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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

05
Nov19

A vida continua

em chaves

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Os Santos já lá vão, mas a vida continua em Chaves, um bocadinho sem luz pela chuva que nos últimos dias não deixou de cair, mas é tempo dela e há que deixar a natureza fazer o seu trabalho.

 

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Hoje deixo dois registos de outras coisas que acontecem em Chaves, o das obras em alguns edifícios emblemáticos da cidade de Chaves e em boa hora acontecem dando continuidade a esta onde de reconstruir o centro histórico iniciada nestes últimos anos. Registo também com agrado que começa a haver algum bom gosto nos tapumes das obras, tal como acontece na obra desta segunda foto, bem diferente e bem mais agradável de ver do que os tapumes que aparecem em primeiro plano na primeira foto. Pode ser que a moda pegue ou que a tal sejam obrigados…

 

 

16
Out19

Cidade de Chaves

A semana do turista - 3

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A semana do turista – 3

 

Vamos continuar na Praça do Duque de Bragança, hoje com a Igreja da Misericórdia, a Igreja Matriz, o antigo Hospital da Misericórdia (atual centro de dia e lar da 3ª idade)  e o Museu de Arte Sacra. Iniciemos pela Igreja da Misericórdia e o Antigo Hospital pois historicamente falando sempre estiveram juntos.

 

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Mas como tempo e o espaço não dão para tudo, vamos debruçarmo-nos essencialmente sobre a Igreja da Misericórdia e a Igreja Matriz, e depois, não podemos dizer tudo, alguma coisa há de descobrir quem anda à descoberta. Como o nosso turista vai a descer a praça, a que calha primeiro é a Igreja da Misericórdia. Vamos então entrar dentro dela.

 

Igreja da Misericórdia, alguns dados

 

De arquitectura religiosa, barroca, aponta-se o início da sua construção para 1532 e ainda neste século, a pintura da tela a óleo representando a visitação. Mais datas importantes na história desta igreja:

 

1601 - data inscrita em coluna do átrio da Provedoria assinalando a sua provável conclusão;

Séc. 18, fim do 1º quartel - provável execução dos painéis de azulejos, atribuídos a Oliveira Bernardes;

Séc 18 - execução do retábulo-mor;

1743 - execução da pintura do tecto da igreja pelo pintor Jerónimo da Rocha Braga;

1739 - execução dos nichos laterais do retábulo-mor;

1921 - arranjo do largo frontal e da escadaria actual, perdendo-se o anterior átrio que serviu de cemitério.

 

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Quanto aos painéis de azulejos, são no total 22 painéis, separados entre si por cercaduras de temática arquitetónica, consolas volutadas, acantos, cartelas e querubins, dispõem-se em dois registos sobre um lambrim de querubins segurando grinaldas.

 

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Os temas estão representados em paisagens profundas dominadas pela monumentalidade de elementos arquitetónicos de inspiração clássica. Na parede do Evangelho estão representadas: A cura do paralítico; Bodas de Canã; Ressurreição de Lázaro; Incêndio de Sodoma; Jesus profetiza a destruição de Jerusalém; Jesus e a Samaritana; A prisão de Jesus; Jesus cura a sogra de Pedro; Maria, refúgio dos pecadores; Oração por intermédio de Maria. Na parede da Epístola figuram-se: O calvário; Maria, Mãe de Misericórdia; Jesus aplaca a tempestade; Multiplicação dos pães; Maria, saúde dos enfermos; Jesus cura um hidrópico; A morte do Justo; A adúltera; A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel. Sob a balaustrada do coro-alto: A ceia do Senhor; Glorificação da Virgem; O lava-pés.

 

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Digno ainda de registo e realce toda a fachada da igreja, mas em especial o pormenor do coroamento por frontão com nicho, albergando escultura da Mater Omnium, com manto aberto protegendo desventurados.

 

 

Igreja Matriz / Igreja de Santa Maria Maior / Igraja Grande

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Tanto quanto se sabe, não se sabe com exatidão qual o início da construção desta igreja, no entanto é de raiz medieval, mas com vestígios que marcam fases importantes na sua estrutura cronológica. Da construção medieval conservou a imponente torre, rasgada por duas sineiras por face, com molduras e frisos de interligação decorados com boleados, motivos vegetalista e em ziguezague, apresentando frontalmente portal românico, precedido por nártex, com arquivoltas e molduras decoradas, assentes em colunelos com capitéis esculpidos, e nas paredes frestas, siglas, mísulas antropomórficos, bem como fragmento de friso com enxaquetado integrado na parede sobre a porta travessa.

 

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Ao longo dos tempos (séculos) a igreja foi-se transformando, sendo principalmente visíveis as transformações ocorridas no séc. 16, sendo particularmente visíveis nos portais, o da fachada lateral esquerda mais rico do que o principal, e na abóbada estrelada da capela-mor. Mas demos uma vista de olhos à cronologia da paróquia de Chaves e desta igreja para melhor ser entendida:

 

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Séc. 05 - É bispo em Chaves, Idácio de Limia;

742 - a cidade de Chaves é reconquistada aos Árabes por D. Afonso I;

872 - D. Adoário, capitão de D. Afonso III, reconstrói a cidade;

séc. 12 - primeira referência à paróquia de Chaves;

1258 / 1259 - restauro da Igreja ao mesmo tempo que o castelo;

1259 - nas Inquirições de D. Afonso III, refere-se o rendimento de um casal pertencente à Igreja;

1259 / 1262 - instituição da Colegiada de Santa Maria de Chaves; devido ao grande número de habitantes e à crescente importância do novo centro populacional, um páraco tornara-se insuficiente para atender às necessidades espirituais dos moradores da vila;

 

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1307 - composição entre D. Dinis e a vila de Chaves em que se determina que pertencem à coroa as rendas que até aí pertenciam ao concelho entre as quais "a terça da igreja de Santa Maria";

1386 - D. João I e D. Nuno Álvares Pereira, ouviram missa na Igreja depois da rendição da praça;

1415 - por intercessão de D. João I, foi criada a Colegiada de Santa Maria de Chaves, sendo Arcebispo em Braga D. Fernando da Guerra; tinha prior, prioste, quatro beneficiados, dois curas, dois sacristães e um obrigado;

1434 - a partir desta data, a Colegiada passa a ser constituída por um prior e quatro cónegos, contando-se entre as colegiadas mais importantes do arcebispado de Braga;

1462 - falecimento de D. Afonso, Duque de Bragança, que foi enterrado numa campa rasa na Igreja;

1506 - celebra-se a procissão do Anjo Custódio no terceiro domingo de Agosto, instituída por D. Manuel;

 

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1561 - o licenciado Domingos Gonçalves, prior da Igreja mandou ampliar e beneficiar o edifício e procedeu à construção da capela-mor à sua custa;

séc. 16 - construção da fachada renascença com uma larga porta sob rosácea que iluminava a nave central; reconstrução da fachada lateral N. com um portal maneirista encimado por dois medalhões com as efígies de São Pedro e São Paulo; desenho do castelo de Duarte d'Armas, em que se vê o edifício e a torre do relógio;

séc. 17 - D. Filipe III, criou um imposto sobre o azeite e o peixe vendidos no concelho, para cobrir as despesas com a pintura de um retábulo da igreja; colocação do órgão;

 

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1614, 19 outubro - tendo ganho uma empreitada de obra, o mestre escultor Afonso Martinez, encomenda um retábulo colateral da igreja ao entalhador e escultor Cornélio Guilhermo, por setenta ducados;

1640 - depois desta data foi substituído o retábulo intervencionado durante o reinado de D. Filipe III pelo de Nossa Senhora da Conceição, ladeada por São Sebastião e Santa Luzia;

1688 - era organista da igreja, Pedro Magalhães;

1755, 14 fevereiro - emissão da licença episcopal para a obra da reconstrução da Capela do Santíssimo, incluindo o retábulo;

1756 - reconstrução "a fundamentis" da capela do Santíssimo, sendo a obra de pedraria atribuída ao mestre pedreiro Silvestre Garcia, morador no arrabalde do Anjo, que arrematou a obra por 540 mil reis; cobrou mais 4$800 reis por fazer um arco no fundo da capela destinado a colocar um armário; arrematação da obra de talha pelo mestre entalhador João Correia Ferreira por 144$000; colocação de dois anjos grandes;

 

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1757, 30 maio - o Arcebispo através do seu governador Frei Aleixo de Miranda Henriques, expediu autorização para se colocar o Santíssimo e celebrar os ofícios divinos;

1758 - a Igreja era colegiada e tinha três naves, separadas por cinco arcos; tinha 7 altares: o altar-mor, o do Santíssimo Sacramento, o das Almas, o de Santa Justa e Rufina, o de São Sebastião, o do Santo Cristo e o de São Pedro; o primeiro altar tinha uma cruz de prata, a relíquia do Santo Lenho que se que manifestava ao povo, no dia da Exaltação; os santos dos altares tinham confraria ou Irmandades, exceto o de São Sebastião; o pároco é prior encomendado apresentado pelo Arcebispo de Braga e tinha 8$000 de rendimento por mês;

1780 - abertura das janelas e arcos dos três altares laterais da parede da nave direita, obras arrematadas pelos mestres de pedraria Manuel da Silva e Diogo da Silva, então assistentes na vila, por 331$000; execução das mesmas obras na parede da outra nave, por iniciativa da Ordem Terceira; séc. 19, 1º quartel - reposição da cobertura do coro após ter ruído;

1819 / 1824 - a Confraria do Senhor mandou reconstruir a cobertura sobre o primeiro arco, a Confraria das Almas mandou reconstruir a cobertura do segundo arco e a população de Chaves manda reconstruir o terceiro e quarto arcos;

 

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1824 - a Santa Igreja Patriarcal mandou decorar a capela-mor e as Confrarias do Senhor e das Almas mandaram o mestre carpinteiro de Loivos, Manuel Luís, concluir o forro do tecto da nave; faltavam ainda dois arcos, devendo ficar uma claraboia no último arco para dar luz à capela-mor; o teto dos últimos dois arcos orçou em 400$000; 1830, 29 Setembro - celebrou-se pela última vez com grande solenidade na Igreja de Santa Maria Maior a procissão do Anjo, facto que foi comunicado por escrito ao rei;

1839 - provável reparação, conforme data pintada nas traseiras do retábulo da capela-mor;

1865 - na sequência da demolição da torre dos Paços do Concelho, colocou-se o relógio e outros elementos na torre da igreja;

1874 - retificação das paredes laterais da nave para execução de um telhado de duas águas;

1880 - obras de nivelamento do largo fronteiro à fachada principal da igreja;

 

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1893, janeiro - provável reparação, de acordo com inscrição pintada nas traseiras do retábulo da capela-mor; mudança do arco triunfal de quebrado para volta perfeita;

1906 - provável intervenção conforme data pintada nas traseiras do retábulo da capela-mor;

1950 - artigo no jornal "Ecos de Chaves", da autoria de Francisco Gonçalves Carneiro, chama a atenção para o estado lastimável da frontaria da Igreja Matriz; duas semanas mais tarde, publica-se um segundo artigo do mesmo autor;

1965, 17 março - visita de técnicos da DREMN a Chaves para apreciação do projeto de recuperação da Igreja Matriz;

1966 / 1968 - realização de grandes obras na Igreja Matriz, onde participou o mestre carpinteiro Albano dos Santos;

1989, agosto - Despacho do Secretário de Estado da Cultura determinando a sua classificação como Imóvel de Interesse Público.

 

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Particularmente falando, eu próprio sou turista nas visitas que vou fazendo a esta igreja e sempre que lá entro não deixo de entrar numa de admiração e espanto. O silêncio ajuda a perdermo-nos em contemplações das enormes colunas estruturais, os arcos, a capela mor, os altares, o colorido e luminosidade dos vitrais e o órgão tardo-barroco, de influência alemã, de disposição simétrica, com castelos intercalados por nichos, e assente em duas mísulas. Em criança tremia de medo com a carantonha central e as duas figuras laterais por baixo do órgão, “anjos carecas de testa enrugada” a fixar o seu olhar no meu… ainda hoje, quando fixamos os olhares, os acho esquisitos… mas isso são coisas minhas.

 

E por fim, toda esta longa prosa só deixa aqui um pouco da realidade destes espaços, que sem dúvida merecem a nossa visita repetida.

 

Quanto ao antigo Hospital, dele, só já resta a fachada principal, e quanto ao Museu de Arte Sacra, depois de visitar a Igreja da Misericórdia e a Igreja Matriz, o melhor mesmo, e não perdermos tempo com ele e passearmos diretamente à Praça da República e ao restante da visita à cidade de Chaves, mas só amanhã continuaremos, pois por hoje já chega.

 

Consultas:

http://www.monumentos.gov.pt

 

 

 

15
Out19

Cidade de Chaves

A Semana do Turista - 2

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A semana do turista – 2

 

Ontem tínhamos ficado na visita à Torre de Menagem do antigo castelo de Chaves. Tinha deixado os nossos turistas no terraço da torre. Pois bem, há que descer, devagar, sem pressas. Chagados cá baixo, há que fazer a visita às nossas 4 praças monumentais e digo monumentais não pela sua monumentalidade sinónimo de grandeza, pois até são praças pequenas, mas monumentais, sim, porque é nelas que se encontram alguns dos nossos principais monumentos.

 

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Pois ao sair do jardim do castelo apanha logo de frente um pequeno conjunto colorido e florido de casario. Essa é a primeira praça a visitar. Trata-se da Praça do Município, sempre com bons motivos fotográficos e onde pode saborear o nosso afamado pastel de Chaves tal qual se deve comer, quentinho a sair ou acabado de sair do forno. Se for vegetariano, não há crise, ao lado existe uma frutaria. Estado aí, não deixe de apreciar a fachada posterior do edifício da Câmara Municipal de Chaves, antigo palacete de um fidalgo de Vilar de Perdizes.

 

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Contorne o edifício da Câmara Municipal e entrará na Praça de D.Afonso, I Duque de Bragança e 8º Conde de Barcelos, filho de D.João V que casou com a filha de D.Nuno Alvares Pereira, que viveram e tiveram os seus filhos nesta praça, daí eu chamar-lhe com toda a propriedade a praça do Duque, embora toponimicamente falando seja a praça do Camões. Pois o Sr. Duque é o homem que em estátua levanta a sua espada e lança olhares sobre a igreja Matriz e toda a praça (para saber mais sobre o duque, siga este link: https://chaves.blogs.sapo.pt/342269.html . Mas antes, ou depois de apreciar a estátua do duque, há que deitar um olho à pequena capela da Santa Cabeça, que é lindíssima. Demore-se nos pormenores do exterior e se estiver fechada, vá ao posto de turismo, que fica também nesta praça,  e exija que lha abram, pois o que é bonito é para se ver e eles têm lá a chave.

 

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Ainda aí, não deixe de entrar no edifício da Câmara Municipal de Chaves. Embora seja um edifício administrativo do executivo municipal, o átrio de entrada e escadaria central, merecem ser vistos, com um interessante painel de azulejos nas paredes do átrio. Pode visitar à vontade, pois é um edifício público e o que tem de interessante está à vista.

 

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Ao sair do edifício da Câmara Municipal, dirija-se ao edifício do lado, onde estão instalados o posto de turismo e o Museu da Região Flaviense de arqueologia e pré-história.

 

Até amanhã, ainda nas praças monumentais de Chaves.

 

 

08
Out19

Intemporalidades…

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Bem, convém esclarecer desde já que esta fotografia é de arquivo, pois decorriam as 16 horas, 5 minutos e 6 segundos do dia 25 de setembro do ano da graça de 2013 quando a tomei, algures aí numa das ruas do nosso centro histórico, digo isto porque como estas publicações vão parar ao facebook e por lá toda a gente tem opinião e se põem a mandar bitaites, não venha de lá um protestar pela publicidade, pela parede estar descascada, por isto ou aquilo, ou então, que veja na imagem mais uma oportunidade de lá colocar mais uma placa nos espaços disponíveis. A fotografia pode ser intemporal, mas aquilo que é fotografado não o é…

 

P.S. Não confundir intemporal com intemporais, que esses não mudam mesmo ao longo dos tempos!

 

 

03
Set19

Sol e Sombra

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Deixar que as imagens falem por si e depois ir transcrevendo aquilo que elas nos dizem,  é uma forma de ultrapassar este impasse de começar a escrever. Em geral resulta, pois as imagens dizem-nos tanta coisa, que às vezes, só uma imagem, dava para escrever um livro. A imagem de hoje prometia, bastava fazer das pessoas que nela aparecem, personagens de uma vida, da vida, de como é a vida, das opções da vida, de como vivemos a vida, etc,. A alavanca seria o sol e a sombra, ou a luz e a sombra, o ser visível ou invisível,   em como uns procuram o seu bem estar repousando e vivendo na sombra, como outros vivem como lagartos ao sol, em como outros, fartos da exposição ao sol, à luz, e talvez mesmo à vida, procuram o seu lugar à sombra, caminham para ela, nela desaparecendo, tornando-se invisíveis, e, quase em simultâneo, outros há que num de repente, emergem da sombra, da invisibilidade para se tornarem reais, como quem diz “eu também estou aqui” ou “Agora é a minha vez”...

 

Eh pá, na que eu me fui meter, coisas complicadas que me aceleram os neurónios e os põe a chiar nas curvas do cérebro, e depois, produzem tal a dor de cabeça que nem com uma caixa de paracetamol lá vou… mais valia falar da cor rosa da sociedade ou então não dizer nada, pegar numa mini e ir bebê-la à sombra, isso sim! já fui...

 

 

02
Set19

De regresso à cidade...

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Hoje fazemos o regresso à cidade pela Rua Verde, nem que seja e só para dizer que ela existe, digo isto porque é uma das ruas menos frequentada do centro histórico, isto porque além de ser uma rua pouco habitada, pois apenas duas ou três casas o são, das poucas que tem, para além de um dos lados da rua estar maioritariamente em ruínas e, uma vez que uma das pontas da rua termina (ou começa) em escadas, também  não tem trânsito automóvel e por último, a rua nem sequer serve para grandes atalhos. É uma rua que existe em pleno centro histórico mas é (quase) como se não existisse, contudo, tem todas as condições para vir a ser uma rua interessante.

 

 

30
Ago19

Cidade de Chaves - Desde a Ilha do Cavaleiro

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Hoje dei uma voltinha pelo meu arquivo fotográfico e parei no ano de 2013, não muito distante, mas já lá vão 6 anos desde que tomei estas imagens. Alterações, penso que não há, pelo menos significativas que se possam assinalar, a única coisa que eu assinalaria como estranho, é a nível pessoal, pois tirando uma noite,  há dois invernos atrás, em que uma pequena reunião de amigos me que me levou  lá, é local que não calha nas minhas passagens, é um bocado como as aldeias de fim de estrada, em que para ir lá, tem de ser mesmo de propósito. E lamento.

 

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Lamento,  porque é um local interessante, aliás as imagens de hoje, foram tomadas desde lá, num início de tarde de finais de setembro(2013) para lados opostos, e nem que fosse só por estas vistas, já valia a pena ir por lá mais vezes. Sinceramente desconheço qual é o ambiente do local, mas tem condições para ser um dos locais mais agradáveis da cidade, e estou em crer, que se as duas ruas do centro histórico que dão acesso a este local  (Rua do Poço e Rua do Correio Velho), atualmente as mais desprezadas e sem vida do centro histórico, tivessem a vida que mereciam ter, pela certa que teria imagens mais recentes do local, que pelo título do post, já perceberam que se trata da Ilha do Cavaleiro, localizada sobre o Baluarte do Cavaleiro das nossas muralhas Seiscentistas, aliás, também associadas a uma lenda flaviense.    

 

 

 

27
Ago19

Cidade de Chaves - Centro Histórico

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Hoje em dia, urbanisticamente falando, estamos numa de proteção dos núcleos e centros históricos das cidades, vilas e aldeias mais interessantes, estamos , e bem, aliás a legislação de proteção destes núcleos só peca mesmo por tardia, mesmo com algumas deficiências e lacunas que estas leis protetoras possam ter. O Centro Histórico da cidade de Chaves foi vítima do tardio dessas leis, e mesmo já com algumas em vigor, na era áurea do b€tão, continuaram-se a cometer alguns atentados que ainda hoje são bem visíveis como o são os vulgarmente conhecidos mamarrachos da ACCIOP e outros, que na mesma onda conseguiram vingar. Mas esta coisa dos atentados não nasceu nos finais dos anos 70 do século passado, já antes, em menor escala e volumetria,  mas igualmente atentados de mamarrachos, tinham acontecido na cidade de Chaves, tal como aconteceu com o edifício do antigo Banco Pinto de Magalhães na Rua de Stº António e com este edifício que hoje fica em imagem, localizado onde a  Rua de Santa Maria se encontra com a Rua Luís de Viacos. Mas o maior atentado que esteve para a acontecer, defendido então pelos responsáveis políticos no poder, que chegou a ter início mas felizmente foi abortado ainda a tempo, implicava a destruição total da atual rua de Stº António, entre outras, quando para ela estava previsto o seu alargamento desde o Jardim do Bacalhau até ao Largo da Arrabalde, em que toda a parte esquerda da rua (subindo desde o Arrabalde para o Bacalhau) , que implicava a destruição de todo o casario antigo nesse lado da rua, para a mesma assumir o perfil que foi iniciado no Jardim do Bacalhau e se prolongou até à esquina superior do Liceu (no lado oposto), sendo aí interrompido, embora no café Sport (a confrontar com a largura do Largo das Freiras, a rua tivesse assumido a mesma largura. Em vez do atual casario, nasceria uma linha de novas construções com vários pisos. Felizmente essa ideia ficou-se pelos ensaios, mesmo assim ainda fez alguma mossa, nomeadamente na altura totalmente desenquadrada do “edifício do Sarmento” entre o antigo 5 Chaves (atual loja do chineses) e o edifício da PT.  

 

Felizmente estamos a entrar numa nova era de recuperar o casario existente do Centro Histórico de Chaves,  mantendo, no geral,  as suas características iniciais, e penso, que todos concordarão comigo, em como a cidade está a ficar cada vez mais interessante.

 

Ah! e para quem pode ver televisão, hoje a cidade de Chaves estará em direto na RTP1, no programa "Turismo Militar", entre as 10H00 e as 17H30. 

 

 

 

 

 

19
Ago19

Como um tolo no meio da ponte...

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Não sei se hei de ou não regressar à cidade, estou como um tolo no meio da ponte, tudo porque durante uns dias fui obrigado a sair da rotina dos dias e nem sequer pude ir, como é habitual aos fins de semana, até mais uma das nossas aldeias, então do Barroso, nem se fala, e agora estou perante este dilema de regressar ou não à cidade, porque pensando bem, se não saí dela, não posso regressar…

 

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Mas também, para ser sincero, estes regressos à cidade são pura ficção, ou, se quiser ser romântico, são pura poesia, pois na realidade eu nunca saio da cidade, como também é verdade que nunca estou nela. Coisa complicada de explicar por isso passo à frente, agora a verdade-verdadinha é que encalhei na escolha da foto a trazer aqui hoje, ou melhor, fiquei indeciso se havia de trazer aqui o Arrabalde povoado de gente ou o diálogo da música com o gato. Para resolver a coisa, trouxe as duas e assunto resolvido.

 

Boa semana!

 

 

 

16
Ago19

Cidade de Chaves - Rua da Misericórdia

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Hoje ficamos com a Rua da Misericórdia, em pleno centro histórico da cidade e que felizmente se tem mantido mais ou menos conservada ao longo dos tempos. Uma rua muito utilizada como atalho para quem vem (a pé) da praça do Duque e do Castelo para sair da antiga zona amuralhada, pelo postigo, e o contrário também é verdade. Pessoalmente, gosto de a ver tal qual está na foto, não só pelo colorido mas também por não nos deixar ver o fundo da rua, dando asas à imaginação, tentando adivinhar o que está para além do que se vê.  Mesmo eu que sei o que lá está, ao ver assim a imagem, também fico curioso…

 

 

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