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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

05
Abr21

De regresso à cidade...

cidade de Chaves

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Hoje fazemos mesmo o regresso à cidade, e diga-se a verdade,  já tínhamos saudades dos regressos reais, ainda que seja apenas a meia cidade, é certo, mas já é alguma coisa e, vamos esperar que tudo corra bem para passarmos à próxima fase do desconfinamento. Um duplo regresso, pois também trazemos aqui o regresso do jardim Maria Rita, com o seu novo visual. Estranha-se um pouco a falta de árvores e as antigas sombras, mas vamos esperar que as novas árvores cresçam. Também é bem-vinda o regresso da estatueta ao seu lugar de origem.

 

Boa semana!  

 

04
Fev21

Cidade de Chaves - Um olhar

Desde a rua dos Gatos para a rua do Correio Velho

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Em geral, as imagens utilizam-se para ilustrar as palavras, o que nem sempre resulta, pois às vezes a melodia das palavras é tão conseguida que qualquer imagem, seja ela qual for, só servirá para destroçar a magia do nosso imaginário. Curiosamente, o contrário é ainda mais verdade, ou seja, quando queremos ilustrar imagens com palavras, todas elas desnecessárias e inoportunas, pois a beleza que ela possa ter ou não ter, ou diga o que tiver ou não a dizer, não há palavras para as descrever, apenas irão trair a originalidade do nosso olhar e sentir.

 

 

A espantosa realidade das coisas

É a minha descoberta de todos os dias.

Cada coisa é o que é.

E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,

E quanto isso me basta.

 

Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos.

 

 

 

23
Jun20

Pelas ruas e ruelas da cidade

Cidade de Chaves

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Embora a fot não seja propriamente do verão, o facto é que o Verão já chegou, há três dias, e os dias de cá, parecem querer-lhe dar as boas-vindas, com dias bem quentes e radiantes de sol, como há mais de um ano não tínhamos. Nestes dias quentes de verão, sabe bem andar pelas ruas e ruelas do nosso Centro Histórico, aproveitando as sombras dos edifícios, que graças às ruas estreitas, o sol não consegue invadir, a não ser que o sol esteja a pino… aí, com ele empinado, não há nada a fazer.

 

 

 

 

22
Jun20

De regresso à cidade...

O Castelo de Chaves visto da Lapa

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Hoje no nosso regresso à cidade, subimos até à Lapa e lançamos um olhar sobre a cidade, que desde o local onde estava, só era possível em jeito de quem espreita, mas o suficiente para ver aquilo que de melhor vamos tendo, um bocadinho do nosso Centro Histórico com a imponência do castelo a elevar-se acimo dos telhados do casario.

 

 

 

07
Jan20

Cidade de Chaves

Centro Histórico - Travessa das Caldas

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Esta vida flaviense é feita de regresso e saídas do seu centro histórico, e hoje em dia muito mais, pois se os comércios tradicionais, embora em crise ou em plena adaptação a novos tempos em que as grandes superfícies dominam o grosso do comércio flaviense, vão resistindo mantendo as suas portas abertas, já as habitações dos pisos superiores do casario está maioritariamente abandonado, talvez seja tempo e solução os pisos superiores, como aliás já vai acontecendo, ceder ou adaptar-se também ao uso de comércio e escritórios. Penso eu, pois essa também não é a minha praia e gente mais habilitada, pela certa que o poderá dizer, e quando digo habilitada, refiro-me, não só às académicas (de gente que estudou e tem prática nestas coisas) mas também gente bem habilitada em “ouros”, tal como diz o nosso povo… Pois pode haver boas ideias, mas sem pilim, não se vai a lado nenhum.  Mas com isto tudo ia perdendo o fio à meada, pois o que eu queria dizer, é que esta Travessa das Caldas é uma das artérias do Centro Histórico (das ruelas, como os putos lhes chamam) que mais movimento pedonal tem, e a deduzir pela história medieval da cidade, sempre teria tido ao longo dos tempos, pois era, e ainda vai sendo, uma das poucas saídas pedonais que o velho casco medieval tem para a parte sul da cidade e (também) para o rio e, ainda, para a zona termal da cidade. Pois é por aí que hoje saímos da cidade, como quem diz, é por aí que regressamos a casa…

 

 

 

12
Dez19

Cidade de Chaves

casario da praça do duque

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Os da minha geração pela certa que se lembram do tempo da fotografia analógica, da fotografia dos rolos com 12, 24 ou 36 fotografias, que se tinha de pagar para as ver, daí, a fotografia então, era só para momentos especiais (férias, aniversários, casamentos, etc), e com olhares seletivos que nem todos passavam a papel. Para os que não são da minha geração, só para terem uma ideia de como se lidava com a fotografia, em geral, quando se ia de férias (por exemplo),  levava-se um rolo de 36 fotografias e passadas as férias, regressava-se a casa, muitas das vezes ainda com uma dúzia de fotografias por bater que,  seriam guardadas para um próximo momento especial. Ou seja, havia vezes em que as fotografias das férias só eram vistas passados 2, 3 ou mais meses após terem sido batidas. Felizmente com o aparecimento da fotografia digital a fotografias ficou mais acessível, primeiro por ser de borla e hoje em dia mais ainda, porque além de ser de borla, vulgarizou-se ou banalizou-se até,  ao termos ao dispor câmaras fotográficas nos telemóveis, nos tablets ou ipads, etc. Ou seja, em geral andamos sempre com uma câmara fotográfica no bolso, ou sempre à mão… não havendo desculpas para não podermos registar e congelar todos os momentos que acharmos interessantes, úteis, para trabalho, para o que quisermos. O único senão destas novas câmaras fotográficas incorporadas, por exemplo em telemóveis, é o de nem sempre garantirem a qualidade pretendida, especialmente em condições de pouca luz. Registam o momento que eles querem e não o que nós queríamos ou desejaríamos, mas de vez em quando, surpreende-nos fazendo registos bem interessantes, que excedem mesmo as nossas expetativas, mesmo que o registo desvirtue um pouco a realidade em cor, luz e efeitos, que exacerbados com um pouco de tratamento dão excelentes momentos, como o que hoje partilho aqui. Pelo menos eu gosto do calor e colorido do que afinal era um dia chuva bem cinzentão... e com esta me bou!

 

05
Nov19

A vida continua

em chaves

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Os Santos já lá vão, mas a vida continua em Chaves, um bocadinho sem luz pela chuva que nos últimos dias não deixou de cair, mas é tempo dela e há que deixar a natureza fazer o seu trabalho.

 

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Hoje deixo dois registos de outras coisas que acontecem em Chaves, o das obras em alguns edifícios emblemáticos da cidade de Chaves e em boa hora acontecem dando continuidade a esta onde de reconstruir o centro histórico iniciada nestes últimos anos. Registo também com agrado que começa a haver algum bom gosto nos tapumes das obras, tal como acontece na obra desta segunda foto, bem diferente e bem mais agradável de ver do que os tapumes que aparecem em primeiro plano na primeira foto. Pode ser que a moda pegue ou que a tal sejam obrigados…

 

 

16
Out19

Cidade de Chaves

A semana do turista - 3

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A semana do turista – 3

 

Vamos continuar na Praça do Duque de Bragança, hoje com a Igreja da Misericórdia, a Igreja Matriz, o antigo Hospital da Misericórdia (atual centro de dia e lar da 3ª idade)  e o Museu de Arte Sacra. Iniciemos pela Igreja da Misericórdia e o Antigo Hospital pois historicamente falando sempre estiveram juntos.

 

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Mas como tempo e o espaço não dão para tudo, vamos debruçarmo-nos essencialmente sobre a Igreja da Misericórdia e a Igreja Matriz, e depois, não podemos dizer tudo, alguma coisa há de descobrir quem anda à descoberta. Como o nosso turista vai a descer a praça, a que calha primeiro é a Igreja da Misericórdia. Vamos então entrar dentro dela.

 

Igreja da Misericórdia, alguns dados

 

De arquitectura religiosa, barroca, aponta-se o início da sua construção para 1532 e ainda neste século, a pintura da tela a óleo representando a visitação. Mais datas importantes na história desta igreja:

 

1601 - data inscrita em coluna do átrio da Provedoria assinalando a sua provável conclusão;

Séc. 18, fim do 1º quartel - provável execução dos painéis de azulejos, atribuídos a Oliveira Bernardes;

Séc 18 - execução do retábulo-mor;

1743 - execução da pintura do tecto da igreja pelo pintor Jerónimo da Rocha Braga;

1739 - execução dos nichos laterais do retábulo-mor;

1921 - arranjo do largo frontal e da escadaria actual, perdendo-se o anterior átrio que serviu de cemitério.

 

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Quanto aos painéis de azulejos, são no total 22 painéis, separados entre si por cercaduras de temática arquitetónica, consolas volutadas, acantos, cartelas e querubins, dispõem-se em dois registos sobre um lambrim de querubins segurando grinaldas.

 

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Os temas estão representados em paisagens profundas dominadas pela monumentalidade de elementos arquitetónicos de inspiração clássica. Na parede do Evangelho estão representadas: A cura do paralítico; Bodas de Canã; Ressurreição de Lázaro; Incêndio de Sodoma; Jesus profetiza a destruição de Jerusalém; Jesus e a Samaritana; A prisão de Jesus; Jesus cura a sogra de Pedro; Maria, refúgio dos pecadores; Oração por intermédio de Maria. Na parede da Epístola figuram-se: O calvário; Maria, Mãe de Misericórdia; Jesus aplaca a tempestade; Multiplicação dos pães; Maria, saúde dos enfermos; Jesus cura um hidrópico; A morte do Justo; A adúltera; A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel. Sob a balaustrada do coro-alto: A ceia do Senhor; Glorificação da Virgem; O lava-pés.

 

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Digno ainda de registo e realce toda a fachada da igreja, mas em especial o pormenor do coroamento por frontão com nicho, albergando escultura da Mater Omnium, com manto aberto protegendo desventurados.

 

 

Igreja Matriz / Igreja de Santa Maria Maior / Igraja Grande

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Tanto quanto se sabe, não se sabe com exatidão qual o início da construção desta igreja, no entanto é de raiz medieval, mas com vestígios que marcam fases importantes na sua estrutura cronológica. Da construção medieval conservou a imponente torre, rasgada por duas sineiras por face, com molduras e frisos de interligação decorados com boleados, motivos vegetalista e em ziguezague, apresentando frontalmente portal românico, precedido por nártex, com arquivoltas e molduras decoradas, assentes em colunelos com capitéis esculpidos, e nas paredes frestas, siglas, mísulas antropomórficos, bem como fragmento de friso com enxaquetado integrado na parede sobre a porta travessa.

 

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Ao longo dos tempos (séculos) a igreja foi-se transformando, sendo principalmente visíveis as transformações ocorridas no séc. 16, sendo particularmente visíveis nos portais, o da fachada lateral esquerda mais rico do que o principal, e na abóbada estrelada da capela-mor. Mas demos uma vista de olhos à cronologia da paróquia de Chaves e desta igreja para melhor ser entendida:

 

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Séc. 05 - É bispo em Chaves, Idácio de Limia;

742 - a cidade de Chaves é reconquistada aos Árabes por D. Afonso I;

872 - D. Adoário, capitão de D. Afonso III, reconstrói a cidade;

séc. 12 - primeira referência à paróquia de Chaves;

1258 / 1259 - restauro da Igreja ao mesmo tempo que o castelo;

1259 - nas Inquirições de D. Afonso III, refere-se o rendimento de um casal pertencente à Igreja;

1259 / 1262 - instituição da Colegiada de Santa Maria de Chaves; devido ao grande número de habitantes e à crescente importância do novo centro populacional, um páraco tornara-se insuficiente para atender às necessidades espirituais dos moradores da vila;

 

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1307 - composição entre D. Dinis e a vila de Chaves em que se determina que pertencem à coroa as rendas que até aí pertenciam ao concelho entre as quais "a terça da igreja de Santa Maria";

1386 - D. João I e D. Nuno Álvares Pereira, ouviram missa na Igreja depois da rendição da praça;

1415 - por intercessão de D. João I, foi criada a Colegiada de Santa Maria de Chaves, sendo Arcebispo em Braga D. Fernando da Guerra; tinha prior, prioste, quatro beneficiados, dois curas, dois sacristães e um obrigado;

1434 - a partir desta data, a Colegiada passa a ser constituída por um prior e quatro cónegos, contando-se entre as colegiadas mais importantes do arcebispado de Braga;

1462 - falecimento de D. Afonso, Duque de Bragança, que foi enterrado numa campa rasa na Igreja;

1506 - celebra-se a procissão do Anjo Custódio no terceiro domingo de Agosto, instituída por D. Manuel;

 

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1561 - o licenciado Domingos Gonçalves, prior da Igreja mandou ampliar e beneficiar o edifício e procedeu à construção da capela-mor à sua custa;

séc. 16 - construção da fachada renascença com uma larga porta sob rosácea que iluminava a nave central; reconstrução da fachada lateral N. com um portal maneirista encimado por dois medalhões com as efígies de São Pedro e São Paulo; desenho do castelo de Duarte d'Armas, em que se vê o edifício e a torre do relógio;

séc. 17 - D. Filipe III, criou um imposto sobre o azeite e o peixe vendidos no concelho, para cobrir as despesas com a pintura de um retábulo da igreja; colocação do órgão;

 

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1614, 19 outubro - tendo ganho uma empreitada de obra, o mestre escultor Afonso Martinez, encomenda um retábulo colateral da igreja ao entalhador e escultor Cornélio Guilhermo, por setenta ducados;

1640 - depois desta data foi substituído o retábulo intervencionado durante o reinado de D. Filipe III pelo de Nossa Senhora da Conceição, ladeada por São Sebastião e Santa Luzia;

1688 - era organista da igreja, Pedro Magalhães;

1755, 14 fevereiro - emissão da licença episcopal para a obra da reconstrução da Capela do Santíssimo, incluindo o retábulo;

1756 - reconstrução "a fundamentis" da capela do Santíssimo, sendo a obra de pedraria atribuída ao mestre pedreiro Silvestre Garcia, morador no arrabalde do Anjo, que arrematou a obra por 540 mil reis; cobrou mais 4$800 reis por fazer um arco no fundo da capela destinado a colocar um armário; arrematação da obra de talha pelo mestre entalhador João Correia Ferreira por 144$000; colocação de dois anjos grandes;

 

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1757, 30 maio - o Arcebispo através do seu governador Frei Aleixo de Miranda Henriques, expediu autorização para se colocar o Santíssimo e celebrar os ofícios divinos;

1758 - a Igreja era colegiada e tinha três naves, separadas por cinco arcos; tinha 7 altares: o altar-mor, o do Santíssimo Sacramento, o das Almas, o de Santa Justa e Rufina, o de São Sebastião, o do Santo Cristo e o de São Pedro; o primeiro altar tinha uma cruz de prata, a relíquia do Santo Lenho que se que manifestava ao povo, no dia da Exaltação; os santos dos altares tinham confraria ou Irmandades, exceto o de São Sebastião; o pároco é prior encomendado apresentado pelo Arcebispo de Braga e tinha 8$000 de rendimento por mês;

1780 - abertura das janelas e arcos dos três altares laterais da parede da nave direita, obras arrematadas pelos mestres de pedraria Manuel da Silva e Diogo da Silva, então assistentes na vila, por 331$000; execução das mesmas obras na parede da outra nave, por iniciativa da Ordem Terceira; séc. 19, 1º quartel - reposição da cobertura do coro após ter ruído;

1819 / 1824 - a Confraria do Senhor mandou reconstruir a cobertura sobre o primeiro arco, a Confraria das Almas mandou reconstruir a cobertura do segundo arco e a população de Chaves manda reconstruir o terceiro e quarto arcos;

 

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1824 - a Santa Igreja Patriarcal mandou decorar a capela-mor e as Confrarias do Senhor e das Almas mandaram o mestre carpinteiro de Loivos, Manuel Luís, concluir o forro do tecto da nave; faltavam ainda dois arcos, devendo ficar uma claraboia no último arco para dar luz à capela-mor; o teto dos últimos dois arcos orçou em 400$000; 1830, 29 Setembro - celebrou-se pela última vez com grande solenidade na Igreja de Santa Maria Maior a procissão do Anjo, facto que foi comunicado por escrito ao rei;

1839 - provável reparação, conforme data pintada nas traseiras do retábulo da capela-mor;

1865 - na sequência da demolição da torre dos Paços do Concelho, colocou-se o relógio e outros elementos na torre da igreja;

1874 - retificação das paredes laterais da nave para execução de um telhado de duas águas;

1880 - obras de nivelamento do largo fronteiro à fachada principal da igreja;

 

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1893, janeiro - provável reparação, de acordo com inscrição pintada nas traseiras do retábulo da capela-mor; mudança do arco triunfal de quebrado para volta perfeita;

1906 - provável intervenção conforme data pintada nas traseiras do retábulo da capela-mor;

1950 - artigo no jornal "Ecos de Chaves", da autoria de Francisco Gonçalves Carneiro, chama a atenção para o estado lastimável da frontaria da Igreja Matriz; duas semanas mais tarde, publica-se um segundo artigo do mesmo autor;

1965, 17 março - visita de técnicos da DREMN a Chaves para apreciação do projeto de recuperação da Igreja Matriz;

1966 / 1968 - realização de grandes obras na Igreja Matriz, onde participou o mestre carpinteiro Albano dos Santos;

1989, agosto - Despacho do Secretário de Estado da Cultura determinando a sua classificação como Imóvel de Interesse Público.

 

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Particularmente falando, eu próprio sou turista nas visitas que vou fazendo a esta igreja e sempre que lá entro não deixo de entrar numa de admiração e espanto. O silêncio ajuda a perdermo-nos em contemplações das enormes colunas estruturais, os arcos, a capela mor, os altares, o colorido e luminosidade dos vitrais e o órgão tardo-barroco, de influência alemã, de disposição simétrica, com castelos intercalados por nichos, e assente em duas mísulas. Em criança tremia de medo com a carantonha central e as duas figuras laterais por baixo do órgão, “anjos carecas de testa enrugada” a fixar o seu olhar no meu… ainda hoje, quando fixamos os olhares, os acho esquisitos… mas isso são coisas minhas.

 

E por fim, toda esta longa prosa só deixa aqui um pouco da realidade destes espaços, que sem dúvida merecem a nossa visita repetida.

 

Quanto ao antigo Hospital, dele, só já resta a fachada principal, e quanto ao Museu de Arte Sacra, depois de visitar a Igreja da Misericórdia e a Igreja Matriz, o melhor mesmo, e não perdermos tempo com ele e passearmos diretamente à Praça da República e ao restante da visita à cidade de Chaves, mas só amanhã continuaremos, pois por hoje já chega.

 

Consultas:

http://www.monumentos.gov.pt

 

 

 

15
Out19

Cidade de Chaves

A Semana do Turista - 2

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A semana do turista – 2

 

Ontem tínhamos ficado na visita à Torre de Menagem do antigo castelo de Chaves. Tinha deixado os nossos turistas no terraço da torre. Pois bem, há que descer, devagar, sem pressas. Chagados cá baixo, há que fazer a visita às nossas 4 praças monumentais e digo monumentais não pela sua monumentalidade sinónimo de grandeza, pois até são praças pequenas, mas monumentais, sim, porque é nelas que se encontram alguns dos nossos principais monumentos.

 

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Pois ao sair do jardim do castelo apanha logo de frente um pequeno conjunto colorido e florido de casario. Essa é a primeira praça a visitar. Trata-se da Praça do Município, sempre com bons motivos fotográficos e onde pode saborear o nosso afamado pastel de Chaves tal qual se deve comer, quentinho a sair ou acabado de sair do forno. Se for vegetariano, não há crise, ao lado existe uma frutaria. Estado aí, não deixe de apreciar a fachada posterior do edifício da Câmara Municipal de Chaves, antigo palacete de um fidalgo de Vilar de Perdizes.

 

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Contorne o edifício da Câmara Municipal e entrará na Praça de D.Afonso, I Duque de Bragança e 8º Conde de Barcelos, filho de D.João V que casou com a filha de D.Nuno Alvares Pereira, que viveram e tiveram os seus filhos nesta praça, daí eu chamar-lhe com toda a propriedade a praça do Duque, embora toponimicamente falando seja a praça do Camões. Pois o Sr. Duque é o homem que em estátua levanta a sua espada e lança olhares sobre a igreja Matriz e toda a praça (para saber mais sobre o duque, siga este link: https://chaves.blogs.sapo.pt/342269.html . Mas antes, ou depois de apreciar a estátua do duque, há que deitar um olho à pequena capela da Santa Cabeça, que é lindíssima. Demore-se nos pormenores do exterior e se estiver fechada, vá ao posto de turismo, que fica também nesta praça,  e exija que lha abram, pois o que é bonito é para se ver e eles têm lá a chave.

 

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Ainda aí, não deixe de entrar no edifício da Câmara Municipal de Chaves. Embora seja um edifício administrativo do executivo municipal, o átrio de entrada e escadaria central, merecem ser vistos, com um interessante painel de azulejos nas paredes do átrio. Pode visitar à vontade, pois é um edifício público e o que tem de interessante está à vista.

 

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Ao sair do edifício da Câmara Municipal, dirija-se ao edifício do lado, onde estão instalados o posto de turismo e o Museu da Região Flaviense de arqueologia e pré-história.

 

Até amanhã, ainda nas praças monumentais de Chaves.

 

 

08
Out19

Intemporalidades…

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Bem, convém esclarecer desde já que esta fotografia é de arquivo, pois decorriam as 16 horas, 5 minutos e 6 segundos do dia 25 de setembro do ano da graça de 2013 quando a tomei, algures aí numa das ruas do nosso centro histórico, digo isto porque como estas publicações vão parar ao facebook e por lá toda a gente tem opinião e se põem a mandar bitaites, não venha de lá um protestar pela publicidade, pela parede estar descascada, por isto ou aquilo, ou então, que veja na imagem mais uma oportunidade de lá colocar mais uma placa nos espaços disponíveis. A fotografia pode ser intemporal, mas aquilo que é fotografado não o é…

 

P.S. Não confundir intemporal com intemporais, que esses não mudam mesmo ao longo dos tempos!

 

 

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