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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

19
Nov18

De regresso à cidade pela rua...

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De regresso à cidade por aquela que sempre pensei ser a rua principal da cidade, aquela que atrai as pessoas, que mais movimento tem. Penso que um dia foi assim, quando tinha de passar por lá todos os dias para sentir a cidade. Hoje já não tenho essa certeza. Ainda ontem ao fim da tarde, de regresso a casa de popó, passei por lá. Até me fica mais longe, pois obriga-me andar às voltas, mas é vício antigo o passar por lá para ver como vão as modas… e de relance vi haver por lá novas lojas, mas nem sei o que vendem, o problema é que passo na rua e não vejo nada, na rua parece-me nada acontecer, além de ter de ir com atenção para não me espetar contra as malgas ou alguém a desviar-se delas. A caminho de casa vim a pensar que talvez esta cegueira fosse culpa minha, comecei a sentir-me culpado por tal acontecer, mas, agora, a frio, desculpabilizo-me de todo. Mas que raio, afinal se a rua não me atrai é porque não é atraente, de todo, então aquelas malgas com hortências, tiram-me do sério. Pensei que os passeios se faziam para os peões circularem, calmamente e em segurança, com as malgas a ocupar metade do passeio, apenas deixam espaço para passar uma pessoa e a rua parece atravancada, quer para os popós quer para as pessoas. Se os pousaram lá para enfeitarem, vou ali e já venho, para segurança dos peões não levarem com um carro em cima ou para estes não estacionarem por lá, mais vale fecharem a rua ao trânsito, aí é que era, então com umas esplanadas pelo meio...  até eu ia dar por lá umas voltinhas a pé, nem que fosse e só para ver o que os novos comércios vendem, pois quem sabe, se calha até há por lá qualquer coisa que me interesse.   

 

27
Abr18

Cidade de Chaves - Um olhar

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Cidade de Chaves, um olhar…às vezes apetece-me acrescentar umas palavras, dizer umas coisas, mas como sei que aquilo que meus olhos veem não veem o mesmo que os dos outros veem, e que o mesmo se passa com os sentimentos e com todas as coisas… prefiro o silêncio, esse amigo que nunca trai, ou então, ser generoso e dar-vos a liberdade de ver e sentir o que quiserem, e depois, além de ser muito mais cómodo para mim, sei que assim nunca serei mal interpretado. Mas não pensem que foi fácil chegar aqui, pois estive com a página em branco mais de uma hora à minha frente para dizer isto, não porque a folha em branco tenha o poder de castrar aquilo que quero dizer, mas sim por ter andado em modo de introspeção e pela companhia musical que escolho nesses momentos, Johannes Brahms neste caso, e não estou a dar uma de erudito ouvinte de música clássica, longe disso, pois nem sequer sou freguês frequente deste tipo de música,  mas gosto em particular da música deste rapaz, principalmente porque me faz companhia e não incomoda, geralmente até escolho o jazz para estes momentos, mas hoje apeteceu-me este… para quem não queria dizer nada já é muito palavreado.

 

 

 

15
Mar18

Cidade de Chaves - Centro histórico e um apontamento

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Esta moda da risca a meio com o carreiro no centro da rua, pode ser agradável à vista, para alguns, pessoalmente até nem gosto e não me convence, principalmente quando se trata de ruas essencialmente pedonais em que o chão existe para se andar sobre ele, por onde nos apetecer, no seu todo, com conforto,  sem sermos obrigados a ir pelo carreiro…

 

 

27
Fev18

Praça sem Saudades

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Praça sem Saudades

 

Dizem que a saudade é portuguesa, que não tem tradução literal em outras línguas, que é um sentimento português, e se procurarmos pelo seu significado encontramos coisas do género de ser um sentimento de mágoa e nostalgia, causado pela ausência, desaparecimento, distância ou privação de pessoas, épocas, lugares ou coisas a que se esteve afetiva e ditosamente ligado e que se desejaria voltar a ter presentes.  E na realidade a saudade e a razão da saudade, são coisas complicadas de explicar a quem não as sente ou tem, a quem não viveu e não tem memórias de um passado que não conheceu. Tomemos como exemplo o Jardim das Freiras do qual muitos flavienses têm saudades, eu incluído. Pois há dias, a minha filha disse-me não perceber porque há tanta gente que não gosta das Freiras, que ela até gosta…. Pois! Pensei eu, e de imediato lhe respondi – Pois! Porque não as viveste como eu as vivi. Claro que a minha filha não pode ter saudades do Jardim das Freiras, quando nasceu já não existia… Como se pode ter saudades de uma coisa da qual não temos memórias? — Não podemos. Ter saudades é ter memórias e não há nenhum mal nisso, antes pelo contrário, pois só temos saudades daquilo que verdadeiramente gostámos, daquilo que foi bom, dos lugares onde fomos felizes e ainda bem que essas memórias existem, pois são essenciais no viver um presente e na construção do futuro…

 

Pois tudo isto para vos explicar o título do post de hoje, o da Praça sem Saudades, porque de facto assim é — não tenho saudades desta praça — vejo-a todos os dias, continua a ter por lá a frutaria do Hélder, os pastéis da Maria, as mesmas pessoas de sempre com o viver dos mesmos dias em gestos repetidos, os cumprimentos de sempre, o vaivém de quem passa, e tudo por lá vai estando como sempre esteve. Está bem assim, é assim que gosto dela e espero nunca vir a ter saudades dela.

 

Bem, e agora bou-me que se faz tarde, e já estou com saudades da caminha…

 

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26
Fev18

De regresso à cidade

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Hoje fazemos o regresso à cidade pela Rua de Stª Maria. É um olhar repetido que vamos registando de tempos a tempos, nem que seja e só para ver como vão as coisas por lá, se a Casa de Saúde ainda lá está, mesmo não abrindo às suas portas há mais de trinta anos, se há novas casas comerciais, se as obras iniciadas há praí 10 anos já acabaram, se os prédios abandonados já têm gente dentro, se o prédio destruído por um incêndio já iniciou a sua reconstrução. Entretanto também podemos ficar a saber que no dia 4 de fevereiro às 16H20 e 48 segundos, uma pessoa descia a rua enquanto outra a fotografava.

 

Boa semana.

 

07
Fev18

Rua do Poço - Chaves - Portugal

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Por mais fotografias que tenha desta cidade de Chaves, sempre que me faz falta alguma de um determinado local ou pormenor, dou-me conta que essa nunca a fiz. Claro que mais dia, menos dia, acabo por fazê-la, mas então já não faz falta. É por essa razão, que de vez em quando, dou umas voltas pelo nosso centro histórico, repito passos que já antes dei, registo novos momentos de que já registei, e às vezes lá vai acontecendo um ou outro que foi falhando nas minhas anteriores passagens. Claro que são olhares seletivos, pois há pelo nosso centro histórico muitos atentados cometidos que não interessam a ninguém.

 

Nestas voltas há ruas e pormenores que são mais fotografados que outros. Uma das ruas da qual tenho menos motivos registados é da Rua do Poço e sempre que passo por lá compreendo o porquê. Parece uma rua com duas faces, que na realidade tem, uma com construções assentes sobre a muralha medieval com os seus alçados principais virados para a rua e mantendo a sua traça antiga. A outra face parece feita de alçados posteriores e maioritariamente com reconstruções descuidadas, varandas de betão que não condizem com a rua.

 

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Mas mesmo assim nesta mescla em que os sentires ficam divididos, há momentos únicos na rua, às vezes feitos pela magia da luz e da cor, outras vezes num quadro antigo de um gato à espera que a porta se abra ou de um mini à espera que lhe abram a porta. Vale a pena insistir, os momentos sucedem-se uns aos outros e por muito semelhantes que sejam, nunca são iguais.

 

 

 

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