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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

06
Jul20

De regresso à cidade...

Rua das Longras

1600-(46585)

 

Hoje faço o regresso à cidade por uma rua, por onde fiz regressos à cidade durante alguns anos, quase tal e qual como está agora,mas só neste lado visível da foto, quando em frente ainda existia um mercado que tinha umas muralhas de fundo, muito movimento no mercado e na rua, gente nas casas, à porta, à janela. Depois chegou a era do b€tão, e embora este lado da rua se mantivesse, talvez porque pouco apetecível, quiçá por serem muitos os proprietários, o poder do b€tão virou-se para o lado mais fácil, que embora fosse de quase 50000 proprietários, só tinha de convencer o administrador que mandava e decidia por todos os outros, e o administrador vendeu o mercado, as muralhas, a vida de uma rua e um ex-libris da cidade, cantado até por Miguel Torga nos seus diários. Em vez disso tudo, o b€tão subiu em direção ao céu, quanto quis. Assim, vivam estas resistentes da imagem, que de verão, até ganharam com a sombra do b€tão, mas de inverno, o mesmo b€tão as transforma numa tristonha, escura e fria rua da cidade…mas há esperança. Se a moda do referendo pegar, pode ser que alguém se lembre de referendar se queremos o b€tão ou o mercado e as muralhas de volta.

 

 

19
Nov18

De regresso à cidade pela rua...

1600-(41092)

 

De regresso à cidade por aquela que sempre pensei ser a rua principal da cidade, aquela que atrai as pessoas, que mais movimento tem. Penso que um dia foi assim, quando tinha de passar por lá todos os dias para sentir a cidade. Hoje já não tenho essa certeza. Ainda ontem ao fim da tarde, de regresso a casa de popó, passei por lá. Até me fica mais longe, pois obriga-me andar às voltas, mas é vício antigo o passar por lá para ver como vão as modas… e de relance vi haver por lá novas lojas, mas nem sei o que vendem, o problema é que passo na rua e não vejo nada, na rua parece-me nada acontecer, além de ter de ir com atenção para não me espetar contra as malgas ou alguém a desviar-se delas. A caminho de casa vim a pensar que talvez esta cegueira fosse culpa minha, comecei a sentir-me culpado por tal acontecer, mas, agora, a frio, desculpabilizo-me de todo. Mas que raio, afinal se a rua não me atrai é porque não é atraente, de todo, então aquelas malgas com hortências, tiram-me do sério. Pensei que os passeios se faziam para os peões circularem, calmamente e em segurança, com as malgas a ocupar metade do passeio, apenas deixam espaço para passar uma pessoa e a rua parece atravancada, quer para os popós quer para as pessoas. Se os pousaram lá para enfeitarem, vou ali e já venho, para segurança dos peões não levarem com um carro em cima ou para estes não estacionarem por lá, mais vale fecharem a rua ao trânsito, aí é que era, então com umas esplanadas pelo meio...  até eu ia dar por lá umas voltinhas a pé, nem que fosse e só para ver o que os novos comércios vendem, pois quem sabe, se calha até há por lá qualquer coisa que me interesse.   

 

27
Abr18

Cidade de Chaves - Um olhar

1600-(22066)

 

Cidade de Chaves, um olhar…às vezes apetece-me acrescentar umas palavras, dizer umas coisas, mas como sei que aquilo que meus olhos veem não veem o mesmo que os dos outros veem, e que o mesmo se passa com os sentimentos e com todas as coisas… prefiro o silêncio, esse amigo que nunca trai, ou então, ser generoso e dar-vos a liberdade de ver e sentir o que quiserem, e depois, além de ser muito mais cómodo para mim, sei que assim nunca serei mal interpretado. Mas não pensem que foi fácil chegar aqui, pois estive com a página em branco mais de uma hora à minha frente para dizer isto, não porque a folha em branco tenha o poder de castrar aquilo que quero dizer, mas sim por ter andado em modo de introspeção e pela companhia musical que escolho nesses momentos, Johannes Brahms neste caso, e não estou a dar uma de erudito ouvinte de música clássica, longe disso, pois nem sequer sou freguês frequente deste tipo de música,  mas gosto em particular da música deste rapaz, principalmente porque me faz companhia e não incomoda, geralmente até escolho o jazz para estes momentos, mas hoje apeteceu-me este… para quem não queria dizer nada já é muito palavreado.

 

 

 

15
Mar18

Cidade de Chaves - Centro histórico e um apontamento

1600-(39627)

 

Esta moda da risca a meio com o carreiro no centro da rua, pode ser agradável à vista, para alguns, pessoalmente até nem gosto e não me convence, principalmente quando se trata de ruas essencialmente pedonais em que o chão existe para se andar sobre ele, por onde nos apetecer, no seu todo, com conforto,  sem sermos obrigados a ir pelo carreiro…

 

 

27
Fev18

Praça sem Saudades

1600-(48584)

 

Praça sem Saudades

 

Dizem que a saudade é portuguesa, que não tem tradução literal em outras línguas, que é um sentimento português, e se procurarmos pelo seu significado encontramos coisas do género de ser um sentimento de mágoa e nostalgia, causado pela ausência, desaparecimento, distância ou privação de pessoas, épocas, lugares ou coisas a que se esteve afetiva e ditosamente ligado e que se desejaria voltar a ter presentes.  E na realidade a saudade e a razão da saudade, são coisas complicadas de explicar a quem não as sente ou tem, a quem não viveu e não tem memórias de um passado que não conheceu. Tomemos como exemplo o Jardim das Freiras do qual muitos flavienses têm saudades, eu incluído. Pois há dias, a minha filha disse-me não perceber porque há tanta gente que não gosta das Freiras, que ela até gosta…. Pois! Pensei eu, e de imediato lhe respondi – Pois! Porque não as viveste como eu as vivi. Claro que a minha filha não pode ter saudades do Jardim das Freiras, quando nasceu já não existia… Como se pode ter saudades de uma coisa da qual não temos memórias? — Não podemos. Ter saudades é ter memórias e não há nenhum mal nisso, antes pelo contrário, pois só temos saudades daquilo que verdadeiramente gostámos, daquilo que foi bom, dos lugares onde fomos felizes e ainda bem que essas memórias existem, pois são essenciais no viver um presente e na construção do futuro…

 

Pois tudo isto para vos explicar o título do post de hoje, o da Praça sem Saudades, porque de facto assim é — não tenho saudades desta praça — vejo-a todos os dias, continua a ter por lá a frutaria do Hélder, os pastéis da Maria, as mesmas pessoas de sempre com o viver dos mesmos dias em gestos repetidos, os cumprimentos de sempre, o vaivém de quem passa, e tudo por lá vai estando como sempre esteve. Está bem assim, é assim que gosto dela e espero nunca vir a ter saudades dela.

 

Bem, e agora bou-me que se faz tarde, e já estou com saudades da caminha…

 

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