Chaves de ontem, Chaves de hoje



Hoje ficamos com duas imagens, tomadas mais ou menos do mesmo local com o mesmo olhar, a diferença está nos anos em que foram tomadas, a primeira nos finais dos anos 80, talvez inícios dos aos 90 do século passado, e não podemos ter precisão na data por ser ainda da era analógica, quando o nosso arquivo ainda não estava organizado, mas sei que a tinha guardada no “baú” dos anos 80/90. A segunda imagem, essa sim, conhecemos-lhe a data, por ser recente e pelo registo digital que diz ser de 23 de junho de 2025, às 10H39. Dai poderemos afirmar com toda a certeza de que pelo menos 30 anos separam estas duas imagens.
Outras diferenças estão, por exemplo, no topónimo popular do local que nos anos 80 era Jardim das Freiras para hoje ser largo das Freiras, pois o jardim já faz parte da história deste local. Também no casario há algumas diferenças, pois com o tempo subiu em altura, mas diminuiu em quantidade. Referimo-nos ao casario confrontante com a ladeira da Trindade, do lardo esquerdo (a subir) todas as construções têm mais, pelo menos, 1 piso, enquanto que do lado direito, também a subir, a construção existente na primeira imagem foi demolida, outra nascerá no seu lugar, mas ainda não nasceu… no entretanto temos por lá um espaço abandonado e vedado com tapumes, mas também uma vista privilegiada sobre um pequeno troço da muralha medieval. Por último, o Monsenhor foi apeado do local e das vistas sobre o centro histórico e passar a residir entre as muralhas de betão do cino-chaves, mas pelo menos está no largo que tem o seu nome, Monsenhor Alves da Cunha, o que já é qualquer coisa…
Até amanhã!
P.S. Comos os flavienses que, por defeito ou tradição, andam um pouco arredados da nossa história, mas sabendo que ainda resistem alguns curiosos do saber, para quem quiser pode ficar a saber um pouco de quem foi o Monsenhor Alves da Cunha, basta seguir o link que vamos deixar, de um post antigo deste blog:
https://chaves.blogs.sapo.pt/324504.html




