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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Out18

De regresso à cidade com arte... ou não!

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De regresso à cidade pelo Centro Histórico e embora ainda se tropece, aqui e ali, com uns taipais mal-amanhados colocados em portas e janelas para tapar abandonos degradados, também é verdade que nos últimos anos a Rua de Stº António, a Rua 25 de Abril e um pouco na Rua direita ganharam uma nova cara com as reconstruções que por lá levaram a efeito, dando outra vida e beleza à nossa cidade.

 

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Mas também é tudo uma questão de como olhamos para os taipais,  e se os olhos forem de arte e um pouco de imaginação, até podemos descobrir autênticas obras de arte, bastava um caixilho com mais ou menos rococó ou ao gosto de cada um, et voilà,  era só espetar uma escápula  numa parede lá de casa, de cor a fazer pandã ou a contrastar,   e prontos!

 

Claro que com uma assinatura de alguém com nome na praça, a mú$ica seria outra…

 

 

22
Ago18

Cidade de Chaves - Escadinhas de D.Dinis

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Hoje deixo-vos as Escadinhas de D.Dinis. O diminutivo de escadinhas dado esta escadaria toda dá-lhe um certo encanto, mas que raio pinta aqui o D.Dinis. Fui ver a toponímia flaviense a razão para, pois tal como na Ilha do Cavaleiro há uma lenda a justificar o cavaleiro, por aqui também poderia haver alguma, a não ser isso, até lhe podiam chamar as escadinhas do inglês, em honra ao inglês que há anos malhou com o carro por elas abaixo a pensar que era mais uma rua do centro histórico.  Pois espreitei a toponímia flaviense e rendo-me à justificação de aparecer o D.Dinis, e passo a citar: “Escadinhas de D.Dinis, uma sugestão de Francisco Gonçalves Carneiro…” Nem precisei de ler mais. Sendo a sugestão de quem foi, aceito-a com todo o respeito. Assunto arrumado.

 

Passemos então a outra, por exemplo a uma pequena rampa que o passeio tem para se entrar nos degraus das escadinhas !?!?!? Vou pensar no assunto e depois digo qualquer coisa. E quanto aos inestéticos armários elétricos da EDP, sujos e borrados que estão plantados por todo o lado? Fora do centro histórico, vá-lá-que-não-vá, inestéticos na mesma mas ainda se vão papando (que remédio), agora no centro histórico, merecia-se coisa mais digna, mais disfarçada, mais adaptada ao meio (Centro Histórico) que se quer cuidado e mais atraente. Por exemplo podiam fazer-lhe o que fizeram aos armários da Rua das Flores, no Porto, atualmente uma das ruas mais turísticas daquela cidade. Gostei do que vi, atraentes e nalguns casos até bem humorados. Porque não fazer o mesmo por cá!? Fica a imagem de 4 desses armários na Rua das Flores no Porto, que até pode não ser uma boa solução, mas é bem melhor do que o armário-mamaracho:

 

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E penso que por Chaves até temos gente para fazer umas coisas engraçadas em termos de “arte de Rua”, pelo menos a julgar pelas poucas coisas que tem feito por aí.

 

 

 

16
Ago18

De regresso à cidade, pela Ilha do Cavaleiro

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Como ontem foi feriado, hoje regressamos de novo à cidade, pela Ilha do Cavaleiro, como se isso fosse possível…, mas não é. Podemos lá entrar e sair, passar é que não, mas diz a lenda que já houve quem tentasse, aliás lenda que está associada ao topónimo adotado. Pois bem, vamos ao topónimo, e este sim, fica-lhe bem, por várias razões. Primeiro porque se trata (ou tratava)  de uma verdadeira ilha, ou seja, um conjunto de habitações dispostas à volta de um pátio comum. Foi assim até há coisa de 15 anos onde de facto havia várias habitações com gente dentro. Ilha do Cavaleiro, pois quanto à ilha estamos conversados, quanto ao cavaleiro, é aqui que entra a lenda, pois conta a mesma que em tempos muito recuados, um cavaleiro apaixonado, fazia ali correrias, na mira da conquista de algumas moças, que ali iam encher a sua bilha no poço que lhe ficava junto. Certo dia, diz-se que o ânimo foi tanto e a precipitação igual, que fez com que o cavalo, na fogosidade, tentou saltar o muro sobre a muralha, ficando tem-te não caias, isolado ou islado. Só depois de muito trabalho e risadas do mulherio é que o cavaleiro saiu da sua ilha, meio envergonhado.

 

Pois lenda é lenda e é assim que ela consta na Toponímia Flaviense. Facto é que esta ilha dá acesso ao interior do Baluarte do Cavaleiro da muralha seiscentista, que hoje faz parte da nova ilha que passou, e bem, a um restaurante bar e penso que também com uma cozinha regional de fabrico de fumeiro, passando o baluarte a ser um espaço de estar e esplanada do restaurante bar, em vez de horta de apoio, como o era para as antigas habitações. É também um facto que para os tempos atuais as antigas habitações não tinham condições de habitabilidade, nomeadamente quanto a dimensões. Quando muito e para fazer face à novas exigências de habitabilidade,  toda a ilha poderia dar lugar a uma única habitação. Mas por mim está bem assim.

 

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Ilha do Cavaleiro em 2008

 

Fica também a imagem de há 10 anos, ainda antes da intervenção que se fez em todo o espaço (ilha e baluarte, aliás, reconstrução do baluarte que tinha ruido em 2001). Nesta altura já não estava habitado e já tinha sido adquirida pela Câmara Municipal de Chaves. Repara-se no pormenor do portão de entrada na ilha o que a transformava também num “condomínio fechado” ou quase, embora a ilha na prática já o fosse. O quase é pelo luxo ou ausência dele, pois em geral um condomínio fechado é sinónimo de construções mais luxuosas, coisa que as ilhas, em geral, não são.

 

 

 

13
Ago18

De regresso à cidade

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De regresso à cidade pelas ruas do nosso centro histórico. Hoje pela Rua do Sal, aliás uma rua que conhece bem os meus passos e o contrário também é verdade, sobretudo (não o contrário nem a verdade, mas os meus passos) por irem à procura de tempero q.b..

 

Rua do Sal que adotou este topónimo graças ao comércio de Sal que outrora se concentrava nesta rua, tal como outras ruas adotaram o nome dos produtos que lá se vendiam, como os cereais na Rua da Tulha, as carnes na Rua dos Açougues, as couves, nabos, alfaces e outras verduras na rua Verde. Ao que nos conta a Toponímia Flaviense, tudo, porque em tempos, era no Largo do Anjo que se localizava o Armazém da Vedoria, uma espécie de Mercado Abastecedor atual. Não o nosso, que nunca abasteceu nada nem ninguém, mas idêntico àqueles que funcionam. Daí as rua atrás mencionadas se situarem todas próximas ou a desaguar no Largo do Anjo.

 

Pessoalmente sou a favor deste tipo de topónimos, são muito mais intuitivos e populares, aliás no nosso dia a dia, a maior parte das vezes, adotamos nomes comuns que têm a ver com a vida da rua ou largos, como por exemplo o largo da Câmara, a Rua do Faustino, as Freiras, o Bacalhau, a rua dos Ferreiros (na Madalena) a avenida do Quartel, etc. Sempre é melhor ter estes nomes do que o de alguns ilustres suspeitos, de outros que nada têm a ver com a cidade de Chaves ou até,  o de alguns cobardes que fugiram e entregaram a cidade ao inimigo que nos invadia. E tenho dito!

 

 

 

07
Ago18

Simplesmente Madalena...

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Hoje ficamos com um pedacinho da Madalena, fora dos olhares e da visibilidade que as fachadas de primeira linha têm, um recantinho bucólico q.b., degrada é certo, aparentemente sem gente dentro, mas nem por isso deixa de ter a sua beleza, só é pena estar assim, sem vida, onde nada acontece.

 

Embora e sem qualquer sombra de dúvidas a Madalena seja um dos nossos locais do centro histórico de Chaves mais interessantes da cidade, embora tenha a sua dinâmica durante o dia, não percebo como à noite recolhe a uma penumbra humana, quando tem tanto para oferecer.

 

Ainda estão na memória de muitos as noites deslumbrantes das verbenas do Jardim Público. Já eram tradição da cidade. Chegava o verão, não era necessária qualquer publicidade, as verbenas lá estavam no dia e hora do costume. Era o pouco que havia na altura, mas já era muito para a Madalena e a cidade entrar em movimento. Pessoalmente, sou da opinião que,  adaptada aos tempos atuais em que não basta a banda no coreto e o conjunto musical ao lado, as verbenas continuam a ser possíveis e podem de novo fazer tradição. Mas talvez este sentir seja apenas saudosismo!

 

 

 

01
Ago18

Cidade de Chaves - Rua Padre Joaquim Marcelino da Fontoura

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Os amigos que me acompanham nas minhas andanças pelas aldeias na recolha de imagens, sabem que há dois motivos que não escampam à objetiva da minha máquina fotográfica — as alminhas e uma roupinha pendurada a secar. Noia minha, talvez, mas penso que não, embora nunca tivesse pensado nisso. Acontece que à roupinha estendida acho-lhe graça, geralmente há uma variedade de cores que alegram sempre o motivo, é castiço e a roupinha sempre se secou ao sol e ao vento, além de onde houver roupinha pendurada, há pessoas que a lavam e que a vestem, logo é um motivo de satisfação, principalmente nas aldeias, uma espécie em vias de extinção… Quanto às alminhas, é assim como uma espécie de coleção, mas há também a sua importância no ser português, o serem um dos traços da cultura portuguesa.

 

E já que abordamos as alminhas, nem de propósito, ficamos com a rua de um padre, que deu pelo nome de Padre Joaquim Marcelino da Fontoura, o mesmo que tem busto no meio do Largo do Anjo, de olho na sua rua e ao lado daquela que foi a sua escola e que mais tarde daria lugar ao Liceu Nacional de Chaves. Um dos nossos ilustres flavienses que tanto contribuiu para a educação de muitos flavienses nos finais do século XIX e inícios do Séc. XX. Um destes dias retomaremos a nossa antiga crónica dos “Ilustres Flavienses” e pela certa que o Padre Joaquim Marcelino da Fontoura passará por aqui outra vez.

 

 

 

31
Jul18

Chaves, Rua do Postigo das Manas

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Há dias num comentário algures por aí, na net, o Luís de Boticas que de vez em quando se lembra de nos enviar um texto, dizia: — “Tu que gostas tanto da toponímia…”. Pois a verdade é que a toponímia nem me aquece nem me arrefece. O que eu gosto mesmo é de saber a origem e o porquê das coisas, e no caso da toponímia, recorro a ela para, precisamente, saber qual a origem e o porque dos nomes dos nossos lugares, ruas, largos, travessas, etc. Mas geralmente até nem fico satisfeito com aquilo que encontro, pois na maioria das vezes vai-se a origem da palavra que dá o topónimo, que, também na maioria das vezes, o seu significado nada tem a ver com o topónimo, sua origem e porquê.

 

Mas verdade seja dita, a nossa toponímia, a “Toponímia Flaviense” de autoria de Firmino Aires,  até tenta ir ao encontro da origem e porquê do topónimo, nem sempre conseguido, é certo, com algumas invenções pelo meio, também, mas tentou e consegui-o no maioria das vezes.

 

A foto de hoje é tomada a partir da Rua do Postigo das Manas, e tive curiosidade de saber quem eram as manas, pois quanto ao postigo já sei o que é. Daí fui espreitar à toponímia flaviense onde se diz: Desconhece-se a origem do Postigo das Manas. Ora gaita! A minha curiosidade tinha logo de acertar nesta. Mas continuei a ler o resto, que diz assim: Teria a sua origem por em tempos ter sido designado o Largo do Arrabalde por Largo dos Irmãos Rui e Garcia Lopes? – Uhhhh! Desconfio que não, digo eu, se assim fosse seria Postigo dos Manos, e não das manas, a não ser que… Bem, mas continuemos a leitura. “Em 1915 tinha esse nome, conforme consta do Álbum-Guia de Chaves e seu Concelho, Manuel António Rodrigues. Ainda se dizia que ali moravam duas irmãs (manas) muito devotas, que iam com frequência rezar à capela de N.ª Sr.ª da Conceição, que lhe ficava próxima. Será esta a sua origem? — Pois esta já é aceitável. “Terá sido topónimo mais remoto, por naquele lugar haver culto aos mortos, sob o nome genérico dos manes?”. Também podia ser!  Mas o mais acertado é mesmo a conclusão final de Firmino Aires quando diz: “ — Ao certo não o sabemos.”.

 

E prontos, aqui ficou o meu esclarecimento para sabermos quem, afinal, eras as manas da Rua do Postigo das Manas, ou seja, ao certo não sabemos. Mas já é alguma coisa saber que não sabemos. E com esta me bou!

 

 

 

23
Jul18

De regresso à cidade, com passagem pela Rua Luís de Viacos

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De regresso à cidade pelas ruas e ruelas do nosso Centro Histórico, hoje com passagem pela Rua Luís de Viacos que a seguir a metodologia das restantes vias do Centro Histórico dentro de muralhas medievais, deveria ser “travessa” e não “rua”. Não que isto importe ou contribua para a nossa felicidade, mas é apenas um pormenor ou uma exceção à regra toponímica. Se calha até estou enganado, mas primeiro terão de me explicar porquê. Até lá, fico na minha. Isto devem ser coisas de um regresso à cidade que é também um regresso ao trabalho, logo agora que me estava a habituar às férias…

 

 

 

 

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