 70 habitantes, mas não deixa de ser uma estória de amor à terra e de amor do casal que os mantém juntos há mais de 60 anos, depois de se terem conhecido numa festa do Santo Aleixo, em Ribeira de Pena, namorarem e terem casado, e o Sr. Manuel gosta de viver em casal e segundo o mesmo,  a sua esposa Rosalina Ramos – “ela também gosta de aqui estar, pois nem ela nem eu éramos daqui e já aqui está há tantos anos como eu” já a Dona Rosalina dizia que “ goste que não goste, tem de ser”

 

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Em Casal, tal como ia dizendo o Sr. Manuel – “ os velhos morreram, foram indo embora e o resto passou-se para a França”. Restam o Sr. Manuel Fortuna e a Dona Rosalina Ramos, um casal em Casal, com toda uma aldeia por sua conta, isto até ao dia em que, tal como os outros velhos, também vão ter que ir embora…e Casal será mais uma aldeia do Barroso completamente despovoada.

 

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Ainda antes de finalizarmos e passarmos ao vídeo resumo, fica aqui o nosso mapa com a a localização da aldeia e com o melhor itinerário para lá chegar. Entretanto fica também uma recomendação nossa, não deixe de ver uma pequena reportagem sobre a aldeia de Casal, realizada pela Sinal TV, que foi também transmitida no Porto Canal, em que conversam também um pouco com o Sr. Manuel e a Dona Rosalina. Fica link no final para essa reportagem. Para já, ficam os mapas com a localização e o itinerário até Casal, como sempre a partir da cidade de Chaves:

 

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Para finalizar fica o nosso habitual vídeo com o resumo de todas as fotografias de Casal publicadas neste post. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Reportagem da Sinal TV sobre Casal:

 

 

 

E quanto a aldeias da freguesia de Dornelas, Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de ESPERTINA .

 

 

29
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Antigo de Dornelas

Aldeias do Concelho de Boticas - Freguesia de Dornelas

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ANTIGO DE DORNELAS - BOTICAS

 

Iniciamos hoje a abordagem de mais uma freguesia do concelho de Boticas, a freguesia de Dornelas. Seguindo a metodologia que temos seguido para o concelho de Boticas, vamos abordar as aldeias da freguesia por ordem alfabética, calhando assim a abertura da freguesia à aldeia de Antigo, que, por existirem mais aldeias com este topónimo no concelho de Boticas e no restante Barroso, para a diferenciar, vamos acrescentar-lhe Dornelas, ou seja ANTIGO DE DORNELAS.

 

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Dornelas é um topónimo sonante, principalmente o Couto de Dornelas. Desde já, e para esclarecer, comummente, pelo menos aqui por Chaves, quando vamos às festas do São Sebastião, costuma-se dizer que vamos ao Couto de Dornelas, quando na realidade o Couto de Dornelas já não existe, coisas antigas que no post que vamos dedicar à freguesia de Dornelas explicaremos. Na realidade, quando vamos ao São Sebastião vamos até a aldeia da Vila Grande, da freguesia de Dornelas.

 

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Para concluir o esclarecimento, talvez seja bom, desde já, deixar aqui a listagem das aldeias que compõem a freguesia de Dornelas e também a ordem pela qual irão aparecer aqui no blog. Assim, fazem parte da freguesia de Dornelas as aldeias de:

 

- Antigo

- Casal

- Espertina

- Gestosa

- Lousas

- Vila Grande

- Vila Pequena

 

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Estas aldeias da freguesia de Dornelas, pela sua identidade e partilha do mesmo chão,  quase que apetecia tratá-las aqui em conjunto. À primeira vista, que depois se confirma, faz lembrar a vizinha freguesia de Covas do Barroso, onde um pequeno vale dá abrigo a todas as aldeias da freguesia. Não fossem as aldeias de Gestosa, Casal e Lousas, também aqui estariam todas junta no mesmo pequeno vale, todas (Antigo, Vila Grande, Vila Pequena e Espertina) dentro de um círculo com menos de 500m de raio, num baixio onde o verde impera como cor principal.

 

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Pequenos vales e baixios que aqui no Barroso, principalmente neste Barroso que gravita à volta das suas grandes serras (Gerês, Barroso, Larouco, Leiranco, etc.) funcionam como pequenos oásis verdes que deram lugar à ocupação humana. Rara é, ou são as aldeias, que se implantam em plena serra, em geral agreste, rude e áspero, onde viver dói, quer pelo frio das neves, quer pelo cortar dos ventos frios, onde nada se dá, a não ser, agora nesta era, as eólicas, onde vão prosperando parques delas, que a ninguém passam despercebidas, talvez sejam um bem necessário, o que até duvido, mas que a paisagem nada ganha com elas.

 

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A imagem de fotografia aérea, por exemplo do Google Earth, é bem elucidativa daquilo que atrás fica escrito. Um grande amontoado de pequenas rochas ( Pontos mais altos da Serra do Barroso) em forma arredondada, e à sua volta, uma espécie de anel verde salpicado de grupos de pontos laranja esbranquiçados, cada grupo uma aldeia. Ao todo, 4 freguesias e respetivas aldeias (freguesia de Alturas e Cerdedo, Vilar e Viveiro, Covas de Barroso e Dornelas), formam este anel verde na base de um monte de pedras e pedregulhos.

 

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Mas entremos na aldeia de Antigo de Dornelas, uma nossa velha conhecida, cuja descoberta já se deve ao amor pela fotografia, pois num périplo de uma vintena de fotógrafos em torno das aldeias de mais interessantes de Boticas, há uns 10 anos atrás, a freguesia de Dornelas foi uma à qual dedicámos uns cliques, aliás grande parte das fotografias que hoje aqui ficam, são desse mesmo dia, mais precisamente de 28 de maio de 2011. Mas há a acrescentar que, no Antigo de Dornelas, fomos particularmente bem recebidos. Ficámos fãs do Antigo.

 

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Antigo que, em alguns anos, também nos calha no atalho para as celebrações do São Sebastião na Vila Grande, mas aqui só de passagem, sem tomarmos imagens, pois nesse dia os cliques estão quase todos reservados para a festa da Vila Grande.

 

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No entretanto, já a pensar no post de hoje, voltámos a terras de Dornelas à recolha de imagens no dia 18 de maio de 2018, dia que recordo particularmente quente, ainda por cima já bem perto do meio dia. Toma imagem aqui, agora ali e os nossos passos foram sendo como que atraídos para a croa da aldeia, onde a capela fica no encontro de três ruas, mas não era a capela quem nos chamava, era-mos atraídos pelos aromas que saiam de uma casa antiga, remodelada e mais senhorial, e porque a grande porta carral estava aberta e era de lá que imanavam os aromas de igualarias barrosãs, aproximámo-nos, espreitámos e confirmava-se, eram coisas boas que estavam a aloirar na brasa.

 

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Já com água na boca, fomos apanhados em flagrante delito de cobiçar tais iguarias quando o proprietário se aproximou de nós e nos disse: “Boa dia, estávamos à vossa espera para começar… mas será melhor esperar pelos outros”, ao que nós rematámos, — “ somos só nós os 4, não há mais”. Fez-se um breve silêncio, e o proprietário diz-nos: “Mas a reserva era para vinte e tal pessoas!”, Pois! — “Mas nós não fizemos nenhuma reserva”. — “Ah!, pensei que eram os do rali…”, respondeu, ao que nós retorquimos — “não, nós somos os da fotografia”. Pena não sermos os do rali, mesmo assim…

 

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… ficámos por ali a tirar nabos da púcara. E a simpatia do proprietário, filhos e demais familiares que estavam na azafama do prepara do manjar lá nos foi dizendo que recuperaram a casa para servir almoços à barrosã, só por reservas e sem dormidas, apenas comer, e pelos potes e panelas ao lume, e grelhador, diríamos que comer à barrosã e bem. Apresentou-nos outras credenciais, como ser irmão do Pedro de Vilarinho Seco, cuja casa é bem conhecida pelos cozidos à barrosã e casa de paragem nos dias de São Sebastião.

 

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Mesmo na hora de começar a receber, ainda tiveram tempo para nos mostrar a casa, a mesa que já estava posta, e contar-nos um pouco da história daquela casa, por sinal muito bem reconstruída e com pormenores curiosos como o da laje natural em granito que serve de chão ao pátio de entrada, entre outros pormenores. Pediu-nos desculpa por não nos poder servir, mas deu-nos a provar daquelas coisas deliciosas que estavam no grelhador e cujo aroma nos tinha atraído lá, acompanhados de um excelente vinho, e pão ainda melhor. Como não estávamos lá para incomodar, despedimo-nos, agradecemos a simpatia e saímos, sem mais imagens, o aperitivo fez-nos lembrar que do outro lado dos Cornos do Barroso havia um cozido à barrosã à nossa espera. Mas ficámos com vontade de lá voltar, não para visitar, mas para sentar à mesa.

 

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E foram assim as nossas passagens pelo Antigo de Dornelas e se da primeira vez tínhamos fica fãs da aldeia, desta vez reforçamos esse ser fã.

 

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Só nos falta mesmo deixar os mapas para lá chegar, que por problemas técnicos/informáticos, não tivemos acesso aos nossos mapas, pelo que recorremos ao Google Maps e Google Earth para vos localizar e traçar o itinerário recomendado para chegar até Antigo de Dornelas.

 

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E é tudo por hoje, no próximo domingo cá estaremos outra vez com mais uma aldeia da freguesia de Dornelas. Quanto ao Antigo de Dornelas, continuará a calhar nos nossos atalhos para a Vila Grande e o São Sebastião, isto enquanto não arranjarmos um grupo suficientemente grande para nos podermos deliciar com uma refeição à barrosã na tal casa que nos ficou debaixo de olho...

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de ANTIGO DE DORNELAS que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de ESPERTINA.

 

 

08
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Romaínho

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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ROMAÍNHO - COVAS DO BARROSO - BOTICAS

 

Neste trazer aqui as aldeias do Barroso do Concelho de Boticas, temos andado pela freguesia de Covas do Barroso. Já passou por aqui a sede de freguesia (Covas) e a aldeia do Muro, resta-nos a aldeia de Romaínho, que é a nossa convidada de hoje.

 

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Nestas visitas as aldeias do Barroso, tentamos deixar em imagem aquilo que na aldeia desperta o nosso olhar. Não dá para deixar todas as fotos que tomámos na aldeia, mas fazemos sempre uma pequena seleção, o mais variado possível, para se ficar com uma noção do todo da aldeia. Coisa que nem sempre é possível, mas que não é o caso de Romaínho.

 

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Iniciemos já pela sua localização. Sendo uma aldeia da freguesia de Covas do Barroso, fica nas proximidades desta. Nem sempre a proximidade das aldeias da freguesia é assim tão próxima, mas no caso de Romaínho, é mesmo próxima de Covas, pois desde a última construção de Covas até a primeira de Romaínho, são cerca de 500m.

 

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Romaínho que fica próxima de Cova do Barroso, mas ainda mais próxima fica a outra aldeia da freguesia, pois praticamente a aldeia do Muro está junta com a aldeia de Romaínho. Aliás, se o crescimento natural das aldeias não tivesse parado com o despovoamento rural que se tem sentido nas últimas décadas, hoje em dia, as três aldeias da freguesia estaria unidas fisicamente, pois as três aldeias concentram-se todas dentro de um círculo com cerca de 800m de diâmetro, embora o território da freguesia atinja os 2967ha.

 

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Mas continuemos com a localização de Romaínho e como ir até lá a partir da cidade de Chaves, que como sabem, é sempre o nosso ponto de partida, e para nós, também de regresso. Então, tal como acontece para a grande maioria das aldeias do Concelho de Boticas, a primeira estrada que tomamos é a N103 (estrada Chaves-Braga), mas só até Sapiãos. Aí saímos da E103 em direção a Boticas, onde quer se tome a variante das rotundas quer se passe pelo centro de Boticas, devemos atravessar toda a vila e no final tomar a R311, na rotunda que fica junto ao Centro de Artes Nadir Afonso, em direção a Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto.

 

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Já na R311, devemos seguir até a Carreira da Lebre, passar a povoação e na rotunda seguir em frente durante mais cerca de 5Km, ou seja, logo a seguir a aldeia de Vilar,à esquerda da R311 e a cerca de 4,5km da rotunda da Carreira da Lebre, fica, também à esquerda, a saída para a aldeia de Campos. É por aí que deveremos ir, a partir de aqui, não há mais desvios, é sempre pela estrada principal que liga e passa por Campos, e mais uns km à frente, fica Covas de Barroso. Em Covas terá de atravessar a aldeia toda, mas aqui, como a aldeia de Covas é um bocadinho dispersa, convém procurar a alguém da aldeia onde fica a saída para Romaínho. Mas para uma ajuda, ficam como habitualmente os nossos mapas.

 

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E quer dizer sobre Romaínho. Desde logo pelo topónimo terminar em “inho” leva-nos logo a olhar para a aldeia com um certo olhar romântico. Quanto à origem deste topónimo, não fazemos a mínima ideia de onde virá. Dos Roma, romani,  que é o mesmo que dizer ciganos, não me parece, mesmo porque a grande concentração cigana mais próxima que eu conheço, fica no distrito de Bragança, embora se tenha vindo a expandir e em Chaves, por exemplo, já existam algumas aldeias com bairros ciganos, mas esta expansão é recente e tem-se dado para próximo de localidades maiores que as aldeias. A única coisa que ainda se poderia levar até aos ciganos, é a forma agrafa como os topónimos chegaram até aos nossos dias, na grande maioria sem documentos escritos, tal como acontece com a cultura cigana. Mas isto são contas de outro rosário.

 

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 Venha de onde vier o topónimo, o que interessa é o Romaínho de hoje. Aldeia peque, com a pequena capela, bem interessante por sinal, a ocupar um largo junto à estrada que atravessa a aldeia, passando esta mesmo junto a capela, o que lhe dá ainda mais visibilidade, embora para se apreciar como deve de ser, se tenha de parar.

 

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A aldeia, embora pequena e a ligar-se fisicamente com a aldeia do Muro, é um pouco maior que esta. Hoje em dia, desenvolve-se ao longo da estrada que liga ao Muro, mas parece-me que nem sempre foi assim, pois as construções ao longo da estrada são relativamente recentes, se comparadas com um pequeno núcleo desviado da estrada, cujo acesso se faz precisamente a partir do largo da capela.

 

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Quanto a documentação sobre a aldeia, tal como acontece com a maioria, é escassa. Na monografia de Boticas, apenas vem a referência de Romaínho pertencer à freguesia de de Covas do Barroso, uma referência à festa de S. José a 19 de março, apenas com celebração religiosa, outra referência à Capela de S. José como estando classificada pelo IIP e por última uma ao forno do povo com a anotação de construção recente.

 

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Resumindo, claro que Romaínho é uma aldeia que merece uma visita, muito verde com alguma bastante vegetação, com algumas manchas de arvoredo (carvalhos), pastagens e terras de cultivo, tudo isto num pequeno vale que abrange das três aldeias da freguesia, só depois as montanhas que rodeiam as três aldeias, na sua base com alguma floresta mas nos ponto mais altos, um pouco mais agreste, com vegetação rasteira, não sei se por sempre ter sido assim ou porque algum incêndio dizimou a floresta que tivesse existido, pois embora estejamos em terras altas, no vale numa cota entre os 550 e 650m, as montanhas ao lado, a mais alta, pouco mais ultrapassa que os 900m de altitude, ainda são cotas onde a floresta autóctone se dá bem. Concluindo, Romaínho merece uma visita, aliás, poderá,  e dada a proximidade entre as três aldeias da freguesia,  deverá incluir as três numa única visita, pois parece-me que entre as três há muita vida conjunto.

 

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E estamos a finalizar este post, apenas no falta o vídeo com todas as imagens da aldeia de ROMAÍNHO que foram publicadas hoje, neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui o resumo da freguesia de Covas do Barroso.

 

 

 

 

11
Jul21

O Barroso aqui tão perto - Muro

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Seguindo a metodologia que adotámos para o Barroso do concelho de Boticas, ou seja, seguir a ordem alfabética das freguesias e as suas aldeias,  já iniciámos as publicações da freguesia de Covas de Barroso, tendo-se iniciado as publicações desta freguesia precisamente com a aldeia de Covas, daí, hoje é a vez da sua segunda de três aldeias, a aldeia do Muro, ficando para a próxima publicação a aldeia de Romaínho.

 

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Para irmos até ao muro, teremos que passar por Covas do Barroso e pelo Romaínho, só depois teremos a aldeia do Muro. Vamos então ao nosso itinerário completo e respetivos mapas, para chegarmos à aldeia do Muro. Como sempre o ponto de partida é na cidade de Chaves.

 

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Então vamos lá, como ponto de partida podemos ter a praça do Brasil em  Chaves, seguindo pelo caminho mais habitual para ir até terras de Boticas, ou seja via N103 (estrada de Braga) até Sapiãos, onde, devemos deixar a N103 e tomamos à esquerda a M312 em direção a Boticas, onde devemos apanhar a R311. Basta seguir as indicações das placas em direção a Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto, principalmente na rotunda de saída da vila, junto ao Centro de Artes Nadir Afonso. Depois subimos até a Carreira da Lebre, o grande entroncamento de Boticas, e desta vez, na rotunda da Carreira da Lebre, seguimos em frente, mas apenas durante cerca de 5Km logo a seguir à última entrada para aldeia de Vilar (à esquerda) e saída para a aldeia de Carvalho (à direita), ou seja, devemos sair da R311, à esquerda, em direção à aldeia Campos, aldeia pela qual teremos de passar para ir até Covas do Barroso. E Covas, temos que atravessar a aldeia toda, sempre pela rua principal em direção à igreja paroquial e cemitério, mas sem chegar lá, pois antes terá de virar à esquerda. Já não recordo se há placas a indicar Romaínho e Muro, mas o melhor, em caso de dúvida, é perguntar a alguém no final da aldeia, que, felizmente, em Covas do Barroso há sempre gente na rua.

 

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O Muro é uma das aldeias que fica no limite do concelho de Boticas confrontante com o concelho de Ribeira de Pena. O limite do concelho fica a apenas 1Km e as primeiras aldeias do concelho de Ribeira de Pena (Alijó e Lamalonga) ficam a menos de 2Km, com ligação por estrada municipal (M1047). Curiosamente, estas duas aldeias e mais meia-dúzia do concelho de Ribeira de Pena, estão ainda dentro do território do Barroso, mais precisamente a freguesia de Canedo, que outrora, há cerca de 100 anos, pertencia ao Concelho de Boticas. É por estas e por outras que o território do Barroso não se fica apenas pelos concelhos de Montalegre e Boticas, pois os concelhos de Ribeira de Pena, Vieira do Minho e também o de Chaves, se considerarmos o limite natural do rio Tâmega como um dos limites do Barroso.

 

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O Muro é uma pequena aldeia com pouco mais de 20 construções e metade são anexos e armazéns, mas como na prática está já unida à aldeia de Romaínho, as duas, já fazem uma aldeia jeitosa. Aqui sim, nesta e outras aldeias que com o seu crescimento se uniram, poderia haver uma reforma administrativa e ficar só uma aldeia, do tipo Romaínho do Muro ou Muro do Romaínho, isto se entre ambas não houver quezílias antigas, que aí não há nada a fazer, mais vale respeitar as quezílias do que unir para desunir à batatada. São as tais questões de honra que no Barroso e em geral em todo Trás-os-Montes fazem lei, mesmo que não esteja escrita. Bem, mas isto da união das duas aldeias são coisas minhas, da minha imaginação, e até pode ser que entre estas duas aldeias nem haja quezílias antigas ou recentes, e se as houver, é natural, como natural também é acontecerem ou não dentro da própria aldeia.

 

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Continuando ainda com o tema das questões de honra, moral, quezílias e afins, introduzamos outro, o do Comunitarismo do Barroso, que é uma das singularidades deste povo, ou era, pois com os tempos modernos, cada vez mais o comunitarismo vai caindo em desuso, tal como os fornos do povo que hoje em dia, em grande parte das aldeias, apenas são utilizados como um ponto de atração turística ou mesmo convertidos em “postos” de turismo barrosão.

 

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Mas ia dizendo que o povo barrosão tem (ou tinha) como um dos elementos da sua identidade o comunitarismo, que é (era) uma forma de se entreajudarem, mas que, para funcionar, tinham regras apertadas para serem cumpridas. Desde o forno do povo, à água, aos caminhos, as vezeiras, a igreja, as festas, o boi do povo, etc. havia regras a cumprir.

 

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O Padre António Lourenço Fontes, hoje sobejamente conhecido pelos congressos de bruxaria e sextas-feiras 13 de Montalegre, é um dos conhecedores profundos do Barroso, dos seus usos e costumes, não só por também ele ser barrosão, mas também por ter dedicado toda a sua vida ao estudo e divulgação do Barroso. As suas primeiras publicações sobre os usos e costumes do Barroso e sobre o comunitarismo de Barroso remontam aos anos 70 do século passado, onde se revela o grande etnógrafo do Barroso, passando tintim por tintim todos os usos, costumes e comunitarismo do Barroso à escrita e publicação de dois volumes de Etnografia Transmontana, sendo o II Volume dedicado exclusivamente ao comunitarismo de Barroso.

 

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Por exemplo quanto ao boi do povo, que tinha duas funções, a primeira a de cobrir as vacas da aldeia e a segunda era o representante da aldeia no desporto do povo barrosão, o das chegas de bois. Lourenço Fonte diz ao respeito, no II volume de Etnografia Transmontana – O Comunitarismo de Barroso:

 

“ O boi do povo, um dos maiores proprietários da aldeia, é de todos os que têm vacas. Todos colaboram na sua manutenção e pastoria. Todos têm de lhe ir segar e recolher o feno, semear as batatas do boi, recolhe-las, pedir pão ou milho, ou mesmo roubá-lo, quando os mais velhos o não querem dar às boas. Em Cambezes quando é tempo das ferranhas tenras, o boi anda à roda, pelos vizinhos; cada um tem de dar ferranha ao boi ou bois, tantos dias, como de vacas tem para cobrir. Todos pagam ao pastor do boi, conforme o número de vacas. Em Pitões pagam em alqueires de centeio ao que guarda o rego da rega, no tempo respetivo. O tratador é gratuito, trata do boi para vender ou chegar com outro.”

 

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Já quanto ao boi do povo representar a aldeia no desporto barrosão - as chegas, diz Lourenço Fontes:

 

“Nas chegas, o desporto usual das aldeias de Barroso, todos vão acompanhar o seu boi, de pau na mão, e rogar aos santos da igreja que ele seja campeão. Se não for campeão, ou o vendem, ou o tratam para vir a sê-lo. Por isso, nem sempre o ser bom reprodutor é o motivo de conservar um boi, mas o ser o melhor lutador. Está aqui uma das razões da degenerescência da raça Barrosã, além de outras.”

 

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Voltando às quezílias das aldeias e afins, escreve Lourenço Fontes:

 

“Nos barulhos ou contendas, entre pessoas de aldeias diferentes, também a coesão e unidade se manifesta. Um por todos e todos por um, gritam logo. E toca de esgalhar paulada ou estadulhada nos inimigos do nosso vizinho. Há aldeias que não se ligam bem, apesar de serem da mesma freguesia, ou muito próximas, que não se gramam, por uma pequena questão particular. O jogo do pau era espetáculo nestas marés. (Salto)”.

 

E ainda

“ Nas feiras e festas a rapaziada junta-se em determinado local, mais ou menos central, ou à saída do povo, cada qual com seu pau de lodo, antes, hoje com a sua pistola no bolso. (1)

 

  • (1) – A G.N.R. acabou com os paus.

 

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E sobre esta aldeia que dá pelo topónimo de Muro vai sendo tudo. Sem dúvida que é mais uma aldeia do Barroso que merece uma visita, não só pela aldeia, que embora pequena não deixa de ser interessante, mas também pela paisagem envolvente das montanhas barrosãs. E chegamos ao vídeo final, com todas as imagens publicadas neste post. Espero que gostem:

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a última aldeia da freguesia de Covas de Barroso -  Romaínho.

 

 

27
Jun21

O Barroso aqui tão perto - Boticas e Montalegre

As duas vilas, sede de concelho, do Barroso

BOTICAS

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MONTALEGRE

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20
Jun21

O Barroso aqui tão perto - Covas do Barroso

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Seguindo a metodologia que adotámos para o Barroso do concelho de Boticas, ou seja, seguir a ordem alfabética das freguesias e as suas aldeias,  e depois de termos abordado todas as aldeias da freguesia de Codessoso, Fiães do Tâmega e Curros chega a vez da freguesia de COVAS DO BARROSO, constituída pelas aldeias de Covas da Barroso, Muro e Romaínho.

 

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Seguindo a ordem alfabética nas aldeias dentro da freguesia, também calha a Covas do Barroso fazer a abertura da freguesia. Assim é até Covas que vamos hoje

 

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Fomos a Covas de Barroso três vezes. A primeira vez já há uns anitos, em 2011, num passeio de fotógrafos, numa visita muito rápida em que quase nos ficámos pela igreja e pelo largo principal, o do forno do povo. Já então, e ainda antes de termos iniciado esta rubrica das aldeias do Barroso, ficámos com vontade de lá voltar.

 

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A segunda vez já fomos com mais tempo, já para fazer a recolha de imagens de um futuro post dedicado à aldeia. Foi em março de 2018, por sinal um dia de chuva intensa, que embora até sejam interessantes para a fotografia, já o não são tanto para os nossos corpos e muito menos para as Câmara fotográficas. Mesmo assim fizemos o possível e recolhemos algumas imagens, mas desde logo sentimos que a recolha não estava completa.

 

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Como não há duas sem três, voltámos lá no mesmo ano, três meses depois, em junho de 2018, e em boa hora o fizemos, pois assim podemos dizer que a recolha ficou quase completa, e o quase é apenas porque uma recolha nunca fica completa. Um dia de sol interessante, com nuvens para enfeitar, sem incomodar, bem diferente do dia invernoso de março, agora com a primavera no seu auge, a mostrar toda a sua exuberância no colorido florido da paisagem, principalmente na paisagem selvagem dos montes que rodeiam a aldeia, só interrompido pelo corredor que o asfalto da estrada rasgava por entre as giestas, como se tratasse de um tapete que nos conduzia até Covas.

 

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Quanto à aldeia, é um misto de aldeia concentrada, com uma igreja, o forno comunitário e o cruzeiro no grande largo, ainda, como quase todas as aldeia, na falda da montanha, mesmo na passagem da montanha para o pequeno vale de terras de cultivo, só que, a aldeia não termina aqui, pois a aldeia continua ao longo de cerca de 2,5km de arruamentos dispersos pelo pequeno vale agrícola. Uma aldeia sem dúvida diferente, mas com todos os ingredientes de uma aldeia barrosã.

 

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Pessoalmente, realço da aldeia o belíssimo cruzeiro do largo principal, desde a sua base até ao topo a terminar na cruz com duas figuras esculpidas em granito, uma em cada face da cruz. O forno do povo, todo em granito, incluindo a cobertura, tendo como particularidade ter dois fornos, lado a lado, no seu interior, não sei se existem mais assim, pessoalmente, foi o primeiro que vi (com dois fornos). Realce também para as suas igrejas, principalmente a que se localiza junto ao cemitério. Um segundo cruzeiro, mais simples, mas com base idêntica ao do largo principal, e embora simples, não deixa de ser interessante. Realce também para os canastros e seu enquadramento e também as montanhas envolventes, principalmente as que se atravessam vindos da aldeia de Campos.

 

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Até aqui temos deixado as nossas impressões sobre a aldeia, mas anda não referimos como chegar até lá e onde ela se localiza. Então vamos lá, como ponto de partida como sempre da cidade de Chaves e pelo caminho mais habitual para ir até terras de Boticas, ou seja via N103 (estrada de Braga) até Sapiãos, depois deixa-se a N103 e tomamos a M312 até Boticas, onde apanhamos a R311 e subimos até a Carreira da Lebre, o grande entroncamento de Boticas, e desta vez, na rotunda da Carreira da Lebre, seguimos em frente, mas apenas durante cerca de 5Km logo a seguir à última entrada para aldeia de Vilar (à esquerda) e saída para a aldeia de Carvalho (à direita), ou seja, na saía à direita que indica Campos, aldeia pela qual teremos de passar para ir até Covas do Barroso. Se por acaso se enganar e andar mais de 5Km, não volte para trás, pois mais à frente, depois da aldeia de Bostofrio, mas antes de Agrelos, há outra entrada para a aldeia.

 

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E agora vamos às nossas pesquisas sobre a documentação existente, ou perlo menos aquela a que tivemos acesso, sobre a Cova do Barroso. Como sempre a principal fonte é a monografia “PRESERVAÇÃO DOS HÁBITOS COMUNITÁRIOS NAS ALDEIAS DO CONCELHO DE BOTICAS”, onde há a referência a um parque de lazer a dois castros: O Alto do Castro e o Castro do Poio.

 

Alto do Crasto

Designação: Alto do Crasto

Localização: Covas do Barroso

Descrição: Sobranceiro à aldeia de Covas encontra-se o Alto do Castro, monte de encostas empinadas, principalmente a do lado Sul, voltada para Covas do Barroso. Tem um pequeno reduto, com 6 a 8 metros de diâmetro, rodeado por todos os lados, excepto no lado Sul onde se abre uma longa portada com 27m de largura. Um pouco acima da linha dos 27 m da grande portada há uma fiada de 6 a 7 metros de pedras pequenas, que se supõe corresponderem ao miolo do paredão, ou muralheta, que fechava daquele lado o rodeio dos penedos que por três lados cercam a irregular e pedregosa plaina cimeira.

 

No local forma encontrados pedaços de cerâmica.

 

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O Castro do Poio

Designação: Castro do Poio

Localização: Covas do Barroso

Descrição: O Castro do Poio fica no termo da freguesia de Covas do Barroso. Encontra-se localizado a uns 400m a jusante da ponte nova que atravessa o rio pela estrada de Covas do Barroso ao Couto de Dornelas.

O cabeço de pedra de xisto em que assenta o castro é uma espécie de promontório arredondado, rodeado pelo rio do Couto de Dornelas a Norte, Poente e Sul. Um grosso istmo liga-o pelo NE ao monte adjunto. O castro tem três muralhas. A primeira, no fundo da ladeira, fica a uns 10 a 12 metros acima da margem esquerda do rio, tem 1,70 m de largura, parte do fosso do lado Norte, abraça a base do promontório e vai desembocar no fosso, sensivelmente à mesma distância do rio. A segunda muralha também com 1,70 m de largura, na linha Nordeste/Sudoeste, fica 30 m acima da anterior e segue, em arco de ferradura, mais ou menos paralelo à primeira muralha num comprimento de 150 a 200 metros. Começa e acaba, como a anterior, nas duas portas do fosso. A terceira muralha, na linha NE/SO fica 50m acima da segunda. Mais acima na plaina do topo do monte, esta terceira muralha estreita a 1 m de largura, forma um conjunto elipsóide com um lacete, onde se distinguem três anéis de pedra amontoadas que devem corresponder a outras tantas casas circulares.

O fosso, com 6 m de boba e 3m de fundo, foi rasgado a cortar o istmo daquele promontório e estende-se seguindo o pendor das encostas, aproximadamente 60 m de cada lado, até ao rio.

 

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COVAS DO BARROSO

 

Localização geográfica: A freguesia de Covas do Barroso situa-se na parte Sul do concelho de Boticas

Distância relativamente à sede do concelho: aproximadamente 20 km.

Acesso viário: seguindo pela ER 311, virando na indicação Campos / Covas do Barroso, percorre-se a EM 519-C até à aldeia de Covas do Barroso, ou, em alternativa, percorre-se a ER 311 e virando na indicação Covas do Barroso segue-se pela EM 519-1C.

Área total da freguesia: 29,6 km2

Localidades: Covas do Barroso, sede de freguesia, Muro e Romaínho.

População: 348 habitantes.

Orago: Santa Maria.

Festas e Romarias

Nossa Senhora da Saúde, 1º domingo de Junho, Covas do Barroso.

Santo António,* 13 de Junho, Covas do Barroso.

Carolo de Santo António, 14 de Junho, Covas do Barroso.

Património Arqueológico

Alto do Castro.

Castro do Poio.

Povoado de S. Martinho.

Povoado do Cemitério de Covas do Barroso.

Património Edificado

Capela de Nossa Sra da Saúde (Covas do Barroso).

Cruzeiro de Covas do Barroso – Património Classificado (IIP).

Fontanário (Covas do Barroso).

Forno Comunitário de Covas do Barroso.

Igreja Paroquial de Covas do Barroso – Património Classificado (IIP).

Tribunal (Covas do Barroso).

Capela de S. José (Romaínho).

Outros locais de interesse turístico.

Forno do Povo de Romaínho (construção recente).

Dois Moinhos de Rodízio (Covas do Barroso).

Um Percurso Pedrestre.

 

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Da monografia ainda uma última referência, a de uma tradição de entrudo, que, não sei se ainda se realiza:

 

O Entrudo, traz consigo os caretos, as brincadeiras e a folia.

 

No Domingo Gordo, o domingo antes do Entrudo, em Covas do Barroso, fazem o carro do galo, tradição dedicada ao professor (a) da aldeia. Todos os anos os alunos, da escola primária, arranjam um carrito de mão, enfeitam-no com flores levando as suas ofertas que, como manda a tradição, são compostas por um coelho, uma galinha, vinho do porto, doces e um galo. Depois fazem um cortejo com o carro pelas ruas da aldeia.

 

Nesta aldeia ainda existe a tradição de ler os motes. Juntam-se três rapazes no principal largo da aldeia, um coloca-se no forno do povo, outro no cruzeiro, seguram uma corda com o galo preso no meio e tentam acertar com ele ao que está a ler os motes de forma a atirarem-lhe com o chapéu ao chão. Este, enquanto lê os motes, com uma espada tenta afastar o galo da sua cabeça. No final oferecem o galo e o restante conteúdo do carro.

 

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Para finalizar, também Miguel Torga passou por Covas do Barroso, pelo menos duas vezes, isto a crer pelos dois registos de Covas que Torga deixa no seus diários, um de 1958 e outro de 1987:

 

Covas do Barroso, 27 de Setembro de 1958

 

Almoço na casa do abade da terra. É bom alimentar de vez em quando o ateísmo a uma mesa residencial.

 

Miguel Torga, In Diário VIII

 

 

Covas do Barroso, 8 de Setembro de 1987

 

Uma bonita imagem de Nossa Senhora de Rocamador na igreja matriz, e o forno do povo ainda quente  e a reacender da última fornada. Um lavrador, quando me viu ougado, meteu a navalha a uma broa e fartou-me. O comunitarismo, por estas bandas, não é uma palavra vã. Significa solidariedade activa em todos os momentos. Até a fome turística tem direito ao pão da fraternidade.

 

Miguel Torga, In Diário XV

 

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E para finalizar o vídeo com todas as imagens publicadas neste post dedicado a Covas do Barroso. Infelizmente, já depois do vídeo publicado,  demos conta de um pequeno lapso no nosso mapa, nas placas que indicam as aldeias de Codessos e Antigo de Curros, deveriam indicar Muro e Romaínho, tal como consta no mapa que fica neste post. Mesmo assim, espero que gostem do vídeo e que me desculpem este pequeno lapso.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Muro.

 

 

 

30
Mai21

O Barroso aqui tão perto - União de Freguesias de Codessoso, Curros e Fiães do Tâmega

Freguesias de Boticas

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Codessoso, Curros e Fiães do Tâmega é uma freguesia portuguesa do concelho de Boticas com 35,17 km² de área e 298 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 8,5 hab/km².

 

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História

Foi constituída em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, pela agregação das antigas freguesias de Codessoso, Curros e Fiães do Tâmega e tem a sede em Condessoso.

 

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Nesta abordagem resumo da atual união de freguesias, vamos basear-nos na documentação que existe das antigas freguesias de Codessoso, Curros e Fiães do Tâmega.

 

Antiga Freguesia de CODESSOSO

 

Alojamento Turismo Rural - Casa de Paula (Virtelo)

 

Localização geográfica: A freguesia de Codessoso situa-se na parte sul do concelho de Boticas. Distância relativa à sede do concelho: aproximadamente 6,5 km.

 

Acesso viário: Pela ER 311 virando na indicação Codessoso segue-se pelo CM 1039-A, ou, em alternativa, segue-se pela ER 311, apanha-se a EM 312 e vira-se na indicação Codessoso.

 

Área total da freguesia: 8,7 km2 (é a mais pequena freguesia do concelho) Localidades: Codessoso, sede de freguesia, e Secerigo.

 

População: 168 habitantes

 

Aldeias do Barroso

 

Orago: S. Lourenço

 

Festas e Romarias: S. Frutuoso, 16 de Abril, Secerigo S. Lourenço,* 10 de Agosto, Codessoso Nossa Senhora de Guadalupe,* 08 de Setembro, Codessoso.

Com (*) - Só celebração religiosa.

 

Património Arqueológico: Castro do Alto da Coroa / Castro da Naia / Rio Mau Povoado de Santa Bárbara.

 

Património Cultural e Edificado: Calvário (Codessoso), Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, Capela de S. Frutuoso (Secerigo), Casario tradicional (Codessoso), Forno do Povo de Codessoso, Igreja Paroquial de S. Lourenço (Codessoso).

 

Castro do Alto da Coroa Designação: Castro do Alto da Coroa / Castro da Naia / Rio Mau.

 

Localização: Codessoso

 

Descrição: O monte donde se localiza o Castro Alto da Coroa, ou simplesmente a “Coroa”, fica a cerca de 1km a N/W da aldeia de Codessoso. Este castro possui dois fossos separados por um combro relativamente estreito. Uns 20 m acima do segundo fosso, há uns restos de parede que parecem vestígios de muralheta. Acima uns 12 m, há restos de outra parede que pode ser parte da segunda muralheta que corre paralela à primeira. Foi encontrada cerâmica, tégula, escórias e vestígios da fundição de ferro. Pensa-se que este castro terá sido romanizado.

 

 

Antiga freguesia de CURROS

 

Localização geográfica: A freguesia de Curros situa-se na parte Sul do concelho de Boticas.

 

Distância relativamente à sede do concelho: aproximadamente 10,5 km.

 

Acesso viário: pela ER 311. Apanhando a EM312 no lugar da Carreira da Lebre, em direcção a Ribeira de Pena, vira-se depois na indicação Antigo de Curros e percorre-se o CM 1048; em alternativa pode seguir-se pelo CM 1050 e depois pelo CM 1048.

 

Área total da freguesia: 12 km2

 

Localidades: Antigo de Curros, Curros, sede de freguesia, e Mosteirão.

 

População: 87 habitantes

 

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Orago: Nossa Senhora das Neves.

 

Festas e Romarias: S. Brás, 03 de Fevereiro, Antigo de Curros Santo António,* 13 de Junho, Curros Nossa Senhora das Neves,* 05 de Agosto, Curros Nossa Senhora de Fátima e Santa Bárbara, em Agosto, Mosteirão Santa Bárbara,* 04 de Dezembro, Mosteirão.

 

Com (*) - Só celebração religiosa.

 

Património Cultural e Edificado: Capela de Mosteirão, Capela de S. Brás (Antigo de Curros), Cruzeiro, Forno do Povo de Antigo de Curros, Forno do Povo de Curros, Igreja de Nossa Senhora das Neves.

 

Outros locais de interesse turístico: Forno do Povo de Mosteirão (construção recente).

 

 

Antiga Freguesia de FIÃES DO TÂMEGA

 

Fiães do Tâmega, que em 1834 tinha sido criada paróquia vindo a fazer parte do concelho de Ribeira de Pena para mais tarde se fixar no concelho de Boticas.

 

locais de interesse turístico: Praia Fluvial e a ponte de arame sobre o rio Tâmega que liga a aldeia de Veral a aldeia de Monteiros, esta de Vila Pouca de Aguiar. Ponte de arame que infelizmente irá ficar submersa com a barragem em construção no rio Tâmega.

 

Localização geográfica: A freguesia de Fiães do Tâmega situa-se na extremidade mais a Sul do concelho de Boticas.

 

Distância relativamente à sede do concelho: aproximadamente 13 km.

 

Acesso viário: Seguindo pelo CM 1050 até Fiães, ou, em alternativa, segue-se pela ER 311, apanha-se a EM 312, vira-se na indicação Veral e segue-se pelo CM 1050.

 

Área total da freguesia: 14,5 km2

 

Localidades: Fiães do Tâmega, sede de freguesia, e Veral.

 

População: 167 habitantes.

 

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Orago: S. Bernardino Festas e Romarias: S. Bernardino,* 20 de Maio, Fiães do Tâmega Santa Susana, 11 de Agosto, Fiães do Tâmega S. Martinho, 11 de Novembro, Veral.

 

Património Cultural e Edificado: Igreja Paroquial de Santa Susana (Fiães do Tâmega) Capela de S. Martinho (Veral) Forno do Povo de Fiães do Tâmega.

 

 

Aldeias da União de Freguesias de

Codessoso, Currais e Fiães do Tâmega

 

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Fazem parte da atual união de freguesias as aldeias de:

 

Antigo de Curros

Codessoso

Curros

Fiães do Tâmega

Mosteirão

Secerigo

Veral

 

 

Antigo de Curros

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Link para o post completo da aldeia de  Antigo de Curros:  ANTIGO DE CURROS 

 

Codessoso

 

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

Aldeias do Barroso

 

Link para o post completo da aldeia de Codessoso: CODESSOSO 

 

Curros

 

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Link para o post completo da aldeia de Curros: CURROS 

 

Fiães do Tâmega

 

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Link para o post completo da aldeia de Fiães do Tâmega: FIÃES DO TÂMEGA 

 

 

Mosteirão

 

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Link para o post completo da aldeia de Mosteirão: MOSTEIRÃO

 

Secerigo

 

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Link para o post completo da aldeia de Secerigo: SECERIGO

 

Veral

 

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Link para o post completo da aldeia de Veral: VERAL

 

 

E só nos resta o vídeo resumo das aldeias da União de Freguesias de Codessoso, Currais e Fiães do Tâmega. O vídeo individual de cada aldeia pode ser visto no post de cada aldeia (para o qual ficou link atrás). Vamos então ao vídeo. Espero que gostem.

 

 

No próximo domingo iniciamos a abordagem à freguesia de Covas do Barroso.

 

 

 

17
Mai21

O Barroso aqui tão perto - Veral

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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VERAL - BOTICAS

 

Nestas andanças pelo concelho de Boticas, hoje vamos até Veral, a última aldeia que trazemos aqui da União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega.

 

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Iniciemos já pela localização e itinerário para chegar até Veral. O ponto de partida é a partida da cidade de Chaves com partida e para o Concelho de Boticas, para a maioria das freguesias, e esta não é exceção, a melhor estrada é a de Braga (N103), até Sapiãos, aí deixamos a N103 e rumamos até Boticas, aí tomamos a direção de Ribeira de Pena apanhando a R311 até a Carreira da Lebre, onde, na rotunda devemos saír em direção a Ribeira de Pena, pela N312, onde passados cerca de 14Km encontraremos, à esquerda, a saída para Veral, ao todo, entre Chaves e Veral, são 41,1Km. Mas fica o itinerário em mapa, para melhor localização.

 

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Veral fica no limite do concelho de Boticas, a confrontar com o concelho de Ribeira de Pena, a Sul e com o concelho de Vila Pouca, a nascente, neste a linha divisória dos dois concelhos é o Rio Tâmega, que fica a cerca de 500 de Veral.

 

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Embora cada aldeia tenha as suas singularidades, também as há que partilham algumas identidades, no caso Mosteirão e Fiães do Rio partilham a sua condição em relação à proximidade do Rio Tâmega e as mesmas vistas, e até a forma como povoaram a encosta, dispondo as suas construções em anfiteatro.

 

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Quanto à aldeia, tem um capela, de vocação a S.Martinho, o orago da aldeia, localizada sensivelmente a meio do anfiteatro composto pelas construção da aldeia, com a particularidade de ter a torre sineira separada da capela, o que torna a capela muito mais interessante.

 

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Como pontos de interesse, tem ainda a ponte de arame sobre o rio Tâmega que liga a aldeia de Veral a aldeia de Monteiros, esta de Vila Pouca de Aguiar. Ponte de arame que infelizmente, este ponto de interesse turístico, irá ficar submersa com a barragem em construção no rio Tâmega. Infelizmente, também,  não temos imagens desta ponte.

 

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 A respeito da água que serve estas povoações, vamos transcrever alguns parágrafos do que se diz na monografia de Boticas “PRESERVAÇÃO DOS HÁBITOS COMUNITÁRIOS NAS ALDEIAS DO CONCELHO DE BOTICAS”

 

As aldeias de Bobadela e Fiães do Tâmega, que partilhavam água com as aldeias vizinhas (Nogueira e Veral), recorrendo a determinadas estratégias, conseguiram ficar na posse dela. Na freguesia de Bobadela, ficou na memória dos aldeãos a história do “Santo Ladrão”.

 

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Conta a história que, há muitos anos atrás, no tempo dos antigos, Bobadela e Nogueira dividiam entre si uma água que vinha da Serra do Leiranco. Os de Bobadela achavam que aquela água lhes pertencia por direito e que não tinham que partilhá-la com os de Nogueira, pois estes já tinham muita água, doutras nascentes dessa Serra.

 

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Assim, arranjaram um estratagema para ficarem com a água toda, sem que os de Nogueira pudessem contestar tal apropriação. Um dia, juntaram-se as pessoas de ambas as aldeias, dirigiram-se à Serra, ao tornadouro de divisão das águas e combinaram deitar metade da água para Bobadela e a outra metade para Nogueira. A aldeia onde a água chegasse primeiro, ficava com ela. O sinal da chegada da água era o toque do sino da capela, em Nogueira, ou da capela de S. Lourenço, em Bobadela. Ora, os moradores de Bobadela, já com ela fisgada, ainda a água vinha longe, já eles estavam a tocar o sino. Os de Nogueira aceitaram a sentença, mas, convencidos que tinha havido batota, passaram a chamar-lhe o Santo Ladrão.

 

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Em Fiães do Tâmega, a água da Poças das Breiras era pertença comum dos habitantes de Fiães do Tâmega e Veral. Reza a história que, estes tentaram apropriar-se da água, mas os de Fiães do Tâmega foram mais rápidos. Numa noite, juntaram-se todos e fizeram um rego pela serra abaixo. Botaram a água para Fiães e fizeram um rol da água para que os moradores de Veral não a pudessem reclamar

 

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E com esta nos vamos até ao vídeo, com todas as imagens hoje aqui publicadas. Espero que gostem. Mas antes, avisar que o próximo post de “O Barroso aqui tão perto”, será os post resumo da União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, onde termos oportunidade de mais uma vez abordarmos esta aldeia de Veral.

 

Aqui fica o vídeo:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Boa semana!

 

 

09
Mai21

O Barroso aqui tão perto - Secerigo

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

1600-secerigo  (119)

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Secerigo - Boticas

 

Nesta descoberta do Barroso do concelho de Boticas, temos andado pela União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, hoje continuamos na mesma freguesia, para irmos até à sua penúltima aldeia, isto porque temos seguido a ordem alfabética, tocando hoje a vez a Secerigo.

 

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Apenas para fazer o ponto da situação e saberem por onde temos andado, esta freguesia é composta por 7 aldeias, a saber, Antigo de Curros, Codessoso, Curros, Fiães do Tâmega, Mosteirão, Secerigo e Veral.

 

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Esta freguesia fica “entalada” entre os Tâmega e o Beça, e se nas últimas semanas andávamos próximos do rio Tâmega, hoje vamos para as proximidades do rio Beça, pois Secerigo fica na sua margem esquerda, a apenas 400m.

 

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Quando começámos a abordar o Barroso neste blog, partimos do princípio pré-definido da existência do Alto e Baixo Barroso. Tivemos oportunidade de dizer aqui, que quando iniciámos esta rúbrica, o nosso Barroso conhecido era,  na prática, apenas entre Chaves e Montalegre e Boticas, a partir de aí, apenas tínhamos feito umas visitas a Torém, Pitões das Júnias (no concelho de Montalegre) e as voltas do S. Sebastão, no concelho de Boticas, ou sejam as aldeias de Vila Grande (Dornelas) Vilarinho Seco e Alturas do Barroso, ou seja, segundo as definições, apenas conhecíamos o Alto-Barroso, de terras altas, frias e agrestes. O Baixo-Barroso, era assim, também para nós desconhecido.

 

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Com a descoberta desse Baixo-Barroso, começámos a notar que, se a definição do Alto-Barroso se identificava com o Barroso que até aí tínhamos conhecido, a do Baixo-Barroso nem por isso, ou então, poderíamos dizer que enquanto o Alto-Barroso é uniforme nas suas principais características, o Baixo-Barroso não o é. Mas quem sou eu para por em causa aquilo que oficiosamente é aceite? No entanto tenho direito à minha opinião, e o meu Barroso é feito por outras divisões, que tem tudo a ver com aquilo que lhes dá as singularidades de o tornar diferente, ou seja, aquelas que a natureza define, limita, condiciona, etc. ou seja, as montanhas, os rios, os planaltos e os vales.

 

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Assim, poder-vos-ia falar por um lado, no que toca a montanhas, no Barroso do Larouco, do Gerês, da Cabreira, do Leiranco e do Barroso da Serra do Barroso, em que esta última, ocupa o centro do Barroso. Quanto aos rios, ficaria apenas pelo rio Cávado e Tâmega, quando muito, talvez também o Rabagão, em que este último, serve também como um dos limites do Barroso, sendo os outros, as serras do Larouco, do Gerês e a Serra da Cabreira. Tudo isto para vos dizer, que toda esta freguesia da União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, para mim, fica no Barroso do Tâmega, com um clima mais moderado e que abrange além desta freguesia, todas as outras freguesias que ficam na margem esquerda do Rio Beça, as da margem direita do rio Tâmega e a nascente da serra do Leiranco, incluindo, claro, a Vila de Boticas. Mas repito, este é o meu Barroso, ou a forma como eu o vejo. Daí, Secerigo estar também neste barroso.

 

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E como vamos até Secerigo? Ora, pelas estradas do costume, e por onde é mais habitual ir até ao Barroso do Concelho de Boticas, ou seja, pela N103 até Sapiãos, e depois passagem por Boticas, subida pela R311 até a Carreira da Lebre onde se abandona a R311 em direção a Ribeira de Pena, depois passagem pela aldeia de Codessoso e logo a seguir é Secerigo. Ao todo, desde o nosso ponto de partida, como sempre a cidade de Chaves, até Secerigo, são 30,8Km. Mas fica o mapa de apoio com o itinerário, que ainda não é o nosso porque ainda não resolvemos os nossos problemas para ter acesso a ele.

 

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Mas atenção, se por algum acaso, para este passeio, tem de utilizar a autoestrada (A24), não precisa de ir até à cidade de Chaves, pois pode sair no nó de Vidago e logo a seguir apanhar a N311 ou sair no nó de Curalha e logo a seguir apanhar a E103 em direção a Braga, ou seja, fazer apenas parte do percurso que deixámos no mapa.

 

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Quanto a Secerigo, foi uma aldeia agradável de descobrir, com um tipo de povoamento não muito concentrado, mais a definir-se junto a um arruamento principal, quer no seu povoamento mais antigo, quer no mais recente, localizada 760m de altitude, num pequeno planalto que tem início na Carreira da Lebre, que aqui em Secerigo, por se encontrar entre montanhas, ganha característica de vale, mas superior em relação à vizinhança do Rio Beça, visto que este passa ao lado de Secerigo a uma cota de 690m.

 

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Por outro lado, embora ainda dentro daquele Barroso do Tâmega e suas influências, já está na zona de transição para o Barroso da Serra do Barroso, naturalmente mais frio que as anteriores populações que abordámos, mas em tudo o restante, idêntico à restante freguesia.

 

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Resumindo, Secerigo é também uma aldeia de visita obrigatória, gostámos em particular da sua capela, de S.Frutuoso, com celebração/festa em 16 de abril, das suas construções tipicamente transmontanas/barrosãs, construídas com pedra solta à vista, da vida que ainda há nas ruas, e embora seja de estranhar, não estranhe se em algumas fotos vê algumas alusões ao dia das bruxas “Alloween” com cabaças iluminadas, pois andámos por lá em recolha de imagens num dia 1 de novembro, modernices que até são engraçadas, mas que não têm tradição na região nem abalam o dia de Todos os Santos, nem o do Fiéis Defuntos, que embora celebrado no dia 2 de novembro, muitos por antecipação o celebram também no dia 1. Quanto às cabaças, tinha melhor fim se tivessem feito compotas com elas, essas sim, são bem tradicionais e para mim, das melhores compotas que há, as caseiras, claro.

 

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E agora sim só nos resta o vídeo com todas as imagens da aldeia de SECERIGO que foram publicadas hoje neste post. Espero que gostem,

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de BOTICAS, despedimo-nos até ào próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Veral.

 

 

19
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Mosteirão

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas - C/Vídeo

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Mosteirão - Boticas

 

Nesta descoberta do Barroso do concelho de Boticas, temos andado pela União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, hoje continuamos na mesma freguesia, na aldeia de Mosteirão.

 

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Sobre Mosteirão, quase podíamos repetir o que dissemos sobre Fiães do Tâmega, ou sobre Curros, ou o que iremos dizer sobre Veral e Sobradelo, porque todas estas aldeias barrosãs têm em comum a vizinhança do Rio Tâmega e os olhares que se lançam sobre as montanhas além Tâmega e que entram nos concelhos de Chaves, de Vila Pouca de Aguiar e bem lá ao fundo, nas últimas montanhas, também um pouquinho do concelho de Valpaços. Na realidade são aldeias miradouros.

 

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Mas há miradouros e miradouros e embora o Barroso até seja rico em miradouros oficiais ou não, e todos eles sejam interessantes, este de Mosteirão é muito singular, pois a própria rua que atravessa a aldeia é uma varanda miradouro, com gradeamento e tudo, e sem obstáculos pela frente.

 

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Tal como disse em Fiães do Rio, estamos também num Barroso mais ameno,  com fortes influências do Rio Tâmega e das suas características neblinas e nevoeiros. Que por sua vez se vai refletir naquilo que a terra aí produz, já com árvores de frutos, a vinha, e outras culturas que no Alto Barroso são quase impossíveis de vingar.

 

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Terras mais amenas que no restante Barroso, mas na mesma com invernos rigorosos e mais húmidos o que faz com que o frio se sinta mais, mesmo com temperaturas mais altas, o frio entranha-se no corpo, não respeita a roupa e abrigos que vestimos, chega até aos ossos.

 

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Mas vamos até Mosteirão e como chegar lá. Também aqui se aplica o que dissemos para Fiães do Rio, pois para chegarmos a esta tivemos que passar por Mosteirão. Assim, o itinerário a partir, como sempre, da cidade de Chaves, é o mesmo, ou seja, via N103 (estrada de Braga) até Sapiãos, dai rumamos até Boticas e na segunda rotunda, segunda saída (antes da saída para Vidago) temos a estrada que nos leva até Mosteirão, e a não ser as instalações da RESAT, temos apenas montanha até chegarmos à aldeia. Hoje, por problemas alheios à nossa vontade, não temos o nosso mapa, mas temos um do google maps com todas as indicações necessárias.

 

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Assim, nem que fosse e só pelo que dissemos até aqui, Mosteirão já merecia uma visita, mas é também de visita obrigatória pela própria aldeia, pela sua disposição no terreno, pelo conjunto e particularidades do seu casario, e, claro, fique na varanda do seu miradouro o tempo que lhe apetecer, desde onde, tem também uma vista singular sobre Arcossó e a Vila de Vidago.

 

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O único senão destas aldeias é não existir muita informação/documentação disponível para podermos fazer uma abordagem mais completa sobre a aldeia, a sua gente e a sua vida.  Na monografia de Boticas – “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas” apenas encontrámos algumas informações, como à freguesia a que pertence, as suas festas e celebrações religiosas, a Nossa Senhora de Fátima e Santa Bárbara em agosto, e em dezembro, apenas com celebração religiosa a Santa Bárbara.

 

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Como património cultural e edificado, a monografia refere a capela, e sim, embora muito simples, não deixa de ser interessante. A capela de Santa Bárbara com granito à vista, um granito de a duas cores de castanho, um, mais cor de café com leite e outro de cor de café puro, granito e cores que se repete um pouco por todas as construções da aldeia, curiosamente a umas dezenas de quilómetros das grandes explorações de granito azul.

 

Outros locais de interesse turístico Forno do Povo de Mosteirão.

 

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Mas graças à internet e à redes sociais podemos ter mais algumas informações, nomeadamente quando há pessoas nas aldeias que criam um espaço a ela dedicada, como neste caso de Mosteirão, que em forma de comunidade marca presença no facebbok, onde poderá acompanhar a vida da aldeia, os seus acontecimentos e alguns vídeos, está tudo aqui:

https://www.facebook.com/Mosteir%C3%A3o-Boticas-Vila-Real-437664913057350/

 

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E só nos resta, como de costume, deixar aqui o vídeo com todas as imagens publicadas neste post. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Secerigo.

 

 

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