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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Dez18

Janelas, janelinhas e outros que tais, tudo flaviense!

1600-(42910)

 

- Haverá melhor que uma janela portuguesa florida!?

- Há sim senhor! Uma janela portuguesa, flaviense, florida. Isso é que é isso!

 

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- E se forem duas janelas floridas, flavienses!?

- Ui! Então essa é que é! Essa é mesmo do arco da velha!

 

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- E se forem janelas floridas, janelinhas, varandas, varandinhas, placas, plaquinhas, caixas e caixinhas,  candeeiros, telhados e telhadinhos, ruas, ruelas e travessas, calçadas e calçadinhas - tudo flaviense!?

- Ah essa...

- Mas espera, ainda não terminei, é isso tudo, flaviense, com um aroma a pairar no ar de pastéizinhos de Chaves a sair do forno...

- Essa, falando bem e depressa, nem o caralhinho mais velho a fode... cala-te… não digas mais…..

 

 

 

07
Dez18

Rua Luís de Viacos - Chaves

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Hoje trazemos aqui a Rua Luís de Viacos, que no meu entender é mais travessa do que rua, mas não é por aí que o gato vai às filhoses, pois que mais dá ser rua ou travessa, até lhe poderiam chamar atalho. Interessa-me mais o topónimo adotado, ou saber que é (foi) o Viacos. Pois segundo reza a “Toponímia Flaviense”, Luís Pires de Viacos foi o autor do Genesim da Judiaria da Vila de Chaves. Diz ainda que desde os primeiros reinados afonsinos, seis comunas judaicas se encontravam instaladas no nosso território: Porto, Guimarães, Chaves, Monforte de Rio Livre, Bragança e Mogadouro. Mais se sabe que a comuna de Chaves devia ter adquirido importância relativa, vista que o Rei Lavrador fez padrão de 3$000 réis a Luís Pires de Viacos, em satisfação do GENESIM DA JUDIARIA DA VILA DE CHAVES. Quer isto dizer que, na comuna judaica de Chaves, funcionava uma cadeira ou aula, onde se ensinavam todas as doutrinas de Moisés, contidas no PENTATEUCO. (Machado, J.T.Montalvão – Como e Porque se Imprimiu em Chaves o Primeiro Livro em Língua Portuguesa). (…) Teve-se como objectivo dar o nome do autor do Genesim a esta rua, que outro motivo não teve senão transmitir aos vindouros um facto histórico da vida judaica na Vila de Chaves.

 

E agora que já todos sabemos quem foi o Luís de Viacos, podemos dar por terminado este post, com a garantia que amanhã cá estaremos de novo com mais uma das nossas aldeias do concelho, que segundo as minhas contas, toca a vez a Sandamil.

 

 

 

27
Nov18

Cidade de Chaves, das varandas e mansardas

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Isto da fotografia é um pouco como a fruta, vão-se colhendo conforme a época do ano, se se as primeiras colheitas sabem sempre bem, com a fartura começam a enfastiar, pois, então, é como andar cá por baixo, nos passeios e nas ruas, de vez em quando sabe bem subir aos telhados e ver as coisas que só de lá se alcançam. Costuma-se dizer por cá, que Chaves é a cidade das varandas. Concordo. Mas também o é das claraboias, das chaminés, dos mirantes e das mansardas, e se estas últimas e os telhados tivessem voz, muitas estórias teriam para contar… haja por aí quem se atreva a contar algumas!

 

08
Out18

De regresso à cidade com arte... ou não!

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De regresso à cidade pelo Centro Histórico e embora ainda se tropece, aqui e ali, com uns taipais mal-amanhados colocados em portas e janelas para tapar abandonos degradados, também é verdade que nos últimos anos a Rua de Stº António, a Rua 25 de Abril e um pouco na Rua direita ganharam uma nova cara com as reconstruções que por lá levaram a efeito, dando outra vida e beleza à nossa cidade.

 

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Mas também é tudo uma questão de como olhamos para os taipais,  e se os olhos forem de arte e um pouco de imaginação, até podemos descobrir autênticas obras de arte, bastava um caixilho com mais ou menos rococó ou ao gosto de cada um, et voilà,  era só espetar uma escápula  numa parede lá de casa, de cor a fazer pandã ou a contrastar,   e prontos!

 

Claro que com uma assinatura de alguém com nome na praça, a mú$ica seria outra…

 

 

22
Ago18

Cidade de Chaves - Escadinhas de D.Dinis

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Hoje deixo-vos as Escadinhas de D.Dinis. O diminutivo de escadinhas dado esta escadaria toda dá-lhe um certo encanto, mas que raio pinta aqui o D.Dinis. Fui ver a toponímia flaviense a razão para, pois tal como na Ilha do Cavaleiro há uma lenda a justificar o cavaleiro, por aqui também poderia haver alguma, a não ser isso, até lhe podiam chamar as escadinhas do inglês, em honra ao inglês que há anos malhou com o carro por elas abaixo a pensar que era mais uma rua do centro histórico.  Pois espreitei a toponímia flaviense e rendo-me à justificação de aparecer o D.Dinis, e passo a citar: “Escadinhas de D.Dinis, uma sugestão de Francisco Gonçalves Carneiro…” Nem precisei de ler mais. Sendo a sugestão de quem foi, aceito-a com todo o respeito. Assunto arrumado.

 

Passemos então a outra, por exemplo a uma pequena rampa que o passeio tem para se entrar nos degraus das escadinhas !?!?!? Vou pensar no assunto e depois digo qualquer coisa. E quanto aos inestéticos armários elétricos da EDP, sujos e borrados que estão plantados por todo o lado? Fora do centro histórico, vá-lá-que-não-vá, inestéticos na mesma mas ainda se vão papando (que remédio), agora no centro histórico, merecia-se coisa mais digna, mais disfarçada, mais adaptada ao meio (Centro Histórico) que se quer cuidado e mais atraente. Por exemplo podiam fazer-lhe o que fizeram aos armários da Rua das Flores, no Porto, atualmente uma das ruas mais turísticas daquela cidade. Gostei do que vi, atraentes e nalguns casos até bem humorados. Porque não fazer o mesmo por cá!? Fica a imagem de 4 desses armários na Rua das Flores no Porto, que até pode não ser uma boa solução, mas é bem melhor do que o armário-mamaracho:

 

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E penso que por Chaves até temos gente para fazer umas coisas engraçadas em termos de “arte de Rua”, pelo menos a julgar pelas poucas coisas que tem feito por aí.

 

 

 

16
Ago18

De regresso à cidade, pela Ilha do Cavaleiro

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Como ontem foi feriado, hoje regressamos de novo à cidade, pela Ilha do Cavaleiro, como se isso fosse possível…, mas não é. Podemos lá entrar e sair, passar é que não, mas diz a lenda que já houve quem tentasse, aliás lenda que está associada ao topónimo adotado. Pois bem, vamos ao topónimo, e este sim, fica-lhe bem, por várias razões. Primeiro porque se trata (ou tratava)  de uma verdadeira ilha, ou seja, um conjunto de habitações dispostas à volta de um pátio comum. Foi assim até há coisa de 15 anos onde de facto havia várias habitações com gente dentro. Ilha do Cavaleiro, pois quanto à ilha estamos conversados, quanto ao cavaleiro, é aqui que entra a lenda, pois conta a mesma que em tempos muito recuados, um cavaleiro apaixonado, fazia ali correrias, na mira da conquista de algumas moças, que ali iam encher a sua bilha no poço que lhe ficava junto. Certo dia, diz-se que o ânimo foi tanto e a precipitação igual, que fez com que o cavalo, na fogosidade, tentou saltar o muro sobre a muralha, ficando tem-te não caias, isolado ou islado. Só depois de muito trabalho e risadas do mulherio é que o cavaleiro saiu da sua ilha, meio envergonhado.

 

Pois lenda é lenda e é assim que ela consta na Toponímia Flaviense. Facto é que esta ilha dá acesso ao interior do Baluarte do Cavaleiro da muralha seiscentista, que hoje faz parte da nova ilha que passou, e bem, a um restaurante bar e penso que também com uma cozinha regional de fabrico de fumeiro, passando o baluarte a ser um espaço de estar e esplanada do restaurante bar, em vez de horta de apoio, como o era para as antigas habitações. É também um facto que para os tempos atuais as antigas habitações não tinham condições de habitabilidade, nomeadamente quanto a dimensões. Quando muito e para fazer face à novas exigências de habitabilidade,  toda a ilha poderia dar lugar a uma única habitação. Mas por mim está bem assim.

 

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Ilha do Cavaleiro em 2008

 

Fica também a imagem de há 10 anos, ainda antes da intervenção que se fez em todo o espaço (ilha e baluarte, aliás, reconstrução do baluarte que tinha ruido em 2001). Nesta altura já não estava habitado e já tinha sido adquirida pela Câmara Municipal de Chaves. Repara-se no pormenor do portão de entrada na ilha o que a transformava também num “condomínio fechado” ou quase, embora a ilha na prática já o fosse. O quase é pelo luxo ou ausência dele, pois em geral um condomínio fechado é sinónimo de construções mais luxuosas, coisa que as ilhas, em geral, não são.

 

 

 

13
Ago18

De regresso à cidade

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De regresso à cidade pelas ruas do nosso centro histórico. Hoje pela Rua do Sal, aliás uma rua que conhece bem os meus passos e o contrário também é verdade, sobretudo (não o contrário nem a verdade, mas os meus passos) por irem à procura de tempero q.b..

 

Rua do Sal que adotou este topónimo graças ao comércio de Sal que outrora se concentrava nesta rua, tal como outras ruas adotaram o nome dos produtos que lá se vendiam, como os cereais na Rua da Tulha, as carnes na Rua dos Açougues, as couves, nabos, alfaces e outras verduras na rua Verde. Ao que nos conta a Toponímia Flaviense, tudo, porque em tempos, era no Largo do Anjo que se localizava o Armazém da Vedoria, uma espécie de Mercado Abastecedor atual. Não o nosso, que nunca abasteceu nada nem ninguém, mas idêntico àqueles que funcionam. Daí as rua atrás mencionadas se situarem todas próximas ou a desaguar no Largo do Anjo.

 

Pessoalmente sou a favor deste tipo de topónimos, são muito mais intuitivos e populares, aliás no nosso dia a dia, a maior parte das vezes, adotamos nomes comuns que têm a ver com a vida da rua ou largos, como por exemplo o largo da Câmara, a Rua do Faustino, as Freiras, o Bacalhau, a rua dos Ferreiros (na Madalena) a avenida do Quartel, etc. Sempre é melhor ter estes nomes do que o de alguns ilustres suspeitos, de outros que nada têm a ver com a cidade de Chaves ou até,  o de alguns cobardes que fugiram e entregaram a cidade ao inimigo que nos invadia. E tenho dito!

 

 

 

07
Ago18

Simplesmente Madalena...

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Hoje ficamos com um pedacinho da Madalena, fora dos olhares e da visibilidade que as fachadas de primeira linha têm, um recantinho bucólico q.b., degrada é certo, aparentemente sem gente dentro, mas nem por isso deixa de ter a sua beleza, só é pena estar assim, sem vida, onde nada acontece.

 

Embora e sem qualquer sombra de dúvidas a Madalena seja um dos nossos locais do centro histórico de Chaves mais interessantes da cidade, embora tenha a sua dinâmica durante o dia, não percebo como à noite recolhe a uma penumbra humana, quando tem tanto para oferecer.

 

Ainda estão na memória de muitos as noites deslumbrantes das verbenas do Jardim Público. Já eram tradição da cidade. Chegava o verão, não era necessária qualquer publicidade, as verbenas lá estavam no dia e hora do costume. Era o pouco que havia na altura, mas já era muito para a Madalena e a cidade entrar em movimento. Pessoalmente, sou da opinião que,  adaptada aos tempos atuais em que não basta a banda no coreto e o conjunto musical ao lado, as verbenas continuam a ser possíveis e podem de novo fazer tradição. Mas talvez este sentir seja apenas saudosismo!

 

 

 

01
Ago18

Cidade de Chaves - Rua Padre Joaquim Marcelino da Fontoura

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Os amigos que me acompanham nas minhas andanças pelas aldeias na recolha de imagens, sabem que há dois motivos que não escampam à objetiva da minha máquina fotográfica — as alminhas e uma roupinha pendurada a secar. Noia minha, talvez, mas penso que não, embora nunca tivesse pensado nisso. Acontece que à roupinha estendida acho-lhe graça, geralmente há uma variedade de cores que alegram sempre o motivo, é castiço e a roupinha sempre se secou ao sol e ao vento, além de onde houver roupinha pendurada, há pessoas que a lavam e que a vestem, logo é um motivo de satisfação, principalmente nas aldeias, uma espécie em vias de extinção… Quanto às alminhas, é assim como uma espécie de coleção, mas há também a sua importância no ser português, o serem um dos traços da cultura portuguesa.

 

E já que abordamos as alminhas, nem de propósito, ficamos com a rua de um padre, que deu pelo nome de Padre Joaquim Marcelino da Fontoura, o mesmo que tem busto no meio do Largo do Anjo, de olho na sua rua e ao lado daquela que foi a sua escola e que mais tarde daria lugar ao Liceu Nacional de Chaves. Um dos nossos ilustres flavienses que tanto contribuiu para a educação de muitos flavienses nos finais do século XIX e inícios do Séc. XX. Um destes dias retomaremos a nossa antiga crónica dos “Ilustres Flavienses” e pela certa que o Padre Joaquim Marcelino da Fontoura passará por aqui outra vez.

 

 

 

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