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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Fev18

De regresso à cidade

1600-(48726)

 

De regresso à cidade com passagem noturna pela torre de menagem, com uma amoreira e a lua por companhia.

 

E agora um pequeno esclarecimento para aqueles que ontem contribuíram para por um pontinho no mapa-múndi que colocámos na barra lateral e que hoje já não existe. Foi de pouca dura, não por nossa vontade, mas a conselho da equipa de blogs da SAPO, que nós aceitámos, pois o widget (era assim que a coisa se chamava) não era fidedigno, além de também eu ter dado conta que atrasava consideravelmente a abertura de páginas no blog. É, tal como se diz por aí “não há almoços grátis” e mais dia-menos-dia o widget  (gratuito) que tinha instalado,  começaria a abrir publicidade indesejada quando vós acedêsseis ao blog. No passado já tivemos uma experiência dessas que não queremos repetida, mas a todos que contribuíram com um pontinho, o nosso obrigado, pois foi bonito de ver enquanto durou.

 

Uma boa semana, com o dia de amanhã de muita folia.  

 

 

 

04
Nov17

Eiras - Chaves - Portugal

1600-eiras-art

 

E nesta nova ronda pelas nossas aldeias de Chaves, hoje toca a vez às Eiras, uma das aldeias da periferia da cidade de Chaves, instalada à beirinha da veiga mas já nas faldas da Serra do Brunheiro, como quem sobre para S.Lourenço.

 

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Embora as Eiras tenham alguns, até bastantes,  pontos de interesse que merecem uma visita, principalmente para quem gosta da nossa História, eu destacava quatro deles. Um bem visível para quem entra nas Eiras, pois está mesmo ao centro do seu principal largo/cruzamento. Claro que me refiro ao seu cruzeiro, pela sua singularidade e beleza, bem diferente dos habituais cruzeiros.

 

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Os outros pontos de interesse não estão assim tão ao dispor das nossas vistas, é necessário ir até eles. Um é a sua igreja, numa localização recatada de enquadramento bem interessante. Outro é a calçada romana onde ainda se podem apreciar alguns troços em bom estado de conservação e que tão esquecidos têm sido nos nossos roteiros turísticos, a par do miradouro que fica ao lado. Por último, destacam-se as vistas que se alcançam desde alguns pontos das Eiras, principalmente se entrarmos um bocadinho pela serra adentro,

 

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Estes pontos de interesse mencionados são para o turista comum, mas para nós, e este nós sou eu e outros como eu, há outros interesses, principalmente o das recordações de infância e primeiras adolescências, do tempo em que as Eiras pertenciam aos nossos domínios ou limites das nossas brincadeiras e outros afazeres, sobretudo a ver a imagem seguinte que penso ter sido tomada desde o Alto da Forca, já não recordo, mas recordo bem todos os cantinhos visíveis na imagem.

 

1600-eiras (300)

 

Pois na imagem que fica atrás faz-me regressar uns bons anos ao passado. Logo na base da foto, ao centro, está a casa onde nasci e a nova casa azul, construída no lugar da antiga que sempre se supôs dar nome ao bairro. à Direita, ainda na base da foto, está a torre sineira da igreja dos maristas, onde tinham uma quinta e onde ia ao leite que me ajudou a criar e que a Srª Emília mugia na hora, quase diretamente das tetas da vaca para a leiteira. Isto quando o fornecedor de leite na era da quinta dos Caetanos, do Sr. Manuel, este mesmo ao lado da casa azul, do outro lado da estrada. E do leite passamos para o vinho, pois na base da foto, pode-se ver ainda um bocadinho da Adega Cooperativa, que em tempo de vindimas fazia a delicia das crianças do bairro com o assalto que se faziam às dornas cheias de uvas carregadas ainda (muitas delas) em cima de carros de bois. Logo a seguir à base da foto vê-se o   verde dos campos cultivado do Prado, verde que se prolonga depois pela restante veiga. O casario que aprece em segundo plano são as Eiras, onde se ia fazer a aguardente com o bagaço, após as vindimas. Logo a seguir, o casario em terceiro plano que hoje em dia está ligado à Eira, é a aldeia do Castelo que se foi prolongando e entrando pela serra adentro, coisa dos últimos trinta anos, pois antes existiam os núcleos bem definidos.

 

1600-eiras (181)

 

Ainda na mesma foto das vistas gerais tomadas sobre a Casa Azul até ao Castelo, pode-se ver à direita das Eiras uma elevação com pinhal, que separava as Eiras da Quinta da Condeixa. Era então o meu monte preferido para ir “roubar” o pinheirinho de Natal e onde às vezes fazíamos incursões de descoberta da serra, isto logo a partir dos 6 anos de idade. Liberdades que nos tempos de hoje são impossíveis de, os putos de agora, gozarem, onde as suas liberdades de descobertas estão “limitadas” aos écrans dos computadores ou de um tablet/ipad, sem os sons, cheiros, calor ou frio da natureza, que,  diga-se a verdade, em muito contribuíram para a nossa formação, com a tal aprendizagem informal.  

 

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Claro que muita mais coisa haveria para contar, mas além de não termos espaço para tantas estórias vividas, também não é aqui, num post dedicado às Eiras, que as podemos contar. Vão se contando ao longo da vida quando vêm a propósito de qualquer coisa e depois, são omentos nossos que vivemos sempre com uma emoção impossível de a transmitir aqui, reservados só a alguns que connosco os viveram.

 

E daqui, assim o espero, vamos até ao Barroso que amanhã estará cá com mais uma aldeia.

 

 

 

19
Ago17

Castelo - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado, vamos até mais uma das nossas aldeias, esta fica aqui mesmo à beirinha da cidade e do grande vale de Chaves, depois do Campo de Cima e logo a seguir às Eiras – o Castelo.

 

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Castelo sem castelo, pelo menos hoje em dia, mas parece que em tempos muito remotos existiu por lá um e daí o topónimo da aldeia.

 

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Aldeia pequena mas interessante, começando pelas vistas que lança sobre a cidade mas também por ser já uma aldeia de montanha, que aliás se nota bem nas inclinações das suas ruas e acessos. Acessos esses que hoje fazem com que o Castelo também possa ser uma aldeia de passagem, isto se o tomarmos como alternativa à EN 213 entre Chaves e o miradouro de S.Lourenço.  

 

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