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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

31
Mar16

Chaves de ontem, Chaves de hoje

ontem-hoje

 

Hoje fazemos um regresso ao ano de 1959, à Lapa, ainda com o antigo bairro da lapa adossado ao forte de S.Francisco. Os putos da bola de então que ficaram registados na imagem, hoje são flavienses de sessenta e tal anos.

 

lapa-1959-3.jpg

 

Fica então a imagem de Chaves de hoje, cujos arranjos são dos finais dos anos setenta e inícios dos oitenta do século passado, transformando o antigo capo da bola e recinto que acolhia os circos, no principal estacionamento da cidade. Quanto às casas adossadas à muralha, deram lugar a um espaço ajardinado.

 

1600-ontem-hoje (3)

 

 

 

 

 

11
Mar16

Chaves de ontem, Chaves de hoje

ontem-hoje

 

A lapa, em Chaves, antes de ser o atual estacionamento de popós, foi cemitério, campo(s) de futebol, poiso de circos, ringue de ajuste de contas entre a rapaziada do liceu e bairro de casas com pessoas, entre outras coisas.

 

lapa-1968.JPG

 

À semelhança do que acontecia  noutros locais na cidade, a muralha, neste caso a do Forte de S.Francisco, serviu durante muitos anos de amparo às construções que a ela se foram adossando . Atentados de outros tempos, mas bem mais fáceis de corrigir que os de hoje, pois em vez de betão armado, as casas da época eram de pedra e madeira para além de serem pequenas.

 

1600-ontem-hoje (4)

 

A primeira imagem é de 1968 e as casas por lá se mantiveram até inícios dos anos setenta. A segunda imagem, tomada mais ou menos do mesmo local,  é de há dias atrás, em fim de semana, por isso estar limpa de popós.

 

 

17
Fev16

Chaves de ontem, Chaves de hoje

 

ontem-hoje

 

Muitas vezes insurjo-me aqui contra as “verdades” da História, e não é por mero acaso, mas simplesmente porque sei que a História é feita conforme quem a transcreve, ou seja, se houver dois historiadores a fazer a História de um mesmo acontecimento, pela certa que vamos ter duas versões da mesma história, mesmo que documentada e mesmo que aparentemente semelhantes, há sempre pormenores que fazem a diferença e alteram toda a verdade. Hoje, nas imagens que vos deixo, temos um bom exemplo de uma verdade (ou não) alterada por um pormenor. Se repararem bem nas duas primeiras imagens que a seguir vos deixo, há pequenas diferenças entre ambas, começando na data em que foram tomadas, pois a primeira é de 1965 e a segunda de há dois dias atrás.

 

1 - cheia-1.jpg

Foto 1 -  de 1965

 

2 - ontem-hoje (19)-1.jpg

Foto 2  -  de fevereiro de 2016

Entre ambas as datas das fotos anteriores, o edifício em questão sofreu obras de reconstrução e à vista salta logo uma pequena diferença entre ambas, mais propriamente nas três janelas superiores que na versão atual são mais pequenas. De resto mantem-se quase tudo igual, não fosse esta placa (foto nº3) que assinala a altura que alcançou a cheia do Rio Tâmega de 22 de dezembro de 1909.

 

3- 13271-2.jpgFoto 3  -  de fevereiro de 2016

 

A placa foi ampliada da seguinte foto (4), que é uma foto atual:

 

4 - 13271-1.jpg

 Foto 4  -  de fevereiro de 2016

 

Mas vejamos a placa no contexto da fachada do edifício (foto 5) que é a foto atual, a mesma que a foto 2 só que a placa está agora assinalada dentro dum círculo vermelho, entre traços vermelhos que correspondem à altura da janela do lado:

 

5 - ontem-hoje (19)-2.jpg

 Foto 5

 

Então agora, fazendo o mesmo exercício na foto de 1965, observem onde estava então a placa da cheia (foto 6).

 

6 - cheia-2.jpg

 Foto 6

 

Segundo uma estimativa minha, a placa após as últimas obras de reconstrução do edifício, foi colocada cerca de um (1) metro acima. Inocência ou falta de referências de que a recolocou!? – Poderia ter sido, mas penso que não, é mais a nossa velha mania de empolarmos os acontecimentos fazendo das coisas pequenas grandes coisas. E assim se vai enganando quem vê a placa e a observa com espanto. Penso eu que seria de bom tom repor a verdade recolocando a placa no seu devido sítio. Mas aqui surge-me uma dúvida e essa é a dúvida da verdade, pois quem me garante a mim que a primeira placa estava no seu devido sítio!? – Sendo como somos, é bem possível que a primeira placa já tivesse sido colocada um (1) metro acima da verdade, o que a ser verdade, a verdade de hoje está 2 metros acima da grande cheia de 22 de dezembro de 1909. Contudo, pela foto seguinte dessa cheia, pela diferença que a água leva até à parte superior do arco o à parte inferior da janela do outro edifício, facilmente se poderá repor a verdade verdadeira, ou não. Mas vejamos a foto:

 

ca (533).jpgCheia de 1909

 

Pois o “ou não” do parágrafo anterior é que sabemos que a foto é da cheia de 1909, no entanto não sabemos se foi tomada no dia em que a cheia atingiu a sua altura máxima, e daí voltamos à estaca zero e lá teremos que acreditar, ou não, em mais uma mentira da história. Mas também pode ser verdade. E isto faz-me sempre lembrar o caso do Silveira e do Pizarro nos acontecimentos das segundas invasões francesas em Chaves (tinha de dizer isto...).

 

Enfim, mas tudo isto são balelas minhas, pois como não sou historiador, tudo que por aqui deixo não vale de nada…

 

 

02
Jan16

Chaves de ontem, Chaves de hoje

ontem-hoje

 

O prometido é devido e nesta última hora do dia vamos ter tempo ainda para deixar aqui alguns posts, retomado algumas crónicas que estavam adormecidas, com esta do Chaves de ontem e de hoje, que no caso, trata-se do Largo do Arrabalde em 1992 (a primeira foto) e o Largo do Arrabalde, hoje, dia 2 de janeiro de 2016 ( a segunda foto). Ambas as fotografias tomadas do mesmo local.

 

Arrabalde em 1992 - 1600-2015-04-22_7

 

Isto também para demonstrar a importância que a fotografia pode ter como documento, em que aquilo que se poderia explicar por palavras nunca teria a profundidade daquilo que se ve.

 

Arrabalde em 2016 - 1600-(45715)

 

Também para ir de encontro àquilo que no último post do ano velho disse aqui sobre a construção do Museu da Termas Romanas. Claro que alguma coisa tinha de ser feita, mas pela certa que haveria outras soluções. Ah!, e não me venham com a cantiga de que são coisas do IPPAR[i], pois que eu saiba, o IPPAR não faz projetos.

 

[i] O IPPAR – Instituto Português do Património Arquitetónico, existiu de 1992 a 2007 e todas as construções do Centro Histórico de Chaves eram obrigadas a ter parecer positivo deste organismo. Em sua substituição, mais ou menos com as mesmas funções acrescida das do Instituto Português de Arqueologia, também extinto, foi criado o IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Atualmente, penso, pois não tenho a certeza, que o IGESPAR também já não existe, passando todas as suas competências para a Direção-Geral do Património Cultural.

 

 

11
Abr14

Chaves de ontem, Chaves de hoje

 

Mais coisa menos coisa, de uma até a outra imagem que hoje vos deixo vão 100 anos, pelo menos a julgar pelo que se pode ler nas “Incursões Autárquicas de Firmino Aires: “ 6-  -1920 – Praça da República – Casa dos Arcos. Arrematada a demolição desta casa pelo construtor civil, desta vila, José Teixeira de Sousa, único concorrente, pela quantia de 50$00, com direito à pedra e com obrigação da limpeza do lugar”.

 

 

Sabemos assim que pelo menos até 1920 a Casa dos Arcos ocupava quase metade da atual Praça da República. Fotografias antigas que são autênticos documentos e que a julgar por outras fotografias existentes entre o ano de 1920 e o atual ano de 2014 a arquitetura da praça já conheceu várias versões, algumas bem mais interessantes (a meu ver)  que as que são documentadas nas fotografias de hoje.

 

 

 

13
Mar14

Chaves de ontem, Chaves de hoje

 

Vamos lá a Chaves de ontem e Chaves de hoje com mais um espaço jardim que com o tempo deu lugar a dois edifícios públicos.

 

 

 

Uma das referências mais antigas que encontrei para este espaço está relatado na “História Moderna e Contemporânea da Vila de Chaves”, Volume I, de Júlio Montalvão Machado onde se cita uma passagem do Jornal Intransigente do ano de 1904:

 

“ – Está transformado em Jardim a alameda contígua à Avenida Tenente Valadim. Um gracioso qualquer (e na nossa terra abundam) lembrou-se de chamar “Maria Rita”, não sabemos porquê, à figura algo aleijada e deselegante que ali puseram na muito falada “taça”, a jorrar água de uma trompa que tem na boca. Daí o nome de “Jardim da Maria Rita” que vão dando com certa insistência ao aprazível passeio com que a Câmara acaba de dotar a parte alta da vila”

 

a mesma foto atrás reproduzida numa outra edição de postais da Papelaria Mesquita

 

Contudo, Firmino Aires nas “Incursões Autárquicas” deixa uma referência de uma ata da Câmara Municipal datada de 28-12-1903 onde se diz:

 

“ Jardim Maria Rita. Aquisição de um golfinho de ferro fundido, para o jardim, pela quantia de 36$765 réis.”

 

A referida estatueta da "Maria Rita" em paradeiro (por mim) desconhecido

 

A atual "escultura" substituta da "Maria Rita"

 

Teria então nascido o Jardim da Avenida (conforme mencionado em postais), Jardim Maria Rita ou ainda Jardim Tenente Valadim (conforme mencionado em “Incursões Autárquicas” e  “História Moderna e Contemporânea da Vila de Chaves”, nos inícios do Século Passado.

 

O Jardim Maria Rita com taça sem água mas com Maria Rita (foto de 01-08-2008 às 13H33)

 

Quanto à Maria Rita, a tal estatueta “algo aleijada e deselegante” à qual eu até achava alguma graça e interesse, não sei o que é feito dela, pelo menos não está no sítio do costume, onde agora nasceu em sua substituição uma mesa de pedra com uma “mijareta” ao centro, esta sim (a meu ver) bem mais aleijada e deselegante que a pequena Maria Rita.  Já agora, que é feito da Maria Rita?

 

Jardim Maria Rita com taça com água mas sem Maria Rita - Foto de  08-03-2014, às 16:00

 

Só mais uma: Fica aqui provada a importância que tem fotografarmos a torto e a direito tudo aquilo que vemos e por onde vamos passando, pois mais cedo ou mais tarde vai ser um importante documento com o qual também se pode fazer História. E com esta me vou.

 

 

03
Jan14

Chaves de ontem e de hoje

 

Às vezes prometo aqui no blog fazer isto, ou aquilo… e por vezes as promessas parece que ficam esquecidas, como é o caso desta rubrica de Chaves de ontem e de hoje.  Mas não, aqui as promessas são para cumprir, às vezes pode é faltar oportunidade para que tal aconteça, mas acaba por acontecer.

 

 Pois hoje aqui ficam duas imagens que distam uma da outra apenas 59 aninhos, pois a primeira é datada de 1953 e a segunda de 2012. Da primeira desconheço o autor e ainda me faltavam uns anitos para nascer. A segunda foi tomada por mim, na minha peregrinação anual e obrigatória à Srª das Brotas. A título de curiosidade e com a distância dos tais 59 anos, o olhar dos fotógrafos foi de pura coincidência, ou talvez não, mas verdade, verdadinha, na altura da minha toma desconhecia a primeira imagem, ou seja, hoje apenas repetimos olhares que os nossos pais ou avôs já olharam e apenas a paisagem humana se transformou.

 

 

 

 

 

03
Ago11

El contador do Castelo

 

 

 

Há coisa de um ano deixava aqui um post com o mesmo título. Como o post ainda continua actual, simplesmente o deixo aqui de novo. Claro que o número do contador aumentou:

 

 

Este blog é assim, vai perdendo umas crónicas, mas vai ganhando outras, principalmente aquelas que se relacionam ou pretendem fazer um serviço público à cidade de Chaves. O Repórter de Serviço continua a andar por aí e vai continuar a andar, mas hoje surge com uma nova crónica “El Contador” e pretende ir de encontro a promessas, obras e afins que entraram em fase de esquecimento ou há muito estão esquecidas. Coisas geralmente simples de resolver, mas que fazem a diferença e em nada contribuem para uma cidade de Chaves melhor, principalmente aos olhos de quem nos visita.

 

É tempo de contar o tempo que o tempo demora a resolver esses pequenos pormenores que fazem grandes diferenças. Uma rubrica que se irá repetir aqui a contar os dias que determinados “casos” demoram a resolver, iniciando hoje com as obras do Castelo (Torre de Menagem), cuja história se resume em poucas linhas:

 

A História

 

Em Agosto de 2008 um turista que visitava o castelo reclamou pelo mau estado de conservação do telhado da torre de menagem. De imediato e a fim de se proceder à reparação do telhado, a Câmara Municipal mandou encerrar o terraço do Castelo. Se a pronta decisão foi de aplaudir, já não o é o tempo em que as tais obras demoram a fazer ou a iniciar, ainda para mais tendo em conta que o terraço do castelo é um autêntico miradouro sobre o centro histórico e o principal atractivo para a penosa subida de toda a escadaria. Sei que a maior parte dos visitantes reclama (por sentir-se enganado) por lhe ser vedado o acesso ao terraço e às vistas sobre a cidade. O Facto é que já lá vão mais de 2 anos e nada (nem sinais) do raio das obras de substituição de meia dúzia de telhas se iniciarem. Já é tempo do tempo ditar por aqui o tempo que essas obras demoram a fazer. Assim, a partir de hoje, vamos iniciar o contador do tempo, em dias, que o terraço do castelo fechou para obras:

 

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Contador actualizado

 

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Os factos

 

Continua-se a aguardar que a Stª Engrácia se decida, para já, a iniciar as obras!

 



10
Mai10

Chaves de Ontem e de Hoje - Desvio do Rivelas

Hoje fica uma imagem bem curiosa com o Rivelas no seu desaguar original e que por motivos de captação das águas termais foi decidido em 1949 desviar o seu desaguar no Tâmega, mas só após ultrapassados os medos da origem do aquecimento das águas termais não se deverem a um hipotético vulcão adormecido por estas terras. A hipótese do Vulcão só com a tese “As Caldas de Chaves” do Dr. Mário Carneiro é que foi desmontada com os pareceres de vários geólogos que explicaram o aquecimento das águas.


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O Dr. Mário Carneiro no livro « A Magia de Aquae Flaviae» e baseado no estudo de vários geólogos afirma que “as Águas das Caldas são águas provenientes de lagos e rios, da neve e da chuva, que vão penetrando através de fendas  da crosta terrestre até um ponto a mais de 2000 metros de profundidade em que atingem altas temperaturas e voltam à superfície enriquecidas pelos elementos que vão associando na sua travessia das rochas de fractura geológica por onde passam, o que se admite demorar largos anos”. Continua o Dr. Mário Carneiro a referir no mesmo livro que “no caso especial das Caldas de Chaves e baseando-nos nos estudos feitos por Choffat e Rego Lima a emergência  da Água das Caldas provinha de um filão de xisto, que Correia de Lima admitia estar a uma profundidade apenas de três metros, escondido por depósitos de aluvião. Choffat afirmava ser possível esta hipótese embora a fenda por onde passa a água atravesse o granito em profundidade devendo a sua alta termalidade em relação com a grande profundidade de que provém”. E continua o Dr. Mário Carneiro “ Bastava mudar de leito o ribeiro Rivelas e procurar em plena rocha a saída da água” e assim aconteceu por decisão do Estado em 1949, mas penso que só alguns anos mais tarde  que o Rivelas seria desviado, pois a julgar pela foto antiga já existia a Ponte nova ou Ponte Barbosa Carmona com algum uso e, esta ponte foi inaugurada em 1950 tal como o antigo balneário que também aparece na foto e que foi inaugurado nesse mesmo ano de 1950.


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Atualmente o Rivelas passa em túnel construído por baixo da rotunda da Praça do Brasil que só alguns anos após a inauguração da ponte Barbosa Carmona é que foi construída com a construção das Avenidas Novas que ligam a rotunda ao Santo Amaro e ao Castelo e só aí é que o desvio do Rivelas teria sido feito.

 

São apenas alguns preciosismos para se entender o quando e o porquê do Rivelas ter sido desviado e ter também deixado a Ponte seca que ainda hoje existe junto à atual buvete.

 

 

 


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