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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

01
Out22

Alminhas, nichos, cruzeiros e afins... Cela


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Cela - Chaves

 

Nestas andanças de procurar, divulgar e inventariar elementos de arquitetura e outros símbolos de cariz religioso no concelho de Chaves, hoje vamos até a aldeia de Cela.

 

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Nesta aldeia, e sempre ao longo da estrada e rua principal, podemos encontrar uma igreja, um cruzeiro descoberto, um cruzeiro coberto e uma inscrição de uma data e cruz numa fonte de mergulho.

 

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Como já tivemos oportunidade de o dizer aqui algumas vezes, na abordagem desta temática temo-nos valido das imagens que temos em arquivo de levantamentos fotográficos de algumas voltas que demos pelas nossas aldeias ao longo dos anos de existência deste blog, pelo que algumas das imagens ou motivos que aqui trazemos poderão não corresponder à imagem atual, e repetimos este facto, porque hoje deixamos aqui uma imagem, a do cruzeiro coberto, que temos conhecimento que recentemente recebeu uma cobertura de um telhado de quatro águas revestido com telha cerâmica, que ainda não tivemos oportunidade de fotografar, pelo que fica uma imagem já com alguns anos, mais precisamente de novembro de 2007, mas prometemos que logo que tivermos a imagem atual, também a deixaremos por aqui, bem como outros motivos que nos tivessem escapado nas passagens anterior pela Cela.

 

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Ficam então algumas imagens dos motivos que atrás enunciamos e também o nosso mapa de localização/inventário devidamente atualizado, embora ainda com a falta de muitos motivos que ainda não foram aqui abordados, mas lá iremos…

 

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Resto de um bom fim-de-semana.

 

 

15
Abr20

Cela - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves - C/VÍdeo


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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos aqui hoje esse resumo, para a aldeia de Cela, Chaves.

 

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Aproveitamos também a oportunidade para deixar aqui mais algumas imagens sobre a aldeia. Imagens de “marca” porque por uma ou outra razão marcam as vidas das aldeias. A igreja, as capelas, os cruzeiros e alminhas, quando as há, são dessas imagens de marca das aldeias.

 

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Capelas e igrejas onde se assiste à missa, onde se batizam os filhos, onde se casam, onde velam os seus mortos, onde mora a fé. Cruzeiros e alminhas que lembram sempre a quem tem fé, que ela não está só dentro das igrejas, mas em todos os seus caminhos e cruzamentos da vida.

 

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Também a escola é sempre uma imagem de marca, principalmente hoje, em que as crianças até gostam de ir à escola. Mesmo para nós mais velhos, a nossa escola está sempre registada na memória, e os nossos amigos de escola, mesmo que já não os vejamos há 20,30, 40 50 anos, continuam a ser os nossos amigos de escola e de sempre.

 

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Claro que da nossa antiga escola, nós os mais velhos, não recordamos só os recreios e as caminhadas para casa, ou escola. Também não esquecemos o que se passava dentro da sala de aula, o frio que por lá rapávamos de inverno, as palmadas que nos estavam sempre a cair nas palmas das mãos com aquela palmatória redondinha com uns buraquinhos no meio…que nunca soube se os buraquinhos eram para a dor respirar ou para doer mais. Claro que passado tanto tempo já não sentimos a dor, mas que doíam, doíam…

 

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Mas também as ruas e as casas guardam muitas estórias, muitas brincadeiras de crianças,  trocar de olhares, cumplicidades, tudo serve para recordar, principalmente quando estamos distantes delas.

 

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E agora sim, é tempo de termos aqui o vídeo com todas as imagens da Cela publicadas até à presente data neste blog.

 

 

Posts do blog Chaves dedicados à aldeia de Cela:

https://chaves.blogs.sapo.pt/cela-chaves-portugal-1581451

https://chaves.blogs.sapo.pt/cela-chaves-portugal-1252315

https://chaves.blogs.sapo.pt/368728.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/228579.html

 

 

 

05
Nov17

O Barroso aqui tão perto - Cela


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Hoje iniciamos com um pedido de desculpas para quem nos dois últimos domingos esperava aqui no blog uma aldeia do Barroso. Não foi por falta de material, pois esse já o temos, incluindo o levantamento fotográfico de todas as aldeias, a verdade,  é que não tivemos tempo para trabalhar o material que temos. Mas regressamos ao “Barroso aqui tão perto” e isso é o que interessa, ficando a promessa já antiga de que todas as aldeias e vilas do Barroso passarão por aqui.

 

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 Cela, ao fundo do lado esquerdo

Vamos então até à nossa aldeia de hoje – a Cela.  Aldeia que foi das primeiras a fotografar ainda sem sabermos que aldeia era. Eu explico melhor, acontece que nos nossos itinerários para o Baixo Barroso, com passagem pela Barragem de Paradela, tomávamos sempre a estrada da margem esquerda do Rio Cávado, e logo a seguir a Paradela há um alto convidativo a lançar uns olhares sobre a barragem, onde geralmente parávamos para tomar umas fotos. Desde esse alto avistavam-se duas pequenas aldeias na margem direita do Cávado, logo após o paredão da barragem. Aldeias que fomos fotografando, à distância, sem sabermos de que aldeias de tratava e sem termos a curiosidade de as identificar no mapa, pois já sabíamos que quando os nossos itinerários passassem para a margem direita do rio, aí iriamos passar por elas. E assim foi, só quando passámos para o outro lado do rio é que soubemos que essas duas aldeias eram Sirvozelo e a Cela.

 

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Vamos então até à Cela e como chegar até lá, sempre a partir da cidade de Chaves. Pois para a Cela o nosso itinerário favorito é via Montalegre, ou seja, apanhando a estrada do S.Caetano/Soutelinho da Raia (EM507). A seguir a Montalegre basta seguir a estrada que ora de um lado ou do outro, vai acompanhando o Rio Cávado, isto até a aldeia de Paradela que dá nome à Barragem de Paradela. Aí temos que atravessar o paredão da barragem que o mesmo é dizer que temos de atravessar o Rio Cávado para a margem direita e seguindo a estrada encontramos primeiro Sirvozelo e logo a seguir a Cela, que não fica junto à estrada, mas muito perto. De Chaves até à Cela, por este nosso itinerário, são 65 quilómetros, coisa para se demorar de 1H30 a 2H00, dependendo das paragens que fizermos pelo caminho.

 

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A titulo de informação, estas nossas descobertas do Barroso eram programadas para um dia, com saída de Chaves logo de manhazinha, bem cedo, e regresso ao fim da tarde. No início tínhamos a preocupação de os nossos itinerários coincidirem à hora de almoço com uma localidade que soubéssemos ter restaurante para tratar das nossas barriguinhas. Com o tempo fomos dando conta que, estivéssemos onde estivéssemos, havia sempre próximo um restaurante. Dizemos isto para quem queira ir pelo Barroso de Montalegre, pois onde comer, não é problema, às vezes, com a oferta que há, o  problema está  em escolher qual deles irá tratar das nossas barriguinhas.

 

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Ainda quanto à localização de Cela, deixamos de seguida o nosso habitual mapa e as coordenadas da aldeia, contudo deixamos também uma informação para quem queira abordar o Barroso a partir de outras origens que não seja a da cidade de Chaves e não conheça muito bem a região. Pois aí o melhor é mesmo ter a Estrada Nacional 103 como referência, uma vez que é a principal via que atravessa o Barroso e a partir da qual há ligações para todas as aldeias. Ficam então as coordenadas da Cela, que está implantada já em plena Serra do Gerês a uma altitude que varia entre os 700 e os 750m de altitude:

41º 46’ 04.53” N  e  7º 58’ 27.66” O     

 

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Passemos a abordar o topónimo Cela. A verdade é que esta aldeia aparece grafada tanto com Cela como com Sela. Para nós não tivemos qualquer dúvidas ao optarmos pelo topónimo Cela, isto, talvez, por influência da nossa aldeia da Cela, aqui do concelho de Chaves, alí ao lado de S. Loureço. Mas vamos ver o que diz a “Toponímia de Barroso”:

 

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Sela ou Cela?

“Diminutivo de Sá < Sala < Saella ou < Salella, pequena sala ou casa  - se escrita com S inicial.

Tenho muitas dúvidas na análise deste topónimo geresiano. De tal modo que me atrevo a aconselhar a sua grafia: Cela ou Sela? É que não há documentação que nos dê luz apesar das INQUIRIÇÕES falarem de vários casais na freguesia de Outeiro, antigamente São Tomé de Parada (1258) e, depois, São Tomé de Parada do Gerês.

Se for Cela, como  geralmente se escreve , poder-se-á filiar no latino cella < cela, significando armazém, celeiro, o que implica a existência de uma villa próxima.

Se for Sela decorrerá do também latino “Sallela” < Saella < Sela, no sentido de local abrigado, exposto ao calor solar, próprio para velhinhos ao soalheiro. Nada de pensar em cavalos, burros ou zebros como asnaticamente alguns fazem! A falta de formas escritas do vocábulo coarcta-nos  a decisão mas aceitamos as duas hipóteses: por um lado, dada a apetência e até necessidade que as povoações da zona têm de proceder à transumância de gados para a serra do Gerês e de aí edificarem os seus apriscos, currais e armazéns: por outro lado, a identificação do local com os abrigos naturais da serra e a sua exposição excelente aos raios solares.

 

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Ainda antes de irmos à “Toponímia Alegre”, façamos um regresso ao que se diz atrás, numa passagem a respeito do topónimo, onde se diz: “ (…) Nada de pensar em cavalos, burros ou zebros como asnaticamente alguns fazem! (…)” – Esta é forte!, mas os barrosões são assim, quanto têm uma coisa a dizer, dizem-na, quer doa ou não. No entanto, e embora estas coisas da evolução da palavras a partir do latim não sejam da minha praia,  nem sempre o significado original que se vai buscar ao latim tem a ver com o(s) significado(s) da palavra atual.  Por exemplo “cela” também tem o significado de um pequeno compartimento, como a cela da cadeia ou os aposentos das freiras e dos frades. Quanto a “sela” o significado mais comum é mesmo o da sela dos cavalos, burros e afins… mas também pode ser do verbo selar (um cavalo ou colocar um selo de correio, por exemplo),  Contudo os que “asnaticamente” pensam em cavalos… talvez o seu pensamento não seja descabido de todo, pois é sabido que bem próximo da aldeia de Cela ou Sela, existe a cascata de Cela Cavalos,  e um pouco mais à frente, bem próxima, existe também uma aldeia que tem o topónimo de Cavalos. 

 

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De qualquer forma o autor da “Toponímia de Barroso” começa logo por afirmar no início da descrição do topónimo que:  “ … Tenho muitas dúvidas na análise deste topónimo …). Assim, e até que não tenha dúvidas, deveria deixar abertura para outras opiniões, e que desculpe esta minha “ousadia”, mas deve ser a minha costela barrosã que me faz dizer aquilo que penso, sem com isto querer retirar credibilidade ou qualidade ao trabalho que fez na “Toponímia de Barroso”. Posto isto, voltemos então à toponímia, agora a alegre:

 

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Ó Santinho Santo Ouvido

Onde tens a tua morada:

Entre Sela e Outeiro

Sirvoselo e Parada!

 

Adeus lugar de Parada

Ai Jesus, quem me la dera!

A culpa tive-a eu

Se lá estava não viera.

 

Menina, se tem tanto fastio

Apegue-se a Santo Ouvido;

Se não apegue-se a mim

Que ao pé do Santo resida!

 

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Ficam mais algumas referências à aldeia de Cela que encontrámos no livro "Montalegre":

 

“ Barroso constitui um mosaico de paisagens edénicas. Podemos dizer que em cada canto há um novo encanto. Basta percorrer as nossas estradas municipais ou vicinais através do planalto para redescobrirmos mil recantos admiráveis. A título de exemplo referimos a estrada de Fafião a Cabril e daqui aos Padrões ou a Cela e Sirvoselo; o trajecto de Paradela do Rio a Outeiro e Parada; (…)”

 

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Ainda do livro "Montalegre":

"São célebres por conterem inscrições ou gravados e, portanto, históricos: O penedo de Rameseiros, o afloramento de Caparinhos, o Altar de Pena Escrita (Vilar de Perdizes), O Penedo dos Sinais (Viveiro-Ferral), o Penedo do Sinal, o Penedo da Ferradura e a Pedra Pinta (Vila da Ponte), o Penedo de Letra (Gralhas), o Penedo de Pegada (Ferral). São igualmente célebres por serem incomuns: o penedo do Esporão (S. Lourenço Cabril), a Laje dos Bois (Lapela-Cabril) o Penedo da Pala (Cela-Outeiro) o Penedo da Caçoila (Pedrário-Sarraquinhos)"

 

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Ainda do livro "Montalegre":

De Cabril subimos pelo Miradouro da surreira do meio-dia, passamos na terra do navegador Cabrilho – Lapela. Se estiver calor dê um mergulho nas cascatas de Cela de cavalos e siga até Sirvozelo, aldeia integrada na “ rocha”.

 

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Atrás, numa das referências do livro Montalegre, fala-se de alguns penedos. Pois penedos é coisa que não falta nesta região, e Cela não é exceção. Mas há penedos e penedos e com alguma frequência conseguem-se ver reproduzidas figuras nos penedos. Nem sempre, pois às vezes dependem das sombras que a determinada hora do dia transforma o penedo numa figura. Em Penedones, por exemplo, vimos por lá a cabeça de um gorila reproduzido numa rocha, em Ponteira conseguimos ver o chapéu de Fernando Pessoa. Na subida da serra do Larouco é conhecida a cabeça do cão perdigueiro, pois em Cela, a ilusão de ótica,  ou  “Viés cognitivo”, ou “Apofenia” ou ainda “Oareidolia”, levou-nos a ver outras duas figuras, uma reproduzida na foto anterior onde nos parece ver um rosto humano ou máscara, com uma pedra na cabeça e esta coberta por um lenço, e na fotografia seguinte vemos por lá a cabeça de um sapo tipo Cocas dos Marretas ou então uma tartaruga com carapaça.

 

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Lamentamos não poder reproduzir aqui imagens da cascata de Cela cavalos, não por falta de tentativa de chegar até lá, pois tentar, tentámos, mas não tínhamos viatura apropriada para chegar até ela e para ir a pé, não tínhamos tempo.  Não foi só esta cascata que fomos deixando para trás, outras ficaram, mas ficou decidido que quando terminarmos a ronda por todas as aldeias do Barroso (agora já andamos nas de Boticas), iremos visitar as cascatas e outros locais menos acessíveis, nem que tenhamos que demorar todo o santo dia para cumprir a nossa missão, mas ir lá, haveremos de ir.

 

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Já atrás, numa referência do livro “Montalegre”,  foi referido que “Barroso constitui um mosaico de paisagens edénicas. Podemos dizer que em cada canto há um novo encanto.” . Nós confirmamos que é verdade, e neste itinerário que nos leva até à Cela, mais propriamente no trajeto da M308 entre Paradela e Cabril, em plena Serra do Gerês e entre o Rio Cávado o Rio Cabril, podemos desfrutar daquilo que mais belo há em termos de paisagens de montanha, aqui e ali enfeitadas com pequenas pérolas,  como Sirvozelo, Cela, Lapela, Azevedo, Xertelo, entre outras. Pequenas pérolas para quem passa por lá com olhos de apreciação, já não o são tanto para quem lá vive, daí que o despovoamento rural seja uma realidade.

 

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E por hoje vai sendo tudo, só nos faltam as referências às nossas consultas e os habituais links para anteriores abordagens a terras do Barroso.

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Friães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-friaes-1594850

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

09
Set17

Cela - Chaves - Portugal


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A aldeia da Cela é o nosso destino de hoje. Antiga freguesia foi apanhada nas malhas daquela pessegada de unir freguesias, sendo hoje pertença da união das freguesias de Eiras, São Julião de Motenegro e Cela, freguesia esta que na prática vê o seu território estender-se desde a veiga de Chaves até ao concelho de Valpaços.

 

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Certo que o nosso mundo rural está cada vez mais despovoado pelos seus e desprezado pelos “outros” e se as coisas assim continuarem, e tudo indica que assim continuarão, num futuro próximo, o concelho de Chaves em termos populacionais, bem poderá ficar reduzido a duas freguesias – uma urbana de cidade e periferia e outra rural.

 

1600-cela (15)

 

Quanto à Cela é uma pequena aldeia implantada em plena Serra do Brunheiro escondida e recatada das vistas exteriores mas com excelentes vistas para a Veiga de Chaves e para a aldeia de S.Lourenço.

 

1600-cela (25)

 

Aldeia pequena mas uma das raras aldeias de Chaves que já há uns bons anos, dezenas, matem um Grupo Cultural e Etnográfico com um rancho folclórico e de cantares que nas suas atuações se faz sempre acompanhar de utensílios tradicionais utilizados ao longo dos tempos no mundo rural.

 

 

 

18
Jul15

Cela - Chaves - Portugal


1600-cela (28)

Como sempre aos sábados fazemos uma passagem pelo nosso mundo rural. Geralmente o mundo rural acontece aqui aleatoriamente, pois nunca sei qual a aldeia que vou trazer aqui aos fins-de-semana, geralmente dou uma vista de olhos rápida pelo arquivo fotográfico e paro quase ao acaso em cima da pasta de uma aldeia, entro nela, vejo as fotos e se há uma ou mais que despertam a minha atenção partilho-a aqui, mas para haver fotos nas pastas de arquivo temos que, antes, passar por essas aldeias para fazer os registos fotográficos e, há aldeias, que calham mais em jeito que outras, principalmente quando dedicamos uma tarde à recolha de imagens e privilegiamos itinerários em que a recolha pode ser mais frutífera. Pois acontece que a aldeia da Cela, embora aqui à mão, não calha a jeito nos itinerários de percurso de várias aldeias e por essa razão raramente passamos nas suas redondezas e daí ter pouco material em imagem da aldeia, pois sinceramente só uma vez fui por lá para recolher imagens e daí ser uma das aldeias em que não passa por aqui com tanta frequência, mas, mais uma vez, fica a promessa que um destes dias lá estarei e a Cela terá aqui uma publicação mais alargada mostrando mais o seu ser. Para hoje fica apenas uma imagem, de marca, com o seu cruzeiro de fundo.

 

 

15
Ago14

O Barroso aqui tão perto… Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não!


 

 

Vamos então à parte final do nosso passeio de um dia por Barroso.

 

Ontem tínhamos acabado de visitar a Ponte da Misarela e partíamos à procura do almoço, que pela certa terá de acontecer mais tarde que o habitual, pois adivinha-se as visitas à P. da Misarela são sempre mais demoradas do que aquilo que se prevê. Também o almoço convém ser degustado nas calmas, é o que se recomenda para quando a comida é boa e a bebida ajuda, e depois, no nosso roteiro só já temos mais duas visitas a duas aldeias vizinhas – Cela e Sirvozelo - ambas na margem direita do Cávado, a jusante da Barragem de Paradela do Rio, mas quase logo após o paredão da Barragem .

 

 

Também por aqui as aldeias já não são aquilo que eram e vão sofrendo dos mesmos males das restantes aldeias transmontanas. São aldeias despovoadas onde só os mais idosos, os resistentes se vão mantendo, ainda à espera dos seus no mês de agosto, mas que poisam por lá pouco tempo, pois também eles, emigrantes ou não, agora nas férias vão tendo interesses noutras paragens com mais comodidades, mais luzes, movimento e neons. Gostos! e gostos não se discutem.

 

 

Ambas as aldeias são pequenas, mas mantêm a sua essência de aldeia, com o casario tradicional sem grandes intervenções, nem modernices, o que lhes aumenta o interesse. Com sorte encontraremos um ou outro resistente para dois dedos de conversa, ou encontraremos um pequeno rebanho misto de cabras e ovelhas que sozinhas regressam a casa. Tudo por lá é singular. Os grandes rochedos, as latadas a cobrir as ruas e demais pormenores que devem ser saboreados lá, no seu ambiente.

 

 

Depois destas aldeias, o regresso. Já chega para um dia. Ainda pode fazer mais uma paragem em Montalegre para um copo de fim de tarde, mas isso é opção além de se correr o risco de o copo cair bem e acabar por ficar para jantar, o que não é mal nenhum, mas já é um extra ao nosso dia de passeio pelo Barroso de Montalegre, um dos muitos possíveis.

 

 

  

 

 

14
Mar09

 

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Mosaico da Freguesia da Cela

 

 

Localização:

A 10 km da cidade de Chaves toda a freguesia se desenvolve nas encostas da Serra do Brunheiro.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias da Madalena, Eiras, S.Julião de Montenegro, Nogueira da Montanha, Vilar de Nantes e Friões, esta última do concelho de Valpaços.

 

Coordenadas: (Junto à Igreja da Cela)

41º 42’ 58.17”N

7º 25’ 07.48”W

 

Altitude:

Variável – Entre os 800m em Tresmundes e os 450m na Ribeira do Pinheiro.

 

Orago da freguesia:

Nossa Senhora das Neves

 

Área:

3,80 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 213 em direcção a Valpaços.

 

 

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Aldeias da freguesia:

            - Cela

            - Ribeira do Pinheiro

            - Ribeira de Sampaio

            - Tresmundes

 

População Residente:

            Em 1900 – 283 hab.

            Em 1920 – 294 hab.

Em 1940 – 366 hab.

            Em 1960 – 410 hab.

            Em 1981 – 320 hab.

            Em 2001 – 228 hab.

 

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Principal actividade:

- A agricultura de montanha e floresta. Em tempos teve a sua importância na moagem de cereais, como o testemunham ainda alguns dos moinhos existentes ao longo da Ribeira de Palheirós, que mais abaixo se transforma em Ribeira do Caneiro.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

Sem dúvida alguma que como ponto de interesse aponto a condição e localização geográfica de toda a freguesia, com Tresmundes quase no ponto mais alto do Brunheiro a dominar em vistas todo o vale de Chaves e montanhas que se prolongam por terras de Barroso e da Galiza, até às duas Ribeiras e o seu conjunto de moinhos que se desenvolvem ao longo da Ribeira de Palheirós. Em plena Ribeira de Sampaio ainda destaque para a ponte de com um único arco e guardas de pedra cuja construção remonta à época baixo-medieval.

 

Também os conjuntos de moinhos que fazem as duas Ribeiras seriam de destacar se ainda estivessem a funcionar e em bom estado de conservação, tendo mesmo, na Ribeira de Sampaio e naquele que era um dos locais mais bonitos de concelho, sido descaracterizado todo o ambiente bucólico e de interesse que detinham há coisa de vinte e picos anos atrás. Resta-lhe a ponte.

 

Sem dúvida alguma que é (mesmo com os atentados e os abandonos dos moinhos) uma freguesia que merece uma visita pela sua beleza de conjunto e pelas belezas que desde lá as vistas alcançam.

 

De referir ainda a existência de um grupo de cantares, danças e etnográfico da freguesia, que tão bem a tem representado, não só à freguesia, mas também ao concelho de Chaves, quer em Portugal quer no estrangeiro e que marca presença em todos os eventos cá da terrinha.  

 

 

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Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

            - Cela - http://chaves.blogs.sapo.pt/228579.html

 

            - Ribeira do Pinheiro - http://chaves.blogs.sapo.pt/361168.html

 

            - Ribeira de Sampaio - http://chaves.blogs.sapo.pt/230549.html

 

- Tresmundes - http://chaves.blogs.sapo.pt/354674.html

           

 

Até amanhã, com mais uma das nossas aldeias.

 

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